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Frequência de Ações Motoras em Crianças com Baixa Visão e Visão Normal ao Explorar Cubos com e sem Estímulos Visuais

PID: S1413-65382016000300399 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: SCHMITT PEREIRA
RESUMO: o objetivo foi comparar a frequência das ações motoras em cubos com estímulos visuais (luminoso e alto-contraste) e sem estímulos visuais (transparente e preto) em crianças com baixa visão e visão normal. Seis crianças com baixa visão (43 meses; ±2) e sete crianças com visão normal (42,3 meses; ±2,9) participaram. Os materiais utilizados foram quatro cubos (luminoso, alto- contraste, transparente e preto) e duas câmeras filmadoras. Todas as avaliações foram filmadas e analisadas para aferir a frequência das ações motoras. Cada cubo foi apresentado à criança por um minuto, com intervalo de 15 segundos entre eles e a sequencia de entrega dos cubos foi randomizada. Ocorreram diferenças significativas na frequência das ações motoras entre as crianças com baixa visão e visão normal para o cubo de alto-contraste (p=0,036), sendo que as com baixa visão apresentaram maior frequência em relação as com visão normal. No cubo de alto-contraste também foram encontradas diferenças significativas na frequência de alcance bimanual (p=0,027) e o girar o cubo (p=0,006), sendo maior no grupo baixa visão. O cubo com alto contraste estimulou as crianças com baixa visão a realizarem mais ações motoras, em especial o alcance bimanual e o girar o cubo.

Habilidades Matemáticas em Pessoas com Deficiência Intelectual: um Olhar Sobre os Estudos Experimentais

PID: S1413-65382016000100145 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: COSTA PICHARILLO ELIAS
RESUMO: o conhecimento das habilidades matemáticas é considerado fundamental para pessoas terem uma vida independente, mas de difícil aprendizado para qualquer um, inclusive para pessoas com deficiência intelectual, caracterizadas por terem déficits em determinadas habilidades gerais. Estas pessoas apresentam dificuldades nas habilidades que requeiram atenção, memória, raciocínio, generalização e abstração, que são fundamentais para o aprendizado acadêmico. Estudos sobre habilidades matemáticas, tanto para pessoas com deficiência intelectual como aquelas com desenvolvimento típico, apontam a inexistência de avaliação dessas habilidades, sob o ponto de vista contínuo (como medidas e geometria), mas por outro lado, é bastante forte em relação aos aspectos discretos da matemática (como contagem, aritmética e numeração). Dessa forma, esta pesquisa buscou identificar estratégias, conteúdos ensinados e o repertório de entrada para ensino de matemática a pessoas com deficiência intelectual, priorizando as pesquisas empíricas, presentes na literatura. A revisão sistema em base dados identificou 15 artigos que atendiam aos critérios almejados. O tratamento de dados indicou três temas de análise: conteúdo matemático, repertório de entrada e estratégias de ensino. Como resultado, conclui-se que há um número reduzido de trabalhos sobre do ensino de matemática a pessoas com deficiência intelectual. Também, percebe-se que há ainda um longo caminho a ser percorrido, em busca de uma escola inclusiva, na qual estas pessoas tenham acesso à matemática elementar.

História de Vida de Líderes Surdos: um Estudo a Partir da sua Trajetória em Movimentos Sociais

PID: S1413-65382016000100079 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: VASCONCELOS SERRANO MENDES CAMPOS
RESUMO: este artigo trata de histórias de vida de pessoas surdas, tendo como principal objetivo analisar os fatores que as levaram à militância e ao envolvimento em movimentos sociais, assim como as contribuições trazidas pelas suas consequentes lideranças. Como procedimento metodológico, privilegiamos a metodologia História de Vida, através da aplicação de entrevistas abertas e semiestruturadas. Os resultados apontaram como fatores de destaque a influência de "um outro", especificamente um "outro surdo", os aspectos linguísticos, a escola especial para surdos, a igreja e ênfase nas lideranças das pessoas surdas. Como conclusão, os dados analisados nos permitem sugerir que é importante dar voz e oportunidades às pessoas surdas e instigar a sociedade para novos olhares, novos estudos e pesquisas com novas experiências, que sirvam de referenciais como inclusão de pessoas surdas em movimentos sociais.

