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Aprendendo uns com os Outros: Respeitando Diferenças Culturais em uma Agenda de Pesquisa Internacional

PID: S1413-65382016000200167 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: ROSE
RESUMO como oportunidades de colaboração de pesquisa internacional aumentaram, tornou-se importante reconhecer a relevância do respeito às diferenças culturais de nossas tradições e às abordagens para o processo de pesquisa. Discutindo essas diferenças e também estabelecendo um campo comum, é possível fortalecer a capacidade de pesquisar e basear-se em uma variedade de expertise metodológica e filosófica. Tal processo deve também permitir que pesquisadores da educação reconsiderem suas relações com outros profissionais e, conjuntamente, comprometam-se a assegurar que a disseminação subsidie políticas e práticas. Isso requer a promoção de parcerias mais amplas para pesquisa, que respeitem as habilidades profissionais de professores e outros usuários da pesquisa educacional. Este artigo desafia a noção de que a pesquisa deve estar exclusivamente localizada dentro da academia e clama por uma reavaliação das práticas de trabalho que possam levar a uma abordagem corporativa que, diretamente, influencie o ensino e a aprendizagem.

As Contribuições do Uso da Comunicação Alternativa no Processo de Inclusão Escolar de um Aluno com Transtorno do Espectro do Autismo

PID: S1413-65382016000300351 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: TOGASHI WALTER
RESUMO: o presente estudo é a continuidade de uma pesquisa maior, cujo objetivo foi implementar um programa de capacitação oferecido a professores da rede municipal do RJ, atuando no Atendimento Educacional Especializado (AEE) para introduzir o uso do sistema PECS-Adaptado junto aos alunos com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Ao término da pesquisa, surgiram questionamentos, dando origem a esta investigação, que foi dividida em dois estudos: primeiro foi o follow-up da pesquisa maior e teve como objetivo verificar a eficácia e continuidade do uso do PECS-Adaptado pela professora do AEE com seu aluno com TEA. Foi realizado em uma sala de recursos no município do RJ e participaram da pesquisa a professora e o aluno com TEA. Ocorreram sete sessões, que foram analisadas a partir de um protocolo de registro dos níveis de apoio oferecido nas fases do PECS-Adaptado. Os resultados sinalizaram continuidade no uso do sistema pela professora. O Estudo II objetivou analisar as interações comunicativas do mesmo aluno do estudo I com uma professora e uma estagiária em ambiente de sala de aula regular. Foram realizadas 10 sessões de observação e intervenção quanto aos atos comunicativos e estes foram categorizados e dispostos em quadros para melhor visualização. Os resultados mostraram maior interação comunicativa do aluno com a estagiária na fase de intervenção, além de generalizar o uso do PECS-Adaptado na sala de aula regular. Concluiu-se que a comunicação é um dos fatores fundamentais para que a inclusão escolar de um aluno com TEA ocorra de forma mais efetiva.

Avaliação do Desenvolvimento Motor em Crianças com Síndrome de Down

PID: S1413-65382016000400577 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: TRINDADE NASCIMENTO
RESUMO: a Síndrome de Down (SD) é uma alteração genética bastante conhecida por apresentar características físicas e cognitivas, com possíveis déficits em seu desenvolvimento motor. O objetivo do estudo foi de avaliar a idade motora em crianças com a SD e apontar quais categorias psicomotoras apresentaram maiores déficits em seus resultados. Foram participantes deste estudo sete crianças diagnosticadas com a SD, sem patologias associadas e para a avaliação da idade motora foram aplicados os testes da Escala de Desenvolvimento Motor (EDM). Por tratar-se de crianças com necessidades especiais, os dados foram avaliados e tabulados individualmente. Os resultados mostraram um desenvolvimento motor geral muito inferior ao esperado para todos os participantes na mesma idade. No entanto, foi verificado que o desenvolvimento motor fino apresentou menor prejuízo na maioria dos casos. Ao contrário da organização temporal, esquema corporal e equilíbrio que foram considerados muito aquém do esperado em todas as crianças. A organização temporal foi a tarefa na qual os participantes apresentaram maior atraso motor. Conclui-se que os níveis de atraso motor em crianças com SD, embora constantemente presentes, variam conforme a tarefa solicitada e de acordo com as individualidades de cada sujeito.

