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Relacionamento intergeracional, práticas de apoio e cotidiano de famílias de crianças com necessidades especiais

PID: S1413-65382012000400008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2012
Autores: Matsukura Yamashiro
O estudo exploratório, de abordagem qualitativa, objetivou investigar o relacionamento intergeracional e as práticas de apoio presentes no cotidiano de famílias de crianças com necessidades especiais. Participaram do estudo cinco mães, avós e irmãos mais velhos de crianças com deficiência, que responderam a roteiros de entrevistas semiestruturadas. As entrevistas foram analisadas qualitativamente por meio da técnica do Discurso do Sujeito Coletivo. Verificou-se que as avós apresentam-se como importante fonte de apoio à família ao dedicarem, inclusive, atenção e cuidado ao irmão da criança com necessidades especiais. O estudo revela um relacionamento intergeracional positivo entre avós e netos. Destaca-se a necessidade de direcionar maior atenção especializada a esses membros da família e para a continuidade de investigação sobre o tema.

Representações sociais dos educadores de infância e a inclusão de alunos com necessidades educativas especiais

PID: S1413-65382012000300011 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2012
Autores: Fragoso Casal
neste estudo determinam-se as representações sociais dos educadores de infância no Concelho de Évora no Sul de Portugal, face à inclusão de crianças com necessidades educativas especiais nas escolas regulares. A metodologia utilizada baseou-se numa estratégia de sondagem assente na realização de um questionário que compreendeu a caracterização dos elementos de estudo, a estruturação das atitudes e o tipo de representações sociais dos educadores de infância nas escolas regulares, o enquadramento legal e a viabilidade do processo inclusivo e os recursos físicos humanos. Para interpretar os dados do questionário foi realizada uma análise estatística univariada e uma análise de conteúdos. A promoção da igualdade de oportunidades, a inter-ajuda e o paradigma da escola inclusiva, estão na origem de uma atitude favorável ao processo de inclusão de crianças com necessidades educativas especiais, que é condicionada pelos meios técnicos e humanos e condições físicas nas escolas. A representação social é em geral favorável ao processo de inclusão, apesar haver ainda discriminação das crianças com necessidades educativas, devido à falta de informação, de educação e de regras sociais, à classe social e nível econômico, a dificuldades de aceitação da diferença e das limitações físicas e à falta de higiene.

Sala de recursos no processo de inclusão do aluno com deficiência intelectual na percepção dos professores

PID: S1413-65382012000300009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2012
Autores: Lopes Marquezine
Este trabalho é recorte de uma pesquisa desenvolvida em uma escola de Ensino Fundamental - anos iniciais. O objetivo da pesquisa foi analisar a percepção dos professores sobre a importância da sala de recursos multifuncional Tipo I - Atendimento Educacional Especializado - AEE, no processo de inclusão do aluno com deficiência intelectual no ensino regular. A pesquisa contou com a participação de quatro profissionais da educação, os quais exercem diferentes funções na escola. No estudo foram seguidos os pressupostos da pesquisa qualitativa, com ênfase nas práticas da pesquisa-ação, utilizando entrevistas com roteiros semiestruturados, para coleta de dados. O referencial teórico contempla breve histórico da Educação Especial, apontando a deficiência intelectual como um dos maiores desafios nesse processo. Apresenta a sala de recursos como apoio no processo inclusivo e a importância da presença do professor especializado, para esse atendimento. Os resultados ressaltam a importância da sala de recursos no processo inclusivo. Contudo, revela que o trabalho nela desenvolvido não deve e não pode ser confundido com reforço escolar ou repetição de conteúdos curriculares da classe regular. Ela deve ser um espaço de desafio no qual o aluno, com deficiência, encontra condições necessárias para o desenvolvimento do processo de aprendizagem, com vistas à superação de seu próprio limite, em busca da verdadeira inclusão.