Indicadores de Desenvolvimento em Crianças e Adolescentes com QI Igual ou Inferior a 70

PID: S1413-65382016000400493 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: SOUZA BATISTA
RESUMO: este estudo teve o objetivo de buscar indicadores de desenvolvimento em crianças e adolescentes com dificuldades para aprender, com QI igual ou inferior a 70 no teste WISC-IV (compatível com o valor delimitado para o diagnóstico de deficiência intelectual). Fundamentou-se na perspectiva histórico-cultural do desenvolvimento humano proposta por Vygotsky, especialmente no que se refere à distinção entre desenvolvimento real e potencial. Foram relatados estudos de caso com duas crianças. A coleta de dados ocorreu a partir de gravações em áudio de entrevistas semiestruturadas com os pais/responsáveis e com os profissionais da escola em que os participantes estavam matriculados, e gravações em vídeo das sessões de atendimento de um serviço de educação não formal que as crianças participavam regularmente. A análise de dados envolveu transcrição das entrevistas e elaboração de quadros com os modos de participação social e processos mentais superiores relatados, de cada criança/adolescente; exame das filmagens das sessões de atendimento, com transcrição e análise microgenética de episódios significativos. Os dados sugerem que, ao se enfatizar a busca de indicadores de desenvolvimento, pode-se obter uma visão abrangente de cada caso, de forma a contemplar, para além das limitações, as potencialidades das crianças e dos adolescentes.

O Caminho da Escola para os Estudantes com Deficiência: o Transporte Escolar Acessível no Plano Viver sem Limite

PID: S1413-65382016000100027 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: RIBEIRO TENTES
RESUMO: este estudo exploratório objetiva analisar a situação da política pública de transporte escolar urbano acessível, implantada para contribuir com o acesso dos estudantes com deficiência ou mobilidade reduzida, que estão fora da escola da Educação Básica. Nesse contexto, são analisados os objetivos, estratégias e financiamento do projeto do ônibus escolar acessível do Programa Caminho da Escola, no contexto do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver sem Limite, tendo por referência a meta 4 e a estratégia 4.6 do novo Plano Nacional de Educação. Realizou-se uma pesquisa documental para abordar as condições de acesso dos estudantes com deficiência à escola e apresentar o histórico da política educacional, identificando seus investimentos e sua abrangência.

Percepção de Pais e Terapeutas Ocupacionais sobre o Brincar da Criança com Paralisia Cerebral

PID: S1413-65382016000200221 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: SILVA CUNHA PFEIFER TEDESCO SANT'ANNA
RESUMO: crianças com paralisia cerebral (PC) apresentam déficit motor e podem ter poucas vivências sensório-motoras, o que interfere em sua principal atividade: o brincar. O objetivo deste estudo foi identificar a percepção de pais e de terapeutas ocupacionais sobre o comportamento lúdico de crianças com PC. O estudo foi desenvolvido com 25 crianças com PC utilizando os instrumentos Entrevista Inicial com os Pais e a Avaliação do Comportamento Lúdico das crianças destinados a terapeutas ocupacionais. Os resultados apontaram um índice de concordância que variou de 8% a 93% quanto ao interesse geral da criança pelas outras pessoas; 88% a 100% na categoria interesse geral da criança pelo ambiente sensorial, de 84 a 96% na categoria interesses e capacidades lúdicas; e, de 68% a 100% na categoria características da atitude lúdica. Os instrumentos utilizados foram capazes de identificar o comportamento lúdico de crianças com PC e podem auxiliar na delimitação de objetivos e plano terapêutico com abordagem centrada no cliente. Com este estudo verificou-se que as crianças com PC, independentemente de sua gravidade motora, demonstram atitude, ação e interesse pelo brincar, condizendo com a proposta da abordagem do Modelo Lúdico.

