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A deficiência mental na concepção da liga brasileira de higiene mental

PID: S1413-65382008000200009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Souza Boarini
O objetivo deste texto é investigar a concepção e as propostas de atendimento escolar destinado aos deficientes mentais segundo o ideário higienista e eugenista difundido pela Liga Brasileira de Higiene Mental (LBHM). Para tanto, utilizamos como fonte primária de estudo os Arquivos Brasileiros de Higiene Mental (ABHM), periódico publicado entre 1925 e 1947. Verificamos que a LBHM expressa diferentes opiniões quanto à concepção e às medidas de intervenção propostas para os deficientes mentais. De um lado, propõe a higienização da população, a ser alcançada com a formação de hábitos sadios através da educação escolar e especificamente da educação higiênica, com a possível adaptação do deficiente ao meio social. De outro, defende uma posição eugênica radical, que apregoa a purificação da raça, a esterilização e exclusão dos ditos degenerados (leprosos, loucos, idiotas, epilépticos, cancerosos, nefrolíticos, tuberculosos, prostitutas, vagabundos e deficientes mentais).

A dramatização como estratégia de aprendizagem da linguagem escrita para o deficiente auditivo

PID: S1413-65382008000100010 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Pinotti Boscolo
O deficiente auditivo tem como conseqüência de sua privação auditiva um atraso de aquisição e desenvolvimento de fala e linguagem oral. A linguagem determina o desenvolvimento lingüístico-cognitivo do indivíduo e desempenha papel imprescindível na aprendizagem, ou seja, a aprendizagem é um produto da exposição sistemática da linguagem. A aprendizagem da linguagem escrita se dá através da linguagem oral, especificamente o deficiente auditivo, terá como conseqüência um atraso tanto da leitura como da escrita, pois são produções consideradas abstratas para ele. O presente estudo teve o objetivo de verificar a possibilidade da arte de dramatizar ser um instrumento terapêutico que facilite o desenvolvimento da interpretação e compreensão de textos pelos deficientes auditivos. O trabalho foi desenvolvido com quatro deficientes auditivos, com idades de 9 a 15 anos, pacientes da Clínica do Curso de Fonoaudiologia - UNIARA. Os indivíduos foram trabalhados em três etapas: leitura do texto e resolução de um questionário individualmente, dramatização e nova resolução do questionário individualmente. Os participantes melhoraram a compreensão do texto em 100%, demonstrando ser capazes de compreender e expressar essa compreensão mesmo que com dificuldades gramaticais e sintáticas. A dramatização possibilitou ao deficiente auditivo experienciar de maneira concreta o texto, tornando-o capaz de compreender e interpretar o que não compreenderia apenas com a leitura.

A fonoaudiologia na relação entre escolas regulares de ensino fundamental e escolas de educação especial no processo de inclusão

PID: S1413-65382008000200007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Ramos Alves
A presente pesquisa teve como objetivo conhecer como ocorre o processo de inclusão de crianças com necessidades especiais no Ensino Fundamental, como acontece a comunicação entre escolas de educação especial e regular, bem como a atuação dos inúmeros profissionais envolvidos, enfocando o papel do fonoaudiólogo. Como metodologia, realizou-se um delineamento descritivo e analítico, por meio de inquérito, aplicados em seis Escolas de Educação Especial e seis Escolas de Ensino Regular da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte. Participaram do estudo 6 coordenadores e 42 professores de escola regular, nove coordenadores e 61 professores de escola especial, totalizando 118 sujeitos pesquisados. Os questionários abordaram aspectos relacionados à gestão da escola, à formação docente, ao perfil dos alunos, profissionais atuantes no processo educacional, além de formas de contato entre instituições de serviço de Saúde e Educação. Na análise dos resultados, dentre outras questões, foi observada grande demanda para serviço fonoaudiológico, ainda pouco presente na área educacional. A comunicação entre os dois tipos de escola não acontece em todas as instituições pesquisadas. Ambas possuem conhecimento restrito da fonoaudiologia, principalmente as escolas regulares. Percebeu-se a falta de investimento para aperfeiçoamento pessoal dos professores, bem como para orientação aos pais acerca do processo de inclusão. Concluímos que o campo da fonoaudiologia no processo de inclusão mostra-se extenso e aberto. Sua atuação na promoção da saúde em âmbito escolar depende diretamente da interdisciplinaridade entre serviços da área da Educação e da Saúde, além da parceria entre fonoaudiólogos, educadores e pais.

