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Vivencias de practicantesde pedagogías en ciencias: prácticas de conocimiento científico y pedagógico

PID: S1517-97022017000200341 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2017
Autores: Vergara González
Resumen En Chile, a partir de los años 90, se inicia una gran reforma a la formación inicial docente que impulsa una serie de innovaciones. No obstante, diversas investigaciones señalan que las problemáticas persisten, sobre todo en relación a la articulación entre teoría y práctica y conocimiento disciplinar y pedagógico. El presente artículo aborda los resultados de una investigación cualitativa que profundiza en tal fenómeno desde las vivencias de estudiantes de pedagogía en ciencias, que han cursado sus estudios en diversos trayectos formativos y que se encuentran en proceso de práctica profesional. Los principales resultados demuestran que el contenido de las vivencias de los principiantes es común y se relaciona con la necesidad de control, escaso cuestionamiento del sentido de la enseñanza de las ciencias y búsqueda de reconocimiento profesional. Sin embargo, dichas vivencias son asumidas emocionalmente de manera diferente dependiendo del modo en que han practicado y experimentado el conocimiento científico, fluctuando desde altos grados de angustia —entre quienes lo han vivenciado solo como estudiantes de ciencia básica, en formaciones pedagógicas reflexivas— a la adaptación —en aquéllos con experiencia como profesionales en ciencia aplicada— o una mixtura entre ambos. Se concluye que las prácticas de conocimiento científico son más relevantes en las vivencias de los practicantes que el trayecto formativo o el sello pedagógico, porque sus experiencias como estudiantes o profesionales en ciencia —incluida la formación didáctica—, más allá de las diferencias, se caracterizan por un mismo enfoque tradicional, desde el cual han configurado modos de pensar y actuar.

¿Qué textos leen en primer año los estudiantes de Psicología?

PID: S1517-97022017000200515 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2017
Autores: Penna Padilla
ResumenQué se lee en las universidades es una de las temáticas que han abordado los estudios realizados desde los enfoques de las Alfabetizaciones Académicas y de la Literacidad crítica. En este sentido, nos preguntamos ¿qué textos leen en primer año los estudiantes de psicología? Teniendo en cuenta este interrogante, en este trabajo presentamos el análisis del material bibliográfico del primer año de la carrera de psicología de una universidad estatal. Esta investigación se realizó desde los enfoques cualitativo y cuantitativo de investigación. Analizamos un corpus de 320 textos que corresponden al material bibliográfico de las nueve materias del primer año de la mencionada carrera. Empleamos las categorías de análisis propuestas por Carlino (2005), Padilla (2013) y Padilla, Douglas y López (2007; 2011), entre otras, y tuvimos en cuenta categorías emergentes también. Los hallazgos dieron a conocer el uso de ´cuadernillos´, que incluyen fotocopias del material bibliográfico que pueden o no contar con elementos que ayuden a contextuarlo como copias de la tapa y contratapa, página con datos de edición, índice y referencias completas. El material bibliográfico está constituido por textos académicos derivados de textos científicos, entre los que priman los capítulos de libros y las fichas de cátedra. Además, estos textos son predominantemente expositivos o argumentativos.

