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Criatividade no contexto educacional: análise de publicações periódicas e trabalhos de pós-graduação na área da psicologia

PID: S1517-97022012000300014 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Silva Nakano
Atualmente, o número de estudos sobre criatividade desenvolvidos no contexto educacional vem-se ampliando, dada a constatação de sua importância tanto para os avanços almejados na educação, quanto para o desenvolvimento do estudante. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo investigar a produção científica sobre criatividade no contexto educacional dos últimos quinze anos (1995-2009), por meio da análise de publicações periódicas e trabalhos de pós-graduação na área da psicologia. Após consulta a quatro bancos de dados, 82 trabalhos foram analisados em relação ao ano de publicação, à região do país a que pertence o pesquisador, ao nível do trabalho, à temática abordada e ao tipo de pesquisa, de amostra e de instrumentos utilizados. Os resultados mostraram, de maneira geral, um crescimento no número de publicações a partir do ano 2000. A maior parte dos trabalhos vem sendo desenvolvida por pesquisadores das regiões Sudeste e Centro-Oeste; a maioria deles é de cunho empírico, com foco de investigação, em primeiro lugar, na população adulta e, em segundo, na população infantil, envolvendo principalmente professores de ensino fundamental e seus alunos. Dentre os instrumentos que têm sido empregados para avaliação da criatividade no contexto educacional destacam-se o Inventário de barreiras à criatividade pessoal, os Testes de Pensamento Criativo de Torrance e a Checklist de barreiras à promoção da criatividade em sala de aula. A análise demonstrou que, embora se possa notar um aumento no número de trabalhos desenvolvidos no ambiente escolar, lacunas ainda existem em relação a estudos que investiguem essa característica em amostras minoritárias (alunos com deficiência, alunos com altas habilidades, idosos em universidades de terceira idade, espaços não formais de aprendizagem).

Das materialidades da escola: o uniforme escolar

PID: S1517-97022012000300003 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Ribeiro Silva
Este texto dedica-se a situar o uniforme escolar como objeto histórico e como importante fonte do e no universo escolar. Para tanto, empreende-se uma revisão da literatura que aborda a temática e investe-se em uma reflexão que concebe esse artefato como uma das expressões da materialidade que dá contornos à forma escolar, tomando-o na perspectiva da cultura material. Alguns autores servem aqui de referência: Richard Bucaille, Jean-Marie Pesez e Ulpiano Bezerra de Meneses, nos estudos em que se dedicam à cultura material; Agustín Benito Escolano e Rosa Fátima de Souza, nos trabalhos em que voltam o olhar para cultura material escolar; Inês Dussel e Katiene Nogueira da Silva, autoras que abordam diretamente a questão dos uniformes escolares. Não menos importantes para efeitos deste artigo são os trabalhos que tratam do movimento higienista, particularmente aqueles levados a cabo por José Gondra. Os dados levantados e as reflexões efetuadas indiciam dois movimentos (ou tensões) nada desprezíveis. Por um lado, são evidentes as dificuldades encontradas para adoção dos uniformes escolares por todos os alunos, tanto por parte do Estado quanto por parte das famílias, devido ao fato de eles representarem um custo elevado, principalmente os calçados, artigos pouco utilizados pela maioria da população até, no mínimo, meados do século XX. Por outro lado, há indícios de que esse traje desempenhava uma função niveladora importante. Por meio dele, criava-se uma ideia de padronização e democratização do ensino, mesmo que em aparência, além de se dar visibilidade pública a uma instituição social cada vez mais importante: a escola.

