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Pela tela de um tablet: tecnologias digitais na Educação Infantil

PID: S1981-416x2021000401941 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Queiroz Rocha
Resumo Este artigo expõe resultados de pesquisa desenvolvida sob a perspectiva da Teoria Histórico-Cultural, com objetivo de examinar o uso de um tablet para (re)significações e (re)interpretações de crianças sobre suas experiências no contexto escolar. Participaram da investigação 19 crianças de quatro a cinco anos de idade de uma escola pública, a quem a pesquisadora solicitou que manuseassem um tablet a fim de fotografarem aquilo de que mais gostavam na escola. Posteriormente, em sessões de entrevista, as crianças eram convidadas a selecionarem as fotos de que mais gostavam. O estudo foi realizado por meio de observações, produção de fotografias e entrevista. Foram realizadas 11 sessões para fotografar e sete sessões para escolhas das fotos, todas vídeo-filmadas. A construção do material empírico permitiu-nos constatar a potência da atividade desenvolvida com o tablet para as (re)elaborações e (re)significações dos participantes no tocante ao contexto escolar, afetando, dessa maneira, suas relações com o meio, com o instrumento e entre pares.

Por uma nova didática: discursos e narrativas no Ensino Superior

PID: S1981-416x2021000301097 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Mocarzel Rangel
Resumo Este artigo reúne experiências realizadas em uma instituição de ensino superior confessional, localizada no estado do Rio de Janeiro, Brasil. A partir de convênio firmado com o Google para Educação, novas abordagens didáticas foram sugeridas aos professores de todos os cursos, objetivando uma maior qualificação das aulas e um maior interesse dos estudantes. Os docentes foram apresentados ao conceito de metodologias ativas, ferramentas que buscam dinamizar as aulas e tornar mais significativo o aprendizado dos estudantes. As falas de alunos de uma turma da disciplina Didática, oferecida aos cursos de História e Pedagogia, sobre as aulas, sobre as metodologias ativas e o uso de tecnologias Google, foram interpretadas com uso da Análise de Discurso. As falas foram coletadas na avaliação do curso e retratam, em certa medida, que muitos dos objetivos traçados, pela instituição quando da proposta do uso de metodologias ativas de aprendizagem e ferramentas tecnológicas e pelo docente responsável quanto à sequência de ações didáticas, foram alcançados, e alguns deles até superados.

Professores não licenciados na Educação Básica: sentidos de docência no Ensino Médio Integrado

PID: S1981-416x2021000401583 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Ferreira Cruz
Resumo O artigo discute questões de docência de professores não licenciados que atuam nos cursos técnicos que se articulam em integração com a Educação Básica, constituindo o Ensino Médio Integrado. Teve por referência uma pesquisa, cujo objetivo consistiu em analisar sentidos de docência que se inscrevem nas práticas de professores não licenciados que atuam no Ensino Médio Integrado do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ). O percurso metodológico se deu por meio da pesquisa narrativa, à luz de Clandinin e Connely (2000) e Galvão (2005), tendo sido entrevistados oito sujeitos. A sua base teórica se encontra em Kuenzer (2010), Oliveira (2008, 2017); Altet (2001), Formosinho (2009), Formosinho e Araújo (2011), Roldão (2007); Gauthier et al. (1998) e Shulman (1987). As análises indicam que as principais fontes de saberes mobilizados pelos sujeitos remetem a experiências vividas em diferentes momentos. Os sentidos de docência atribuídos por eles à sua prática indicam preocupação com o conhecimento do conteúdo a ser ensinado e com a formação para a cidadania; necessidade de estabelecimento de vínculo afetivo com os estudantes; reconhecimento de diferencial da formação específica para a docência; e a percepção de que a prática docente contribui para o aperfeiçoamento da atuação do professor.

Práticas pedagógicas: experiências inovadoras na Educação Profissional e Tecnológica

