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Avaliação do Comportamento Motor em Crianças com Transtorno do Espectro do Autismo: uma Revisão Sistemática

PID: S1413-65382015000300445 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: SOARES NETO
RESUMO Objetivou-se analisar por meio de revisão sistemática da literatura evidências de pesquisas que apresentem instrumentos de avaliação do comportamento motor em crianças com transtorno do espectro do autismo. Tratou-se de uma revisão sistemática, tendo como critérios de inclusão: artigos originais, do tipo pesquisa de campo, sem determinação cronológica. As buscas foram feitas no Lilacs, PubMed, Scielo, Google Acadêmico e Periódicos CAPES, utilizando-se os descritores: Transtorno autístico, Atividade Motora, Educação Física e Teste. Encontrou-se 3.164 textos na busca inicial, selecionando-se 06 que preencheram os critérios estabelecidos. Observou-se que as publicações sobre o assunto ainda são limitadas, visto que se evidenciou a necessidade de instrumentos específicos para avaliação do comportamento motor em tal público. Referente à credibilidade dos instrumentos encontrados, ficou claro a preocupação dos autores com instrumentos que sejam adequados à população, apesar da limitação no que tange à construção e validação de instrumentos que se detenham exclusivamente à avaliação do comportamento motor desses indivíduos, visto que são crianças que tem as funções de desenvolvimento afetadas e sua etiologia ainda é pouco conhecida. Por fim, há necessidade de estudos que abordem especificamente instrumentos com tais características, tendo uma maneira direcionada de intervir para a melhoria do comportamento motor de tal população.

Avaliação dos Efeitos de Programas de Intervenção de Atividade Física em Indivíduos com Transtorno do Espectro do Autismo

PID: S1413-65382015000200319 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: Lourenço Esteves Corredeira Seabra
A prática regular de atividade física influencia a saúde e o bem-estar, com papel importante na prevenção de várias doenças crônicas, como doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral, hipertensão, obesidade, diabetes, osteoporose, dentre outras. As vantagens da prática de exercício físico por pessoas com deficiências de desenvolvimento, especificamente de pessoas com transtorno do espetro do autismo (TEA), têm sido estudadas, mas dados as diferentes metodologias e abordagens presentes na literatura, há necessidade de fazer uma compilação das diferentes investigações existentes que permitam concluir quais os efeitos de diferentes tipos de exercício em pessoas com TEA. O objetivo deste artigo é reunir os principais estudos que foram realizados nos últimos anos no âmbito da atividade física em indivíduos com (TEA) e retirar as conclusões acerca dos mesmos. São apresentados 18 estudos, num total de 140 crianças e adultos com várias variantes desta síndrome e que participaram em atividades individualmente ou em grupo. Foram realizadas diversas atividades tais como jogos, natação, corrida, passeios terapêuticos, hidroginástica. As intervenções pretenderam estudar a influência das atividades propostas no comportamento agressivo e estereotipado, funcionamento social, resistência, qualidade de vida e stress, aptidão física e resistência. Os programas de intervenção revelaram melhorias significativas, mostrando as potencialidades do exercício em pessoas com TEA.

Comportamentos de Crianças do Espectro do Autismo com seus Pares no Contexto de Educação Musical

