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Consultoria colaborativa em terapia ocupacional para professores de crianças pré-escolares com baixa visão

PID: S1413-65382011000100008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Gebrael Martinez
O objetivo deste estudo foi elaborar, implementar e avaliar um programa individualizado de consultoria colaborativa em Terapia Ocupacional para professores. A meta foi aumentar o repertório de estratégias e recursos dos professores para promover a independência de crianças pré-escolares com baixa visão nas atividades de vida diária de higiene e alimentação, denominado PRÓ-AVD. Participaram do estudo 10 professores e 10 alunos da Educação Infantil regular com baixa visão com idades entre 04 e 06 anos. Empregou-se um delineamento experimental com grupo controle. A elaboração do Programa envolveu o estudo prévio das habilidades da criança nas tarefas de autocuidado, e de sua capacidade visual, do repertório inicial do professor, e da dinâmica da díade Professor - Aluno durante a realização das AVDs. A partir de tais dados procedeu-se à elaboração individualizada do PRÓ-AVD. A implementação do Programa ocorreu por meio de consultoria colaborativa em seis encontros semanais. Para registro dos dados e análises, foram realizadas medidas pré-teste e pós-teste por meio de registros em diário de campo, filmagens e questionários, a fim de avaliar quantitativa e qualitativamente o efeito do programa de intervenção. Os resultados apontaram para o aumento do repertório dos professores do Grupo Experimental nas atividades de higiene e alimentação de seus alunos com baixa visão. As estratégias desenvolvidas e empregadas no PRÓ-AVD, como atividades práticas, feedbacks e a interação entre a pesquisadora e professoras foram decisivos para a adesão dos participantes e resultados obtidos na consultoria colaborativa.

Discurso argumentativo e produção de sentidos em indivíduos com Sindrome de Down

PID: S1413-65382011000300006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Cavalcante
O presente estudo teve como objetivo identificar as características comunicativo-argumentativas em duas crianças com síndrome de Down, propondo-se analisar a produção de sentidos favorecida pelo discurso argumentativo em parceria com a pesquisadora. Para tal, a coleta de dados foi realizada em uma escola municipal do ensino fundamental I da cidade do Recife, com a participação de duas alunas com síndrome de Down. As alunas com síndrome de Down, individualmente, realizaram uma atividade discursiva com a intervenção da pesquisadora. As atividades individuais foram desenvolvidas com o auxílio de uma prancha, com o intuito de estabelecer a comunicação. Essas atividades tinham como tema assuntos do cotidiano das alunas que podiam ser passíveis de polemização. Os resultados demonstraram que as alunas com síndrome de Down parecem possuir especificidades discursivas na forma de argumentar. Em geral, os movimentos argumentativos realizados pelas alunas com síndrome de Down apareciam discursivamente na forma de gestos representativos e/ou verbalizações curtas - construções verticais.

Educação especial e inclusiva em Portugal: fatos e opções

PID: S1413-65382011000100002 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Rodrigues Nogueira
À semelhança de muitos países, Portugal tem feito mudanças no seu sistema educativo de forma a torná-lo mais inclusivo isto é fazer com que as escolas regulares se reformem de forma a acolher e a educar capazmente todos os alunos incluíndo os que têm condições de deficiência. Este artigo procura traçar um panorama actual da Educação Especial e Inclusiva em Portugal em particular depois da publicação da lei 3/2008 que originou mudanças sensíveis no sistema. São discutidas as linhas centrais da legislação, apresentados dados estatísticos sobre a situação portuguesa no final de 2009 e finalmente são lançadas pistas de discussão sobre algumas das opções que foram assumidas pelo Governo nesta matéria nomeadamente quanto ao sistema de elegibilidade, quanto à formação de professores e às políticas de financiamento.

