☰ Menu
Educ@

Busca por Índice

Filtro por título, resumo, autor, periódico e ano

Total: 950 | Página 38 de 48
0 resultados selecionados

Intervenção educativa na perturbação Gilles de la Tourette

PID: S1413-65382008000300002 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Ramalho Mateus Souto Monteiro
A perturbação Gilles de la Tourette é um distúrbio neuropsicológico crónico, que resulta de anomalias ao nível dos neurotransmissores cerebrais. É caracterizada por fenómenos compulsivos, que originam tiques motores e vocais e origina problemas a nível social, emocional e particularmente na adaptação e integração no meio escolar. Este artigo procura promover um melhor conhecimento desta perturbação, da sintomatologia associada e essencialmente elaborar estratégias de intervenção educativa destinadas aos diversos agentes educativos, de modo a promover uma integração escolar e social mais eficiente.

La construcción social de dificultades de aprendizaje en las prácticas educativas

PID: S1413-65382008000300003 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Sánchez
De acuerdo con los sistemas de clasificación y los procesos de tipificación, la construcción social de categorías y la concepción transaccional que asumimos en la comprensión de las Dificultades de Aprendizaje, entendemos que éstas no son un hecho objetivo, sino un constructo culturalmente determinado, interpretado y explicado por una comunidad, en un contexto educativo, sociocultural e histórico determinado por la práctica discursiva de las dificultades de aprendizaje.

Layout de teclado para uma prancha de comunicação alternativa e ampliada

PID: S1413-65382008000300010 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Liege Gogola Nohama
O objetivo deste artigo é descrever e discutir a proposta de um novo layout de teclado projetado especialmente para uma prancha de comunicação alternativa com acionamento mecânico e remoto, para ser utilizado por portadores de paralisia cerebral com capacidade cognitiva preservada. Para compor o layout do teclado de comunicação alternativa, realizou-se uma pesquisa envolvendo disposição e conteúdo das teclas. Participaram do estudo onze voluntárias, sendo: cinco professoras de educação especial, quatro pedagogas especializadas em educação especial e duas fonoaudiólogas. O layout é composto por 95 teclas dispostas em grupos de teclas: alfabéticas, de letras acentuadas, numéricas, de funções e de comunicação alternativa e ampliada. As teclas de comunicação alternativa, contêm ícones associados à palavras ou frases, além de teclas acentuadas. Os ícones contemplados fazem parte de uma linguagem visual brasileira de comunicação, em desenvolvimento. Para auxiliar na localização, tanto o tamanho de teclas e caracteres quanto as cores de fundo das teclas diferenciadas foram utilizadas. As teclas com letras acentuadas e as teclas de comunicação alternativa visam facilitar e acelerar a digitação das mensagens, reduzindo assim o tempo de digitação e conseqüentemente, a ocorrência de fadiga muscular.

Localização especial de estímulos sonoros em indivíduos cegos congênitos: estudo comparativo da posição tridimensional da cabeça em adultos cegos congênitos e indivíduos videntes

PID: S1413-65382008000100009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Gerente Pascoal Pereira
A capacidade para localizar objetos fixos ou em movimento no espaço tridimensional depende da função visual. No indivíduo cego, as modalidades sensoriais remanescentes, nomeadamente a audição, poderiam compensar a visão na localização espacial. O objetivo deste estudo foi analisar o papel da audição no mecanismo de localização espacial por meio da habilidade de orientar de forma precisa a cabeça face à fonte sonora. Cinco adultos cegos congênitos foram comparados com cinco sujeitos videntes vendados. A tarefa consistiu na orientação da cabeça ao estímulo sonoro, emitido por sete fontes diferentes, com localização fixa. A posição tridimensional da cabeça e tronco foi registrada por um sistema de varredura eletromagnético (Flock of Birds System). Para cada som produzido foi calculado o "erro de localização". Esta medida correspondeu à diferença entre o registro da posição obtido durante o teste e durante uma posição de controle. Os resultados revelaram que nos indivíduos cegos congênitos a magnitude de erro de localização dos estímulos auditivos foi superior aos indivíduos videntes. Conclui-se que a representação mental formada com base na visão constitui um dos pré-requisitos para um bom desempenho nas tarefas espaciais.