PID: S1413-65382015000100093 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: NASCIMENTO ZANON BOSA NOBRE DeFREITAS JÚNIOR SILVA
o Transtorno do espectro do autismo (TEA) é marcado por prejuízos nas áreas de interação social, comunicação, comportamento e processamento sensorial. Aspectos relacionados a prejuízos no repertório de interação social, bem como estratégias para torná-la mais adequada têm sido amplamente estudados. Dentre estas estratégias, as que utilizam música têm recebido atenção. O presente estudo tem como objetivo investigar os benefícios da educação musical ao desenvolvimento da interação social de crianças com seus pares, focando-se na qualidade e na frequência da apresentação de tais comportamentos. Participaram duas crianças com TEA, com idades de cinco e seis anos, em aulas de percussão em grupo. Os instrumentos utilizados foram a Ficha de dados sociodemográficos e de desenvolvimento, para traçar os perfis dos participantes; e o Protocolo de observação de comportamentos de crianças com TEA com seus pares, para a análise comportamental, durante oito aulas/percussão (240 minutos). Os resultados sugerem que ambos apresentaram tendência ao aumento de iniciativas e respostas espontâneas e à diminuição de comportamentos não funcionais. Verificou-se a ocorrência do uso de estereotipias para tentativas de/e interações, embora esporadicamente. Destacaram-se os papéis do contexto, dos perfis das crianças, e do manejo comportamental por adultos, na promoção de interações.

Consequências da Aquisição Tardia da Língua Brasileira de Sinais na Compreensão Leitora da Língua Portuguesa, como Segunda Língua, em Sujeitos Surdos

PID: S1413-65382015000200275 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: Silva
Este artigo investigou sobre as consequências da aquisição da língua de sinais tardiamente na compreensão leitora em língua portuguesa como segunda língua por parte de surdos sinalizantes da língua brasileira de sinais. Para visualizar tais consequências, aplicou-se um teste de compreensão de língua de sinais, retirado do material Instrumento de Avaliação da Língua de Sinais (IALS), e um teste de compreensão leitora de língua portuguesa adaptado do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA). Participaram deste estudo cinco surdos de nascença do sexo masculino, com idades de 19 a 41 anos e com diferentes idades de aquisição da língua de sinais. Os resultados apontaram como principal consequência a falta de estratégias para identificar a ideia principal do texto. Demonstraram também que apesar do fator idade de aquisição da língua de sinais interferir bastante na compreensão leitora da língua portuguesa, há outros fatores a considerar como: o contato com outros surdos que sejam fluentes, o apoio e motivação por parte da família no uso das duas línguas (Libras e Língua Portuguesa), a presença da língua de sinais durante a trajetória escolar, bem como metodologias de ensino de língua portuguesa que auxiliem os surdos a descobrir suas próprias estratégias de construção de sentido e ainda os fazerem detectar as diferenças de modalidade das línguas produzidas, bem como as particularidades de cada língua envolvida e ainda, o que é comum a ambas as línguas.

DESENHO INFANTIL E AQUISIÇÃO DE LINGUAGEM EM CRIANÇAS SURDAS: UM OLHAR HISTÓRICO-CULTURAL

PID: S1413-65382015000400427 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: ZERBATO LACERDA
RESUMO Este estudo pretendeu analisar a inter-relação da atividade simbólica de desenhar com o desenvolvimento de linguagem de crianças surdas, usuárias tardias da língua brasileira de sinais, e em fase de aquisição da escrita da Língua Portuguesa como segunda língua. Assumindo a abordagem qualitativa, apoiou-se na perspectiva Histórico-Cultural, que busca reunir em um modelo explicativo tanto os mecanismos cerebrais implícitos ao funcionamento psicológico como o desenvolvimento da espécie humana e do indivíduo ao longo de um processo histórico e cultural, incluindo a especificação do contexto social. Participaram do estudo três crianças, com idade entre quatro e sete anos, que se encontravam em fase de aquisição da língua de sinais e em fase inicial de contato com a língua portuguesa escrita e a professora bilíngue da sala de aula. Os dados coletados foram analisados à luz da abordagem Histórico-Cultural buscando a relação entre essa forma sígnica de expressão - o desenho, a língua que está sendo adquirida pelas crianças surdas e o processo de significação de mundo que está sendo construído por meio da mediação do outro. Com base na literatura que trata da interpretação de desenhos infantis, também foi realizada análise da construção dos significados que as representações gráficas das crianças surdas apresentam. Os resultados apontam para a importância da língua de sinais e da atividade de desenho como recurso sígnico, que contribui para o progresso linguístico e cognitivo destas crianças que buscam ser bilíngues.