Ações Exercidas pelos Núcleos de Acessibilidade nas Universidades Federais Brasileiras

PID: S1413-65382016000300413 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: CIANTELLI LEITE
RESUMO: a inclusão de pessoas com deficiência no ensino superior é uma realidade cada vez mais presente em nosso país, recebendo atenção dos pesquisadores da área. O Programa Incluir - Acessibilidade na Educação Superior, criado em 2005, tem o objetivo de promover o desenvolvimento de políticas institucionais de acessibilidade nas IFES (Instituições Federais de Ensino Superior), buscando o pleno desenvolvimento acadêmico de estudantes com deficiência e/ou mobilidade reduzida. Esta pesquisa objetivou traçar um panorama das ações exercidas pelos núcleos de acessibilidade em favor da participação das pessoas com deficiência nas IFES. Participaram os coordenadores envolvidos com os núcleos das IFES beneficiadas pelo Programa Incluir no ano de 2013, os quais foram convidados a responderem um questionário, via formulário eletrônico, pelo recurso do Google Docs. As respostas foram categorizadas essencialmente nos tópicos temáticos de análise: estrutura física; estrutura humana; ajuda técnica. Foram levantadas as condições de acessibilidade nos âmbitos arquitetônicos, comunicacionais, instrumentais, metodológicos e programáticos. Identificaram-se as ações que estão sendo realizadas pelos núcleos e/ou comitês de acessibilidade e, em igual medida, quais barreiras ainda precisam ser superadas para que estudantes com deficiência possam participar mais ativamente do contexto acadêmico com vistas à conclusão dos seus estudos.

Benefícios do Programa PECS-Adaptado para um Aluno com Paralisia Cerebral

PID: S1413-65382016000400543 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: EVARISTO ALMEIDA
RESUMO: a comunicação humana constitui uma troca de sentimentos e necessidades entre duas ou mais pessoas, seja realizada pela linguagem oral, gestual, gráfica e/ou escrita. Com isso, este estudo teve como objetivo verificar os efeitos da implementação do Sistema de Comunicação por intercâmbio de figuras associada a metodologia do Currículo Funcional (PECS-Adaptado) em um aluno com paralisia cerebral. A pesquisa foi realizada nas dependências de uma escola de educação especial, em uma cidade de pequeno porte localizada no interior do estado de São Paulo. Participaram do estudo um aluno com paralisia cerebral e sem a fala oral, sua professora e seus pais. Os pais do aluno e a professora foram orientados para a utilização do sistema em casa e na escola, respectivamente, instrumentalizando assim interlocutores mais imediatos. A coleta dos dados durou aproximadamente sete meses. Durante a pesquisa, observou-se que o participante com paralisia cerebral aumentou suas habilidades comunicativas, de acordo com as suas necessidades e a professora e os pais compreenderam a importância do uso do sistema de comunicação alternativa para o processo de ensino e aprendizagem.

Características de Altas Habilidades/Superdotação em Aluno Precoce: um Estudo de Caso

PID: S1413-65382016000200189 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: MARTINS CHACON
RESUMO a precocidade é um fenômeno ainda pouco estudado nacionalmente. Desse modo, considera-se relevante o empreendimento de investigações acerca de estudantes que demonstram habilidades precocemente desenvolvidas a fim de contribuir para o crescimento do conhecimento científico sobre a temática. Frente a essa problemática, o objetivo deste estudo foi verificar se um aluno precoce apresentava características de altas habilidades/superdotação de acordo com literatura, em especial as que se relacionam à criatividade e à aprendizagem. Os dados foram coletados por meio de observações desse aluno em relação à leitura e escrita em situações escolares. Também foram realizadas entrevistas com seus pais. As observações foram registradas em diários de campo, ao passo que a entrevista foi gravada e integralmente transcrita. A análise ocorreu qualitativamente. Os resultados demonstraram a presença de características de altas habilidades/superdotação no comportamento do aluno e apontaram para a necessidade de atenção educacional que considere e respeite suas peculiaridades e estimule o desenvolvimento de suas potencialidades, porém, sem perder de vista suas necessidades próprias da infância.