A inclusão da criança com Síndrome de Down na rede regular de ensino: desafios e possibilidades

PID: S1413-65382008000300011 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Luiz Bortoli Floria-Santos Nascimento
O estudo teve como objetivo buscar evidências na literatura acerca da inclusão de crianças com Síndrome de Down na rede regular de ensino. Elaboraram-se revisão da literatura e busca dos artigos nas bases de dados PubMed e PsycINFO, utilizando as palavras-chave Down syndrome, schools, mainstreaming (education), education, infant, newborn, adolescent, child e preschool, no período de 1994 a 2007. Selecionaram-se oito artigos e sua análise permitiu a identificação do tema: experiências e recomendações para a inclusão. Os dados desta revisão, em sua maioria provenientes de relatos de experiências, indicaram que os fatores que colaboraram ou dificultaram o processo de inclusão da criança com síndrome de Down na rede regular de ensino relacionaram-se à escola, aos pais e ao professor. Os resultados deste estudo oferecem possibilidades para melhorar o processo de inclusão, apresentam os desafios e ainda apontam a necessidade do desenvolvimento de novas pesquisas, cujos resultados possam ser aplicados na prática.

Acessibilidade em ambiente universitário: identificação de barreiras arquitetônicas no campus da USP de Bauru

PID: S1413-65382008000200003 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Lamônica Araújo-Filho Simomelli Caetano Regina Regiani
A acessibilidade é um direito do cidadão assegurado por lei para que portadores de deficiência tenham a possibilidade de usufruir de recursos e ações no âmbito social. Barreiras arquitetônicas interferem na vida destes podendo deixá-los a parte da convivência e vida social. Os objetivos deste estudo foram: identificar, descrever e mapear barreiras físicas no Campus da Universidade de São Paulo de Bauru e apresentar as intervenções realizadas, durante o período de outubro de 2001 a dezembro de 2005. O estudo foi descritivo-quantitativo, no qual a coleta de dados centrou-se na análise das condições arquitetônicas das três unidades que compõe este campus, observada as normativas da Associação Brasileira de Normas técnicas e realizada intervenções. Foram identificados: 72 pontos de guias não rebaixadas, 21 pontos de acessos com diferenças de níveis sem rampas; 220m2 de escadas/rampas sem corrimãos; 658m2 de escadas/rampas com corrimãos em discordância com as normas vigentes; 03 rampas com inclinações superiores às determinadas nas normas técnicas; 10 banheiros parcialmente adaptados para deficientes; 02 vagas de estacionamento parcialmente adaptadas e 02 elevadores existentes. Foram executados, em 19 pontos, rebaixamentos de guias, somando 115 m², com linhas de piso tátil, pintados; 8 rampas; 14 pontos de escadas e rampas externas instaladas com corrimãos e guarda-corpos, 5 vagas exclusivas no estacionamento; instalado 2 centrais de atendimento telefônico para surdo e adquiridas 3 cadeira de rodas. As intervenções realizadas contribuíram para melhorar a acessibilidade de portadores de deficiência no campus favorecendo a utilização dos recursos existentes neste espaço público.