Demandas de Professores Decorrentes da Inclusão Escolar

PID: S1413-65382015000100009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: MATOS MENDES
com a implementação das políticas públicas em inclusão escolar, cresce o número de alunos com Necessidades Educacionais Especiais (NEEs) em classes comuns, fato que ajuda a compor um cenário nas escolas que tem desvelado limitações e contradições do sistema educacional brasileiro. Atores e autores educacionais são desafiados a construir saberes capazes de responder às demandas do cotidiano escolar relacionadas à convivência e aprendizagem na diversidade. Considerando que este processo inclusivo é novo nas escolas, o estudo teve como objetivo analisar as demandas dos professores decorrentes da inclusão escolar. A pesquisa foi qualitativa do tipo exploratório, participando seis professoras, seus alunos com NEEs e três profissionais do Núcleo de Educação Inclusiva da Secretaria Municipal de Educação. Para coleta de dados, foram utilizados: técnica de observação participante, diário de campo, entrevista semiestruturada, questionário e, para discussão dos dados, análise de conteúdo. Os resultados indicam que existem conquistas e contradições na realidade das escolas que se propõem inclusivas; avanços e limitações resultantes da política municipal, e que o modelo de atuação da equipe de educação especial no contexto analisado pode ser revisto ou ampliado. Indicam que os professores apresentam demandas no domínio da política pública, da formação, e demandas dirigidas ao psicólogo.

EM TEMPOS DE DEMOCRATIZAÇÃO DO DIREITO À EDUCAÇÃO: COMO TÊM SE DELINEADO AS POLÍTICAS DE ACESSO À EJA AOS ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA NO RIO GRANDE DO SUL?

PID: S1413-65382015000400443 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: HAAS GONÇALVES
RESUMO O estudo abordou as políticas públicas de acesso dos jovens e adultos com deficiência à escolarização por meio da modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA), analisando sua oferta no estado do Rio Grande do Sul, em classes comuns e especiais, e cotejando-a com os indicadores estatísticos em âmbito nacional. Também foi analisada sua distribuição entre as instâncias administrativas (pública e privada) e entre as categorias privadas (filantrópica, comunitária, confessional e particular), como forma de compreender a relação público/privado na implementação das políticas de acesso à educação para esses sujeitos, no RS. As questões consideradas relevantes a essa análise foram construídas por meio do olhar articulado aos indicadores sociais, obtidos a partir dos microdados fornecidos pelos bancos de dados do Censo Escolar da Educação Básica (2007 a 2013) e do Censo Demográfico Brasileiro (2010). Constatou-se que a concentração das matrículas escolares desses sujeitos ocorre no atendimento substitutivo, por meio das classes especiais de EJA sendo muito intensa a atuação das instituições filantrópicas no estado. Desse modo, é possível inferir que, com relação aos tempos de vida jovem e adulto, as ações políticas intergovernamentais de Educação Especial em foco estão em descompasso em relação à tendência de intensificação da diretriz da inclusão escolar expressa no cômputo das matrículas gerais da Educação Básica, em ambos os contextos. Além disso, a garantia do direito à educação do jovem e adulto com deficiência persiste como aspecto marginal no estado do Rio Grande do Sul e no Brasil.

ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO: INTERAÇÃO MÃE-CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA VISUAL E HABILIDADES SOCIOCOMUNICATIVAS INFANTIS

PID: S1413-65382015000400393 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: MEDEIROS SALOMÃO
RESUMO Este estudo analisou a interação de uma díade mãe-criança com deficiência visual, verificando-se as estratégias de comunicação utilizadas pela mãe, em duas situações contextuais, isto é, brincadeira livre e brincadeira estruturada, durante três etapas. Adotou-se a perspectiva sociointeracionista que afirma a relevância das interações sociais para o desenvolvimento sociocomunicativo infantil. Participou do estudo uma criança do sexo masculino, quatro anos de idade e com o diagnóstico da deficiência visual severa, e sua mãe. As observações foram filmadas, transcritas e analisadas por meio da descrição de episódios interativos. Verificou-se que as estratégias maternas utilizadas foram semelhantes ao longo das etapas, pelo uso do contato tátil e do direcionamento atencional. Os comportamentos infantis, em sua maioria, dificultaram o engajamento entre a díade. Destaca-se a importância dos programas de intervenção na promoção do desenvolvimento sociocomunicativo, através da indicação de estratégias maternas que poderão facilitar a participação infantil no processo interativo.

ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS EMPREGADAS POR PROFESSORES DE EDUCAÇÃO ESPECIAL AOS SEUS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL SEVERA: UM ESTUDO DESCRITIVO DA PRÁTICA DOCENTE

PID: S1413-65382015000400367 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: CARAMORI DALL'ACQUA
RESUMO Esta pesquisa aborda a temática da educação de indivíduos com deficiência intelectual severa a partir das estratégias pedagógicas utilizadas por professoras de Educação Especial. Justifica-se por abordar o processo educacional de uma população pouco investigada, além de unir dois eixos de discussão de forma inovadora: a Teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural (MCE) de Reuven Feuerstein e a educação de alunos severamente prejudicados. Segundo essa Teoria, o professor atua como mediador, interpondo-se entre os estímulos do ambiente e o aluno. Seu objetivo pauta-se na descrição e análise da implementação do processo educacional de alunos com deficiência intelectual severa, enfocando as estratégias pedagógicas de professoras de Educação Especial na cidade de Araraquara. Os procedimentos iniciais indicam o estabelecimento dos perfis das professoras, seu mapeamento e localização. Definidos os participantes, a coleta dos dados se deu por meio de três instrumentos: entrevista semiestruturada realizada com as professoras e observação, registrada em protocolo e em diário de campo. Os dados foram analisados qualitativamente a fim de permitir a extração de detalhes do cotidiano observado. Os resultados apresentam uma descrição do trabalho das quatro professoras participantes, evidenciando suas opiniões sobre suas práticas, além de arrolar as estratégias pedagógicas utilizadas. Oferece-se como conclusão a identificação de estratégias pedagógicas que se relacionam com os critérios que regem a mediação. Isso mostra que é possível associar as idéias de Feuerstein às práticas pedagógicas voltadas aos alunos com deficiência intelectual severa, já que determinados procedimentos empregados demonstram trazer em seu cerne alguns preceitos essenciais à mediação.

ESTUDO COMPARADO INTERNACIONAL: CONTRIBUIÇÕES PARA O CAMPO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL

PID: S1413-65382015000400335 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: SOBRINHO SÁ PANTALEÃO JESUS
RESUMO Objetivamos contribuir no refinamento de construções teóricas que subsidiem a pertinência de estudos em Educação Comparada para o adensamento da produção do conhecimento em Educação Especial. Observamos que em nosso país, a produção de conhecimento em Educação Especial, no âmbito da Educação Comparada, ainda é bastante escassa. Ressaltamos a necessidade de superar os modelos hegemônicos de comparação, eminentemente quantitativos e largamente utilizados pelos organismos internacionais, que estudam realidades circunscrevendo-as num perfil cultural único e ideal, e arregimentando elementos que legitimem uma política imperialista e colonizadora. Apresentamos conexões de uma perspectiva investigativa comparada com as obras de Norbert Elias, em diálogo com a história, com o objeto e com as bases teórico-metodológicas que perpassam a Educação Comparada, desde sua instituição como campo de investigação. Compreendemos a Educação Comparada como campo interdisciplinar, fundamentado num saber dinâmico e aberto metodologicamente. Afinal, os diferentes tipos de conhecimento correlacionam-se às diferenças específicas na situação das sociedades em que são produzidos. Conhecer outras realidades nos ajuda a compreender o capítulo da história humana que escrevemos com os outros.

