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Necessidades especiais e adoção: probabilidades e prevenção

PID: S1413-65382004000100004 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2004
Autores: Azevedo Marques
Os riscos para o desenvolvimento infantil decorrentes da institucionalização e do processo de adoção podem propiciar dificuldades para integrar e regular afetos e comportamentos podendo ocasionar disfunções cognitivas, ocorrência de transtornos de comportamento, psicopatologia e prejuízos de competência social. Tais fatores justificam a necessidade de estudos com vistas à proposição de alternativas para uma prática satisfatória da adoção. Assim, o objetivo deste trabalho foi investigar o processo de seleção dos candidatos a pais adotivos em seus múltiplos aspectos. Participaram do estudo cinco psicólogos e três assistentes sociais de dois Fóruns de cidades do interior de Estado de São Paulo - Brasil. Na análise dos dados procurou-se avaliar: as etapas do processo de seleção de pais para adoção; as dificuldades encontradas na seleção de pais adotivos; os critérios utilizados na seleção de pais e as dificuldades enfrentadas. Os resultados em ambos Fóruns foram similares apontando para: a) falta de informação por parte dos adotantes; b) necessidade de integração da equipe; c) curto prazo para realização do trabalho; d) grande demanda de serviço e e) necessidade de agilizar o andamento dos processos de adoção. Apreendeu-se que o sucesso da adoção depende de um eficiente processo de seleção de pais, fazendo-se necessária a aplicação de um treinamento específico dos profissionais envolvidos no processo de forma a dar-lhes uma visão mais abrangente da adoção visando também atingir uma maior agilidade no processo.

O agente de saúde e o paciente especial: examinando o jogo dialógico entre o profissional de odontologia e sujeitos com deficiência mentalHelth agent and patient with special needs: examining the dialogue between the dentist and the mental deficient subjects

PID: S1413-65382004000100003 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2004
Autores: Biato Góes
Este estudo procurou investigar os modos de atuação de uma cirurgiã dentista junto a pacientes especiais que apresentam deficiência mental e freqüentam uma instituição de educação especial. O objetivo foi caracterizar a comunicação da profissional com crianças e adolescentes, em sessões de consultório e em atividades educativas. Focalizando os diálogos estabelecidos nas diversas situações registradas, as análises buscaram configurar o lugar que a profissional ocupa nas interlocuções e as estratégias que ela emprega para os propósitos de atender e educar. Os achados sugerem que, nas instâncias de tratamento, sobretudo quando precisa obter cooperação, a comunicação da dentista mostra-se apropriada no tocante a vários aspectos da relação com seus pacientes especiais. Entretanto, nas atividades educativas, sua postura de escuta e sua disposição para conversar são reduzidas. Ela geralmente não abre espaço para as manifestações do interlocutor e tende a assumir o “comando” dos diálogos, centrando-se no informar (o que reflete uma visão do processo de ensino-aprendizagem como transmissão-recepção) e efetuando um direcionamento da interlocução a temas estritamente ligados à saúde bucal (o que limita as oportunidades de conhecer os pacientes-educandos e as significações que eles estão elaborando).

O conceito de deficiência em discussão: representações sociais de professores especializados

PID: S1413-65382004000100006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2004
Autores: Oliveira
O objetivo desse estudo foi investigar as representações que professores habilitados nas diferentes áreas de educação especial possuem sobre o conceito de deficiência. Para isso utilizamos a entrevista como instrumento de coleta de dados. Foram participantes desse projeto 23 professores das quatro áreas de deficiência (auditiva, física, mental e visual) que atuavam no atendimento educacional especializado, em classe especial ou sala de recursos, na rede pública estadual de ensino, da cidade de Marília. Como procedimento de análise de dados utilizamos as seguintes categorias, relacionadas às concepções de deficiência que pretendíamos estudar: 1)Concepção individual; 2) Concepção psicossocial e 3) Concepção interacionista. De acordo com os resultados encontrados, pudemos observar que 13 professores (56,6%) possuem uma concepção individual da deficiência, localizando-a em atributos individuais. Encontramos, também, 7 professores (30,4%) que apresentam uma concepção psicossocial de deficiência, trazendo elementos que não são apenas intrínsecos ao indivíduo, mas consideram os fatores externos como também causas das deficiências. Dos 23 professores entrevistados, 3 (13%) apresentam uma concepção interacionista de deficiência, admitindo o papel da audiência e das interações sociais na interpretação da deficiência. No geral, as representações sociais dos professores acerca da deficiência estão sustentadas em um pensar simplista, sem muitas argumentações teóricas e pragmáticas.

