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O Trabalho de Colaboradores com Deficiência nas Empresas: com a Voz os Gestores de Recursos Humanos

PID: S1413-65382017000200261 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: COUTINHO RODRIGUES PASSERINO
RESUMO: o protagonismo da pessoa com deficiência tem marcado o espaço escolar, a universidade e o mercado de trabalho, apesar do país ainda ter um longo caminho a ser percorrido. Uma das estratégias para minimizar visões reducionistas que levam em conta apenas o que falta na pessoa com deficiência são as políticas de ações afirmativas que emergem no Brasil a partir dos anos 90. Os dispositivos legais brasileiros e a fiscalização de seu cumprimento pressionam os setores de Recursos Humanos (RH) das empresas a incorporar projetos inclusivos que propiciem a contratação de colaboradores com deficiência. O artigo apresenta um recorte de uma pesquisa que se propôs a descrever as representações de gerentes de RH sobre o trabalho da pessoa com deficiência. Caracteriza-se como um estudo de caso (multicasos), desenvolvido a partir de observações não participantes e entrevistas semiestruturadas com sete gerentes de RH de empresas brasileiras de grande porte. Os resultados revelam que a constituição de preconceitos em relação à pessoa com deficiência contribui para que ela seja percebida como a responsável pelas limitações advindas dessa condição, omitindo-se fatores provenientes de um contexto social que não assume, ainda, a inclusão como compromisso em todos os âmbitos.

Pais de Crianças com Paralisia Cerebral Pouco Estressados

PID: S1413-65382017000100111 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: CUNHA PONTES SILVA
RESUMO: a presente pesquisa objetivou identificar, com base na Bioecologia do Desenvolvimento de Bronfenbrenner, fatores de proteção e de risco nas falas de pais de crianças com paralisia cerebral considerados pouco estressados. Inicialmente, 101 pais responderam aos questionários sociodemográficos, de limitação funcional da criança e de estresse parental. Posteriormente, um grupo focal foi realizado com sete pais. Verificou-se maior frequência de relatos protetivos, principalmente relacionados à pessoa, entretanto também se observou relatos sobre o contexto e o tempo. Finalmente, verificou-se que os pais utilizaram mecanismos protetivos eficientes, que podem justificar o baixo nível de estresse encontrado.

Processo de Construção de Recurso de Tecnologia Assistiva para Aluno com Paralisia Cerebral em Sala de Recursos Multifuncionais

PID: S1413-65382017000400547 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: FACHINETTI GONÇALVES LOURENÇO
RESUMO de acordo com o Programa de Implementação de Sala de Recursos Multifuncionais, a Tecnologia Assistiva está disponível para o Atendimento Educacional Especializado e cabe ao professor da Educação Especial implementar os recursos e planejar seu uso, com metodologias e estratégias de ensino que contemplem as necessidades dos alunos do público-alvo da Educação Especial. Dessa forma, este trabalho teve como objetivo implementar e avaliar um recurso de Tecnologia Assistiva para um aluno com Paralisia Cerebral de forma colaborativa com a professora da Sala de Recursos Multifuncionais, por meio do fluxograma apresentado na literatura. Para isso, diversos procedimentos metodológicos foram realizados: 1) entrevista com a professora; 2) avaliação do aluno; e, 3) filmagens dos atendimentos na Sala de Recursos Multifuncionais. Os resultados mostraram a eficácia de seguir corretamente as etapas do fluxograma, o benefício da Tecnologia Assistiva para o atendimento de alunos com Paralisia Cerebral, a importância de acompanhar o processo de confecção e, principalmente, avaliação do uso do recurso. Verificou-se também a influência dos tipos de estratégias de ensino que a professora utilizava no processo de ensino aprendizagem do aluno com Paralisia Cerebral.

