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A cognição em questão: invenção, aprendizagem e educação matemática

PID: S1809-43092012000200014 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Cammarota Clareto
Este artigo propõe uma interlocução entre a noção de invenção e a Educação Matemática, em particular, a sala de aula de matemática. A discussão tem como mote um episódio de pesquisa de campo, realizada a partir do método cartográfico em uma escola da rede pública de Juiz de Fora/MG. Em torno deste episódio são articulados dois discursos acerca da cognição e da aprendizagem: o da Teoria dos Campos Conceituais, de Gérard Vergnaud, e o do Modelo dos Campos Semânticos, de Rômulo Lins. A invenção opera transversalmente nos dois discursos, abrindo possibilidades de pensar a aprendizagem como coprodução si-mundo.

A escola indígena tem gênero? Explorações a partir da vida das mulheres e professoras Xakriabá

PID: S1809-43092012000300004 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Teixeira Gomes
O texto analisa o processo de escolarização e letramento entre os Xakriabá, povo indígena residente no norte de Minas Gerais, a partir de um recorte de gênero. Serão apresentados dados estatísticos da escola indígena Xakriabá e breves descrições da vida cotidiana. O principal objetivo é demonstrar que, apesar dos pontos de convergência entre a escola indígena Xakriabá e a escola não indígena brasileira no que tange à melhor progressão escolar das mulheres e à feminilização do magistério (ainda que não seja nos cargos hierarquicamente de comando), observam-se diferentes significados atribuídos ao processo de escolarização e letramento, pois se instalam em contextos com dinâmicas sociais, culturais e econômicas específicas.

A política pública de ensino superior para povos indígenas no Paraná: trajetórias, desafios e perspectivas

PID: S1809-43092012000300010 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Amaral Baibich
O artigo reflete sobre a experiência de ingresso e permanência de estudantes indígenas nas instituições de Ensino Superior públicas do Paraná enquanto promotora de uma política pública de educação superior no território paranaense. Inspira-se nas trajetórias desses acadêmicos, ingressantes pelo Vestibular dos Povos Indígenas, demonstrando que a permanência desses sujeitos no ensino superior somente se faz possível mediante a efetivação de um duplo pertencimento: o acadêmico e étnico-comunitário. São evidentes os limites da tarefa do Estado nessa ação, uma vez que a permanência requer políticas públicas de educação superior voltadas efetivamente a esses sujeitos e sensíveis aos pertencimentos por eles construídos. O trabalho resultou de revisão de literatura, análise documental e análise de conteúdo de entrevistas realizadas junto aos acadêmicos indígenas e profissionais índios recém-formados. Reconhece-se o ineditismo da experiência paranaense iniciada nesta década, cuja consolidação se deve à efetiva atuação do Estado, das universidades públicas e das lideranças e comunidades indígenas.

A reconstrução da experiência democrática: a democracia como credo pedagógico na filosofia de Dewey

PID: S1809-43092012000100010 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Fávero Tonieto
O texto tem por objetivo reconstruir e analisar as razões que levaram o educador americano John Dewey a eleger a democracia como credo pedagógico de sua filosofia da educação. Para tanto, inicialmente se fará uma breve reconstrução das origens da democracia na paideia grega para em seguida analisarem-se os motivos que levaram Dewey a eleger a democracia como principal referência do seu credo pedagógico. Nos dois últimos tópicos analisa-se a concepção democrática de educação na obra Democracia e Educação e por que Dewey utiliza a ciência, a filosofia e a educação como instrumentos na reconstrução da democracia.

A vivência de uma intervenção docente: reflexões sobre o ensino e a aprendizagem de matemática

PID: S1809-43092012000200011 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Pazuch Nehring
Este artigo reflete sobre uma vivência de intervenção docente, na forma de Estágio de Docência no Ensino Superior, no Curso de Licenciatura em Matemática de uma universidade do interior do Rio Grande do Sul, Brasil. A intervenção ocorreu em uma disciplina de Prática de Ensino, que teve como centralidade a discussão dos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental. Esta produção é marcada por momentos, que, embora, separados, se complementam, se articulam. Foram feitas análises das observações de aula da professora titular e das atividades usadas pelo professor estagiário e, por fim, análises de registros dos licenciandos, advindos da reflexão das atividades realizadas na intervenção. As contribuições provenientes deste artigo são, principalmente, as articulações imprimidas pelos licenciandos entre os campos, blocos de conteúdos e conceitos de matemática do Ensino Fundamental. As articulações construídas revelam possibilidades de tratamento dos conceitos matemáticos na licenciatura e projetam os licenciandos como professores de matemática da Educação Básica.