O convívio com irmão especial e a caracterização da interação: um estudo descritivo

PID: S1413-65382004000200003 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2004
Autores: Nunes Aiello
Nas interações entre irmãos, estes adquirem habilidades sociais e cognitivas essenciais para um desenvolvimento social saudável. Estudos envolvendo interações entre irmãos de crianças deficientes são importantes, pois esse tipo de interação pode apresentar diferenças positivas ou negativas daquelas entre irmãos normais. Dada a escassez de estudos brasileiros sobre o tema, foram objetivos deste trabalho: 1. Caracterizar a interação entre irmãos em duas díades, sendo uma composta por um irmão deficiente e um não-deficiente, e a outra díade composta por dois irmãos não-deficientes; 2. Comparar os desempenhos das díades em jogos competitivos e cooperativos; 3. Comparar os níveis de estresse e as estratégias de enfrentamento em situações cotidianas. Duas díades foram emparelhadas quanto a idade, nível sócio-econômico e número de membros da família, e utilizou-se como instrumentos: Formulário de Irmãos, entrevista com os irmãos, e o Inventário de Estresse e Enfrentamento de Irmãos; foram realizadas quatro sessões de filmagens, de interação para cada díade, utilizando atividades competitivas e cooperativas. Os resultados mostraram que: 1. o relacionamento entre as irmãs, no qual há uma irmã deficiente, é menos íntimo, diferente em padrões de cuidado, caracterizado por assimetrias de papéis, confirmando dados da literatura; 2. não houve diferenças significativas entre as díades quanto à freqüência de estressores; no entanto, as estratégias de enfrentamento que envolvem a própria pessoa - comportamentos próprios e auto-cognições - foram as que a irmã da criança deficiente mais emprega, sendo, também, as mais eficazes em fazê-la sentir-se bem; 3. o relacionamento entre as irmãs sem deficiência apresenta maior companheirismo e troca. O estudo chama atenção para a necessidade de novas pesquisas e a inclusão de maior número de participantes em estudos futuros.

O método de história de vida na pesquisa em educação especial

PID: S1413-65382004000200009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2004
Autores: Glat Santos Pletsch Nogueira Duque
Este artigo tem por objetivo apresentar uma síntese de um conjunto de pesquisas desenvolvidas na área de Educação Especial que utilizaram o método de História de Vida, com diversas populações. Essa metodologia de pesquisa vem sendo empregada no Brasil desde o final da década de 80, e tem como principal instrumento a entrevista aberta, sem roteiro pré-determinado. Busca encontrar, a partir da análise de percepções individuais, padrões universais de relações humanas, condutas e atitudes características de grupos sociais específicos - no caso do presente trabalho, indivíduos com necessidades especiais, seus familiares e profissionais da área. Como o objetivo básico desse tipo de estudo é aferir os significados que os sujeitos atribuem aos eventos de sua vida, a estrutura da entrevista não é determinada <em>a priori </em>pelo pesquisador, mas sim conduzida naturalmente pelos informantes. A partir das falas dos sujeitos, o pesquisador identifica as categorias ou núcleos temáticos predominantes. Destaca-se ainda que, pela flexibilidade metodológica, não há regras rígidas quanto a procedimentos de análise de conteúdo. Consideramos que o Método História de Vida, ao <em>dar voz </em>aos sujeitos, é particularmente profícuo para a Educação Especial, ou outros campos de conhecimento que lidam com grupos excluídos. Essa perspectiva de investigação traz embutida, também, uma analise reflexiva, já que o sujeito ao relatar sua vida, não só descreve suas experiências e visão de mundo, como, inevitavelmente, identifica suas necessidades e dificuldades, bem como as estratégias de adaptação e superação de sua condição estigmatizada. Na maioria dos estudos citados, portanto, a aplicação desse método traz recomendações para ações terapêutico-educativas.