Professores Interlocutores e Educação de Surdos: a Inclusão na Rede Estadual Paulista

PID: S1413-65382017000400563 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: LOPES
RESUMO esta pesquisa buscou identificar a função social do professor interlocutor, atuante na educação de surdos da rede estadual paulista, e cujas atribuições não são especificadas nas políticas públicas. Foram realizados dois estudos: no Estudo 1, um material disponibilizado por uma secretaria de educação para reflexão coletiva da função do professor interlocutor, para identificar o significado social da atividade, foi analisado; no Estudo 2, analisou-se, em profissionais de um município paulista, a atribuição de sentido pessoal à atividade. Foram entrevistados 21 participantes, com apoio de roteiro semiestruturado. À luz da Psicologia Histórico-Cultural, o método de análise empregou descrição empírica dos dados; elaboração de categorias analíticas; e retorno à realidade concreta, a fim de explicá-la. No Estudo 1, compreendeu-se o significado social da atividade do professor interlocutor enquanto ser professor. Entretanto, o Estudo 2 mostrou que tal significado não é compartilhado entre os profissionais, os quais compreendem que devem ser intérpretes. Conclui-se que políticas federais e estaduais se contradizem e que a organização do ensino na rede contempla a subordinação de um professor a outro. Ressalta-se a necessidade de que o professor interlocutor assuma a atividade de ensino conscientemente e, juntamente com o professor regente, empenhe-se na organização do ensino para todos os estudantes.

Questionário de Necessidades de Informação em Linguagem e Comunicação Alternativa (QNILCA-F) - Versão para Família

PID: S1413-65382017000100053 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: FERREIRA-DONATI DELIBERATO
RESUMO: a comunicação suplementar e/ou alternativa (CSA) é uma área da ciência que se dedica a desenvolver recursos, estratégias, processos e técnicas voltados à comunicação de indivíduos com restrições na comunicação verbal. Deve-se prever, neste contexto, a participação dos familiares, bem como suas necessidades de informação e orientação. O objetivo deste trabalho foi realizar adequação e ampliação de um questionário desenvolvido para identificar temas de interesse em comunicação, por meio da inclusão de itens relacionados à comunicação alternativa. O instrumento é composto por uma parte introdutória de identificação do respondente e de um checklist com itens não excludentes mutuamente. A elaboração de novos itens do checklist, na temática da CSA, obedeceu às seguintes etapas: redação de itens; correção da redação de itens da primeira versão; avaliação dos itens por juízes e incorporação das sugestões de ajustes considerados pertinentes; remodelação final e formatação. Foram desenvolvidos vinte itens, que representam dúvidas de familiares de crianças e jovens que não se comunicam por meio da fala, usuários ou potenciais usuários ao uso de CSA. Os procedimentos utilizados definiram formato e conteúdo do instrumento, habilitando-o para o processo de validação e/ou remodelação, por meio da utilização em pesquisas e práticas interventivas em comunicação alternativa.

Relação entre Criatividade e Altas Habilidades/Superdotação: uma Análise Crítica das Produções de 2005 a 2015

PID: S1413-65382017000300455 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: REMOLI CAPELLINI
RESUMO: alunos com altas habilidades/superdotação (AH/SD), embora sejam parte do público-alvo contemplado pela Educação Especial brasileira, muitas vezes não recebem a mesma atenção que alunos com deficiência. Uma das características de alunos com AH/SD é a criatividade, que deve ser estimulada a fim de ser desenvolvida. Nesse contexto, este artigo apresenta uma revisão de literatura elaborada a partir de artigos produzidos entre 2005 e 2015 visando a descrever a relação entre os constructos criatividade e altas habilidades/superdotação e verificar como tem ocorrido o estímulo da criatividade a tal público. Uma busca nas bases de dados Web of Science e Dialnet com os unitermos "giftedness" e "creativity" foi realizada e obtidos 20 artigos que abordavam a inter-relação dos temas apresentados. Eles foram classificados em: estudos teóricos (4); revisão de literatura (4); e estudos experimentais (12). Após a leitura dos textos encontrados, verificou-se que a temática que mais se repetiu foi a comparação da criatividade em alunos com e sem AH/SD, especialmente tendo alunos do Ensino Fundamental como público-alvo. Os diferentes resultados encontrados também revelam uma preocupação quanto à confiabilidade de resultados obtidos por meio de testes, especialmente quanto à sua influência sobre o emocional dos participantes e à falta de padronização entre os instrumentos, o que dificulta uma análise precisa da relação entre AH/SD e criatividade. A falta de publicação a respeito de programas de enriquecimento da criatividade a alunos com AH/SD revela que há maior preocupação em mensurar do que desenvolver a criatividade nesse público.

