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Docência da educação profissional: entre a universalidade e a singularidade

PID: S1981-416x2021000401609 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Vieira Araújo Vieira
Resumo Este trabalho tem como objetivo identificar como os professores da educação profissional efetivam a sua docência enfocando os conhecimentos considerados relevantes e os saberes requeridos para o exercício da docência de modo semelhante aos demais níveis e etapas da educação e as especificidades da educação profissional. Toma como referência, em relação aos saberes docentes, os estudos de Imbernón, Nóvoa, Shulman e Tardif e autores brasileiros que discutem a temática. A abordagem metodológica foi orientada pela pesquisa qualitativa, do tipo pesquisa de campo e os dados empíricos foram produzidos por meio de estudo de caso instrumental com uso de entrevista realizada com dez professores que atuam nos cursos técnicos de nível médio em um Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia situado no sul do Brasil. Os resultados indicam que, de modo geral, os professores precisam construir saberes que envolvem a docência de modo universal, acrescido de singularidades que distinguem a educação profissional dos demais níveis e etapas da educação.

Docência decolonial com estudantes indígenas na Universidade Comunitária da Região de Chapecó- Unochapecó

PID: S1981-416x2021000100101 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Battestin Piovezana Tedesco
Resumo Este texto busca apresentar como ocorre a entrada dos estudantes indígenas nos cursos de ensino superior, os aspectos da formação e da conclusão do curso do projeto intercultural da Unochapecó. O objetivo é demonstrar que o acesso ao ensino superior foi possível por meio das parcerias institucionais e de defensores das causas dos povos originários da região, que possibilitou recursos provindos do estado de Santa Catarina em forma de bolsas de estudo. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, apoiada em diversos autores e referenciais que apresentam subsídios argumentativos para pensar no contexto histórico e educativo desta proposta de escrita, também fez-se uso da pesquisa de intervenção com o envolvimento dos docentes e de práticas pedagógicas decoloniais nas escolas indígenas. Observou-se que a docência decolonial resulta em debater, refletir e eliminar preconceitos e formas de exclusão social perpetradas pelos tempos. Conclui-se que é fundamental na docência decolonial construir percursos formativos que desenvolvam nos cursos interculturais problematizações sobre o processo de formação e empoderamento dos egressos e da comunidade de pertencimento. Uma educação decolonial se constituem como propulsara de empoderamento pessoal, coletivo, comunitário, indenitário, cultural, político e social. São fatores determinantes nos caminhos da inclusão e da libertação do fazer político com as causas indígenas.

Docência universitária e letramento digital: desafios da formação de professores

PID: S1981-416x2021000100127 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Assis Costa Faleiro
Resumo As escolas têm cada vez mais utilizado as tecnologias digitais, sendo comum o uso de ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) e de rede sociais nas universidades. Surge daí a necessidade do desenvolvimento de competências para o uso das tecnologias digitais na formação docente, tratadas, neste artigo, como letramento digital. Desse modo, este artigo teve como objetivo investigar o que tem sido pesquisado sobre letramento digital no âmbito da docência universitária em publicações em língua portuguesa. Durante o mês de fevereiro de 2020, analisamos publicações a respeito de letramento digital na formação de professores, por meio de uma revisão sistemática, utilizando o Google Acadêmico, com os seguintes critérios de inclusão: publicações no período de 2010 a 2019, revisados por pares, com o termo “letramento digital”, ou “literacia digital” no título, que tratassem de formação de professores. Selecionamos 22 artigos, nos quais o foco, as palavras-chave, o problema de pesquisa e uma síntese dos principais resultados foram analisados. Os dados encontrados apontaram que os autores usam preferencialmente abordagens qualitativas, apresentam os desafios enfrentados por professores na aquisição de competências de letramento digital, mostrando alguns resultados com posições mais otimistas e outras mais céticas com relação a ações de capacitação docente. Dentre as soluções para os desafios, há sugestões para a formação dos professores, para o desenvolvimento das competências necessárias ao letramento digital. Embora esta possa ser uma solução de primeira escolha, não se pode descartar outras ações, como trabalho colaborativo entre professores e alunos, entre colegas docentes, com suporte de pesquisadores da academia.

