☰ Menu
Educ@

Busca por Índice

Filtro por título, resumo, autor, periódico e ano

Total: 1156 | Página 42 de 58
0 resultados selecionados

O princípio ético-crítico freireano

PID: S1981-416x2014000100011 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2014
Autores: Borges
O princípio ético-crítico freireano é uma expressão cunhada e definida pelo filósofo Enrique D. Dussel na construção de sua Ética da libertação. Ele revela que Paulo Freire, mais que um pedagogo é um educador da consciência ético-crítica das vítimas em uma sociedade oprimida na periferia do capitalismo mundial, a América Latina das décadas de 1960 e 1970. Este modo de educar fez história, pois implica uma atitude ética no ato de educar, uma opção transformadora capaz de conduzir o educando a sujeito histórico do referido ato. Aqui se encontra a radicalidade e a originalidade da ética proposta pelo educador Paulo Freire, a partir da razão dos oprimidos.

Pedagogia na universidade em transição: Reflexões a partir do Processo de Bolonha e da voz de gestores pedagógicos de cursos de Engenharia de Portugal

PID: S1981-416x2014000200015 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2014
Autores: Stano Vieira
Resumo O presente texto discute o lugar da Pedagogia na universidade e a promoção da qualidade do ensino, no quadro de políticas atuais de reforma do Ensino Superior provenientes do Processo de Bolonha. Entende-se que tais políticas também influenciam as políticas públicas no Brasil e apresentam-se elementos teórico-metodológicos facilitadores para futura análise nesse contexto. Com a finalidade de compreender o impacto do Processo de Bolonha no âmbito da inovação e da supervisão da ação docente, realizou-se uma pesquisa exploratória em Portugal, a partir de entrevistas a seis gestores pedagógicos de cursos de Engenharia de três universidades públicas. Conclui- se que a inovação e a supervisão se movem num terreno em transição, incorporando lógicas contraditórias de algum modo decorrentes de tensões inerentes às mudanças em curso, mas no qual podemos entrever sinais de construção de uma cultura pedagógica mais refletida e coletivizada, potencialmente instigadora da reconfiguração da profissionalidade docente no meio académico.

Pesquisa educacional sobre professores: reflexões sobre a teoria e o método

PID: S1981-416x2014000100006 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2014
Autores: Magalhães Souza
O presente artigo relata os resultados de uma ampla pesquisa desenvolvida por uma rede de pesquisadores, que tem como eixo central o estudo da temática professores. Como a maior parte da pesquisa brasileira é produzida no âmbito dos programas de pós-graduação, tomamos a produção acadêmica dos pós-graduandos da área de Educação como um recorte representativo da pesquisa na área, para analisarmos a questão do método. Procuramos explicitar as abordagens metódicas desenvolvidas, quais sejam: positivismo, fenomenologia e o materialismo dialético. Neste trabalho, foram destacadas as concepções, os objetivos e os procedimentos metodológicos correspondentes ao materialismo dialético, nas dissertações e teses defendidas em seis Programas de Pós-Graduação em Educação, entre 2006 a 2009. Julgamos salutar a autocrítica gerada pela pesquisa para reorientar ações que gerem novas alternativas diante dos desafios concernentes à adequada utilização dos métodos, no contexto da pós-graduação em educação. Há a incorporação de perspectivas e interlocuções teóricas que ajudam na luta pela afirmação da legitimidade, não apenas da cientificidade do campo educacional, mas também de resultados positivos palpáveis para o campo da formação de professores.