ESTUDOS NACIONAIS SOBRE O ENSINO PARA CEGOS: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

PID: S1413-65382015000400477 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: FIGUEIREDO KATO
RESUMO O presente artigo tem como objetivo apresentar uma revisão bibliográfica dos estudos nacionais acerca do ensino curricular para cegos. Foi realizada uma busca sistemática em três bases de dados: Google Acadêmico, Scielo e Lilacs, de estudos publicados no período de 2004 a 2014, que tivessem em seu título um dos seguintes descritores: alunos cegos; alunos deficientes visuais; crianças cegas; crianças deficientes visuais. Foram localizados 188 estudos e 56 selecionados dentro dos critérios estabelecidos. Fez-se a leitura integral desses e definiram-se cinco categorias de análise: tipo de estudo; participantes; tipo de abordagem; tipo de discussão e matrizes curriculares. Para cada categoria, foram estabelecidas subcategorias. Ao total 26 subcategorias foram descritas. Os resultados indicam que o Google Acadêmico é a base de dados com maior número de títulos encontrados (188/156); a Scielo apresenta melhor eficiência na relação encontrado x selecionado (12/10). Nas subcategorias de análise, as maiores frequências são identificadas nos estudos empíricos (22); junto a crianças (19); de análises qualitativas (21); na matriz curricular de Educação Física (sete) e na subcategoria relacionamento social (16). Contudo, os estudos são convergentes em apontar que as principais dificuldades no ensino às pessoas cegas se referem a deficiências na formação de professores, onde, normalmente, não são discutidos métodos de ensino e produção de material para trabalhar com essa população específica. Em conclusão, além de realizar um mapeamento dos estudos que têm sido conduzidos junto a alunos cegos nos últimos dez anos, este artigo aponta para lacunas na literatura e direciona futuras investigações na área.

Educação Em Saúde Bucal Direcionada Aos Deficientes Visuais

PID: S1413-65382015000200289 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: Silveira Schardosim Goettems Azevedo Torriani
O objetivo deste estudo foi revisar na literatura estudos que abordem formas de realização de promoção de saúde e prevenção de doenças bucais para pacientes com deficiência visual. Foi realizada revisão sistemática da literatura nas bases de dados PubMed Central, Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e Scopus, sem limite de data de publicação. Foram incluídos ensaios clínicos nas línguas inglesa, portuguesa e espanhola, com algum tipo de intervenção de promoção de saúde bucal voltada para deficientes visuais totais ou parciais. Os artigos foram selecionados e os dados extraídos pelos autores. A busca resultou em 688 artigos dos sites PubMed, BVS e Scopus. Foram eliminados 303 artigos repetidos e, dentre os demais, selecionados nove que abordavam o tema desta revisão. As datas de publicação dos estudos variaram de 1991 a 2013. O total de deficientes visuais participantes destes estudos foi de 431 com idades entre seis e 49 anos. Todas as intervenções educativas foram efetivas e realizadas por odontólogos. A orientação verbal foi o recurso educativo mais utilizado Os resultados encontrados nos estudos deixam clara a necessidade e importância da implantação de estratégias de educação em saúde bucal para essa população. Programas de orientação de higiene bucal envolvendo recursos adaptados e comunicação verbal são efetivos no estabelecimento de uma rotina de higiene adequada, agregando conhecimento aos pacientes e seus familiares e resultando em melhora nos índices de saúde bucal.

