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Interculturalidade crítica decolonial como ferramenta de análise do Espaço de Bitita

PID: S1517-97022025000100609 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Silva
Resumo Este trabalho analisa, a partir da Interculturalidade Crítica Decolonial, algumas das práticas educacionais da escola paulistana EMEF Espaço de Bitita, reconhecida internacionalmente por suas boas práticas de inclusão de estudantes migrantes. A etnografia, realizada entre 2019 e 2021, destaca como a escola implementou abordagens interculturais e decoloniais em um contexto de diversidade cultural e desafios sociais em meio à pandemia. A diversidade existente nas escolas brasileiras, intensificada também por fluxos migratórios, exige práticas educacionais que respondam aos desafios das desigualdades sociais e do legado colonial. O Espaço de Bitita é notável por iniciativas como os projetos Escola Apropriada, Rádio de Bitita, Discutindo gênero para uma cultura de paz e os Roteiros de Aprendizagem, que incorporam elementos das culturas migrantes ao currículo, promovendo um ambiente inclusivo e respeitoso. A etnografia utiliza a Teoria Modernidade/Colonialidade e a Interculturalidade Crítica Decolonial para analisar como a instituição desafia estruturas de poder coloniais através de suas ações e iniciativas. Durante o estudo, a escola enfrentou desafios como uma enchente e a pandemia de Covid-19, revelando a complexidade de implementar uma educação justa em um contexto de desigualdades estruturais. A pesquisa contribui para a Antropologia da Educação, oferecendo insights sobre como as escolas podem valorizar a diversidade cultural e desafiar estruturas coloniais. A experiência etnográfica mostrou que a educação intercultural crítica não apenas reconhece a diversidade, mas busca transformar as relações de poder, promovendo uma sociedade equitativa e democrática. Bitita exemplifica como práticas educacionais inovadoras podem surgir em resposta a desafios, promovendo uma educação inclusiva e culturalmente sensível.

La Inteligencia Artificial a través de la narrativa: ¿cuánto hay de inteligencia y cuánto de artificial?

PID: S1517-97022025000100707 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Amar Sánchez Amar
Resumen La inteligencia artificial ha emergido en el contexto de las tecnologías educativas. Se ha posicionado junto a un cambio generacional protagonizado por los Centennials y mantiene algunas de las preocupaciones de antaño en cuanto abuso, mal uso o sobreuso. No obstante, frente a ello se erige la ética como baluarte para influir en lo que, en cómo y, además, hasta dónde se debe aprender. La metodología elegida para la presente investigación es la narrativa, siendo la técnica la entrevista y el instrumento el guion de la entrevista que se le ha realizado a un profesor universitario vinculado a la tecnología educativa. Los resultados se organizan en diez núcleos temáticos que recogen la opinión del participante y se nutren con el análisis pertinente. Desde preocupaciones infundadas a otras mejor argumentadas, pasando la necesidad de buscar o el hecho de contrastar la información son determinante en la forma de extraer datos de la inteligencia artificial generativa. Por último, las conclusiones dan respuesta a las cinco cuestiones de investigación, que enfrentan a una inteligencia superior en pleno siglo XXI. Para lograr un uso idóneo de la inteligencia artificial se hace necesario desaprender y reaprender, así como establecerse nuevas maneras de enseñar por parte del profesorado o de relacionarse con la posibilidad de copiar, adicionalmente, por el alumnado.

Literatura indígena na educação de jovens e adultos: reflexões sobre prática docente para uma educação antirracista