Sexualidade na deficiência intelectual: uma análise das percepções de mães de adolescentes especiais

PID: S1413-65382012000300008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2012
Autores: Littig Cárdia Reis Ferrão
Adolescência é a fase transitória entre infância e idade adulta, momento importante do desenvolvimento humano, marcado por mudanças físicas, psicológicas e sociais relativas ao início da sexualidade. Este momento geralmente é conturbado e o poderá ser ainda mais para adolescentes com deficiência intelectual (DI) por confrontar com preconceitos e mistificações estabelecidas há tempos. A maneira infantilizante e discriminatória de serem tratados pela família e sociedade influenciam as percepções das mães de filhos com DI. Assim, objetivando investigar as concepções que mães de jovens com DI têm sobre a sexualidade deles e como elas irão refletir na adoção de práticas de educação sexual, foram entrevistadas 20 mães de adolescentes entre 12 a 18 anos, de ambos os sexos, com diagnóstico de DI, atendidos numa clínica escola localizada no estado do Espírito Santo. Analisando as entrevistas, percebeu-se em 12 respostas, a ideia de ausência de sexualidade na pessoa com DI, trazendo uma postura infantilizadora e superprotetora dessas mães em relação aos filhos, considerando-os com pouca possibilidade de desenvolver interesses e comportamentos sexuais. Quanto às concepções das mães nas manifestações sexuais de seus filhos, 15 delas revelaram entender que a sexualidade deles é diferente da de pessoas sem deficiência intelectual. Percebeu-se que 12 das 20 mães nunca orientaram seus filhos sexualmente, alegando que não compreenderiam. Em geral, as mães não reconhecem uma identidade sexual em seus filhos e, por conseguinte, não fornecem uma educação sexual, reproduzindo a concepção social e cultural que nega a existência da sexualidade quando associada à DI.

Tecnologia assistiva para a criança com paralisia cerebral na escola: identificação das necessidades

PID: S1413-65382012000100006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2012
Autores: Rocha Deliberato
Os estudos sobre Tecnologia Assistiva enfatizaram a necessidade de inserir recursos, serviços e estratégias na educação especial e inclusiva para colaborar com o processo de aprendizagem de alunos com deficiências. A literatura descreveu que a primeira etapa para a implementação da tecnologia assistiva na escola deve permitir entender a situação que envolve o aluno a fim de ampliar a sua participação no processo de ensino e aprendizagem. Este estudo teve como objetivo identificar as necessidades de serviços, recursos e estratégias de tecnologia assistiva para o aluno com paralisia cerebral na escola. Foram selecionadas duas crianças com paralisia cerebral e seus professores. A etapa da coleta de dados contou com três procedimentos sucessivos: entrevista com os professores, preenchimento do protocolo de identificação da rotina escolar e observação dos participantes em sala de aula realizada através de filmagens e diário de campo. A partir dos três procedimentos, foi proposta a triangulação de dados, ou seja, agrupamento das informações obtidas em um único documento para o estabelecimento das categorias de análises. Após elaboração do material, as categorias foram apreciadas por juízes da área. Os resultados demonstraram que após entender a situação do aluno com deficiência no contexto escolar foi possível estabelecer as suas habilidades e necessidades para indicar os recursos de Tecnologia Assistiva adequados ao planejamento do professor e propiciar a aprendizagem da criança com deficiência. O estudo identificou a necessidade de estabelecer procedimentos específicos, um planejamento pedagógico organizado e a participação de profissionais da saúde para o uso da tecnologia assistiva na escola.

Temple Grandin e o autismo: uma análise do filme

PID: S1413-65382012000200002 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2012
Autores: Schmidt
O presente artigo trata de uma análise do filme Temple Grandin o qual apresenta um panorama do autismo a partir da experiência singular de vida da protagonista. É apresentada uma breve sinopse do filme que descreve a trajetória de uma pessoa com autismo no enfrentamento de barreiras cotidianas em uma época em que esta condição ainda era muito pouco conhecida. A análise retoma alguns recortes do filme e apóia-se em dados atuais da literatura para discutir pontos referentes ao autismo. Entre outras, discutem-se as especificidades e perspectivas futuras dos diagnósticos categóricos e dimensionais no autismo, bem como as persistentes confusões com nomenclaturas. É revista a noção historicamente construída da pessoa com autismo como extremamente inteligente, propondo desconstruir este estereótipo a partir do entendimento destas habilidades sob o escopo de teorias cognitivas que as definem como partes de um estilo cognitivo diferente. Também são abordadas brevemente as alterações sensoriais presentes no autismo, as quais impulsionam Temple a desenvolver a máquina do abraço para auxiliar pessoas como ela a lidar com dificuldades interpessoais, que muitas vezes são confundidas com inexpressão afetiva. Por fim, são retomadas as correlações outrora sugeridas entre a qualidade da parentalidade e o autismo, conforme ilustrada no filme. Não se pretende aqui esgotar o assunto em uma análise extensa e profunda, mas oferecer uma compreensão teórica sobre a obra.

