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Las epistemologías de la política educativa: vigilancia y posicionamiento epistemológico del investigador en política educativa

PID: S1809-43092012000100004 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Tello
O objetivo deste artigo é desenvolver a categoria epistemologias da política educacional como uma abordagem que incentiva a prática da vigilância epistemológica nas pesquisas desse campo. Essa categoria leva, necessariamente, o pesquisador a realizar uma meta-análise de sua própria investigação. Simultaneamente, o enfoque das epistemologias da política educacional também se torna um esquema analítico adequado para os estudos epistemológicos do campo, além do uso que cada pesquisador pode realizar para a sua própria vigilância epistemológica no processo de desenvolvimento de sua pesquisa. Este esquema de análise surge da preocupação de que, em uma parte significativa de pesquisas sobre políticas educacionais na América Latina, há a ausência de posicionamentos epistemológicos. A produção de conhecimento no campo se desdobra em uma combinação metodológica que não se fundamenta em perspectivas epistemológicas e, assim, a investigação se apresenta como aparentemente neutra e independente da realidade social e cultural.

O discurso da diversidade linguística em textos acadêmicos

PID: S1809-43092012000300013 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Krause-Lemke
O objetivo deste trabalho é discutir as concepções de língua e de identidade subjacentes a textos acadêmicos sobre aquisição e/ou ensino de línguas, observando de que forma concebem o ensino de línguas ante as diferentes realidades linguísticas existentes no Brasil. Busca-se compreender de que forma língua e identidade se imbricam na construção de uma política linguística. A análise leva em conta as atuais perspectivas críticas referentes ao estudo da linguagem, as de Hall (2006) e Iglesias (2009), por tratarem sobre os conceitos de identidade, e a de Bourdieu (2008), por promover discussões sobre a língua/discurso e por problematizá-la, tanto como objeto de dominação quanto como capital simbólico. Os resultados indicam um deslocamento em certas produções acadêmicas, ao abdicarem de concepções hegemônicas para instaurar um novo discurso, pautado pela diversidade linguística brasileira. Não obstante, esse novo discurso, presente em muitas produções analisadas, ainda não foi incorporado às práticas políticas e pedagógicas no cenário educacional brasileiro.

O ensino da matemática nas escolas do campo por meio da metodologia da mediação dialética

PID: S1809-43092012000200008 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Cruz Szymanski
Este artigo aborda a necessidade de um trabalho pedagógico dentro da modalidade Educação do Campo, especificamente no ensino da matemática. Busca justificar a defesa por um trabalho diferenciado, que tome como ponto de partida o conhecimento matemático do aluno e permita a sua ampliação de tal forma que os conhecimentos matemáticos adquiridos sejam realmente úteis em sua vivência de cidadão. A partir das Diretrizes Curriculares da Educação do Campo, este trabalho apresenta os pontos principais do desenvolvimento da Metodologia da Mediação Dialética, a qual possibilita estabelecer relações entre os diferentes saberes do aluno e do professor, de forma que o aluno possa superar seu conhecimento imediato sobre o mundo, pelos conhecimentos matemáticos historicamente construídos pelo homem

O ensino de matemática hermético: um olhar crítico a partir dos registros de representação semiótica

PID: S1809-43092012000200005 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Moretti Thiel
Neste trabalho discutimos, à luz da teoria dos registros de representação semiótica de Raymond Duval, o significado do ensino de matemática hermético, fechado sobre si mesmo, em relação ao modo como os registros semióticos são utilizados. Constata-se que este ensino, criticado por pesquisadores da Educação Matemática, se baseia em registros que provêm, geralmente, de um único sistema semiótico e, mesmo quando trata de mais de um sistema, não considera as possibilidades de articulação semiótica que pressupõe o reconhecimento simultâneo dos elementos semióticos que podem estar relacionados em cada sistema considerado. Veremos, ainda, como esta situação pode ser superada com um ensino que priorize, de fato, a articulação entre registros tendo por base a ideia de aprendizagem em matemática de Duval.