Mudanças nas concepções do professor do ensino fundamental em relação à inclusão após a entrada de alunos com deficiência em sua classe

PID: S1413-65382008000100004 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Monteiro Manzini
As concepções dos professores podem determinar as atitudes sociais em relação à inclusão do aluno com deficiência na sala de aula. Dentre dessa temática, pode-se questionar: a concepção de inclusão do professor do ensino regular muda no decorrer do ano letivo após a entrada de alunos com deficiência? Assim, objetivou-se identificar a existência de mudanças de concepções do professor do ensino regular em relação à inclusão. Participaram do estudo cinco professores do ensino regular que atuavam em sala de aula com pelo menos um aluno com deficiência, em três escolas de Município do interior Paulista. Os dados foram coletados durante um ano letivo por meio de três procedimentos: entrevista não-estruturada; segmento bimestral das informações por meio de cadernos de conteúdo e entrevista semi-estruturada, ao final do ano. Os dados foram tratados por meio da técnica designada como análise da enunciação. Dessa análise, foram estabelecidas classes e subclasses, aferidas por juízes para verificar o grau de concordância da análise. Os resultados mostraram mudanças de concepções nas subclasses: expectativa em relação à inclusão do aluno com deficiência no ensino regular, experiência em relação à inclusão, perfil do aluno para ser matriculado no ensino regular; ritmo de aprendizagem do aluno com deficiência na sala de aula regular, avaliação da aprendizagem do aluno com deficiência, dificuldades em lidar com a diversidade, dificuldade em lidar com a disciplina/comportamento do aluno com deficiência e dificuldade para ensinar o aluno com deficiência. Conclui-se que a entrada, por si só, do aluno com deficiência no ensino regular não garantiu a mudança de concepção dos professores.

O discurso da legislação sobre o sujeito deficiente

PID: S1413-65382008000300009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Marquezan
O estudo interroga os efeitos de sentido que são produzidos no discurso da legislação brasileira considerando as estruturas lingüísticas e discursivas nas formas de nomeação do sujeito deficiente. O corpus discursivo retido para análise foi construído a partir das Constituições e das Leis de diretrizes da educação. O dispositivo teórico está filiado à Análise de Discurso de linha francesa iniciada por Michel Pêcheux nos anos 60. A Análise de Discurso trabalha com a concepção de sujeito constituído por um processo de assujeitamento pela língua e pela ideologia e não com o sujeito psicológico. A noção de repetição/renovação é empregada a nível discursivo porque considera as condições sócio-históricas e ideológicas de produção dos discursos. Os efeitos de sentido dessa noção estão relacionados com o interdiscurso da formação discursiva. A repetição/renovação se organiza no nível interdiscursivo, mas não se limita ao nível interdiscursivo, pode produzir a renovação discursiva ou retornar ao mesmo. Os discursos que produzem sentidos para/pelos locutores não são discursos originais, são discursos fundadores replicados. Dessa forma, o sujeito que os pronuncia não é o seu autor e, aquela não é única ou a melhor maneira de pronunciá-los, embora o sujeito tenha essa ilusão. As formulações que nomeiam o sujeito deficiente no discurso legislativo podem produzir tanto o mesmo como o diferente, um e outro estão relacionados com as condições de produção do discurso, do sentido e do sujeito.

O emprego de linguagens acessíveis para alunos com deficiência visual em aulas de Óptica

PID: S1413-65382008000300006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Camargo Nardi
O presente artigo encontra-se inserido dentro de um estudo que busca compreender as principais alternativas para a inclusão de alunos com deficiência visual no contexto do ensino de física. Focalizando aulas de óptica, analisa as viabilidades comunicacionais entre licenciandos e discentes com deficiência visual. Para tal, enfatiza as estruturas empírica e semântico-sensorial das linguagens utilizadas, indicando fatores geradores de acessibilidade às informações veiculadas. Recomenda, ainda, alternativas que visam dar condições à participação efetiva do discente com deficiência visual no processo comunicativo, das quais se destacam: a identificação da estrutura semântico-sensorial dos significados veiculados, o conhecimento da história visual do aluno, a utilização de linguagens de estrutura empírica tátil-auditiva interdependente em contextos interativos, bem como, a exploração das potencialidades comunicacionais das linguagens constituídas de estruturas empíricas fundamental auditiva, e auditiva e visual independentes.

