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Algumas possibilidades de apropriações da lousa digital por professores em sala de aula

PID: S1646-933x2017000100074 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2017
Autores: Ribeiro Kalinker Santos
RESUMO Mediadas pelas tecnologias digitais, novas possibilidades se têm aberto ao trabalho pedagógico, resultando em diferentes maneiras de se obter informações e gerar conhecimento, interferindo na forma como os indivíduos pensam, se comunicam e se informam. O uso de novos recursos digitais como auxiliares nos processos de construção do conhecimento em sala de aula, ganha destaque e importância. Entre estas tecnologias está a lousa digital, que possui vários diferenciais, quando comparada às lousas comuns. Entre eles destaca-se a possibilidade de inclusão de atividades interativas e de novas linguagens na sala de aula. Este trabalho foca suas análises nas observações de formas como a lousa digital foi utilizada na disciplina de Matemática durante aulas ministradas para turmas de ensino fundamental 1 do sistema educativo brasileiro. Procurou-se identificar algumas formas de apropriação destas lousas pelos professores e agrupá-las de modo a identificar se elas estão sendo inseridas em atividades de ensino de Matemática que explorem os recursos da lousa e suas características de interação e interatividade ou se estão sendo utilizadas sem levar em conta estas possibilidades. Para tanto, analisou-se como os professores as utilizam: se como suporte didático, interativo ou de aprimoramento interativo e ainda, se há a presença de interatividade técnica, conceitual ou física. Percebeu-se que as interações realizadas foram, de forma geral, reduzidas, numa compreensão da lousa como suporte didático e de uso para a interatividade técnica.

Desenvolvimento docente e monitoria de professores em formação com apoio duma rede social: a experiência de licenciandos em Ciências com o Facebook

PID: S1646-933x2017000100059 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2017
Autores: Silva Freitas Martins Júnior
RESUMO Neste artigo apresentamos uma possibilidade para o acompanhamento monitorado de licenciandos em Ciências em uma rede social, o Facebook, usada como Ambiente Virtual Formativo de Aprendizagem. Para tanto, observando o procedimento do estudo de caso de uma pesquisa quali-quantitativa, foi realizado um trabalho que investigou o desenvolvimento docente desses sujeitos, com relação a cinco atividades semipresenciais realizadas. Como achados, citamos: a dialogicidade virtual obtida pela linguagem telecolaborativa e a práxis do professor como elemento contribuinte no ensino das Ciências, se norteada por um adequado planejamento que a anteceda.

Estilos de aprendizagem em ambientes virtuais: cenários de investigação na educação superior

PID: S1646-933x2017000100047 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2017
Autores: Ota Araujo Junior Barros
RESUMO Este estudo propõe uma breve investigação de trabalhos acadêmicos e científicos em língua portuguesa no período de 2010 a 2016 que abordaram a convergência dos fundamentos das teorias de estilo de aprendizagem em ambientes virtuais no contexto do ensino superior. Trata-se de um estudo exploratório, com análise descritiva suportada por referenciais bibliográficos. A coleta de dados foi realizada nos principais repositórios portugueses e brasileiros. Um total de 46 produções foram encontradas diante dos critérios de busca estabelecidos. Para compor a análise dos resultados, utilizou-se o critério da dimensão organizacional e categorização dos trabalhos por foco e sub-foco temáticos. Dos resultados obtidos, destaca-se o mapeamento sobre as investigações que relacionam as teorias dos estilos de aprendizagem com a educação a distância. Relativamente aos resultados, percebe-se que há um esforço das investigações que buscam reunir contribuições e práticas pedagógicas que possam se aproximar das necessidades específicas dos estudantes matriculados em cursos superiores a distância.

Games para o ensino de metodologia científica: revisão de literatura e boas práticas

