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Os licenciandos e a prática docente: consensos e tensões

PID: S1981-416x2011000200014 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2011
Autores: Oliveira Barzotto Trivelato
Trata-se de um estudo sobre a produtividade das tensões entre imagens a respeito do ensino e a captação da prática de sala de aula presentes em textos de estagiários de Licenciatura em Biologia. O material analisado, com a contribuição dos estudos do discurso, em especial Pêcheux, Bakhtin e Ducrot, é composto de textos escritos na disciplina Prática de Ensino de Biologia. Foi possível depreender que a incorporação de elementos do discurso recebido na Universidade estabeleceram embates com outros advindos de concepções mais antigas defendidas pelos alunos e manifestas no momento de analisar as situações coletadas em sala de aula por meio da observação.

Os referenciais curriculares nacionais para educação infantil: implicações do modelo espanhol à prática brasileira

PID: S1981-416x2011000100005 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2011
Autores: Noffs
Este artigo apresenta um paralelo entre os referenciais curriculares nacionais para a educação infantil elaborados em 1998 pelo Ministério de Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental do Brasil, e os parâmetros curriculares elaborados pelo Ministério de Educação e Ciência da Espanha em 1993, com a intenção de “dar respostas” às diferentes situações envolvendo a educação infantil naquele país. Os Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Infantil (RCNEI), ao serem elaborados pelo Ministério da Educação e do Desporto, atendem às determinações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (lei 9.394/96). Esta lei estabelece pela primeira vez que a educação infantil é a primeira etapa da educação básica, valorizando assim o ingresso das crianças à educação escolar. Este documento subsidia os professores com reflexões acadêmicas, científicas, na tentativa de superar a tradição assistencialista que embasava o trabalho nas creches em direção à Educação. Estes escritos se inspiraram, se apoiaram nos parâmetros curriculares elaborados pela Espanha a parti r de uma coleção de nove livros que são explicitados neste artigo. Ao elaborar as implicações do modelo espanhol à prática brasileira, são elencados alguns pontos que se apresentam como disparadores de análise para profissionais da educação infantil. A apresentação do paralelo, por si só, elenca pontos de reflexões aos professores da educação infantil, colaborando para a construção de um currículo em sintonia com os tempos atuais.

Produção de material didático para o ensino de História: uma experiência de formação

PID: S1981-416x2011000300016 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2011
Autores: Gonçalves
Neste trabalho discute-se uma iniciativa de formação inicial e continuada de professores de História para a educação básica, o Grupo de Estudos Ensino de História (GEEH), que agrega graduandos do curso de História e professores em exercício. São abordados os estudos e produções desenvolvidos em 2009, quais sejam: discussão teórico-metodológica sobre o uso didático de documentos, no primeiro semestre, e desenvolvimento coletivo de um dossiê didático temático, no segundo. A proposição do GEEH funda-se em especial nas proposições de Suzanne Citron, Gemma Traveria, Philippe Perrenoud e Pierre Bourdieu, respectivamente sobre o ensino de História e formação continuada de professores. Para a produção do material didático, a obra de Gemma Traveria, intitulada Enseñar a pensar historicamente: los archivos y las fuentes documentales en la enseñanza de la historia (2005) foi fundamental. O tema escolhido pelo grupo foi Ditadura Civil-Militar, com ênfase no Paraná, por várias razões, entre as quais, sua relevância, a preocupação em associar sua problematização aos âmbitos regional e local e a relativa facilidade de acesso a bibliografias e documentos. Foram identificados documentos relativos ao tema no Arquivo Público do Paraná e na Biblioteca Pública do Paraná. Cada participante escolheu alguns deles e desenvolveu roteiros didáticos, que foram apresentados e discutidos no grupo, constituindo-se várias versões, até serem aprovados. Ao todo, foram elaborados vinte roteiros didáticos, abrangendo diferentes dimensões do tema, como política, economia, cultura, educação, repressão, movimento estudantil, entre outros. Esse dossiê será disponibilizado no site do GEEH.

Prática de ensino e estágios supervisionados: da observação de modelos à aprendizagem da docência

PID: S1981-416x2011000300012 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2011
Autores: Silvestre
Este artigo apresenta, de forma sumária, como as políticas de formação de professores se delinearam ao longo da história da educação brasileira e, nessa trajetória, de que modo as disciplinas Práticas de Ensino e Estágios Supervisionados foram concebidas e incorporadas aos cursos de formação inicial. Tomando-se por base as práticas de formação de professores, anteriores ao surgimento da primeira Escola Normal brasileira, no século XIX, e os modelos que se seguiram até o século XXI, culminando com a transformação do curso de Pedagogia em licenciatura, o texto ressalta as marcas das diversas concepções que caracterizaram essas duas disciplinas e as configuraram em espaços especialmente adequados para viabilizar a aprendizagem da docência.