Características e Especificidades da Comunicação Social na Perturbação do Espectro do Autismo

PID: S1413-65382016000300325 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: REIS PEREIRA ALMEIDA
RESUMO: este artigo descreve e problematiza as características da Comunicação Social na Perturbação do Espetro do Autismo (PEA), tendo por base os critérios de diagnóstico do Manual de Diagnóstico das Perturbações Mentais, DSM 5. Destaca, entre outros aspetos, a fusão da interação social com a comunicação relevando a sua importância para a definição do diagnóstico e da intervenção em crianças com PEA. Confronta ainda as diferentes perspectivas que sustentam argumentos e críticas à classificação proposta pelo DSM-5. Analisa a especificidade da linguagem, do discurso, da pragmática, da prosódia da sintaxe, da morfologia e da semântica na criança com PEA, bem como as suas implicações na adequação e desenvolvimento das suas competências comunicativas. A identificação destas competências reforça a importância de uma intervenção o mais precoce possível, realizada nos contextos naturais, da criança e da sua família, que objetive a potencialização de níveis de envolvimento e participação da criança, promotores de oportunidades de aprendizagem e de desenvolvimento das suas competências comunicativas e sociais.

Características e Tendências das Teses em Educação Especial Desenvolvidas nos Programas de Pós-Graduação em Educação do Estado de São Paulo

PID: S1413-65382016000100125 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: SILVA
RESUMO: a discussão sobre a análise da produção científica na área de Educação Especial (EEs) brasileira, já vem sendo objeto de estudo de vários pesquisadores. No entanto, ainda, são escassos os estudos sobre as características e tendências das teses sobre EE desenvolvidas pelos Programas de Pós-Graduação em Educação (PPGE) do estado de São Paulo (SP), no período de 1985 a 2009, levando em consideração os contextos mais abrangentes. Assim, a partir, de um exercício fundamentalmente analítico-sintético sobre as fontes bibliográfico-documentais e com o auxílio de fichas de registro, elaboramos um banco de dados (Caracter). Este banco de dados auxiliou-nos na identificação: de quem forma os doutores em EE nos PPGE do estado de SP (orientadores, programas, instituições etc.); das teses financiadas e respectivas agências de fomento; das temáticas privilegiadas; das populações-alvo desses estudos; das bases teóricas dessas teses; das fontes de pesquisas utilizadas; das metodologias; e das abordagens epistemológicas. Enfim, os resultados obtidos neste levantamento e as informações sistematizadas ao longo de seu desenvolvimento demonstraram que as teses em EEs desenvolvidas pelos PPGE do estado de SP estão em movimento, o qual pode ser visto com otimismo e cautela, o primeiro advém da aproximação da área com os problemas da educação escolar brasileira, já o segundo, relaciona-se fundamentalmente ao predomínio de estudos descritivos e de pesquisa-ação, que parecem indicar respectivamente, dispersão e não necessariamente a produção do novo, e certa adesão imediatista de caráter acrítico à concepção de inclusão e escola das políticas educacionais praticadas no Brasil.

Cegos e Aprendizagem de Genética em Sala de Aula: Percepções de Professores e Alunos

PID: S1413-65382016000400589 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: ROCHA SILVA
RESUMO: percepções de professores e alunos de turmas mistas sobre o processo de ensino-aprendizagem de genética foram investigadas. As concepções dos professores foram obtidas a partir de questionários mistos e a dos alunos a partir de questionários baseados na escala de Likert. A análise dos resultados seguiu uma abordagem diferencial (sem grupo de comparação). Os dados foram categorizados seguindo os princípios da análise de conteúdo, seguido de um tratamento quali-quantitativo. Os resultados evidenciaram a forte influência de referências visuais nas percepções de professores e alunos videntes sobre as dificuldades enfrentadas na aprendizagem de genética. Embora alunos videntes e professores reconheçam que as imagens utilizadas nas aulas de genética sejam recursos facilitadores da aprendizagem de conceitos abstratos, continuam apresentando dificuldades a despeito do uso de estratégias visuais. Por outro lado, os alunos cegos sinalizaram os prejuízos decorrentes do uso acrítico desses recursos, posto que, dificultam a apreensão dos conceitos. Assim, parece que o primado da visão cega a todos, impedindo a percepção de que para além do ver está o ato construtivo do conhecer e que, pessoas desprovidas dessa cegueira, o caso dos cegos, podem indicar caminhos diferentes daqueles pré-estabelecidos para a apreensão de conceitos não visuais.