Analisando as pesquisas em educação especial no Brasil

PID: S1413-65382008000200008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Marques Carneiro Andrade Martins Gonçalves
Nosso objetivo foi examinar a articulação lógica entre o problema e a proposição teórico-metodológica das produções na área da Educação Especial, focando os seus pressupostos epistemológicos. Nos fundamentamos nos pressupostos das tendências empírico-analítica, fenomenológica-hermenêutica, crítico-dialética e do paradigma da complexidade. O procedimento adotado foi interpretar todas as dissertações/teses produzidas nos Programas de Pós-Graduação em Educação e Educação Especial do Brasil, que versam sobre Educação Especial, produzidas nos anos de 2001, 2002 e 2003, disponíveis no banco de teses da CAPES. Encontramos as tendências empírica, fenomenológica e dialética. Os equívocos encontrados foram a não inserção da pesquisa entre as produções na área; ausência de criticidade; não posicionamento numa determinada concepção de educação; construção teórica fundamentada em concepções diferentes; falta de coerência nos pressupostos teórico-metodológicos; não explicitação metodológica; não descrição dos procedimentos éticos; e má elaboração dos resumos. Concluímos pela necessidade da melhoria das dissertações/teses para que possamos avançar na produção de conhecimento na área da Educação Especial.

Aspectos biopsicossociais na surdocegueira

PID: S1413-65382008000100003 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Aráoz Costa
O presente artigo tem por objetivo discutir aspectos biopssicossociais referentes a pessoas com surdocegueira e suas famílias com o objetivo trazer a tona estas questões que se tem mostrado importantes para o desenvolvimento dos atendimentos aos surdocegos. Está baseado em dados bibliográficos de pesquisas com pais e outras divulgações abordando as causas que são, principalmente, Rubéola Congênita, prematuridade, infecções, acidentes, síndromes genéticas ou não. Coloca as conseqüências das mesmas, o desenvolvimento educacional alcançado e as necessidades das famílias em aspectos ligadas às áreas da saúde, educação, lazer, segurança e inclusão social. Também trata da adaptação das famílias ao impacto produzido pela surdocegueira tendo em conta aspectos orgânicos, afetivo-relacional, sócio-culturais e de produtividade. Reflete sobre a necessidade da divulgação dos conhecimentos e da ação conjunta de todas as partes envolvidas nos mais diversos aspectos da vida dos surdocegos para conseguir o desenvolvimento dos atendimentos para os surdocegos.

Avaliação das habilidades cognitiva e viso-motora em pessoas com Síndrome de Down

PID: S1413-65382008000200011 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Pacanaro Santos Suehiro
Este estudo teve como objetivo avaliar habilidades intelectuais e viso-motoras em pessoas com Síndrome de Down (SD), utilizando para isto os testes TONI 3- Forma A e o Bender - Sistema de Pontuação Gradual (B-SPG). Participaram 51 pessoas com a síndrome, ambos os sexos, com idade cronológica variando entre 6 e 24 anos (M=15,3; DP=4,9), oriundos de instituições de educação especial do interior de São Paulo. Os instrumentos foram aplicados individualmente e os resultados indicaram evidência de validade convergente entre os resultados obtidos com o TONI-3-Forma A e o B-SPG. Por meio da prova de correlação de Pearson foram obtidos índices negativos e altamente significativos entre os construtos pesquisados, congruentes com os pressupostos teóricos dos instrumentos utilizados (r=-0,57; p<0,001), demonstrando que os participantes que tiveram mais acertos na medida de inteligência foram os que cometeram menos erros na medida de habilidade viso-motora. Ainda assim, sugere-se que outros estudos sejam realizados com amostras maiores do que a aqui pesquisada, visando à identificação de padrões de desenvolvimento de habilidades cognitivas e viso-motoras nessa população, bem como a possibilidade de que programas de intervenção mais apropriados sejam elaborados para desenvolver o potencial cognitivo apresentado por pessoas com SD.