Políticas Educacionais do Brasil e Estados Unidos para o Atendimento de Alunos com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD)

PID: S1413-65382016000200175 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: MATOS MACIEL
RESUMO o texto tem por objetivo analisar as políticas educacionais para o atendimento dos alunos com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) no Brasil e nos Estados Unidos. Define o conceito de Altas Habilidades/Superdotação e apresenta o papel da Educação Especial nesse contexto. Informa sobre conceitos preestabelecidos e mitos enraizados na sociedade envolvendo esses alunos e a necessidade que eles têm de um atendimento especializado para atender suas necessidades educacionais especiais. Informa sobre os tipos de atendimento que atualmente estão disponíveis para a educação desses alunos. Trata-se de um ensaio que se baseia em análise documental e discussão de dados obtidos por meio de literatura específica sobre o tema Altas Habilidades/Superdotação. A discussão fornece elementos para afirmar que as políticas americanas não determinam como as ações devem ser implantadas, mas apenas indicam a necessidade de realização das mesmas. Já no Brasil, as políticas não só determinam quais as ações devam ser feitas, mas também indicam como elas devem ser realizadas. O atendimento especializado, preconizado pelas legislações, favorece o ensino de alunos com AH/SD com base em atividades específicas, diferenciadas e direcionadas para sua área de domínio. Possibilita a ampliação dos conhecimentos desses alunos oferecendo condições para o desenvolvimento de seus estudos de forma mais efetiva, atendendo as necessidades educacionais especiais apresentadas.

Processos de Leitura em Educandos com Autismo: um Estudo de Revisão

PID: S1413-65382016000400619 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: NUNES WALTER
RESUMO: dois objetivos são identificados no presente artigo: (a) contrastar o processo de desenvolvimento da leitura em pessoas com desenvolvimento típico e Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e (b) relatar os resultados de um estudo de revisão de pesquisas, publicadas em periódicos científicos, no período 2009-2015, sobre práticas interventivas em leitura, utilizadas no atendimento de indivíduos com TEA. Os resultados das pesquisas revelam que esses indivíduos, tipicamente, evidenciam déficits no processo de aquisição de competências em leitura. Assinale-se que os prejuízos na integração de informações, para fins de compreensão textual é prevalente, sendo apontado como um dos fatores críticos a serem tratados. Os problemas de leitura identificados nessa população podem, no entanto, ser remediados por meio de adaptações de estratégias empregadas com educandos com desenvolvimento típico. O artigo discute, por fim, a escassez de estudos nacionais que abordam essa temática e a carência de políticas educacionais que prezem pela adoção de modelos interventivos respaldados em pesquisas científicas.

Reconfiguração da Educação Especial: Análise da Constituição de um Centro de Atendimento Educacional Especializado

PID: S1413-65382016000300429 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: BAPTISTA VIEGAS
RESUMO: o presente estudo teve como objetivo compreender o processo de reconfiguração das proposições que vinculam a educação especial e a educação regular dos alunos com deficiência, considerando o investimento em espaços alternativos - centros de atendimento - como possibilidade de apoio complementar à escolarização. A pesquisa, de caráter qualitativo, no plano da ação metodológica, investiu prioritariamente na análise documental, no contexto de uma rede pública municipal na região metropolitana de Porto Alegre/RS. O estudo investiu na reflexão baseada em pesquisas que abordam a temática das políticas públicas educacionais, tendo como referencial prioritário a abordagem do ciclo de políticas segundo as proposições de Stephen Ball. Conclui-se que a reconfiguração da educação especial nessa rede municipal de ensino tenha se reestruturado com base na obrigatoriedade da dupla matrícula como argumento legal que impulsionou as práticas no sentido de tornar a escolarização dos alunos com deficiência obrigatória nas escolas regulares, nas classes comuns. Essa reconfiguração teve como eixo a transformação da escola especial pública municipal, que atendia alunos com deficiência, em centro de atendimento educacional especializado.