PID: S1646-933x2017000100003 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2017
Autores: Mattar Souza Beduschi
RESUMO Este artigo avalia jogos digitais produzidos para o ensino da metodologia da pesquisa científica. Trata-se de uma revisão de literatura que envolveu também jogar e analisar os games, quando disponíveis. Seu objetivo é propor boas práticas para o desenvolvimento de jogos digitais que sirvam de apoio ao ensino da disciplina Metodologia Científica. A revisão de literatura excluiu da análise propostas de gamificação e utilização de games de entretenimento. Incluiu nos resultados apenas jogos digitais desenvolvidos especificamente para o ensino de metodologia da pesquisa. A busca no Google Acadêmico e outras bases identificou diversos jogos vinculados a atividades em bibliotecas e desenvolvimento de habilidades em literacia informacional, um game para visualização de dados e projetos mais amplos, como Gaming Against Plagiarism, Operation ARA e Chermug Games, que se propõem a desenvolver nos alunos diversas habilidades de pesquisa e de pensamento científico. Esses jogos foram analisados a partir de critérios de design de games como narrativa, arte, mecânica e som. A partir dessa análise, a discussão propõe um modelo de boas práticas para games elaborados com o intuito de apoiar o ensino da metodologia científica. A conclusão sugere que uma revisão mais sistemática de literatura seja repetida, incluindo a proposta de um modelo para a análise dos games.

Integração curricular da Wikipédia no ensino básico: uma proposta de formação de professores

PID: S1646-933x2017000100020 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2017
Autores: Pestana Cardoso
RESUMO Existe no projeto Wikipédia um inegável contributo para a democratização do acesso à informação. Paralelamente, se considerarmos a população estudantil, constata-se que é uma das principais fontes de pesquisa, nomeadamente para trabalho escolar. Neste contexto, questiona-se o facto de a Wikipédia, apesar do seu sucesso, ainda não fazer parte das salas de aula. Importa, pois, apostar na formação de professores e com eles explorar as potencialidades deste projeto global, o que foi desenvolvido com o projeto local do qual se dá conta neste artigo. Este projeto, que se integra num quadro de formação de professores, decorreu numa escola EB 2/3 do Ensino Básico no distrito de Lisboa e envolveu duas professoras e duas turmas (6.º e 8.º anos). Adotando a metodologia de projeto, o nosso trabalho foi organizado em torno de quatro fases a saber: diagnóstico; planificação; aplicação/execução; avaliação. Os dados recolhidos foram analisados com recurso à estatística descritiva e à análise de conteúdo. Das conclusões obtidas, salienta-se quer o reconhecimento por parte dos professores da pertinência da formação e satisfação final, quer a qualidade do trabalho que desenvolveram nas atividades propostas e consequente trabalho realizado com as respetivas turmas. Constatamos, portanto, que as práticas formativas e pedagógicas tiveram impacte real no trabalho em sala de aula. Assim, desejamos que possam ser mantidas e alargadas a outros professores e alunos, nomeadamente do ensino básico português.

Juegos perceptivos con realidad aumentada para trabajar contenido científico

PID: S1646-933x2017000100036 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2017
Autores: Villalustre Martínez Del Moral Pérez
RESUMO La utilización de las tecnologías digitales para la creación de contenidos tridimensionales se ha extendido en los diferentes ámbitos (industrial, militar, comercial, etc.). En el contexto educativo, la realidad aumentada (RA) está vislumbrando grandes posibilidades para facilitar el proceso de compresión y asimilación de nuevos contenidos mediante la utilización de diferentes dispositivos (cámaras de fotos, conectividad 3G, etc.). La RA añade un nuevo plano a la visión que se tiene del mundo real palpable agregando información complementaria, a través de la superposición de objetos 3D virtuales. Este fenómeno genera una ilusión en donde coexisten los objetos del mundo real y virtual, logrando que, a partir de un juego perceptivo, se pueda propiciar un mayor acercamiento a la realidad. En este sentido, a lo largo de este trabajo se presentan algunas de las aplicaciones que actualmente se están implementando en diferentes niveles educativos para desarrollar la competencia científica, dado su gran potencial didáctico y su capacidad para despertar el interés y la motivación entre los estudiantes, no sin antes abordar brevemente la realidad aumentada como un nuevo fenómeno que modifica y enriquece la percepción del mundo que nos circunda, así como su contribución para favorecer especialmente la comprensión de hechos y fenómenos científicos.