PID: S1517-97022025000100603 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Guedes Souza
Resumo Este trabalho versa sobre uma prática docente sistematizada no projeto pedagógico Literatura Indígena: poetizando e protagonizando múltiplos saberes na EJA que, por um lado, buscou promover o ensino do gênero textual poema, e, por outro, fomentou a educação antirracista, de forma interdisciplinar, por meio de círculos de leitura de poemas de autoria indígena. A prática foi vivenciada na EJA, em duas turmas do Ciclo VI (3º ano do ensino médio) de uma escola pública estadual em João Pessoa, PB. Nesse sentido, este escrito busca refletir sobre essa experiência, discutindo a função humanizadora da literatura em sala de aula e sua potencialidade como forma de valorizar e visibilizar a história e a cultura dos povos indígenas brasileiros, conforme preconiza a Lei nº 11.645/2008. Para tanto, recorreu-se à revisão bibliográfica, considerando os estudos da literatura em diálogo com a educação antirracista. O aporte teórico-metodológico se embasa nos estudos de diversos autores. Ademais, revisitaram-se documentos educacionais norteadores, como o Guia de orientações gerais da EJA, a Base Nacional Comum Curricular e a lei federal supracitada. Como resultados, aponta-se que, apesar dos entraves específicos do contexto da EJA e das particularidades de seu público-alvo, a prática foi realizada de forma exitosa. Destaca-se, sobretudo, uma adequada formação docente ao trabalhar a literatura indígena, contribuindo tanto para o processo de ensino-aprendizagem dos (as) educandos (as) quanto para tecer uma educação antirracista.

Magda Soares e a alfabetização: por que não basta ler e produzir textos?

PID: S1517-97022025000100403 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Morais Silva
Resumo Este artigo assume como objetivo discutir os posicionamentos de Magda Soares sobre o ensino explícito do sistema de escrita alfabética, examinando, por meio de uma pesquisa bibliográfica, trabalhos que ela publicou desde o milênio passado. Ao revisarem-se tais posicionamentos, percebe-se que, se desde os anos de 1980 ela já evidenciava os primeiros indícios de preocupação com o abandono do ensino explícito da escrita alfabética, foi depois da virada do século XX para o XXI que a autora se dedicou, de modo evidente, a combater o que denominou “desinvenção da alfabetização” e a defender a necessidade de um ensino planejado e sistemático da escrita alfabética, desde a educação infantil, tal como concretizado na proposta do “Alfaletrar”, desenvolvida no município de Lagoa Santa – Minas Gerais. Magda Soares, ao problematizar a dicotomia entre “ensino construtivista” e “ensino explícito”, assumiu que a escolha por uma ou outra modalidade depende da natureza dos objetos de conhecimento, sendo o primeiro mais adequado à compreensão do princípio alfabético e o segundo à aprendizagem das convencionais relações entre grafemas e fonemas. Conclui-se que, embora tenha sido pioneira na defesa da alfabetização em uma perspectiva de letramento, Magda Soares nunca “invisibilizou” o ensino e a aprendizagem da escrita alfabética como faceta também fundante da aprendizagem inicial da língua escrita.

Marília Pinto de Carvalho: memórias e desafios da editoria de Educação e Pesquisa

PID: S1517-97022025000100301 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Sasseron Pagotto-Euzebio
Resumo A entrevista, realizada no contexto das comemorações dos 50 anos da revista Educação e Pesquisa, aborda a trajetória da professora Marília Pinto de Carvalho como docente da Faculdade de Educação da USP e sua longa atuação editorial no periódico. Marília rememora os desafios enfrentados desde a transição da Revista da Faculdade de Educação para Educação e Pesquisa, destacando o rigor na avaliação por pares, a busca por reconhecimento acadêmico e a consolidação de práticas editoriais mais estruturadas. A entrevista evidencia, ainda, o papel da professora na manutenção da credibilidade da revista, a relevância da atenção ao leitor e os impactos da digitalização e do sistema SciELO Submission sobre a dinâmica editorial. O depoimento revela não apenas a história da revista, mas também reflexões sobre as transformações na publicação científica em educação no Brasil.