Quando for grande vou ser professor: a identidade docente representada por futuros professores

PID: S1981-416x2011000200009 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2011
Autores: Pardal Neto-Mendes Martins Gonçalves Pedro
A afirmação e a discussão das identidades atravessa hoje todas as culturas e todas as sociedades e, no interior destas, os mais diversos grupos, entre os quais os de natureza profissional, à semelhança dos professores, cada um com a sua especificidade e elementos de ligação, mas todos com alguns pontos em comum. Nesse contexto, apresenta-se um estudo que tem como objetivo central a explicitação e a problematização da identidade docente e do interesse e das condições do seu exercício. Tal estudo é feito, quer num plano teórico, revisitando alguma bibliografia de referência, designadamente a relacionada com a construção e o papel da(s) identidade(s); quer num plano empírico, decorrente da análise de representações sociais de 96 jovens estudantes de licenciaturas em ensino de uma universidade portuguesa. O recurso às representações sociais como instrumento para a compreensão da identidade docente perspectivada por futuros professores afigura--se pertinente, seja pelo papel daquelas na interpretação da atividade profissional do professor e na configuração do trabalho deste, seja pelo seu papel de orientação da própria ação docente e de justificação dela. Acrescente-se ainda que o quadro teórico que serve de suporte ao estudo permite perceber em que medida as representações sociais dos inquiridos sobre os processos de ensino-aprendizagem em que intervirão, já como professores, incorporam as suas próprias experiências.

Realidade do professor substituto nas universidades da região Sul do Brasil: contribuições para a qualidade do trabalho docente

PID: S1981-416x2011000100012 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2011
Autores: Aimi Isaia
Este estudo insere-se na Linha de Pesquisa 1: Formação, Saberes e Desenvolvimento Profissional, do Programa da Pós-Graduação em Educação da UFSM. O trabalho apresentado teve como objetivo conhecer a realidade do professor substituto nas Instituições de Ensino Superior Federais do Sul do Brasil, analisando as possíveis contribuições para a qualidade do trabalho docente. A abordagem metodológica utilizada para a realização deste estudo foi quanti/qualitativa, considerando que a sua utilização possibilitou o desenvolvimento de diferentes estratégias para a análise dos dados, sejam elas assentadas em princípios de análise de narrativas, seja em procedimentos estatísticos. Participaram da primeira fase todos os professores substitutos contratados durante os anos de 2006 a 2008 das Instituições de Ensino Superior Federais do Sul do Brasil e, na segunda, 45 professores distribuídos dentro das 6 instituições pesquisadas. Das análises precedentes, surgiu uma constatação geral: esses docentes estão se construindo como docentes em dinâmicas relacionais, conseguindo produzir conhecimentos, dentro das relações, muitas vezes tensas, construídas dentro das instituições. Em suma, o professor substituto constrói-se como docente a parti r dessa experiência e as bases para essa construção não é somente a intelectual, mas também a parti r de sua história de vida, constituída de aspectos emocionais, afetivos, pessoais e interpessoais. Desse modo, convém ultrapassar a visão professor/objeto, pois ele não é apenas um sujeito que se coloca dentro de uma instituição, em uma relação estrita de conhecimento, que processa informações e a “repassa” aos seus alunos.

Representações sociais de ingressantes de pedagogia sobre creche e pré-escola: um estudo em quatro estados brasileiros