PID: S1981-416x2021000100393 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Castaman Rodrigues
Resumo As mudanças a nível tecnológico, econômico e político no mundo da vida influenciam inegavelmente no âmbito educacional, refletindo assim, nos processos e nos modos de ensinar e de aprender. Ainda, ressalta-se que, em se tratando de práticas pedagógicas, almeja-se que em cada nível e modalidade de ensino estas devam ser planejadas e executadas a partir de sua natureza, suas particularidades e sua complexidade. Neste escopo, o presente estudo tem como objetivo conhecer os conceitos e as concepções sobre prática pedagógica, à luz das bases legais e conceituais do Currículo Integrado, de modo a apresentar práticas pedagógicas inovadoras aplicadas na educação profissional e tecnológica (EPT). Pauta-se metodologicamente em uma revisão bibliográfica de objetivos exploratórios e está dividido em duas partes: a) aborda os conceitos de prática pedagógica associando à inovação; b) discute as práticas pedagógicas inovadoras na EPT, a partir de um relato de experiência. Ressaltou-se que as práticas pedagógicas na EPT constituem-se como condição de melhor atender as demandas humanas da criatividade e da autodeterminação docente, levando em conta as exigências culturais do nosso tempo; que inovação não implica pirotecnia, mas escolha cotidiana para conduzir práticas vivas. Os educadores devem adotar estratégias de ensinagem que além de inovadoras corroborem para novos olhares à realidade social dos educandos. A realidade problematizada sobre as práticas pedagógicas inovadoras na EPT favorece e dissemina novos rumos para uma educação emancipatória.

Relações históricas da Resolução CNE/CP nº 1/2021: implicações para a formação docente na Educação Profissional

PID: S1981-416x2021000401563 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Lima Mercês
Resumo Este trabalho tem como objetivo analisar a trajetória histórica da formação de professores para a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) no Brasil. Analisa diferentes documentos oficiais que regulamentam a docência na EPT desde a década de 1990 ao presente cenário e dialoga com produções acadêmicas do campo Trabalho e Educação, como Frigotto, Machado, Moura e Ciavatta, que versam sobre as flexibilizações e precarizações da docência nessa modalidade de ensino. As políticas de formação docente na EPT sofrem significativamente com a descontinuidade e fragmentação das ações por parte dos governos: a maioria possui caráter emergencial e provisório, por conseguinte, não garante um trabalho pedagógico que se afirme na perspectiva emancipatória dos educandos e ultrapasse à lógica da formação para o mercado.

Religando o ensino universitário: desafios descoloniais teórico-práticos-transmetodológicos

PID: S1981-416x2021000100008 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Rodríguez
Resumo Na crise colonial do ensino universitário, hoje se cumpre o complexo objetivo: religar o ensino universitário como desafios teórico-práticos-transmetodológicos descoloniais. Esta investigação é realizada a partir da desconstrução rizomática como um transmétodo na transmodernidade. Nos rizomas finais, as pedagogias descoloniais são utilizadas para erigir algumas das essências da universidade necessárias, pois o desvelamento da crise colonial exige soluções complexas e transdisciplinares. As universidades devem se dissociar do modernismo tradicional, bem como dos currículos elusivos e da intencionalidade colonial. Trata-se de reconstruir e religar um imaginário, uma identidade de outro horizonte civilizacional, da liberdade de pensamento. Para isso, a transcomplexidade promove conhecimentos complexos e transdisciplinares no ensino da pesquisa que acarreta um desafio na formação de professores de alto valor investigativo da própria prática, críticos de seu fazer e em perfeita comunhão com as necessidades dos alunos e da pátria-pátria.

Revista Wacht und Weide in Kirche und Schule: saberes a ensinar e para ensinar geometria

PID: S1981-416x2021000301316 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Kuhn Britto
Resumo O artigo analisa a revista técnica Wacht und Weide in Kirche und Schule e tem como objetivo investigar saberes a ensinar e para ensinar geometria nas escolas paroquiais luteranas gaúchas do século passado, a partir das edições do periódico. A revista foi editada para pastores luteranos e professores paroquiais pela Igreja Evangélica Luterana do Brasil, através da Casa Publicadora Concórdia de Porto Alegre, no período de 1936 a 1939. Com abordagem qualitativa e análise de fontes documentais, a investigação possui aporte metodológico na pesquisa histórica e no conceito de cultura escolar, para análise das 17 edições da revista. Era desejo dos editores que pastores luteranos e professores paroquiais estivessem aptos para darem uma educação cristã, com vivência da espiritualidade na prática e uma ação educacional para servir no mundo, e, por isso, a abordagem de temáticas teológicas e pedagógicas em suas edições. Como saberes a ensinar geometria foram identificados: medidas lineares, superficiais e volumétricas; medidas a escala; área de quadrado, retângulo, trapézio, triângulo e círculo; comprimento da circunferência; volume de cubo, prisma retangular, cilindro e tronco de cone. E como saberes para ensinar geometria se destacam: atividades de estimativa e de medida com régua dobrável e fita métrica, exploração do ambiente interno e externo da escola e análise de situações reais. Diante do exposto, destaca-se que para ensinar os saberes relacionados com medidas, áreas e volume, sugere-se o envolvimento ativo dos estudantes, com atividades práticas e utilização de materiais concretos e situações contextualizadas, para compreensão dos saberes geométricos.