Memória editorial e cultura acadêmica: Afrânio Mendes Catani e a história de Educação e Pesquisa

PID: S1517-97022025000100305 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Menezes
Resumo A entrevista concedida por Afrânio Mendes Catani a Roni Cleber Dias de Menezes integra as comemorações pelos 50 anos da revista Educação e Pesquisa, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. O depoimento recompõe a trajetória histórica do periódico, desde o período em que se denominava Revista da Faculdade de Educação, destacando o papel da antiga Comissão de Publicações e as condições materiais sob as quais se realizava o trabalho editorial. Catani descreve a ausência de estrutura administrativa, a escassez de recursos e a dependência da colaboração voluntária de docentes e funcionários, o que evidencia o caráter coletivo e artesanal da produção científica nas décadas de 1980 e 1990. A narrativa recupera tensões internas, disputas de gestão e o processo de consolidação do periódico sob o novo título Educação e Pesquisa, antecedendo seu ingresso na base SciELO. Ao mesclar humor, crítica e rememoração, o testemunho de Catani ilumina aspectos pouco visíveis da vida universitária, revelando mediações, improvisos e negociações que sustentaram o projeto editorial. Sua fala inscreve-se na história institucional da Faculdade de Educação e permite compreender como a consolidação da revista reflete a construção de uma cultura acadêmica marcada pelo compromisso público com o conhecimento e pela persistência coletiva diante das limitações estruturais da universidade brasileira.

Memórias da editoria: desafios e conquistas na trajetória de Teresa Rego e Denise Trento na Educação e Pesquisa

PID: S1517-97022025000100300 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Pinheiro
Resumo A entrevista com as professoras Teresa Cristina Rego e Denise Trento integra as comemorações dos 50 anos do periódico Educação e Pesquisa, trazendo reflexões sobre suas trajetórias como editoras-chefes entre 2008 e 2016. O diálogo revela um período de transformações nos processos editoriais da revista, marcado pela crescente demanda de artigos decorrente do cenário de produtivismo acadêmico e de exigências de internacionalização. Em virtude desses desafios, as entrevistadas destacam o processo de profissionalização do periódico, que envolveu a ampliação da equipe editorial, a adesão à plataforma SciELO, a digitalização do acervo e a implantação de práticas de avaliação mais rigorosas. Entre as inovações implementadas, ressaltam-se a criação do modelo de dupla editoria, os dossiês temáticos como estratégia de qualificação e a seção de entrevistas, voltada à circulação de ideias e ao diálogo com pesquisadores internacionais. Os resultados dessas ações levaram o periódico a uma maior visibilidade nacional e internacional, consolidando-o como referência na área. As memórias das entrevistadas também evidenciam a dimensão humana da experiência, permeada por laços de amizade, cooperação e prazer intelectual. Nesse sentido, as trajetórias editoriais de Teresa e Denise revelam a importância da gestão coletiva e do compromisso acadêmico para a sustentabilidade de uma revista científica.

Monitoria acadêmica a universitários com necessidades educacionais específicas (NEE): desafios atuais

PID: S1517-97022025000100505 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Martins Oliveira Rocha Garros
Resumo O desenvolvimento de políticas afirmativas inclusivas tem fomentado o debate e a reflexão em torno do índice de matrícula de coletivos considerados em situação de vulnerabilidade na universidade, em uma mirada interseccional sobre o tema. Posto isso, o texto objetiva descrever e analisar os desafios do trabalho de monitoria oferecido pelo Núcleo de Atenção Pedagógica e Inclusão (NAPI), a universitários que apresentam necessidades educacionais específicas - NEE e que se reconhecem na situação de deficiência, em uma universidade do interior do estado de São Paulo. Os atendimentos foram realizados remotamente, durante e após o período da pandemia de Covid-19, seguindo-se o protocolo inicial de verificação de demandas específicas de suporte e permanência para acompanhar os estudos na universidade. A coleta de dados ocorreu por meio da análise dos registros escritos dos monitores e de anotações realizadas nos diários de campo dos atendimentos ofertados aos estudantes com NEE. Analisou-se o material recolhido, com base nos pressupostos teórico-metodológicos de Núcleos de Significação de Aguiar e Ozella. Agruparam-se os dados produzidos em três núcleos: 1) Revisão do termo NEE nas políticas institucionais da universidade; 2) Estratégias didático-pedagógicas utilizadas no cenário de aulas e 3) Desafios retratados pelos monitores referentes as suas atribuições no programa. Os resultados evidenciaram aspectos das contribuições do trabalho de monitoria na formação dos envolvidos, estando estes em consonância com políticas institucionais inclusivas da Universidade. Todavia, a adoção de uma perspectiva interseccional, na práxis observada, constituiu um devir nas políticas e literaturas analisadas.