Educação Ambiental no Ensino Fundamental: aprendizagens estudantis e seus reflexos para além da escola

PID: S1981-416x2021000200957 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Reis Schwertner
Resumo O presente artigo versa sobre um trabalho de Educação Ambiental (EA) que vem sendo desenvolvido com discentes do Ensino Fundamental, desde junho de 2012, em uma escola municipal de Imperatriz/MA, Brasil: o Projeto Bacuri Verde (PBV) - Adote uma Árvore. Objetivou-se identificar se a vivência em EA promovida pelo PBV resultou em aprendizados para os estudantes dentro e fora do espaço escolar. Em relação à metodologia, trata-se de um trabalho de natureza qualitativa, aproximando-se de pressupostos de estudos multicasos. Foram envolvidos nove egressos e três ingressos do PBV, sendo no total 12 sujeitos participantes. Os dados foram produzidos por meio de entrevistas semiestruturadas, que foram gravadas e transcritas na íntegra. O material foi analisado seguindo a abordagem da Análise Textual Discursiva por meio das categorias: aprendizagens e vertentes sobre EA à luz dos investigados; vivências e aprendizagens no espaço do viveiro; e “em todos os lugares que eu for, vou levar o que aprendi no projeto”. Os resultados evidenciaram que as aprendizagens produzidas e experienciadas no contexto do PBV demostraram ser relevantes tanto no contexto escolar como no não escolar. Foram apontadas mudanças positivas nas formas de se relacionar e de se comunicar com as pessoas em espaços frequentados e tempos vividos posteriores à época de estudos na escola.

Educação Histórica: o Museu e a importância da história local no ensino de História

PID: S1981-416x2021000200650 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Verde Martins
Resumo Este artigo trata sobre um relato de experiência pedagógica desenvolvida por meio da disciplina História e Patrimônio, no curso de História, do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica - Parfor/Maranhão a partir da visita ao Museu de Arqueologia, Paleontologia e Etnologia, em São Luís-MA. Objetivou-se com o estudo compreender a importância da metodologia museológica para a educação histórica no ensino de História a partir da história local. Utilizou-se como referencial teórico: Barca (2011), Schmidt e Cainelli (2004), Canclini (1997), Hall (2007), Rüsen (2007), dentre outros autores para responder às questões iniciais: qual a concepção sobre cultura indígena o Museu proporciona aos visitantes? Qual a relação entre a história da cultura indígena e europeia a partir da leitura museológica? Como relacionar o ensino de História à educação museológica? A metodologia consistiu na análise bibliográfica sobre o tema, observação in loco, caderno de campo e questionário semiestruturado, que foi analisado e debatido em sala de aula. Os sujeitos participantes da pesquisa foram quatro professores/alunos indígenas do Parfor. O resultado infere que a visitação ao Museu de Arqueologia, Paleontologia e Etnologia traz significado quando é fundamentada teoricamente e contextualizada a partir da história local e da educação histórica. Conclui-se que, como estratégia metodológica, a visita ao museu, favoreceu outras leituras sobre as origens do povo brasileiro, reflexões sobre a memória histórica e valorização da história local, sendo uma possibilidade viável e necessária ao ensino de História.

Educação a Distância e o uso dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem: entre o Ideal e o Possível

PID: S1981-416x2021000301429 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Maieski Alonso
Resumo É indiscutível a relevância dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) como espaços de formação, devido a consolidarem “lugares/espaços” de outras e novas apropriações das práticas pedagógicas. Justamente por isso a importância de pesquisas, discussões e problematizações voltadas para os processos formativos online, assim como para o uso dos AVA. Nesse artigo, quando se fala de mediação e de interação é em uma perspectiva histórico-cultural, compreendendo que esses conceitos se configuram como elementos promotores da aprendizagem, determinando as relações e os papéis dos sujeitos nos cursos de formação on-line. Nesse sentido, esse artigo apresenta parte dos resultados de uma pesquisa de Mestrado que tem como objetivo investigar os processos e procedimentos de mediação e de interação nos cursos de formação on-line da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Para responder a tal objetivo, o problema que se propôs investigar é como os processos e procedimentos de mediação e de interação podem ser identificados nos cursos de formação on-line da UFMT? A abordagem utilizada foi qualitativa, com a metodologia da observação participante. Os resultados apontam que se faz necessária uma discussão sobre políticas públicas e institucionais, sobre o trabalho docente e do tutor, e, no caso da EaD, sobre o “lugar” do aluno no contexto da cultura digital e da sociedade conectada.