Cuidado Parental à Criança com Paralisia Cerebral: uma Revisão Sistemática da Literatura

PID: S1413-65382016000300455 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: AFONSO RAMOS FRANÇA PONTES SILVA
RESUMO: o objetivo da presente revisão foi refletir sobre estudos empíricos acerca da percepção dos pais sobre os cuidados dirigidos ao filho com paralisia cerebral. A busca eletrônica se deu nas bases de dados Psynet APA e utilizou protocolo adaptado a partir das diretrizes da Cochrane Collaboration. A amostra inicial foi composta por 279 estudos, a partir da qual foram realizados dois testes de relevância: o teste de relevância I - aplicado aos resumos dos artigos por um pesquisador e o teste de relevância II- aplicado por dois juízes externos que realizaram a leitura dos artigos na íntegra. Vinte e dois artigos foram selecionados. Os objetivos relatados foram submetidos ao Nvivo 10 software para análise de cluster por decodificação e aplicação de análise de conteúdo. Tais análises revelaram cinco grandes categorias analíticas: reabilitação (serviços centrados na família, percepção dos pais e qualidade de vida das mães durante a reabilitação); experiência nos cuidados diários (dificuldades das mães, a experiência dos pais, sobrecarga e tempo de cuidado); apoio (sofrimento dos pais, apoio do parceiro, estresse, necessidades dos pais, percepção do suporte recebido, problemas comportamentais da criança e serviço de cuidado formal); satisfação dos pais (práticas de serviços centrados na família e a experiência dos pais durante os procedimentos cirúrgicos experimentados pelas crianças) e experiência na alimentação. Concluiu-se que a satisfação dos pais em relação ao apoio recebido e aos serviços especializados se mostrou baixa.

Desenvolvimento de Habilidades Metafonológicas e Aprendizagem da Leitura e da Escrita em Alunos com Síndrome de Down

PID: S1413-65382016000300381 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: BARBY GUIMARÃES
RESUMO: este artigo teve como objetivo investigar os resultados produzidos pela aplicação de um programa de intervenção pedagógica que englobou o ensino do alfabeto associado ao treinamento de habilidades metafonológicas com vistas à aprendizagem da leitura e escrita. Participaram da pesquisa cinco crianças e adolescentes com Síndrome de Down, com idades entre 9 e 15 anos que estavam iniciando o processo de alfabetização. A pesquisa contou com a aplicação de pré-teste, intervenção, pós-teste 1 e pós-teste 2. No pré-teste e nos pós-testes 1 e 2 foram aplicados testes de vocabulário, consciência fonológica, prova de conhecimento de letras, e prova de leitura e de escrita de palavras e pseudopalavras. Durante a intervenção foi implementado um programa de ensino dos nomes e sons das letras, associado ao treinamento de habilidades metafonológicas com ênfase no processamento fonológico. Os resultados mostram que o ensino explícito dos nomes e sons das letras, associado ao treinamento de habilidades metafonológicas e das conexões entre fonemas e grafemas possibilitou aos alunos com Síndrome de Down a compreensão do princípio alfabético e aprendizagem da leitura e da escrita. Conclui-se que as habilidades desenvolvidas na intervenção possibilitaram, por meio da mediação fonológica, aos participantes a aprendizagem inicial da linguagem escrita.