Narrativas acadêmicas sobre educação das relações étnico-raciais em universidades públicas latino-americanas (Brasil e Peru)

PID: S1517-97022025000100804 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Silva
Resumo Este artigo analisa discursos acadêmicos sobre a produção de conhecimento sobre raça, racismo e antirracismo em universidades públicas latino-americanas com foco nas populações negras (afro-brasileiras e afro-peruanas). Quais são os avanços, aproximações e desafios enfrentados por essas universidades em prol da construção de uma agenda antirracista, especialmente no campo das Ciências Sociais e Humanas no Brasil e Peru? A abordagem teórico-metodológica dialoga com os estudos das relações étnico-raciais (raça, racismo e antirracismo) de autores como Aníbal Quijano, José Luciano, Victória Santa Cruz, Nilma Lino Gomes, Jurema Werneck, Stokely Carmichael e Charles Hamilton. Em perspectiva está a análise crítica de discurso de Teun van Dijk. Além da revisão da literatura, foram trabalhadas entrevistas realizadas entre 2018 e 2022 com 18 participantes de diferentes perfis étnico-raciais: 11 entrevistados de universidade pública brasileira (seis estudantes e cinco professores); sete participantes de universidade pública peruana (quatro professores e três estudantes) de cursos de graduação de Ciências Sociais e Humanas. Os estudos indicam que a resistência de populações racializadas universitárias latino-americanas (negros, afro-peruanos e indígenas) e suas lutas antirracistas representam uma busca por equidade no campo educacional. São levados em consideração o acesso, a permanência e a titulação, a partir de um referencial teórico-metodológico e epistêmico de formação a partir de um debate afrocentrado, onde as expectativas e limitações para a formação universitária são, muitas vezes, atravessadas pelo racismo institucional.

Narrativas y contrapedagogías desde los márgenes: diálogo para descolonizar y despatriarcalizar saberes y prácticas en la educación

PID: S1517-97022025000100835 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Delgado Martín
Resumen En este artículo presentamos un diálogo reflexivo a dos voces entre dos investigadoras sociales, con una larga trayectoria conjunta e interesadas en acercarse a los relatos de mujeres y disidencias en los márgenes. Nos preocupa cómo nos narramos, desde qué lugares y con qué significados. Pero, también, cómo escuchamos y recabamos estas narrativas, cómo las interpretamos y al servicio de quién ponemos dichas narrativas en los contextos educativos. Siguiendo una metodología cualitativa de revisión bibliográfica, y desde un enfoque reflexivo-dialógico, se presenta un ensayo teórico de discusión crítica, dividido en dos bloques de contenido. Por un lado, se exponen las epistemologías críticas y feministas que nos permiten situar el método biográfico narrativo desde y con los márgenes, así como las contra-pedagogías feministas, críticas, interseccionales, antirracistas y ecosociales. Por otro lado, se presentan técnicas y herramientas de la antropología crítica para narrar desde este posicionamiento contra-hegemónico. Se aborda así la antibiografía y la autoetnografía como opciones para narrar (nos) e interpretar (nos) desde lo situado, a partir de lo experiencial y subjetivo que permite conocer la forma en que se experimenta individualmente lo sucedido para comprender la articulación entre el hecho y la explicación de este. Además, se plantean las posibilidades para entretejer dichas herramientas con las propuestas de las pedagogías feministas para la formación de educadores/as. El texto concluye con la propuesta de descolonizar y despatriarcalizar los saberes, las prácticas, las investigaciones y la docencia de profesionales de la educación desde dicho diálogo interdisciplinar.