O intérprete universitário da Língua Brasileira de Sinais na cidade de Curitiba

PID: S1413-65382008000100006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Guarinello Santana Figueiro Massi
No Brasil, o trabalho com intérpretes em Língua Brasileira de Sinais iniciou-se nos anos 80 e pode, dessa forma, ser considerado recente, assim como também é recente a legitimidade da sua importância que ainda está em processo de consolidação. A presente pesquisa tem como principal objetivo discutir e explicitar questões relativas ao trabalho de intérpretes de língua de sinais em uma universidade e dois centros universitários particulares da cidade de Curitiba. Para isto foram aplicados dois questionários para dois grupos distintos, um voltado para os intérpretes que atuam em universidades da cidade de Curitiba, e outro voltado para os surdos universitários que possuem intérpretes em sala de aula. Ambos os questionários continham questões abertas e fechadas. De acordo com as análises dos dados, constatou-se a importância dos intérpretes em sala de aula para o processo de aprendizagem dos estudantes surdos. Contudo, verificou-se também uma série de questões que subjaze a discussão sobre a efetividade no contexto da interpretação, tais como: qualidade na formação dos intérpretes, conhecimento antecipado da disciplina para a tradução, dificuldade na relação Língua Portuguesa/LIBRAS, relação intérprete/professor, dentre outras. A partir dessas considerações, vemos que, no cenário da educação dos surdos brasileiros, essas questões apenas refletem o descaso das autoridades com relação à educação dessa população, assim como evidenciam as dificuldades lingüísticas e sociais relativas à surdez. Esse trabalho apresenta-se, nessa direção, como o início de uma reflexão sobre o contexto do intérprete universitário, porém, muito ainda precisa ser entendido para que mudanças mais efetivas possam ser realizadas.

Psicologia e inclusão: aspectos subjetivos de um aluno portador de deficiência mental

PID: S1413-65382008000100005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2008
Autores: Gomes Gonzalez Rey
Este trabalho teve como objetivo explorar a configuração de sentidos de um aluno portador de necessidades especiais mentais acerca do processo de inclusão escolar. Para tanto, foi participante desta pesquisa um aluno adolescente de 16 anos de idade portador de deficiência mental, matriculado na 7ª série do Ensino Fundamental da Rede Regular. Como recursos para coleta de informações o delineamento de estudo de caso mostrou-se adequado, priorizando-se os sistemas conversacionais firmados com o aluno durante sete meses. As informações obtidas foram elencadas em categorias de indicadores significativos. Pôde ser constatado que uma das maiores barreiras a ser transposta pelo aluno no processo de inclusão escolar diz respeito à organização simbólica da própria instituição escolar, que atrelada aos padrões massificadores do desenvolvimento humano, vem a se estruturar muito mais como uma prática social e compensatória do que formadora ao aluno, ao dimensionar sua diferenciação e não considerar adequadamente sua singularidade.

A dêixis como um “complicador/facilitador” no contexto cognitivo e lingüístico em ambiente educacional face aos alunos com deficiência visual

PID: S1413-65382007000300002 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2007
Autores: Lavarda Bidarra
Chama-se dêixis a expressão de referenciação lingüística que tem por função relacionar, no ato de enunciação, certas unidades gramaticais às coordenadas espaço-temporais. O uso de dêiticos ao longo de uma exposição oral é um recurso bastante freqüente e, na maioria das vezes, indispensável. Nesse artigo, tomamos como ponto de observação, falas de professores em sala de aula, de uma forma genérica. Nelas temos verificado que o uso do dêitico, principalmente o espacial que necessita da articulação visual/auditiva, quando não trabalhado com cuidado e atenção pelo professor, constitui um problema sério. Desenvolvemos, a partir daí, uma discussão teórica, preliminar, a respeito da dêixis, bem como o impacto que a dêixis surte sobre um público muito particular de estudantes com deficiência visual (DVs). Um resgate teórico sobre as categorias e os objetos de discurso pelos quais os sujeitos compreendem o mundo é feito aqui.

A manifestação da afetividade em sujeitos jovens e adultos com deficiência mental: perspectivas de Wallon e Bakhtin

PID: S1413-65382007000300006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2007
Autores: Guhur
No presente texto discute-se a objetivação das emoções na trama discursiva desenvolvida por jovens e adultos com deficiência mental participantes de um programa de atendimento pedagógico alternativo. Como recurso metodológico utiliza-se na construção dos dados a análise microgenética de episódios de curta duração, episódios recortados da dinâmica interativa da qual participavam os sujeitos. Os resultados obtidos evidenciam formas diferenciadas de inter-relações se concretizando, a exteriorização das emoções sendo mediada por linguagens simbólicas, tais como aparecem referenciadas em Wallon (como função adaptativa e comunicativa) e em Bakhtin (como função mediadora e ato de significação), autores fundamentados na matriz epistemológica do materialismo histórico dialético.