Bullying escolar: um fenômeno multifacetado

PID: S1517-97022016000100181 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Zequinão Medeiros Pereira Cardoso
Resumo O bullying escolar pode envolver crianças de diferentes maneiras, fazendo com que essas assumam papéis diferenciados. Dentre estes, têm-se vítimas, agressores e vítimas-agressoras. O objetivo deste estudo foi descrever como ocorre o bullying em escolas de alta vulnerabilidade social da Grande Florianópolis e os papéis assumidos pelos alunos nesse fenômeno. Quanto ao método, participaram 409 crianças e adolescentes do terceiro ao quinto ano e da quarta à sexta série do ensino fundamental, de duas escolas públicas municipais, com idades entre 8 e 16 anos (X=11,14). Como instrumento, utilizou-se o Questionário de Olweus adaptado à população brasileira. Para a análise dos dados, empregaram-se a estatística descritiva e estatística inferencial por meio dos testes Mann Whitney e Kruskal Wallis. Quanto aos resultados, 29,8% dos meninos e 40,5% das meninas relataram terem sido vítimas; já 32,3% dos meninos e 24,6% das meninas relataram terem sido agressores. As vítimas foram as que se mostraram mais dispostas a ajudar como podem um colega que esteja sofrendo agressão (X=1,54; p>0,001), mesmo que não o conheçam (X=1,57; p>0,004). Em contrapartida, os agressores se diferenciaram do grupo que não participa (X=1,73) e do grupo das vítimas (X=2,34), sendo aqueles que menos se sentiram sozinhos (X=1,47; p>0,001). Concluiu-se que as informações obtidas neste estudo são indispensáveis na busca de alternativas para redução do bullying escolar. O fortalecimento das relações entre escola e alunos, e um maior preparo dos professores e funcionários são extremamente necessários para tentar minimizar os efeitos dos fatores de risco a que essas crianças estão expostas e consequentemente a violência na escola.

Estamos todos juntos: el cierre de la Escuela Rural desde la perspectiva de los niños

PID: S1517-97022016000400006 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Núñez Peña Cubillos Solorza
Resumen El cierre sistemático de las escuelas rurales es un fenómeno que viene desarrollándose desde hace más de una década en Chile. Los resultados que se presentan se originan en el contexto de nuestra línea de investigación sobre el cierre de escuelas rurales municipales y sus consecuencias en las relaciones sociales entre las comunidades escolares y locales. En este trabajo presentamos la perspectiva particular de las niñas y niños de una escuela básica rural multigrado respecto del aviso de cierre del centro, para lo cual se desarrolló una metodología de taller con uso de herramientas gráficas, que incorpora algunos elementos del Grupo de Discusión. Los resultados muestran que las niñas y niños valoran sentirse parte de un grupo socialmente cohesionado y que esto constituye un capital social acumulado que es exclusivo de esa escuela, lo cual no es transferible a otra. Asimismo, las niñas y niños interpretan el posible cierre escolar como una medida más dentro de otras transformaciones del sector, en el cual el rol del Municipio ha sido privilegiar intereses foráneos por sobre los de los habitantes locales.

Atividades em um centro de ciências: motivos estabelecidos por educadores, suas concepções e articulações com a escola

PID: S1517-97022016000200525 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Coelho Breda Brotto
Resumo Esse estudo investiga os motivos que levam diferentes educadores a planejarem atividades com seus estudantes em um centro de ciências. Além disso, buscou-se: a) analisar as concepções desses educadores sobre o papel/função do centro de ciências; b) compreender, a partir das falas dos educadores, como se deu a sua participação durante a visita nesse espaço; c) identificar se há uma tentativa de articulação por parte dos educadores entre as ações desenvolvidas no contexto escolar e as atividades realizadas no centro de ciências. Trata-se de um estudo qualitativo de caráter exploratório. Para a coleta de dados, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 15 educadores após a visita realizada com seus estudantes em um centro de ciências da Grande Vitória, no estado do Espírito Santo. Os resultados evidenciaram que o principal motivo estabelecido pelos educadores ao planejar visitas com seus estudantes no centro investigado é a possibilidade de vincular a teoria, que é discutida e ensinada no contexto escolar, com situações práticas envolvendo demonstrações/experimentações que constituem os principais elementos mediadores desses espaços. Esse resultado aponta para uma necessidade de reflexão/formação dos educadores no sentido de repensar as potencialidades educativas dos centros de ciências e as possíveis articulações a serem desenvolvidas com vistas às práticas pedagógicas estabelecidas no contexto escolar.