A Integração das Tecnologias Educacionais nas Aulas de Educação Física: Uma Análise a partir da (Re)Formulação Curricular no Ensino Médio de uma Escola Pública do Brasil

PID: S1646-933x2016000200081 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2016
Autores: Morisso Vargas Mallmann
Resumo: A necessidade de integração das tecnologias na educação tem crescido nos últimos anos. No Brasil a partir dos anos 90, políticas públicas passaram a ser criadas com a intencionalidade de oferecer infraestrutura e formações para os professores trabalharem com as tecnologias na prática pedagógica. Neste caso, devido ao fato da Educação Física ser um componente curricular obrigatório da educação básica, podemos considerar que ela também necessita buscar alternativas para integrar as tecnologias de modo que contribuam para o processo de ensino-aprendizagem. Com base nestes argumentos, este artigo tem como objetivo discutir e analisar, a partir de uma pesquisa-ação em andamento, como uma professora de Educação Física de uma escola pública de ensino médio do Brasil, integra as tecnologias educacionais no planejamento e nas aulas. Na escola em questão, há três anos foi realizada uma (re)formulação do componente curricular, definindo temas e subtemas para serem trabalhados ao longo dos últimos anos da educação básica, planejando de forma colaborativa e integrando as tecnologias. No entanto, nos primeiros movimentos da pesquisa observamos que a forma como a professora integra as tecnologias nas aulas permanece a mesma do início da (re)formulação, assim como os demais materiais e atividades que foram planejadas, evidenciando que o movimento de inovação pedagógica não foi contínuo. Acreditamos que isso ocorre porque a professora sente-se confortável com o planejamento que tem. Dessa forma a continuidade da pesquisa-ação pretende, de forma colaborativa com a professora, consolidar as potencialidades de integração das tecnologias tornando as aulas mais participativas e interativas.

A Rede Social e suas Possibilidades de Interação e Ensino: a visão dos moderadores

PID: S1646-933x2016000200066 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2016
Autores: Vaz Ribeiro Soares
Resumo: O objetivo deste trabalho foi analisar as comunidades de uma rede social online, focando diretamente no papel dos chamados moderadores, para conhecer e analisar o posicionamento desses sujeitos em relação ao uso das redes sociais no ensino/aprendizagem da Química. Para realização desta pesquisa optamos pela investigação qualitativa do tipo estudo de caso. Os resultados mostraram que prevalecem moderadores entusiastas que tentam fomentar as poucas discussões que aparecem nas comunidades relacionadas com a Química. Tais moderadores consideraram que as redes sociais online podem possibilitar uma maior interação no processo de ensino e aprendizagem, no entanto, também sugeriram que as redes sociais online não foram criadas para ser o lócus do conhecimento, ainda que possam proporcionar momentos de aprendizagem informal.

A Robótica Educacional como tecnologia potencializadora da aprendizagem: das ciências da natureza às ciências da computação

PID: S1646-933x2016000200056 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2016
Autores: Chitolina Noronha Backes
Resumo: Este artigo tem como objetivo analisar a contribuição da robótica educacional na construção de conhecimentos de estudantes de duas turmas de níveis distintos - uma turma de Educação Básica e uma turma de Ensino Superior de duas instituições de ensino do Rio Grande do Sul. O presente estudo, de abordagem qualitativa e natureza aplicada, teve como objetivo explicar as contribuições do uso da robótica educativa para a construção de conhecimentos em áreas distintas: Física e Programação. A análise dos dados permite afirmar que o emprego da robótica educacional proporcionou aos estudantes tanto do Ensino Fundamental, como do Ensino Superior, articularem o campo teórico e o campo prático e, portanto, vivenciarem o conhecimento de uma forma mais concreta e significativa para a aprendizagem. A proposta de trabalho traz um forte apelo de interação que faz com que o estudante aprenda a trabalhar em grupo e desenvolva processos importantes como a cooperação e a colaboração entre os pares.

Acessibilidade em vídeos: um estudo em disciplinas de um curso de especialização em educação inclusiva

PID: S1646-933x2016000100058 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2016
Autores: Oliveira Souza Omodei Santos
Resumo: Cresce a cada dia a importância da acessibilidade em materiais didáticos e em ambientes físicos ou virtuais. Assim, este artigo objetiva analisar as iniciativas de acessibilidade em vídeos no processo de ensino-aprendizagem mediado por tecnologia, com base em duas disciplinas de um curso de especialização em educação inclusiva. O curso é uma iniciativa pioneira na acessibilidade de conteúdos e visa ensinar sobre inclusão. Esta é uma pesquisa qualitativa, embasada em observação sistemática que culminou na confecção de uma tabela para verificar se se cumpriu os requisitos postos. Com base na explanação sobre os temas de ambientes virtuais de aprendizagem, mídias de comunicação e inclusão, debate-se sobre a acessibilidade em vídeos e é possível vê-la em um caso concreto, salientando-se a possibilidade da acessibilidade total na Educação a Distância e, consequentemente, da inclusão das pessoas com deficiência. Resultados apontam que os vídeos, no curso em causa, na maioria, atingem os requisitos propostos e pôde-se verificar avanços na execução do elencado como necessário à acessibilidade. Como benefícios, observa-se a criação e a disseminação de propostas de educação inclusiva e a promoção de reflexões a respeito de iniciativas como esta frente à legislação brasileira.

