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A organização e gestão do processo ensino-aprendizagem no 1º ciclo do ensino fundamental

PID: S1413-65382005000300008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Rodrigues
A pesquisa em educação tem esquecido o estudo dos processos de ensino-aprendizagem em contexto de sala de aula. No entanto, os modelos de organização e gestão da classe têm um grande impacto na planificação e implementação das actividades académicas e na qualidade e diferenciação dos percursos de aprendizagem dos alunos. Efectivamente, os resultados da nossa investigação puseram em evidência que há uma interacção dinâmica entre as modalidades concretas de organização e gestão dos ambientes de aprendizagem, por um lado, e os procedimentos de planificação, implementação e avaliação das actividades. O nosso estudo mostrou ainda que a escolha de determinadas actividades pelo professor obedece a um esquema de progressão gradual, e a diferentes níveis, em direcção aos objectivos visados.

Análise da comunicação verbal e não-verbal de crianças com deficiencia visual durante interação com a mãe

PID: S1413-65382005000300007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Oliveira Marques
A importância da linguagem para as crianças deficientes visuais é indiscutível, pois se trata da principal forma de promover sua interação social, além de ser fundamental na mediação de todo o seu processo de aprendizagem. Nesse sentido, o objetivo deste estudo foi descrever o desempenho pragmático da linguagem de crianças cegas, com baixa visão e com visão normal, analisando as particularidades da interação entre mãe-criança em contextos livre e planejado. Participaram do estudo seis crianças: duas cegas, duas com baixa visão e duas com visão normal, selecionadas a partir de critérios específicos. Foram realizadas duas filmagens de cada díade em ambiente familiar, sendo uma em situação de brinquedo livre e outra em situação planejada. A análise contemplou a comunicação verbal e não-verbal das crianças e foi realizada por meio da categorização funcional, com protocolo previamente elaborado e aferido por juízes, no qual continham os meios, bem como as funções pragmáticas emitidas pelos participantes. Os dados revelaram que houve um predomínio do meio comunicativo verbal, tanto em situação livre como planejada. De maneira geral, os resultados do estudo indicaram que embora houvesse particularidades durante o seu uso, a linguagem das crianças deficientes visuais não se apresentou deficitária em relação a de crianças com visão normal. Além disso, as mães das crianças cegas e com baixa visão utilizaram estratégias que favoreceram esse desempenho, como descrições do ambiente, indicações e localizações de objetos durante a interação, tanto em contexto livre, quanto planejado.

Atribuição de gravidade à deficiência física em função da extensão do acometimento e do contexto escolar

PID: S1413-65382005000200006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Araújo Omote
A percepção que as pessoas têm da gravidade da deficiência é uma variável relevante a ser considerada na perspectiva da inclusão.Este estudo objetivou identificar a variação na atribuição de grau leve ou severo à deficiência física dependendo de quatro conjuntos de informações. Participaram do estudo 97 estudantes de um Curso de Pedagogia. O instrumento de coleta de dados, estruturado com base em texto descritivo acerca da necessidade de adaptação do teclado de computador para a realização da atividade de leitura e escrita por um aluno hipotético, contemplou duas possibilidades de extensão corporal de déficit motor e duas possibilidades de modalidade de ensino. A indicação da limitação de movimentos dos membros superiores caracterizou o acometimento parcial e a dos membros superiores e inferiores, além de dificuldade para manutenção do equilíbrio na posição sentada, representou o acometimento global. As modalidades de ensino foram informadas pela indicação do uso de recurso em classe comum e do uso de recurso em classe especial. Combinadas duas a duas, essas indicações compuseram quatro condições, cujos efeitos sobre a atribuição de gravidade ao acometimento motor foram analisados. As quatro condições receberam atribuição crescente de grau severo de acometimento motor e, conseqüentemente, atribuição decrescente de grau leve, na seguinte ordem: uso do recurso em classe comum e acometimento parcial, uso do recurso adaptado em classe comum e acometimento global, uso do recurso em classe especial e acometimento parcial e uso do recurso em classe especial e acometimento global. Os resultados demonstraram que a situação segregada de ensino e a informação sobre acometimento global tenderam a exacerbar a idéia de severidade da deficiência.