Ser Irmão de uma Pessoa Surda: Relatos da Infância à Fase Adulta

PID: S1413-65382016000300367 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: YAMASHIRO LACERDA
RESUMO: o objetivo do presente estudo foi analisar a experiência de irmãos de pessoas surdas acerca de sua história de vida e das implicações da deficiência nos relacionamentos fraternos. Tratou-se de um estudo exploratório, de abordagem qualitativa, que contou com a participação de cinco irmãos de pessoas surdas com idade entre 31 a 44 anos. Para a coleta de dados foram utilizados os seguintes instrumentos: questionário de identificação e roteiro de entrevista em profundidade. Os dados obtidos foram analisados a partir do modelo de produções de sentido das práticas discursivas. Os principais resultados apontaram que a dificuldade de comunicação entre os participantes e seus irmãos surdos repercutiu em questões nos relacionamentos desde a infância até a fase adulta. Considera-se que as questões inerentes à deficiência trouxeram consequências a todos os membros da família, em especial nos quesitos relacionamentos e comunicação e que disponibilizar atenção especializada aos pais e irmãos destas pessoas auxiliaria no manejo das situações vinculadas à deficiência e fortalecimento dos vínculos familiares.

Substituição Sensorial Visuo-Tátil e Visuo-Auditiva em Pessoas com Deficiência Visual: uma Revisão Sistemática

PID: S1413-65382016000400605 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2016
Autores: TORRES COSTA LOURENÇO
RESUMO: buscando conhecer a produção científica atual sobre substituição sensorial, o objetivo desse estudo foi analisar os métodos e dispositivos de substituição sensorial destinados a pessoas com deficiência visual que são apresentados em pesquisas empíricas no formato de artigos científicos. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura cuja fonte de dados foram artigos publicados em periódicos disponíveis online na base de dados Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, nas línguas portuguesa e inglesa, nos últimos cinco anos. Os descritores usados foram: substituição sensorial, substituição visuo-tátil, substituição sensorial visuo-auditiva e seus correspondentes na língua inglesa. As buscas retornaram 186 artigos. Após a seleção a partir da leitura do título e resumo restaram 11 artigos considerados como amostra final da revisão. A revisão reportou apenas artigos internacionais. Foram identificados alguns métodos e dispositivos de substituição sensorial, nos quais a maioria propõe avaliações desses dispositivos em situações de navegação em diferentes espaços e identificação de barreiras e obstáculos no ambiente. Exceto por um artigo, os demais realizaram suas investigações em situações ideais de laboratório. Os resultados dos estudos são, na maioria, de natureza quantitativa, nos quais as percepções dos usuários com deficiência visual não são consideradas, em contrapartida o foco é direcionado para validar a eficiência do dispositivo de substituição sensorial. Considera-se necessário aprofundamento de pesquisas na área abrangendo outras fontes como teses e dissertações. Ressalta-se a necessidade do investimento em estudos sobre esse tipo de recurso de modo a favorecer o acesso da população com deficiência visual.

A Dimensão da Deficiência e o Olhar a Respeito das Pessoas com Deficiência a Partir dos Recenseamentos no Brasil

PID: S1413-65382015000100159 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: CANTORANI VARGAS REDKVA PILATTI GUTIERREZ
o olhar a respeito das pessoas com deficiência tem se alterado ao longo dos anos. O mesmo tem ocorrido com os números e percepções que retratam a dimensão da deficiência. O objetivo deste estudo é identificar essas mudanças a partir dos instrumentos de levantamento populacional. Para isso, acompanhou-se a evolução da abordagem dada à deficiência, tanto em relação ao foco, quanto à base conceitual dos referidos instrumentos. Para esta análise foram estudados os Recenciamentos realizados no período de 1872 à 2010, e as Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios realizadas entre 1981 e 2003. Verificou-se que as mudanças operacionalizadas nos recenseamentos acompanharam a evolução conceitual da deficiência. Essa mudança de olhar também acabou mostrando que o universo das deficiências é bem mais amplo que anteriormente se enxergava. E mostra também que a sociedade é responsável, ao não se adequar às desigualdades, pela criação social da deficiência, em torno de 45.606.048 milhões de pessoas, o que corresponde a 23,9% da população brasileira.