Representações Sociais sobre a Deficiência: Perspectivas de Alunos de Educação Física Escolar

PID: S1413-65382017000200245 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: MORGADO CASTRO FERREIRA OLIVEIRA PEREIRA SANTOS
RESUMO: as representações sociais da deficiência (RSD) podem ter amplo impacto na efetiva inclusão nas aulas de Educação Física. O objetivo deste estudo foi investigar as RSD por alunos de Educação Física e avaliar as repercussões destas na efetiva participação do aluno com deficiência nas atividades pedagógicas propostas. O estudo descritivo, qualitativo e exploratório contou com a participação de 29 estudantes da rede Estadual de Ensino dos municípios de Itaguaí e Seropédica - RJ, de ambos os sexos, com idade média de 19,55 anos (DP=5,05), com ou sem a manifestação de uma deficiência e que praticavam aulas de Educação Física. A Entrevista semiestruturada foi utilizada para coleta de dados. As entrevistas foram gravadas, transcritas na íntegra e analisadas com a técnica de análise de conteúdo. Três categorias emergiram: (1) RSD: modelos teóricos; (2) RSD: conceitos e valores; (3) representações sociais e participação nas aulas de Educação Física. Cada uma destas foi discutida junto com sugestões para estudos futuros. Conclui-se que a maioria das RSD foi pautada no modelo médico, com características estigmatizantes e excludentes, as quais podem ter amplo impacto na participação dos alunos com deficiência nas aulas de Educação Física, o que torna essencial a elaboração de intervenções que enfoquem esta problemática e contribuam para efetiva inclusão.

Revisão Sistemática das Pesquisas Colaborativas em Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar no Brasil

PID: S1413-65382017000200279 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: SOUZA MENDES
RESUMO: a implementação da política de inclusão escolar no Brasil tem produzido mudanças que impactam desde a formação docente até a atenção dada aos alunos do público-alvo da Educação Especial nos contextos escolares. Essas modificações vêm sendo acompanhadas por investigações científicas que buscam evidenciar as características desse processo e os problemas surgidos a partir dele. Aos poucos, os pesquisadores começaram a assumir um papel mais ativo nesse processo de transformação do cotidiano escolar inclusivo, o que levou a um aumento na quantidade de pesquisas colaborativas realizadas na área da Educação Especial na perspectiva da inclusão escolar. Neste sentido, nosso objetivo foi descrever e analisar o que tem sido produzido pelas pesquisas-ação colaborativas desenvolvidas na área da Educação Especial na perspectiva da inclusão escolar, no período de 2008 a 2015, tomando como fonte os resumos das teses e dissertações nacionais. Os descritores utilizados foram: pesquisa participante; pesquisa ação; pesquisa colaborativa; pesquisa-ação colaborativa; pesquisa ação crítico-colaborativa; inclusão escolar; e educação especial. A busca foi realizada na base de dados da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. Os resumos de 41 trabalhos foram analisados com base em um protocolo elaborado para esta investigação. A caracterização das pesquisas evidenciou suas contribuições para a formação dos profissionais que atuam na escola junto aos alunos do público-alvo da Educação Especial; para a inclusão escolar desses alunos; além de apontar as lacunas e possíveis sugestões para a solução de problemas identificados no campo da Educação Especial e da Inclusão Escolar.

Sombreando a Pessoa com Deficiência: Aplicabilidade da Técnica de Sombreamento na Coleta de Dados em Pesquisa Qualitativa

PID: S1413-65382017000200185 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: SILVA FERREIRA
RESUMO: este artigo tem como foco a aplicabilidade da técnica de sombreamento na pesquisa sobre acessibilidade em uma instituição de ensino superior brasileira. No Brasil, esta técnica é ainda pouco conhecida, aplicada e disseminada apesar de sua relevância por alocar o pesquisador sombra dentro da rotina diária do participante. Neste estudo, apresentamos a aplicabilidade da técnica de sombreamento no cotidiano acadêmico de um estudante cego. Os resultados indicam que esta técnica (a) situa o investigador dentro da experiência de vida real do participante, aproximando pesquisadores sem deficiência da realidade vivida pelas pessoas com deficiência; (b) a técnica clarifica e amplia o conceito de acessibilidade na prática porque cruza o discurso oficial ou política de inclusão com aquilo que acontece no ambiente, isto é, a voz da pessoa com deficiência ganha destaque porque é ela que indica o que é ou não acessível; (c) joga o pesquisador dentro de micro-espaços (como sala de aula, refeitórios) que são lugares onde ocorrem relações de poder geradoras de barreiras para aqueles com deficiência e (d) favorece a identificação de barreiras cotidianas e, portanto, contribui para o desenvolvimento de políticas institucionais de acessibilidade que auxiliam na diminuição e eliminação dos obstáculos na trajetória universitária de estudantes com deficiência. Conclui-se que a técnica de sombreamento, aplicada ao processo de coleta de dados e produção de conhecimentos com e sobre pessoas com deficiência, contribui para o desenvolvimento de metodologias de pesquisa inovadoras no campo da Educação Especial, Inclusão em Educação e Estudos sobre a Deficiência.

