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Estimulação da recordação e autorregulação da aprendizagem no estágio docente

PID: S1519-39932018000300349 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2018
Autores: Frison Avila Simão
Resumo A autorregulação refere-se ao grau em que os indivíduos apelam a seus conhecimentos e competências metacognitivas, motivacionais e comportamentais, para atingir um nível adequado de domínio sobre sua aprendizagem, de acordo com o contexto educativo em que estão inseridos e com os objetivos pretendidos. Este artigo busca evidenciar processos de autorregulação da aprendizagem mobilizados por estagiários de Educação Física. O estudo recorreu à estimulação da recordação como instrumento potencializador dos processos e estratégias de autorregulação, e, também, à pesquisa-ação, na medida em que esta possibilita analisar a própria prática pedagógica. Foram identificados problemas e soluções, desencadeando uma ação autorregulada perante a atuação docente. O estudo foi realizado em 2014, com 11 universitários do 7º e 8º semestres, em fase de estágio curricular supervisionado. A partir da análise dos dados, três categorias foram evidenciadas: planejamento, procura por ajuda e autoavaliação. Constatou-se que os estagiários demonstraram conhecer a importância do planejamento, desenvolvendo significativamente a autonomia no exercício das práticas pedagógicas e refletindo sobre elas, o que lhes permitiu a tomada de consciência dos percursos de aprendizagem. Discutem-se implicações, contribuições e potencialidades para o desenvolvimento da formação inicial de professores.

Formação de professores e profissionais de saúde para a promoção da autorregulação em saúde na infância

PID: S1519-39932018000300425 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2018
Autores: Magalhães Schneider Bauer Strack Souza Rosário Mattos
Resumo Aborda-se a temática da autorregulação da apren-dizagem, no contexto da promoção do autocuidado em saúde. Trata-se de um estudo qualitativo. A pesquisa teve por objetivos: (a) realizar um programa de formação, com profissionais da Atenção Básica participantes do Programa Saúde na Escola e com professores de escolas de Educação Básica no Sul do Brasil, sobre a temática autocuidado em saúde; (b) acompanhar a intervenção em autorregulação em saúde, conduzida pelos professores e profissionais de saúde participantes da formação, junto a alunos do 5º ano, adotando-se como referencial a autorregulação da aprendizagem. Participaram do estudo 35 profissionais: dentistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, professores, supervisora, orientadoras educacionais e uma vice-diretora. O estudo desenvolveu-se em duas fases: (1) formação de professores e profissionais de saúde com vistas à promoção da autorregulação da saúde nos domínios de alimentação saudável e saúde bucal em escolares; (2) intervenção para a promoção da autorregulação em saúde, junto a alunos do 5º ano da Educação Básica, conduzida pelos professores e profissionais que realizaram a formação. Ambas as etapas estão descritas neste estudo. Os profissionais de ensino e de saúde envolvidos na formação e no desenvolvimento da intervenção engajaram-se no propósito de se tornarem autorreguladores e modeladores de práticas cotidianas na escola. Isso os subsidiou para o uso de metodologias que proporcionaram o aprender a aprender e o uso de estratégias autorregulatórias em sala de aula. As crianças participantes desse estudo mostraram-se capazes de planejar, executar e avaliar em outras situações do cotidiano, organizando objetivos coerentes com as atividades e desenvolvendo a competência de transpor para outros domínios as aprendizagens sobre os processos de autorregulação. O estudo mostra-se promissor para pensar a autorregulação no domínio da saúde e na formação de educadores, em especial na infância.