Avaliação com itens abertos: validade, confiabilidade, comparabilidade e justiça

PID: S1517-97022016000200343 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Toffoli Andrade Bornia Quevedo-Camargo
Resumo As avaliações em larga escala, dependendo da área na qual estão sendo aplicadas, são responsáveis por orientar decisões importantes. Nos exames educacionais, os objetivos podem estar direcionados para as diferenças individuais, monitorando o desempenho dos estudantes em diversas situações, como também para a apreciação de programas ou de projetos educacionais, subsidiando ou justificando alguma ação na esfera política. A validade das medidas e suas interpretações são de suma importância, com consequências que podem afetar a população envolvida e até mesmo a sociedade. As questões consideradas fundamentais para uma avaliação em larga escala eficiente consistem em validade, confiabilidade, comparabilidade e justiça. Esses termos devem ser considerados sempre que decisões de valores são tomadas com base nas avaliações. São feitas considerações sobre os conceitos de validade e de confiabilidade e a relação existente entre eles. A comparação entre avaliações com itens abertos consiste atualmente em uma das questões de maior preocupação para os especialistas, fato esse provocado pela intensificação da utilização de matrizes comuns de referência desenvolvidas para orientar os currículos em todos os níveis de ensino em diversas nações. Discute-se também a justiça nas avaliações, que está relacionada com a igualdade de condições a todos os seus participantes. Uma avaliação de qualidade deve permitir às pessoas oportunidades de respostas que assegurem inferências corretas sobre seu desempenho em relação ao construto medido. O objetivo deste trabalho é descrever as principais teorias presentes nas avaliações em larga escala, fornecendo subsídios para uma correta interpretação dos conceitos envolvidos em seus processos.

Incluindo quem? Um exame de indicadores socioeconômicos do Programa de Inclusão Social da USP

PID: S1517-97022016000300625 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Piotto Nogueira
Resumo Em 2006, a Universidade de São Paulo (USP) criou o Programa de Inclusão Social da USP (Inclusp), um sistema de pontuação acrescida, cujo principal objetivo é ampliar o número de estudantes egressos de escolas públicas (EP) na USP. Contudo, uma das críticas que esse programa recebe é a de que ele não conseguiria incluir estudantes com perfil socioeconômico muito diferente daqueles que já seriam aprovados no exame do vestibular, independentemente de sua ação. Assim, o objetivo deste trabalho é o de aprofundar o conhecimento de alguns indicadores do Inclusp, com vistas a melhor responder à questão: quem o programa tem contribuído para incluir na USP? Mais especificamente, são examinados alguns dados socioeconômicos de estudantes que ingressaram na USP por essa via. Comparamos o perfil socioeconômico, nos três cursos mais e menos concorridos, dos estudantes em geral, daqueles oriundos de EP e, dentre estes, dos que ingressaram na USP em função do bônus concedido pelo Inclusp. A análise de indicadores socioeconômicos mostra que o programa tem contribuído para incluir estudantes de EP provenientes de famílias com renda familiar mais baixa do que seus pares também provenientes de EP. No entanto, aponta também que não há variação do nível de instrução do pai entre esses dois grupos, o que indica que, se por um lado, o Inclusp contribui para reduzir a desvantagem econômica, por outro, ele não tem sido capaz, de modo geral, de eliminar obstáculos culturais que impedem ou dificultam o acesso de estudantes de meios populares à USP.

Masculinidades, feminilidades e educação matemática: análise de gênero sob ótica discursiva de docentes matemáticos