Avaliação assistida para crianças com necessidades educacionais especiais: um recurso auxiliar na inclusão escolar

PID: S1413-65382005000300003 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Enumo
A inclusão escolar dos portadores de necessidades educativas é proposta dominante na Educação Especial e na Educação em geral nas últimas décadas, direcionando programas e políticas educacionais e de reabilitação em vários países, incluindo-se o Brasil. Exige a transformação da escola, defendendo a inserção de alunos com quaisquer necessidades no ensino regular, cabendo às escolas se adaptarem às características dos alunos, o que leva à ruptura com o modelo tradicional de ensino. Reside aqui o mérito e o início dos problemas. As instituições de Ensino Fundamental têm encontrado dificuldades na inclusão escolar, a começar pelo diagnóstico das dificuldades de aprendizagem, terminando na pouca capacitação profissional para atender pedagógica e psicologicamente essa população. Procurando contribuir neste aspecto básico do processo inclusivo - o diagnóstico da criança com necessidades educativas especiais -, a avaliação assistida se apresenta como uma modalidade de avaliação complementar à avaliação tradicional de habilidades cognitivas e lingüísticas. Esta inclui ajuda do examinador durante o processo, após uma fase inicial sem ajuda, sendo comum em pesquisa o procedimento teste-ajuda-reteste, em que o sujeito funciona como seu próprio controle. Esta modalidade de avaliação do processamento cognitivo e lingüístico favorece o desempenho e se apresenta como mais prescritiva à adaptação curricular. Utilizada especialmente na Educação Especial, esta é uma proposta de avaliação ainda pouco utilizada no Brasil, onde se encontram tipicamente trabalhos de pesquisa desde a década de 90 do século passado.

Avaliação das habilidades cognitivas, da comunicação e neuromotoras de crianças com risco de alterações do desenvolvimento

PID: S1413-65382005000200003 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Amara Tabaquim Lamônica
O objetivo deste estudo foi avaliar habilidades neuropsicomotoras e funcionais de crianças que apresentaram, no primeiro ano de vida, história clínica de risco para alterações do desenvolvimento, quanto às áreas motora, cognitiva, lingüística e psicossocial. Foram avaliadas 60 crianças, classificadas em dois grupos: o Grupo Experimental (GI), composto por 30 crianças com idade cronológica variando de zero a dois anos e onze meses, ambos os sexos, tendo história de intercorrências peri, pré e pós-natal e/ou atraso neuropsicomotor; o Grupo Controle (GII), formado por 30 crianças sem história de alterações do desenvolvimento, pareadas quanto ao sexo e idade. Os resultados indicaram que, na comparação entre grupos, (GI e GII), GI apresentou diferença estatisticamente significante nas áreas motora, de linguagem e cognitiva. Na análise da comparação entre áreas, as de maior prejuízo foram a da linguagem e motora, seguido da cognitiva. A área psicossocial foi a menos comprometida e na comparação entre grupos os escores não foram estatisticamente significantes. Isto demonstra a influência dos fatores de risco no processo de desenvolvimento e a importância do acompanhamento precoce às crianças que apresentam histórico de intercorrências.

Avaliação do processo receptivo: investigação do desenvolvimento semântico em indivíduos com síndrome de down

PID: S1413-65382005000100007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Lamônica De Vitto Garcia Campos
O objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho semântico da linguagem de crianças com Síndrome de Down. Foram avaliadas 28 crianças com idade variando de 24 a 83 meses. As mães responderam a um questionário sobre o desempenho semântico de seus filhos. Observou-se que na faixa etária de 50 a 83 meses ocorreu melhor desempenho no aspecto receptivo do que na faixa etária de 24 a 49 meses e o aspecto expressivo estava defasado em comparação ao aspecto receptivo. Na faixa etária de 50 a 83 observou-se a presença de jargão, que não foi encontrado na faixa etária anterior. Concluímos que há variabilidade no desenvolvimento lingüístico em crianças com Síndrome de Down, porém todos apresentavam atraso na aquisição da linguagem e discrepância entre a capacidade receptiva e expressiva. As mães são informantes confiáveis quanto ao desenvolvimento semântico de seus filhos.