Tecnologia Assistiva: Concepções de Professores e as Problematizações Geradas pela Imprecisão Conceitual

PID: S1413-65382017000100081 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: BORGES TARTUCI
RESUMO: a incipiência do conceito de Tecnologia Assistiva adotado no Brasil têm permitido interpretações diversificadas sobre o que se configura ou não como pertencente a esta área do conhecimento. Durante uma pesquisa de mestrado, que visava compreender as concepções e práticas de professores de atendimento educacional especializado sobre Tecnologia Assistiva, verificou-se, dentre outros resultados, fragilidades em relação ao conceito. Assim, este artigo objetiva compreender e analisar as concepções de Tecnologia Assistiva de professores de atendimento educacional especializado, além de discutir as problematizações geradas pela incipiência do conceito. Foi utilizada a pesquisa colaborativa que busca aproximar conhecimentos acadêmicos e prática docente, gerando produção científica e formação de professores. Participaram da pesquisa professores de atendimento educacional especializado de salas de recursos multifuncionais e centros de atendimento educacional especializado. A coleta de dados se deu por meio de entrevistas coletivas semiestruturadas, e os dados foram organizados e categorizados para análise. Os resultados demonstram que, por meio da pesquisa colaborativa, foi possível promover formação básica aos professores, e, através deste consequente empoderamento, notou-se o despertar dos processos reflexivos nas docentes, de modo a levá-las a discutirem e problematizarem questões relativas a incipiência do conceito de Tecnologia Assistiva adotado no Brasil.

Universidade Acessível: com a Voz os Estudantes Surdos do Ensino Médio

PID: S1413-65382017000400531 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2017
Autores: MOURA LEITE MARTINS
RESUMO o sistema educacional tem dificultado o acesso à escola e/ou à classe bilíngue para os surdos, ofertando essencialmente o atendimento especializado no contraturno para alunos da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Esse modo de organização do ensino, aliado à falta de reconhecimento dos estudantes surdos, enquanto grupo linguístico minoritário, colaboram para mantê-los afastados da universidade. O texto em questão retrata as expectativas de acesso ao Ensino Superior por estudantes surdos. Sete estudantes surdos, que utilizavam a Libras (Língua Brasileira de Sinais), participaram do estudo. Eles estavam matriculados no Ensino Médio em uma escola da rede pública estadual de ensino de um município do Oeste Paulista. Os dados foram coletados por meio de entrevistas individuais realizadas em Libras e filmadas para posterior transcrição para a Língua Portuguesa. A análise recaiu sobre o tema Expectativa de Acesso ao Ensino Superior. Os facilitadores e as barreiras reconhecidas por esses alunos para acessar o Ensino Superior foram identificadas. Grande parte dos alunos manifestou o desejo de ingressar na universidade e de continuar seus estudos. A falta de preparo e orientação da escola básica para garantir os conhecimentos científicos necessários a essa finalidade aliada à ausência do profissional tradutor/intérprete de Libras/Português no contexto universitário foram consideradas como os maiores obstáculos para o ingresso na universidade.