Educação inclusiva: diferentes configurações, olhares e mundos possíveis

PID: S1981-416x2021000301388 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Conte Habowski
Resumo Nos últimos anos surgiram muitos debates sobre o assunto da inclusão em sala de aula e as dificuldades geradas pela falta de reconhecimento da contribuição pedagógica à formação da pessoa com deficiência associadas a inseguranças, referências de projetos interdisciplinares robustos para contextualizar as desigualdades. Entretanto, no cenário educativo, o que se vê é uma intensa precariedade do ensino público e a omissão dos diversos setores da sociedade que não pensam estratégias articuladoras e integradoras para superar essas problemáticas vitais. Assim, este estudo tem por objetivo realizar uma análise sobre os entraves à atividade do professor em relação à inclusão de crianças com necessidades especiais em sala de aula, a partir de uma revisão de literatura e de um questionário de perguntas abertas, por meio de recursos Google Forms, respondido por cinco professoras que atuam no campo da Educação Inclusiva dos anos iniciais de Educação Básica. Os resultados apontam dificuldades dos educadores nos processos inclusivos à criação de atividades pedagógicas, por inexperiência com o campo na formação acadêmica e ausência de recursos disponíveis nas escolas para dar conta da proposta de inclusão de todos, cujo valor motivacional para o aprender dos estudantes centra-se nas proposições criativas e investigativas do professor. Ficam evidentes grandes entraves formativos, pois as cinco professoras em atuação, que responderam ao questionário, não possuem formação específica para atuar com crianças deficientes.

Educação para as relações étnico-raciais: o projeto Museu de História e Cultura Afro na escola

PID: S1981-416x2021000200742 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Castro Tavares
Resumo O objetivo deste artigo é apresentar o projeto “Museu de História e Cultura Afro”, visando refletir sobre as suas possibilidades didáticas no que tange à educação para as relações étnico-raciais. O projeto consistiu na simulação de uma exposição museológica, sendo desenvolvido em uma escola pública da Rede Estadual de Minas Gerais, reunindo objetos e imagens que fazem parte da história e da cultura da população negra. O projeto contou com a participação de professores, estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental e comunidade escolar, que emprestaram os objetos expostos. Diante disso, buscou-se refletir sobre como a simulação de uma exposição museológica na escola pode contribuir didaticamente para o ensino da história e cultura afro. Assim, argumenta-se sobre o potencial educativo dos museus, os quais se configuram como espaços de memórias, conflitos e silenciamentos; as possibilidades dos museus concernentes à educação para as relações étnico-raciais; a simulação de exposições museológicas na escola e suas possibilidades didáticas. Conclui-se que metodologias ativas, criativas e participativas, como a simulação de museus juntos aos alunos da educação básica, mostram-se promissoras nos processos de ensino e aprendizagem, envolvendo motivação, colaboração, seleção, interpretação, comparação, organização e prática, ou seja, capacidades múltiplas, indispensáveis na formação de qualidade dos educandos.

Educação profissional técnica e tecnológica no IFPR: a educação especial em questão

PID: S1981-416x2021000401739 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Oliveira Yaegashi Ruiz
Resumo A educação especial é uma modalidade de ensino para estudantes com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e com altas habilidades e superdotação, matriculados nas diferentes etapas e níveis de ensino. Traçamos o objetivo de analisar ações institucionais de educação especial no Instituto Federal de Educação (IFPR) nos cursos profissionais técnicos e tecnológicos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza documental e bibliográfica. Inicialmente, apresentamos de forma geral a educação especial como modalidade de ensino que busca se efetivar por meio de dispositivos legais e de pressupostos teórico-metodológicos, a partir de temáticas específicas que tratam de recursos e serviços de acessibilidade no atendimento às especificidades do seu público. Na sequência, elencamos alguns dos principais documentos do IFPR que dispõem sobre a inclusão escolar, com ênfase nos direitos das pessoas que são público da educação especial. Para se compreender o que dizem as pesquisas stricto sensu acerca de investigações realizadas em diferentes campi do IFPR, realizamos busca no catálogo de teses e dissertações da Capes, e analisamos cinco trabalhos, sendo uma tese e quatro dissertações. De forma geral, os resultados apontam que a educação especial é bem amparada legalmente em nosso país, no entanto, no IFPR as práticas inclusivas se encontram em processo lento. Atualmente, dos vinte e cinco campi, apenas sete deles contam com professor de educação especial, mas nem todos têm sala de recursos multifuncional constituída, que é uma exigência preconizada pela Resolução 4/2009, ao instituir diretrizes operacionais para o atendimento educacional especializado (AEE) na educação básica.