Sistema de ensino de Singapura e plano de ação para o modelo híbrido

PID: S1981-416x2021000402016 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Gomes
Resumo O ensino híbrido ao combinar a aprendizagem por desafios, problemas e jogos possibilita aos alunos maior engajamento, vislumbrando a utilização de metodologias ativas de aprendizagem e da sala de aula invertida. Assim, este estudo objetivou de forma geral compreender como os princípios de um modelo de ensino de excelência, baseados no o Programa Internacional de Avaliação de Alunos - PISA, podem ser utilizados pelo sistema educacional brasileiro, ao se desenvolver um plano de ação para o ensino híbrido. Foi escolhido o sistema de ensino de Singapura devido à representatividade ao longo dos anos do PISA e aos rankings alcançados nos últimos PISA, além de ser conhecido como um dos maiores centros financeiros do mundo, tendo investido em educação. Utilizou-se por metodologia uma pesquisa exploratória e ensaio teórico com análise dos dados de natureza qualitativa, ao se estudar o sistema de ensino de Singapura. Por resultados tem-se que através do plano de ação para implementação no ensino híbrido e a partir das variáveis da profissão docente, acredita-se que é possível desenvolver uma prática reflexiva, construir conexões e permitir que os docentes reflitam, compartilhem e planejem seus próprios objetivos de aprendizagem, além disso, faltam programas de formação continuada para os educadores brasileiros, disponibilizados a partir das instituições de ensino demandantes para valorizar os professores de forma efetiva, promovendo o seu desenvolvimento profissional.

Século XXI e desigualdades nas condições de trabalho docente na educação superior

PID: S1981-416x2021000200874 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Vargas Zuccarelli Honorato
Resumo Fundamental para a expansão do sistema de educação superior, o processo de diversificação institucional tem gerado um interesse cada vez mais amplo dentro dos estudos sobre desigualdades. Nesse quadro, este artigo analisa as políticas educacionais desenvolvidas desde meados da década de 1990 e suas implicações para as condições de trabalho dos professores da educação superior. Foram usados os microdados do Censo da Educação Superior para dimensionar o crescimento do mercado para docência, as mudanças no perfil da qualificação e da contratação docente. Foi possível observar que, mesmo com o crescimento do número de profissionais e melhorias na qualificação, a precarização é uma realidade que estratifica os professores em torno, de um lado, de docentes centrais, mais qualificados e com garantia mais ampla de direitos trabalhistas e, de outro, de docentes periféricos, vinculados a instituições articuladas ao mercado e voltadas (quase exclusivamente) para a atividade de ensino. Tal disposição alerta para consequências de reformas administrativas com viés de mercado que intensificam o estrangulamento do orçamento público, impactam a educação superior e, particularmente, as condições de trabalho docente.

Trabalho pedagógico e docência universitária nos Cursos de Direito na perspectiva da Resolução CNE/CES 05/2018

PID: S1981-416x2021000100235 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Papalia Ferreira
Resumo* Sistematiza-se análise sobre o trabalho pedagógico realizado pelos professores no Curso de Direito, tendo por referência a historicidade e as mudanças indicadas pela Resolução CNE/CES 05/2018. O estudo pautou-se pela Análise dos Movimentos de Sentidos, elaborada pelo grupo de pesquisa do qual se participa, que visa à compreensão dos fenômenos como elaborações discursivas, comparando-os horizontal e verticalmente. Nesse viés, para a produção de dados, realizou-se pesquisa e análise documentais em textos que se referem ao Curso de Direito, em livros, artigos e políticas educacionais direcionadas a esta área, em especial, as versões já publicadas das Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Direito no Brasil. Em toda a análise dos dados, a historicidade e a contextualização, na mediação com as políticas educacionais referentes à área do Direito, foram balizas. Em suma, realizou-se um estudo, de base histórica, com o objetivo de entender como se caracteriza o trabalho pedagógico no Curso de Direito e, neste viés, diferenciando “trabalho pedagógico” e “docência universitária”. Assim, o artigo inicia pela apresentação das concepções que orientaram a produção e a análise dos dados, esclarecendo por que se põe em relevo a noção de trabalho pedagógico e qual sua relação com docência universitária. Apresenta-se também uma leitura da historicidade dos cursos de Direito no país, sob a ótica do trabalho pedagógico dos professores e esclarece-se quanto às possibilidades e desafios deste trabalho, com base no estudo realizado.