O contexto político de inclusão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte

PID: S1517-97022025000100510 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Melo Melo Júnior
Resumo Este artigo tem como objetivo propor a existência de um contexto político de inclusão entre 2002 e 2022 na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, localizada na periferia do Brasil. Baseando-se na sociologia de Pierre Bourdieu, fixa a atenção no poder simbólico, nas características do campo e do habitus e na distinção entre os agentes, defendendo a tese de que lógicas específicas atuaram na concatenação da política de inclusão voltada às pessoas com deficiência no Ensino Superior antes mesmo da Lei Brasileira de Inclusão e em distanciamento das declarações mundiais. A maior articulação dos agentes vinculados ao Centro de Educação, a desigualdade acadêmica entre os agentes e a constatação de lideranças nas produções são os resultados que moldaram a acessibilidade na instituição em tela, apontando a possibilidade de aprofundamento do tema.

O estado da arte contemporânea acerca dos estudos do corpo e seus paradigmas nas primeiras décadas do século XXI

PID: S1517-97022025000100807 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Baptista
Resumo O corpo é um tema recorrente em diversos campos de conhecimento, entre eles a filosofia, a história e a educação. As concepções de corpo tendem a ser analisadas na produção bibliográfica, pois expressam o modo como os autores podem refletir sobre a relação do ser humano consigo, com outros e com a natureza. Desse modo, o problema desta pesquisa é identificar quais são as suas abordagens epistemológicas predominantes entre 2001 a 2018. Como metodologia, realizou-se um estudo com características bibliométricas, de caráter quanti-qualitativo, em periódicos da área da Educação de 2001 a 2018, considerados como presentes no estrato A-1 do Qualis CAPES (2013-2016). Como objetivo geral do estudo, procurou-se examinar as concepções de corpo em periódicos brasileiros do campo da Educação, aproximando-se dos paradigmas de teorias científicas principais. Os objetivos específicos incluem, a) verificar o movimento da produção de conhecimento sobre o tema no período de tempo estudado; b) identificar os autores que mais publicaram temas relacionados ao corpo em revistas da Educação; c) analisar como o debate epistemológico sobre o corpo se desenvolveu quantitativamente e; d) apresentar como as concepções de corpo se manifestam nos diferentes textos analisados. Os resultados demonstram que entre as revistas estudadas há uma predominância de concepções fenomenológicas, seguidas do movimento pós-moderno, do positivismo e do materialismo dialético, respectivamente. Como conclusão, é possível dizer que a tradição fenomenológica se destaca nos textos pesquisados, demonstrando certa preocupação de se olhar para o ser humano como uma totalidade.

O projeto de educação especial no ensino superior: pedagogias em disputa

PID: S1517-97022025000100507 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Ferraz Costas
Resumo Esta pesquisa objetivou analisar as ações e práticas pedagógicas que permeiam o projeto de educação especial no Ensino Superior da rede pública considerando a Lei nº 13.409/2016, que torna compulsória às universidades federais a reserva de vagas para pessoas com deficiência. A investigação foi de abordagem qualitativa, seguindo as seguintes etapas: levantamento da produção do conhecimento na área; mapeamento das instituições públicas de educação superior; elaboração e envio de formulário online para conhecer a realidade das instituições; análise das respostas dos formulários e elaboração de roteiro de entrevista; contato via e-mail com as instituições que responderam ao formulário e convite para participar de entrevista via Google meet. De 63 instituições de Ensino Superior, 21 responderam aos formulários, realizando-se 17 entrevistas, que tiveram a Análise de Conteúdo como técnica interpretativa. Os dados foram agrupados em categorias de análise, considerando os aportes da Teoria Histórico-Cultural. Os resultados revelam um desmonte no ensino superior, pela: redução orçamentária, extinção/falta de código de vagas para profissionais específicos da área da educação especial, sobrecarga de trabalho docente e técnico, privatização de serviços, entre outros. As práticas vinculadas à área de educação especial são realizadas, majoritariamente, por estudantes bolsistas em formação, sem vínculo funcional com a instituição, sem direitos trabalhistas para tal e por profissionais terceirizados como psicopedagogos. E, em grande parte, as ações e práticas são fundamentadas por pedagogias tecnicistas/escolanovistas que destacam as diferenças individuais, os métodos, técnicas e instrumentos como forma de objetivar o trabalho pedagógico. Conclui-se que é necessário de um projeto de educação especial para o Ensino Superior alicerçado nos fundamentos da Pedagogia Histórico-Crítica (Saviani, 2010), presente no desenvolvimento do Trabalho Docente Articulado (Honnef, 2018) em que o professor de educação especial atua colaborativamente com os demais professores, na mediação do saber científico com vistas à formação omnilateral dos estudantes apoiados pela educação especial.