Ensino, pesquisa e práxis na formação docente

PID: S1981-416x2021000100370 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Ferreira
Resumo O ato de ensinar requer, sobremaneira, o estudo aprofundado daquilo que se ensina e a definição clara dos fins da ação pedagógica. Este artigo investiga as relações entre ensino, pesquisa e práxis estabelecidas no processo de formação inicial de docentes em serviço e no processo de produção do conhecimento desses profissionais e indagar sobre essa proposta de ensino e suas contribuições na formação docente. Trata-se mais especificamente da experiência com os componentes curriculares Fundamentos da Práxis VI e Estágio Supervisionado VI, no curso de Pedagogia do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR), da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). O estudo visa, sobretudo, investigar as relações entre ensino, pesquisa e práxis estabelecidas no processo de formação inicial de docentes em serviço e no processo de produção do conhecimento dos profissionais, vinculados à Rede Municipal de Medeiros Neto - BA, no 6º semestre do curso de Pedagogia, em uma turma de 20 (vinte) graduandos. A pesquisa se apoia no materialismo histórico dialético, adota a tendência pesquisa/participante/ação e se utiliza da revisão de literatura e pesquisa documental no processo de investigação. Os resultados apontam aspectos das relações entre ensino, pesquisa e práxis e das contribuições que tais aspectos oportunizam à docência.

Entre ser “a pessoa mais importante do lugar” e “apenas um professor”

PID: S1981-416x2021000301219 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Gomes Nunes Pádua
Resumo Neste artigo, discutimos a influência do contexto sociocultural em que a escola está inserida para a percepção de valorização docente conforme a narrativa de uma professora do ensino fundamental I. As reflexões ora apresentadas desenvolveram-se durante uma pesquisa que procurou investigar a valorização docente na narrativa de uma professora dos anos iniciais do ensino fundamental, que atua na rede municipal da cidade de Mariana, Minas Gerais. Como procedimentos metodológicos, desenvolvemos um levantamento bibliográfico acerca da valorização docente para compreendermos como a questão tem sido discutida pela literatura da área e contemplada pela legislação. Além disso, realizamos a entrevista narrativa, cujos achados evidenciaram que a valorização docente ultrapassa a dimensão objetiva (condições de trabalho e carreira, formação e remuneração), privilegiada nos estudos do campo. A pesquisa demonstrou a importância da dimensão subjetiva para a valorização, incluindo assim, as interações humanas vivenciadas no exercício da profissão e a percepção de reconhecimento social. Nesta direção, apresentamos os fatos mais marcantes da trajetória profissional da professora pesquisada e analisamos as suas percepções acerca do exercício da docência em uma escola do campo e em uma escola da periferia da cidade de Mariana-MG, procurando compreender como o contexto sociocultural influencia a percepção de valorização docente.

Estado funcional e as políticas de ajuste estrutural na Educação Básica brasileira

PID: S1981-416x2021000100317 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Silva Moreira Volsi
Resumo O texto tem como objetivo analisar a concepção de Estado funcional e as políticas de ajuste estrutural para a educação básica no contexto de intensificação do neoliberalismo no Brasil. Se refere aos resultados de uma pesquisa exploratória de caráter bibliográfico e documental. Para dar conta do proposto, o texto analisa os pressupostos históricos e políticos do financiamento da educação básica e a questões históricas pertinentes, que desencadearam a intensificação das políticas de ajuste estrutural neoliberal na educação básica. Concluiu-se que as políticas de ajuste estrutural são resultados dos atos governamentais, que, por sua vez, caminham na contramão do que é condizente para os serviços públicos. As articulações entre o setor privado e público resultaram em políticas de ajustes estruturais que favorecem a economia e os interesses da elite brasileira e, nesse cenário, a educação básica pública é posta como uma mercadoria lucrativa. Isso, por sua vez, favorece a cultura de que o setor privado apresenta resultados, enquanto o setor público é visto como ineficiente. É uma ótica de lógica mercadológica posta no sistema educacional como solução para os problemas enfrentados pela educação pública, que resulta na desvalorização do setor público.