Algumas notas para a discussão sobre a situação de acesso e permanência dos povos indígenas na educação superior

PID: S1809-43092012000300009 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Paladino
Este trabalho procura apresentar um panorama da situação da educação superior indígena no Brasil, focalizando tanto algumas políticas públicas implementadas pelo Estado quanto programas de ações afirmativas de universidades federais e estaduais destinadas a alunos indígenas. Com base em registros de campo e pesquisas existentes são discutidas as condições de acesso e permanência de estudantes indígenas em algumas universidades do País. São também descritas e analisadas as demandas por eles colocadas, suas principais dificuldades e as experiências que vivenciam no espaço universitário. Deste modo, pretende-se contribuir com pesquisas em um campo ainda pouco explorado, o da educação escolar indígena, que tem se tornado uma importante demanda do movimento indígena, mas ainda é objeto de pouca reflexão analítica.

Ambiente virtual de aprendizagem e educação presencial: uma integração possível na formação de professores

PID: S1809-43092012000200013 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Guérios Sausen
Este artigo apresenta resultado de pesquisa sobre processos de interação e mobilização identificadas em alunos de um curso presencial de Licenciatura em Matemática usando recursos de ambientes virtuais de aprendizagem. O recorte neste artigo se dá sobre a mobilização de conhecimentos curriculares numa perspectiva de prática pedagógica em interações estabelecidas com o uso do chat e do diário. A análise teve por base Thompson (2004), Primo (2008), Silva (2010), Scherer (2005), Charlot (2000), entre outros. Os resultados mostram que houve mobilização de conhecimentos através de interações mútuas e a existência de um movimento reflexivo de aprendizagem que implicou construção conceitual, que a integração das ferramentas disponíveis em ambientes virtuais no ensino presencial potencializam a comunicação e a interação entre professor e aluno e entre os alunos, estendendo os processos de aprendizagem para além do espaço e do tempo das aulas, dando a ideia de uma “sala de aula expandida”.

Análise de percepções e procedimentos algébricos de estudantes da educação básica

PID: S1809-43092012000200006 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Grando Marasini
Essa pesquisa objetiva verificar como estudantes da Educação Básica se percebem em relação à matemática e, ao mesmo tempo, analisar os procedimentos utilizados para resolver questões algébricas. Os sujeitos, estudantes de 8ª série do Ensino Fundamental, 1º e 3º anos do Ensino Médio, de duas escolas públicas de Passo Fundo/RS, responderam a um instrumento contendo questões relacionadas à sua própria percepção das aulas da disciplina, à matemática e a conteúdos algébricos. A análise foi baseada principalmente em autores das áreas da Educação Matemática e da psicologia histórico-cultural. Verificamos que, mesmo entre os estudantes que afirmaram sentirem-se alegres ou felizes com a ideia de terem uma aula de matemática, muitos apresentaram dificuldades de aprendizagem de conteúdos algébricos, reveladas pelos procedimentos utilizados. Concluímos que é necessário elaborar propostas com sequências didáticas, fundamentadas matemática e pedagogicamente, que efetivamente potencializem a apropriação de significados dos conceitos abordados e a sua aplicação em diferentes situações.