Educação inclusiva: um estudo na área da educação física

PID: S1413-65382005000200005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Aguiar Duarte
O presente estudo teve por objetivo investigar os significados da inclusão de pessoas com necessidades especiais nas aulas de educação física no sistema regular de ensino. A amostra foi constituída de 67 participantes, assistentes técnicos pedagógicos de Educação Física de Diretorias de Ensino do Estado de São Paulo. Trinta informantes eram do sexo masculino, 57 cursaram faculdades privadas e 10 públicas, 29 possuíam curso de especialização, 57 tinham mais de 10 anos de experiência na área da Educação Física Escolar, 5 tinham entre 5 e 10 anos de experiência e 5 entre 1 e 5 anos, a idade entre eles variou de 27 a 58 anos. Para coleta de dados foi utilizado como instrumento um questionário do tipo semi-estruturado, composto por 10 questões fechadas e 4 abertas. Os resultados apontaram que cerca de 97% dos participantes não possuíam conhecimentos suficientes para incluir alunos portadores de necessidades especiais nas aulas de Educação Física e que também, por volta de 97%, acreditavam que a participação do aluno portador de deficiência em aulas de Educação Física pode auxiliar na sua inclusão na comunidade escolar. Os resultados também indicaram que para realizar a inclusão os professores necessitam de: a) apoio do governo, no que se refere a oferecimento de cursos de reciclagem; b) auxílio técnico pedagógico especializado; c) estrutura adaptada do espaço físico; e d) material didático adequado.

Elaboração do abstract: orientação aos autores

PID: S1413-65382005000100003 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Souza
Dois aspectos são relevantes na elaboração do abstract: sua importância nos artigos científicos e as dificuldades decorrentes de ser a sua redação em língua estrangeira. O abstract é o cartão de visitas da pesquisa, funciona como meio de disseminação da informação e atinge um maior número de leitores pela universalidade da língua. Os autores dos artigos devem estar cientes dessa importância, conhecerem melhor a estrutura dos abstracts, assim como receberem instruções para uma melhor elaboração. Para esse conhecimento, mencionamos as partes que devem estar contidas e, para sua realização, algumas metodologias de elaboração. Alguns erros são comuns nesse tipo de redação feita por não nativos da língua inglesa. Baseados nos problemas mais evidentes, recomendamos algumas instruções para melhorar a redação dos abstracts.

Escolha e desempenho no trabalho de adultos com deficiência mental

PID: S1413-65382005000300004 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Escobal Araújo Goyos
O presente estudo teve como objetivo analisar o comportamento de escolha de adultos com deficiência mental sob duas condições de trabalho com e sem arranjo instrucional e avaliar a influência da situação de escolha sobre parâmetros de desempenho nessas condições. Três adultos com deficiência mental aprenderam, inicialmente, uma tarefa de trabalho com e sem o referido arranjo, através de técnicas de controle de estímulos, modelagem e esvanecimento, e instruções verbais. O arranjo, desenvolvido para a tarefa específica de trabalho, contém dispositivos para colocação de papel picado, fundo de capas de bloco de anotações e cola. Seus objetivos específicos foram prover assistência imediata; aumentar ou manter a freqüência do comportamento e prevenir erros na rotina da tarefa. A estratégia experimental consistiu de cinco fases: ensino da tarefa (em grupo), pré-treino (em grupo), treino individualizado (com e sem arranjo instrucional), treino para escolha, e avaliação sob extinção. Os resultados mostraram que a introdução do arranjo instrucional diminuiu o tempo de realização da tarefa e a média de erros durante a execução da mesma. Pode-se afirmar que o arranjo instrucional permitiu maior controle dos participantes sobre a situação de trabalho e, aliado à oportunidade de escolha, possibilitou que trabalhassem mais estimulados e com maior independência.

Inclusão de crianças em educação pré-escolar regular utilizando comunicação suplementar e alternativa

PID: S1413-65382005000200002 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: von Tetzchner Brekke Sjothun Grindheim
Muitas crianças usuárias de meios alternativos de comunicação se encontram educacionalmente segregadas, mesmo não havendo evidências de que tais ambientes pudessem ser mais benéficos na promoção de sua comunicação e do desenvolvimento da linguagem do que ambientes não segregados. Os efeitos potencialmente positivos do ambiente escolar inclusivo ainda não foram plenamente descritos. No entanto, explicações teóricas recentes sobre o desenvolvimento lingüístico sugerem que a comunicação e o desenvolvimento de linguagem de crianças usuárias de sistemas de comunicação manual e gráficas possam estar melhor amparados em ambientes de pré-escola inclusiva do que em espaços segregados, desde que as práticas comunicativas dos adultos e dos pares sejam suficientemente adaptadas às habilidades e limitações das crianças. Neste contexto é possível o desenvolvimento e a facilitação das interações criança-criança e constituição cultural do sujeito. Os exemplos apresentados ilustram como as práticas inclusivas podem ser utilizadas para promover o desenvolvimento de linguagem alternativa em crianças com diversas habilidades e limitações, sugerindo várias formas de interação entre as crianças que desenvolvem diferentes modos de comunicação e seus pares, incluindo situações envolvendo disputas infantis do cotidiano escolar. Além disso, são indicadas razões que justificam os benefícios dos ambientes inclusivos para muitas crianças que estão desenvolvendo comunicação alternativa.