Estratégias autoprejudiciais em matemática: uma revisão sistemática da literatura

PID: S1981-416x2021000301448 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Torisu Boruchovitch
Resumo A adoção de estratégias autoprejudiciais de aprendizagem envolve a criação ou declaração de obstáculos, reais ou fictícios, antes da realização de uma tarefa para justificar, antecipadamente, um possível fracasso ou para tornar um sucesso mais recompensador para a autoimagem. Esta prática pode afetar o desempenho e ter consequências desastrosas para o estudante. No caso da Matemática, disciplina temida por muitos, a importância de se pesquisar a influência destas estratégias na vida dos estudantes parece ser ainda maior. Assim, o presente artigo tem como objetivo apresentar uma revisão sistemática da literatura que investiga a adoção de estratégias autoprejudiciais no âmbito da Matemática. A busca foi realizada nas bases de dados SciELO, PsycINFO e ERIC. A amostra final incluiu 10 textos, todos internacionais, sendo 3 trabalhos em eventos e 7 artigos em periódicos. Os resultados revelaram que vários fatores contribuem para a adoção, ou não, de estratégias autoprejudiciais em Matemática. O ambiente de sala de aula e o apoio que o professor oferece a seus alunos, bem como a importância de se considerar outros construtos, como a autoestima e autoeficácia, como algo que afeta a escolha pelo uso de estratégias autoprejudiciais foram variáveis-chave para maior compreensão da adoção destas estratégias. O pequeno número de pesquisas encontrado no âmbito da Matemática sugere que este é ainda um campo profícuo para novas pesquisas, tanto brasileiras quanto internacionais.

Formação continuada crítico-reflexiva: um caminho para profissionalidade do professor técnico

PID: S1981-416x2021000401700 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Barreto Anecleto
Resumo Este artigo tem como objeto de estudo o processo de formação continuada para professores técnicos em um Centro de Educação Profissional do Semiárido, no Território de Identidade do Sisal, na Bahia, focalizado a partir de atitude orientada ao consenso, pelo viés de uma racionalidade comunicativa. Esse processo formativo é discutido com interfaces de saberes e práticas pedagógicas buscando contribuir para o desenvolvimento da profissionalidade docente do professor técnico, por meio da reflexão de concepções e de práticas pedagógicas. Assim, este artigo busca compreender como a formação continuada favorece o sobrepujamento do agir estratégico docente para um agir comunicativo na prática de ensino a fim de refletir sobre sua profissionalidade docente. A metodologia está embasada nos conceitos da pesquisa colaborativa, desenvolvida a partir de sessões reflexivas e de entrevistas semiestruturadas com professores técnicos sobre seu fazer docente e sua profissionalidade. Como resultado, para que esses técnicos tenham mais identificação com a docência, aponta-se a importância de processos formativos no espaço escolar, que surjam das próprias realidades educativas locais, de forma dialógica e engajada e contribuam para a ressignificação do trabalho do professor, no sentido de possibilitar uma compreensão colaborativa do seu fazer educacional e uma transmutação nas ações pedagógicas desses professores técnicos.