PID: S1517-97022016000300697 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Barbosa
Resumo O questionamento central que se constitui como um disparador para as discussões aqui realizadas é: existem relações entre as concepções de gênero e o ensino da matemática? Diante da suposta evidência de que meninos possuem rendimento superior em matemática, o presente trabalho objetiva investigar as problematizações que podem ser feitas à educação matemática quando a relacionamos com questões de gênero, isto é, com as masculinidades, feminilidades e demais representações sociais que se alinham a essa perspectiva. E, também nesse sentido, pretende-se investigar quais os desdobramentos para o ensino da matemática quando determinadas concepções de gênero se encontram implícitas na prática docente. De fato, não é muito incomum depararmo-nos com afirmações do tipo “meninos têm mais facilidade para aprender matemática do que meninas” ou “a mulher é muito emotiva e pouco racional”, dentre outras, que podem trazer certas implicações para o ensino da matemática, como, por exemplo, a legitimação e a reafirmação de certas desigualdades já materializadas no âmbito social. No intuito de se problematizar tais afirmações que, de certa forma, podem acabar exercendo um papel fundamental na fixação de determinados binarismos concernentes às identidades de gênero, este trabalho apresenta uma discussão pós-estruturalista e investiga de que forma as relações de gênero estão presentes no ensino da matemática por meio da aplicação de entrevistas semiestruturadas com professores dessa disciplina.

O veto transverso de FHC à LDB: o ensino religioso nas escolas públicas

PID: S1517-97022016000300681 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Cunha
Resumo Este artigo analisa o processo de reforma da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional-LDB (9.394/1996), pela Lei 9.475/1997, acerca do ensino religioso nas escolas públicas. Essa reforma foi desencadeada pelo veto transverso do presidente Fernando Henrique Cardoso, ao convidar o Congresso Nacional a proceder as mudanças na LDB, conforme as demandas da Conferência Nacional dos Bispos (Católicos) do Brasil. A principal fonte das informações foram o Diário da Câmara dos Deputados e o Diário do Senado Federal. Os argumentos de deputados e senadores a respeito dos temas em discussão foram postos em confronto, de modo a desenhar um panorama em que os defensores das demandas da Igreja Católica assumiram posição hegemônica. A principal demanda foi a supressão do impedimento de uso de recursos públicos para o ensino religioso nas escolas públicas, especificamente para o pagamento de professores. Cláusula desse tipo existia na primeira LDB, de 1961, mas fora suprimida em 1971, no auge da ditadura. Semelhante procedimento foi acionado em 1997, com igual sucesso. Além de mostrar as posições em confronto, o autor levanta hipóteses a respeito das razões que levaram à rápida mudança de posição dos partidos políticos. Além do financiamento, o autor focaliza a dimensão ideológica da reforma da LDB, especialmente a definição do ensino religioso como parte integrante da formação básica do cidadão. A conclusão do artigo foi que a reforma da LDB reduziu a autonomia do campo educacional no Brasil, por institucionalizar sua imbricação com o campo religioso.

Plano educacional para uma biblioteca infantojuvenil: projetando ações e mediações

PID: S1517-97022016000200507 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Carvalho
Resumo Este artigo apresenta os caminhos e resultados de uma pesquisa realizada na Biblioteca Infantojuvenil Maria Mazzetti (BIMM), localizada na Fundação Casa de Rui Barbosa, na cidade do Rio de Janeiro. O principal objetivo da investigação foi contribuir para a orientação das atividades realizadas na BIMM através da elaboração de um plano educacional, fornecendo, assim, subsídios para a sistematização do trabalho a ser desenvolvido na biblioteca. O pressuposto que orientou a investigação foi o de que aspectos como a formação humana, cultural e artística e a democratização da cultura e da educação são fundamentais em um campo que hoje se estende para além das instituições escolares. De modo geral, a pesquisa buscou: conhecer e analisar as atividades desenvolvidas na BIMM; ampliar o conhecimento dos usuários atuais e potenciais e de suas necessidades informacionais; identificar as atividades educativas e culturais adequadas ao perfil do público; fundamentar futuros projetos para a BIMM. Para a realização da investigação, foram utilizados como instrumentos de pesquisa a revisão bibliográfica, a análise documental, entrevistas, estudo de usuários, e – por peculiaridades do campo naquele momento – a pesquisa passou a se configurar como pesquisa-ação. Constatou-se que a elaboração de um plano educacional permite a construção do perfil da educação na instituição, mas que só será alcançado com o devido conhecimento do espaço e do público-alvo, a formação de uma equipe qualificada e o envolvimento de profissionais de diferentes áreas.