Gestão da internacionalização da Educação Superior: desafi os para o desenvolvimento do estudante global

PID: S1519-39932018000200273 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2018
Autores: Miranda Fossatti
Resumo Por não ter uma clara política pública para a internacionalização da Educação Superior, o Brasil não oferece parâmetros às Instituições de Educação Superior para constituírem currículos que atentem, particularmente, às exigências de formação do estudante em tempos de globalização. O apelo para formar um aluno global, internacional, expõe a necessidade de que ele seja crítico ante suas experiências de interconectividade. Ao mesmo tempo, aqueles responsáveis por suas disciplinas devem ter a capacidade de desenvolver, nesse aluno, o reconhecimento de suas próprias relações globais a partir das tensões existentes no mundo e suas desigualdades. O objetivo deste artigo é expor, de forma crítica, a fragilidade da gestão pedagógica implementada pelas Instituições de Educação Superior brasileiras para o desenvolvimento dos alunos em uma sociedade global. Os dados aqui trabalhados decorrem de uma pesquisa bibliográfica e documental com relação ao tema da gestão da internacionalização do Ensino Superior brasileiro. Da mesma forma, contemplam diário de campo e as vivências dos autores enquanto gestores em suas Universidades. Os resultados apontam para a necessidade de tomada de decisão sobre formação de talentos para o futuro do Brasil; uma agenda de cooperação internacional em matéria de transferência de conhecimento; a contribuição nacional aos desafios mundiais; e a vinculação das atividades de internacionalização das agendas regionais.

Humanização e docência crítica: a arte como mediação na formação inicial docente

PID: S1519-39932018000200175 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2018
Autores: Venancio Souza
Resumo Este artigo apresenta uma pesquisa de doutoramento de caráter interventivo. Adota-se o aporte teórico-metodológico da psicologia histórico-cultural como objetivo de investigar se atividades cujas bases incluem a ética e a estética ampliam a visão dos estudantes sobre a dimensão humanizadora da docência e conduzem à docência crítica. Participaram 30 alunas do quinto semestre do curso de Pedagogia em faculdade privada no interior de São Paulo. Recorreu-se às materialidades artísticas mediadoras como instrumento psicológico promotor dereflexões críticas. Os dados foram obtidos em quatro situações interventivas por meio de desenhos e textos produzidos pelas participantes. Registrou-se em Diário de Campo as observações das situações que envolveram o uso das materialidades. A leitura do material e dos Diários de Campo resultou em informações agrupadas em núcleos de significação, possibilitando a aproximação dos sentidos sobre a docência e o trabalho docente, configurados pelas participantes. A pesquisa revelou a prevalência da afetividade no modo de conceber a docência; que a docência ainda é vista como missão, acolhendo a dor e atenuando a exclusão social. Evidenciou a apropriação sem reflexões críticas do discurso oficial da educação para justificar a importância da educação escolar e valorizar a escolha da docência.

O IDEB e as prioridades no planejamento educacional: ações para qual qualidade?

PID: S1519-39932018000100054 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2018
Autores: Schneider Nardi
Resumo O texto tensiona duas importantes peças das atuais políticas governamentais para a melhoria da qualidade educacional em municípios brasileiros: o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e o Plano de Ações Articuladas. Tem por objetivo verificar em que medida os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, obtidos por escolas públicas de redes municipais de ensino, servem de orientação para o planejamento de ações destinadas à melhoria da qualidade na educação básica. Toma como instrumento de recolha de dados o Plano de Ações Articuladas de onze municípios do estado de Santa Catarina, para o quadriênio 2011– 2014. Com base em estudo documental, delimita correlações entre dimensões e áreas consideradas prioritárias, ações eleitas por gestões municipais visando ao atendimento de prioridades e os resultados obtidos em avaliações do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Evidencia tendência, nos municípios amostrados, a uma concepção de qualidade educativa reduzida às condições de melhoria da infraestrutura física e de ampliação dos recursos pedagógicos das escolas das respectivas redes, manifestada pela (falta de) correlação entre dimensões e áreas prioritárias e ações eleitas por gestões municipais para assegurar resultados intermediários do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.