Escolarização da pessoa com deficiência intelectual: terminalidade específica e expectativas familiares

PID: S1413-65382011000200003 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Lima Mendes
Esta pesquisa teve como objetivo analisar a coerência entre a finalidade legal da escolarização da pessoa com deficiência intelectual e os sentidos atribuídos pela família a essa escolarização na classe comum da escola regular. A pesquisa pode ser caracterizada como estudo de campo, de caráter analítico, baseada em consulta documental. A população constituiu-se de 149 familiares de alunos com deficiência intelectual matriculados em 16 escolas da rede municipal de ensino da cidade de Uberlândia. Compuseram a amostra 24 familiares de alunos que possuíam algum tipo de laudo médico de deficiência intelectual, que concordaram em participar respondendo a uma entrevista semiestruturada. Os principais resultados apontam que: as políticas públicas para a área da Educação Especial estão orientadas pelas políticas neoliberais; em relação ao sentido e à expectativa dos pais quanto à escolarização dos filhos com deficiência intelectual, aspectos como aprendizagem e desenvolvimento, alfabetização e socialização estão entre as razões prioritárias para os filhos frequentarem a escola; e a maioria não deseja a terminalidade específica para seus filhos, pois acreditam que ela pode ser um mecanismo que contribuirá para a discriminação. Conclui-se que, apesar dos avanços, a escolarização da pessoa com deficiência intelectual deve ser repensada e que, nesse processo, a terminalidade específica deve ser profundamente debatida, pois, como instrumento legal, não está indo ao encontro da expectativa das famílias, além de apresentar riscos desfavoráveis ao percurso de escolarização de alunos com deficiência intelectual no Brasil.

Formação continuada de professores em informática na educação especial: análise de dissertações e teses

PID: S1413-65382011000300010 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Orth Mangan Sarmento
O estudo ora apresentado tem por objetivo mapear trabalhos realizados no âmbito de dissertações e teses brasileiras que tematizam a formação continuada de professores em Informática na Educação Especial. É decorrente de uma pesquisa cujo foco investigativo era a avaliação dos cursos de formação continuada a distância de professores para a Educação Básica no Brasil. Por meio do método de revisão sistemática de Davies, apresentamos um mapeamento das dissertações e teses disponíveis no Banco de Teses da CAPES que versam sobre a temática em pauta no período de 1990 a 2009. Realizamos uma leitura flutuante dos resumos, títulos e palavras-chaves, o que permitiu selecionar três teses e 34 dissertações, que, por sua vez, foram agrupadas e discutidas a partir de quatro grandes categorias. Outras análises e categorizações permitiram identificar algumas das principais preocupações dos pesquisadores brasileiros nesse período, ao mesmo tempo em que possibilitaram inferir que há um crescimento pouco significativo em trabalhos na temática. Também é possível inferir que ainda há poucas pesquisas problematizando a formação continuada de professores (oito dissertações) e o uso didático-pedagógico de recursos informáticos na educação (seis dissertações), dois aspectos fundamentais para garantir a inclusão da Diversidade de Necessidades Especiais.

Formação, profissionalização e valorização do professor surdo: reflexões a partir do Decreto 5.626/2005

PID: S1413-65382011000100007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Faria
O texto apresenta como tema reflexões sobre o Instrutor de Libras e o Professor de Libras dentro da escola de Educação Básica. Tem como objetivo refletir sobre o significado da denominação de Instrutor dada ao profissional surdo e compreender de que maneira essa denominação está expressa no Decreto 5.626/2005. A partir dessa reflexão, verifica-se que o Instrutor de Libras caracterizado no Decreto é de um profissional que não possui formação pedagógica, porém é citado de forma alternativa ao papel desempenhado pelo Professor de Libras dentro da escola de Educação Básica. Verifica-se, ainda, que Instrutor de Libras tem sido a denominação dada ao profissional surdo, mesmo quando ele exerce atividade peculiar à docência e possui formação pedagógica. Assim, evoca-se que a busca por uma educação que considere a cultura, identidade e processo de aprendizagem do surdo será alcançada mediante a primazia de profissionalização, reconhecimento e valorização dos próprios profissionais surdos dentro das escolas de Educação Básica. Essa valorização passa pelo reconhecimento do profissional surdo que ensina Libras como um Professor de Libras, sendo um profissional que participa dos debates e tomadas de decisão, e se envolve no processo educativo de seus pares.