Dificuldades e Sucessos de Professores de Educação Física em Relação à Inclusão Escolar

PID: S1413-65382016000100049 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: FIORINI MANZINI
RESUMO: objetivou-se identificar as situações de dificuldade e as situações de sucesso de dois professores de Educação Física, em turmas regulares em que há alunos com deficiência e alunos com autismo matriculados, para subsidiar o planejamento de uma formação continuada. Os participantes foram dois professores de Educação Física que atuavam em Escola Municipal de Ensino Fundamental, do 1° ao 5° ano, de uma cidade da região Centro-Oeste do Estado de São Paulo. Realizaram-se filmagens de 12 aulas de P1 e 16 aulas de P2. As filmagens foram categorizadas em temas. Para P1 foram identificados três temas: situações de sucesso, dificuldade relacionada à estratégia, e a falta de ação propositiva em relação à inclusão. Para P2 foram identificados sete temas: situações de sucesso e dificuldades relacionadas à seleção do conteúdo, à estratégia de ensino, ao recurso pedagógico, às características dos alunos, à falta de ação propositiva em relação à inclusão e possibilidades e dificuldades relacionadas à presença da professora de sala na Educação Física. Conclui-se que, os dois professores encontravam dificuldades para incluir os alunos com deficiência e alunos com autismo, mas eles também vivenciavam situações de sucesso. As filmagens permitiram um detalhamento das necessidades dos professores e o entendimento de que a formação continuada deveria ser desenvolvida no sentido de, considerar o contexto das aulas, auxiliar na minimização das dificuldades e valorizar as ações de sucesso.

Educação Física Escolar: Percepções do Aluno com Deficiência

PID: S1413-65382016000100111 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: NACIF FIGUEIREDO NEVES MEIRELES FIGUEIREDO PEDRETTI PEDRETTI FERREIRA
RESUMO: a inclusão de alunos com deficiência é prevista em lei e manter boas estruturas físicas e pedagógicas na escola é um ponto fundamental para que o acesso possa acontecer. A Educação Física faz parte desta inclusão e pode proporcionar grandes melhoras na qualidade de vida de alunos com deficiência. Este estudo teve como objetivo compreender as percepções do aluno com deficiência a respeito das aulas de Educação Física. Para isso foi realizada uma pesquisa de natureza qualitativa utilizando para coleta de dados uma entrevista semiestruturada a qual foi gravada, transcrita e posteriormente analisada. A amostra foi constituída de 20 alunos com deficiência matriculados em escolas regulares da cidade de Santos Dumont - MG. A partir das entrevistas, destacou-se a percepção do aluno com deficiência a respeito da Educação Física escolar; o entendimento deles quanto ao conceito de qualidade de vida; as melhoras proporcionadas na qualidade de vida através da Educação Física; as facilidades e as dificuldades nas aulas; e as questões concernentes à relação aluno/professor e aluno/aluno. Os resultados dessa pesquisa podem auxiliar a comunidade escolar e o professor de Educação Física a melhorarem a inclusão nas escolas regulares. Além disso, as percepções dos alunos com deficiência sobre as aulas podem ajudar o professor na busca de um ambiente melhor com aulas que atendam a todos e proporcionem uma melhor qualidade de vida.

Educação da Criança de Zero a Três Anos e Educação Especial: uma Leitura Crítica dos Documentos que Norteiam a Educação Básica

PID: S1413-65382016000100009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: VITTA SILVA ZANIOLO
RESUMO: a creche que oferece uma educação de qualidade tem importante papel na promoção do desenvolvimento. A creche, enquanto parte da educação básica, deve incorporar a Educação Especial dando oportunidades educacionais às crianças com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Após leitura crítica dos documentos oficiais que norteiam a educação básica, objetivamos responder às seguintes questões: como a creche é tratada nesses documentos? Eles têm garantido o atendimento a modalidade Educação Especial nessa fase? Que contribuições são ainda necessárias para que a educação na creche atenda de maneira eficiente a todas as crianças? Verificamos a falta de referência à faixa etária de zero a três anos e ao atendimento ao público da Educação Especial. São vários os fatores que interferem para a qualidade da Educação Infantil que contemple a educação para todos, dentre eles conceituais, de recursos físicos, materiais e humanos. Portanto, há necessidade de discutir o papel da creche e da Educação Especial nessa fase, garantindo os pressupostos que visam proporcionar desenvolvimento integral a todas as crianças.