Um estudo sobre as condições de acessibilidade em pré-escolas

PID: S1413-65382012000200004 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2012
Autores: Corrêa Manzini
A utilização de um instrumento específico é imprescindível para que educadores consigam analisar as condições de acessibilidade física das suas escolas. Objetiva-se, com este trabalho, apresentar os resultados obtidos pela aplicação de um protocolo para avaliação da acessibilidade física, em seis escolas da Educação Infantil de uma cidade do interior paulista. Esse protocolo está constituído por oito rotas utilizadas por alunos, ao se locomoverem e, também, por itens que devem ser avaliados pelo educador, ao transitarem pelas rotas estabelecidas. Os critérios usados para escolha das seis escolas avaliadas foram: 1) ano de construção das escolas; 2) região; e 3) atender a alunos com deficiência física ou visual e/ou deficiência múltipla. A avaliação das escolas possibilitou a análise das condições de acessibilidade, de acordo com: tipos de portão, porta, piso, obstáculos, largura de corredores, desníveis; quadra de esportes; tanque de areia; campo de futebol; bebedouro; e banheiro. Os resultados demonstraram ser possível comparar e distinguir as condições de acessibilidade de cada item do protocolo, para cada uma das seis escolas avaliadas. O protocolo elaborado permite que os profissionais do atendimento educacional especializado cumpram com umas das suas funções, que é de identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade.

Um estudo sobre as relações de ensino na educação inclusiva: indícios das possibilidades de desenvolvimento e aprendizagem

PID: S1413-65382012000300005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2012
Autores: Freitas
Este estudo teve o objetivo de analisar os indícios das possibilidades de desenvolvimento e aprendizagem de um aluno com necessidades educacionais especiais, com deficiência intelectual, que frequenta o primeiro ano do ensino fundamental em uma escola comum. Fundamentou-se na matriz histórico-cultural do desenvolvimento humano proposta por Vigotski, sobretudo nas ideias do autor sobre a relação dialética entre funcionamento humano e processos sociais e, especialmente, seus estudos sobre pessoas com deficiência. Guiou-se pelos princípios metodológicos de orientação histórico-cultural, ou seja, pela busca da compreensão de processos de desenvolvimento. O estudo realizou-se em uma escola municipal de educação infantil e ensino fundamental localizada em uma cidade do interior do estado de São Paulo. Foram realizadas filmagens das situações em sala de aula entre os meses de novembro de 2009 e novembro de 2010, considerando-se o período letivo. Os dados foram transcritos minuciosamente, procurando revelar indícios das relações intersubjetivas e das condições de produção dos acontecimentos em curso. O conjunto de dados analisados revelou que o aluno com necessidades educacionais especiais possui capacidades emergentes de aprendizagem e de acesso ao conhecimento que estão atreladas à dinâmica de significação que ocorre na sala de aula. A partir das análises realizadas pode-se afirmar que as relações concretas de aprendizagem ocorrem quando se estabelecem relações de ensino significativas que devem ser compreendidas considerando-se as possibilidades de mediação sígnica instauradas nas relações entre os sujeitos.