Diálogo, agência e aprendizagem experiencial em acampamentos internacionais

PID: S1517-97022012000200010 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Baraldi
A aprendizagem experiencial pode ser concebida como um processo social de comunicação que demonstra agência, o que indica a construção autônoma de significados durante o processo social. Este artigo explora as condições sociais e os pressupostos culturais de aprendizagem experiencial, mostrando que ela pode ser melhorada por meio de uma forma de diálogo que potencializa a expressão pessoal de ideias e emoções dos participantes. Os significados específicos do diálogo empoderador são a promoção e a distribuição justa da participação ativa na interação (equidade), a demonstração de sensibilidade para os interesses e/ou necessidades dos interlocutores (empatia) e o tratamento de divergências e perspectivas alternativas como enriquecimentos em comunicação. Esses significados são explorados a partir da análise das transcrições das intera ções filmadas que foram coletadas em quatro acampamentos internacionais para adolescentes, coordenados por especialistas adultos. Em primeiro lugar, a an álise dos dados mostra as ações dialógicas desses adultos, ações estas que funcionam eficazmente para promover a aprendizagem experiencial: elogios, símbolos de reconhecimento, comportamento não verbal afetivo, continuadores, formulações, perguntas promocionais, convites diretos, sugestões. Em segundo lugar, a análise identifica os principais obstáculos para ao diálogo empoderador, que são as avaliações negativas dos adultos e as afirmações de posições hierárquicas junto aos adolescentes. Tra çam-se algumas considerações finais sobre as características do diálogo empoderador que pode empoderar a aprendizagem experiencial como agência nas interações.

Educação ao ar livre pela aventura: o aprendizado de valores morais em expedições à natureza

PID: S1517-97022012000200011 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Kunreuther Ferraz
A educação ao ar livre, por meio de cursos no formato expedição, ainda acontece de forma tímida no Brasil. Entende-se por expedição uma experiência educacional contínua, de múltiplos dias, em que alunos e instrutores aventuram-se em um trajeto em área remota da natureza de forma autossuficiente. O presente estudo analisa os cursos desse tipo. Por meio de entrevistas e questionários semiestruturados, investigou-se a aprendizagem dos alunos segundo suas próprias percepções e as dos educadores da instituição, com ênfase no desenvolvimento moral do indivíduo. Como parte do estudo de caso sobre um aluno adolescente participante de um dos cursos, entrevistou-se também uma psicóloga que coordena um abrigo para menores. Os resultados encontrados indicam que os cursos de educação ao ar livre caracterizam-se por experiências que estimulam trabalhos em grupo, debates sobre justiça e solidariedade, e reflexões sobre valores e princípios como coragem, esforço pessoal, disciplina, respeito e superação de limites. Os resultados também indicam que tal proposta educacional aufere experiências sensíveis e de conexão do ser humano com a natureza. Muito embora haja potencial educacional para a educação ao ar livre, a atuação do educador perante seus alunos é fundamental para que as experiências sejam física e psicologicamente seguras, alcancem seus potenciais pedagógicos de desenvolvimento da moralidade e ajudem as pessoas a desenvolverem uma consciência ambiental, manifestada por meio de ações concretas ao retornarem dos cursos para suas comunidades.

Educação moral: o aprender e o ensinar sobre justiça na escola

PID: S1517-97022012000200012 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Müller Alencar
A educação moral é um tema importante do ponto de vista da área da moralidade, visto que aprender e ensinar valores morais estão entre as ações que promovem a humanização do homem, tanto no sentido moral (respondendo à pergunta como devo viver?), quanto no sentido ético (em resposta à questão que vida quero viver?). A educação moral pode acontecer em diferentes contextos sociais. A presente pesquisa enfoca a escola. Além disso, a referida educação envolve diversos temas morais. O objetivo deste estudo foi investigar como aprenderam aqueles que ensinam, e como ensinam aqueles que aprenderam o valor moral da justiça. Para isso, entrevistamos vinte professoras do 6º ao 9º ano do ensino fundamental de cinco diferentes escolas particulares do município de Vitória, Espírito Santo, buscando identificar como elas julgam ter aprendido sobre justiça durante sua vida escolar e como julgam que ensinam esse valor moral em suas práticas pedagógicas. Nossa proposta incluiu, ainda, averiguar se houve mudanças nas práticas mencionadas e, em caso afirmativo, analisar tais transformações. Os resultados demonstraram que a maioria das professoras relata que aprendeu sobre o valor moral da justiça por meio de ações impositivas. A forma pela qual elas julgam que ensinam esse valor manifesta-se em exemplos em que a imposição ainda está presente, mesmo que esteja relacionada a conversas, revelando que as professoras ensinam do modo como aprenderam. Esses dados podem contribuir para a intervenção na prática pedagógica de tais profissionais e para o aprimoramento de sua formação, possibilitando a ruptura do círculo vicioso de aprender e ensinar por meio da imposição.