A Educação Inclusiva: um Estudo sobre a Formação Docente

PID: S1413-65382016000400527 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: TAVARES SANTOS FREITAS
RESUMO a lacuna na formação de professores é apontada por vários autores como uma das dificuldades mais significativas para a efetivação do processo de inclusão. Em decorrência de questão tão pertinente a presente pesquisa teve por objetivo investigar a formação em educação inclusiva de professores da rede pública que atuam com crianças com deficiência, em escolas regulares do ensino fundamental. Foram entrevistados 52 professores sendo: 25 professoras regentes, 17 professoras apoio e 10 professores de educação física. As entrevistas foram gravadas e transcritas. Utilizou-se a análise de conteúdo e, como referencial teórico, o Modelo Bioecológico de Desenvolvimento Humano. No que diz respeito à formação dos docentes, categorias de análises foram identificadas: o reconhecimento da importância da formação pelos docentes, a angústia pela percepção de formação insuficiente, a busca pela formação continuada ou ainda por especializações através de cursos e até mesmo pós-graduação como forma de preencher essa lacuna, crítica ao conteúdo das disciplinas cursadas, formação como facilidade de acesso à informação, distância entre teoria e prática. A inclusão de crianças com deficiência no contexto das escolas regulares ainda tem muito a avançar, principalmente no que diz respeito à formação dos professores que se relacionam diretamente com essas crianças.

A Eficácia de um Programa de Treino de Trampolins na Proficiência Motora de Crianças com Transtorno do Espectro do Autismo

PID: S1413-65382016000100039 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: LOURENÇO ESTEVES CORREDEIRA TEIXEIRA E SEABRA
RESUMO: crianças com transtorno do espectro do autismo (TEA) apresentam um desempenho motor inferior às crianças em geral. Com este estudo pretende-se avaliar a eficácia de um programa de treino de trampolins, com a duração de 20 semanas, na proficiência motora e índice de massa corporal (IMC) de crianças com TEA. Participaram um total de 17 crianças (entre os 4 e os 10 anos de idade) com diagnóstico de TEA, que foram distribuídas por dois grupos: grupo experimental (n=6), e controlo (n=11). O grupo experimental foi submetido a uma sessão de treino de trampolins por semana com uma duração de 45 minutos. O grupo de controlo compreende crianças cuja atividade física foi limitada ao currículo obrigatório. A proficiência motora foi avaliada através da bateria de testes Bruininks - Oseretsky. O IMC foi calculado recorrendo à fórmula internacionalmente referenciada. Para análise de variância de medidas repetidas (ANOVA). Ambos os grupos apresentaram características idênticas na avaliação inicial. No que se refere à proficiência motora foram evidentes e significativas as melhorias no GE após o programa de trampolins de 20 semanas (p<0.001). No grupo de controlo embora se tenham observado melhorias significativas estas não apresentaram significado estatístico (p>0.05). Relativamente ao IMC não se registraram alterações significativas em ambos os grupos com a realização do programa de trampolins (p>0.05). Em face deste quadro de resultados é possível concluir que a participação em um programa de trampolins com a duração de 20 semanas contribuiu para melhorar significativamente a proficiência motora de crianças com TEA.

A Escola como Espaço para Efetivação dos Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência

PID: S1413-65382016000300443 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: MARIUSSI GISI EYNG
RESUMO: este artigo tem como objeto de estudo a educação em direitos humanos como estratégia para o respeito aos direitos das pessoas com deficiência. Faz referência à construção histórica dos direitos humanos e a contribuição da escola para a efetivação desses direitos hoje assegurados em legislação. A escola é local para propagar uma cultura dos direitos, espaço privilegiado para a convivência em direitos humanos, espaço para compreender e vivenciar a diversidade. Considerando a implementação da política nacional de educação em direitos humanos, foi realizada uma pesquisa junto a 18 professores e gestores de educação básica, que atuam em escolas que possuem alunos incluídos, sobre a percepção existente a respeito da efetividade da legislação vigente que trata dos direitos das pessoas com deficiência. Os resultados evidenciam um discurso que contempla a defesa dos direitos ao mesmo tempo em que demonstra a fragilidade da prática quando relacionada à legislação vigente. Para uma mudança, a escola necessita educar-se para os direitos humanos e todos os envolvidos no processo educativo devem construir coletivamente projetos que possibilitem a vivência dos direitos humanos. Educação inclusiva como garantia de direitos é muito mais do que estar na escola, é contribuir para a igualdade das condições de vida.