Um estudo sobre o perfil dos empregados com deficiência em uma organização

PID: S1413-65382012000200006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2012
Autores: Pereira Passerino
Baseado na premissa de que todo processo inclusivo, seja este educacional, social ou laboral, precisa partir de uma apropriação do contexto sociocultural dos diferentes atores envolvidos - no caso desta pesquisa: empregadores, pessoas com deficiência e empresa, o presente estudo tem como objetivo identificar o perfil dos empregados com deficiência em uma organização de grande porte do ramo da alimentação. Procuramos discutir o contexto social no qual os trabalhadores com deficiência estão inseridos através de um recorte quantitativo dos resultados de uma pesquisa desenvolvida sobre o processo de inclusão em uma organização. O estudo foi desenvolvido por meio dos documentos disponibilizados pela empresa, bem como de documentos nacionais. Os resultados revelam uma cartografia das pessoas com deficiência inseridas na organização através de informações sobre escolaridade, idade, salário, funções e tipos de deficiência, comparando-os aos dados nacionais disponíveis sobre as pessoas com deficiência. Por fim, discutimos alguns resultados obtidos com o estudo. Em que pese a importância das políticas públicas, propomos uma reflexão acerca de mecanismos como o Benefício da Prestação Continuada (BPC), para o favorecimento desta relação entre trabalho e deficiência. Entendemos, finalmente, que é urgente educar e qualificar as pessoas com deficiência, mas não é suficiente, pois também são necessárias ações estruturantes da sociedade para o sucesso do processo de inclusão.

A atenção fonoaudiólogica e a linguagem escrita de pessoas com baixa visão: estudo exploratório

PID: S1413-65382011000100009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Monteiro Montilha Gasparetto
Os objetivos deste trabalho foram: conhecer como as pessoas com baixa visão (visão subnormal) adquirida utilizavam a linguagem escrita no cotidiano e recomendar a atenção fonoaudiológica nesse processo. Foi realizado estudo descritivo exploratório para a construção do instrumento de coleta de dados. A amostra foi constituída por pessoas com baixa visão que freqüentaram o Programa de Reabilitação de Adolescentes e Adultos do Cepre/FCM/Unicamp em 2008. Aplicou-se questionário por entrevista, onde foram investigadas as variáveis: características pessoais, uso de recursos de tecnologia assistiva na leitura e escrita, razões das atividades de leitura e escrita e frequência do uso após a perda visual. A amostra foi composta por 08 pessoas com baixa visão com média de idade de 47 anos e predominância do sexo masculino (75,0%). Os resultados indicaram que a maioria (62,5%) relatou utilizar auxílios ópticos nas atividades de leitura. Todos informaram utilizar auxílios não ópticos na leitura. Os sujeitos declararam utilizar a leitura para obter informações sobre assuntos que os interessavam e a escrita para se comunicarem com as outras pessoas. Verificou-se que a maioria (75,0%), relatou não utilizar a leitura e nem a escrita com a mesma freqüência que usava antes da perda visual e os motivos alegados foram a dificuldade para enxergar e o cansaço visual. A redução do uso da linguagem escrita no cotidiano por sujeitos com baixa visão adquirida compromete a autonomia e independência, fato este que demonstra necessidade de ênfase no trabalho com a linguagem escrita que poderá ser maximizado por meio da atenção fonoaudiológica.

A deficiência intelectual na concepção de educadores da educação especial: contribuições da psicologia histórico cultural

PID: S1413-65382011000100006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Rossato Leonardo
Com este estudo objetivamos compreender e refletir acerca da educação escolar oferecida aos alunos com deficiência intelectual, de maneira a conhecer as expectativas de aprendizagem e a concepção dos educadores acerca de deficiência intelectual, imbricadas no ensino com tais alunos. Foram entrevistados 21 educadores os quais pertencem a três escolas especiais (APAEs) localizadas no Estado do Paraná. Os resultados indicam expectativas positivas em relação ao aprendizado escolar dos seus alunos, e contraditoriamente, um processo de naturalização do não aprender, numa concepção de incapacidade para o aprendizado dos conhecimentos científicos, centradas numa irreversibilidade orgânica. Assim, tem-se como óbvio que a capacidade de aprender depende simplesmente do aluno, concepção que nega todas as relações existentes no processo de aprendizagem, negligencia o papel do professor, da escola, da família, do Estado e suas políticas e fortalece os ideais neoliberais, na medida em que compreende questões sociais como se individuais fossem, interrompendo qualquer ligação com sua construção histórica.