Pesquisa etnográfica com crianças pequenas: reflexões sobre o papel do pesquisador

PID: S1981-416x2014000100003 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2014
Autores: Buss-Simão
Nesse artigo, a partir de um recorte de uma pesquisa de doutorado já concluída em que a geração de dados foi realizada durante nove meses no ano de 2009 em uma instituição de Educação Infantil com crianças entre 2 e 3 anos de idade, procura-se problematizar questões referentes ao papel do pesquisador nas relações e interações que estabelece ao realizar pesquisa com crianças pequenas. Para abordar essa temática, inicialmente, procura-se destacar nuances nos usos de termos que marcam teórica e epistemologicamente o campo dos estudos sociais da infância nas pesquisas com crianças procurando refletir criticamente sobre essas nuances. Em seguida, com base em notas de registro de campo procura-se problematizar questões referentes ao papel de adulto pesquisador ao estabelecer relações e interações com as crianças pequenas e estas com ele no processo de geração de dados. Como indicação importante fica a necessidade de assumir o papel de um adulto pesquisador que não possui a autoridade e o poder comum aos adultos do contexto da pesquisa, bem como o cuidado para não ter comportamentos de uma tentativa duvidosa em ser uma criança. Outra indicação importante é a definição de que esse papel de pesquisador consiste na necessidade de um posicionamento em primeiro lugar como uma pessoa social e como um profissional com um propósito distinto e original, que procura marcar essa posição no dia-a-dia com as crianças.

Profissionalidade e formação docente: Representações sociais de professores

PID: S1981-416x2014000200012 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2014
Autores: Silva Dias Pimenta
Resumo Este estudo analisa a representação social sobre a formação docente de professores da rede pública estadual de Pernambuco. Partimos do pressuposto de que as representações sociais podem contribuir para desencadear práticas educativas e possibilitar o acesso a seu conhecimento. Foram aplicados questionários de associação livre e associação dirigida a 80 professores de 20 escolas de ensinos Fundamental e Médio. Identificamos o campo semântico das representações sociais dos professores e os elementos que constituíam o núcleo central. Os resultados revelaram que as representações sobre a formação circulam em torno das categorias pedagógica, acadêmica e profissional. A categoria profissional foi insignificante no campo das representações dos sujeitos investigados. O núcleo central dessas representações se organiza em torno da dimensão acadêmica. As representações da formação são ancoradas na categoria acadêmica indicando a forte influência da formação inicial em cursos de licenciatura, apesar de terem sido encontrados indícios de mudanças consubstanciadas na ênfase na categoria pedagógica encontrada nas representações dos professores.

Prática como Componente Curricular: questões e reflexões

PID: S1981-416x2014000300889 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2014
Autores: Neto Silva
A presente reflexão é motivada pelas dificuldades postas aos cursos de licenciatura para interpretarem o significado da Prática como Componente Curricular (PCC), dificuldades essas expressas nas diferentes formas de sua implementação. O objetivo é contribuir com a construção de uma concepção de PCC integrada ao projeto político-pedagógico do curso e que colabore com o aprimoramento da formação do professor, de modo a superar ajustes curriculares formais nos quais a PCC serve apenas como mecanismo facilitador do cumprimento da carga horária mínima do curso. O ponto de partida é a análise de modelos de PCC vigentes numa universidade pública, seus avanços e desafios. Em seguida, são discutidas as ambiguidades das diretrizes legais acerca do conceito de prática presentes nas formulações "Prática de ensino e estágio supervisionado", "Estágio" e "PCC". O lugar da PCC no currículo também é problematizado: trata-se de resgatar a prática como referência da formação, de superar a indistinção entre PCC e Estágio e as dicotomias existentes entre disciplinas de formação específica e pedagógicas. Por fim, com base em pressupostos teóricos que articulam teoria e prática, são propostos projetos integradores por meio dos quais a PCC pode contribuir para a organicidade do curso, a interdisciplinaridade, o trabalho coletivo, a ampliação da formação para além da sala de aula e para a formação de professores mais bem preparados ao enfrentamento dos desafios atuais.