Trayectorias académicas en los estudios sobre géneros y sexualidades: tensiones entre profesionalización, activismo y experiencia biográfica

PID: S1517-97022016000300727 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Blanco
Resumen Este trabajo analiza las relaciones entre profesionalización, activismo y experiencia biográfica en las trayectorias de tres académicas que se desempeñan en los estudios sobre géneros y sexualidades, un área con tradición en el campo político extrauniversitario. Como hipótesis se sostiene que el análisis de estas trayectorias permite reconstruir tanto el proceso de institucionalización de esta área de conocimiento y las trasformaciones en las formas de investigar y enseñar en ciencias sociales, como también los cambios entre los espacios público, privado e íntimo que reconfiguran las biografías de los sujetos institucionales. Partiendo de una estrategia cualitativa, se realizaron entrevistas en profundidad a partir de la construcción de una muestra intencionada que indagaron el proceso de formación universitaria, la inserción en el ámbito académico y el ingreso y desarrollo en el sistema científico. Interesó atender a las particularidades de una generación que ha ingresado a la actividad académica en el marco de una profesionalización que está reconvirtiendo de manera acelerada la labor cotidiana en las universidades argentinas. Como conclusiones se destaca que el ingreso en esta área de conocimiento propicia una relectura de sus propias biografías, politizando la propia narrativa personal a partir de un saber específico. A su vez, que la tarea docente es resignificada en términos de activismo por su posibilidad de intervención sobre las biografías de estudiantes y las dinámicas pedagógicas actuales. Por último, que esta actividad constituye un modo de resistencia frente a la actual desvalorización de la transmisión de conocimiento por sobre su circulación en revistas internacionales.

A cor da reprovação: fatores associados à reprovação dos alunos do ensino médio

PID: S1517-97022016000300773 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Franceschini Miranda-Ribeiro Gomes
Resumo Atualmente, o ensino fundamental (EF) está praticamente universalizado no Brasil e as taxas de escolarização bruta e líquida têm aumentado no ensino médio (EM). Apesar dos avanços, os resultados educacionais fornecidos pelos órgãos governamentais demonstram que o desempenho dos alunos, tanto no EF quanto no EM, tem declinado para diferentes subgrupos da população. Particularmente, alguns trabalhos têm evidenciado diferenciais educacionais importantes, segundo sexo e raça. No entanto, os estudos voltados para se entender quais os fatores associados ao desempenho escolar são, em sua maioria, direcionados para o EF. Diante disso, o objetivo deste trabalho é verificar a relação entre raça/cor, segundo sexo, para os adolescentes matriculados no 2º ano do EM, em escolas da rede estadual de ensino (REE) de nove municípios mineiros integrantes da região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Os dados utilizados foram os da Pesquisa Jovem (PJ) e os do Censo Escolar, referentes ao ano de 2009, e foram aplicados modelos multivariados de regressão logística. No geral, os resultados mostraram diferenciais importantes segundo raça/cor e sexo. Os riscos de reprovação no 2º ano do EM foram maiores para aqueles que se autodeclararam como sendo da raça/cor parda, sendo a situação ainda pior para o sexo feminino (OR=2,23) comparada ao sexo masculino (OR=1,66).

A educação em sexualidade na escola itinerante do MST: percepções dos(as) educandos(as)