A Formação de Conceitos em Alunos com Deficiência Intelectual: o Caso de Ian

PID: S1413-65382015000100075 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: BRAUN NUNES
este artigo apresenta um recorte de uma pesquisa de doutorado, com alunos que apresentam deficiência intelectual, matriculados em uma escola regular da rede pública do Rio de Janeiro, entre os anos de 2009 e 2012. A pesquisa-ação colaborativa e a abordagem histórico-cultural foram as bases teórico-metodológicas para investigar a elaboração dos processos de ensino e aprendizagem e a formação de conceitos por um aluno com deficiência intelectual. Os episódios da interação professor aluno, filmados na sala de aula e na sala de recursos, indicaram possibilidades de ações pedagógicas com vistas a situações de ensino conducente à construção de conceitos pelo aluno com deficiência intelectual. Além disso, constatou-se que a abordagem teórico-metodológica foi favorável à organização, de forma colaborativa, das atividades de ensino, pelas professoras de sala de aula e da sala de recursos, com procedimentos de ensino mais adequados ao processo de aprendizagem do aluno com deficiência intelectual, na escola regular.Tal proposta se coaduna com a perspectiva de ensino de qualidade para todos.

ANÁLISE DAS VERSÕES DO INSTRUMENTO WHOQOL-DIS FRENTE AOS ASPECTOS QUE MOTIVARAM SUA CRIAÇÃO: PARTICIPAÇÃO E AUTONOMIA

PID: S1413-65382015000400407 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: CANTORANI PILATTI GUTIERREZ
RESUMO O número de pessoas com deficiência no Brasil e no mundo tem crescido substancialmente nas últimas décadas. Essa realidade tem fomentado o debate sobre as necessidades específicas dessa população e também influenciado a criação de instrumentos de avaliação da qualidade de vida diretamente direcionados a esse cenário particular. O presente estudo tem por objetivo analisar a adequação do WHOQOL-DIS, instrumento de avaliação da qualidade de vida de pessoas com deficiência, aos princípios que determinaram a sua construção. A pesquisa é de natureza qualitativa. O procedimento técnico adotado para o tratamento dos dados é a análise de conteúdo. A referida análise foi direcionada às diretrizes teóricas que sustentam o interesse da Organização Mundial da Saúde na construção do WHOQOL-DIS. Com a análise de conteúdo buscou-se, nos princípios da criação desse instrumento, dados para a avaliação das duas versões do instrumento: a versão internacional e a versão brasileira. Os resultados mostram que há quatro questões presentes na versão brasileira que não estão disponibilizadas na versão internacional. Uma dessas quatro questões está diretamente relacionadas à base da evolução conceitual da deficiência: a acessibilidade e a autonomia. Com sustentação na documentação investigada, cabe argumentar que a ausência dessa questão na versão internacional sugere distanciamento do objetivo inicial. Conclui-se que, entre a versão brasileira e a versão internacional do WHOQOL-DIS, a diferença é a perda, no segundo, daquilo que é o mais importante em um instrumento como este: a valoração daquilo que é significativo para o público ao qual está destinado.

Análise das Dissertações e Teses do PPGEES/ufscar na Interface Educação Física e Educação Especial

PID: S1413-65382015000200299 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: Mahl Munster
A interface entre as áreas de Educação Física e de Educação Especial permite multiplicar as possibilidades de intervenção e investigação relacionadas às condições de acesso a cultura corporal, a inclusão social e escolar de pessoas com necessidades educacionais especiais. A intersecção da produção do conhecimento entre Educação Física e Educação Especial tem sido evidenciada, sobretudo, nas pesquisas realizadas nos Programas de Pós-Graduação. Buscando mapear o que tem sido produzido nas respectivas áreas, este estudo teve por objetivo analisar a produção discente (dissertações e teses) do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) na interface Educação Física e Educação Especial. O método de investigação pautou-se em pesquisa bibliográfica, sendo que os dados foram tratados por meio de análise de conteúdo. Os resultados encontrados apontaram que o PPGEEs/UFSCar tem contribuído significativamente na busca de novos saberes relacionados à interface entre Educação Física e Educação Especial, sobretudo quanto a conceitos, procedimentos, estratégias, adaptações e novas reflexões sobre teorias e práticas relacionadas à cultura corporal, inclusão social e escolar de crianças, jovens, adultos e idosos com necessidades educacionais especiais.