Acesso ao computador por crianças e jovens com paralisia cerebral

PID: S1646-933x2016000100072 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2016
Autores: Braccialli Spiller Audi Araújo Sankako
Resumo: O computador tem se constituído um importante recurso de tecnologia assistiva para crianças e jovens com paralisia cerebral. No entanto, devido défices motores nos membros superiores esses indivíduos podem apresentar dificuldades para acessar o computador. Assim, é importante conhecer como essa população utiliza o computador, como ocorre o acesso e se utiliza algum tipo de recurso específico ou opções de acessibilidade para auxiliar nesta atividade. O objetivo do estudo foi identificar o perfil de crianças e jovens brasileiros com paralisia cerebral usuários de computador e verificar se existe uma associação entre o comprometimento motor e gênero e o uso de computador. Participaram deste estudo 37 pais de crianças e jovens brasileiros com paralisia cerebral, classificadas entre o nível I e V no Sistema de Classificação da Habilidade Manual para crianças com Paralisia Cerebral (MACS) e no Sistema de Classificação da Função Motora Grossa Ampliado e Revisto (GMFCS). Para a coleta de dados, os participantes do estudo responderam individualmente um questionário de acesso ao computador, traduzido e adaptado para o português do Brasil. Os dados foram submetidos à análise estatística descritiva e foi realizado o teste do qui-quadrado para avaliar a associação entre as variáveis. Os dados indicaram que há associação entre o uso de computador e o nível da MACS e entre o uso de computador e a distribuição topográfica, mas não há evidência de associação entre o uso de computador e o gênero do usuário, e do uso de computador e o nível da GMFCS). Os dados permitiram também caracterizar os participantes relativamente a questões de acesso e uso do computador e outros dispositivos, bem como relativamente a conhecimentos de acessibilidade. Apesar de o computador facilitar o acesso da criança e jovem com paralisia cerebral à informação, uma parcela dessa população ainda não tem acesso a esse equipamento, e muitas famílias não conhecem as opções de acessibilidade disponíveis no próprio computador.

Análise da aprendizagem autorregulada de alunos de cursos a distância em função das áreas de conhecimento

PID: S1646-933x2016000100003 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2016
Autores: Pavesi Alliprandini
Resumo: O presente estudo teve como objetivo analisar o perfil de aprendizagem autorregulada de alunos de cursos a distância de três instituições de ensino superior de diferentes áreas de conhecimento. Um total de 305 participantes, sendo 282 alunos da graduação e 23 alunos da pós-graduação, respondeu a um questionário contendo 12 questões sobre o perfil dos estudantes, e a uma Escala de Aprendizagem Autorregulada Online, com 24 itens distribuídos em seis Fatores (Estabelecimento de Metas; Estruturação do Ambiente; Estratégias para as Tarefas; Gerenciamento do Tempo; Procura por Ajuda e Autoavaliação). A coleta de dados foi realizada online por meio do recurso Google Forms e também presencialmente. Os resultados mostraram um alto nível de autorregulação dos alunos em relação ao estabelecimento de metas e estruturação do ambiente, e um nível moderado de autorregulação em relação às estratégias para as tarefas, gerenciamento do tempo, autoavaliação e procura por ajuda. Este último foi o fator que apresentou a menor média entre os fatores. Em relação às áreas do conhecimento, alunos da área de Ciências Humanas se mostraram mais autorregulados que aqueles das outras duas áreas. Alguns estudos têm mostrado que muitos dos alunos que frequentam a Educação a Distância não têm os conhecimentos necessários ao bom gerenciamento das ferramentas de interatividade, além da falta de gerenciamento do tempo para estudo. Considerando que, apesar do aumento de cursos ofertados a distância, há ainda um número restrito de pesquisas sobre esta temática, em especial sobre a autorregulação da aprendizagem na EaD e na formação de professores e tutores, este artigo visa preencher parte dessa lacuna.