Origem da vida na perspectiva de estudantes: relações entre conhecimento social e desenvolvimento cognitivo

PID: S1519-39932018000100079 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2018
Autores: Mano Saravali
Resumo Fundamentado na teoria piagetiana, o artigo apresenta dados parciais de um estudo que investigou a relação entre a construção do conhecimento social e o desenvolvimento cognitivo. A noção social pesquisada foi a origem da vida, um conteúdo trabalhado em aulas da disciplina de Ciências no ensino fundamental II. Recorre-se à entrevista clínica para avaliar as ideias que os participantes possuem sobre o assunto, bem como à aplicação da prova operatória da flutuação dos corpos, na intenção de observar o desenvolvimento cognitivo dos sujeitos. Participaram do estudo 60 escolares entre 10 e 16 anos, em recortes etários de 10, 12, 14 e 16 anos, cada qual com 15 participantes, todos eles matriculados em escolas públicas estaduais de uma cidade do interior do estado de São Paulo. Os resultados indicaram que existe um progresso na construção do conhecimento social referente à origem da vida, conforme as idades avançam, mas grande parte dos estudantes apresentou interpretações bastante rudimentares sobre essa noção social. Observou-se também que poucos participantes atingiram o nível das operações formais, na prova estudada. A análise quantitativa demonstrou que houve uma relação altamente significativa entre a construção do conhecimento social e o desenvolvimento cognitivo. O artigo discute ainda as implicações pedagógicas decorrentes, sobretudo a necessidade de proposições metodológicas que respeitem os processos de construção de conhecimentos.

Para uma compreensão das relações entre avaliação, ética e política pública

PID: S1519-39932018000100019 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2018
Autores: Fernandes
Resumo O principal propósito deste artigo é contribuir para discernir e compreender relações entre Avaliação, Ética e Política Pública, como forma de suscitar reflexões sobre questões teóricas e práticas inerentes a qualquer processo de avaliação. Nesse sentido, além de se discutirem perspectivas constantes na literatura acerca de cada um daqueles três conceitos, analisam-se as relações entre eles e faz-se uma sistematização do que se considerou ser mais relevante na discussão desenvolvida ao longo do artigo. Conclui-se que as reflexões teóricas são um contributo indispensável para que as relações entre a avaliação, a política pública e a ética possam ser mais transparentes e, consequentemente, para que a avaliação possa, cada vez mais, ser um poderoso processo a serviço da melhoria e transformação das pessoas, das instituições e das sociedades. Desse modo, está-se a trabalhar para vir a ter políticas públicas mais éticas, mais orientadas para o bem público e para a construção de uma democracia empenhada nas questões sociais e no bem-estar responsável dos cidadãos.

Políticas de responsabilização: equívocos semânticos ou ambiguidades político-ideológicas?

PID: S1519-39932018000100008 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2018
Autores: Afonso
Resumo A partir de uma breve revisão da literatura, o autor considera que existem alguns equívocos e ambiguidades em muitas das análises disponíveis sobre as chamadas políticas de responsabilização. Esses equívocos e ambiguidades resultam, em grande medida, da tradução redutora e simplista da palavra accountability e, simultaneamente, da não problematização ou da naturalização da palavra responsabilização. Como antídoto metodológico, este estudo propõe uma maior clarificação dos termos usados nos trabalhos de pesquisa, de modo a densificar as análises críticas relativas às políticas educacionais, principalmente as que dizem respeito à avaliação. O pressuposto é o de que o rigor teórico-conceptual é (também) uma forma de resistência às incursões de simplificação neoliberal.

Por quais motivações estudantes escolhem a carreira profi ssional?

PID: S1519-39932018000200155 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2018
Autores: Ribeiro Silva Braga Malta
Resumo A carreira profissional tem sido um dilema para muitos estudantes na atualidade. O estudo constituiu-se como uma pesquisa exploratória, de natureza qualitativa, por meio da qual foi aplicado um questionário em duzentos e vinte e quatro estudantes das áreas de educação, engenharias e saúde, nas modalidades Bacharelado e Licenciatura, em uma universidade pública do Estado da Bahia. O objetivo principal do trabalho foi o de buscar saber os motivos de suas escolhas pelos cursos universitários, mediante um questionário aberto composto por cinco questões voltadas para a compreensão das motivações para as escolhas profissionais. Os resultados indicam que existe uma variedade de motivos para a realização da escolha profissional, como: mercado de trabalho, paixão ou identificação com a área, falta de opção, escolha por ideologia, facilidade em disciplinas da área, status da profissão e influência de terceiros como pais e professores. Todavia, são as experiências formativas que estão na base de novas motivações que permitem aos estudantes perceberem e redefinirem suas escolhas.