Adaptação de escalas de silhuetas bidimensionais e tridimensionais para o deficiente visual

PID: S1413-65382011000100003 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Morgado Ferreira
O objetivo deste estudo foi descrever o processo de adaptação da Escala de Silhuetas Bidimensionais (ESB) e de criação da Escala de Silhuetas Tridimensionais (EST). Para isso uma pesquisa de cunho qualitativo realizado em três etapas: na primeira, foi solicitada a autorização do prof. Stunkard para a utilização de seu instrumento como parâmetro para a confecção das Escalas. Na segunda, foi confeccionada a ESB e na terceira, a EST. Estas Escalas foram elaboradas considerando os critérios técnicos da Divisão de Pesquisa e Produção de Material Especializado do Instituto Benjamin Constant - RJ. Os resultados indicaram que a ESB foi confeccionada em linguagem grafo-tátil em alto relevo e é composta por nove bonecos masculinos e nove femininos, com diferentes formas corporais, texturizados com lixa de parede e linha. Os bonecos possuem 8,5 cm de altura. A EST foi composta por nove bonecos masculinos e nove femininos, com diferentes pesos e formas corporais. Os modelos foram confeccionados através de processo artesanal e constituídos de gesso pedra. Os bonecos do gênero masculino possuem altura de 15,5 cm e os do gênero feminino, 13,5 cm. Conclui-se que as informações contidas na descrição detalhada dos processos de confecção da ESB e EST podem ser um referencial para adaptações futuras e melhoradas de outras Escalas de figuras humanas, desenvolvidas a partir deste primeiro referencial.

Adolescentes com deficiência auditiva: a aprendizagem da dança e a coordenação motora

PID: S1413-65382011000200010 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Montezuma Rocha Busto Fujisawa
O objetivo deste estudo foi verificar a ocorrência de modificação da coordenação motora, atenção, participação, interação, autoestima e compreensão em adolescentes com deficiência auditiva, após a realização de aulas de dança do tipo jazz dance. Foi realizado estudo experimental intrassujeito do tipo AB, com cinco sujeitos do gênero feminino, com idade entre 13 e 18 anos, diagnóstico de surdez congênita ou adquirida e estudantes do Instituto Londrinense de Educação de Surdos (ILES). Para avaliação da coordenação motora foi aplicado o teste KTK, composto por quatro tarefas antes e após as aulas e, diário de campo, contendo informações que não foram registradas nos testes formais. Foram realizadas doze aulas de dança como intervenção. O resultado do KTK mostrou média da pontuação total de 171,8 inicialmente e 196,4 após a intervenção. Como resultado final todos os sujeitos do estudo apresentaram melhora da coodernação motora significante (P=0.01) após as aulas de dança. Observou-se também melhor atenção das alunas no decorrer das aulas e maior integração do grupo.

Altas habilidades: uma questão escolar

PID: S1413-65382011000300005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Barreto Mettrau
Esse estudo foi realizado em uma escola federal de ensino, localizada no Rio de Janeiro. Estabeleceu como objetivos gerais investigar as representações dos professores sobre as altas habilidades e a existência da indicação de alunos com esse perfil para atendimento. Utilizou duas amostras diferenciadas. A primeira, formada por 36 professores que atuavam do 1º ao 9º ano do ensino fundamental e do 1º ao 3º ano do ensino médio. A outra amostra foi constituída por quatro setores da escola responsáveis pelo registro histórico dos alunos. Utilizou-se a metodologia da análise de conteúdo no tratamento dos dados obtidos. Os resultados mostraram que os professores respondentes têm representações sobre altas habilidades e que não existem alunos com altas habilidades matriculados na instituição. Os resultados indicam urgência no implemento de ações inclusivas para as altas habilidades nessa escola, assim como a continuidade e aprofundamento nessa pesquisa.

As características dos alunos são determinantes para o adoecimento de professores: um estudo comparativo sobre a incidência de Burnout em professores do ensino regular e especial