Comunidade de práticas no contexto educacional: estudo de caso da Plataforma 2.0

PID: S1646-933x2016000200010 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2016
Autores: Marialva Silva
RESUMO: Este artigo reflete sobre construção de uma Comunidade de Prática na educação em um ambiente institucional - uma rede pública de ensino. Com abordagem qualitativa, analisa a implantação da comunidade colaborativa de aprendizagem Professor 2.0 na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo - Brasil, que congrega 150 mil educadores. Debate as contribuições das comunidades de prática ao contexto educacional, estabelecendo relações entre o planejamento, a reflexão sobre práticas pedagógicas, o compartilhamento com os pares e a ressignificação da prática dos professores. A pesquisa aponta o potencial da comunidade para a ampliação e a ressignificação da prática pedagógica no seu cotidiano, desenvolvendo uma comunidade aprendente, destacando-se a adesão voluntária e a mediação da comunidade como elementos fulcrais para sua constituição.

Dez sugestões para melhorar a investigação académica em educação e tecnologia

PID: S1646-933x2016000200003 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2016
Autores: Selwyn
Resumo: Começando por considerar que, “apesar do uso cada vez maior de tecnologias digitais na sociedade contemporânea, os investigadores em educação ainda não conseguiram entender completamente a ‘era digital’", Neil Selwyn sugere ser “o momento de organizar uma abordagem académica muito mais inteligente e muito mais rigorosa das problemáticas dos media e tecnologias educacionais” Em consequência, propõe, neste texto, “10 sugestões que podem contribuir para apoiar ‘melhor’ investigação nesta área”.

Educação a distância com recurso à internet no ensino superior

PID: S1646-933x2016000100029 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2016
Autores: Tavares Laranjeiro Oliveira Ferraz Pombo
Resumo: Com o presente artigo, pretende-se alargar o entendimento acerca da Educação a Distância com recurso à Internet no Ensino Superior. Para tal, por via de recolha de dados através da Revisão de Literatura, realizou-se o levantamento das ferramentas de suporte, dos processos de interação e comunicação, das metodologias de planificação, das tipologias de conteúdos, dos tipos de avaliação e dos principais instrumentos de avaliação em Educação a Distância com recurso à Internet. Da análise e cruzamento de dados, pôde-se concluir que a Educação a Distância com recurso à Internet pode assumir diferentes tipologias, recorrer a várias formas de interação e comunicação e fazer uso de diferentes ferramentas tecnológicas de suporte e de avaliação, de acordo com os objetivos definidos e as necessidades de aprendizagem do aluno.

O (não) uso dos tablets educacionais pelos professores da rede pública estadual mineira

PID: S1646-933x2016000100048 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2016
Autores: Francklin Lourencetti
Resumo: O elevado investimento para a aquisição de tablets educacionais no Brasil ocorre em um contexto caracterizado pelos diversos discursos oficiais em favor do uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) no trabalho docente. O presente trabalho, tem como objetivo verificar se docentes da Rede Pública Estadual de Ensino de Minas Gerais (REE/MG) que receberam os tablets educacionais no segundo semestre de 2013, estão utilizando-o e quais as suas percepções sobre este equipamento tecnológico. Para a realização da pesquisa, que se baseou na abordagem qualitativa, foram aplicados questionários e realizadas entrevistas semiestruturadas com cinco docentes de diferentes disciplinas dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, que atuavam na REE/MG. As análises apontam que há ausência de formação continuada para os docentes que receberam os tablets educacionais; dificuldades de conexão à internet no ambiente escolar e que os docentes consideram este equipamento tecnológico lento. Nesse sentido, parece claro que há vários obstáculos que dificultam o uso adequado desse recurso na sala de aula.

Os bastidores da escrita a distância em coautoria: perceção de estudantes de pós-graduação da Universidade Aberta de Portugal