Ensino por problemas: uma abordagem para o desenvolvimento do aluno

PID: S1517-97022012000200009 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Freitas
O ensino por meio de problemas tem sido caracterizado, no Brasil, como proposta inovadora, geralmente aparecendo em duas abordagens: aprendizagem baseada em problemas e metodologia da problematização. Tais abordagens apresentam-se como metodologias que superam o ensino tradicional, com a clara intenção de propiciar a aprendizagem ativa do aluno. Ambas contribuem, de fato, para tornar o aluno mais ativo na aprendizagem, mas também apresentam algumas insuficiências. Neste texto, são discutidas essas insuficiências e apresentada uma abordagem situada na perspectiva da teoria histórico-cultural: a teoria do ensino desenvolvimental. Tal teoria também valoriza o ensino por problemas, avançando nos seguintes aspectos: explicação teórica e metodológica da atividade de aprendizagem numa perspectiva histórico-cultural; explicação da formação de conceitos como processo de mudança qualitativa do pensamento do aluno e de sua capacidade para estabelecer novas relações com o conhecimento associado a ações transformadoras. Argumenta-se que essa abordagem histórico-cultural é mais promissora, uma vez que realça a formação do pensamento teórico-científico do aluno como fator de desenvolvimento de suas capacidades intelectuais, de sua atividade pensante. Além disso, propõe-se um sistema de ações de aprendizagem que ajudam o aluno a formar um método de pensamento baseado na compreensão do objeto de conhecimento em sua gênese e movimento de transformação. Na conclusão, destaca-se que essa abordagem histórico-cultural pode potencializar os efeitos do ensino no desenvolvimento do aluno e conferir mais qualidade à aprendizagem, sendo útil nos diversos níveis de ensino.

Entre percursos, fontes e sujeitos: pesquisa em educação e uso da história oral

PID: S1517-97022012000100014 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Esquinsani
Este artigo tece considerações acerca da história oral, apresentando reflexões sobre a posição do sujeito como colaborador em pesquisas e alguns desdobramentos dessa posição singular. Como aporte ilustrativo, parte-se de um estudo já concluído, o qual remete às disputas políticas e religiosas que precederam a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 4.024, de 1961. Na construção do estudo, a história oral foi utilizada como metodologia comprometida com o resgate da informação e da própria constituição dos sujeitos colaboradores, a partir de seu lugar social e de suas relações e reações diante do fato narrado. Centrando as reflexões em torno da posição do sujeito como fonte de pesquisa - sem discutir ou aprofundar o episódio mencionado -, o artigo considera que reconstruir a memória daquele período também significou revigorar caricaturas, contradições e conflitos presentes nas interpretações particulares de cada um dos colaboradores. São apresentados, ainda, excertos das narrativas utilizadas na pesquisa empírica, os quais demonstram que a descrição dos fatos pelos sujeitos partícipes da pesquisa não perdeu seu estatuto de apreensão pessoal, constituindo-se como uma representação do grupo social a que tais sujeitos acreditavam pertencer. Como conclusão, sugere-se que a apreensão da memória é sempre uma tarefa de referência: naquele momento e sob aquelas condições, a narrativa possibilitou aquelas nuanças.