O que pensa a comunidade escolar sobre o aluno com paralisia cerebral

PID: S1413-65382004000100007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2004
Autores: Melo Martins
Visando compreender como vem se processando a inclusão no ensino regular do aluno com deficiência física, particularmente daquele que apresenta seqüela de paralisia cerebral, o presente estudo tem como objetivo identificar o que pensam os integrantes de duas comunidades escolares, da cidade do Natal-RN, acerca da presença deste aluno em seu contexto educacional. A partir dos depoimentos relatados através de entrevista semi-estruturada, verifica-se que os sujeitos pesquisados percebem o aluno com paralisia cerebral com base em: aspectos visuais, concepções arraigadas da deficiência, entendimentos inadequados, suas potencialidades, uma visão de que são pessoas que necessitam de ajuda e são importantes para formação de valores. O estudo aponta para a importância do desenvolvimento de programas de orientação visando desmistificar informações errôneas acerca da deficiência em geral, e, em especial, a respeito da paralisia cerebral, que podem servir como favorecedores para inclusão escolar desses alunos e atuação de todos aqueles que trabalham com essa clientela.

Rendimento acadêmico e adaptação escolar de alunos participantes na modalidade inclusiva de ensino que combina sala regular e sala de recursos

PID: S1413-65382004000100002 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2004
Autores: Garcia De Rose
O presente estudo pretendeu delinear o perfil acadêmico e a adaptação escolar de um grupo de alunos que participavam da modalidade inclusiva de ensino que combina a freqüência à sala regular e à sala de recursos. Os participantes foram nove alunos do Ensino Básico. Os instrumentos utilizados foram: o Levantamento Diagnóstico de Leitura e Escrita de Clay que avalia dez tarefas de leitura e escrita dominadas, em geral, por alunos ao final da 1ª série; o Teste de Desempenho Escolar e a Escala de Caracterização do Comportamento de Alunos em Sala de Aula que avalia o relacionamento dos alunos com a professora, os colegas e o engajamento nas tarefas. Os resultados relativos ao desempenho dos alunos no Levantamento Diagnóstico de Leitura e Escrita de Clay indicaram que somente 33% dos alunos realizaram satisfatoriamente as tarefas de escrita e leitura. Foram identificadas as aprendizagens de leitura e escrita dominadas por cada um dos demais participantes. Os resultados do TDE mostraram que 100% dos alunos obtiveram classificação inferior em leitura e 78% obtiveram classificação inferior em escrita e aritmética. As professoras avaliaram que 55,5% dos alunos não apresentavam problemas de relacionamento com elas e 33% não apresentavam problemas com os colegas. Em relação ao engajamento nas atividades de sala de aula, os resultados indicaram que 44% dos alunos apresentavam mais dificuldades de adaptação. O estudo levanta questões sobre as possibilidades e limitações de uma modalidade inclusiva de ensino.

A proposta da educação inclusiva: contribuições da abordagem Vygotskiana e da experiência alemã

PID: S1413-65382003000200005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2003
Autores: Beyer
O artigo enfoca a temática da inclusão escolar. Inicia com considerações pertinentes à abordagem precoce de Lev Vygotski sobre tal questão. Verifica-se que Vygotski, muito antes das atuais idéias que fundamentam a concepção da educação inclusiva, já articulava conceitos semelhantes. O texto passa, a seguir, a historiar a educação inclusiva no sistema alemão, ao longo de três décadas (70 a 90). Na década de 70, iniciam-se os primeiros movimentos rumo ao conceito de inclusão escolar, porém, de forma localizada. Decisivo, neste momento, é a recomendação do Conselho Alemão de Educação, em 1973, da educação comum de crianças com e sem necessidades especiais. A década de 80 registra o amadurecimento das discussões e experiências da inclusão escolar, em que se soma uma variedade de posições (favoráveis e contrárias) de educadores alemães. A década de 90 apresenta o abrandamento das posições mais radicais, enquanto se abrem espaços para debates menos tensos e mais frutíferos. Wocken (2003) expõe princípios importantes da educação inclusiva. Uma opinião a destacar é a de Speck (1996), que vai alertar para o não desmantelamento da educação especial, já que tem espaço importante no atendimento das crianças com necessidades educacionais especiais. Neste sentido, deve-se refletir sobre os avanços verificados na educação especial, particularmente na idéia da inserção da educação especial na educação regular. Recomenda-se que não sejam tomadas medidas precipitadas frente aos novos ventos da educação inclusiva, sob pena de - conforme a parábola bíblica romperem-se os odres novos pela pressão do vinho velho.