PID: S1981-416x2011000100002 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2011
Autores: Haddad Cordeiro
A educação infantil engloba dois tipos de atendimento que se desenvolveram paralelamente, firmados em distintas tradições, identidades e inserções administrativas. No Brasil, a LDB/96 redefine creche e pré-escola de forma a diferenciá-las apenas quanto à faixa etária atendida (0 a 3 anos e 4 a 5 anos, respectivamente), atribuindo a ambas as ações de cuidar e educar, em período parcial ou integral. No entanto, essa compreensão de suas funções não é partilhada no senso comum, o que perpetua a cisão da educação infantil, aproximando educação e escolarização, de um lado, e cuidado e custódia, do outro. Assim, buscamos na Teoria das Representações Sociais de Moscovici as ferramentas teórico-metodológicas para a compreensão do senso comum sobre a creche e a pré-escola. Participaram desta pesquisa 368 estudantes ingressantes nos cursos de Pedagogia de quatro universidades de quatro Estados brasileiros: 194 da UFAL (Alagoas); 67 da UFMT (Mato Grosso); 68 da Unesp (Presidente Prudente, SP) e 39 da UFMS (Mato Grosso do Sul). Este artigo aborda os resultados encontrados com a técnica de associação livre das palavras creche e pré-escola e das questões fechadas de um questionário que comparavam essas etapas da educação infantil. Para a grande maioria dos sujeitos investi gados, creche e pré-escola são diferentes, mas não no senti do dado oficialmente e sim pelas funções tradicionalmente atribuídas a essas instituições, confirmando que elas exercem uma função organizadora das RS sobre o trabalho da professora de EI, afetando as imagens que as acadêmicas constroem sobre o trabalho desse profissional.

Representações sociais sobre um Colégio de Aplicação: um estudo com os professores

PID: S1981-416x2011000200008 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2011
Autores: Michels Cordeiro Tavares
Esta pesquisa objetivou caracterizar as representações sociais, sobre a instituição, dos professores que atuam em um Colégio de Aplicação da região Sul do Brasil. A existência de diferentes representações sociais de professores pode afetar as relações entre os professores dos diferentes níveis de ensino e, conseqüentemente, o seu desenvolvimento profissional. Neste estudo foi adotada uma abordagem plurimetodológica, organizada em duas etapas distintas. Na primeira etapa, foi aplicado um questionário a 51 professores do colégio. Para a segunda etapa foram entrevistados três professores de cada nível de ensino, escolhidos aleatoriamente. A entrevista foi iniciada por meio da técnica de procedimento de classificações múltiplas e foi gravada e transcrita para análise qualitativa das falas. A partir da análise das falas dos professores, foi possível confirmar as representações sociais destes sobre o colégio. Emergiram três categorias da representação social: a primeira categoria corresponde aos elementos necessários à aprendizagem dos alunos. A segunda categoria refere-se aos elementos relacionados ao que seria um ideal de profissionalismo em uma dimensão institucional. A terceira categoria refere-se aos atributos pessoais de qualidade do professor.

Saberes da prática na formação: representações sociais de alunas de pedagogia

PID: S1981-416x2011000200005 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2011
Autores: Gentile Lima Mazzotti
O objetivo deste trabalho é investigar representações sociais de alunos de Pedagogia sobre saberes da prática. Esta pesquisa fundamenta-se na teoria moscoviciana das representações sociais e em estudos no campo da formação de professores. A pesquisa foi realizada com 34 alunos do último ano de Pedagogia, 10 de uma universidade privada e 24 de uma universidade pública do Estado do Rio de Janeiro. Foram realizados quatro grupos focais, dois em cada universidade. Para provocar discussões nos grupos, utilizou-se como recurso inicial um texto com estilo de reportagem que descrevia uma experiência de formação em serviço. A análise do material apoiou-se na análise de conteúdo temática. Os resultados revelam três temas articulados: relação teoria e prática, saberes da prática e expectativas sobre o curso de Pedagogia. Os resultados mostram um núcleo figurativo das representações sociais dos alunos sobre saberes da prática que destaca a dissociação entre teoria e prática na formação. Esse sentido pode ser condensado por uma metonímia observada na análise do material: “um palco onde se encena uma peça em que o professor é o ator”. No ‘palco’, em que seria portador da teoria necessária para ‘encenar’, o professor faz uma ‘adaptação’ das diferentes realidades escolares e dos diversos públicos de alunos. Assim, o professor-ator encena sua prática e, a cada dia, o ‘espetáculo’ pode ser diferente, dependendo do ‘cenário’ e do ‘público’. Ao ‘adaptar’ e ‘encenar’ o professor vai construindo os ‘saberes da prática’ em seu cotidiano de trabalho, que tende a se afastar do conhecimento científico adquirido na formação.