Trajetória de vida docente e sua contribuição para a docência na educação profissional e tecnológica

PID: S1981-416x2021000401629 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Machado Vieira
Resumo Esta é uma pesquisa qualitativa que busca o sentido dos fenômenos a partir do significado que as pessoas lhes atribuem. Como pesquisa formação, adotamos os estudos narrativos das histórias de vida de professores para investigar o comportamento humano dando especial valor à subjetividade como conhecimento científico. Propusemo-nos a questionar de que modo a trajetória de vida do docente que atua nos cursos da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) contribui para a sua prática pedagógica. Para a coleta de dados foram utilizados a pesquisa bibliográfica e a entrevista narrativa. Na pesquisa bibliográfica buscamos relacionar conceitos da pesquisa narrativa utilizados na construção da identidade profissional do docente da educação profissional e tecnológica e na entrevista narrativa o participante da investigação, ao narrar o vivido, pode ressignificar este tempo ao deixar transparecer o seu interior, seus desejos e frustrações. Os dados coletados através das entrevistas narrativas foram tratados por meio da análise de conteúdo fundamentada em Bardin (2011) e nos estudos de Jovchelovitch e Bauer (2002). Revisitar as memórias do passado é parte essencial da narrativa autobiográfica. Ainda que possa parecer penosa porque nos coloca frente a frente com os fracassos e as rupturas, também provoca a tomada de consciência e novas atitudes.

Transposição Didática (TD) e Transposição Profissional (TP): uma discussão sobre a noção de competência profissional do professor de matemática

PID: S1981-416x2021000200901 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Alves
Resumo O presente trabalho apresenta e descreve a noção de transposição profissional, resultante de um referencial teórico em didática da matemática e da didática profissional, segundo a tradição e a pesquisa francesa, visando compreender o processo de aquisição das habilidades profissionais do professor de Matemática. Assim, através de um contexto que não só pode ser explicado pelo terreno epistêmico disciplinar clássico, como, por exemplo, no caso da noção clássica de transposição didática, observa-se a necessidade de compreender a aquisição de um conhecimento pragmático essencialmente desenvolvido através do exercício de resolução de tarefas específicas e superação de barreiras profissionais. Assim, tanto a noção de transposição didática quanto a noção de transposição profissional podem auxiliar na investigação sistemática do papel do professor de matemática no campo da educação matemática no Brasil.

Um estudo sobre requisitos de ingresso na docência para professores da Educação Profissional e Tecnológica de Institutos Federais

PID: S1981-416x2021000401510 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Barreiro Campos
Resumo A investigação aqui apresentada está situada no campo da pesquisa em formação de professores e teve por objetivo identificar de que maneira os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, que compõem a Rede Federal, selecionam professores para atuar nas disciplinas técnicas específicas. O artigo apresenta uma análise de artigos produzidos sobre o tema da formação de professores para Educação Profissional e Tecnológica, bem como o marco normativo que regula (ou não) a profissionalização desses docentes. A pesquisa é de natureza documental e analisou 141 editais de seleção docente dos 38 Institutos Federais. Como resultados, aponta-se que (i) a habilitação docente não é requisito obrigatório nos concursos docentes investigados; (ii) 31 editais pontuaram o candidato a docente com formação pedagógica ou licenciatura, quando esse não era o requisito básico de investidura à vaga; (iii) 51 editais de 21 diferentes Institutos Federais anunciam de alguma maneira a necessidade/dever/recomendação de que os bacharéis e tecnólogos busquem habilitar-se quando do ingresso na carreira. Conclui-se que, embora possa se perceber um movimento no sentido de valorizar a formação docente no âmbito do professor das disciplinas de conteúdos técnicos específicos, ainda há um grande desafio que passa por reconhecer os conhecimentos e saberes oriundos da educação como indispensáveis ao ofício do professor.