Interação entre professora e alunos em salas de aula com proposta pedagógica de educação inclusiva

PID: S1413-65382005000300005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Silva Aranha
Correntes teóricas presentes na literatura científica têm demonstrado a importância das relações interpessoais para o processo de construção do conhecimento. É no contexto da interação professor e aluno que se configura a relação entre as necessidades educacionais dos alunos e as respostas pedagógicas a elas disponibilizadas, o que envolve o domínio do conhecimento pelo professor, sua capacitação técnico-científica, a competência de ensinar pesquisando, as características sócio-culturais e o perfil psicológico dos atores sociais envolvidos- professor e aluno. Buscando melhor compreender este universo, elaborou-se este estudo que teve como objetivo descrever as interações ocorridas entre uma professora, e seus alunos, em classes em que se propunha adotar uma prática pedagógica inclusiva. Os dados foram coletados em 2 salas de aula, em escola estadual de Ensino Fundamental, no município de Bauru. O processo de coleta de dados se deu através do registro da realidade de sala de aula em vídeo tape. Optou-se por este método, por permitir a recuperação posterior dos dados. A coleta se deu no transcorrer do 1º semestre do ano letivo de 2001. A análise fundamentou-se em sistema prévio de categorias, e tratou os dados quantitativa e qualitativamente. Os resultados demonstraram peculiaridades e diferenças nas interações da professora com os seus alunos, em função da presença ou ausência da deficiência. Indicaram, também, que a interação vem demonstrando avanços na prática educacional, no que diz respeito à atenção pedagógica, da professora, ao aluno com deficiência.

Intervenção focada na família: um estudo de caso com mãe adolescente e criança de risco

PID: S1413-65382005000100005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Cia Williams Aiello
A intervenção precoce proporciona ao indivíduo considerado de risco experiências significativas que venham a minimizar ou prevenir a ocorrência de danos mais graves ao seu desenvolvimento. Para sua efetividade, a família torna-se essencial, por ser responsável pela solução de problemas diários que surgem durante as etapas de desenvolvimento de seus filhos. A intervenção torna-se ainda mais importante para mães adolescentes de baixo poder aquisitivo, pois muitas não têm conhecimento sobre os cuidados com o filho, têm que abandonar os estudos, além de não contarem com apoio social. Sendo assim, o presente estudo teve por objetivos identificar os impactos a curto prazo de uma intervenção direcionada para uma família e avaliar a médio prazo os impactos da intervenção sobre o desenvolvimento de uma criança de risco. Participaram deste estudo uma criança do sexo feminino (20 meses) e sua mãe (15 anos). Para avaliar os impactos da intervenção foram aplicados roteiros de entrevistas com a mãe e o Inventário Portage Operacionalizado com a criança e realizados registros da interação profissional-mãe durante a intervenção. Observou-se que a curto prazo a intervenção foi eficaz para que a mãe organizasse sua vida pessoal (retomar os estudos e voltar a realizar atividades sociais) e passasse a desenvolver interações mais adequadas com a filha com maior freqüência. Decorridos cinco meses da intervenção, verificou-se que a criança apresentou melhoras significativas em todas as áreas do desenvolvimento. Conclui-se que a intervenção foi eficaz para o empoderamento da família e conseqüentemente, para o favorecimento do desenvolvimento da criança.

Matemática para deficientes mentais como objeto de pesquisa: análise e perspectivas

PID: S1413-65382005000100009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Rossit Araujo Nascimento
O presente trabalho tem como objetivo organizar e sistematizar as pesquisas desenvolvidas para o ensino de habilidades matemáticas para pessoas com deficiência mental. A análise da literatura nessa área poderá auxiliar os profissionais e pesquisadores da educação a reconhecer a importância desse tema no processo educacional do deficiente mental. A análise e discussão das pesquisas foi direcionada para os aspectos da aplicabilidade e da manutenção das relações aprendidas, proporcionando uma oportunidade para: (a) examinar que tipo de intervenção tem sido conduzida; (b) descrever as características da população classificada como deficiente mental que tem participado desses estudos; (c) sintetizar e discutir os resultados obtidos através dos diferentes procedimentos de ensino; e (d) oferecer sugestões para futuras pesquisas.