Evolução da escolaridade esperada no Brasil ao longo do século XX

PID: S1517-97022012000100013 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Helene
Este trabalho apresenta dois procedimentos para calcular o número de anos de escolaridade fornecidos pelo sistema educacional brasileiro. Um dos procedimentos é baseado nas taxas de conclusão dos ensinos fundamental, médio e superior. Tal procedimento, que depende do conhecimento da população nas várias faixas etárias e do número de concluintes de cada um dos níveis educacionais, foi utilizado para as estimativas no período posterior a 1962. O outro procedimento é baseado no número de anos de estudo declarado pela população adulta, tal como divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foi utilizado para estimar o número de anos fornecidos pelo sistema educacional em períodos mais remotos. O bom acordo entre os resultados obtidos com os dois métodos no período entre 1962 e 1999 demonstra que eles são consistentes. A combinação dos dois procedimentos fornece resultados para um período de cerca de 90 anos, iniciando-se em meados da década de 1920. As incertezas dos resultados, estimadas a partir tanto das flutuações dos dados utilizados, quanto das aproximações numéricas que foram feitas, são da ordem de 3%. Alguns detalhes dos cálculos são apresentados ao final, nos apêndices. As variações no número de anos de escolaridade, quando maiores do que as incertezas estimadas, estão associadas a eventos políticos, sociais ou educacionais que marcaram o período analisado.

Experiência escolar de jovens/alunos do ensino médio: os sentidos atribuídos à escola e aos estudos

PID: S1517-97022012000300007 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Reis
O artigo apresenta resultados de uma pesquisa sobre a experiência escolar de jovens/alunos em uma escola pública de ensino médio de São Paulo. Visou-se investigar principalmente as relações desses jovens com os saberes propiciados pela instituição escolar e suas interpretações sobre o trabalho realizado para a apropriação desses saberes. Os estudantes são analisados como jovens, partindo-se do pressuposto de que levam para a escola seus saberes, suas experiências; e como alunos, devido ao fato de estarem na escola para ampliarem seus repertórios culturais a partir de um trabalho específico. A metodologia utilizada é a abordagem local, a qual, de acordo com Agnès Van Zanten, pressupõe o intercruzamento de dados procedentes de métodos próprios à abordagem etnográfica. Os instrumentos de pesquisa são os inventários de saber e as entrevistas, além de outros utilizados na pesquisa-ação em que o estudo está inserido: questionário sobre o clima escolar, discussões com grupos de jovens, observações em sala de aula. Conclui-se que os jovens/alunos iniciam o ensino médio com uma imagem positiva da escola, mas que, apesar disso, a experiência escolar não possibilita a compreensão de aspectos específicos da apropriação dos saberes. Identificam-se, ainda, problemas em relação às regras de sociabilidade construídas na escola, sendo que os modos como vivenciam tais desafios não são homogêneos: para alguns, o dispêndio de energia ocorre porque querem ser reconhecidos pelos colegas; para outros, o maior desafio é transpor as dificuldades nos estudos. De qualquer modo, tais jovens buscam atribuir sentido para essa etapa de escolarização. As questões levantadas apontam a importância do trabalho educativo a ser viabilizado no ensino médio.

Faculdades da alma e suas implicações para a educação: saberes divulgados no século XIX

PID: S1517-97022012000100007 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Assis Martins
Este artigo descreve resultados de uma pesquisa que buscou investigar como o tema das faculdades da alma e de suas implicações no desenvolvimento humano e na educação da pessoa foi divulgado, ao final do século XIX, pela imprensa periódica. Esperando contribuir para a história da psicologia e da educação, o artigo apresenta a análise de escritos sobre educação moral e educação estética de uma Secção Scientífica ou Pedagógica assinada por José Miguel de Siqueira e publicada no jornal O Baependyano (1877-1889). Inicialmente, são feitas breves descrições do periódico e de sua posição na conjuntura da época, bem como do lugar em que foi publicado. Em seguida, tratamos da definição de pedagogia apresentada pelo jornal, levando em consideração as apropriações de autores estrangeiros comumente presentes no campo da educação. A pedagogia considerada moderna é definida em tais escritos como a expansão e o desenvolvimento das forças animais, racionais e morais do ser humano; sua finalidade seria a formação do homem social pronto para o trabalho e para o serviço da sociedade e do Estado. Partindo dessa discussão, abordamos as concepções de educação espontânea, educação regular e instrução contidas no periódico. A educação é entendida como a unidade entre cultura e instrução, sendo a cultura a principal responsável pelo direcionamento das faculdades da alma e pela formação moral; a instrução, por sua vez, é tomada como aquisição de conhecimentos, mas também desempenha um papel importante na formação de hábitos e costumes.