PID: S1413-65382011000300003 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Silva Almeida
O exercício da docência é permeado por condições de trabalho adversas, baixos salários, insuficiência de recursos materiais e didáticos, salas numerosas, tensão no relacionamento com os alunos, carga horária de trabalho excessiva, inexpressiva participação no planejamento da instituição e nas políticas institucionais e falta de segurança no ambiente escolar. O presente estudo teve por objetivo comparar a presença de indicadores de burnout em três grupos de professores que atuam no primeiro ciclo do Ensino Fundamental: a) 20 no ensino regular, em turmas sem a inserção de alunos com necessidades educacionais especiais - RSI; b) 20 no ensino regular, em turmas com a inserção de alunos com necessidades educacionais especiais - RCI; c) 20 em salas de recursos - SR. Para a coleta, foi utilizado o Maslach Burnout Inventory -MBI. Na análise de dados, empregou-se o SPSS, versão 13.0, e o Teste de Kruskal-Wallis para comparação dos grupos. Os resultados, que foram organizados em forma de Figuras e Tabelas, revelam que, de maneira geral, os grupos apresentaram relativa similaridade. Entretanto, algumas diferenças foram encontradas. O grupo de professores SR obteve os melhores resultados na avaliação das três escalas do burnout, quando comparado com RSI e RCI, ou seja, com predominância de respostas nos níveis mais baixos de exaustão emocional, altos na diminuição da realização pessoal e baixos para despersonalização. Espera-se que os dados expostos contribuam para a compreensão do burnout em professores do ensino regular com e sem inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais, e/ou suscitem novos encaminhamentos de pesquisas.

Aspectos relacionais, familiares e sociais da relação pai-filho com deficiência física

PID: S1413-65382011000300007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Chacon
A pesquisa buscou informações da relação pai-filho deficiente físico quanto ao espaço, responsabilidades e sentimentos que o pai tem na relação parental. Dez pais, com idade entre 31 e 66 anos, níveis de instrução e profissão diversos, responderam a um questionário com 19 questões semiestruturadas, agrupadas em 16 categorias de análise. Concluímos que há diferenças no tempo de percepção dos pais sobre a deficiência. A informação geralmente chega pelo médico, mas quando a deficiência não possui alto grau de visibilidade e comprometimento só será percebida com o tempo. O choque da descoberta e comportamentos de rejeição são sentimentos prevalecentes nos pais. A maioria aponta diferenças de papéis na criação e consideram que cabe exclusivamente a eles prover a família e à mãe acompanhar o filho. Sentem que dividem com as mães as responsabilidades pelo cuidado, na maioria das vezes não se sentem acusados em se distanciar, e procuram acompanhar os tratamentos. Os filhos são tão apegados a eles quanto aos demais familiares. Para viver com um mínimo de Qualidade de Vida, foi unânime a necessidade de melhor rendimento e do Benefício de Prestação Continuada. A maioria assume o sentimento de medo de gerar outros filhos com deficiência; a baixa expectativa em relação à independência total dos mesmos, e entre os pais que possuem mais que um filho, a maioria reconhece a existência de tratamento diferenciado. A maioria atribui as causas a erros médicos. Os pais sentem como as mães, mas manifestam-se diferentemente.

Avaliação e participação do fisioterapeuta na prescrição do mobiliário escolar utilizado por alunos com paralisia cerebral em escolas estaduais públicas da rede regular de ensino

PID: S1413-65382011000200006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Saraiva Melo
O estudo teve como objetivo avaliar as condições do mobiliário escolar disponibilizado aos alunos com paralisia cerebral nas escolas estaduais da cidade do Natal/RN em 2008 e a participação do fisioterapeuta na prescrição deste mobiliário. Os dados foram coletados através de um protocolo de avaliação junto a cinco alunos com paralisia cerebral e formulário aplicado aos diretores das instituições de ensino, sendo analisados por meio das categorias suscitadas. Os resultados apontaram a presença de mobiliário escolar que não atende as necessidades específicas de posicionamento dos alunos avaliados e a ausência do fisioterapeuta na prescrição desse mobiliário. Constata-se a necessidade dos órgãos gestores no âmbito da educação de Natal/RN em cumprir o que determina a lei e disponibilizar mobiliário escolar adequado aos alunos pesquisados. Assim, procurou-se garantir os recursos necessários para promover um ensino de qualidade para os educandos com paralisia cerebral no contexto da escola regular.