Características das interações entre alunos com Síndrome de Down e seus colegas de turma no sistema regular de ensino

PID: S1413-65382008000100007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Teixeira Kubo
A inclusão de pessoas com necessidades especiais no sistema regular de ensino é um dos mais importantes desafios vivenciados, principalmente, por educadores. Os estudos sobre as características da interação entre alunos com e sem necessidades especiais possibilitarão realizar ações planejadas para a promoção de relacionamentos afetivos entre pessoas com e sem necessidades especiais e a compreensão de suas repercussões sociais. Foram participantes 103 colegas de turma de alunos com Síndrome de Down estudantes de uma escola regular de uma cidade do sul do País. Em um questionário com perguntas estruturadas os participantes indicaram o nome de até três colegas de turma classificados por eles nas categorias: amigo; não amigo; fará uma faculdade e não fará uma faculdade. Foi constatado que quanto maior o desenvolvimento acadêmico e o grau de participação nas atividades escolares, maior será a possibilidade do aluno com a síndrome ser considerado amigo por seus colegas. Ainda que ele participe das mesmas atividades e apresente um nível de desenvolvimento acadêmico semelhante ao apresentado pelos alunos da série que freqüenta, seus colegas apresentam uma expectativa negativa quanto à possibilidade dele fazer uma faculdade. Em nenhuma das categorias investigadas (amigo, não amigo; fará uma faculdade e não fará uma faculdade) os alunos com a síndrome são os que recebem as maiores quantidades de indicações. Isso significa que nas turmas investigadas há alunos que são mais reconhecidos por seus colegas de turma, tanto forma positiva quanto negativa, que os alunos com a síndrome.

Contribuição da fisioterapia para o bem-estar e a participação de dois alunos com Distrofia Muscular de Duchenne no ensino regular

PID: S1413-65382008000300008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Pena Rosolém Alpino
A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é a mais grave e incapacitante dentre as miopatias infantis. As crianças enfraquecem progressivamente, sendo comum o óbito por infecção respiratória no final da adolescência. Os primeiros sintomas são percebidos na idade pré-escolar por professores ou cuidadores. Este estudo teve por objetivo verificar os efeitos de uma proposta de consultoria colaborativa da fisioterapia junto às professoras de sala e de Educação Física de dois alunos com DMD, estendendo-se a visita ao ambiente domiciliar de um deles, que apresentava grave comprometimento funcional, no sentido de melhorar sua participação e conforto na escola e em casa, contextos significativos no convívio diário. Foram feitas visitas à escola dos dois alunos e à residência de um deles para investigação de suas necessidades reais. Os dados foram coletados por meio de entrevistas com os alunos participantes, com suas professoras de sala e de Educação Física e com os pais daquele gravemente comprometido. As ações abrangeram adaptação da mobília escolar, materiais e recursos de baixa tecnologia para uso dos alunos com DMD e orientações especializadas às professoras participantes e aos pais do aluno mais comprometido. Constatou-se que a abordagem fisioterápica ecológica, orientada a adaptações ambientais e planejamento colaborativo de atividades, proporcionou algum apoio e conforto aos alunos participantes e favoreceu seu envolvimento/participação na escola, além de contribuir para a capacitação específica de suas professoras. Todavia, as adaptações na residência e a orientação aos pais revelaram-se medidas essenciais para proporcionar algum conforto e autonomia ao aluno gravemente comprometido, no ambiente domiciliar.

Corpos deficientes, eficientes e diferentes: uma visão a partir da educação física

PID: S1413-65382008000200010 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Rechineli Porto Moreira
Diante das diversas pesquisas sobre as questões das pessoas com deficiências e seus corpos, este ensaio tem como objetivo analisar o ser humano classificado por seu corpo deficiente no passado, eficiente no presente e diferente no futuro. Consultando vários autores, apresentamos uma retrospectiva histórica do corpo deficiente no passado, uma análise das principais abordagens da Educação Física no trato com o corpo eficiente no presente e uma reflexão sobre o corpo diferente no futuro. No passado, confirma-se a exclusão dos corpos deficientes, historicamente renegados, inferiorizados, subestimados, estigmatizados por décadas. No presente, evidencia-se a eficiência desses corpos a partir do momento em que lhes são dadas oportunidades de participação. No futuro, presumi-se corpos diferentes, respeitados em sua complexidade, compreendidos como seres humanos que, em sua totalidade pensam, sentem, aprendem, deslocam-se através do movimento no tempo e no espaço com uma intenção, vivem a própria história em busca da superação, transcendendo a cada oportunidade vivida.