Concepções e práticas de professoras no ensino da argumentação no 5º ano do ensino fundamental

PID: S1809-43092012000100013 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Leal Brandão França Silveira
Esta pesquisa discute as concepções de duas professoras sobre o ensino da argumentação e suas relações com a prática pedagógica em turmas do 5º ano. A análise de cinco aulas de cada professora revelou que uma delas adotava uma concepção de argumentação desvinculada das situações de uso, expressa no ensino de conceitos e de uma forma composicional padrão. A outra professora demonstrou maior clareza acerca da diversidade de gêneros textuais e das situações em que se deve argumentar, o que gerou a proposição de atividades de leitura e escrita mais contextualizadas, com foco nas especificidades dos gêneros trabalhados. Conclui-se que a concepção de argumentação como prática discursiva demanda um maior conhecimento sobre a variedade de situações e gêneros presentes na sociedade, sendo este um requisito para uma ação pedagógica mais reflexiva e voltada para os usos sociais da escrita.

Conhecimentos mobilizados por professoras dos anos iniciais na elaboração de histórias infantis com conteúdos matemáticos

PID: S1809-43092012000200010 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Carneiro Souza
Este artigo tem como objetivo identificar e analisar os conhecimentos mobilizados por professoras dos anos iniciais do Ensino Fundamental, ao elaborarem histórias infantis com conteúdos matemáticos. A pesquisa desenvolvida aproxima-se da vertente de pesquisa participante, e o local de investigação foi um curso de curta duração oferecido, pelos autores deste texto, em um seminário de Educação Matemática para professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Os instrumentos usados para a produção dos dados foram o áudio, o vídeo, o diário de campo e os registros produzidos pelas professoras. Os resultados evidenciaram que as professoras mobilizaram seus conhecimentos do conteúdo e seu conhecimento pedagógico do conteúdo, ao buscarem solucionar os diferentes problemas propostos e, principalmente, ao elaborarem histórias infantis com conteúdo matemático.

Cultura escolar e conselho de classe: gestão democrática do trabalho pedagógico?

PID: S1809-43092012000100011 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Nadal
O artigo tematiza a cultura do trabalho pedagógico escolar no âmbito do conselho de classe. Muitas pesquisas vêm demonstrando que não raro o conselho atua de modo burocrático e na contramão de um projeto capaz de alinhar as práticas educativas escolares aos interesses sociais. Questionamos quais as formas ritualizadas, os sentidos que envolvem o trabalho pedagógico de conselho de classe e se elas estão associadas à permanência das dificuldades. O trabalho é parte de pesquisa maior, na qual, por meio de abordagem qualitativa com metodologia interpretativa, na perspectiva dos estudos culturais, investigaram-se duas escolas da rede estadual paranaense a fim de conhecer e compreender a cultura escolar, desvelando assim sentidos sobre a avaliação e a gestão do trabalho pedagógico. Para o estudo, apoiamo-nos nas contribuições de Viñao Frago (1998), Dalben (1992, 2004), Mattos (2005) e Oliveira (2002, 2004, 2009). Pudemos perceber que há, nas escolas pesquisadas, um sentido partilhado de avaliação classificatória, do conselho de classe como etapa burocrática, mais do que como um processo inerente ao pedagógico.

Dispositivo estratégico, resistência e relações de poder: um ensaio sobre a identidade do Centro de Educação Matemática (CEM) e seu papel na (E) educação (M)matemática brasileira

PID: S1809-43092012000200007 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Silva Garnica
Este artigo apresenta alguns resultados da investigação realizada sobre o Centro de Educação Matemática (CEM), um grupo de educadores matemáticos da cidade de São Paulo atuante principalmente entre os anos de 1984 e 1997. No ensaio, marcado por um exercício de constituir a identidade do CEM a partir de uma leitura foucaultiana, assume-se que o processo de constituição de identidades não se refere ao que o CEM é ou foi, mas a um conjunto de possibilidades de apreendê-lo a partir de estratégias e iniciativas historicamente contextualizadas. Nessa leitura foucaultiana, que traz à cena conceitos como “dispositivo estratégico”, “resistências” e “relações de poder”, o CEM é visto como constituindo-se ao criar condições para a constituição da moderna Educação Matemática brasileira.

