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Evolución de los modelos metodológicos y su relación con la política educativa en España

PID: S1517-97022013000100015 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: San Román Gago
Con base en investigación realizada sobre los marcos institucionales del proceso de cambio social de transición democrática en España y los contextos motivacionales de la participación de las maestras en el actual proceso educativo, este artículo tiene por objetivo esbozar, desde la perspectiva de la sociología, un recorrido histórico del sistema educativo en España desde el comienzo de la escuela pública para comprender la evolución de los modelos culturales, ideológicos, metodológicos y curriculares y su relación con los cambios en las política educativa. Está centrado en señalar que, más allá de las cuestiones económicas que implican recortes en educación, se esconde un modelo ideológico interesado o no por dotar a la población de un mayor o menor nivel cultural. La intención es destapar la relación entre cultura, educación y metodología empleada en función de las demandas políticas y comprender el tipo de normas ideadas para producir valores y obtener conductas acordes con los intereses políticos en cada uno de los contextos históricos que se suceden en la evolución de la escuela pública en España. Fue posible percibir que en España no ha habido ni un solo momento en la historia de la escuela pública en el cual los políticos, y en muchas ocasiones la propia Iglesia, no hayan sido los encargados de diseñar los contenidos, currículos y metodologías que dan forma a las políticas educativas.

Formação de professores de licenciatura a distância: o caso do curso de pedagogia da UAB/UECE

PID: S1517-97022013000300013 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Nunes Sales
Este trabalho parte da consideração de que a educação a distância (EaD), por seu caráter flexível, tem alcançado paulatinamente espaço no panorama educacional brasileiro. Um exemplo da expansão desse modo de ensino foi a criação, em 2006, pelo governo federal, do sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) como resposta a, no mínimo, dois graves problemas do país: a falta de qualificação de professores e a dificuldade de acesso da população à educação superior. Tendo em vista essas duas necessidades da educação brasileira, realizou-se uma pesquisa que procurou responder à seguinte pergunta: em EaD nos cursos de licenciatura em pedagogia do sistema UAB da Universidade Estadual do Ceará (UAB/UECE), como a formação dos professores contribui para o exercício da docência? O trabalho tem como objetivo identificar qual a formação dos professores atuantes no curso de licenciatura em pedagogia da UAB/UECE. Para tanto, na metodologia, adotou-se o survey como método de pesquisa. O instrumento utilizado foi um questionário on-line, enviado por correio eletrônico e criado com o apoio do software livre LimeSurvey. A amostra da pesquisa foi tomada aleatoriamente e composta por 47 docentes, de uma população de 90 professores. Os resultados evidenciam que ainda há um grande número de docentes sem formação específica em EaD para atuar no curso. Por outro lado, a formação para a EaD oferecida pela UAB/UECE não atende plenamente as necessidades formativas dos docentes.

Formação às avessas: problematizando a simetria invertida na educação continuada de professores

PID: S1517-97022013000400004 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Oliveira Bueno
O trabalho busca problematizar a implementação do modelo de formação docente prescrito pela legislação educacional brasileira, por meio da análise de um Programa de Educação Continuada, o PEC Formação Universitária Municípios, realizado no Estado de São Paulo entre 2003 e 2004. A pesquisa é de natureza qualitativa. Contou com observações em contextos de ensino on-line e off-line, durante 18 meses, e coleta de materiais de natureza diversa: documentos oficiais, notas de campo, entrevistas, além de trabalhos produzidos pelas alunas-professoras, em especial uma modalidade de trabalho chamada escritas de memórias. O marco teórico fundamenta-se na teoria do habitus de Bourdieu e nas contribuições de seus críticos contemporâneos. Ao investigar os processos formativos inerentes à condição de aluna das docentes, intenta-se analisar as relações entre as situações de aprendizagem observadas ao longo do desenvolvimento do Programa e o modo como foram apropriadas pelas professoras. As análises desenvolvidas permitem afirmar que muitas das reflexões feitas pelas professoras, quando na situação de alunas, tiveram origem em um processo de aprendizagem não previsto e até mesmo ignorado pelo Programa. Esse processo, aqui denominado formação às avessas, colocou em causa o princípio da simetria invertida pelo qual o Programa de Educação Continuada de Formação de Professores (PEC) se orientou e, por conseguinte, alguns dos fundamentos pedagógicos do modelo em análise.