A política de educação especial no estado de Sergipe (1979-2001)

PID: S1413-65382007000100006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2007
Autores: Matos
O estudo teve como objetivo realizar uma avaliação da política de educação, no Estado de Sergipe, destinadas às pessoas com deficiências, no período entre 1979 até o ano de 2001. A fonte de informação central da estrutura administrativa de Governo, foi a Secretaria de Estado da Educação, e outras instituições cujo acervo documental tivesse relação com os indicadores sociais definidos para o estudo (1-Planos, programas e projetos de governo; 2-Expansão da rede física; 3-Evolução do número de matrículas; 4-Estrutura organizacional; 5-Recursos humanos, e; 6-Legislação). Foram identificados 136 diferentes documentos distribuídos pelas fontes de informação selecionadas. Os resultados indicaram que houve implementação progressiva de programas e projetos educacionais, com a intervenção de organismos internacionais; progressiva produção de normas e leis, de conseqüências práticas restritas; alterações organizacionais do Estado, envolvendo a Secretaria de Educação e criação de órgãos voltados para pessoas portadoras de deficiência; evolução contínua da rede física; expansão do índice de matrícula, acentuando-se no nível ensino pré-escolar e pouco significativo no ensino de 2° grau e na educação especial. Com relação à política de educação especial nas gestões analisadas nos últimos 22 anos, houve repasses regulares de recursos do governo federal para o governo estadual, decisivos para a política de educação especial no estado, pois os investimentos do governo do estado e dos municípios na educação de crianças e jovens com necessidades educacionais especiais pareceram mínimos ao longo dos últimos 20 anos, o que em parte explica a falta de expressividade da política de educação especial no Estado de Sergipe.

Acolhendo e atuando com alunos que apresentam paralisia cerebral na classe regular: a organização da escola

PID: S1413-65382007000100008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2007
Autores: Melo Martins
Este estudo tem como objetivo situar aspectos relativos a uma análise empreendida em duas escolas regulares da cidade do Natal/RN, a respeito de como têm se organizado, do ponto de vista ambiental e pedagógico, para incluir o aluno com paralisia cerebral em seu contexto. Com base no objetivo proposto, foi realizado um estudo descritivo do tipo estudo de caso. A coleta de informações realizou-se através da observação e da entrevista semi-estruturada. Os dados foram analisados tomando por base cinco categorias: projeto político-pedagógico; programa de informação e sensibilização; apoio da direção escolar; recursos pedagógicos adaptados; adequação do ambiente físico. A partir dos resultados foi possível identificar, em relação à organização ambiental e pedagógica das escolas investigadas, que de uma maneira geral necessitam: priorizar a elaboração do projeto pedagógico, levando em consideração os princípios da educação inclusiva; investir na formação continuada e apoiar mais os professores em sua prática pedagógica; desenvolver programas de orientação à comunidade escolar com vistas a desmistificar preconceitos e informar sobre as potencialidades do aluno com paralisia cerebral; buscar parcerias junto a outros profissionais e convênios para aquisição de recursos pedagógicos e equipamentos específicos para favorecer o processo de ensino-aprendizagem desse alunado; adequar a estrutura física das escolas visando assegurar a acessibilidade e a autonomia do aluno com paralisia cerebral no ensino regular.

Algunos modos de historiar la educación especial en colombia: una mirada crítica desde la historia de la práctica pedagógica

PID: S1413-65382007000200003 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2007
Autores: Yarza de Los Ríos
Teniendo en cuenta el desprecio aparente hacia la historia en algunas investigaciones y en la mayoría de la formación de educadores especiales, se presenta un análisis sobre el lugar de la historia de la educación especial en el conjunto de historias de la educación y la pedagogía, y un estado del arte sobre los diferentes modos de historiar la educación especial en Colombia. Para finalizar, se propone un análisis crítico desde la historia de la práctica pedagógica posibilitando pensar los aportes de las distintos modos de historiar a futuras formas de investigación histórica que contribuyan a ponerle un alto al incremento y expansión de la desmemorización de la cultura, la historia, la pedagogía y, para nuestro caso, de la educación especial.