Uma reforma face ao teste das realidades: o caso das "matemáticas modernas" na França dos anos 1970

PID: S1981-416x2011000300010 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2011
Autores: d’Enfert Gispert
No fim do ano de 1966, o Ministro da Educação Nacional Christian Fouchet decide criar uma comissão de estudos sobre o ensino das matemáticas. Instalada em um quase consenso aparente, esta comissão, presidida por André Lichnerowicz, vai se dedicar à renovação do ensino das matemáticas, notadamente à elaboração de novos programas de matemáticas “modernas” para o ensino secundário (11-17 anos). O objeto do presente artigo, fundamentado, principalmente, na análise dos arquivos da Comissão Lichnerowicz, é o exame do modo como certas realidades engendradas pela democratização do acesso à "escola média" (11-15 anos) nas décadas de 1950-1960, que não tinham sido consideradas a priori, são levadas em conta pelos membros desta comissão: realidades institucionais, como a existência de estudos de curta duração ao lado dos estudos de duração longa, que levam ao baccalauréat; realidades humanas, como a dos professores dos Colégios de Ensino Geral (CEG), tidos como supostamente despreparados para ensinar as "verdadeiras matemáticas" por sua origem "primária", diferente da de seus colegas certificados ou agregados. O peso dessas realidades foi especialmente sentido quando da elaboração dos programas de matemáticas das 4ª e 3ª séries (13-15 anos), que levou, em janeiro de 1971, ao desencadeamento de uma crise aberta que estilhaça aquele consenso inicial. O caso da reforma das matemáticas modernas constitui, assim, um observatório particularmente pertinente para o exame dos constrangimentos insitucionais e humanos que pesam sobre a elaboração dos conteúdos de ensino.

Un outil de diagnostic des représentations sociales: le focus group

PID: S1981-416x2011000200010 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2011
Autores: Kalampalikis
Os grupos focais são espaços de comunicação que permitem observar as interações, as memórias e as representações em processo. Eles correspondem em grande medida às exigências metodológicas de dois campos de pesquisa que têm uma forte filiação epistemológica: a memória e as representações sociais. Nosso artigo se insere nessa problemática e procura destacar a fecundidade dessa articulação por meio de um estudo de campo centrado no conflito simbólico nos Balcãs, entre a Grécia e a República da Macedônia, ‘o caso macedônico’, colocando em jogo a história, a memória e as exigências convencionais do presente em um processo de defesa dos significados imaginários nacionais.

A docência universitária do ponto de vista do trabalho e do recrutamento de novos professores na era atual em Quebec

PID: S1981-416x2010000100005 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2010
Autores: Borges
O texto aborda a problemática da docência universitária em Quebec, particularmente em relação ao trabalho e ao recrutamento de professores. Com base em estudos realizados pela Federação Quebequense de Professoras e Professores das Universidades Quebequenses, pela Conferência de Reitores das Universidades Quebequenses, pelo Conselho Superior de Educação, entre outros, apresenta um panorama dos desafios à serem enfrentados quanto à renovação do corpo docente nas Universidades, em Quebec, nas próximas décadas. Enfatizando as transformações pelas quais vêm passando o trabalho docente universitário assim como o seu impacto na pessoa do docente e na capacidade das universidades de renovação do corpo professoral, o texto explora as questões do recrutamento com os doutorandos, da inserção dos professores novos na carreira e das exigências acadêmicas em relação às diferentes tarefas que compõem o trabalho do docente universitário. À guisa de conclusão, aponta pistas relativamente às condições de trabalho consideradas necessárias a atrair, mas sobretudo a reter os professores novos na profissão como: melhor equilíbrio entre as tarefas docentes, conciliação trabalho-família, incentivos financeiros, entre outros.

A escola: a grande ausente da formação continuada

PID: S1981-416x2010000200003 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2010
Autores: Andrade Teixeira
A pesquisa identificou e analisou os modelos de formação continuada de professores no município de Ponta Porã, MS, verificando o papel da escola na articulação desta com o trabalho pedagógico dos professores. Iniciou-se com levantamento nas Secretarias de Educação Municipal e Estadual e escolas particulares, sobre os programas de capacitação oferecidos de 2001 a 2006. Foram escolhidas três escolas de cada rede pública e duas escolas particulares, tendo como critério a participação dos envolvidos nos cursos analisados. Em cada escola foram entrevistadas as equipes pedagógicas e três professores. Com as entrevistas, pretende se verificar como as escolas incentivaram ou indicaram a participação dos docentes em cursos de qualificação; verificaram a aplicação dos conteúdos trabalhados nas capacitações; acompanharam e avaliaram a incorporação desses profissionais no trabalho desenvolvido. Os dados apontaram capacitações diversificadas e ministradas por meio de palestras e seminários, desenvolvidas por especialistas externos à escola. A equipe pedagógica realiza o controle do trabalho do professor comparando os conteúdos ensinados com o planejamento. Nas escolas, não há discussões coletivas dos problemas da prática, iluminado pelas reflexões propiciadas nas capacitações. A motivação para a participação nas formações é algo intrínseco ao professor. Pode-se observar que a escola é a grande ausente no processo de formação. A análise da questão aponta para a necessidade de se pensar em formação, coordenada pela escola e na escola, mediante a qual os professores re-inventariam a sua prática, participando ativamente, como sujeitos e colaboradores da formação, sendo articulada pelo projeto pedagógico da escola, com o qual todos estariam comprometidos.