Governamentalidade e a genealogia da política

PID: S1517-97022013000400015 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Gordon
O artigo oferece uma série de reflexões a respeito de uma fase dos trabalhos de Michel Foucault e de alguns de seus colaboradores apresentada no volume The Foucault effect: studies in governmentality (1991), coeditado pelo autor. Tais reflexões se organizam em três partes. Primeiro, há uma revisão de alguns aspectos das aulas de Foucault sobre governamentalidade que, por diferentes razões, foram deixados de lado quando o livro foi publicado. Em seguida, faz-se um balanço de temas importantes que, embora presentes no livro, não receberam suficiente atenção dos leitores. Finalmente, no eixo que ocupa a maior parte do artigo, examinam-se as últimas discussões de Foucault a respeito do que o autor denomina múltiplos nascimentos da política, a fim de demonstrar a continuidade da pertinência do empreendimento foucaultiano nos anos 1970, tornado possível devido à noção de governamentalidade, ao mesmo tempo tão estranha e operacional. Tal atualidade é indicada não somente pelo incremento dos estudos sobre governamentalidade após o aparecimento dos cursos que Foucault deu no Collège de France, mas principalmente pelos dilemas e aporias que a cultura política em que estamos mergulhados nos trouxe. Nesse sentido, o artigo se encerra com uma espécie de agenda de pesquisa para dar continuidade ao trabalho inacabado de Foucault, uma agenda que nos convida a aprofundar nossa compreensão das relações entre a filosofia crítica, a racionalidade política e a cultura política, compreendidas como um conjunto de formas de conduta e de sociabilidade, modos de vida e estilos de subjetivação e dizer verdadeiro.

Igualdade, desigualdade e diferenças: o que é uma escola justa?

PID: S1517-97022013000100003 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Schilling
Neste artigo apresentamos os resultados de uma pesquisa que teve por título Direitos humanos, justiça e violência: percepções sobre a escola justa. O ponto de partida foi a constatação do impasse e da circularidade do debate sobre a violência, a reprodução das desigualdades e o desrespeito às diferenças no cotidiano escolar. Como enfrentar de forma mais oblíqua os conflitos que aí acontecem, lidando de outra maneira com as demandas por uma escola mais justa e pensando em práticas que nos podem permitir ocupar outro lugar? Na pesquisa, realizamos uma sistematização do debate teórico sobre justiça/injustiça e um estado da arte acerca do debate acadêmico sobre a questão, ambos com foco sobre as produções que cercam a escola, além de dois estudos empíricos. Neste texto, que é necessariamente um recorte de uma pesquisa mais ampla, apresentamos os resultados das percepções sobre o justo/injusto coletadas entre alunas(os) do curso de pedagogia da Universidade de São Paulo e estudantes do ensino médio, professores e gestores de uma escola pública de São Paulo. Tais resultados foram obtidos a partir da análise das respostas a uma questão que implicava um relato de uma situação justa ou injusta no mundo e de uma situação justa ou injusta na escola. Encontramos uma forte ênfase na percepção sobre a injustiça, tanto nos relatos sobre o mundo, quanto naqueles sobre a escola, comprovando a discussão teórica de que o positivo é a percepção da injustiça. Essas percepções são apresentadas a partir de algumas categorias construídas, e o artigo se encerra com uma breve exposição das propostas sobre o que seria uma escola justa.

Inclusão e internacionalização dos direitos à educação: as experiências brasileira, norte-americana e italiana

PID: S1517-97022013000100007 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Rahme
Considerando a educação inclusiva como um discurso que engendra formas de estabelecimento do laço social, investiga-se neste trabalho, a partir do referencial psicanalítico, o delineamento de um discurso inclusivo em três experiências educacionais: a brasileira, a norte-americana e a italiana. A educação especial configura-se, social e historicamente, como um campo de saberes e práticas destinadas a sujeitos que apresentam especificidades do ponto de vista sensorial, físico e mental. A partir da década de 1990, o termo inclusão passa a ser adotado em publicações desse campo provenientes dos Estados Unidos e da Suécia, processo que se fortalece nos anos seguintes por meio de declarações internacionais que introduzem, de modo pungente, a perspectiva de uma educação inclusiva destinada, a princípio, a alunos com necessidades educacionais especiais. Posteriormente, observa-se um emprego mais amplo dessa terminologia, que passa a significar, a partir dos anos de 1990, uma demanda dirigida aos sistemas de ensino no sentido de garantir escolarização e pertencimento social para todo aluno, independentemente de seus atributos individuais e sociais. Neste artigo, apresentamos o resultado de levantamento e análise de documentos e publicações referentes às experiências educacionais sobre o tema desenvolvidas no Brasil, nos Estados Unidos e na Itália. Tais experiências permitem indicar, entre outros aspectos, que o processo de inclusão encontra-se articulado a um movimento mais amplo de internacionalização de direitos e que o discurso inclusivo comporta tanto mudanças quanto permanências dos lugares socialmente ocupados pelos alunos considerados diferentes no contexto escolar.