Educação Infantil e Práticas Pedagógicas para o Aluno com Síndrome de Down: o Enfoque no Desenvolvimento Motor

PID: S1413-65382015000200229 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: Anunciação Costa Denari
A presente pesquisa tem como objetivos: identificar qual o nível de desenvolvimento motor de uma criança com Síndrome de Down (SD) no contexto educacional, intervir com estratégias de ensino necessárias para responder às necessidades de seu desenvolvimento e avaliar os avanços no seu desenvolvimento após a intervenção. O método utilizado foi o estudo de caso para analisar o fenômeno em seu contexto real. Como participante foi escolhido um aluno com SD de três anos de idade matriculado em uma escola de educação infantil de uma cidade de médio porte do interior do estado de São Paulo. O procedimento para a coleta de dados foi realizado em três etapas: 1) pré-teste, 2) intervenção e 3) pós-teste. Na fase do pré-teste foi aplicado o Inventário Portage Operacionalizado na área de desenvolvimento motor. Ao identificar as necessidades de aprendizagem do aluno foi elaborado e aplicado um plano de intervenção. Depois da etapa de intervenção, no pós-teste, o inventário foi novamente aplicado para mensurar os avanços no desenvolvimento do aluno comparando-o com o pré-teste. Como resultado constatou-se que o aluno avançou em relação à faixa etária inicial referente ao período de um a dois anos para a idade entre dois a três anos em seu desenvolvimento.

Efeitos da Intervenção Motora em uma Criança com Síndrome de Williams

PID: S1413-65382015000300423 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: SANTOS LLERENA PEREIRA COSTA NETO
RESUMO O objetivo deste estudo foi avaliar o desenvolvimento motor de uma criança com Síndrome de Williams e verificar os efeitos de um programa de intervenção motora. Trata-se de uma pesquisa descritiva do tipo estudo de caso. Para a avaliação do desenvolvimento motor foram utilizados os testes da Escala de Desenvolvimento Motor - EDM. Essa criança participou de avaliação motora, intervenção motora (32 sessões, duas vezes semanais) e reavaliação motora. As intervenções motoras mostraram avanços positivos nas áreas da motricidade fina, equilíbrio e organização espacial. Verificou-se que o esquema corporal e a organização temporal foram as áreas de maior prejuízo. O quociente motor geral foi classificado como muito inferior o que caracteriza déficit motor. Esses dados justificam a relevância de programas de intervenção motora para essa população.

Estratégias de Ensino e Recursos Pedagógicos para o Ensino de Alunos com TDAH em Aulas de Educação Física

PID: S1413-65382015000100111 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: COSTA MOREIRA SEABRA JÚNIOR
o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurocomportamental, multifatorial, comum na população de crianças em idade escolar, cuja característica principal é um padrão persistente de desatenção e ou hiperatividade/impulsividade, que frequentemente resulta em prejuízos emocionais, sociais e sobretudo, funcionais. Nesta perspectiva, a pesquisa teve como objetivo planejar, aplicar e analisar um programa de intervenção, composto por atividades psicomotoras, lúdicas e jogos de estratégias, a partir da adaptação de recursos pedagógicos e estratégias de ensino utilizadas em aulas de Educação Física com intuito de estimular a memória, atenção e concentração de crianças com TDAH. Participaram do estudo quatro estudantes com diagnóstico, com idades entre seis e dez anos, de ambos os sexos, regularmente matriculados em uma escola de ensino regular. Para a coleta de dados inicialmente foi aplicada a EDM, com a finalidade de identificar a condição motora dos alunos. De posse dos dados obtidos e após uma análise documental, foram selecionados e aplicados três eixos temáticos de atividades: psicomotoras, lúdicas e jogos de estratégia. Os instrumentos utilizados foram: observação participante com registro de diário de campo e filmagem. Para análise dos dados foi utilizada a análise de conteúdo e, por conseguinte, obtidas seis categorias: 1. Vínculo professor/aluno e aluno/aluno; 2. Trabalho cooperativo; 3. Mediação; 4. Rotina; 5. Seleção do Recurso e 6. Ambiente. Estas categorias puderam nortear discussões representativas de uma proposta de programa de Educação Física Inclusiva para estudantes com TDAH, em consonância com a possibilidade de instituir rotinas que possam integrar os estímulos de memória, atenção e concentração destes sujeitos.