A formação continuada de professores para o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC): o caso do projeto Escolas em Rede, da Rede Estadual de Educação de Minas Gerais

PID: S1981-416x2010000300002 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2010
Autores: Silva Garíglio
O presente artigo busca discutir as práticas de formação continuada de professores para o uso das tecnologias da informação e comunicação no interior da atual política pública de inclusão digital, implantada pela Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais (SEE-MG) - o projeto Escolas em Rede. Nele analisam-se as metodologias de ensino utilizadas nos processos de formação dos professores, assim como os ambientes de aprendizagem e materiais didáticos privilegiados nas ações do programa em questão. Analisa-se, também, o processo de formação dos professores a partir da documentação do projeto da SEE-MG, buscando compreender paralelamente a visão dos professores, formadores e coordenadores envolvidos na proposta de capacitação. O artigo é resultado de uma pesquisa de mestrado de natureza qualitativa, na forma de estudo de caso, com duas turmas de professores que participaram dos processos de formação desenvolvidos pelo projeto de inclusão digital Escolas em Rede, da SEE-MG. A análise dos dados da pesquisa evidencia que a política de inclusão digital da SEE-MG vem sofrendo (d)os mesmos problemas de outras políticas públicas históricas da área, visto necessitar de melhor infraestrutura tecnológica e de pessoal para dar suporte às práticas de uso das TIC nas escolas. Além disso, há ainda um caráter de verticalização na implantação do projeto, considerando que em nenhum momento a política dialoga com a realidade dos professores e de suas escolas de origem, ocasionando um distanciamento entre o programa da SEE-MG e as reais demandas das instituições de ensino e educadores da rede estadual.

A formação des(continuada) dos professores temporários: provisoriedade e qualidade de ensino

PID: S1981-416x2010000200002 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2010
Autores: Novaes
Este artigo discute a formação continuada de professores temporários em exercício na rede estadual paulista, considerada uma das maiores redes públicas de ensino do mundo. O trabalho realizado por tais docentes, principalmente os denominados eventuais, tem sido ignorado pelas administrações municipais e estaduais, que não valorizam a existência desses profissionais diante das elevadas taxas de absenteísmo docente, bem como sua importância para a garantia do cumprimento dos dias e horas letivas legalmente exigidos. Negligenciados pelas políticas educacionais no que tange aos investimentos na formação continuada e na valorização no âmbito da própria carreira, os professores temporários apresentam vínculos contratuais extremamente frágeis, o que interfere profundamente na constituição desse sujeito como professor, bem como na maneira de conceber a escola, a profissão e o ensino, fazendo-o relacionar sua condição transitória de professor temporário à natureza do trabalho que desenvolve, conferindo um caráter provisório e precário às próprias ações, o que fica expresso no emprego cada vez mais comum entre professores denominados eventuais, do termo “eventuar”, ao invés de “lecionar”, empobrecendo e simplificando o próprio trabalho, ao mesmo tempo em que colabora para a manutenção de um insuportável grau de improvisação e precariedade do trabalho pedagógico, repercutindo, profundamente, no seu processo de formação continuada.

A iniciação científica no ensino superior

PID: S1981-416x2010000200013 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2010
Autores: Jorge Telles Patrocino
O objetivo deste artigo é apresentar um panorama da Iniciação Científica (IC) e do PIBIC nas universidades estaduais do Paraná, focando principalmente a Universidade Estadual de Londrina (UEL), entre 1995 e 2005. Para tanto, a partir dos Anais dos Encontros Anuais de Iniciação Científica (EAIC), é possível observar que a IC se institucionaliza de forma gradual no conjunto das instituições analisadas, e também é significativo o movimento crescente de comunicações apresentadas ao longo do período ao lado de uma relativa instabilidade no número dessas comunicações. Atualmente, as cinco universidades estaduais paranaenses estão fortemente envolvidas com projetos de IC, mas cabe destacar a primazia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da UEL.