Inclusão de alunos com paralisia cerebral no ensino fundamental: contribuições da fisioterapia

PID: S1413-65382011000200007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Silva Santos Ribas
Este estudo teve como objetivo apontar como o fisioterapeuta pode atuar no processo de inclusão de alunos com paralisia cerebral (PC) no sistema regular de ensino. A presente pesquisa foi realizada em três escolas públicas municipais de ensino fundamental, pertencentes a uma Regional de Ensino da cidade de Curitiba. Cada escola foi visitada cinco vezes entre março e abril de 2009, para coleta de dados. A amostra foi composta por três alunos com diagnóstico de Paralisia Cerebral, cognitivo preservado, alfabetizados, idades entre nove e 16 anos. Para avaliar os alunos foram utilizados dois instrumentos: o Protocolo de Observação e a Ficha de Avaliação Neurológica Qualitativa e Descritiva, do Instituto Pequeno Cotolengo do Paraná. Mediante os resultados encontrados foram estabelecidos os objetivos da atuação fisioterapêutica e realizadas intervenções específicas de acordo com as necessidades dos alunos participantes, no período de abril á junho de 2009. Após a realização do estudo, foi possível verificar que a atuação da Fisioterapia sobre a adequação de mobiliários e materiais, orientação para eliminação de barreiras arquitetônicas e conscientização dos profissionais envolvidos na educação, contribuiu para o desenvolvimento do aluno com paralisia cerebral no ambiente escolar.

Indícios de desenvolvimento em crianças com deficiência visual e problemas neurológicos

PID: S1413-65382011000300004 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Silva Batista
A literatura aponta que crianças com diagnóstico de deficiência visual e outras deficiências associadas estão em risco de desenvolvimento. No presente estudo, foram observadas três crianças com esse perfil (quatro a 10 anos), no contexto de grupos de convivência, com o intuito de identificar indícios de desenvolvimento e exemplos de apropriação de práticas sociais. Deu-se destaque aos diferentes usos de objetos, à participação em atividades e à linguagem como lugares para se observar esses processos. Foi realizado estudo de caso e análise microgenética. As sessões semanais foram filmadas e transcritas. Recortou-se o material documentado em episódios que fossem significativos para o propósito do estudo. A análise evidenciou a importância dos processos de significação na constituição dos sujeitos. Os resultados foram discutidos em termos de suas implicações para programas de intervenção.

Intervenções em linguagem escrita: uma revisão da literatura com vistas à redução dos transtornos funcionais de aprendizagem

PID: S1413-65382011000300011 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Oliveira Braga
A importância de saber ler e escrever e utilizar essas habilidades nas mais diversas situações do dia a dia é uma realidade inquestionável. E, numa sociedade na qual a leitura e a escrita são largamente utilizadas, para os mais variados fins, o Brasil ainda enfrenta grandes problemas com a alfabetização, denunciados pelos altos índices de analfabetismo e pela grande demanda de escolares com dificuldades de aprendizagem. Considerando isso, nosso texto pretende apresentar um panorama de pesquisas com foco para os programas de intervenção, voltados para essa população, com especial atenção para aqueles que utilizam o gênero narrativo ou de histórias. A busca foi feita com base em critérios específicos, sendo o principal deles o período das publicações (2000 a 2010). Os resultados da análise de 15 textos indicaram que as principais lacunas na literatura nacional estão voltadas, exatamente, para a área de intervenção. Por outro lado, na literatura internacional há uma preocupação em relação a um rigor ou controle maior de variáveis, em relação aos programas desenvolvidos, assim como, da necessidade de medidas de generalização para uso efetivo desses programas, dentro das comunidades verbais, com destaque para as escolas. Além disso, há preocupações direcionadas para os componentes de instrução mais eficazes, o uso de diferentes gêneros textuais e estudos com grupos de escolares. Nossa revisão permitiu concluir que embora haja uma vasta produção na área de linguagem escrita, no que tange os programas de intervenção, a literatura internacional é mais expressiva. Além disso, tanto na literatura nacional, quanto na internacional, a produção acerca da compreensão do processo de aquisição e desenvolvimento dessa habilidade ainda é predominante.