PID: S1517-97022016000200443 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Zanatta Moraes Freitas Brêtas
Resumo A educação em sexualidade deve ser entendida como um processo de intervenção pedagógica que tem como objetivo transmitir informações e problematizar questões relacionadas à sexualidade, à saúde sexual e reprodutiva, aos direitos sexuais, às relações de gênero, à diversidade sexual e ao desejo afetivo-sexual. Todavia, muitos paradigmas impedem a efetivação dessa educação no ambiente escolar. Entretanto, sendo a escola itinerante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) um espaço educacional pautado nos pressupostos freireanos, existiriam os mesmos tabus, interditos sociais e preconceitos agindo sobre a efetivação da educação em sexualidade neste cenário? Com intuito de elucidarmos essa questão, elaboramos este estudo. Com método qualitativo descritivo, o estudo foi desenvolvido com dezoito educandos(as) de uma escola itinerante do MST no estado do Paraná, objetivando apresentar suas percepções sobre a educação em sexualidade na escola. Com base no material produzido durante a realização de grupos focais e anotações em diário de campo, sistematizados por análise categorial, é possível concluir que a educação em sexualidade na escola itinerante é promovida de forma medicalizada e biologizada, com ênfase no binômio saúde-doença, e que não há transversalidade sobre o ensino da temática entre as diversas disciplinas. Assim, mesmo utilizando aporte teórico metodológico freireano, a escola, ao tratar da educação em sexualidade, neste estudo, revelou-se paradoxal.

A emergência da singularidade em uma cena didática de uma aula de geometria

PID: S1517-97022016000400016 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Costa Lyra
Resumo Este artigo tem por objetivo mostrar uma recriação de uma situação em sala de aula na qual o professor distribui o poder do saber com os alunos em uma estratégia que liga os saberes espontâneos, ou prévios, aos saberes abordados, de forma a fomentar a singularidade dos sujeitos. Para tanto, usaremos as noções de Bakhtin de zona de contato, a fim de defender a ideia da comunicação criativa como possibilidade de apropriação do conhecimento pelo aluno, através do discurso interno persuasivo, oriundo desse diálogo. Mostraremos como, dessa forma, o aluno se torna o que Lave e Wenger chamam membro periférico legítimo de uma comunidade de prática, aqui considerada a sala de aula. Em seguida, passaremos a considerar a dinâmica da sala de aula através do que Costa chama de problematização, subvertendo a tradição secular e/ou cultural do professor em posição central e os alunos em posições periféricas. Por fim, consideraremos essa dinâmica do ponto de vista psicológico, mostrando, a partir da ideia de Valsiner de internalização-externalização, como o conhecimento pronto e construído passa a possuir um sentido pessoal e afetivo para o aluno, a partir do uso de um exemplo ilustrativo em sala de aula sobre geometria.

A escola republicana francesa frente às exigências da lógica econômica: qual democracia? Entrevista com André D. Robert

PID: S1517-97022016000200539 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Setton Ratier
Resumo De um ponto de vista sociohistórico, é possível apreender as relações de correspondência existentes entre sistema econômico, Estado e escola. É a partir dessa perspectiva que André D. Robert, professor livre-docente da Universidade Lumière Lyon 2, empreende uma análise acerca do sistema escolar francês entre 1945 e 2014. A pergunta norteadora diz respeito à democratização em termos quantitativos e qualitativos. Ambição primeira do ideal republicano de escola, teria ela se tornado uma realidade efetiva no sistema escolar francês? Na entrevista, Robert recorre ao conceito de autonomia relativa para registrar a crescente submissão da escola à economia, nuançada pelo complexo jogo social dos atores envolvidos na definição e implementação das políticas escolares. Apresentando uma tipologia da escola francesa no período das sete últimas décadas, ele avalia o efeito de sucessivas reformas na função da escola na sociedade. Igualmente importantes são as considerações a respeito do papel da instituição escolar na contemporaneidade: estaria a educação duravelmente capturada pelo neoliberalismo? Observando uma reversão parcial nas políticas de desrresponsabilização estatal na administração François Hollande, Robert conclui pela existência, hoje, de uma escola a meio caminho entre os valores e práticas herdados da tradição republicana e as adaptações às exigências contemporâneas da lógica econômica. Um de seus observáveis é a emergência de uma democracia segregativa. Embora o acesso à escola seja cada vez menos dependente de variáveis como origem social, sexo, nacionalidade ou região geográfica, a hierarquia de distribuição dos alunos entre os cursos e oportunidades de ensino mais ou menos prestigiosas se encontra fortemente marcada pela origem social, característica que vem se acentuando nas primeiras décadas do século 21.