Questões teóricas e metodológicas das pesquisas com crianças: algumas reflexões

PID: S1981-416x2014000100004 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2014
Autores: Cordeiro Penitente
Pensar a pesquisa com crianças, dando vez e voz a elas é uma discussão que se faz ainda recente. Com o intuito de estabelecer algumas reflexões em torno das questões teóricas e metodológicas das pesquisas com crianças esperamos, com esse artigo dar visibilidade a pressupostos teóricos de autores que se preocupam em colocar a criança e a infância no centro do processo de pesquisa. Contribuindo com essa discussão, esse texto será dividido em três momentos: inicialmente trazemos algumas contribuições da Sociologia da Infância e das diversas áreas do conhecimento para pensar a pesquisa com crianças. Num segundo momento, nos propomos a discutir alguns métodos e procedimentos que podem favorecer o desenvolvimento das pesquisas com crianças. Ao traçar a evolução histórica relacionada às pesquisas com crianças e resgatar a concepção de infância e de criança enquanto ser ativo e produtor de cultura, nos dirigimos para o terceiro momento do trabalho, apresentando alguns resultados e conclusões desse estudo, que podem orientar o nosso olhar na busca de instrumentos de pesquisas capazes de captar o que as crianças pensam, sentem e constroem no mundo em que vivem e convivem.

Representações sociais: A historicidade do psicossocial. Social representations: The historicity of the psychosocial.

PID: S1981-416x2014000200014 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2014
Autores: Villas Bôas
Resumo Este texto pretende discutir a historicidade das representações sociais como aspecto fundamental para a compreensão da reapropriação, na contemporaneidade, de significados historicamente consolidados. Para tanto, considera que as representações sociais são resultado, de um lado, da reapropriação de conteúdos advindos de períodos cronológicos distintos e, de outro, daqueles gerados por novos contextos. Assim, são discutidas, sinteticamente, questões ligadas ao conteúdo e à estrutura representacional, à história do grupo e à memória social de modo a apontar a complexidade da dimensão histórica na tessitura das representações sociais. O artigo se encerra com uma pesquisa que ilustra as possibilidades de análise dessa historicidade.

Revisão sistemática de literatura: contributo para a inovação na investigação em ciências da educação

PID: S1981-416x2014000100002 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2014
Autores: Ramos Faria Faria
Nos últimos anos, movimentos de investigadores da área das Ciências da Educação na Europa têm manifestado um interesse crescente por questões metodológicas e epistemológicas sobre a Revisão Sistemática de Literatura. Nesse sentido, é nossa intenção contribuir para uma aproximação ao longo caminho já percorrido por outras áreas de investigação, como as Ciências Médicas. Neste artigo é apresentado o conceito de Revisão Sistemática de Literatura e a sua operacionalização através da explicitação do processo de pesquisa a partir de um protocolo e de um exemplo de resultados obtidos e respetiva análise. A seleção de dados assenta na definição de critérios rigorosos e objetivos, pautando- se por procedimentos o mais afastado possível de convicções pessoais ou de avaliações subjetivas, influenciadas por coordenadas geográficas ou pela pertença a uma determinada comunidade académica (BRINER; DENYER, 2012). Recursos digitais, como bases de dados online para a pesquisa bibliográfica e software de gestão de referências bibliográficas e de análise de dados qualitativos, como EndNote e NVivo, ou outros similares, apoiam todo o processo de conceção e realização de uma Revisão Sistemática de Literatura.

Sobre a pesquisa em modelagem na educação matemática brasileira

PID: S1981-416x2014000100008 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2014
Autores: Klüber Burak
Uma das principais demandas da pesquisa em Modelagem Matemática na Educação Matemática é o investimento em metaestudos de sua própria produção. Nesse contexto nossa investigação se sustentou e pôde ser empreendida sob a questão: como se mostra a pesquisa em Modelagem Matemática no Brasil, a partir dos trabalhos publicados no GT-10 do IV Seminário Internacional de Pesquisa em Educação Matemática? A abordagem de pesquisa, predominantemente qualitativa, inspirada na análise de conteúdo orientou os procedimentos de análise e interpretação. Os resultados obtidos apontam para uma pluralidade de temas, métodos e autores que sustentam a comunidade de pesquisa. Essas pluralidades são discutidas e aprofundadas no contexto mesmo em que se mostraram e em alguns dos seus possíveis desdobramentos.