A Inclusão de Pessoas com Necessidades Especiais no Ensino Superior1

PID: S1413-65382016000200299 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: OLIVEIRA OLIVEIRA OLIVEIRA TREZZA RAMOS FREITAS
RESUMO: trata-se de uma revisão integrativa que objetivou analisar a produção científica sobre a educação inclusiva no ensino superior. Os dados foram coletados nas bases de dados Lilacs, Scielo, Cochrane, Medline e PubMed, entre os anos 2005 e 2014, utilizando-se os descritores controlados Special Education, Education Higher, Mainstreaming Education e Disabled Personse e os descritores não controlados Educação Especial, Educação Superior, Inclusão Educacional e Pessoas com Deficiência; Educación Superior, Propensíon Educación, Personas com Discapacidad. A amostra constituiu em 16 artigos. As publicações sobre a educação inclusiva no ensino superior têm sido tênues, demonstrando que ainda há muito a avançar nesse assunto. Conclui-se que o tema educação inclusiva é mais estudado em relação às crianças; as atenções dos estudiosos em relação a pessoas adultas com necessidades especiais envolvem mais a assistência em saúde e não a educação inclusiva no ensino superior.

A Representação Cultural da Deficiência nos Discursos Midiáticos do Portal do Professor do MEC

PID: S1413-65382016000100065 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: OLIVEIRA ARAÚJO
RESUMO: na presente pesquisa, objetivamos investigar a representação cultural da deficiência nos discursos midiáticos do Portal do Professor do Ministério da Educação (MEC), buscando identificar os estereótipos e as possíveis essencializações existentes na produção dos sujeitos com deficiência. Nossa análise fundamentou-se na perspectiva foucaultiana de análise arqueológica do discurso, portanto, elegemos como arquivo um conjunto de documentos que vão desde aulas produzidas no Espaço da aula, passando por publicações no Jornal do professor, nos quais se encontram artigos ligados à deficiência, por discursos de profissionais da educação, veiculados nos vídeos institucionais, até músicas, artigos de revistas, histórias em quadrinhos (HQs), vídeos do youtube, textos da literatura infantil, dentre outros. Os achados da pesquisa revelam que, embora o discurso do Portal atraia os professores pelas possibilidades de intervenção, de transformação que oferece, apesar do conjunto heterogêneo de técnicas que utiliza, conquanto seja subsidiado pelo Ministério da Educação, continua persistindo na produção da deficiência de uma maneira pejorativa e estereotipada. Assim, o Portal do Professor do MEC, ao colocar ao dispor dos professores metodologias variadas, ao mostrar as condutas desejáveis, ao prescrever práticas pedagógicas que cumpram as metas educacionais propostas pelo Estado Brasileiro, para educação das pessoas com deficiência, numa perspectiva inclusiva, pode acabar produzindo um efeito contrário, tendo em vista que muito do que é proposto nesse espaço formativo está atrelado a uma concepção de educação normalizadora e patologizante, contrariando os pressupostos básicos de uma educação inclusiva.

A Subjetividade Social da Escola e os Desafios da Inclusão de Alunos com Desenvolvimento Atípico

PID: S1413-65382016000200253 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: SANTOS MARTÍNEZ
RESUMO: a presente pesquisa objetivou analisar os principais elementos da subjetividade social de uma instituição de ensino público, para refletir sobre os desafios concretos a serem enfrentados ante a inclusão escolar de alunos com desenvolvimento atípico. A inclusão escolar constitui-se um desafio de natureza organizacional, política, pedagógica, cultural e subjetiva dos atores e das instituições que compõem os sistemas de ensino. A subjetividade social, uma das categorias centrais da Teoria da subjetividade, é o arcabouço teórico definido para fundamentar este estudo. Para atingir o objetivo proposto, optamos pela Epistemologia Qualitativa com o propósito de ancorar as construções teórico-metodológicas. A pesquisa foi realizada por meio de estudo de caso, que correspondeu ao acompanhamento da experiência pedagógica de uma escola pública de ensino fundamental. Optamos por instrumentos escritos e não escritos, dentre os quais citamos: entrevista, dinâmica conversacionais, observações, análise dos documentos da escola. Participaram da investigação membros do núcleo gestor e professores da escola. Tendo em vista o estudo de caso analisado, entendemos que a tendência dominante da subjetividade social da instituição de ensino mostrou-se desfavorável ao enfrentamento dos desafios propostos pela educação inclusiva à escola. Concluímos, assim, que o enfrentamento dessa realidade requer uma produção de sentidos subjetivos dos atores da escola que favoreça repensar concepções e ações educativas.