Abordagens comunicativas e os impasses na construção da escrita do português por crianças surdas

PID: S1413-65382003000200004 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2003
Autores: Batista Costa
O artigo tem como objetivo trazer à reflexão aspectos ligados à aprendizagem da criança surda, discutindo essencialmente a influência das linhas comunicativas que atuam na educação da população surda sobre o processamento cognitivo da leitura e escrita desta população. Neste aspecto são enfocadas as estratégias cognitivas utilizadas pela população surda bilíngüe e moralista, propostas de auxílio ao trabalho de alfabetização destas crianças que mantenham o respeito à cognição nesta construção, e seu confrontamento com aspectos legais ligados ao reconhecimento lingüístico da LIBRAS. Através destes aspectos o artigo visa contribuir às discussões sobre educação de surdos, refletir sobre a diferença de olhares em sua educação, sem perder de vista o respeito à sua escolha comunicativa e suas estratégias cognitivas de construção da leitura e escrita.

Algumas reflexões sobre a Revista Brasileira de Educação Especial

PID: S1413-65382003000100003 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2003
Autores: Jannuzzi
O presente texto ressalta e discute duas características da Revista Brasileira de Educação Especial. A primeira indica que o conselho consultivo é formado basicamente por professores universitários. Dessa constatação poderíamos indagar: conviria chamar alguns componentes do dia a dia escolar? Ou seja, aquele que nos lê, nessa tão falada inclusão de todos na rede regular? seremos só nós das universidades? e os professores do fundamental e secundário? Queremos atingí-los?. Uma Segunda constatação indica que a maioria dos artigos da revista provém de professores de universidades públicas, ou seja, são conhecimentos produzidos num determinado local. Desta constatação, poderíamos indagar: como integralizar o que detectamos particularmente na área com os problemas emergentes do todo? Caberá na Revista Brasileira de Educação Especial local para tal?

Algumas tendências (ou modismos?) Recentes em educação especial e a Revista Brasileira de Educação Especial

PID: S1413-65382003000100005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2003
Autores: Omote
O objetivo deste texto é o de analisar se algumas tendências atuais nos estudos da área de Educação Especial estão presentes nos artigos publicados naRevista Brasileira de Educação Especial. Foram analisados três aspectos que parecem ser relevantes para a compreensão dos atuais rumos da pesquisa em Educação Especial. Referem-se a foco de atenção centrado na deficiência ou no meio, a caracterização da categoria de deficiência estudada com base em áreas específicas de comprometimento e a predominância de estudos sobre a deficiência mental. De um modo geral, pode-se concluir que os relatos de pesquisa publicados na Revista acompanham as tendências verificadas no estudo anterior em que foi feita a análise das comunicações de pesquisa apresentadas em várias edições de dois grandes eventos científicos.

Análise de artigos da Revista Brasileira de Educação Especial (1992-2002)

PID: S1413-65382003000100004 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2003
Autores: Manzini
O objetivo do presente trabalho foi analisar os 95 artigos publicados na Revista Brasileira de Educação Especial no intervalo entre 1992 a 2002. Foram consideradas para análise somente artigos classificados com relato de pesquisa, ensaio, revisão bibliográfica, relato de experiência e depoimentos. Foram desconsideradas para análise as resenhas, notícias e reprodução de documentos oficiais. Os resultados indicaram que a concentração da publicação foi em torno dos temas Educação/Ensino e Integração/Inclusão, 13 e 12 artigos respectivamente. Os temas menos referidos foram: Acessibilidade, Ética, História da Educação Especial e Análise de Programa e de Produção em Cursos de Pós-Graduação. Em termos de categorias de deficiência houve maior predomínio pela generalidade e pela categoria de deficiência mental, 38 e 30 artigos respectivamente. Também foi analisado o impacto da produção da revista na própria revista. Constatou-se que em apenas um número da revista não houve citações de artigos da própria revista. A média de citações foi a de 2,1 artigos por número.

Aprendizagem totalizante: propicia o aprender de crianças com deficiência visual, de crianças surdas e de crianças sem deficiências sensoriais?