Formação continuada de professores ao incluir aluno surdo no ensino superior: relato de experiências

PID: S1981-416x2021000301036 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Richartz Oliveira
Resumo Em uma sociedade diversificada e cada vez mais preocupada com a equidade humana, compete ao professor uma atualização constante de seus conhecimentos, e consequentemente, ressignificação didática. Objetiva-se, neste artigo, portanto, discutir a importância da formação continuada de professores face à inclusão de um aluno surdo em sala de aula, em um curso de Pedagogia no interior de Minas Gerais, bem como, apresentar o gênero autobiográfico para se conhecer o contexto histórico do discente no intuito de identificar e desenvolver metodologias que promovam sua interação e mediação. Destina-se, ainda, relatar a experiência vivenciada por todos os sujeitos envolvidos na busca de alternativas de mediação, ensino, avaliação e por último, descrever as adaptações realizadas para respeitar a singularidade linguística do discente Surdo. A partir dessa perspectiva, o referencial teórico se pauta em autores como, Frison; Simão, Oliveira, Nacarato, Nóvoa e Foucault. A metodologia utilizada configura o relato de experiência associada à autobiografia de um aluno Surdo. Como resultado, observa-se que a formação continuada, atrelada ao trabalho em conjunto de professores e tradutor e intérprete de Libras, foi fundamental para entender demandas apresentadas a partir da especificidade do aluno surdo, além de compartilhar ações práticas e vivências de seus participantes durante esse processo.

Formação de professores da Educação Infantil: ressignificando as práticas docentes por meio de propostas psicocorporais

PID: S1981-416x2021000301147 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Bersch Piske
Resumo Neste estudo, objetivamos refletir sobre a prática docente por meio de propostas psicocorporais que envolveram o lúdico e suas interfaces. As práticas docentes são aquelas mediadas pelo professor e que, no seu construto, há intencionalidades, promovendo a aprendizagem com sentido e significados. A pesquisa é de cunho qualitativo e, para a análise dos dados, utilizamos a Grounded Theory, aliada ao software Atlas.Ti. As técnicas de intervenção pedagógica aplicadas foram a Psicomotricidade Relacional e as Ginásticas Historiadas. Participaram dos encontros formativos 30 professoras da Educação Infantil do município de Rio Grande/RS. Os instrumentos que geraram os dados foram: observações das trajetórias que envolvem as atividades psicocorporais, as narrativas das participantes nos memoriais descritivos e no decorrer dos encontros, bem como imagens, filmagens e relatórios oriundos das temáticas das aulas aplicadas aos alunos das professoras. As categorias que emergiram na análise dos dados foram emoções e corpo, evidenciando que o dueto está implicado na comunicação corporal, já que não podemos separar a emoção do corpo, tampouco o corpo da emoção. As narrativas que envolveram as atividades psicocorporais - ou seja, brincar, jogar, criar, atuar, inventar, interagir com o outro e com os objetos disponibilizados - indicaram que são capazes de promover reflexões sobre a formação permanente e uma ressignificação da prática docente.

Formação de professores de matemática: os caminhos da profissionalidade docente na história da educação brasileira

PID: S1981-416x2021000100049 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Cusati Avelar
Resumo Este artigo apresenta os principais aspectos relacionados a atual discussão sobre o papel da prática e da profissionalização da docência no Brasil com o objetivo de entender os fatores responsáveis pelas fragilidades observadas no ensino da matemática que são, em grande medida, explicados pelas descontinuidades na formação (inicial e contínua) de professores. Há distanciamento entre formação universitária de professores de matemática e prática docente na escola básica, além de diversas dicotomias que cercam o debate. O processo de elaboração e aprovação da BNCC impôs uma homogeneização curricular numa lógica centralizadora dissociada das demandas formativas e das realidades locais do complexo e desigual sistema educacional brasileiro. As transformações sociais, políticas, econômicas e culturais do mundo contemporâneo afetam os sistemas educacionais. A pesquisa bibliográfica e de cunho documental desenvolvida sobre professoralidade (PEREIRA, 2012) concluiu pela necessidade de qualificação, formação, resgate da profissionalidade e das políticas de profissionalização de docentes tendo em vista a desvalorização e a precarização da formação inicial de professores. Avalos (2021), Ponte (2005) e Gatti, Barretto & André (2011) mostram que os currículos de licenciatura em matemática não articulam saberes técnico-científicos e pedagógicos desvelando a dicotomia entre matemática acadêmica e escolar. A forma reducionista de integração entre teoria e prática nega a necessidade de uma sólida formação teórica e interdisciplinar, disseminando uma perspectiva de conhecimento restrita ao saber fazer, marcada pela ausência dos processos reflexivos na formação docente. As contribuições apresentadas orientam sobre a mobilização de saberes necessários à profissionalização da docência subsidiando a construção da identidade profissional dos professores.