A Escola Guatemala e as memórias de uma experiência educacional de vanguarda

PID: S1981-416x2013000300008 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2013
Autores: Strang Battini Nishikawa
O presente trabalho tem como objetivo compreender a experiência educacional realizada na Escola Guatemala nas décadas de 1950 e 1960, sustentado pela tríade de conceitos: memória (LE GOFF, 1990; ROSSI, 2010), projeto (VELHO, 1999) e identidade (POLLAK, 1992). Os anos em que o mundo digladiava-se na Grande Guerra trouxeram resultados funestos para a economia de muitos países, especialmente aqueles em desenvolvimento. Isso determinou um reordenamento mundial, cada país adotando estratégias e medidas para suprir seus déficits. No campo da educação, o momento também reclamava uma reestruturação; era preciso encontrar mecanismos que atendessem à enorme demanda social gerada pela crise pós-guerra. Nesse contexto, nasceu a Escola Guatemala, inaugurada em abril de 1954 pelo governo do Distrito Federal, que se tornou no ano seguinte o primeiro Centro Experimental de Educação Primária do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Com a descaracterização do órgão após o golpe de 1964, a escola foi perdendo o status de “centro de experimentação”. Oficialmente, no entanto, deixou de ser experimental na década de 1970, quando o Inep foi transferido para Brasília.

A educação infantil como direito: uma dimensão da materialização das políticas para a infância

PID: S1981-416x2013000200012 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2013
Autores: Rehem Faleiros
O presente artigo discute a educação infantil como direito, defendendo-a como resultado de lutas históricas, embates, correlação de forças, em que a garantia legal não significa a efetivação destes. Realizamos uma análise dos documentos nacionais que reconhecem a educação infantil como direito que são: a Constituição Federal de 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Conclui-se que se trata de um embate social e político e não apenas jurídico-legal e, apesar de avanços consideráveis, muito há que ser feito para que a educação da primeira infância se materialize.

A estética na formação de professores

PID: S1981-416x2013000300011 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2013
Autores: Neitzel Carvalho
Esta pesquisa aborda questões relacionadas à formação estética do professor. Partiu-se da hipótese de que a formação estética interfere na sua forma de agir em sala de aula, pois possibilita um olhar mais sensível aos problemas educacionais. Esta pesquisa investigou junto aos professores dos anos iniciais da rede municipal do Balneário Piçarras (SC), Brasil, como a sua participação em encontros de formação estética por meio das artes interferiu no seu fazer pedagógico. O objetivo geral foi analisar o impacto das atividades de formação estética promovidas na formação continuada de professores na sua prática pedagógica, utilizando a abordagem qualitativa. Na coleta dos dados, propuseram- se três ações: a) análise dos documentos norteadores do projeto; b) aplicação de um instrumento para delinear o perfil dos professores; c) aplicação de questionários aos professores. Esses dados demonstraram que, por meio do ensino de arte, houve contribuições no campo do conhecimento, sendo que 50% indicaram mudanças no currículo e 100%, no repertório. Ainda, 90% evidenciaram que as vivências artísticas favoreceram a construção de novas estratégias, possibilidades e subsídios para as atividades realizadas em sala de aula.

A pedagogia da essência e as bases epistemológicas da formação do professor no Ratio Studiorum

PID: S1981-416x2013000300014 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2013
Autores: Torra Martins Corrêa
A reflexão aqui exposta visa a discutir sobre o arcabouço teórico-filosófico que sustenta a estruturação da pedagogia da essência no âmbito da prática e da ação jesuítica do início da sua fundação até a elaboração definitiva do plano de estudos da Companhia de Jesus, denominado Ratio Studiorum. Resulta da investigação da formação docente num período específico da história das práticas e ideias pedagógicas e seus distintivos peculiares, respaldada por elementos fundadores do pensamento ocidental, no tocante às bases filosóficas do conhecimento e da apropriação religiosa cristã de tais elementos. Ao formalizar a reflexão, o texto demonstra a necessidade de compreender o método desenvolvido pelos jesuítas nas inserções pedagógicas levadas a efeito nos Colégios da Ordem, pelo viés do princípio teórico, alimentado pelos estudos e documentos da Companhia.