Educação e religião Guarani no Paraná: estudo a partir do ritual Nimongarai

PID: S1809-43092012000300012 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Faustino
Com a violenta expropriação e mercantilização dos territórios paranaenses, os grupos indígenas sobreviventes foram, no início do século XX, reunidos em pequenas parcelas de terras, as aldeias, hoje chamadas Terras Indígenas (TIs). Como consequência, os Guarani no Norte do Paraná, que atualmente habitam as TIs Laranjinha, Ywy Porã e Pinhalzinho, por falta de terra, vivem em situação precária, sofreram e sofrem a perda de boa parte das tradições culturais, incluindo a língua materna. Nos anos de 1980 e 1990, no contexto da crise econômica mundial e de intensos movimentos sociais, organismos internacionais como a UNESCO e Banco Mundial reafirmaram a importância das culturas minoritárias e iniciaram, em parceria com os Estados nacionais, a implementação de políticas de inclusão, baseadas no direito à diferença. Neste texto são apresentados e discutidos os resultados de um projeto de revitalização cultural desenvolvido por meio do registro de narrativas dos velhos, do ritual de batismo Nimongarai e de intervenções pedagógicas em escolas indígenas Guarani do Paraná.

Entendendo o estado gerencial e sua relação com a educação: algumas ferramentas de análise

PID: S1809-43092012000100005 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Lima Gandin
O texto apresenta a construção de ferramentas teóricas para a análise do estado e das políticas públicas contemporâneas, com especial atenção às políticas educacionais. Com a contribuição de John Clarke e Janet Newman e agregando conceitos utilizados por Michael Apple e Stephen Ball, o texto oferece lentes teóricas para o exame da natureza gerencialista do Estado contemporâneo. Através de uma dispersão do poder, de borramento das fronteiras entre o público e o privado e de políticas avaliativas que controlam as ações das instituições públicas, o Estado gerencial combate o Estado de bem-estar social e cria as bases para políticas públicas que redesenham a relação entre sociedade civil e Estado. O texto conclui com algumas implicações para o campo de estudo das políticas educacionais, enfatizando que a lógica gerencialista não é transposta automaticamente, sem mediações, a todas as ações do estado.

Entre o bom selvagem e o canibal: representações de índio na literatura infantil brasileira em meados do século XX

PID: S1809-43092012000300011 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Bonin Kirchof
O presente artigo apresenta uma reflexão sobre o modo como são construídas representações de índio nas obras de ficção infantil que circularam de forma expressiva entre 1945-1965, considerado o terceiro período histórico da literatura infantil brasileira. O corpus da análise é composto por seis romances infantis nos quais o índio figura como protagonista ou como importante personagem, a saber: As aventuras de Tibicuera, de Érico Veríssimo (1937); A bandeira das Esmeraldas (1945), de Viriato Corrêa; Expedição aos Martírios (1952) e Volta à Serra Misteriosa (1954), de Francisco Marins; Curumi, o menino selvagem (1956), de Jeronimo Monteiro; Curumim sem nome (1960), de Balthazar de Gadoy Moreira. A partir das análises, concluiu-se que o índio é representado de forma dicotômica nessas obras: de um lado, é um bom selvagem, convertido ao cristianismo, que presta auxílio ao homem branco e está integrado harmonicamente à natureza; de outro lado, é um canibal perigoso e violento, cuja natureza selvagem precisa ser domesticada. As principais referências literárias para a construção dessa dicotomia são buscadas, pelos autores desse período, no cânone da Literatura Brasileira endereçada aos adultos.

Estilo interacional e o significado não verbal: crianças Mazahua aprendem como viver no modo separado-mas-junto

PID: S1809-43092012000300002 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Paradise
A experiência de crianças pequenas com uma interação social não verbalmente organizada constitui um tipo primário de enculturação. À medida que adquirem a capacidade de participar em interações cotidianas, aprendem simultaneamente os significados culturais nelas integrados. Esse artigo descreve a aquisição, pelas crianças Mazahua, de um estilo interacional separado-mas-junto. A apreciação dos significados não verbais envolvidos pode aprofundar o nosso conhecimento da natureza dos estilos interacionais definidos culturalmente e seu impacto no ensino em sala de aula.