Percepção de alunos com paralisia cerebral sobre o uso de recursos de tecnologia assistiva na escola regular

PID: S1413-65382011000200008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Alves Matsukura
O Censo Escolar realizado no Brasil em 2006 localizou aproximadamente 29.000 alunos deficientes físicos matriculados em classes comuns. A escolarização da criança com comprometimento motor na escola comum tem sido discutida juntamente com as possíveis estratégias que possam colaborar para a participação e aprendizagem desse aluno. Uma das estratégias indicadas tem sido o uso de recursos de tecnologia assistiva para favorecer a execução das tarefas pedagógicas, porém pouco se sabe sobre a implementação, a eficácia ou as contribuições desses recursos no processo de escolarização da criança com deficiência física. O objetivo desta pesquisa foi identificar, a partir do ponto de vista do aluno com paralisia cerebral, as contribuições, dificuldades e o cotidiano implicado no uso de recursos de tecnologia assistiva no contexto da escolarização no ensino regular. Participaram deste estudo cinco alunos com diagnóstico de paralisia cerebral nível motor IV e V segundo o Sistema de Classificação da Função Motora Grossa para paralisia cerebral - GMFCS. Foi utilizado um roteiro de entrevista semiestruturado com as crianças e os dados obtidos foram transcritos e analisados na íntegra, optando-se em realizar uma categorização de acordo com os temas da entrevista. As percepções das crianças foram relevantes e elas mostraram-se capazes de apontar demandas e identificar quando e como os recursos podem ser limitantes dentro do contexto. Assim, considerar as opiniões e a participação da criança na identificação de recursos de tecnologia pode contribuir na compreensão do impacto, das demandas e das possíveis contribuições no processo de implementação e utilização do recurso de tecnologia assistiva.

Perfil da publicação científica brasileira sobre a temática da classe hospitalar

PID: S1413-65382011000200011 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Barros Guedeville Vieira
O objetivo do trabalho foi descrever o perfil da publicação científica brasileira sobre a temática da escolarização em hospitais, iniciativa justificada a partir do reconhecimento da importância da produção científica na legitimação e consolidação de uma nova área do saber. Foram analisados 47 artigos publicados em periódicos científicos entre os anos de 1997 e 2008. Tratou-se, basicamente, de um estudo de avaliação do Estado do Conhecimento (ou Estado da Arte) de uma área de interesse crescente dentro da Educação Especial: a escolarização de crianças hospitalizadas e/ou doentes crônicas, designada pelo MEC segundo o termo Classe Hospitalar. Do ponto de vista do corpus empírico, tratou-se de uma pesquisa documental, alicerçada metodologicamente na Análise de Conteúdo. Os artigos da amostra foram quantificados e qualificados segundo o tipo de investimento empírico predominante, quais fossem: ensaio, relato de experiência, relatos de pesquisa original (pesquisa com desenho de investigação) ou revisão de literatura. Buscou-se, também, identificar se o periódico ao qual o artigo pertencia encontrava-se indexado em bases de dados: SciELO, Edubase, Bireme e catálogo do INEP. Descreveu-se, ainda, a distribuição dos artigos por área de conhecimento e por instituições de onde provinham. Os principais resultados obtidos revelaram que dos 47 artigos analisados 22 foram classificados como sendo oriundos de pesquisa original, apenas dois periódicos encontravam-se indexados em todas as bases de dados consideradas em relevância e as publicações foram originadas, em sua grande parte, da atividade de pesquisadores estabelecidos em instituições federais de ensino superior.

Perfil de tradutores-intérpretes de Libras (TILS) que atuam no ensino superior no Brasil

PID: S1413-65382011000300009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Lacerda Gurgel
Este trabalho traz resultados de uma investigação mais ampla junto a tradutores intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (TILS) que atuam no Ensino Superior (ES). Destaca o perfil de profissionais que hoje exercem este trabalho na academia, mostrando um pouco as diversas realidades de diferentes regiões em que atuam, faixa etária, formação, como começaram ou se tornaram TILS, como iniciaram seus trabalhos nas Instituições de Ensino Superior (IES), dentre outras. Nesse contexto, destacam-se principalmente aspectos de suas formações e práticas. A investigação se baseou em entrevistas e os resultados variam bastante, demonstrando que há diferentes perfis e especificidades nos processos de escolha para atuarem nesta profissão como intérpretes. Pensando no atual contexto universitário brasileiro e na atual política educacional que defende a inclusão da pessoa com deficiência frequentando cursos superiores, e neste caso, estudantes surdos, cabe destacar que esta inclusão demanda a presença de um profissional para mediar as relações de comunicação entre surdos e ouvintes, favorecendo sua construção de conhecimento no espaço educacional. Entre os profissionais que atuam na efetivação de práticas de educação inclusiva encontram-se os TILS, o que é previsto pelo Decreto 5.626, responsável pela acessibilidade linguística dos alunos surdos que frequentam parte da Educação Básica e Ensino Superior, interpretando do Português para a LIBRAS e vice-versa. Conhecer melhor os caminhos e o perfil dos TILS e a sua atuação no ES, pode contribuir para a reflexão acerca das necessidades de formação deste profissional para atuar no processo de inclusão bilíngue de estudantes surdos em nível superior.