O processo de solução de problemas em crianças com deficiência mental leve: a relação entre o real e o virtual

PID: S1413-65382005000300006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Araújo
Este artigo trata de uma pesquisa realizada com vinte e duas crianças com deficiência mental leve tendo como objetivo estudar o processo de solução de problemas dessas crianças em duas situações diferentes - uma situação denominada real e uma situação virtual. Esses sujeitos foram divididos em dois grupos experimentais: Grupo Experimental I e Grupo Experimental II. Como resultado, verificamos a supremacia da situação virtual (para ambos os grupos) e a supremacia do Grupo Experimental II (Virtual - Real - Virtual). Consideramos que essa supremacia pode ser explicada pelo fato de que a situação virtual possui uma característica de monitoramento, que permite à criança com deficiência mental leve ter um feedback imediato quanto às estratégias escolhidas; uma forma de aprendizagem mais gradual, onde lhes é possível aprender a organizar e integrar informações, e, também, uma situação onde elas sejam menos expostas ao medo do fracasso.

O que os empregadores pensam sobre o trabalho da pessoa com deficiência?

PID: S1413-65382005000200008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Tanaka Manzini
Este estudo teve o objetivo de identificar o ponto de vista dos empregadores sobre a pessoa com deficiência, o seu trabalho e a sua admissão como funcionária da empresa. Os dados foram coletados por meio de entrevista semi-estruturada, junto a seis responsáveis pelo setor de recursos humanos de empresas pertencentes aos ramos de comércio, indústria e prestação de serviços. Os resultados indicaram que essas empresas possuíam funcionários com diferentes tipos de deficiência e a sua contratação ocorreu, predominantemente, pela obrigatoriedade da lei. Os entrevistados acreditavam que as pessoas com deficiência tinham condições de exercer um trabalho, mas apontaram algumas dificuldades em função: a) dela própria - falta de escolaridade, de interesse e de preparação profissional e social; b) da empresa - condições inadequadas do ambiente físico e social, falta de conhecimento sobre a deficiência; c) das instituições especiais - inadequação dos programas de treinamento profissional e social, falta de contato com as empresas para conhecer as suas necessidades; d) do governo - de proporcionar acesso à escola e ao transporte, falta de incentivo para as empresas promoverem adaptações ergonômicas e desenvolverem programas de responsabilidade social. Os cargos que os funcionários com deficiência ocupavam exigiam pouca qualificação e o seu treinamento era realizado no próprio local de trabalho. A concepção de que as dificuldades desse trabalhador eram decorrentes das suas condições orgânicas prevaleceu na fala desses entrevistados.

O resumo como instrumento para a divulgação e a pesquisa científica

PID: S1413-65382005000100002 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Chaves
Considerando o resumo como fonte de pesquisa e de comunicação científica, objetiva-se analisar seus aspectos estruturais como subsídio ao aperfeiçoamento científico da Revista Brasileira de Educação Especial. Para tanto, parte-se da análise dos elementos lógicos e lingüísticos da estruturação do resumo científico para, a título de exemplo, proceder-se à análise de alguns resumos publicados na revista, cujos resultados, reveladores de alguns problemas de natureza predominantemente estrutural, levam a concluir pela necessidade de os autores receberem, no âmbito da normatização dos originais, instruções específicas sobre a construção do resumo, de modo a garantir a informatividade do mesmo.

Paradoxos da formação de professores para a Educação Especial: o currículo como expressão da reiteração do modelo médico-psicológico

PID: S1413-65382005000200007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Michels
O objetivo deste artigo é discutir a formação de professores para a educação especial, analisando a organização curricular como expressão de uma determinada concepção de educação especial, deficiência e de prática educativa destinadas aos alunos considerados deficientes. Como campo empírico elegeu-se a Universidade Federal de Santa Catarina, no período de 1998-2001, quando coexistiram duas modalidades de habilitação Educação Especial no Curso de Pedagogia - regular e emergencial. Por meio de análise documental, principalmente dos projetos de curso e das ementas de disciplinas, buscou-se refletir sobre o currículo e a constituição histórica da Educação Especial no Brasil. Desta análise depreendeu-se que a formação de professores para a Educação Especial está subsidiada no modelo médico-psicológico e que está constitui-se em uma disposição incorporada (habitus). Tendo analisado as disciplinas e suas respectivas ementas, pôde-se perceber a permanência da compreensão do fenômeno educacional relacionado ao aluno com diagnóstico de deficiência pela base biológica e, de maneira mais acentuada, pela Psicologia. A manutenção de tais bases de conhecimento para a área retira da Educação a compreensão da deficiência e da própria ação pedagógica como fato social.