PID: S1413-65382003000200010 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2003
Autores: Masini
Esta é uma pesquisa sobre condições necessárias para que os alunos realizem aprendizagem significativa, isto é, adquiram conhecimentos fazendo uso da própria capacidade de elaboração e compreensão do que é ensinado. Considera a complexidade das interações, em sala de aula e no atendimento em sala de recursos, e as implicações das atitudes da professora e do contexto da escola para o processo de aprendizagem de alunos: com deficiência visual; de alunos com surdez e de alunos sem deficiência sensorial. A pesquisa e a análise dos dados coletados fundamentam-se no enfoque da <em>Aprendizagem Totalizante</em>, apresentando a viabilidade dessa proposta.

Associação brasileira de pesquisadores em educação especial: 10 anos de um sonho possível

PID: S1413-65382003000200002 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2003
Autores: Denari
A Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial é uma sociedade civil, de direito privado, sem fins lucrativos e tem por finalidades: congregar pesquisadores da área de Educação Especial e ciências afins; promover e apoiar o aperfeiçoamento técnico através da assessoria a centros especializados, universidades e órgãos públicos e dar suporte a publicações científicas. Neste sentido, a ABPEE é responsável pela editoração, publicação e distribuição da Revista Brasileira de Educação Especial, fruto da necessidade de fazer circular informações de caráter científico em Educação Especial.

Atuação do professor diante de manifestações da sexualidade nos alunos portadores de deficiência mental

PID: S1413-65382003000200009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2003
Autores: Melo Bergo
O artigo relata e analisa os resultados de uma investigação junto às escolas da rede estadual de ensino na cidade de Aracaju, na qual se buscou analisar relatos sobre a atuação de uma amostragem de professores dessa rede de ensino, junto aos alunos portadores de deficiência mental, em classes especiais ou inclusivas, frente à questão da Educação Sexual, tanto presente na formação desses professores, quanto ao lidar no cotidiano com o tema. Foram entrevistados quinze professores e, na análise de conteúdo das respostas, constatou-se que a realidade presente no dia-a-dia do professor de crianças, adolescentes e adultos portadores de deficiência mental deixa-o perplexo, confuso, evasivo nas respostas e sem metas pedagógicas definidas quanto ao assunto. Diante disso, conclui-se que há necessidade urgente de uma preparação adequada, compensatória das lacunas na formação acadêmica do professor, para lidar com a sexualidade do aluno no cotidiano escolar.

Considerações de professores de educação física sobre o atendimento de alunos de classes especiais inseridos em ambientes educacionais sob a perspectiva da inclusão

PID: S1413-65382003000200008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2003
Autores: Cruz Razente Mangabeira
O presente estudo teve como objetivo reunir reflexões de professores de Educação Física sobre o atendimento educacional ofertado a alunos de classes especiais em ambientes educacionais sob a perspectiva da inclusão. Para tanto se realizou uma pesquisa-ação com 13 professores de Educação Física da rede municipal de ensino de Londrina-PR. A pesquisa foi conseqüência de discussões realizas pelo Grupo de Estudo/Trabalho sobre Organização de Ambientes Inclusivos de Aprendizagem Mediante Prática Reflexiva de Professores de Educação Física. Encontros quinzenais, realizados entre 2002 e 2003, foram gravados em fitas cassete e posteriormente transcritos para efeito de análise. Aulas de Educação Física para classes especiais, ministradas pelos sujeitos da pesquisa, foram registradas em fitas VHS. Estes procedimentos permitiram contextualizar as discussões e coletivizar as situações vivenciadas por cada um dos sujeitos do estudo. Os dados levantados apontam para uma contradição na participação do componente curricular Educação Física no atendimento educacional dos alunos de classes especiais, à medida que estes alunos são “incluídos” neste e não em todos os componentes curriculares. O aprimoramento deste atendimento passa pela ampliação e aprofundamento do debate em torno do processo de escolarização de alunos com necessidades educacionais especiais, na busca de coerência entre proposições e ações relacionadas à função e ao funcionamento das classes especiais em ambientes educacionais assentados na perspectiva da inclusão. O estudo indica a importância de se valorizar o refletir/agir cotidiano dos professores como possível fonte de superação das contradições vivenciadas em nosso sistema de ensino.