Perspectivas dos pais sobre dificuldades de aprendizagem específicas: um inquérito por questionário realizado no norte de Portugal

PID: S1413-65382011000300002 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Borlido Martins
Neste artigo apresentaremos as conclusões de um estudo que teve por finalidade conhecer as perspectivas dos pais de alunos do quarto ano do Primeiro Ciclo do Ensino Básico sobre dificuldades de aprendizagem específicas. Os dados foram recolhidos junto de 211 pais numa cidade do norte de Portugal, através de um questionário. As conclusões do estudo mostram que: 1) os pais, na sua maioria, já ouviram ou leram sobre o tema; 2) cerca de um terço dos pais tem pouco conhecimento sobre as condições que estão associadas às dificuldades de aprendizagem específicas; 3) a quase totalidade dos pais tem uma atitude de preocupação em relação a um possível diagnóstico de dificuldades de aprendizagem específicas num filho seu; contudo, a cerca de metade dos pais a possibilidade de um filho seu vir ter dificuldades de aprendizagem específicas nunca lhe ocorreu; 4) parece não existir um estigma social negativo perante as dificuldades de aprendizagem específicas; 5) e, a maioria dos pais considera que existe escassez de apoios e recursos destinados às crianças com dificuldades de aprendizagem específicas.

Programa de intervenção motora para escolares com indicativo de transtorno do desenvolvimento da coordenação - TDC.

PID: S1413-65382011000100010 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Silva Contreira Beltrame Sperandio
Este estudo objetivou verificar os efeitos de um programa de intervenção motora para escolares com indicativo de Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação. Participaram do estudo seis escolares na faixa etária de 10 anos, do gênero feminino e masculino, matriculados em uma escola municipal no interior do Estado de Santa Catarina. A avaliação motora foi mensurada por meio do Movement Assessement Battery for Children (MABC-2). O teste abrange as faixas etárias de três a 16 anos dentro de cada faixa etária são agrupadas oito tarefas em três categorias de habilidades: destreza manual, lançar e receber, equilíbrio. As intervenções foram baseadas na abordagem da Educação Física Desenvolvimentista em ambiente escolar. As sessões foram realizadas individualmente com 20 sessões de intervenção motora para cada escolar, num total de 120 sessões, com frequência de duas aulas semanais e com duração de 45 minutos. Para interpretação dos dados foi utilizado o teste Wilcoxon no pacote estatístico SPSS 13.0 for Windows. Os resultados evidenciaram diferenças estatisticamente significativas após a intervenção motora (p<0,05). Em relação aos resultados do desempenho motor por habilidade, verificou-se que a habilidade equilíbrio foi a que apresentou melhor resultado após a intervenção, revelando que uma proposta de intervenção motora foi eficaz para a melhora no desempenho motor das crianças com indicativos de TDC. Através deste estudo evidenciou-se os benefícios da participação de escolares com problemas motores em programas de intervenção, no sentido de monitorar o seu progresso em termos de desenvolvimento motor, visando à melhora das dificuldades de movimento tanto nas habilidades esportivas quanto nas atividades diárias.