Políticas de educação especial no Brasil: estudo comparado das normas das unidades da federaçãoBrazilian special educational policies: a comparative study of the unities federation norms

PID: S1413-65382005000100008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Bueno Ferreira Baptista Oliveira Kassar Figueiredo
Este artigo é uma síntese do trabalho apresentado na 26ª Reunião Anual da Associação Brasileira de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação - ANPEd, em 2003. A partir de duas grandes chaves de análise (Fundamentos das Políticas de Educação Especial e Normatização das Políticas Estaduais), procurou-se - através do conteúdo de documentos legais, promulgados pelos Conselhos e Secretarias Estaduais de Educação - mapear e analisar as semelhanças e diferenças regionais, sobre os seguintes aspectos: bases legais; princípios e diretrizes; conceituação de educação especial; conceituação do alunado; níveis de ensino abrangidos; estrutura organizacional de atendimento; organização curricular e pedagógica; serviços de apoio; tipos de formação e requisitos para a docência; e educação profissional. O mapeamento e análise aqui efetuados, com base nas diferenças e semelhanças regionais, tiveram por finalidade constituir material de referência para estudiosos e pesquisadores que se debruçam sobre as políticas de educação especial no Brasil.

Professores de crianças com necessidades educacionais especiais: o suporte informacional no cotidiano da escola que busca a inclusão

PID: S1413-65382005000100006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Martinez Pamplin Oishi
Um grande número de pesquisas sobre inclusão de crianças com Necessidades Educacionais Especiais (NEE) no sistema regular de educação tem enfocado o professor como o principal responsável pelo sucesso ou fracasso dessas crianças na escola. Contudo, estudos recentes têm apontado para a importância de se considerara influência do contexto familiar no processo de escolarização de crianças. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar a relação entre os professores de Educação Especial e as famílias de seus alunos no que se refere ao suporte informacional que os professores fornecem para a família. Treze professores participaram deste estudo, respondendo ao Questionário sobre o Papel do Professor de Educação Especial. A partir dos resultados foi possível assumir que a relação entre professores e famílias de crianças com NEE não pode ser descrita como uma parceria, uma vez que os professores não fornecem as informações sistematicamente mesmo que sejam necessárias para os responsáveis pelas crianças.

Relato da vida escolar de pessoas com o transtorno obsessivo-compulsivo e altas habilidades: a necessidade de programas de enriquecimento

PID: S1413-65382005000200004 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2005
Autores: Barbosa Simonetti Rangel
Este artigo tem por objetivo discutir a oferta de atividades escolares de apoio a estudantes com sintomas ou transtorno obsessivo-compulsivo e altas habilidades/superdotação/talentos, através de atividades psico-educacionais denominadas programas de enriquecimento. Para se identificar o comportamento relativo às altas habilidades nos sujeitos, foram utilizados os testes psicológicos Matrizes Progressivas de Raven - Escala Geral, e Minhas Mãos (MM), além do coeficiente de rendimento escolar dos sujeitos, bem como os relatos dos mesmos, colhidos por meio de questionário baseado no Modelo Triádico de Renzulli e Mönks. Quanto aos comportamentos dos sujeitos relacionados ao transtorno obsessivo-compulsivo diagnosticado por psiquiatra, foram utilizados a Escala de Sintomas Obsessivo-Compulsivos de Yale-Brown (YBOCS) e um questionário baseado em Cordioli, para a identificação dos sintomas obsessivo-compulsivos apresentados pelos sujeitos. Os resultados da pesquisa, além de (1) reforçarem a pertinência da proposta de utilização de programas de enriquecimento para estudantes com altas habilidades, (2) evidenciaram a desinformação de alguns educadores acerca das manifestações e sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo, e (3) indicaram que as altas habilidades não são percebidas por muitos educadores como uma necessidade especial que deve ser reconhecida e oportunizada. O método de pesquisa estudo de caso foi aplicado a 9 sujeitos os quais apresentam altas habilidades/superdotação/talentos e transtorno obsessivo-compulsivo.
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