Ambiente virtual e metodologia de ensino na educação superior na modalidade presencial

PID: S1981-416x2013000100015 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2013
Autores: Guérios Sausen
Este artigo trata da utilização de ambientes virtuais na Educação Superior na modalidade presencial. Advém de reflexão sobre resultados de pesquisa qualitativa de natureza exploratório-interpretativa sobre processos de interação e de mobilização de conhecimentos identificados em alunos de um curso presencial de Licenciatura em Matemática usando os recursos chat e diário de ambientes virtuais de aprendizagem. O referencial teórico tem como bases Thompson (2004), Primo (2008), Silva (2010), Scherer (2005), Charlot (2000), dentre outros, no que diz respeito aos processos de interação, mobilização de conhecimentos e mobilização para o aprender; em Guérios (2002) e Doll Jr. (1997) quanto à metodologia do ensino na formação de professores. A metodologia do ensino é considerada numa perspectiva epistemológica que contempla a relação entre sujeito e conhecimento com vistas à aprendizagem dos conteúdos curriculares. Observamos que conhecimentos foram mobilizados no processo interativo e que houve aprendizagem conceitual de fundamentos teóricos da disciplina Metodologia do Ensino de Matemática. Discutimos os resultados na perspectiva da metodologia do ensino na formação inicial de professores. Concluímos acenando para a possibilidade de construção de uma metodologia do ensino para a educação superior na modalidade presencial em que os espaços virtual e presencial sejam utilizados como ambientes articulados no contexto da prática pedagógica que propiciem a existência de um movimento reflexivo de aprendizagem.

Antonio Gramsci e a organização da escola italiana (1922-1932)

PID: S1981-416x2013000300015 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2013
Autores: Toledo Gomes
Este texto analisa o pensamento educacional de Antonio Gramsci (1891-1937) sobre a organização escolar italiana entre os anos de 1922 e 1932, contextualiza historicamente as análises gramscianas e demarca o amadurecimento de suas ideias apresentadas nos Quaderni del carcere. Gramsci analisou a reforma educacional do Estado fascista, conhecida como Reforma Gentile (1922-1923), e apontou que ela se voltava à manutenção dos privilégios culturais de um grupo sobre os demais, impedindo o acesso dos subalternos à universidade e à cultura humanista. Promovida por Giovanni Gentile (1875-1944) e Giuseppe Lombardo-Radice (1879-1938), a organização escolar italiana era tida como democrática, pois ampliava a oferta do Ensino Profissionalizante e permitia o ingresso dos subalternos no mercado de trabalho. No Caderno 12, Gramsci (2007) criticou a organização escolar italiana e seu caráter aparentemente democrático e propôs a criação de uma escola única, formadora da cultura geral, humanista, filosófica e desinteressada na formação imediata do trabalhador.

Aprendizagem em/ na rede: comunidades virtuais de aprendizagem em blogs

PID: S1981-416x2013000300005 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2013
Autores: Bassani Fritz
Os blogs consistem em suportes para a comunicação mediada por computador, permitindo a interação, a colaboração e a socialização on-line, caracterizando-se como espaços virtuais que possibilitam a constituição de comunidades virtuais. No contexto educacional, constituem importante recurso para escrita coletiva e aprendizagem colaborativa, oportunizando a comunicação e o trabalho em grupo, promovendo o processo de autoria na internet. Estudos atuais apontam que a aprendizagem on-line acontece por meio das comunidades virtuais de aprendizagem. A partir dessa perspectiva, este estudo busca investigar a formação de comunidades virtuais de aprendizagem em blogs, tendo sido realizado a partir da análise da interação por meio das trocas de comentários e links postados em um blog. Os resultados apontam as especificidades de uma comunidade virtual de aprendizagem e o potencial da ferramenta blog para a aprendizagem colaborativa na internet.