Infância e educação: novos estudos e velhos dilemas da pesquisa educacional

PID: S1517-97022013000400008 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Rocha Buss-Simão
Este artigo toma como objeto de análise a produção acadêmica relacionada ao tema educação e infância, no âmbito dos programas de pós-graduação em Educação da Região Sul do Brasil, nos últimos cinco anos (2007-2011). Tem o objetivo de buscar indicativos das interlocuções dessa produção com a educação nas creches, pré-escolas e escolas. Para o desenvolvimento da análise, retomaram-se alguns velhos dilemas da pesquisa educacional, em especial aqueles que envolvem a relação entre teoria e prática uma vez que uma perspectiva avaliativa da contribuição da pós-graduação para a educação básica brasileira exige um olhar sobre as relações da pesquisa com as práticas pedagógicas nos sistemas educativos. Sem a pretensão de realizar um estado da arte do referido período, buscou-se identificar as perspectivas e bases analíticas desse conjunto de investigações, o qual revela um fortalecimento dos diálogos possíveis entre pós-graduação e educação básica, a partir da abertura científica para colaborações disciplinares e teóricas na direção de consolidar uma ciência da educação cujo foco são os processos educativos que envolvem as crianças pequenas, considerando sua concretude social e cultural. As análises indicam a necessidade de estar alerta para os riscos de superficializações e generalizações que o interesse em conhecer as crianças e sua infância coloca para a pesquisa educacional realizada contemporaneamente outro passo: a reavaliação de sua especificidade.

Juventude, escola e trabalho: permanência e abandono na educação profissional técnica de nível médio

PID: S1517-97022013000200008 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Silva Pelissari Steimbach
O artigo aborda a temática das relações entre juventude e escolarização, propondo-se a discutir as razões de permanência e abandono no âmbito da educação profissional técnica de nível médio. Inicialmente, apresenta uma discussão conceitual sobre juventude, escola e trabalho para, em seguida, expor os resultados de duas pesquisas empíricas que se ocuparam de analisar o que levam os jovens a abandonar ou a permanecer na escola. Os dois cursos investigados foram definidos por possuírem, ambos, elevada procura, sendo que em um deles há alto índice de abandono, ao passo que o outro apresenta uma permanência acima da média se comparada a outras escolas de ensino médio. A análise sinaliza que a grande procura pelos cursos técnicos nas áreas pesquisadas deve-se ao fato de os jovens buscarem encontrar formação de qualidade superior, profissionalização em áreas que representam certo status ou, ainda, garantia de empregabilidade. Em uma das situações, ao se frequentar a escola, as ilusões iniciais dissolvem-se, problemas para acompanhar a realização do curso evidenciam-se e a relação entre a escola e o jovem mantém-se distante, o que leva ao abandono. Contrariamente, em outra situação, a permanência é explicada devido ao grau de experiências positivas que os jovens podem viver enquanto estão matriculados em uma instituição de tempo integral, interna e bem estruturada.