Aprendizaje Basado en Juegos Digitales en Niños con TDAH: un Estudio de Caso en la Enseñanza de Estadística para Estudiantes de Cuarto Grado en Colombia

PID: S1413-65382015000100143 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: MORENO VALDERRAMA
La situación actual de innovación tecnológica en educación introduce una nueva visión del juego digital, resaltando su valor pedagógico. Considerando este panorama proponemos el aprendizaje basado en juegos digitales, más específicamente de tipo multi-jugador masivos en línea, como un escenario propicio para lograr que los niños con TDAH (Trastorno por Déficit de Atención y/o Hiperactividad) mejoren su aprendizaje y fortalezcan significativamente sus habilidades sociales, así como la autorregulación de sus emociones. Para ello llevamos a cabo un estudio de caso en el Colegio Santa Bertilla Boscardin de la ciudad de Medellín, Colombia, con estudiantes del grado cuarto de primaria en la asignatura de estadística, los cuales se dividieron en 17 niños como grupo experimental y 40 como control. Los resultados obtenidos mediante una prueba estandarizada demostraron, con una significancia estadística (valor p< 0.005), no solo los estudiantes con TDAH lograron igualar el rendimiento académico de los estudiantes de control, sino que incluso fueron ligeramente superiores.

As Classes Especiais e Helena Antipoff: uma Contribuição à História da Educação Especial no Brasil

PID: S1413-65382015000300345 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: BORGES
RESUMO Desde 1927 constava no Regulamento do Ensino Primário de Minas Gerais a proposta de homogeneização das classes escolares, mas sua implantação ocorreu somente com a chegada em Belo Horizonte da psicóloga Helena Antipoff. Com a homogeneização das classes, estabelecem-se as classes especiais, presentes na Europa desde o final do século 19. O objetivo é analisar a proposta das classes especiais a partir da análise documental do periódico Infância Excepcional publicado nos boletins da Secretaria da Educação e Saúde Pública do governo de Minas Gerais nos anos de 1930 e 1940 e de outros artigos publicados sobre o tema. Busca-se verificar como as classes especiais foram sistematizadas no contexto brasileiro, a partir das orientações de Helena Antipoff. Ela nasceu na Rússia, morou na França e estagiou no laboratório de Binet, antes de seguir para Genebra, onde finalizou seus estudos no Instituto Jean Jacques Rousseau. A hipótese é que a formação multicultural de Helena Antipoff influenciou a maneira como as classes especiais se configuraram em Minas Gerais e, posteriormente, no Brasil, contribuindo para o tratamento e a educação das crianças deficientes no país. As classes especiais mineiras, principalmente as do Instituto Pestalozzi, constituíram-se como locais de aplicação de uma metodologia diferenciada. A atual historiografia da ciência tem evidenciado que o conhecimento tem que se tornar local para funcionar como conhecimento. Embora profundamente marcada pela trajetória na Europa, é somente a partir do conhecimento do contexto cultural mineiro e de suas especificidades que Antipoff pode reafirmar a importância do conceito de Inteligência Civilizada.

As Formas de Comunicação e de Inclusão da Criança Kaiowá Surda na Família e na Escola: um Estudo Etnográfico

PID: S1413-65382015000100127 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: BRUNO LIMA
atualmente a etnografia está consolidada como método de pesquisa no campo das ciências sociais, contudo ganha gradativamente mais espaço no cenário educacional. Este estudo configurou-se pelo delineamento do objeto a partir do viver dentro, na tentativa de compreender a experiência cultural dos povos indígenas surdos Guarani-Kaiowá. Assim, tem como objetivo geral investigar as formas de comunicação e de inclusão da criança surda no contexto familiar e escolar das comunidades indígenas das Aldeias Bororó e Jaguapiru, em Dourados, MS. Os objetivos específicos foram: a) compreender como a criança indígena surda se relaciona e se comunica com a família e a escola; b) identificar as facilidades e as dificuldades encontradas na forma de comunicação e na inclusão; e c) descrever as ações e as estratégias utilizadas pela família e pela escola para a comunicação e a efetivação da inclusão da criança nesses sistemas. As análises têm bases conceituais dos estudos culturais, dos estudos surdos e das premissas do desenvolvimento humano ecológico, pautadas na interdependência entre as culturas familiares e os diferentes contextos de socialização, fatores estes determinantes para o desenvolvimento humano. Os resultados do estudo permitiram: conhecer um sistema incipiente de comunicação utilizado pelos familiares da criança; identificar os irmãos como mediadores da comunicação na família e na escola; e reconhecer, nas falas dos professores, o papel do intérprete de Libras como estratégia pedagógica e comunicativa para a inclusão da criança indígena surda. Por fim, a pesquisa etnográfica permitiu uma investigação a partir dos olhares de dentro, apontando indícios para o estabelecimento de um diálogo intercultural.