Promovendo a autorregulação da aprendizagem em sala de aula: considerações sobre modelos de intervenção e a formação de professores

PID: S1519-39932018000300337 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2018
Autores: Machado Boruchovitch
Resumo A reflexão sobre a formação de professores e a autoformação pressupõe o processo de conhecimento da trajetória pessoal de cada docente, envolvendo a consciência sobre suas próprias formas de aprender. A literatura no campo da Psicologia Cognitiva aponta uma carência de conhecimento dos professores quanto aos seus processos de aprendizagem, bem como quanto ao uso de estratégias para auxiliá-los nesse processo. Nesse sentido, o presente artigo tem como objetivo apresentar modelos de intervenção em autorregulação da aprendizagem que podem ser usados com alunos da Educação Básica, bem como com professores em formação inicial ou continuada. O procedimento metodológico tomou por base a revisão bibliográfica de teses, dissertações e artigos científicos nacionais e internacionais acerca do tema. Espera-se contribuir para aprofundar o conhecimento sobre a autorregulação da aprendizagem de professores, de forma a ampliar as possibilidades de fortalecimento dos processos autorregulatórios, não só durante sua formação, mas também na sua prática pedagógica.

Propostas pedagógicas na Educação Infantil: questões sobre o tempo, a leitura e a contação de histórias

PID: S1519-39932018000300439 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2018
Autores: Prieto Sampaio Lima
Resumo O artigo tem como objetivo discutir o papel e o valor da organização do tempo nas rotinas da Educação Infantil, bem como o lugar e o tempo para os momentos de leitura e de contação de histórias como atividades essenciais para o desenvolvimento infantil. As ideias tecidas consideram dados de pesquisas de mestrado de Mariana Natal Prieto e Mariana Sampaio, cujos objetivos centrais foram respectivamente: compreender aspectos indicativos da organização do tempo da instituição e do tempo da criança em Escolas de Educação Infantil municipais de Avaré (SP), focando os impactos dessa organização no processo de humanização na infância; e compreender se há indícios de que os momentos de leitura e de contação de histórias se constituem como atividades, capazes de motivar aprendizagens promotoras de desenvolvimento humano, em turmas de crianças da Educação Infantil, a partir de princípios e teses da Teoria Histórico-Cultural. Nas escolas de Educação Infantil, a organização temporal exige planejamento intencional e consciente, a fim de articular o tempo institucional e o tempo individual de cada criança de forma que um não sobreponha o outro. Ao vivenciar o tempo institucional, a criança necessita viver também seu tempo individual como elemento motivador das possibilidades de atividades infantis. Assim, são ressaltadas as atividades de leitura e de contação de histórias como motivadoras de aprendizagens promotoras de desenvolvimento humano, de modo a contribuir para o aperfeiçoamento e sofisticação de capacidades psicológicas em níveis superiores.