Análise da necessidade de preparação pedagógica de professores de cursos de licenciatura para inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais

PID: S1413-65382007000300007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2007
Autores: Vitaliano
A inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais (NEE) requer professores capazes de promover sua aprendizagem e participação. No entanto, a maioria dos professores atuantes nos diversos níveis de ensino se encontra despreparada para assumir esta responsabilidade. Visando contribuir para melhorar esta situação, este estudo teve como objetivos: 1) verificar se os professores dos cursos de licenciatura da Universidade Estadual de Londrina (UEL) têm conhecimento suficiente para incluir alunos com NEE em suas atividades acadêmicas; 2) identificar se estes professores percebem a necessidade de participar de um programa de preparação pedagógica para incluir alunos com NEE e de que maneira deveria dar-se esta preparação. Em vista dos objetivos propostos foi realizada uma pesquisa descritiva. Participaram desta pesquisa 178 professores atuantes em 13 cursos de licenciatura da Universidade Estadual de Londrina. Os dados foram coletados por meio de um questionário contendo 17 questões objetivas. Os resultados evidenciaram que 84% dos participantes consideraram que não tinham conhecimento suficiente para incluir alunos com NEE. 63% dos participantes se interessaram em participar de um programa de formação para inclusão de alunos com NEE e indicaram os temas a serem abordados, bem como a metodologia de ensino a ser utilizada. Consideramos que os resultados obtidos possibilitaram a organização de diretrizes para o planejamento de um programa de formação pedagógica junto a professores de cursos de licenciatura para inclusão de alunos com NEE.

As famílias e a classe especial em um colégio de elite

PID: S1413-65382007000300011 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2007
Autores: Dallabrida
O presente trabalho aborda as expectativas familiares na escolha de um colégio privado e confessional que atende à elite catarinense há mais de um século. Os dados foram coletados através de entrevistas e análise documental. Os principais resultados apontam que as famílias foram buscar nesta instituição um atendimento mais escolarizante e, a escola, desacreditando no potencial de aprendizagem dos conteúdos escolares destes alunos, buscava implementar atividades de vida diária. Concluiu-se que essas famílias travaram uma luta contra a exclusão de seus filhos nos espaços destinados aos não-deficientes, abriram caminhos para que estes filhos pudessem percorrer suas trajetórias de vida dentro do padrão que eles almejavam.

Atitudes parentais em relação à educação inclusiva

PID: S1413-65382007000300010 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2007
Autores: Barbosa Rosini Pereira
Com o objetivo de descrever as atitudes parentais em relação à inclusão escolar, 445 pais de alunos de primeira à quarta série do ensino fundamental de duas escolas municipais da cidade de São Paulo, responderam um questionário e uma escala de atitudes tipo Likert denominada Inventário Geral de Atitudes quanto à Educação Inclusiva (IGAEI). Participaram do estudo 169 (37,98%) pais de alunos com necessidades educacionais especiais em processo de inclusão (G1) e 276 (62,02%) progenitores de discentes que, de acordo com as instituições, não possuíam tal característica (G2). Os instrumentos foram aplicados coletivamente em reunião de pais e mestres com resposta individual. Os resultados obtidos revelam que ambos os grupos de pais tendiam a possuir atitudes favoráveis em relação à educação inclusiva. Porém, as atitudes dos pais de estudantes com necessidades educacionais especiais eram mais favoráveis à inclusão. São apresentados, ainda, resultados referentes a outras variáveis pesquisadas, como, por exemplo, tipos de necessidades educacionais em processo de inclusão. O estudo tende a corroborar resultados obtidos em pesquisas realizadas em outros países, ainda que algumas discrepâncias tenham sido percebidas. Conclui-se enfatizando a necessidade de mais pesquisas sobre o tema no contexto brasileiro e ressaltando a importância dos pais no desenvolvimento de sistemas educacionais inclusivos.

Autismo e ensino de habilidades acadêmicas: adição e subtração

PID: S1413-65382007000300004 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2007
Autores: Gomes
O ensino de habilidades acadêmicas para pessoas com autismo tem recebido pouca atenção de estudos, provavelmente porque os comprometimentos clássicos do transtorno relacionados à comunicação, interação social e comportamentos são vistos como prioritários no desenvolvimento de pesquisas. Porém, o desenvolvimento de tecnologias para o ensino de habilidades acadêmicas que atinjam esse público é fundamental, principalmente na realidade brasileira em que, com o advento da filosofia de inclusão escolar, a educação de pessoas com necessidades educacionais especiais, incluindo autistas, passou a ser direcionada para a escola regular. Assim, crianças com autismo estão cada vez mais expostas aos conteúdos acadêmicos nas salas de aula regulares e estratégias de ensino adequadas às suas necessidades são fundamentais para a entrada, permanência e progresso destas pessoas na escola. Assim, este trabalho descreve o ensino de habilidades de adição e subtração para uma adolescente com autismo e utilizou procedimentos adaptados com base em descrições sobre o quadro de autismo, princípios de aprendizagem da análise experimental do comportamento, técnicas de ensino e observação direta do repertório da participante. Para as tarefas acadêmicas foram utilizados estímulos visuais - gráficos e uso das mãos - que indicavam relações visualmente óbvias para explicar à participante como as operações aritméticas deveriam ser realizadas. Gradualmente, aumentou-se a complexidade das operações ensinadas, à medida que ia aumentando o número de acertos dela nas tarefas. Esses procedimentos foram realizados no decorrer de nove sessões. Os erros e acertos foram computados e serviram para representação gráfica. Os resultados demonstram a aprendizagem gradativa das habilidades ensinadas à medida que a intervenção ocorreu.