Uma análise das concepções sobre as práticas investigativas na Educação Básica

PID: S1981-416x2021000100342 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Lima Garcia Goulart
Resumo As práticas investigativas na Educação Básica se caracterizam como um outro olhar sobre o aprender e o ensinar para os educadores, que buscam oportunizar aprendizagens significativas aos seus estudantes, produzindo propostas que consideram as necessidades e interesses destes. O trabalho com Projetos, que teve sua origem nas ideias da Escola Nova, apresenta-se atualmente com diferentes nomenclaturas. Assim a pesquisa tem como objetivo caracterizar e diferenciar, a partir de alguns referenciais teóricos, as concepções que sustentam diferentes denominações utilizadas para designar as atividades investigativas na Educação Básica. A pesquisa é de natureza qualitativa, caracteriza-se como exploratória e se desenvolve exclusivamente a partir da análise de diferentes fontes bibliográficas. Os resultados encontrados apontam que há diferenças entre as concepções que estão associadas às práticas investigativas nas escolas, principalmente no que tange aos conceitos de Projetos e de Iniciação Científica. Sendo assim, o artigo aponta para a necessidade de se compreender as diferentes nomenclaturas utilizadas para designar as práticas investigativas, a fim de que não se empreguem termos similares para práticas distintas. Esse conhecimento reforça também a necessidade da ampliação desses estudos na formação inicial e continuada de professores da Educação Básica.

Vamos falar sobre ciganos? Projetos educacionais, representações e a desconstrução do estigma no ambiente escolar

PID: S1981-416x2021000402038 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2021
Autores: Leistner Fanti
Resumo O artigo aborda as complexidades que envolvem a inserção de temáticas como “povos ciganos” e “cultura cigana” no campo educacional. Tomando como ponto de partida o histórico de ações e caracterizações preconceituosas acerca desses povos na sociedade envolvente, o texto problematiza as formas através das quais essas realidades tensas podem ser “negociadas” no âmbito da escola, a partir de duas perspectivas: (i) avaliar o modo como as representações pejorativas acerca dos ciganos e suas culturas se atualizam no ambiente escolar; (ii) verificar as possibilidades de desconstrução daquelas representações a partir da realização de projetos educacionais específicos. Para tanto, em conjunto com revisão da literatura especializada e observação de dados secundários, analisou-se um conjunto de atividades pedagógicas dedicadas às questões étnico-raciais e à temática cigana empreendidas em uma Escola Municipal de Ensino Fundamental da rede pública da cidade de Rio Grande, região sul do Rio Grande do Sul. Se por um lado evidencia-se a persistência de representações negativas acerca dos sujeitos e cultura cigana em certas comunidades escolares, avalia-se que determinados projetos educacionais potencializam o papel integrador da escola a partir de processos de reconhecimento dos diferentes saberes e da diversidade cultural e étnica da sociedade brasileira.

A educação como prática da liberdade por meio do Teatro do Oprimido: novas aplicações educacionais

PID: S1981-416x2020000301410 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2020
Autores: Silva Silva
Resumo O artigo em questão resulta de uma pesquisa de mestrado intitulada “O Teatro do Oprimido e o Enfrentamento à Violência Escolar”, que teve como objetivo principal pesquisar a problemática da violência escolar no âmbito das práticas pedagógicas de professoras dos anos finais do ensino fundamental. Com relação à metodologia, optou-se pela abordagem qualitativa de pesquisa, com ênfase na pesquisa-ação. Os dados foram coletados por meio de oficinas do Teatro do Oprimido (TO), com base nas ideias de Augusto Boal (2015, 2013), o que implicou novas práticas de ensino e de aprendizagem nas escolas investigadas. Complementarmente, também foram realizadas observações participantes e questionários. Para a análise dos dados, recorreu-se à análise de conteúdo temático categorial. Os resultados indicaram que as oficinas do TO possibilitaram às docentes participantes desta investigação novas formas de enfrentamento da violência escolar, com a participação dos estudantes, mediante uma educação como prática da liberdade. Concluiu-se, portanto, que este estudo serviu para despertar a consciência emancipadora das professoras e dos(as) estudantes, por meio das práticas vivenciadas nas escolas investigadas, e que o Teatro do Oprimido constitui um excelente recurso de enfrentamento à violência escolar e de valorização dos diversos saberes vividos e reinventados na vitalidade dos/as estudantes e de toda a comunidade escolar para se libertarem da opressão e se reencontrarem com sua essência humanizada, libertadora e emancipada nas lutas diárias. Fortaleceu-se, neste estudo, a relevância de uma educação como prática da liberdade.