História Oral: um Método para Investigar o Ensino de Física para Estudantes Cegos

PID: S1413-65382015000200245 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: Ferreira Dickman
Neste artigo procura-se evidenciar o papel da história oral na pesquisa qualitativa como um instrumento fundamental na coleta de depoimentos de estudantes cegos ou professores de estudantes cegos, particularmente sobre o processo de ensino e aprendizagem de Física na Educação Básica. Tal procedimento metodológico permite, mediante a narrativa do entrevistado, seja este estudante ou professor, compreender quais são os problemas e os desafios no processo de ensino e aprendizagem e sua correlação com a história de vida dos estudantes. Entende-se, com esse trabalho, que a análise das narrativas de alunos cegos, nas vertentes temática e de vida, fornecem dados que orientam os passos que os pesquisadores devem seguir na elaboração de estratégias e materiais didáticos específicos para estudantes cegos, além de proporcionar uma compreensão mais profunda acerca do desempenho destes estudantes durante a aplicação dos testes. Assim, aponta-se para a utilização dessa metodologia e o que ela tem possibilitado no que se refere a pesquisas na área de física com estudantes cegos.

Intervenções e Metodologias Empregadas no Ensino da Escrita e Leitura de Indivíduos Surdos: Revisão de Literatura

PID: S1413-65382015000300459 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: WELTER VIDOR CRUZ
RESUMO O texto teve como objetivo verificar, na literatura disponível, intervenções/metodologias aplicadas no processo de aprendizagem da escrita por indivíduos surdos. Os dados foram coletados nas bases de dados Lilacs e SciELO, foram feitas buscas utilizando os seguintes termos de pesquisa: "leitura", "escrita", "aprendizagem", "distúrbios de aprendizagem" e "bilinguismo", sempre associados a "surdez". Os resumos dos textos encontrados foram lidos, tendo sido excluídos aqueles: cuja publicação excedesse há 10 anos; cujo objetivos/metodologia não privilegiassem abordagens metodológicas/ de intervenção para o ensino da língua escrita pelo surdo. Dos textos selecionados foram discutidas as intervenções realizadas e resultados apresentados. Os resultados indicaram que a maioria dos estudos acredita na língua de sinais sendo a língua materna do surdo, e que esta será utilizada como base para a escrita dos sujeitos surdos. Estratégias facilitadoras para aquisição da escrita foram apontadas, como: utilização de métodos visuais (textos escritos, imagens, dramatizações etc.); conversas, de forma a proporcionar o uso social da escrita; utilização de assuntos que interessem ao surdo; adequação espacial da sala de aula pelo professor, tornando-a mais favorável a situações de comunicação. Constata-se, assim, que os estudos têm pensado em melhorias para o ensino/intervenção na escrita de sujeitos surdos e que a Fonoaudiologia mostrou que está se inserindo nessa área tanto clinicamente como em pesquisas.

O Trabalho do Professor, Indicadores de Burnout, Práticas Educativas e Comportamento dos Alunos: Correlação e Predição

PID: S1413-65382015000300363 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: SILVA BOLSONI-SILVA RODRIGUES CAPELLINI
RESUMO A ocorrência do burnout em professores pode afetar também suas práticas educativas, seu repertório de habilidades sociais e o comportamento de alunos. Na literatura tais variáveis são abordadas de forma independente, o que dificulta sua compreensão. Este estudo teve como objetivos correlacionar e predizer as variáveis: condições de trabalho do professor, indicadores de burnout, práticas educativas do professor e o repertório de habilidades sociais e de problemas de comportamento dos alunos. Participaram 94 professores do ensino regular de um curso de aperfeiçoamento (EAD), com turmas com a inserção de alunos com deficiência e/ou salas de recursos multifuncionais. Para a coleta de dados foram utilizados: 1) Questionário sobre a percepção dos professores sobre o trabalho docente, 2) Maslach Burnout Inventory - MBI, 3) Questionário de Habilidades Sociais Educativas para Professores e 4) Inventário de Comportamentos Pró-sociais. Os dados foram analisados com estatística descritiva (média e desvio padrão), correlação (Teste Spearman) e análises de regressão lineares. Os resultados indicaram que as práticas negativas influenciam o nível de burnout dos professores, o qual, por sua vez, é influenciado pelas condições de trabalho, interferindo na saúde emocional do professor. Conclui-se para a importância de múltiplas medidas para avaliar trabalho e saúde do professor, bem como da necessidade de intervenções que favoreçam melhores condições de trabalho e práticas educativas.