A gestão acadêmica da pós-graduação lato sensu: o papel do coordenador para a qualidade dos cursos

PID: S1517-97022016000100151 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Fonseca Fonseca
Resumo O texto tem com o foco de análise o papel e a concepção dos cursos de pós-graduação lato sensu a partir de sua contextualização e dos marcos regulatórios. Destaca a função acadêmica atribuída às instituições de ensino e aos gestores, com vistas a refletir sobre as funções políticas, administrativas e pedagógicas de coordenadores de cursos de pós-graduação, com especial destaque para os cursos lato sensu. O referencial metodológico utilizado tomou como base os pareceres, as resoluções e portarias emitidas pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), a partir dos anos 1960. Examinou, ainda, a literatura voltada para a análise crítica sobre a normatização dos cursos. O artigo reflete sobre a contração do financiamento da educação superior na década de 1990, o que facilitou o aumento expressivo de instituições privadas e, particularmente, a proliferação de cursos lato sensu, entre eles, os cursos corporativos oferecidos por instituições públicas. Essa ocorrência, somada à inexistência de regulamentação para a oferta, traz riscos para a qualidade desses cursos. O texto evoca as responsabilidades de coordenadores e gestores de cursos pela garantia da qualidade dos cursos, intensificando a interlocução entre teoria e prática, a articulação entre conteúdos e o mundo do trabalho, e, essencialmente, a dimensão formativa do aluno, que supõe prepará-lo para o exercício da ética e da cidadania em quaisquer das dimensões sociais em que venha a inserir-se no futuro.

A perspectiva de Michael Apple para os estudos das políticas educacionais

PID: S1517-97022016000300651 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Gandin Lima
Resumo Este artigo tem como objetivo analisar as contribuições de Michael Apple para o campo da pesquisa em políticas educacionais. Na extensa obra de Michael Apple, destacamos seis elementos que podem auxiliar aqueles que estão interessados na área de políticas em educação: o princípio epistemológico da análise relacional; o exame do Estado como relação; a herança de Antonio Gramsci e de Raymond Williams que Michael Apple incorpora no uso de conceitos como hegemonia e senso comum; a análise que Michael Apple faz das políticas educacionais como políticas culturais, como disputas por visão de mundo, como luta por consolidação de uma hegemonia que vai além do econômico; a sua postura de pesquisador; e a capacidade que Michael Apple tem de ir além da lógica da reprodução e determinação para enfatizar o papel da agência e da contra-hegemonia. Através de exemplos práticos da própria obra de Apple e de outras pesquisas empíricas, apresentam-se as implicações de cada um dos seis pontos acima citados para os pesquisadores interessados na área de políticas educacionais. Conclui-se que muitas das contribuições de Apple podem auxiliar em pesquisas nessa área, tendo em vista a discussão que o autor realiza em sua obra e sua crítica ao determinismo econômico nas análises do campo educacional, salientando a importância, assim, de aspectos que estão relacionados à esfera da cultura.

Buenos docentes universitarios: ¿Qué dicen los estudiantes?

PID: S1517-97022016000400005 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Merellano-Navarro Almonacid-Fierro Moreno-Doña Castro-Jaque
Resumen Los procesos de transformación histórica que está viviendo la educación son el resultado de las necesidades sociales que están impulsando los cambios y la reformulación de los sistemas establecidos. La docencia universitaria debe asumir, desde esta perspectiva, nuevas responsabilidades que trasciendan el rol del docente en procura de mejorar los procesos de enseñanza-aprendizaje de manera eficiente y con calidad. El objetivo de la investigación es conocer las características de un buen docente universitario según la percepción de los estudiantes. Se realizó a partir de un estudio de caso, con estudiantes de la Facultad de Educación de la Universidad Autónoma de Chile, sede Talca. La metodología utilizada es mixta, con instrumentos cualitativos y cuantitativos que permitieron recoger la información a través de cuestionarios de preguntas abiertas y entrevistas en profundidad, que dan cuenta de los resultados con perspectivas complementarias que identifican las características más relevantes según la percepción de los estudiantes del desempeño del buen docente universitario. A través de un análisis de frecuencia, en la fase cuantitativa, y otro de contenido de los discursos en la fase cualitativa, los estudiantes identifican las características más importantes a la hora de valorar a un buen docente universitario. Los resultados más destacados señalan que los rasgos interpersonales son la categoría con mayor frecuencia junto al dominio del contenido de la enseñanza. Se concluye que los estudiantes valoran a un buen docente cuando posee características que se conjugan en lo pedagógico, humano e ideológico, priorizando en todo momento, la centralidad en el aprendizaje de los estudiantes.