A escrita educacional feminina de Maria Lacerda de Moura (1918-1919)

PID: S1981-416x2020000401639 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2020
Autores: Guimarães
Resumo Este trabalho examina a escrita educacional feminina de Maria Lacerda de Moura em seus dois primeiros livros:Em torno da Educação, de 1918, eRenovação, de 1919. Professora de escola normal do interior de Minas Gerais, Maria Lacerda de Moura colocou em debate as questões educacionais sob o ponto de vista feminino, sinalizando a importância da mulher na condução da sua educação e da educação da infância. Os resultados apontam duas escritas diferenciadas de Maria Lacerda de Moura: uma voltada para a efetivação da República Brasileira do início do século XX e outra direcionada à libertação da mulher de todo e qualquer domínio social. Nas duas obras, é possível identificar as diferentes relações de poder que permeavam a atuação da mulher no contexto educacional e social.

A feminização do magistério: o lugar da mulher como professora no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba

PID: S1981-416x2020000401706 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2020
Autores: Lima
Resumo A docência no ensino primário difundida como um “dom” feminino foi um marco na feminização do magistério. Este estudo bibliográfico buscou analisar a formação de professoras da Escola Normal e do Magistério e a relação entre a feminização e o exercício do magistério a partir da análise de 15 dissertações e 5 teses que abordam a formação de professores para atuar na alfabetização no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, no período de 1946 a 1979. Para desenvolvimento da pesquisa utilizamos como aporte teórico a Nova História Cultural. Identificamos que a escolha pelo magistério não foi motivada por um desejo ou o sonho pela profissão e que a maioria dos alunos eram mulheres. As professoras alfabetizadoras eram direcionadas para esta profissão em decorrência de elementos relacionados com o desejo familiar e a imposição moral vigente, a partir dos valores cristãos disseminados nas Igrejas. Os homens afastaram-se do magistério primário devido à desvalorização da área e aos baixos salários, bem como pela influência da Igreja Católica, que apresentava impedimentos morais para a atuação masculina no ensino primário, enquanto enaltecia o papel da mulher nessa função com base na ideia de vocação e de extensão da maternidade. Neste contexto, era necessário formar professoras para instruir no ensino primário. Esse movimento culminou na feminização do setor.

A formação de professoras na Escola Normal Nossa Senhora da Piedade (1919 a 1925)

PID: S1981-416x2020000401664 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2020
Autores: SILVA GOMES
Resumo No ano de 1919 foi solicitado ao governador da Bahia autorização para o funcionamento da Escola Normal Nossa Senhora da Piedade, na cidade de Ilhéus, região sul da Bahia. A investigação das contribuições dessa instituição é significativa pois se trata de um período no qual, a duras penas, se investia no processo de interiorização de instituições que oferecessem mão-de-obra suficiente para a propagação do ensino primário. Esse fato se observava não apenas no estado da Bahia, como em todo o Brasil. Neste artigo, interroga-se, especificamente, a respeito dos saberes ofertados na escola normal da instituição, de inspiração francesa. Os resultados apresentados abrangem um marco temporal de 1919 a 1925, considerando como início o ano em que foi concedida a autorização para o funcionamento dessa instituição escolar, e a data final corresponde ao limite de registros de reportagens localizadas no Jornal Correio de Ilhéos - entre os anos de 1920 a 1925. A partir de uma aproximação teórica com autores da História Cultural e com autores que discutem a organização dos saberes de formação foi possível destacar elementos da cultura escolar, da organização e do currículo dessa instituição, a qual ofertava disciplinas de cunho pedagógico, ao longo de toda a formação. Tal constatação ganha destaque, em tempos da predominância de disciplinas de cultura geral, “científicas”, nos currículos das escolas normais do Brasil, relegando as disciplinas pedagógicas ao último ano da formação. As disciplinas “científicas”, entretanto, continuavam a ter primazia no currículo a saber: Mathemáticas, Português, História, Geografia etc. Disciplinas como Pedagogia e Metodologia, compondo o conjunto de saberes profissionais, têm seu lugar no currículo da instituição, permitindo concluir quanto à existência de duas naturezas distintas, em termos de formação de professores, uma de cultura geral e outra de formação profissional.

A interculturalidade da intenção de implementação: O caso da Universidade Intercultural do Estado de Hidalgo

PID: S1981-416x2020000100021 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2020
Autores: Dalia Akkari
Resumo A primeira universidade intercultural do México foi fundada em 2003, com a finalidade de ampliar a matrícula de estudantes indígenas na educação superior. A partir desta data até hoje foram criadas onze universidades interculturais. Neste contexto, este artigo procura retraçar a história das universidades interculturais, assim como o objetivo da proposta do modelo intercultural, mostrando algumas experiências de outras universidades interculturais e autónomas na América Latina. Por último apresenta as principais contribuições desse modelo tendo como caso concreto a Universidade Intercultural do Estado de Hidalgo (UICEH).
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