Encaminhamento e Perfil do Público-Alvo da Educação Especial de uma Sala de Recursos Multifuncionais: Estudo de Caso

PID: S1413-65382016000400559 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: OLIVEIRA MANZINI
RESUMO: a definição do público-alvo da Educação Especial está na legislação. No entanto, neste percurso muitos dos alunos atendidos foram excluídos do serviço por não estarem contemplados nesta nova nomenclatura, levantando os questionamentos: estes alunos recebem algum tipo de atendimento? Mesmo não estando definidos na legislação, frequentam as Salas de Recursos Multifuncionais (SRM)? Nesse sentido, os objetivos propostos foram: pontuar os motivos para o encaminhamento dos alunos para a SRM e identificar quem são os alunos que frequentam a SRM. A metodologia da pesquisa foi baseada no estudo de caso, tendo uma SRM como lócus. Os participantes foram: a professora especialista e a coordenação da Educação Especial. Foram utilizados para a coleta de dados a entrevista semiestruturada, a análise dos documentos dos alunos que frequentavam a SRM e roteiros de observação. Para o tratamento dos dados realizou-se a triangulação de dados. Os resultados obtidos apontaram que quatro dos alunos que frequentavam o atendimento educacional especializado (AEE) na SRM possuíam deficiência intelectual, quatro eram denominados alunos com necessidades educacionais especiais, e não era necessário o laudo para a matrícula. Os motivos para o encaminhamento, em sua maioria, eram baseados no rendimento que o aluno apresentava na classe regular e se estava alfabetizado ou não; outros motivos, como deficiência e a solicitação dos pais para a avaliação, também estavam presentes. Conclui-se que o lócus da pesquisa possuía uma estrutura divergente da legislação quanto aos alunos considerados Públicos-alvo da Educação Especial.

Ensino de Futsal para Pessoas com Deficiência Intelectual

PID: S1413-65382016000100093 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: JOAQUIM DANTAS
RESUMO: este estudo teve como objetivo verificar os efeitos de um programa de ensino de Futsal para jovens e adultos com DI, centrado nas perspectivas táticas de ensino de jogos esportivos e coletivos (JEC), no desempenho das ações de jogo. A amostra foi composta por 11 alunos com DI, com idade entre 18 e 40 anos. Foram realizadas 30 intervenções, sendo ministradas duas aulas por semana com duração de 1h20min cada. Para análise dos dados foram realizadas filmagens de jogos formais com duração de oito minutos cada, antes e após o programa de intervenção, observando o número de execução das seguintes ações de jogo: progressão e/ou drible, passe, finalização, opção de passe, marcação atrás da bola, marcação individual, marcação atrasada - consideradas ações positivas - e finalização rifada, passe rifado, não atacar e não marcar - consideradas ações negativas. Como resultado, pode-se verificar que 9 alunos apresentaram maior número de ações ao término do programa, assim como aumento no número das ações positivas, enquanto apenas 2 alunos apresentaram frequência das ações de jogo semelhantes antes e após as intervenções. Como conclusão, acredita-se que um programa contextualizado nos JEC de invasão, sistematizado com base em um modelo de jogo que atenda as demandas dos alunos, abordando os conteúdos a partir das perspectivas táticas de ensino dos JEC, pode constituir um cenário bastante interessante para essa população.

Ensino de Sílabas Simples, Leitura Combinatória e Leitura com Compreensão para Aprendizes com Autismo

PID: S1413-65382016000200233 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: GOMES SOUZA
RESUMO: crianças com autismo podem apresentar dificuldades em aprender habilidades de leitura. O estudo, com o objetivo de avaliar o ensino de leitura oral e de leitura com compreensão, contou com a participação de três meninos com autismo, não alfabetizados, com idades entre cinco anos e nove meses e nove anos e nove meses, falantes e estudantes de escolas comuns. O procedimento, dividido em seis conjuntos de ensino, consistiu no ensino direto de nomeação de sílabas simples e no ensino de nomeação de figuras, com o intuito de estabelecer leitura combinatória com compreensão, ou seja, a habilidade de ler oralmente e de compreender palavras composta por sílabas simples, a partir da combinação das sílabas ensinadas e da formação de classes de estímulos equivalentes. Os participantes foram avaliados em relação à nomeação de letras, sílabas, palavras e compreensão de leitura (relação entre figuras e palavras impressas) antes e após cada conjunto de ensino. Os dados foram analisados individualmente, comparando-se o desempenho de cada participante antes e após o ensino. Os resultados indicaram que o procedimento utilizado favoreceu a aprendizagem e a manutenção da leitura combinatória com compreensão, com poucas sessões de ensino e com baixo número de erros durante o processo.