Gênero e culturas infantis: os clubinhos da escola e as trocinhas do Bom Retiro

PID: S1517-97022012000100005 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Cruz
Este estudo trata de gênero e culturas infantis, entrecruzando os clubinhos das séries iniciais, analisados em pesquisa feita em uma escola do bairro de Pinheiros, São Paulo, em 2001, e as trocinhas do Bom Retiro, estudadas por Florestan Fernandes em 1942. Na busca de aspectos microestruturais e do efeito dessas interações na construção de diferentes significados de gênero, emergiram questões como: em que medida tais agrupamentos conseguiam estabelecer espaços de autonomia perante o mundo adulto?; elaboravam relações de gênero próprias de uma cultura infantil?; quais eram os pontos centrais sobre os quais se desenrolava a trama das relações de gênero em cada tempo e lugar? A partir da etnografia, foram produzidos 28 registros de campo do recreio de 1ª a 4ª série. Apenas nas 3as e 4as séries assistiu-se a quarenta aulas de cinquenta minutos (de educação artística e educação física), e foram entrevistados 29 meninos e 26 meninas. Ora segregadores ora agregadores, observou-se que os clubinhos (mistos ou de mesmo sexo) eram o modo como as crianças geriam suas relações, fosse para permitir grupos mistos sem conflito, fosse para manter o distanciamento entre os sexos de modo pacífico. Este estudo contribui para trazer à tona um pouco das culturas infantis em seu protagonismo relacionado ao gênero e possibilita a caracterização da escola como espaço contraditório, que pode desenvolver ações de suporte às crianças para ampliação de suas experiências.

Investigación en la práctica docente universitaria: obstáculos epistemológicos y alternativas desde la Didáctica General Constructivista

PID: S1517-97022012000400007 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Tovar-Gálvez García Contreras
El artículo se estructura señalando la docencia universitaria como un amplio campo de investigación y definiendo la práctica docente como objeto de estudio. De esta manera, emerge el problema teórico y metodológico de qué y cómo observar la dimensión didáctica en la práctica docente, frente a lo cual se hace una discusión en torno a la Didáctica General como derivada de las Teorías del Aprendizaje y las Didácticas Específicas fundamentadas en la especificidad epistemológica de cada disciplina. Frente a la dificultad de encontrar didácticas específicas de todas las disciplinas que pueden hacer parte de la formación de diferentes profesionales, las cuales estén argumentadas filosófica, epistemológica, teórica y metodológicamente, se propone optar la Didáctica General Constructivista como alternativa teórica y metodológica que fundamente la investigación sobre lo didáctico de la práctica docente. El artículo continúa con una revisión amplia sobre los paradigmas Positivista y Constructivista y las didácticas que desde cada uno se sustentan, para cerrar proponiendo los elementos y procesos que caracterizan la Didáctica General Constructivista.