Representação social da “Outra Infância” portuguesa (séculos XIX-XX): atendimento assistencial e (re)educativo

PID: S1519-39932018000200251 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2018
Autores: Martins
Resumo O artigo aborda a “Outra Infância”, ou seja, a que foge da infância dita normalizada na sociedade, no contexto do século XIX e parte do XX, nas suasconceções ou enfoques que a reconstroem no tempo e na memória histórica. A presente análise hermenêutica circula à volta daquela infância, abandonada, marginalizada, em risco, delinquente e desamparada, sem a presença física e moral da família, sem escolarização e afetividade normal para o seu desenvolvimento, inserida em dispositivos jurídico-social, médico-pedagógico, assistencial e institucional. Serão tratadas as conexões históricas relacionadas com essa infância, as condições e fenômenos sociais interligados com a sua problemática e realidade. Essas infâncias são aqui problematizadas, contextualizando-as historicamente no momento contemporâneo português e fazendo digressões argumentativas de teor antropológico, epistemológico, pedagógico e histórico social. Aquelas infâncias eram assistidas e/ou institucionalizadas em internatos asilares e estabelecimentos assistenciais e de reeducação, onde recebiam uma formação para a vida. Portugal foi prolífero em criar diversos tipos de instituições, especialmente os asilos e acolhimentos do século XIX e outras instituições reeducativas que perduraram no século XX. Em três pontos assenta a argumentação aqui apresentada: emergência dos problemas e condições sociais da infância; a imagem da outra infância na voz dos periódicos; a infância à margem da sociedade e as medidas assistenciais e (re)educativas de encerramento.

Tarefa para Casa: sim ou não? Uma perspectiva autorregulatória da aprendizagem

PID: S1519-39932018000300385 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2018
Autores: Cunha Nunes Martins Moreira
Resumo A Tarefa para Casa é o conjunto de tarefas marcadas pelos professores aos alunos para serem realizadas fora do horário escolar. O debate “sim ou não à Tarefa para Casa” parece interminável. Tanto nas escolas como na mídia, professores, alunos, pais e administradores escolares apresentam argumentos favoráveis e contrários a essa prática, no entanto nem sempre baseados em dados de investigação. A seleção dos artigos mencionados neste trabalho foi efetuada de acordo com cada uma das três fases da Tarefa para Casa: preparação, realização e monitorização. Com apoio em estudos conduzidos nos últimos anos, este artigo pretende despertar a reflexão sobre o tema. Dado que o professor é o responsável pela gestão da Tarefa para Casa, considera-se que ele possa ser um agente de mudança nas atitudes frente a essa prática e, sobretudo, na sua utilização. Assim, o presente artigo dá especial ênfase ao papel que o professor pode assumir naqueles três momentos que compõem o processo da Tarefa para Casa, numa perspectiva autorregulatória da aprendizagem. Pretende-se, assim, com suporte na investigação, promover uma reflexão profunda sobre a Tarefa para Casa e sua utilização, com vistas a trazer importantes benefícios para os alunos. A resposta “sim ou não à Tarefa para Casa?” dependerá dessa utilização.

Uma análise histórica das estratégias interventivas do Serviço Social nas políticas de escolarização

PID: S1519-39932018000200237 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2018
Autores: Dentz Silva
Resumo Este artigo apresenta uma análise das estratégias interventivas do Serviço Social nas políticas de escolarização, enfatizando, sobretudo, a constituição histórica dessas estratégicas. Para fi ns de investigação, tomou-se como problematização: como se deram as intervenções do Serviço Social nas políticas de escolarização? De que forma ocorreram os deslocamentos interventivos no processo constitutivo dessa inserção? No que se refere aos aspectos metodológicos, a pesquisa é de natureza qualitativa e contempla a análise de diferentes documentos, livros históricos, assim como textos reguladores do contexto profissional do Serviço Social relacionado à Educação Básica. Menciona-se que, na constituição histórica das relações entre Serviço Social e Educação, ocorreram significativas mudanças de ênfase nas racionalidades políticas, que indicam, de forma simultânea, a estratégia interventiva de proteção social inter-relacionada a estratégias interventivas individuais, terapêuticas e de comunidade, estabelecendo, então, mudanças importantes neste processo constitutivo.