O raciocínio matemático nos alunos do ensino básico e do ensino superior

PID: S1809-43092012000200004 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Ponte Mata-Pereira Henriques
Este artigo analisa os processos de raciocínio em tarefas matemáticas de dois alunos do 9º Ensino Básico e dois alunos do 2º ano do Ensino Superior. Debruçamo-nos, também, sobre a representação e a significação, dada a sua estreita relação com o raciocínio matemático. Os resultados apresentados têm por base dois estudos de natureza qualitativa e interpretativa que usam diversas fontes de dados. Estes resultados mostram que o domínio da linguagem algébrica por parte dos alunos do 9º é ainda insuficiente para resolverem de forma expedita os problemas propostos, o que já não ocorre com os alunos do Ensino Superior. As estratégias iniciais de todos os alunos são de natureza indutiva. No entanto, uma das alunas do 9º ano e os dois alunos do Ensino Superior mostram uma capacidade já bem visível para raciocinar dedutivamente. Os níveis de significação variam consideravelmente, tendo diversos alunos mostrando capacidade de construir ou mobilizar significados relevantes. O modelo de análise que apresentamos, articulando raciocínio, representações e significação, revelou-se um instrumento promissor para estudar os processos de raciocínio dos alunos.

Os processos próprios de aprendizagem e a formação dos professores indígenas

PID: S1809-43092012000300008 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Nascimento
O tema da formação de professores indígenas e a questão dos processos próprios de aprendizagem, colocados como um direito aos povos indígenas a partir da Constituição de 1988, tem como objetivo a ressignificação da prática pedagógica em contextos socioculturais particulares e dar visibilidade à educação indígena. Tendo como referência a criança indígena, sujeito que produz conhecimentos no contexto de suas particularidades e territorialidades, a reflexão aponta a necessidade de construção de novos aportes teóricos e de pedagogia(s) que dêem visibilidade a outras lógicas epistêmicas locais produzidas pela “colonialidade do poder”, mas que se fazem diferentes da lógica dominante ocidental, no processo de formação de educadores indígenas.

Percalços da educação infantil como direito da criança: análise da história e da legislação das décadas de 1980 e 1990

PID: S1809-43092012000100007 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Lucas Machado
Nesse artigo, discutimos a respeito da função da educação infantil entre o fim da ditadura militar até a aprovação da atual Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Esse período se constitui em etapa importante para a história desse nível de ensino devido à produção de documentos fundamentais que reconhecem os direitos da criança, tais como a Constituição Federal (1988), o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA (1990) e a Política Nacional de Educação Infantil - PNEI (1994) - fontes deste estudo. O texto constitucional reconheceu-as como cidadãs, o ECA reforçou esse compromisso do Estado e a PNEI definiu condições adequadas para o desenvolvimento das crianças. Contudo, o atendimento com qualidade a toda a demanda caminha em passos lentos, ignorando o reconhecimento da especificidade dessa modalidade de ensino.

Políticas como tradução

PID: S1809-43092012000100002 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Lendvai Stubbs
Este trabalho explora algumas das implicações do desenvolvimento de uma antropologia ou etnografia das dimensões transnacionais da política. A primeira parte explica o aparato conceitual básico, em termos de política como criadora de significados. A segunda parte examina a política como tradução e explora suas implicações em termos de transnacionalização das políticas e, em particular, procura contrastar a tradução de políticas com noções mais ortodoxas de transferência de políticas. A terceira parte explora a tradução de políticas através de uma abordagem etnográfica reflexiva, desenvolvendo alguns casos baseados no envolvimento prático dos autores em reformas de políticas sociais em partes da Europa Central e do Leste. A quarta parte apresenta algumas conclusões e indica algumas objeções teóricas e éticas que podem e devem ser levantadas com relação à abordagem apresentada.