Desenvolvimento motor de criança com paralisia cerebral: avaliação e intervenção

PID: S1413-65382008000200002 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Rosa Marques Medina-Papst Gobbi
O objetivo deste trabalho foi analisar o desenvolvimento motor de uma criança com idade cronológica de 10 anos com paralisia cerebral do tipo atáxica e os efeitos de um programa de atividades motoras no meio aquático. O desenvolvimento motor foi mensurado seguindo os procedimentos propostos no Manual de Avaliação Motora e o programa de intervenção das atividades motoras no meio aquático foi realizada no Serviço Social da Indústria - SESI/ Londrina - Pr., duas vezes por semana, em sessões de 45 minutos por um período de 2 meses, obtendo uma freqüência de 87%. Os dados foram analisados descritivamente, comparando os resultados de pré e pós-testes. O quociente motor em todos os itens foi classificado como "muito inferior", o que se caracteriza como déficit motor, com exceção da organização temporal que foi avaliada como "normal baixo". Após a intervenção, a única área que mostrou avanços foi a de equilíbrio, cujo resultado mostrou que a criança avançou 12 meses na idade motora, não apresentando alterações proporcionais nas outras áreas.

Ensino itinerante para deficientes visuais: um estudo exploratório

PID: S1413-65382008000200005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Rocha Almeida
O programa de ensino itinerante para alunos com deficiência visual tem por objetivo complementar o atendimento educacional oferecido na sala de aula do ensino regular. Considerando que as referências sobre essa modalidade de ensino são bastante reduzidas e, ainda, levando-se em conta a tendência de crescimento desse tipo de atendimento em decorrência do aumento de inclusões na rede regular de ensino, o presente trabalho teve como objetivo descrever as características profissionais, habilidades e condições de trabalho do professor itinerante de alunos com deficiência visual. Participaram do estudo seis professores itinerantes. Para coleta de dados foi utilizada uma entrevista semi-estruturada. Os conteúdos das entrevistas foram transcritos na íntegra e, posteriormente, classificados em temas previamente definidos. Os resultados apontaram a necessidade de uma reorganização dessa modalidade de ensino em termos de objetivos, de infra-estrutura e de políticas públicas para que o ensino itinerante cumpra seu papel como um recurso de apoio que favoreça a inclusão escolar e social de crianças com deficiência visual.

Es posible construir una escuela sin exclusiones?

PID: S1413-65382008000100002 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: López Melero
Este artículo plantea, fundamentalmente, que no se debe confundir integración educativa con escuela inclusiva y que, probablemente, esta confusión ha originado interpretaciones dispares que está originando una serie de barreras para la presencia, aprendizaje y participación de las personas y culturas diferentes en el aula. Se analizan solo las barreras didácticas y se propone como se pueden salvar las mismas para construir una escuela sin exclusiones.