Responsabilidade social empresarial: inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

PID: S1413-65382011000300008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Monteiro Oliveira Rodrigues Dias
O paradigma da inclusão demanda mudanças nas posturas sociais, tendo em vista a inclusão de minorias, tais como as pessoas com deficiência. A efetivação desse paradigma perpassa pela Responsabilidade Social Empresarial (RSE). O presente estudo teve como objetivo investigar a existência de empresas que atuavam em conformidade com a RSE em uma cidade do interior do Estado de Minas Gerais. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista estruturada dirigida a cinco gestores do universo de 39 empresas preceituadas pela Lei de Cotas. Os dados foram analisados qualitativamente segundo o método de Análise de Conteúdo. Três eixos temáticos foram identificados: a) contribuições fornecidas pelo funcionário com deficiência; b) dificuldades para contratação e manutenção das pessoas com deficiência; c) treinamentos e qualificações fornecidos pela empresa. Em cada eixo, os dados foram ainda estratificados em subcategorias, viabilizando a realização de uma discussão mais aprofundada. Conclui-se que, mesmo não tendo conhecimento a respeito do referido modelo de gestão, as empresas geridas pelos entrevistados são adeptas de algumas das práticas relacionadas à inclusão.

Sistemas suplementares e alternativos de comunicação nas habilidades expressivas de um aluno com paralisia cerebral

PID: S1413-65382011000200005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Deliberato
O objetivo desta pesquisa foi descrever o uso do sistema de comunicação suplementar e alternativo de um aluno com paralisia cerebral submetido à intervenção. Participou desta investigação um aluno com paralisia cerebral de 10 anos de idade, gênero masculino, que frequentava classe especial para deficientes físicos em uma escola estadual de uma cidade do interior de São Paulo. As atividades programadas foram realizadas duas vezes por semana, durante dois anos, em um Laboratório de Educação Especial de uma Universidade pública. Todas as fitas gravadas descrevendo as atividades desenvolvidas nos atendimentos efetivados durante o processo de avaliação e implementação do recurso de comunicação suplementar e alternativo foram assistidas e descritas, em um protocolo especifico. Com base nas informações dos protocolos, foram selecionadas as sessões com intervalo maior que 20 dias e que continham atividades envolvendo o tabuleiro de comunicação, com o tempo igual ou superior a 20 minutos, durante o primeiro ano da intervenção. As sessões escolhidas foram transcritas na íntegra e, após análise do texto obtido, foram estabelecidas as seguintes categorias: o sistema gráfico auxiliou o aluno, na emissão de estrutura vertical (56%), associado à modalidade oral (14%) e à modalidade não oral verbal e não verbal (30%), enquanto o uso do sistema gráfico, em conjunto com outras modalidades, colaborou na ampliação dos enunciados e na possibilidade de o aluno ser compreendido na sua intenção. O emprego de sistemas de comunicação suplementar e alternativo proporcionou ao aluno a ampliação de situações dialógicas efetivas, durante as atividades realizadas na intervenção fonoaudiológica.

Software Xlupa: um ampliador de tela para auxílio na educação de alunos com baixa visão

PID: S1413-65382011000100011 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Bidarra Boscarioli Peres
O modelo educacional brasileiro vem passando por muitas transformações. Parte delas está relacionada a, pelo menos, dois fatores: a necessidade de inclusão de alunos com necessidades especiais no sistema educacional e o uso dos computadores nos processos de ensino, como forma de potencializar os resultados da aprendizagem desses alunos. Apesar dos esforços realizados, tanto na questão da inclusão educacional quanto na informatização de atividades inerentes aos ambientes escolares, a grande dificuldade é saber como atender adequadamente a esses alunos que, atualmente, representam uma parcela significativa da população estudantil matriculada na rede de ensino pública e/ou particular. Considerando que dentre esses alunos estão aqueles que, embora não sejam cegos, apresentam um significativo grau de redução na acuidade visual, denominados "Baixa Visão", e sabendo que o uso do computador tem aumentado nas escolas brasileiras, há fortes motivos para acreditar que a lacuna hoje existente na formação desses indivíduos pode ser minimizada mediante a adequação de recursos computacionais ao processo de aprendizagem. Neste artigo, é apresentada a ferramenta computacional denominada xLupa, um ampliador de imagens e textos em telas de computador para alunos com baixa visão. Para tanto, os tópicos abordados nesse artigo são os seguintes: Descrição da especificação e desenvolvimento da ferramenta, o que envolveu um estudo das necessidades visuais do público alvo, bem como a interação contínua de desenvolvedores e usuários; Apresentação do software xLupa e de suas funcionalidades; e uma avaliação sobre como o seu uso pode auxiliar alunos e professores no dia-a-dia escolar.