Políticas de educação do campo: avanços e desafios

PID: S1809-43092012000100006 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Marcon
O texto analisa as diretrizes da educação do campo numa dupla perspectiva: avanços e desafios. Os avanços evidenciam-se na formulação de diretrizes com base numa concepção de educação emancipatória e cidadã, e os desafios, por sua vez, concretizam-se nas dificuldades de a escola do campo problematizar os contextos socioculturais dos seus alunos; na implementação de políticas de nucleação por governos estaduais e municipais que resultam no deslocamento de escolas do campo para as cidades ou pequenos povoados; no transporte diário de milhares de crianças do campo para a cidade, que, além retirar os sujeitos dos seus contextos, incrementa processos migratórios e colide frontalmente com as diretrizes da educação do campo elaboradas no início do século XXI. Do ponto de vista teórico, o texto assenta-se em documentos e em referenciais bibliográficos relativos à educação do campo.

Políticas de regulação na educação: a organização da escola em ciclos em Goiânia (1998-2008)

PID: S1809-43092012000100008 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Mundim
O presente trabalho analisa a organização da escola em ciclos em Goiânia à luz dos processos de regulação das políticas educacionais empreendidos no Brasil a partir da década de 1990. A investigação de natureza teórico-bibliográfica beneficiou-se das análises da regulação social realizadas no campo da economia e da sociologia política tendo como referência o quadro teórico-metodológico desenvolvido por Marx e fertilizado por Gramsci. Presume-se que há, no cenário atual, novas formas de regulação social que em seus desdobramentos têm reverberado na regulação das políticas educacionais e, em certa medida, têm informado princípios para novas formas de organização da escola.

Quais teorias e métodos para a pesquisa sobre o ensino da matemática?

PID: S1809-43092012000200002 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Duval
A matemática provoca dificuldades de compreensão que não são encontradas em outras disciplinas. A escolha de uma teoria e de um método para recolher e analisar os trabalhos dos alunos depende do ponto de vista do qual nós nos baseamos para estudá-los. Neste artigo, examinaremos e faremos uma comparação dos aportes específicos dos pontos de vista matemático, cognitivo e pedagógico para analisar os processos de compreensão e de aquisição de conhecimentos em matemática. Com este objetivo abordaremos quatro questões: a) os critérios de compreensão são os mesmos segundo estes três pontos de vista?; b) o sucesso matemático em um problema implica a compreensão de um ponto de vista cognitivo?; c) como distinguir tipos de erros para analisar as causas de incompreensão?; d) as progressões construídas a partir de análises em termos de “pré-requisitos” favorecem ou ignoram o desenvolvimento cognitivo específico que permite compreender em matemática? Nós mostraremos que a importância particular do ponto de vista cognitivo vem do fato de que a atividade matemática tem sempre duas faces.

Quando os(as) alunos(as) já são professores(as): estágio, pesquisa e prática docente na formação de professores(as) indígenas

PID: S1809-43092012000300005 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Corrêa Santos Silva
O artigo aborda o tema central do estágio no Curso de Formação de Professores Indígenas da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) enquanto um dos principais desafios para a formação de professores indígenas em nível superior. Como os alunos universitários indígenas já são professores(as) em suas aldeias, procurasse saber que tipos de atividades caracterizarão este momento formativo e comporão o estágio e como articular as ações de pesquisa e prática docente oportunizando a soma de esforços e produção de resultados que sejam contribuição tanto para a formação do(a) professor(a) como para as escolas indígenas. Também focaliza a experiência já vivida com a Turma Mura, que está no último ano do curso e no fim de seu estágio. O estágio tem sido entendido como um espaço/tempo de reflexão e ação sobre a realidade escolar e o exercício da docência, tendo em vista potencializar a formação dos(as) licenciandos(as) e qualificar as suas inserções profissionais e, consequentemente, o trabalho da escola indígena.