A ausência das questões raciais na formação inicial de professores e a Lei 10.639/03

PID: S1519-39932017000100077 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2017
Autores: Godoy
Resumo Este estudo aponta os desafios das políticas e diretrizes para formação inicial de professores, bem como o papel e compromisso das Instituições de Ensino Superior que ofertam curso de Pedagogia pelo Programa Nacional de Formação de Professores, a fim de promover a construção de conhecimento pedagógico que habilite os futuros docentes a dotar suas aulas de significado e valor voltados às diferentes culturas e à História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, conforme previsto pela Lei nº 10.639/03 e pelas regulamentações dela derivadas. Apresentam-se os resultados do levantamento de dados de instituições do estado de São Paulo, com o propósito de identificar a conformidade dos currículos de formação docente com as diretrizes e a temática citadas. A análise das matrizes curriculares dessas instituições mostrou que o modelo adotado de formação de professores é mediado por currículos conservadores e pouco acessíveis às mudanças, principalmente quanto ao aprofundamento do debate sobre a cultura africana e afro-brasileira na formação docente.

A formação docente no Pará: os caminhos do Fórum Estadual Permanente de Apoio à Formação Docente do Pará e seus desafios

PID: S1519-39932017000200269 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2017
Autores: Cunha Silva Brito
Resumo O Pará tem se destacado de maneira efetiva na consolidação do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica, com o trabalho desenvolvido pelo Fórum Estadual Permanente de Apoio à Formação Docente, que desde 2009 vem possibilitando a formação em nível superior a milhares de professores que atuam em escolas do estado e dos municípios. Esse trabalho tem sido reconhecido em âmbito nacional pela responsabilidade das ações e pela experiência que tem adquirido na formação de professores, o que faz com o Programa, no estado do Pará, apresente condições para a análise de sua repercussão na formação docente. Com o objetivo de analisar essas ações, a Coordenação Estadual da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação desenvolve uma pesquisa de natureza qualitativa com base em Lüdke e André, 1986, integrando-se à desenvolvida em âmbito nacional, coordenada pelo Núcleo de Pesquisa dessa entidade, que pretende revelar as configurações e impactos da implementação dos Fóruns Estaduais. Iniciada em meados de 2015, a pesquisa está estruturada em duas fases, constituindo-se a primeira de uma análise dos principais documentos que estabelecem as ações e atividades do Fórum do Pará, no período de 2009 a 2012. O artigo tem o propósito de mostrar como o Fórum tem atuado no sentido de garantir a formação docente no estado, conforme disposto nos documentos fundamentais da Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica.

A imagem na educação de surdos: usos em espaços formais e não formais de ensino

PID: S1519-39932017000100051 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2017
Autores: Leão Sofiato Oliveira
Resumo Esta pesquisa objetiva discutir o uso da imagem na educação de surdos em espaços formais e não formais de ensino, focando-se em propostas que podem ser desenvolvidas pela escola de educação básica e por museus de arte. Ademais, intenta-se apresentar algumas possibilidades de leitura de imagem, com vistas ao aprimoramento de práticas pedagógicas que envolvem tais sujeitos nos espaços mencionados. Assim, desenvolveu-se uma pesquisa exploratória de caráter bibliográfico. Fundamentando-se em autores como Quadros, 2005, Burke, 2004, Thoma et al., 2014, Reily, 2003-2004, dentre outros que pesquisam sobre artes e educação de surdos, apresenta-se a imagem como uma possibilidade que vai além de um uso simplificado, mas provido de grande potencial narrativo repleto de potencialidades pedagógicas para o público surdo. Compreende-se que a imagem é também um importante recurso didático na educação de surdos, auxiliando, inclusive, no processo de alfabetização e de aquisição de conteúdos de diferentes áreas do conhecimento. Diante do estudo empreendido, infere-se que há muitas possibilidades de intervenções em relação à leitura de imagens no contexto educativo com alunos surdos, tanto em escolas quanto em espaços museais, e que é necessária a formação constante de profissionais que transitam nesses espaços com vistas ao aprimoramento do uso do recurso em questão.