La percepción social hacia las personas con síndrome de Down: la escala EPSD-1

PID: S1517-97022012000400011 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Molina Saorín Nunes Corredeira Vallejo Ruiz
En esta investigación, financiada por varias entidades, hemos diseñado un instrumento que permite conocer la percepción que tienen los estudiantes universitarios de Educación Física sobre las personas con síndrome de Down. Al instrumento lo hemos denominado escala de Pecepción Social hacia las personas con síndrome de Down EPSD-1, y en su diseño se recogen importantes variables psicosociales, al tiempo que se busca dar cuenta de sus propiedades para aplicarla a otros contextos. Tras un análisis factorial, ofrecemos diez grandes factores que abordan temas como la exclusión social de las personas con síndrome de Down, su autonomía e independencia, sus relaciones afectivo-sexuales, su aceptación social y educativa, su integración, la actitud familiar, la formación docente y el proteccionismo social hacia estas personas. La muestra inicial la componen 1.796 participantes y los resultados indican que se trata de un instrumento fiable y válido para su aplicación. Esta escala resulta de gran utilidad en el ámbito de las Ciencias Sociales, ofreciendo una relación latente con respecto a la formación inicial que, desde la universidad, se ofrece a los estudiantes universitarios. Mediante una metodología cuantitativa, los resultados muestran que sus propiedades psicométricas son altamente satisfactorias, motivo por el cual sugerimos realizar nuevos estudios longitudinales y transversales a partir de su uso aplicado a diferentes poblaciones, con objeto de profundizar sobre la percepción social hacia las personas con síndrome de Down, aportando datos sobre la tendencia y evolución al respecto en los últimos años.

Las actividades en la naturaleza en la formación inicial docente: un acercamiento desde los sentidos

PID: S1517-97022012000300009 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Castillo Retamal Almonacid Fierro
El artículo que a continuación se presenta es el resultado de un trabajo de investigación relacionado con el sentido que otorgan los estudiantes de educación física a las actividades en contacto con la naturaleza. En el estudio emerge con nitidez que el currículo escolar del subsector carece de espacios para el desarrollo y despliegue de este núcleo temático. Por otro lado, permite visualizar la pertinencia del modelo curricular de educación física como disciplina, entendiendo que este enfoque paradigmático sobrepasa la perspectiva mecanicista, dualista e instrumental asignada tradicionalmente a este sector de aprendizaje, para centrar su mirada en la resignificación que emerge de las concepciones y vivencias de los sujetos en proceso de formación inicial. En consecuencia, el propósito central es comprender cómo los futuros profesores otorgan sentido y significado a la relación que establecen con el medio natural, toda vez que entienden la generación de un vínculo eminentemente complejo, que configura el ser humano a partir de la biogeoestructura de los espacios naturales, la relación hombre naturaleza y la propia historicidad del sujeto. Por otro lado, esta investigación se enmarca en el paradigma interpretativo y la metodología cualitativa, toda vez que lo central es comprender las nociones de sentido de profesores de educación física en formación, en el marco de las actividades en el medio natural.

Las instituciones educativas y la comunidad frente al maltrato infantil: una experiencia de investigación acción participativa

PID: S1517-97022012000100006 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Mieles Barrera Gaitán Espitia Cepeda Gaitán
La investigación "Diagnóstico del Maltrato Infantil en la Comuna 8 del Distrito de Santa Marta", financiada por el Fondo Patrimonial para el Desarrollo de la Investigación de la Universidad del Magdalena (Santa Marta, Colombia) y desarrollada por el Grupo de Investigación en Educación Infantil, caracteriza las formas de maltrato infantil (MI) más frecuentes en esta zona de la ciudad y describe el papel de las instituciones educativas y la comunidad frente a esta problemática. La metodología Investigación-Acción-Participativa (IAP) permitió movilizar la sociedad civil, instituciones educativas y organizaciones gubernamentales para trabajar en el diagnóstico y prevención. Se encontraron todas las formas de maltrato caracterizadas y los principales maltratadores se reconocieron como pertenecientes al grupo familiar. Se identificaron factores protectores en las familias, la comunidad y el Estado. La extrema pobreza y el bajo nivel educativo propician el maltrato y originan condiciones de vida injustas para la infancia, violación de sus derechos y grave daño en su desarrollo integral. Se recomienda: i) Desarrollar estrategias de formación y prevención con las familias y la comunidad para disminuir la violencia intrafamiliar y escolar; ii) que las instituciones educativas intervengan con una activa función preventiva; iii) organizar programas de apoyo social, económico y psicológico, que mejoren la calidad de vida de las familias y contribuyan a la protección de la infancia, con apoyo de universidades, organismos oficiales e institucionales, iv) difundir ampliamente los resultados visualizando la preocupante presencia del maltrato infantil y concientizando sobre su prevención.