Tipo de conhecimento sobre inclusão produzido pelas pesquisas

PID: S1413-65382011000100005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Manzini
As pesquisas brasileiras sobre produção de conhecimento no campo da Educação Especial iniciaram-se há mais de 15 anos. No presente objetivou-se analisar o tipo de conhecimento produzido nessa área frente à metodologia empregada nas dissertações e teses financiadas pelo Programa de Apoio a Educação Especial. Os trabalhos de conclusão de curso analisados referiam-se àqueles projetos aprovados pelo Proesp no âmbito do Estado de São Paulo. O período de análise ficou compreendido entre 2004 e 2008. Vinte e sete estudos foram localizados. A análise dos estudos foi realizada por meio de cinco categorias: 1) pesquisas que apresentaram generalização e aplicação imediata dos resultados; 2) pesquisas que apresentaram resultados imediatos para um grupo específico de participantes; 3) pesquisas descritivas com achados inovadores; 4) pesquisas de intervenção com achados inovadores; 5) pesquisas descritivas que corroboraram outras pesquisas. Foi possível concluir que os estudos avançaram nos conhecimentos sobre a inclusão e que o uso de metodologias pouco utilizadas no campo da educação serviu de subsídio para obter os resultados.

É possível a ética do discurso de Habermas para pessoas com deficiência?

PID: S1413-65382011000200002 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2011
Autores: Sella Muller
O presente estudo objetiva discutir, em primeiro lugar, a possibilidade de participação de pessoas com deficiência(s) no discurso, na ação e na interlocução. Em segundo lugar, analisa-se a Ética do Discurso de Jürgen Habermas e sua relação com a possibilidade de participação de pessoas com deficiência(s) no discurso, na ação e na interlocução; essa ideia é corroborada pelo fato de defensores e autodefensores de pessoas com deficiência sugerirem que a teoria de Habermas e sua Ética do Discurso deveriam servir como base para a busca/luta por equidade de respeito e de oportunidades. Apesar de a teoria de Habermas parecer referir-se apenas a pessoas que são capazes de falar por si mesmas “naturalmente”, isto é, a pessoas que não necessitam de modificações ambientais para participarem do discurso, da ação e da locução, a Ética do Discurso de Habermas levanta uma questão urgente a ser enfrentada pela sociedade humana: o respeito à pluralidade humana.

A constituição da subjetividade de adolescentes autistas: um olhar para as histórias de vida

PID: S1413-65382010000200006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2010
Autores: Bagarollo Panhoca
O desenvolvimento humano é produto das relações sociais que são mediadas, vivenciadas e internalizadas pelo indivíduo. Assim, a maneira como o sujeito é inserido em seu grupo social tem impactos definitivos sobre sua constituição. Os indivíduos autistas, devido às alterações nas interações sociais, na linguagem e a presença de comportamentos estereotipados, podem ter a participação na vida social e cultural prejudicada, acentuando suas dificuldades. Os objetivos do trabalho foram analisar processos dialógicos de cinco adolescentes autistas enfocando: indícios de experiências que eles vivenciam no cotidiano e dizeres sociais impregnados em seus discursos orais, buscando subsídios para o processo terapêutico de tais sujeitos. O material empírico foi coletado a partir da realização, gravação e transcrição de duas sessões fonoaudiológicas individuais com três adolescentes autistas. As sessões privilegiaram o trabalho com as histórias de vida dos sujeitos e a utilização de fotografias pessoais como recurso terapêutico. As análises foram qualitativas, pautadas na análise microgenética. Os resultados apontam que as experiências que os sujeitos vivenciam são proporcionadas pela escola, pela família e relacionadas a passeios, viagens, festas de aniversários, convivência com parentes menos próximos, igrejas. Notou-se também que os pais e profissionais prolongam a infância de seus filhos autistas, representando-os, mesmo na adolescência, como crianças. Observou-se que os sujeitos autistas mantêm relacionamentos restritos às suas famílias, não demonstrando ter convivência com outras pessoas. Conclui-se que os sujeitos autistas vivem experiências culturais importantes e significativas para eles, porém, com pouca convivência com pares de seu grupo etário.
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