Avaliação assistida e comunicação alternativa: procedimentos para a educação inclusiva

PID: S1413-65382007000100002 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2007
Autores: Paula Enumo
As pesquisas sobre a avaliação assistida vêm delineando um campo promissor dada as suas características inovadoras que a distinguem de uma avaliação tradicional, favorecendo a população que apresenta dificuldades no processo de aprendizagem ou em situação de desvantagem social. Crianças que necessitam de recursos alternativos para a linguagem expressiva constituem um significativo grupo que pode se beneficiar de uma avaliação diferenciada. Neste estudo, participaram sete crianças com necessidades especiais em situação de avaliação assistida, utilizando o Children’s Analogical Thinking Modifiability Test-CATM, acrescida da avaliação psicométrica, realizada pelos testes Raven, Columbia e Peabody, estes últimos em versão computadorizada, antes e após intervenção com sistema de Comunicação Alternativa e Ampliada-CAA. Além dos processos de pensamento, foram considerados aspectos não estritamente cognitivos, mas de grande importância: reação da criança ao contexto de avaliação e ao tipo de tarefa, variáveis pessoais e situacionais como motivação e fadiga, além da acessibilidade à mediação. Tais variáveis foram sistematizadas em categorias cognitivas, comportamentais e afetivo-motivacionais nos contextos de ensino e intervenção, compondo um mosaico de indicadores sobre o perfil da amostra nas diferentes etapas do estudo. Apesar da situação de avaliação - tradicional e assistida - ter se configurado como cansativa, foi possível identificar as operações e disfunções cognitivas nas provas tradicionais e assistida e na intervenção, além de fatores não-intelectuais que afetaram o desempenho, delineando um perfil intragrupo de aprendizagem na resolução de problemas. A avaliação assistida é reconhecidamente uma relevante ferramenta de diagnóstico psicológico, complementar à abordagem psicométrica tradicional, para crianças com déficits comunicativos.

Avaliação educacional por meio do teste iar em escolares com cegueira

PID: S1413-65382007000200009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2007
Autores: Rabello Motti Gasparetto
Com o objetivo de verificar a aplicabilidade do Teste IAR em escolares cegos, foram realizados estudos de casos, mediante avaliações de três escolares de oito anos de idade, com cegueira, por retinopatia da prematuridade ou catarata congênita (A.M., D.A.C., T.A.M.), atendidos no Centro de Distúrbios da Audição, Linguagem e Visão (CEDALVI), do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) da USP, Bauru/SP/Brasil. Durante um período de seis meses, os escolares foram avaliados por meio do Instrumento de Avaliação do Repertório Básico para Alfabetização (IAR), adaptado ao Sistema Braille e contando com recursos em relevo. Os resultados da aplicação do IAR mostraram que T.A.M. alcançou 100,0% em acertos em todos os conceitos; A.M. e D.A.C. obtiveram 100,0% de acertos em esquema corporal, lateralidade e verbalização de palavras; D.A.C. apresentou 50,0% nos conceitos posição, tamanho e quantidade; A.M. apresentou 50,0% em discriminação auditiva; D.A.C. apresentou menos de 50,0% de acertos nos conceitos de direção, espaço, forma, discriminação tátil, discriminação auditiva, análise/síntese e coordenação motora fina; A.M. também alcançou menos de 50,0% de acertos nos conceitos de direção, discriminação tátil, análise/síntese e coordenação motora fina. Com relação à aplicabilidade, o teste IAR mostrou-se eficaz para avaliar os escolares cegos, oferecendo instruções úteis para que profissionais e familiares adotem estímulos e estratégias que favoreçam o desenvolvimento dos mesmos.
Reportar erro A