Levantamento de pesquisas sobre cultura escolar no Brasil

PID: S1517-97022012000300002 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Knoblauch Ratto Oliveira Ferreira
A presente pesquisa procurou examinar o modo como a noção de cultura escolar vem sendo apropriada pelas pesquisas que tomam a escola brasileira como objeto de estudo, especialmente no que se refere às investigações sobre o ensino fundamental. Para isso, realizou-se um levantamento da produção discente dos programas de pós-graduação stricto sensu entre os anos de 1987 e 2007, conforme registro do Banco de Teses da Capes. Por meio desse balanço, foram selecionados 361 resumos de dissertações e teses que faziam referência ao termo cultura escolar. Em seguida, procedeu-se à elaboração de um instrumento que permitiu o exame de variáveis que puderam expressar as características de tal produção. A análise desses vinte anos de produção indica uma tendência de aumento dos estudos sobre cultura escolar ao longo dos anos, bem como uma concentração dessas pesquisas no eixo Sul-Sudeste do país. Além disso, foi constatada dispersão na orientação das pesquisas, havendo algum esforço de concentração apenas em poucos programas ou em alguns orientadores. Outra constatação refere-se à alta representatividade dos estudos relativos ao ensino fundamental, sobretudo aqueles que tratam de formação de professores, organização escolar por meio de ciclos, gestão escolar, política educacional, currículo e metodologias de ensino. Por fim, é possível concluir que a noção de cultura escolar tem sido significativa para a compreensão do ensino fundamental.

Motivação de alunos do ensino fundamental: relações entre rendimento acadêmico, autoconceito, atribuições de causalidade e metas de realização

PID: S1517-97022012000400012 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Zambon Rose
Este estudo insere-se no âmbito da pesquisa que aborda a influência exercida por construtos motivacionais de natureza cognitiva - tais como crenças, metas e valores dos estudantes - sobre a motivação e o rendimento acadêmico. Procurou-se identificar as relações entre níveis baixo, médio e alto de rendimento na disciplina de português e o autoconceito, as atribuições de causalidade para sucesso e fracasso e as metas de realização apresentadas por estudantes do ensino fundamental. Um grupo de 159 alunos de 6ª e 7ª séries responderam a três instrumentos específicos para avaliação dos construtos motivacionais. Foram encontradas diferenças significativas quanto ao autoconceito, às atribuições e às metas apresentadas pelos os alunos com alto rendimento e os resultados demonstrados por alunos com baixo e médio rendimento, sendo que os alunos com alto rendimento apresentaram autoconceito em leitura e escrita mais elevado, atribuíram mais o sucesso à capacidade e ao esforço e tiveram maior tendência à adoção da meta aprender do que os alunos com notas médias e baixas. Discutem-se os resultados como indicadores da qualidade da motivação dos estudantes e do engajamento motivacional, bem como a importância da influência do contexto de sala de aula para a compreensão e a promoção da motivação dos estudantes.

Nacionalismo territorialista en textos escolares: representaciones de la Patagonia en la dictadura militar argentina (1966-1983)