Escolarização de Alunos com Autismo

PID: S1413-65382016000200269 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: LIMA LAPLANE
RESUMO: a inclusão de alunos com deficiência na escola é um grande desafio para a política educacional. No caso do diagnóstico de autismo, as dificuldades de comunicação e interação somam-se com as barreiras já existentes para o acolhimento de diferentes alunos no contexto escolar. Por isso, no presente estudo nos propusemos a pesquisar a escolarização de indivíduos com autismo em um município do interior do estado de São Paulo. O objetivo foi analisar o acesso e a permanência desses sujeitos na escola e de verificar quais os apoios terapêuticos e educacionais aos quais eles tiveram acesso. Trata-se de um estudo descritivo que analisou os microdados do município de Atibaia provenientes do Censo da Educação Básica entre 2009 e 2012. Os resultados mostram que as matrículas desses alunos estão concentradas no ensino regular e na rede pública. Uma parcela desses alunos é atendida por instituições de educação especial. O estudo aponta, também, para a grande evasão escolar. De uma maneira geral, o processo de escolarização de alunos com autismo não se conclui e poucos chegam ao ensino médio.

Escolarização e Institucionalização de Filhos com Síndrome de Down: Experiências de Casais Idosos Portugueses

PID: S1413-65382016000400477 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: RODRIGUES SILVA
RESUMO: este estudo teve como objetivo explorar as experiências de casais idosos portugueses com a educação e institucionalização de seus filhos com Síndrome de Down (SD). Foi desenvolvido através do método da história oral, com a participação de catorze casais. Os dados foram obtidos através de entrevista semiestruturada e analisados com base na análise de conteúdo. Os resultados deste estudo evidenciaram que, à época, as condições de atendimento e apoio a crianças com necessidades especiais eram precárias. A quase totalidade das crianças enfrentou a exclusão escolar, em decorrência da falta de estrutura das escolas e falta de preparação do corpo docente para lidar com as necessidades dos filhos. A institucionalização foi motivo de satisfação e contentamento para alguns casais, pela oferta de oportunidades de desenvolvimento e apoio de profissionais especializados. No entanto, também revestiu-se de preocupação pelo pouco e tardio investimento na aprendizagem cognitiva dos filhos, o que comprometeu o seu desenvolvimento neste aspecto. Neste sentido, a escassez de políticas educacionais, em Portugal, dificultou o desenvolvimento intelectual destes jovens, limitando-os e impedindo-os de usufruírem de um futuro laboral a que tinham direito e de exercer plenamente os seus direitos de cidadania.

Estratégias de Comunicadores Auxiliados para Instruir Parceiros de Comunicação na Construção de Modelos Físicos

PID: S1413-65382016000300337 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: MASSARO STADSKLEIV TETZCHNER DELIBERATO
RESUMO: este estudo teve como objetivo analisar as estratégias utilizadas pelos comunicadores auxiliados e comunicadores naturalmente falantes ao instruir um parceiro de comunicação para a construção de modelos físicos. Os participantes foram 18 comunicadores auxiliados e 18 comunicadores naturalmente falantes de um grupo de comparação, com idade entre 5-15 anos, do Brasil e da Noruega. Além disso, três diferentes grupos de parceiros de comunicação naturalmente falantes participaram da pesquisa: pais, colegas e profissional. Em um primeiro momento, as crianças comunicadores auxiliados foram avaliadas. Em seguida, as tarefas de construção foram administradas. Nessa tarefa, os comunicadores auxiliados e as crianças do grupo de comparação tiveram que instruir o parceiro de comunicação para construir modelos físicos. Os participantes foram filmados ao fazer a construção e as gravações foram transcritas. Foi realizada a análise de conteúdo, de que resultou no delineamento de categorias, e os resultados foram analisados qualitativa e quantitativamente. Este estudo sugere que existem diferenças entre as estratégias utilizadas nas construções. Comunicadores auxiliados e seu parceiro de comunicação usam mais tempo para concluir as construções. No entanto, ambos os grupos usaram a linguagem para instruir o parceiro de comunicação e finalizar as construções.
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