La religión como currículo social: educación, valores e Islam en Europa

PID: S1517-97022013000400013 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Llorent García Ivanescu
Cuando la religión se convierte en parte integrante de los debates políticos modernos, las ideas religiosas influyen en las decisiones y definiciones de conceptos como la educación, la participación en el mercado laboral, la estructura y función de la familia como unidad social y la igualdad. La integración y la inmigración pasan a primer plano a medida que el concepto de ciudadanía adquiere dimensiones culturalistas y moralizantes. Finalmente, religión, política y educación se interfieren en las áreas de la vida que pertenecen a la esfera privada y pública. Desde nuestra perspectiva pedagógica, entendemos que las líneas educativas marcadas por la religión influyen notablemente en el devenir de muchos ciudadanos y se incrustan en el foro político-social. Así nos encontramos que la religión como poderoso instrumento de socialización ejerce una gran influencia intencionada en la educación y valores de los ciudadanos y se configura como el currículo social, normalmente oculto, del contexto próximo de muchos ciudadanos. La presencia del Islam y los musulmanes en Europa, aunque no es un fenómeno nuevo, es cuestionada por los Estados-nación confrontando el currículo oficial, la educación reglada, con el currículo social, muy influido por el Islam entre sus fieles. De esta manera se convierte en parte integrante de la lucha por la identidad nacional individual y colectiva, ya sea en lo referente al laicismo, la democracia o ciudadanía. Y en este sentido, queremos aportar una revisión actualizada de esta cuestión tan presente en Europa.

Letramento no ensino fundamental de nove anos no Brasil: ações legais e pedagógicas previstas nos documentos oficiais

PID: S1517-97022013000400007 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Chaguri Jung
Letramento é um conceito que vem sendo amplamente abordado em estudos relacionados à leitura e à escrita. A necessidade de o letramento escolar propiciar aos sujeitos um domínio da língua materna que se estenda para além da própria escola é uma das principais questões presentes nas discussões realizadas em torno do tema no Brasil. O objetivo deste trabalho é possibilitar uma discussão a respeito da política de ampliação do ensino fundamental de nove anos e verificar as ações educacionais previstas em termos de leitura e escrita dentro desse novo cenário educacional. Assim, quanto aos aspectos teóricos e metodológicos, o trabalho pauta-se nos novos estudos do letramento e propõe uma análise de dados documentais a respeito da implantação do ensino fundamental de nove anos. Em termos de resultados, os dados evidenciam que a iniciativa de aumentar o tempo de escolaridade do aluno brasileiro é importante, mas que, infelizmente, ainda não se estabeleceu um caminho claro do que a escola deve fazer nesse ano a mais de escolaridade. Os documentos mencionam um trabalho efetivo com o letramento como prática social, mas não deixam claro que a alfabetização é uma parte mais ampla do processo de letramento e que a escola precisa abordar as relações fonêmico-grafêmica e grafêmico-fonêmica na alfabetização para garantir um efetivo trabalho do uso social da escrita. Além disso, evidencia-se nos documentos o pouco conhecimento a respeito da cultura escrita de nossos alunos.

Motivação dos alunos para a utilização da tecnologia wiki: um estudo prático no ensino superior

PID: S1517-97022013000300014 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Costa Alvelos Teixeira
No âmbito do processo ensino-aprendizagem (EA), os wikis permitem ajudar na criação de um ambiente dinâmico e colaborativo de aprendizagem, por meio da comunicação, troca de ideias e partilha de conhecimento. O presente trabalho faz parte de um projeto cujo intuito é avaliar a aceitação do uso dessa tecnologia como meio de promoção da qualidade do processo EA. Em particular, o estudo descrito neste artigo tem como objetivo avaliar a motivação para a utilização de wikis por parte de um grupo de alunos da área tecnológica do ensino superior e compará-la entre os alunos que pretendem continuar fazendo uso da ferramenta em atividades futuras e os que não planejam usar a tecnologia. Essa experiência foi feita em contexto de sala de aula e os dados foram obtidos através da aplicação de dois questionários e da análise do histórico do wiki criado para a atividade desenvolvida em classe. Os resultados revelaram que os alunos, apesar de conhecerem a ferramenta, desconheciam, na prática, o seu modo de edição. As características dos wikis mais bem classificadas pelos alunos se relacionam com a facilidade de utilização percebida e com a utilidade da ferramenta, na medida que em promove a aprendizagem por meio de conteúdos colocados pelos outros e a realização de trabalhos de grupo sem depender da presença física nem dos horários dos seus elementos. Verificou-se, ainda, que a motivação para o uso dos wikis revelou-se, em alguns itens, significativamente diferente entre os grupos comparados.