Aproximações do/no Ensino a Distância: interação e construção de conhecimentos

PID: S1981-416x2013000100013 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2013
Autores: Tancredi Bertoluci Tiggemann
Nos últimos anos, presenciamos um significativo crescimento de cursos desenvolvidos a distância, que se expandiram em virtude das inovações tecnológicas e das necessidades da população de se capacitar ao longo da vida num formato mais ajustado ao dinamismo atual. Esses cursos alcançaram a formação de professores, sendo muitas e diversificadas as propostas disponíveis de formação inicial e continuada. Todavia, muitos cursos são oferecidos sem cuidados suficientes para proporcionar aos futuros docentes uma formação sólida que lhes permita enfrentar os desafios que o magistério traz aos que nele atuam. Uma das questões diz respeito à promoção da interação nesses cursos, responsabilidade da qual futuros professores não podem se eximir. Assim, o presente artigo busca desenvolver uma reflexão acerca da importância da interação na educação a distância, tomando por experiência a comunicação ocorrida em duas salas virtuais do curso de Pedagogia da UAB-UFSCar, em uma disciplina oferecida para alunos de primeiro módulo. Elegemos a ferramenta e-mail interno para análise, uma vez que entendemos que ela constitui-se em um canal de comunicação de uso bastante disseminado, de rápida utilização e um espaço privativo para troca de mensagens sobre diferentes assuntos. Com o estudo realizado, observamos indícios de criação de laços sóciocognitivos e motivacionais que resultaram em situações de acompanhamento, orientação, cobrança, estímulo e construção de conhecimentos.

As opiniões de professores sobre a aprendizagem cooperativa

PID: S1981-416x2013000300006 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2013
Autores: Pinho Ferreira Lopes
A aprendizagem cooperativa é um método em que os alunos trabalham em pequenos grupos heterogêneos, com papéis previamente definidos, trocando informações e partilhando materiais, estando cada aluno consciente de que só terá sucesso se todos os elementos do grupo também tiverem. Esse método, apesar de ainda ser pouco utilizado em Portugal, aos poucos vem ganhando força. Nesse sentido, realizou-se uma investigação para compreender as opiniões sobre a aprendizagem cooperativa de professores que a utilizavam no processo de ensino e aprendizagem. Para isso, utilizou-se uma metodologia de investigação qualitativa, por meio da realização de entrevistas semiestruturadas aplicadas a sete professoras do ensino básico e secundário português. Por meio dela, verificou-se que, para as professoras entrevistadas, a aprendizagem cooperativa é um método que tem como principais vantagens o aumento do rendimento acadêmico e da autoestima dos alunos e a melhoria das suas competências sociais. Por outro lado, identificaram-se algumas dificuldades na sua implementação em sala de aula, nomeadamente no nível dos alunos, do tempo disponível, dos recursos e da extensão dos programas.

As políticas externas e a formação de professores na história da educação brasileira (1930-1946)

PID: S1981-416x2013000300013 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2013
Autores: Vieira Gomide
Este artigo trata da influência de políticas externas na formação docente no Brasil, ao longo de sua história. A partir do Ratio Studiorum e do positivismo, passando pelo iluminismo italiano, pela adoção do método de Lancaster e Bell, com incursões pelo método intuitivo, chega-se ao ideário liberal, com destaque para o período de 1930 a 1946. Optou-se por realizar uma pesquisa bibliográfica e documental, na qual, por meio da análise de conteúdo de documentos selecionados, estabeleceu-se um diálogo crítico com as fontes. Os dados foram problematizados com apoio nas obras de Carvalho (1989), Mendonça (2005), Saviani (2004), Tanuri (2000), Valdemarin (1998), entre outras, buscando-se apreender o significado histórico e político dos fundamentos teóricos e ideológicos enunciados nos documentos e que implicam as políticas para a formação de professores. Procurou-se evidenciar que, no decorrer da história, o modo de produção e a concepção de Estado, sociedade e educação estiveram inter-relacionados e influenciaram as políticas educacionais e, em especial, a formação de professores. Com este estudo, foi possível verificar que as propostas políticas pedagógicas voltadas à formação de professores no Brasil receberam, embrionariamente, influências externas de distintas realidades educacionais, povos, culturas e países.
Reportar erro A