Altas Habilidades/Superdotação Percebidas pelas Mães nos Seus Filhos com Deficiência Visual

PID: S1413-65382016000200203 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: LOPES GIL
RESUMO este estudo teve por objetivo verificar se mães de crianças com deficiência visual identificam características e comportamentos comuns àquelas com altas habilidades/superdotação. Participaram deste estudo três mães, com idade entre 37 a 46 anos, com nível educacional igual ou superior ao Ensino Fundamental completo. O estudo foi realizado na sede de uma Organização Não Governamental que atende pessoas com deficiência visual em uma cidade do interior do estado de São Paulo. Foram empregados na coleta de dados: Ficha de Identificação e Caracterização de Pais; Formulário de Identificação de Indicadores de altas habilidades/superdotação; Subtestes das Escalas Verbais, das Escalas Wechsler de Inteligência (WISC III), adaptadas para pessoas com deficiência visual. Foi elaborada uma planilha com as características da Teoria dos Três Anéis, de Renzulli, e analisadas as respostas das mães a partir desta Escala de Indicadores, comparada com os resultados dos subtestes das Escalas Verbais do WISK III, adaptada para pessoas com deficiência visual. A escolha das mães indica que estes têm altas expectativas em relação às potencialidades de seus filhos. A despeito da deficiência visual das crianças, as mães consideram seus filhos plenamente capazes. Os resultados permitem a discussão da possível dupla excepcionalidade decorrente da associação da deficiência visual com altas habilidades/superdotação.

Análise Epistemológica de Teses e Dissertações de Dois Programas de Pós-graduação Stricto Sensu da Educação Física Sobre Pessoas com deficiência

PID: S1413-65382016000200285 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: BARBOSA ANDRADE MEYER SANTOS FELDEN
RESUMO: o presente estudo teve como objetivo identificar as abordagens metodológicas e pressupostos epistemológicos adotados pelos autores das teses e dissertações sobre pessoas com deficiência dos dois mais conceituados programas de pós-graduação stricto sensu de Educação Física do Brasil dos últimos 10 anos. Os estudos foram classificados de acordo com as abordagens metodológicas empírico-analítica, fenomenológica-hermenêutica e crítico-dialética. A análise epistemológica baseou-se em critérios de validação científica, concepção de causalidade e concepção de ciência. Foram identificados que 66,7% dos estudos utilizaram a abordagem empírico-analítica e 33,3% a fenomenológica-hermenêutica. Não foram encontrados estudos que utilizaram a abordagem críticadialética. Com isto sugere-se que os caminhos da formação dos pesquisadores dos cursos de Pós-Graduação de Educação Física que tratam da temática pessoas com deficiência se diversifiquem com escolhas metodológicas; que se fundamentem em pressupostos epistemológicos sob perspectivas filosóficas do conhecimento e não só busquem a objetividade e a neutralidade científica

Análise de Obras Cinematográficas para Compreender as Concepções de Professores sobre o Aluno com Deficiência

PID: S1413-65382016000400511 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: AMARAL MONTEIRO
RESUMO: o movimento de inclusão dos alunos com deficiência no ensino básico apresenta dificuldades de efetivação, principalmente pelo forte bloqueio dos professores ante esses discentes em sala de aula, fato que advém, sobretudo, das concepções negativas de deficiência que mediam as relações de ensino e interferem no processo de inclusão. Essas noções são construídas historicamente e reforçadas pelos grandes meios de comunicação social. Partindo da ideia de que hoje o cinema se configura como um dos principais disseminadores de comportamentos, este estudo objetiva refletir as relações entre as representações dos sujeitos com deficiência e as concepções que mediam a interação dos professores com seus alunos. Para tanto, levantamos filmes recentes que têm a deficiência como temática, organizamos os resultados em gráficos com variáveis quantitativas e relacionamos esses dados com estudos sobre cinema e deficiência e considerações da perspectiva histórico-cultural, que permitem fundamentar que as relações sociais influenciam na constituição pessoal dos indivíduos. Encontramos 250 filmes e verificamos que a representação atual mais comum é pela dramatização pessoal. A análise das obras cinematográficas permitiu identificar que as concepções de limitação dos professores sobre seus alunos com deficiência fazem parte de um imaginário social que vem sendo retratado e reafirmado, também, pelo cinema. É possível propor discussões com os docentes sobre o modo como a pessoa com deficiência é retratada: apenas por sua incapacidade e não por suas qualidades. Essa ideia socialmente estigmatizada em geral faz com que ele limite esses alunos, sem explorar seus potenciais.
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