Cecília Meireles e o ensino religioso nos anos 1930: embates em defesa da escola nova

PID: S1517-97022016000300741 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Moraes
Resumo O artigo analisa a atuação de Cecília Meireles no combate ao decreto do ensino religioso nas escolas públicas de 1931. Esse tema adquire importância ao percebermos que alguns estudos que analisaram a trajetória de Cecília Meireles e sua relação com a educação não aprofundaram os aspectos das críticas à educação religiosa por parte dessa educadora. O objetivo do artigo é trazer novos elementos do percurso de Cecília Meireles e seu conflito com as políticas do governo provisório de Getúlio Vargas. Entre os anos 1930 e 1933, Meireles escreveu suas críticas aos acontecimentos do período na Página de Educação do jornal Diário de Notícias. Inicialmente, notamos que essa educadora assumiu de forma radical o pensamento escolanovista e com ele fundamentou suas posições em defesa da escola pública. A metodologia utilizada foi a análise das fontes primárias, a partir de suas relações com os acontecimentos históricos do período, de uma perspectiva dialética, procurando entender a produção escrita da educadora em e com o seu tempo. Constatamos no estudo o afastamento e a desilusão de Cecília Meireles quanto aos rumos do governo Getúlio Vargas. Entretanto, Meireles manteve seu otimismo na crença em uma escola que atendesse aos interesses da população brasileira, referenciada no pensamento da Escola Nova e, com isso, teceu suas críticas ao conservadorismo e à presença da religião no campo educacional brasileiro.

Ciências sociais e intelectualidade: ciência, educação e política

PID: S1517-97022016000200395 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2016
Autores: Moraes
Resumo O artigo busca compreender as relações entre ciências sociais, análise sociológica e planejamento da educação pública escolar no Brasil, especialmente quanto à atuação de alguns cientistas sociais – Fernando de Azevedo, Anísio Teixeira, Florestan Fernandes e Darcy Ribeiro – visando à constituição e a modernização do país por meio da intervenção racional da intelectualidade na esfera estatal. Para isso, discute a noção de intelectual e a atuação de parte desse grupo social no Brasil, em diferentes momentos históricos, destacando a função social que atribuíam a si em cada contexto e a primazia que conferiam à educação formal como possibilidade de constituição de um novo país. Destaca as ações de Anísio Teixeira e Fernando de Azevedo, suas concepções acerca da sociologia e a educação, seu envolvimento com a Escola Nova e com a legislação educacional, e sua influência no pensamento e no trabalho intelectual e político de Florestan Fernandes e Darcy Ribeiro. Discute a compreensão desses dois autores acerca da função social do intelectual e da sociologia, seu envolvimento com a educação pública por meio de movimentos como a Campanha pela Defesa da Escola Pública, de cargos públicos na área educacional e da atuação político-partidária, e aponta similaridades, como a defesa da obrigatoriedade da escola pública, laica e gratuita, diante da diversidade de projetos e de pontos de vista concebidos por cada um eles. Aborda, por fim, o contexto institucional recente das ciências sociais no Brasil e os limites e possibilidades que essa condição oferece ao seu envolvimento com a questão educacional.
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