Estratégia de luta na superação da exclusão escolar: o papel dos técnicos sociais

PID: S1809-43092012000100009 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Bragança Zientarski Pereira
Este artigo trata das possibilidades de rompimento de práticas de exclusão escolar através de ações realizadas pelos técnicos sociais (ATES), que têm como proposta a educação popular emancipatória, representando um movimento contrário à hegemonia dominante. Consiste em estudo de caso com abordagem qualitativa (TRIVINÕS, 1987), apresentando resultados parciais da pesquisa desenvolvida com assentados da reforma agrária nos municípios de São Gabriel e Santa Margarida do Sul (RS). A ação de assistência realizada pelos técnicos de diversas áreas é entendida como uma política pública, conquistada através de pautas travadas com o Ministério da Agricultura e setores das áreas de Assentamento do INCRA, constituindo um movimento social relacionado diretamente com a educação. Conclui-se que, apesar da pouca atenção do Estado Capitalista, esses movimentos constituem-se em ações educativas de caráter emancipatório para os sujeitos sociais envolvidos.

Formação de professores indígenas numa perspectiva intercultural

PID: S1809-43092012000300006 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Antunes Bergamaschi
O presente artigo trata da formação de professores indígenas tendo como cenário as ações que envolvem docentes, lideranças Kaingang e gestores dessa política no Estado do Rio Grande do Sul. O foco central do trabalho que aqui apresentamos e sobre o qual aprofundamos a reflexão é o Curso de Especialização em Educação Profissional Integrada à Educação Básica na Modalidade Educação de Jovens e Adultos - Proposta diferenciada para Indígenas, realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul com financiamento da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação. Os estudos, que são vinculados à pesquisa “Educação Ameríndia e Interculturalidade”, possibilitam a compreensão desse curso de especialização no contexto mais amplo da formação de professores indígenas e da educação escolar indígena.

Gestión del multilingüismo y docencia indígena para una educación intercultural bilingüe en la Argentina

PID: S1809-43092012000300003 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Unamuno
O presente trabalho expõe os primeiros resultados de uma pesquisa sociolinguística a respeito da Educação Intercultural bilíngue (EIB) na Argentina. O interesse final deste trabalho é identificar alguns elementos que permitem compreender o papel das línguas nos processos sociais que envolvem a população indígena, pondo em evidencia as formas pelas quais os usos linguísticos participam na luta por recursos materiais e as representações sociais e ideologias linguísticas funcionais, em uma distribuição desigual desses recursos entre os grupos, colaborando para a manutenção de desigualdades sociais. Para tanto, se analisa o caso de uma população - que chamamos El Algarrobo - onde se formam docentes indígenas, os quais são incorporados paulatinamente nas escolas da região. Nesta incorporação, as instituições educativas, definem os papeis dos docentes indígenas, assim como o lugar das línguas nessas mesmas instituições. Assim, este trabalho mostra que a gestão das línguas está ligada a processos de luta social nos quais as línguas têm um papel chave. A concepção de bilinguismo, as avaliações acerca das competências linguísticas dos estudantes e docentes indígenas, assim como as práticas linguísticas nas aulas, revelam a distância entre os significados que circulam nos discursos sociais a respeito da IEB na Argentina e o sentido que estes ganham nas práticas concretas em sala de aula.

Inferencia de indicadores de idoneidad didáctica a partir de orientaciones curriculares

PID: S1809-43092012000200003 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Godino Rivas Arteaga
A avaliação da idoneidade didática de processos de ensino e aprendizagem das matemáticas requer dispor de instrumentos adequados que orientem tal avaliação de maneira fundamentada. Nesse artigo, descrevemos una metodologia para a melhoria progressiva de instrumentos de avaliação da idoneidade de processos de instrução matemática mediante a análise do conteúdo de propostas curriculares. As unidades de análise são classificadas segundo as facetas e componentes propostos na Teoria da Idoneidade Didática para identificar normas e indicadores de idoneidade, os quais são confrontados com o sistema proposto por essa teoria, a fim de identificar concordâncias e complementariedades. Essa metodologia é exemplificada mediante sua aplicação aos os princípios e padrões do National Council of Teachers of Mathematics (NCTM) na área do conteúdo de estatística dos níveis K-8.
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