Formação de professores para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio: proposições para reflexão

PID: S1981-416x2021000401486 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Oliveira Guimarães
Resumo Este texto trata do tema da Formação de Professores para a Educação Profissional (Forprofep) a partir de algumas proposições direcionadas para um tratamento crítico e ampliado sobre o tema. Tem-se como objetivo apresentar pontos para discussão sobre a Forprofep no Brasil, e contribuir para o debate relativo aos planos de cursos da educação profissional técnica de nível médio, após a denominada contrarreforma do ensino médio. As proposições abordam, desde aspectos gerais de natureza teleológico-conceitual e contextual até aspectos mais específicos de ordem didático-pedagógica. Em relação a cada uma das proposições são levantadas questões que podem orientar o trabalho teórico-prático sobre a Forprofep. Ao final, apresenta-se uma grande meta e a condição do diálogo entre os sujeitos escolares, na elaboração de projetos de formação de professores que materializem uma formação de excelência socialmente referenciada.

Formação e inserção dos coordenadores de curso no ensino médio e técnico: o contexto das Escolas Técnicas Estaduais de São Paulo

PID: S1981-416x2021000401535 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Silva Constantino
Resumo A pesquisa pretendeu delinear a inserção e formação dos coordenadores de cursos de ensino médio e técnico nas Escolas Técnicas Estaduais de São Paulo, ao explorar aspectos relacionados à trajetória histórica, inserção e a formação inicial e continuada destes profissionais no âmbito de um sistema público de educação profissional, o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. Por meio de uma pesquisa documental e de campo do tipo survey, de abordagem qualitativa, realizada entre 128 coordenadores de cursos de 75 Etecs, insere-se na possibilidade de expansão de uma literatura ainda incipiente sobre a coordenação de cursos na educação profissional, apontando resultados sobre a formação e inserção destes sujeitos, desvelando lacunas existentes, oportunidades de formação pouco exploradas, a constituição do grupo de profissionais enfocado. Estes resultados, em relação à formação dos coordenadores de curso, destacaram a necessidade de alinhamento da formação inicial e continuada aos temas relacionados à gestão de legislação e da informação, bem como aspectos pedagógicos e gestionários das unidades escolares. Quanto à sua inserção, apontou-se a imperativa dotação e distribuição de carga horária suficiente para um melhor desempenho de suas atividades, bem como a importância dos incentivos variados ao desenvolvimento da função de coordenação. Em perspectiva, este ator emergiu como imprescindível para os processos e os resultados das escolas técnicas estaduais, desde seu primeiro reconhecimento histórico em 1988 e, posteriormente, acompanhando os movimentos de forte expansão institucional no início do século XXI.

Iniciação científica nos cursos de licenciatura e contribuições para a formação de professores

PID: S1981-416x2021000301350 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Cunha Barbosa Antunes-Souza
Resumo Considerando que a participação em projetos de Iniciação Científica (IC) se constitui como uma oportunidade privilegiada de inserção de estudantes de licenciatura na pesquisa, este artigo busca analisar as contribuições da IC para a formação inicial de professores e sistematiza o estado do conhecimento a respeito do tema consultando a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), Banco de Dissertações e Teses da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Scientific Electronic Library Online (SciELO) no período 2000-2020. Os resultados evidenciaram aspectos relacionados às contribuições da IC para a formação acadêmica e científica dos bolsistas, para a permanência no ensino superior e para o exercício da docência. Do ponto de vista da formação e exercício da docência, a experiência da IC contribui com a construção de um olhar e postura investigativas diante da complexidade da prática pedagógica, deslocando o professor do lugar de “consumidor” de ideias e teorias para um lugar de “construtor” de conhecimentos. Do mesmo modo, o professor deixa de se reconhecer como “transmissor” de conhecimentos e reconhece seus alunos como “construtores” de conhecimentos. A IC na licenciatura pode ser considerada como experiência formativa na medida em que admite os conhecimentos da sala de aula e os saberes dos professores como problemáticos e o percurso investigativo como possibilidade de elaboração e reelaboração desses conhecimentos e saberes.
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