O uso de Inteligência Artificial na produção acadêmica: o que pensam os pedagogos?

PID: S1517-97022025000100705 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Nascimento Fialho Costa
Resumo O avanço da Inteligência Artificial (IA) no contexto educacional tem gerado debates sobre seus impactos na produção acadêmica. Assim, surge o problema: como os docentes do curso de pedagogia orientam seus alunos acerca do uso da IA na produção acadêmica e quais os desafios e estratégias emergem deste processo? O objetivo deste estudo é compreender as percepções dos professores do curso de pedagogia quanto ao uso da IA na produção acadêmica, considerando os possíveis benefícios e preocupações. A pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso, utilizou um questionário on-line aplicado a 22 professores de uma universidade pública cearense, questionando o que eles pensam sobre a IA e como utilizam a tecnologia. Os dados foram analisados por meio da técnica de análise de conteúdo de Bardin (1997). Os resultados indicam que, embora muitos docentes reconheçam o potencial da IA para otimizar processos acadêmicos, há preocupações significativas quanto à originalidade, ética e impacto no pensamento crítico dos estudantes. A falta de formação específica e a ausência de diretrizes institucionais claras surgem como os principais obstáculos para uma adoção eficaz da IA na educação superior. Ela pode facilitar a personalização do ensino e a automação de tarefas, mas destacam-se desafios éticos e pedagógicos, que exigem maior preparação docente. Aponta-se a necessidade de políticas institucionais voltadas à capacitação dos professores que fomentem uma implementação crítica e responsável da IA no ensino. Recomenda-se, por fim, ainda o estudo de ferramentas de IA e a adoção de métodos ativos e debates sobre ética e autoria, promovendo um uso consciente dessa tecnologia.

Os significados acerca da violência contra crianças e adolescentes, segundo os profissionais da educação

PID: S1517-97022025000100865 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Miura Ferreira Alves
Resumo A violência contra crianças e adolescentes é uma problemática que perpassa todos os grupos socioeconômicos, educacionais e étnicos. Sua ocorrência gera sofrimento humano e considerável prejuízo ao desenvolvimento do indivíduo e da sociedade. Tendo isso em vista, a educação desempenha um papel vital na prevenção da violência contra crianças e adolescentes. No entanto, é essencial compreender qual é o entendimento que os profissionais da educação têm sobre a temática, para que possam atuar de forma mais eficaz. Assim, objetivou-se compreender os significados acerca da violência contra crianças e adolescentes segundo os profissionais da educação. Para tanto, realizou-se uma pesquisa exploratória de caráter qualitativo, na qual participaram 90 profissionais de seis escolas públicas da cidade de Maceió - AL. Aplicou-se o Procedimento Desenho-Estória com Tema (DET) e a análise de dados foi realizada de acordo com Vaisberg. A análise dos DET’s possibilitou identificar quatro categorias temáticas: I) a naturalização e a transgeracionalidade da violência intrafamiliar; II) os efeitos da violência produzidos na vida da criança e do adolescente; III) a ausência do papel de proteção do estado, da sociedade e da escola, e IV) a instituição escolar como principal agente no enfrentamento da violência. Os profissionais da educação representaram a violência contra crianças e adolescentes como um problema familiar transgeracional, refletindo as dificuldades latentes do enfrentamento dessa violência, mas também se observa o engajamento de alguns profissionais e a potência da escola no combate dessa problemática.