PID: S1517-97022012000100011 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Jaramillo
Los textos escolares desde hace tiempo se han constituido en una de las fuentes primarias para el campo de la Historia de la Educación en tanto son instrumentos de socialización formal básica. Sea considerado registro escrito editorial, herramienta didáctica o registro de memoria escolar, los textos escolares instituyen - y, en ocasiones, eternizan - concepciones e intereses reflejados en sus contenidos "oficiales". Investigaciones recientes en la búsqueda de la realidad escolar han enfatizado la importancia de los mismos en la construcción de las identidades nacionales, pero también de las identidades de grupos socio-culturales, socio-étnicos y regionales. Este artículo, a partir de una indagación historiográfica sobre libros de lectura, intenta reconstruir las diferentes tramas discursivas textuales e iconográficas en que ha sido representada la Patagonia durante los periodos dictatoriales argentinos 1966-1973 y 1976-1983, en escuelas primarias de Río Negro y Neuquén. En principio, puede advertirse un conjunto de relatos de la Patagonia y sus habitantes sobre la base de tres núcleos de sentido: el de territorio indígena, desierto e inculto; el de promisión para el progreso y el turismo; y el de soberanía nacional. A través de sus argumentos daremos cuenta que los libros escolares de edición nacional con rasgos eminentemente políticos pero también étnicos y raciales fueron medios de formación y, sobre todo, dispositivos que coadyuvaron a la conformación de una línea ideológica, política y pedagógica propia del nacionalismo católico militar.

Noemy Rudolfer e a organização da escola e do mundo do trabalho nos anos 1920 e 1930

PID: S1517-97022012000200014 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Moraes
Os anos 1920 e 1930 são importantes para compreendermos e percebermos a organização do Estado e das relações entre capital e trabalho, bem como a construção de um pensamento educacional liberal. Na época, a educação despontava como uma preocupação das elites e dos governantes, seja nas discussões ocorridas no âmbito da Associação Brasileira de Educação (ABE), seja por meio das reformas educacionais dos Estados. A psicologia que se buscava consolidar no campo científico apresentava propostas para o campo da educação e do trabalho com a orientação e a formação dos futuros dirigentes e dirigidos. Foi nesse campo que Noemy Rudolfer teve relevante destaque ao pensar e agir em defesa da psicologia educacional e de suas variantes destinadas ao ambiente escolar, como a orientação profissional. Em ambos os domínios, ela pretendia colocar o homem certo no lugar certo. A ampliação do controle na esfera do trabalho e na escolha das carreiras no campo educacional objetivava instaurar a psicologia como ciência que habilmente evitaria os conflitos sociais. Rudolfer contribuiu para isso ao fortalecer e ampliar o campo a partir de sua atuação na divulgação e na aplicação da psicologia educacional e da orientação profissional no país, configurando uma modernização conservadora. A partir de sua produção e de sua trajetória, buscamos desvelar a colaboração de Rudolfer para a construção de tal pensamento no Brasil dos anos 1920/1930, quando se assumia um discurso modernizador.

O campo de pesquisa em etnomodelagem: as abordagens êmica, ética e dialética

PID: S1517-97022012000400006 | Periódico: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Ano: 2012
Autores: Rosa Orey
Neste artigo, oferecemos um conceito alternativo de pesquisa por meio da aquisição dos conhecimentos êmico e ético para a implementação da etnomodelagem, que tem o objetivo de conectar os aspectos culturais da matemática com os seus aspectos acadêmicos. Nessa perspectiva, a utilização das abordagens êmica e ética facilita a tradução de situações-problema presentes nos sistemas, retirados da realidade de grupos culturais distintos, para a matemática acadêmica. O conhecimento êmico é essencial para a compreensão intuitiva e empática das práticas matemáticas desenvolvidas por determinado grupo cultural, enquanto o conhecimento ético é essencial para a comparação entre essas práticas. Discutimos também a abordagem dialética para a pesquisa em etnomodelagem, que utiliza ambos os conhecimentos êmico e ético por meio de um processo dialógico, auxiliando uma compreensão mais completa sobre o conhecimento das práticas matemáticas desenvolvidas pelos membros de distintos grupos culturais. Nesse sentido, o conhecimento êmico é uma valiosa fonte de inspiração para a elaboração de hipóteses éticas. Em tal contexto dialético, um currículo matemático baseado na perspectiva da etnomodelagem favorece o desenvolvimento da geração do conhecimento matemático para garantir a integração equilibrada do domínio efetivo dos objetivos educacionais, que são essenciais para o reconhecimento e a utilização do conhecimento êmico dos alunos.
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