Esferas de atividade simbólica e a construção de conhecimento pela criança surda

PID: S1413-65382008000300007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Araújo Lacerda
Este estudo ancora-se na abordagem bilíngüe para explorar e abordar as esferas simbólicas da linguagem - gesto, desenho, narrativa e escrita - concomitante à língua de sinais no desenvolvimento de linguagem da criança surda e na construção de novos conhecimentos. A partir do referencial de análise qualitativa foram utilizados os construtos teóricos e metodológicos da perspectiva Histórico-Cultural e de sua articulação com a análise microgenética. Os sujeitos da pesquisa foram duas crianças surdas bilíngües, em fase de aquisição tanto da língua de sinais, quanto da escrita da língua portuguesa, cursando a 2ª série do Ensino Fundamental. Ambas eram do sexo masculino, na faixa etária de 9 e 10 anos, e diagnóstico audiológico de surdez profunda bilateral. O foco das análises privilegiou a emergência dos processos em mudança na dinâmica das interações entre os sujeitos que participaram da pesquisa, considerando o aspecto particular e global na sua ocorrência e constituição. As atividades simbólicas favoreceram a ampliação da língua de sinais e acessos iniciais à escrita, abrindo espaço para a consolidação de signos e para o desenvolvimento de linguagem. O uso prioritário da língua de sinais, associado ao trabalho com atividades sígnicas, além da consideração das particularidades lingüísticas e das mediações semióticas, foram fundamentais para o desenvolvimento da linguagem da criança surda e para a construção de conhecimentos, de maneira satisfatória e adequada à sua constituição como sujeito ativo e participante da linguagem.

Família de crianças com deficiência e profissionais: componentes da parceria colaborativa na escola

PID: S1413-65382008000200006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Silva Mendes
O presente estudo tem como objetivo identificar e descrever os comportamentos dos profissionais da escola e dos familiares de crianças com deficiência que, na perspectiva dos dois lados, são propiciadores e mantenedores de uma parceria colaborativa efetiva e bem sucedida. O estudo foi conduzido com quatro grupos focais, compostos por familiares (FAM1 e FAM2) e por profissionais (PROF1 e PROF2). Foram conduzidas duas etapas de coleta de dados. Na Etapa 1, as reuniões tiveram por objetivo identificar os componentes da parceria colaborativa. Na Etapa 2, cada um dos grupos focais foi confrontado com os dados obtidos na primeira etapa, sendo que familiares foram confrontados com os dados dos profissionais e vice-versa. Por meio da análise qualitativa dos dados obtidos, foram identificadas e descritas as categorias levantadas pelos participantes referentes aos comportamentos que devem ser emitidos. O estudo apontou que, entre as categorias levantadas, são observadas características essenciais do processo colaborativo, tais como respeito mútuo, comunicação, confiança, participação, amabilidade, sinceridade, seriedade e imparcialidade. Espera-se que o levantamento e a descrição das categorias possam nortear os profissionais da escola e familiares de crianças com deficiência na busca do estabelecimento de uma parceria colaborativa efetiva e de sucesso.

Habilidades de auto proteção acerca do abuso sexual em mulheres com deficiência mental

PID: S1413-65382008000100008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Barros Williams Brino
Tendo em vista o crescente número de casos de abuso sexual que vêm sendo denunciados e a vulnerabilidade de algumas populações específicas, como por exemplo, a população de pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, mais especificamente os deficientes mentais, esse estudo teve como objetivo caracterizar as habilidades de proteção contra o abuso sexual desses indivíduos. Para isso, foi realizada uma entrevista estruturada, que consistiu em um instrumento traduzido "What If Situation Test"( Teste de Situações "E Se"), com seis mulheres com idades entre 18 e 50 anos. Pôde-se perceber pela análise dos resultados que as participantes não tinham um repertório de habilidades de auto proteção adequado para se protegerem em situações potencialmente abusivas do ponto de vista sexual. De acordo com os dados obtidos, as participantes foram capazes de discriminar as situações apropriadas das situações inapropriadas, ou seja, elas reconheceram quais situações lhes colocam em risco de sofrer abuso sexual. Em contrapartida, elas não foram capazes de se retirar de uma situação inapropriada e não reportaram tal situação a pessoas de confiança, o que justifica afirmar que elas apresentam um déficit em seu repertório de habilidades de auto proteção. Esse estudo apóia a literatura ao confirmar que essa é uma população vulnerável em relação ao abuso sexual e permite ampliar a discussão sobre a necessidade de programas de prevenção para a mesma.