O arquivo público paranaense: possibilidades para a pesquisa em história da educação no período provincial

PID: S1517-97022013000300005 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Souza Anjos Barbosa
Este artigo trata a respeito da relação do historiador da educação com os arquivos, das possibilidades de pesquisa e tensões que os acervos produzem na imbricada relação com o pesquisador e das potencialidades do acervo do Departamento de Arquivo Público do Paraná (DEAP-PR). Examina o arquivo quanto aos instrumentos de pesquisa disponíveis - os fundos arquivísticos que contêm documentação referente à instrução pública no Paraná província -, aos conteúdos e tipos de fontes que podem ser encontrados nos respectivos fundos e a relevância desse acervo para a escrita da história da educação no século XIX. O objetivo do estudo é analisar os fundos documentais do arquivo, tomando-o como ferramenta fecunda para o trabalho de pesquisa em história da educação, em especial no que se refere às investigações acerca da instrução pública no período provincial. Metodologicamente, o trabalho realizado foi o de mapear no acervo do DEAP-PR as possibilidades de pesquisa sobre instrução nos diversos fundos documentais presentes no arquivo, agregá-los e apontar, diante da natureza e características das fontes empíricas reunidas, o potencial analítico. Para dar conta dos propósitos firmados, o texto dialoga com referências no campo da história e história da educação e apresenta, como resultados, o próprio percurso de organização, a análise dos fundos documentais do arquivo e as possibilidades investigativas para os estudos acerca da instrução pública, em especial, para o período provincial.

O debate contemporâneo sobre a diversidade e a diferença nas políticas e pesquisas em educação

PID: S1517-97022013000100002 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Rodrigues Abramowicz
O artigo proposto tem por objetivo analisar a maneira pela qual os conceitos de diferença e diversidade têm sido utilizados no debate contemporâneo brasileiro em educação e nas políticas públicas da área. Procuramos identificar as condições teóricas, as práticas e as políticas que possibilitaram a ascensão do conceito de diversidade. Acionado como slogan do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobretudo no que diz respeito à educação, o tema da diversidade passou por diferentes processos de apropriação nas políticas públicas. Para avaliar tais políticas, utilizamos como fontes primárias de pesquisa documentos oficiais como: o Balanço de Governo 2003-2010; o Plano Plurianual 2004-2007; as leis orçamentárias do período 2003-2006; e os relatórios de gestão do governo federal. Mostramos também, de maneira sintética, como vem sendo realizado, na educação, o debate sobre a diferença e a diversidade, com o objetivo de compreender as distinções entre as propostas pedagógicas denominadas multiculturalismo, interculturalismo e pluralismo cultural. Para tanto, realizamos um levantamento de artigos publicados em periódicos entre os anos 1990 e 2007. O levantamento indicou que essas ações estavam concentradas nos Ministérios da Cultura, da Saúde e, principalmente, da Educação, o que reafirma a centralidade da educação como processo e da escola como instituição social no enquadramento e/ou na mediação dos dilemas expostos à sociedade brasileira neste início de século. Em suma, fizemos um esforço de análise das várias vertentes teóricas e práticas que debatem e disputam os conceitos de diversidade e diferença na área da educação.

O desenvolvimento da autocompreensão em posturas pedagógicas: explicitando o implícito entre os novos docentes

PID: S1517-97022013000400005 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Guzmán-Valenzuela Barnett
Em sua prática docente inicial, os professores universitários geralmente vivenciam dificuldades relacionadas a como promover a aprendizagem dos alunos (por exemplo, como planejar uma aula, usar os recursos pedagógicos e avaliar a aprendizagem). A maneira como os novos professores enfrentam e abordam essas dificuldades afeta a evolução de suas carreiras acadêmicas e o modo como eles usam diversos referenciais para refletir sobre suas práticas de ensino. Levando em conta que algumas dessas dificuldades ainda não são suficientemente compreendidas, este trabalho tem por objetivo analisá-las por meio de uma abordagem qualitativa. Para tanto, foram adotadas várias técnicas de coleta de dados e fontes (professores, estudantes e pesquisadora) ao longo de um ano letivo. Os resultados evidenciam as dificuldades explícitas reconhecidas pelos docentes em relação ao seu ensino. Além disso, os dados apontaram também para as dificuldades que permaneceram implícitas, sugerindo que elas podem ser particularmente resistentes à autocompreensão, pois estão relacionadas ao desejo interior dos docentes de ordem e previsibilidade em seu ensino. O artigo conclui sugerindo possíveis formas de melhorar tais pressupostos implícitos.