PID: S1646-933x2016000200021 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2016
Autores: Freire Amante
RESUMO: O presente artigo toma como lugar de reflexão a elaboração partilhada de textos escritos em contextos de EaD que têm origem nos chamados trabalhos em grupo. Esta prática pedagógica visa, em geral, a colaboração entre os alunos, e é adotada com base em resultados de estudos e experiências realizados em aulas presenciais. Com o propósito de conhecer a perceção de alunos de pós-graduação a respeito dessa prática, preparamos um questionário na tentativa de compreender como ocorrem as interações intragrupo e os diferentes expedientes que os grupos lançam mão durante a atividade (métodos de trabalho, papéis assumidos, tecnologias utilizadas, etc). Considerando as Práticas Colaborativas de Escrita (PCE) como atividades educacionais genuinamente interativas (e dialógicas), mediadas por ferramentas tecnológicas de comunicação, cujas interfaces podem influenciar as condições de produção do texto propriamente dito, nosso objetivo é (re)conhecer os bastidores desse tipo de atividade a partir da perspectiva de alunos-escreventes. Com base nas respostas obtidas, foi possível, entre outros aspetos, identificar que as PCE são uma prática crescente nesse contexto específico, alavancada pelo uso de ferramentas tecnológicas colaborativas.

Tecnologias Digitais no Ensino Superior: uma possibilidade de inovação das práticas?

PID: S1646-933x2016000200037 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2016
Autores: Riedner Pischetola
Resumo: Este artigo apresenta uma revisão de literatura, que é resultado de uma pesquisa em andamento, sobre o uso de tecnologias digitais no ensino superior nos cursos de formação de professores no Brasil. O objetivo do texto é apresentar e discutir os principais estudos produzidos nessa temática, com vistas a identificar lacunas que ainda precisam ser preenchidas na pesquisa em educação, no contexto brasileiro. A partir do levantamento realizado na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, selecionamos oito dissertações e quatro teses, além de quatro artigos obtidos nas bases de dados da Biblioteca Digital da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, que inclui os periódicos internacionais. O estudo demonstra que, embora a tecnologia pareça estar associada ao conceito de mudança e de inovação, na medida em que aparece nos trabalhos como algo essencial para possibilitar a mudança das práticas, o uso de tecnologia no ensino superior não pode ser sinônimo de inovação das práticas se não estiver atrelado a um processo de formação docente substancial e com garantia de condições pedagógicas favoráveis.

Tecnologias da Informação e Comunicação e Educação Física: currículo, pesquisa e proposta pedagógica

PID: S1646-933x2016000100016 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2016
Autores: Dambros Oliveira
Resumo: Este artigo aborda alguns aspectos educacionais das relações entre as Tecnologias da Informação e Comunicação e a Educação Física. Para isso, analisa-se a presença das TIC nos currículos de cursos de licenciatura em Educação Física e a inserção da temática TIC e Educação Física em grupos de pesquisa no Brasil. Em seguida, são discutidas possibilidades pedagógicas de aplicação das TIC em aulas de Educação Física, com ênfase para o potencial dos dispositivos móveis. Conclui-se que a inserção das TIC nos currículos, nos grupos de pesquisa e nas propostas pedagógicas de Educação Física ainda é discreta, embora seja observado um potencial significativo e uma necessidade urgente diante das mudanças que vêm ocorrendo na sociedade contemporânea.

Entornos personales de aprendizaje: satisfacción de los estudiantes y bienestar subjetivo docente

PID: S1646-933x2015000100042 | Periódico: Educação, Formação e Tecnologias (1646-933x) | Ano: 2015
Autores: Villalustre Martínez Moral Pérez
Los Entornos Personales de Aprendizaje (Personal Learning Environment: PLE) ayudan a los estudiantes a tomar el control y gestión de su propio aprendizaje permitiendo el acceso a la información y el conocimiento de una forma personalizada, conectando recursos y contenidos mediante la utilización de diferentes estrategias de aprendizaje. En este sentido, en la asignatura virtual Educación en el ámbito rural se introdujeron cambios sistematizados con el fin de ir configurando espacios flexibles que permitan a los estudiantes crear su Entorno Personal de Aprendizaje o PLE. Esa evolución progresiva pretendía responder a las necesidades detectadas, y a las demandas efectuadas por estudiantes. Tras implementar dichos cambios, se recabó información sobre el nivel de satisfacción de los estudiantes (N=161) en relación a los reajustes efectuados en aquellos elementos claves que propiciaran la construcción del PLE, y también sobre el grado de bienestar que las docentes manifestaron tener tras implementarlos. Entre los resultados obtenidos destaca las preferencias de los estudiantes por la búsqueda y actualización permanente de la información en un proceso continuo y de complejidad creciente. Y, se observa una repercusión positiva en el bienestar subjetivo de las docentes, gracias a la implicación emocional que garantizó el buen desarrollo de las iniciativas efectuadas.
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