A interação professor-aluno em sala de aula no ensino superior: o curso de administração de empresas

PID: S1981-416x2010000100007 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2010
Autores: Jardilino Amaral Lima
Este artigo tem como finalidade apresentar os resultados de uma pesquisa sobre a interação professor-aluno em sala de aula. Para a coleta de dados foram utilizados os métodos qualitativo e quantitativo. O primeiro com uso de entrevistas e o segundo com questionários. Os dados da entrevista foram submetidos à Análise de Conteúdo e os dados dos questionários à Análise Fatorial. A amostra foi composta de alunos de 8º semestre dos três períodos do curso de Administração de duas universidades privadas, ambas localizadas na cidade de São Paulo. Os resultados finais sugerem que os alunos valorizam a atuação do professor que adota uma abordagem humanista na sua opção pedagógica. Nesta abordagem, o professor exerce um papel de facilitador de um aprendizado centrado no aluno.

As condições do ensino de filosofia no estado do Tocantins

PID: S1981-416x2010000200012 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2010
Autores: Lima
Em 2004, cinco pesquisadores brasileiros desenvolveram uma pesquisa por solicitação da Unesco para o mapeamento das condições do ensino de Filosofia nas diversas regiões brasileiras, em seus diversos níveis, com ênfase especial na educação média. Neste trabalho, o Estado do Tocantins somente aparece no que diz respeito à quantificação de aulas semanais de Filosofia no ensino médio, no caso, ao menos duas aulas semanais durante um ano. Diante disso, pus-me a seguinte inquirição: Quais são as condições do ensino de Filosofia, no nível médio, na rede pública de ensino do Estado do Tocantins? Objetivei, assim, com base nessa problemática, investigar entre os(as) professores(as)/trabalhadores(as), as condições do ensino de Filosofia no Estado do Tocantins na rede pública de ensino, com ênfase no ensino médio e, conseqüentemente, buscar subsídios para intervenção prática, num contexto de retorno obrigatório da Filosofia para o nível médio de ensino e, por fim, servir de auxílio à criação do curso de Filosofia na Universidade Federal do Tocantins.

As especificidades da docência no ensino superior

PID: S1981-416x2010000100006 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2010
Autores: Ferreira
Este artigo é fruto de uma reflexão sobre a minha experiência como docente da educação superior e sobre as especificidades dessa docência. Inicio a reflexão por dois aspectos da docência no ensino superior que considero marcantes: a formação do profissional e o aluno adulto. Reflito também sobre os saberes pedagógicos para a docência do ensino superior, os efeitos corrosivos da burocratização pedagógica e os efeitos na desprofissionalização dos docentes. Finalizo, apresentando os desafios contemporâneos para a docência no ensino superior: 1. A educação como mercadoria; 2. A sociedade da informação; 3. A banalização do trabalho docente no ensino superior. Os desafios da docência no ensino superior provocam, muitas vezes, desgastes, juntamente com um sentimento de perda e fracasso. A banalização desse docente é velada e silenciosa.

As particularidades e os fatores de sucesso na colaboração a distância entre professores no âmbito do projeto Cégep em Rede

PID: S1981-416x2010000300005 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2010
Autores: Poellhuber Fortin Rosa
Este artigo apresenta uma vertente dos resultados de um projeto de pesquisa-ação centrado na colaboração a distância (telecolaboração) entre professores de estabelecimentos distantes, a fim de favorecer o desenvolvimento profissional desses professores e dinamizar os programas oferecidos a pequenos grupos. De maneira muito específica, o artigo explica os fatores que contribuíram para o sucesso da colaboração a distância entre os professores participantes. Tal projeto, denominado Cégeps em Rede, conduzido pelo Cefrio (Centro Francófono de Informação das Organizações), consiste em agrupar classes de mesmos programas a pequenos grupos em Cégeps diferentes. Uma garantia do sucesso da colaboração entre professores - que a diferencia da colaboração a distância entre estudantes - parece ser uma comunicação freqüente e contínua que se realiza por meio de uma diversidade de meios tecnológicos, bem como por encontros presenciais ocasionais. No âmbito da pesquisa, o desenvolvimento de um modelo teórico unificado aplicável tanto à colaboração entre professores quanto à colaboração entre estudantes, e tanto à colaboração a distância quanto à colaboração presencial, seria um avanço apreciável.
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