O ensino a distância e a falência da educação

PID: S1517-97022013000200002 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Patto
A partir da análise do discurso oficial em defesa do ensino superior a distância, identificam-se os silêncios que o estruturam. De um lado, esse discurso ignora a dimensão ideológica da ciência e da técnica; de outro, desconsidera a complexidade da relação pedagógica. A ausência de ambos os temas, tão fundamentais, faculta a defesa da aplicação de tecnologias de comunicação e de informação no processo educativo sem que sejam investigadas as consequências deletérias de tal procedimento sobre a formação do educando. O texto destaca a educação concebida como formação e a contrapõe à semi ou pseudoformação, nos termos de filósofos da Escola de Frankfurt. A partir de um exame da natureza das atividades previstas em cursos a distância, questiona-se a própria existência de um professor e de um aluno nessa modalidade de ensino, bem como de uma relação entre eles que garanta a formação ético-política de um educando atento às relações de poder presentes nas instituições sociais, no conhecimento científico e no exercício profissional. Tal estado de coisas demanda pesquisa sobre os resultados alcançados pelos cursos a distância, sobretudo por aqueles que se destinam à formação de professores.

O tema da formação de professores: trajetórias e tendências do campo na pesquisa e na ação

PID: S1517-97022013000300004 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Cunha
Resumo O conhecimento dos movimentos epistemológicos, culturais e políticos que definiu, em uma perspectiva histórica, a compreensão do campo da formação de professores, pode ser uma significativa contribuição para a prática da formação. Entender esse processo na sua dimensão evolutiva favorece o entendimento da complexidade desse campo de conhecimento e as múltiplas influências que se estabelecem sobre ele. O objetivo deste trabalho, portanto, é mapear e estudar as tendências teórico-práticas que marcaram a compreensão da docência no Brasil, preferencialmente no período que se inicia na segunda metade do século XX. O trabalho reconhece sua condição aleatória e não pretende exclusividade a respeito do tema. A partir do mapeamento realizado, conclui-se que as diferentes tendências teórico-práticas para a docência tiveram significativos impactos nas pesquisas educacionais e essas, por sua vez, também exerceram um papel de protagonismo nas mudanças paradigmáticas que atingiram a formação de professores. Na medida em que o paradigma da racionalidade técnica foi dando lugar à compreensão do fenômeno educativo como produzido social e culturalmente, houve significativas mudanças nas formas de produzir conhecimento na área da educação. Todas as fases que marcam as tendências dos estudos a respeito da formação de professores produziram conceitos e se apresentaram como produtos e produtoras das ações formativas, influenciando e sendo influenciadas pelas políticas, legislações e culturas.

Os primeiros tempos da pesquisa em sociologia da educação na USP

PID: S1517-97022013000300003 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Beisiegel
O artigo fundamenta-se na participação do autor como aluno de graduação e pós-graduação no curso de Ciências Sociais da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (FFCL-USP). Considera também informações e experiências por ele acumuladas como pesquisador do Centro Regional de Pesquisas Educacionais (CRPE) de São Paulo (a partir de 1957) e como professor da disciplina Sociologia da Educação, após a criação da Faculdade de Educação no âmbito da reforma universitária de 1970. Situa a importância da visão de conjunto dos problemas colocados à disciplina no livro Sociologia educacional, concluído em 1940 por Fernando de Azevedo, e encontra em Florestan Fernandes e, especialmente, em Antonio Candido os pontos de partida para a investigação sistemática da educação sob uma perspectiva sociológica. Nesse sentido, o autor apresenta os primeiros trabalhos de Luiz Pereira, hoje clássicos na disciplina, como admiravelmente embasados nas orientações então encontradas em seus mestres Antonio Candido e Florestan Fernandes. Em seguida, examina a crescente ampliação do número de pesquisadores e das bases institucionais de promoção da pesquisa em sociologia da educação, ampliação esta que sugere amplo elenco de questões sobre a situação atual da investigação sociológica no campo da educação.