A profissionalidade do professor formador das licenciaturas

PID: S1519-39932017000200203 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2017
Autores: André Almeida
Resumo O texto relata dados de uma pesquisa que tem como foco o trabalho docente do professor formador atuante nos cursos de licenciatura. Objetivou conhecer quem são os formadores, em que condições desenvolvem seu trabalho, quais os principais desafios enfrentados na docência e como eles afetam a constituição de sua profissionalidade. Os dados foram coletados por meio de análise documental e entrevistas com trinta professores formadores de duas universidades do estado de São Paulo, uma pública e outra comunitária. Os resultados revelaram que as mudanças no mundo contemporâneo impõem novas demandas ao trabalho do formador, decorrentes principalmente da heterogeneidade dos alunos que ingressam nas licenciaturas e das condições institucionais, o que requer a revisão dos saberes e práticas docentes e a tomada de decisões individuais, já que as instituições não favorecem o trabalho coletivo e a busca de soluções conjuntas.

Abordagens teórico-metodológicas em educação não formal e animação sociocultural

PID: S1519-39932017000300497 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2017
Autores: Fernandes Lima Miranda
Resumo Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa qualitativa, do tipo bibliográfica e documental, sobre as abordagens teórico-metodológicas desenvolvidas nas pesquisas em educação não formal e animação sociocultural em âmbito brasileiro e internacional, a partir do levantamento de dados em publicações nas áreas de Educação, disponibilizadas no site do SciELO até 2014, pois se nota uma lacuna com relação a esse conhecimento sistematizado. Para tanto, o procedimento de investigação visou levantar e identificar as produções acadêmicas e de pesquisa no âmbito dos Programas de Pós-Graduação em Educação e áreas afins, brasileiros e internacionais, para sintetizar e refletir sobre suas principais características, de forma a constituir um mapeamento inicial, provisório e parcial desse campo. Teoricamente, percebe-se que o referencial teórico que embasa tanto a educação não formal como a animação sociocultural advêm dos Estados Unidos e da Europa, especialmente Espanha e Portugal, carecendo de um embasamento nacional, embora essa tarefa já esteja em andamento. A formação dos educadores tem se dado em serviço, embora haja tentativas e esforços para que se criem e consolidem cursos de formação em nível técnico e, eventualmente, em nível universitário, como acontece fora do Brasil. As pesquisas mostram o quanto tem sido feito, ao mesmo tempo que apontam a necessidade de maior e constante direcionamento para o campo educativo e as problemáticas além do escolar, pois que o campo da Educação tem privilegiado o campo da educação formal em detrimento de experiências formativas e de socialização que acontecem fora dos espaços escolares, apesar da proliferação de ações socioculturais para diferentes tipos de públicos na contemporaneidade.

Análise de conteúdo dos artigos científicos sobre avaliação na Educação Infantil (1996-2015)

PID: S1519-39932017000300475 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2017
Autores: Pina Müller Pinto
Resumo O artigo analisa a produção acadêmica publicada nas principais plataformas brasileiras de divulgação científica acerca da avaliação na Educação Infantil. O estudo utilizou como aporte metodológico a Análise de Conteúdo de Laurence Bardin, tendo como recorte temporal o período de 1996 até 2015. Os dados foram classificados em quatro categorias de análise, que sugerem uma produção acadêmica sobre a avaliação na Educação Infantil ainda escassa, todavia em ascensão, com predominância de produção na área de Educação. Outro ponto tratado no estudo refere-se aos múltiplos focos acerca da temática avaliação e Educação Infantil. Os estudos baseiam-se tanto em aspectos do microcontexto, como o registro e a documentação pedagógica, passando pelo uso de escalas e testes padronizados que objetivam avaliar o desenvolvimento da criança em aspectos de macrocontexto, como nas avaliações da qualidade do ambiente, das instituições e dos sistemas de ensino. Por fim, o artigo destaca ainda que essa temática requer uma ampla discussão a fim de construir uma melhor compreensão dos sujeitos que por ela são influenciados (professoras, crianças, famílias e equipes gestoras).
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