Influência do assento da cadeira adaptada na execução de uma tarefa de manuseio

PID: S1413-65382008000100011 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Braccialli Oliveira Braccialli Sankako
Este estudo teve como objetivo verificar a influência da flexibilidade da superfície de assento da cadeira na velocidade e no tempo despendido por alunos com paralisia cerebral espástica durante a execução de uma tarefa de manuseio de um objeto na posição sentada. Participaram do estudo 11 alunos, de ambos os gêneros, com diagnóstico de paralisia cerebral espástica, que tinham algum controle de tronco e membros superiores. A quantificação da análise cinemática foi realizada em duas situações experimentais: 1) execução de uma tarefa acadêmica de encaixe, com o indivíduo posicionado em um mobiliário adaptado com assento de lona; 2) execução de uma tarefa acadêmica de encaixe, com o participante posicionado em um mobiliário adaptado com assento de madeira. Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística descritiva e não-paramétrica por meio do teste de Wilcoxon. Os resultados indicaram que: 1) a velocidade média de execução das tarefas não foi influenciada pelo tipo de assento utilizado 2) o tempo de execução da tarefa foi influenciada pelo tipo de assento utilizado. A utilização do assento de lona aumentou o tempo de realização da tarefa. Conclui-se que o assento de um mobiliário escolar para um aluno com paralisia cerebral espástica não deve ser confeccionado com um material muito flexível. Este tipo de assento fornecerá uma base instável que dificultará o desempenho do aluno durante atividades realizadas com os membros superiores.

Inserção de alunos com deficiência no ensino regular: perfil da cidade de Marília

PID: S1413-65382008000300005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Reganhan Braccialli
Objetivou-se com esse estudo identificar o perfil de professores de ensino regular da cidade de Marília que tinham alunos com deficiências matriculados em suas salas de aula, bem como o perfil da clientela atendida por estes professores. Participaram do estudo 68 professores da cidade de Marília - SP que tinham alunos com deficiência matriculados em suas salas. O instrumento de coleta de dados utilizado foi um questionário contendo 13 questões divididas em 2 partes: 1) identificação dos participantes e 2) identificação dos alunos com deficiência. Os dados colhidos nos questionários foram submetidos à análise da freqüência absoluta e relativa. Foram identificadas 10 categorias. De acordo com os resultados dessa pesquisa, concluiu-se que a inserção do aluno com deficiência no ensino regular ocorre com a modificação da formação que favorece ao profissional o conhecimento e a compreensão das distintas formas de aprendizagem do seu alunado, a fim de estruturar sua própria prática pedagógica para atender, com qualidade, a diversidade.

Interação professor-aluno com autismo no contexto da educação inclusiva: análise do padrão de mediação do professor com base na teoria da Experiência de Aprendizagem Mediada (Mediated Learning Experience Theory)

PID: S1413-65382008000300004 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Farias Maranhão Cunha
A inclusão da criança com deficiência tem sido discutida em uma diversidade de contextos e a escola é o melhor local para promover a inclusão social e educacional dessas crianças, onde a relação professor-aluno é muito importante. Com referência na Teoria da Experiência de Aprendizagem Mediada, o objetivo deste estudo foi discutir sobre a prática profissional de duas professoras e suas crianças com autismo em classes de educação infantil. Foram feitas entrevistas com as duas professoras e foi utilizada a Escala de avaliação da Experiência de Aprendizagem Mediada para avaliar o padrão de interação professor-aluno. As concepções sobre inclusão foram diferentes para ambas as professoras. O padrão de mediação de ambas as professoras apresentou diferenças nos principais componentes de mediação: Intencionalidade, Significação e Transcendência. A professora Marta apresentou baixos níveis (nível 1) para todos esses componentes de mediação mencionados, enquanto que a outra professora, Carmem, apresentou níveis 3 de mediação em Intencionalidade, por exemplo. Conclui-se que a professora Marta apresenta comportamentos que não favorecem a modificabilidade cognitiva estrutural da criança. Nessa direção, a escola deve ser capaz de qualificar o professor para promover e a inclusão social e educacional e o desenvolvimento infantil.
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