Política para uma educação bilíngue e inclusiva a alunos surdos no município de São Paulo

PID: S1517-97022013000100005 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Lacerda Albres Drago
O objetivo deste artigo é analisar a atual política para educação de alunos com surdez no município de São Paulo, já que tal política tem impacto na indução de ações no sentido de criar ou não melhores condições para a aprendizagem desse alunado. A educação de surdos é tema polêmico e resultados satisfatórios nem sempre são alcançados. A língua de sinais é a língua de constituição de sujeitos surdos e, quando assumida nos espaços educacionais, favorece um melhor desempenho desses sujeitos. Propostas de escolas de surdos e de educação inclusiva emergem e debatem o direito linguístico da pessoa surda, a abordagem metodológica e a atuação de profissionais bilíngues, além de demandarem políticas governamentais para sua implementação. No Brasil, a Lei nº 10.436, de 2002, e o Decreto nº 5.626, de 2005, tratam da língua brasileira de sinais (Libras) e da educação de surdos, indicando a necessidade de formação de futuros profissionais (professor bilíngue, instrutor surdo e intérprete de Libras) cientes da condição linguística diferenciada dos alunos surdos. Nessa perspectiva, destaca-se o caso do município de São Paulo, que conta com surdos inseridos em dois contextos educacionais distintos: escolas municipais de educação bilíngue (para alunos surdos) e escolas regulares (que recebem alunos ouvintes e surdos) regulamentadas pelo Decreto nº 52.785, de 2011, que cria escolas municipais de educação bilíngue para surdos (EMEBS) na rede municipal de ensino, e pela Portaria nº 5.707, também de 2011, que regulamenta o referido decreto.

Políticas de escolarização e governamentalidade nas tramas do capitalismo cognitivo: um diagnóstico preliminar

PID: S1517-97022013000300009 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Silva
O presente ensaio pretende constituir um diagnóstico preliminar das políticas de escolarização e governamentalidade produzidas nas tramas políticas e econômicas do estágio atual do desenvolvimento capitalista. Partindo de uma revisão dos modos de constituição das políticas de escolarização produzidas pelo estado moderno, interessa, desde uma inspiração nos estudos foucaultianos produzidos no final da década de 1970, caracterizar as diferentes estratégias reguladoras dos processos de escolarização em massa produzidos desde o século XVIII e diagnosticar os múltiplos deslocamentos nessas pautas políticas na contemporaneidade. A partir de uma leitura sociológica, apresentam-se algumas mudanças nos sentidos educacionais fabricados pela sociedade industrial, na direção de uma educação flexível e interativa. Entende-se que as condições do capitalismo cognitivo, tal como esse cenário tem sido nomeado pelos economistas neomarxistas italianos, sugerem um cenário no qual o conhecimento assume o lugar de vetor das inovações e das dinâmicas produtivas, desestabilizando o modelo da fábrica e imaterializando as relações de trabalho. As políticas de escolarização passam a ser movidas por tecnologias otimizadoras que privilegiam conduzir os sujeitos escolares a estágios elevados de desempenho, assim como propõem a qualificação de suas performances nas tramas do contemporâneo. Tal diagnóstico pode ser ponto de partida para ressignificarmos as pautas investigativas dos estudos críticos em educação.

Políticas de promoção de igualdade racial e programas de distribuição de livros didáticos

PID: S1517-97022013000100009 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2013
Autores: Silva Teixeira Pacifico
Neste artigo, analisamos a complexa relação entre políticas de promoção de igualdade racial e programas de distribuição de livros didáticos. O estudo ancora-se numa perspectiva crítica de educação que analisa livros didáticos e a literatura infanto-juvenil como artefatos de currículo. Discutimos a articulação entre movimentos sociais negros e aparelhos estatais e sua possível relação com mudanças nos editais do Programa Nacional do Livro Didático. Tais editais mantêm prescrições de caráter genérico e negativo, mas também contêm formulações propositivas e específicas, afirmando que os livros devem promover a valorização dos diferentes segmentos étnico-raciais da sociedade brasileira. Discutimos resultados de pesquisas sobre relações entre negros e brancos em livros didáticos de língua portuguesa, história, geografia e ciências. Os resultados são considerados preliminares e apontam mais para a permanência do que para mudanças nos discursos dos livros que hierarquizam brancos e negros, sendo mais notáveis as mudanças em livros de ciências. Analisamos, ainda, resultados de desenhos e entrevistas sobre a rememoração de imagens do negro em livros didáticos por estudantes negros de 5ª a 7ª série. Os discursos racistas constantes nos livros didáticos são percebidos pelos estudantes e causam constrangimento e mal-estar, ou seja, atuam como uma das formas de racismo institucional presentes nas escolas e podem ter parcela de participação nos resultados piores que o alunado negro aufere no ensino. Uma vez que as mudanças nos livros são tênues, os alunos negros clamaram por mudanças expressivas com veemência.
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