Caracterização de família de mãe com deficiência intelectual e os efeitos no desenvolvimento dos filhos

PID: S1413-65382011000100004 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Postalli Munuera Aiello
A maneira como os pais educam seus filhos parece ser crucial para a promoção de comportamentos adequados, porém, a maioria das famílias pode encontrar dificuldades em educar seus filhos. Famílias com mãe com deficiência intelectual podem apresentar risco para o desenvolvimento de crianças. Estudos com objetivo diagnosticar, descrever e intervir, capacitando essas mães com a finalidade de minimizar esses riscos, são importantes e necessários. O objetivo do presente estudo foi descrever uma família em que havia a suspeita de mãe com deficiência intelectual, seus estressores e alguns efeitos desses múltiplos estressores no desenvolvimento das crianças e na adesão aos programas de intervenção. Participou do estudo uma família que foi acompanhada durante quatro anos e cujos filhos foram avaliados durante esse período em relação ao desenvolvimento. Também foram realizadas avaliações da deficiência da mãe e orientações para toda família. O trabalho com a família desenvolveu-se via visitas domiciliares semanais de uma hora e meia de duração. Os achados do estudo confirmam os da literatura de que as crianças apresentam um desenvolvimento abaixo do indicado para sua idade. Além disso, havia a presença de outros fatores de risco, como, pobreza, baixa escolaridade dos pais, violência intrafamiliar, alcoolismo o que acarretava no agravamento dos problemas (crônicos). Dessa forma, o trabalho destaca a importância de se cuidar dessa população e dirigir políticas públicas para minimizar os efeitos de tal situação.

Comunicação suplementar e/ou alternativa: fatores favoráveis e desfavoráveis ao uso no contexto familiar

PID: S1413-65382011000200004 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Krüger Berberian Guarinello Carnevale
O objetivo deste estudo foi investigar fatores que contribuem para o uso e o não uso da Comunicação Suplementar e/ou Alternativa (CSA) no contexto familiar. Foram sujeitos da pesquisa, 20 pais de crianças inseridas em uma escola especial de Curitiba, destinada a indivíduos com deficiências motoras e múltiplas, divididos no Grupo G1, composto por 9 pais que fazem uso da CSA no contexto familiar e no Grupo G2, por 11 pais que não a utilizam. Os dados foram levantados a partir da realização de entrevistas em torno de questões relacionadas a fatores que interferem no uso e no não uso da prancha de CSA. As condições favoráveis ao uso da CSA no contexto familiar incluem: - o nível de escolaridade e a situação econômica dos pais; a frequência de preparo dos pais quanto ao uso da CSA; o reconhecimento da CSA como recurso linguístico; o entendimento de que tal recurso ajuda no desenvolvimento da oralidade e na satisfação de necessidades básicas; aumentar interações sociais. As condições desfavoráveis consistem em: pais consideram conhecer as necessidades de seus filhos; CSA não satisfaz as suas expectativas; falta de orientação e suporte para uso da CSA; o fato de dificuldades motoras prejudicarem o uso da CSA; ausência de tempo. Os resultados oferecem elementos que podem orientar intervenções fonoaudiológicas com as famílias, nas quais a CSA possa ser concebida como recurso linguístico, proporcionando novas possibilidades discursivas e o estabelecimento das relações dialógicas fundamentais para a constituição das relações sociais e do sujeito.

Concepções de surdez: a visão do surdo que se comunica em língua de sinais

PID: S1413-65382011000200009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Lopes Leite
Na atualidade, diversas concepções sobre surdez estão presentes na sociedade. Tais concepções, em geral, caracterizam-se pela disputa teórica entre possibilidades comunicativas - oral ou gestual - fundamentadas na importância da apropriação de um código linguístico para o desenvolvimento da linguagem, constitutiva da subjetividade do ser humano. Nesse direcionamento, este estudo objetivou identificar as concepções dos próprios sujeitos surdos a respeito de sua condição. Para coletar os dados da pesquisa utilizou-se um roteiro de entrevista semiestruturado, que foi aplicado a dez participantes surdos, adultos e usuários da Língua Brasileira de Sinais - Libras. As entrevistas foram filmadas, transcritas e submetidas à análise de conteúdo. Os resultados indicam que as concepções de surdez dos surdos constituem uma visão multifacetada sobre essa condição, influenciada pelas relações sociais estabelecidas ao longo de suas trajetórias de vida. Percebeu-se também que o aprendizado da Libras possibilitou aos surdos a própria autoafirmação enquanto ser diferente, com necessidades distintas.
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