Paradoxos entre memória e esquecimento: espaços escolares e suas (des)conexões na cidade de Porto Alegre

PID: S1517-97022025000100819 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Ermel Almeida
Resumo O estudo tem o objetivo perscrutar as múltiplas relações que envolvem o patrimônio histórico-educativo no Centro Histórico de Porto Alegre, tendo como referência as (des)conexões entre memória e esquecimento no Tempo Presente. Realizamos uma pesquisa histórico-documental, iniciando por uma cartografia de um conjunto de onze instituições educativas deste cenário geográfico, adaptados e/ou construídos entre a segunda metade do século XIX e as três primeiras décadas do XX. Problematizamos o lugar da escola na memória e na história, englobando tanto os edifícios monumentais, como os espaços adaptados, que também serviram como lócus de escolarização de minorias étnicas, empreendidos por iniciativas de grupos e associações. Na sequência, selecionamos o caso do Colégio Elementar Paula Soares, construído pelo governo do RS, representativo para a pesquisa, pois, nos remete a uma teia que articula a história da formação de professores do ensino primário e secundário. Os paradoxos entre memória e esquecimento se manifestam de diferentes modos no cenário urbano e uma dessas formas são os edifícios escolares e sua capacidade de, indiciariamente, nos conduzir a pensar nos estratos do tempo e suas reverberações no presente. Conclui-se que o esquecimento atinge a todas essas escolas, tanto aquelas frequentadas pelos filhos das elites, quanto as destinadas aos empobrecidos. No entanto, há intensidades diferentes nesses esquecimentos, de acordo com a classe social ou origem étnica. Podemos dizer que as escolas dos filhos dos operários, de imigrantes e da população negra de Porto Alegre carregam um esquecimento tamanho que se aproxima de um quase apagamento de suas memórias.

Pedagogia da infância e contextos educativos no Brasil e na Itália

PID: S1517-97022025000100818 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Gomes Infantino
Resumo No Brasil e na Itália, a educação infantil se constituiu como uma importante etapa da educação e um espaço sociopolítico para garantia dos direitos das crianças, entre eles os de aprendizagem e desenvolvimento. Para tanto, uma formação docente inicial e continuada de qualidade tem como objetivo ampliar e fortalecer conhecimentos e práticas das professoras. Além disso, é uma educação orientada para um trabalho pedagógico que envolva análises, reflexões e compreensões a respeito das condições físicas, cognitivas, econômicas e socioculturais das crianças, uma vez que elas vivem realidades diversas, complexas e amplas. Um significativo trabalho estruturado entre escolas e universidades, a partir de estudos, debates, análises e reflexões formativas é necessário para assegurar os direitos e a formação das professoras, objetivando conectar teorias e práticas. Com esse intuito, a parceria acadêmico-científica entre professoras-pesquisadoras das faculdades de Educação de uma universidade brasileira e de outra italiana as levou a refletir a respeito dos contextos educativos e da pedagogia da infância nos dois países. Como são as Pedagogias da Infância nesses dois países? O que as diferenciam? Ambos são países com dimensões, diferenças e diversidades próprias, mas as análises aqui apresentadas mostram que entender a Pedagogia da Infância nos auxilia a atender essas realidades, considerando os parâmetros objetivos e subjetivos.

Percepciones de los educadores sobre el uso de Inteligencia Artificial en el ámbito educativo

PID: S1517-97022025000100702 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: Stavroulakis Marín-Díaz Marín-Rodríguez
Resumen El empleo de los recursos digitales en el ámbito educativo está vinculado a las visiones y percepciones que los profesionales de este campo tienen sobre ellos. En este sentido, el estudio de dichas percepciones cobra importancia en la medida en que dichos recursos digitales afectarán a la vida social y profesional del alumnado. Una de estas herramientas es la Inteligencia Artificial. Su presencia crece día a día y por tanto su imbricación con los procesos educativos va en aumento. En este artículo presentamos las percepciones que un grupo de educadores de la Universidad de Córdoba tienen sobre el binomio educación+IA. A través de una investigación de tipo ex post facto, y empleando un diseño de carácter descriptivo y correlacional se ha pretendido determinar el conocimiento que tienen los educadores en formación en torno a la inteligencia artificial en ámbitos educativos en general y de inclusión en particular. El principal resultado alcanzado ha indicado que su empleo mejora las experiencias de aprendizaje y reformula los procesos de enseñanza lo cual conlleva a una transformación total del sistema educativo. Además, se ha constatado que la IA puede ser un buen recurso para promover la educación en general y la inclusión en particular. Es por ello por lo que se demanden procesos formativos para su incorporación al acto educativo.