PRODUÇÃO CIENTÍFICA NA ÁREA DA SURDEZ: ANÁLISE DOS ARTIGOS PUBLICADOS NA REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NO PERÍODO DE 1992 A 2013

PID: S1413-65382015000400459 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: AZEVEDO GIROTO SANTANA
RESUMO O estudo objetivou o mapeamento da produção científica sobre surdez publicada na Revista Brasileira de Educação Especial, desde sua criação, em 1992, até 2013, de maneira a acompanhar a trajetória sobre a forma como a surdez e suas especificidades têm sido retratadas nas produções veiculadas nesse periódico. A coleta de dados permitiu a identificação de 49 artigos. Foram considerados, para a análise de dados: distribuição anual dessa produção científica; tipo de autoria; área de formação dos autores; gênero textual empregado; tipo de pesquisas realizadas; temas relacionados a surdez; e abordagens terapêutica/ educacional utilizadas. Os resultados demonstraram uma tendência de crescimento dessa produção, nos períodos associados com mudanças na legislação. Prevaleceu a autoria em duplas e Educação, Fonoaudiologia e Psicologia, como principais áreas de formação dos autores. Foram publicados, mais frequentemente, relatos de pesquisas, dos tipos avaliação, intervenção e descrição, seguidos por ensaios e artigos de revisão de literatura. O tema Letramento foi o mais ligado à surdez, e o Bilinguismo figurou como abordagem mais enfatizada. Cabe destacar a importância desse periódico, na divulgação, visibilidade e acessibilidade de artigos publicados sobre surdez, em razão da frequência de tal publicação e da diversidade de temas relacionados a essa área, bem como a necessidade de ampliação de pesquisas que abordem o processo de apropriação da L1 e da L2, não apenas no que diz respeito à sua instrumentalização, mas também em relação à natureza das práticas pedagógicas e contextos de uso, em consonância com os perfis linguísticos dos surdos matriculados no ensino regular.

Perfil de Habilidades Cognitivas Não-Verbais na Síndrome de Down

PID: S1413-65382015000200213 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2015
Autores: Mecca Morão Silva Macedo
A Síndrome de Down (SD) é uma das causas mais conhecidas da deficiência intelectual e o baixo funcionamento cognitivo está associado a déficits no comportamento adaptativo. Parte do conhecimento em relação às habilidades cognitivas na SD pauta-se na comparação entre tarefas verbais e não-verbais. No entanto, dificuldades relacionadas à linguagem podem comprometer a avaliação com testes tradicionais. Este estudo objetivou verificar o desempenho de crianças com SD na Escala Internacional de Inteligência Leiter-R, comparando-as a um grupo de crianças com desenvolvimento típico, bem como os próprios desempenhos nos diferentes subtestes. Participaram 30 crianças com SD entre três e oito anos de idade (M=4,57; DP=1,40) pareadas ao grupo controle por idade, sexo e tipo de escola. Os resultados mostraram desempenho inferior ao grupo controle em tarefas que avaliam processamento visual e raciocínio fluido. Houve diferenças de gênero somente no subteste que avalia raciocínio indutivo, com melhor desempenho das meninas. Análises intragrupo mostraram maior facilidade de crianças com SD em tarefas de síntese visual, raciocínio sequencial e indutivo em relação a habilidades de discriminação visual. A partir da Leiter-R foi possível realizar uma avaliação não-verbal de distintas habilidades cognitivas, bem como compreender o perfil cognitivo a partir do desempenho nos subtestes.
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