Reforma educacional como barbárie social: economismo e o fim da autenticidade

PID: S1809-43092012000100003 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Ball
Este trabalho aprofunda um artigo anterior sobre o papel da performatividade na mudança de prática profissional e das subjetividades do professor na educação. Argumenta-se que as tecnologias de comparação, mensuração e responsabilização, que atualmente proliferam nos sistemas educacionais no mundo todo não são simplesmente novas formas de monitorar resultados, mas estão ativamente alterando o que pretendem descrever. Elas mudam o significado do ensino e do que significa ensinar. Essas tecnologias de reforma estão alterando a forma como os professores pensam sobre o que fazem e como se relacionam com os colegas e com os alunos. Sociabilidade e coletividade estão sendo destruídas e substituídas por suspeição, competitividade, culpa e inveja, um novo repertório altamente carregado de emoções e relações sociais deformadas.

Representando a docência, vou me fazendo professora: uma pesquisa com estagiárias de licenciatura em música

PID: S1809-43092012000100012 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Bellochio
O presente artigo decorre de uma pesquisa que teve como objetivo investigar as representações acerca do estágio supervisionado de estudantes em formação acadêmico-profissional do curso de Música da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Partindo de estudos sobre a formação de professores, estágio supervisionado e educação musical, buscaram-se conhecer e analisar as representações, crenças, ideias e valores dos licenciandos de música em relação ao estágio supervisionado e compreender os processos de gênese e transformação sobre a construção da docência. Os achados indicam que as representações de estágio supervisionado vão sendo modificadas ao longo da formação, e o aspecto central trazido em relação à docência carrega a aspiração positiva de ser um “bom professor” de música, em diferentes espaços educativos.

Sobre os objetivos, objetos e problemas da pesquisa brasileira em modelagem matemática na educação matemática

PID: S1809-43092012000200009 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Klüber Burak
Consideramos que toda área de pesquisa que busca se consolidar e amadurecer deve voltar-se para a própria pesquisa. Desse modo, entendemos que este trabalho é relevante para a Modelagem Matemática na Educação Matemática, pois temos a seguinte questão de pesquisa: como se mostram os objetivos, os objetos e problemas de pesquisa nas comunicações científicas publicadas na IV Conferência Nacional de Modelagem Matemática, CNMEM, realizada em 2005? Essa questão é enfrentada sob uma abordagem qualitativa do tipo meta-analítica e de conteúdo, com auxílio do software Atlas T.i. O material de coleta de dados é oriundo da referida conferência que é a primeira das três que analisaremos no estudo que visa explicitar a pesquisa em Modelagem Matemática no Brasil. As categorias estabelecidas neste artigo e que serão interpretadas são: 1) Metaestudo em Modelagem Matemática; 2) Aplicação de Modelagem; 3) Articulação entre Modelagem e outras teorias; 4) Modelagem e formação de professores.

Território e saberes tradicionais: articulações possíveis no espaço escolar indígena

PID: S1809-43092012000300007 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Calderoni
O artigo aborda as interferências dos processos históricos de desterritorialização e confinamento territorial entre os índios Kaiowá e Guarani, em MS, na produção e ressignificação dos seus conhecimentos/saberes tradicionais, além das possíveis dificuldades no seu eventual trânsito para os espaços escolares. Apoiado em Oliveira Filho (1999), Bhabha (2003), Sousa Santos (2005), Descola (1988), Melià; Grünberg e Grünberg (2008), entre outros, adotou-se como procedimento técnico-metodológico a revisão bibliográfica, privilegiando entrevistas com docentes indígenas. Conclusões iniciais apontam para a relevância do que acontece no território, em especial, as mudanças na organização social, para os processos relativos aos conhecimentos tradicionais indígenas. Instâncias internas reconhecidas como espaços relevantes nesse processo têm sido tensionados e sua importância reduzida. No entanto, persiste a forma indígena de ressignificar e traduzir seus conhecimentos, que perpassa, inclusive, as lutas pela quebra do confinamento historicamente imposto.