Percepciones del alumnado de educación sobre la Inteligencia Artificial: el caso de la Universidad de Extremadura (España)

PID: S1517-97022025000100709 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: SOTO VÁZQUEZ PÉREZ PAREJO JARAÍZ CABANILLAS GÓMEZ CABALLERO
Resumen Se analizan las percepciones del alumnado de los grados en Educación de la Universidad de Extremadura sobre el uso de la Inteligencia Artificial. El estudio tiene como objetivo conocer el uso real, las aplicaciones más empleadas, los objetivos de ese uso y los ámbitos (académico/personal) así como las percepciones de los encuestados sobre si la IA favorece o disminuye la creatividad, las destrezas escritas y el pensamiento crítico. La encuesta tipo Likert, compuesta por 17 ítems y amparada por el Comité de Bioética de la Universidad Autónoma de Barcelona, fue aplicada a 510 estudiantes durante los meses de febrero y marzo de 2025. Los resultados indican un uso bastante generalizado de la IA tanto en ámbitos académicos como personales y sociales; ChatGPT es la herramienta más habitual, no necesariamente vinculada a navegadores. El alumnado valora muy positivamente las de la IA, especialmente en cuanto al “hedonismo” que produce la relación entre rentabilidad académica vs. esfuerzo dedicado. Los objetivos más frecuentes en cuanto a la escritura son la consulta, la ampliación o resumen de textos así como la resolución de problemas. Los encuestados consideran que el uso de la IA no menoscaba, sino que favorece sus destrezas escritas. No se plantean consideraciones de carácter ético. La vacilación en las respuestas a determinados ítems sugiere el desconocimiento actual de algunas de sus potencialidades, la necesidad de un marco ético-jurídico y el aumento exponencial de su uso y de las expectativas de ese uso.

Planificación, atención a la diversidad y evaluación en la enseñanza bilingüe en España

PID: S1517-97022025000100867 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2025
Autores: TRAVÉ GONZÁLEZ SOTO ROSALES
Resumen El estudio analiza los procesos de planificación, atención a la diversidad y la evaluación en la enseñanza bilingüe desde la perspectiva del profesorado. Se administró un cuestionario dirigido a docentes bilingües de la Comunidad Autónoma de Andalucía (España) de los que se obtuvieron 413 respuestas. El cuestionario, basado en una escala Likert de 5 opciones de respuesta, incluyó 62 ítems cuantitativos y 2 ítems cualitativos. Entre los resultados relacionados con los procesos de planificación de la enseñanza bilingüe el profesorado manifiesta utilizar métodos activos, caracterizados por la flexibilidad y la adaptación a las características y necesidades del alumnado. Por su parte, los aspectos vinculados con la atención a la diversidad evidencian una mayoritaria identificación del profesorado con las visiones inclusivas, si bien se identifica una corriente minoritaria de naturaleza excluyente. Finalmente, con respecto a la evaluación, emergen prácticas de carácter formativo y procesual, en las que se utilizan instrumentos diversos a partir de los cuales se ofrece retroalimentación al alumnado en torno a sus aprendizajes. Las conclusiones dibujan un escenario didáctico alineado con las metodologías innovadoras y asentadas en principios constructivistas en lo referente a las prácticas de diseño, atención a la diversidad y evaluación de la enseñanza bilingüe. No obstante, se identifica la necesidad de reforzar los procesos de formación del profesorado en cuanto a la selección y tratamiento de los contenidos en las sesiones bilingües. Asimismo, se considera oportuno realizar procesos de adaptación y elaboración de materiales curriculares para responder a las necesidades del alumnado y la creación de instrumentos de evaluación para las diferentes áreas no lingüísticas.
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