Dialética inclusão-exclusão

PID: S1413-65382003000100006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2003
Autores: Guhur
Pretende-se compreender, numa perspectiva dialética, como se situam na atualidade as discussões sobre a inclusão de pessoas com necessidades especiais com deficiências no sistema regular de ensino. Faz-se de inicio uma breve consideração de cunho conceitual formal a respeito do paradigma da inclusão e, em seguida, toma-se como ângulo de análise a sua interface, a exclusão, e a contraditória relação entre ambas ao longo da história. Ancorados em idéias de alguns autores, questionamentos são colocados a respeito de como a sociedade vem se organizando para encaminhar alternativas de atendimento a estes seus membros que apresentam diferenças em relação aos demais, tendo em vista as exigências e os valores disseminados num contexto marcado pelas propostas da globalização.

Formação de professores de educação física que atuam com alunos com necessidades educacionais especiais (deficiência auditiva): uma experiência no ensino fundamental da rede pública de Fortaleza.

PID: S1413-65382003000200007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2003
Autores: Lopes Valdés
O objetivo deste estudo consistiu em delinear um programa de formação de professores de Educação Física que atuam com alunos com necessidades educacionais especiais (deficiência auditiva) do ensino fundamental da rede pública, com o intuito de ampliar os conhecimentos acerca da Educação Física Adaptada, através de elementos teóricos-práticos que possibilitam um atendimento de forma responsável e competente, minimizando as barreiras e percalços do movimento inclusivista na escola. A metodologia utilizada nesta investigação se insere no enfoque da pesquisa qualitativa, de caráter descritivo e propositivo, utilizando a observação das práticas pedagógicas do professor e condições de trabalho, bem como entrevista aos professores com o objetivo de detectar o nível de conhecimento para o trabalho com alunos com necessidades educacionais especiais. No tratamento dos dados, utilizou-se a “Análise de Conteúdos” e como resultados, se comprovaram a falta de preparação dos professores para o exercício da profissão, condições físicas e materiais insuficientes para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem e a falta de políticas públicas consistentes para o desenvolvimento da Educação Especial. Levando em conta as necessidades de aprendizagem dos professores sobre como melhor atender às necessidades educacionais de alunos especiais detectadas na pesquisa foi elaborado um programa de formação para professores de Educação Física que atuam com alunos deficientes auditivos do ensino fundamental da rede pública de Fortaleza baseado no enfoque sócio-histórico-cultural de Vigotsky e no conceito de professor reflexivo, na intenção de aumentar a capacidade deste professor para enfrentar a complexidade, evidenciando a qualidade no atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais.

Generalização do conhecimento: uma questão significativa na pesquisa em educação

PID: S1413-65382003000100009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2003
Autores: Alcantara
Este artigo apresenta uma breve discussão das questões sobre a generalização em duas abordagens metodológicas diferentes: nas perspectivas cognitiva e comportamental. Enfoca as várias limitações críticas que existem na literatura e os problemas associados com as definições de pesquisas de generalização. Além disso, este artigo examina os prós e contras das definições e revisa as metodologias de pesquisas usadas para analisar a generalização e a manutenção de habilidades aprendidas por estudantes com necessidades especiais.

O jogo no ensino de conceitos a pessoas com problemas de aprendizagem: uma proposta metodológica de ensino

PID: S1413-65382003000100008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Ano: 2003
Autores: Aguiar
O presente estudo teve por objetivo verificar a eficácia do ensino de conceitos relevantes para a vida cotidiana, por meio de jogos, a pessoas com problemas de aprendizagem. A amostra foi constituída de 15 participantes, onze meninos e quatro meninas, de oito a treze anos de idade, de famílias de renda baixa. Para avaliação da capacidade de raciocínio geral e intelectual dos participantes foram utilizadas a Escala de Maturidade Mental Colúmbia e as Matrizes Progressivas Coloridas de Raven. O delineamento utilizado foi de pré-teste, treinamento, pós-teste e generalização. No pré-e no pós-teste foram utilizadas questões do Teste de Conceitos Básicos de Boehm. O ensino de conceitos foi baseado em uma concepção que tem por base o princípio da interligação entre a ação e o desenvolvimento cognitivo, e o jogo como forma de ensino, mediado pela linguagem oral, por objetos e figuras. Utilizou-se também estratégias para a ocorrência do aprendizado cooperativo, com criações de situações desafiadoras visando acionar os esquemas cognitivos dos participantes. Os resultados apontaram efeitos positivos dos procedimentos utilizados, com implicações para a educação inclusiva.
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