Avaliação das Mães de Crianças Pequenas Público-Alvo da Educação Especial sobre um Programa de Intervenção

PID: S1413-65382015000300377 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: AZEVEDO CIA SPINAZOLA MENDES
RESUMO O presente estudo teve por objetivo avaliar a opinião de mães de crianças público-alvo da educação especial sobre um programa de intervenção. A faixa etária das mães era de 29 a 56 anos e das crianças de 11 meses a 3 anos. O programa de intervenção ocorreu em 11 sessões realizadas em encontros semanais, de 120 minutos de duração, sendo estruturado em duas partes: (a) práticas parentais e desenvolvimento infantil e (b) temáticas de interesse dos pais. As participantes responderam o instrumento de avaliação da estrutura de intervenção, para avaliarem diferentes aspectos da qualidade da intervenção, ao final de cada sessão e ao final do programa. Os resultados demonstraram que os aspectos de todos os encontros foram avaliados pelas participantes de forma positiva, com pontuações variando de 4,0 'bom' a 5,0 'muito bom'. Os aspectos mais bem avaliados em diferentes encontros foram a capacidade da palestrante de conduzir a sessão de forma organizada e a oportunidade que as participantes tiveram para falarem. Como aspectos positivos do programa de intervenção, as mães apontaram que o programa esclareceu as dúvidas das participantes e ajudou a solucionar dificuldades relacionadas às necessidades dos filhos, respectivamente. Em contrapartida, a adequação do tempo em que o tema foi abordado, avaliado pelas mães como curto, e a participação das mesmas foram avaliados como ponto negativo da intervenção. Conclui-se que o programa de intervenção para mães de crianças público-alvo da educação especial foi avaliado positivamente pelas mães, assim como proporcionou a troca de experiências e de vivências entre as participantes.

Avaliação de Crianças com Diparesia Espástica Segundo a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)

PID: S1413-65382015000200199 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: Souza Alpino
As disfunções decorrentes da paralisia cerebral (PC), associadas à falta de adaptações ambientais podem resultar tanto no agravo da incapacidade e/ou das limitações da criança em desempenhar atividades funcionais, quanto em restrições à sua participação. Por isso, faz-se necessária a avaliação da funcionalidade dessa criança para melhor conhecer as atividades realizadas, bem como as condições de participação em contextos significativos ao seu desenvolvimento. Este estudo teve por objetivos avaliar a funcionalidade, classificar o desempenho e a capacidade e investigar a participação de crianças com PC do tipo diparesia espástica. O estudo envolveu três crianças com diagnóstico de PC do tipo diparesia espástica, deambuladoras, idade entre nove e treze anos, e suas mães. Os dados foram coletados por meio de entrevistas dos participantes mediante roteiro estruturado; e avaliação funcional das crianças, utilizando-se um instrumento fundamentado na Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF). Os resultados obtidos revelaram importantes limitações relacionadas principalmente às atividades de mobilidade e autocuidado das crianças com GMFCS II e III; e evidenciaram leve aumento da dificuldade no desempenho quando comparado à capacidade dos participantes. O instrumento fundamentado na CIF revelou-se útil e eficaz para investigar a funcionalidade de crianças com PC do tipo diparesia espástica em idade escolar, pois permitiu avaliar a capacidade e o desempenho e identificar tanto limitações na realização de atividades pelas crianças, como algumas restrições à sua participação.
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