Uma análise de reflexões e de conhecimentos construídos e mobilizados por um grupo de professores no ensino de números decimais para o sexto ano do ensino fundamental

PID: S1809-43092012000200012 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2012
Autores: Miola Pereira
Este artigo tem por finalidade apresentar um recorte da dissertação de mestrado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS. Traz uma análise dos conhecimentos construídos e mobilizados por um grupo de professores durante a realização de seis encontros acerca do ensino de números decimais. Para análise dos dados foi utilizado o modelo teórico desenvolvido por Lee Shulman sobre a base de conhecimentos para o ensino, focando as três vertentes: o conhecimento específico, pedagógico e curricular do conteúdo. A formação do grupo possibilitou momentos de estudo, escolha, aplicação e reflexão. Os resultados revelam que as trocas de experiência e o planejamento elaborado coletivamente propiciaram, além da conscientização sobre a necessidade da base de conhecimentos, a importância de discutir e planejar em grupo. Apontaram ainda que os encontros contribuíram para que os sujeitos expusessem as suas dúvidas, refletindo sobre a sua prática.

A representação social do aluno com deficiência na educação inclusiva: o olhar das crianças

PID: S1809-43092011000200010 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2011
Autores: Vasconcellos Santos Almeida
Historicamente excluídas, as pessoas com deficiência vêm sendo socialmente inseridas por meio de novas normas orientadas por princípios igualitários. A Teoria das Representações Sociais, que estuda como o senso comum constrói “teorias” sobre objetos relevantes, foi utilizada para responder como essa conjuntura afeta social e psicologicamente as crianças nas escolas inclusivas. Utilizamos uma abordagem plurimetodológica com associações livres, desenhos e grupos focais para estudar as representações sociais sobre o colega com deficiência compartilhadas por 39 crianças de turmas de terceiro e quarto ano do Ensino Fundamental de uma escola estadual do Recife. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo e do software EVOC e os resultados evidenciam que as crianças com deficiência são vistas como pessoas limitadas por uma falta ou incapacidade permanente ou passageira; aprendem de forma diferente das demais e atrapalham as aulas; necessitam de cuidado e proteção; são autorizadas a participar do grupo, sem constituir parte dele. O grupo parece estar delineando os contornos da alteridade, evidenciando uma representação em construção.

Alunos de escola básica e suas representações de professores

PID: S1809-43092011000200009 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2011
Autores: Escalante Xavier
Este artigo analisa como alunos de escola básica representam socialmente o professor em aspectos como gênero, idade, aparência, atitude e metodologia de ensino. Também examina os efeitos desses aspectos na relação aluno-professor. A pesquisa baseou-se na Teoria das Representações Sociais (MOSCOVICI, 1978, 1984, 2004) e contou com a participação de 69 estudantes de diferentes fases escolares, que foram submetidos a um questionário e a uma entrevista em grupo focal. Os dados mostraram que certos estereótipos são percebidos nas representações dos alunos sobre os professores e que aspectos como a atitude e a metodologia de ensino podem gerar conflitos na relação aluno-professor.

Ampliação do ensino fundamental para nove anos: entre as normatizações da política educacional, o movimento teórico e as representações sociais dos profissionais da escola pública

PID: S1809-43092011000200003 | Periódico: Práxis Educativa (1809-4309) | Ano: 2011
Autores: Abdian Ciardella
O objetivo desse artigo é analisar as representações sociais de grupos de profissionais da educação de duas escolas (municipal e estadual) sobre a política de ampliação do Ensino Fundamental de nove anos. Buscou-se explicitar algumas inter-relações entre a natureza individual e social das representações sociais, e compreender alguns motivos pelos quais a escola pública vem reproduzindo as práticas pedagógicas tradicionais. A pesquisa envolveu entrevista com os diretores e coordenadores das duas unidades escolares. Concluiu-se que os profissionais entrevistados atribuem características positivas à política, entretanto não conhecem as raízes de sua constituição e as razões que a fundamentam; o texto da política apresenta aspectos progressistas, mas as contradições emanadas das diretrizes governamentais acabam por incentivar as práticas historicamente vivenciadas, dificultando a reorganização do trabalho na escola.
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