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Pergamum e a busca de periódicos on-line: uma ferramenta para a pesquisa universitária

PID: S1981-416x2008000200014 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2008
Autores: Dias Alcantara
Este artigo relata a experiência de implantação na interface do Sistema Pergamum a partir de links dos títulos dos periódicos online disponíveis nas Bases de Dados, assinadas pela PUCPR. Enfatiza a importância da informática nos serviços inerentes a uma biblioteca, agilizando os processos técnicos, auxiliando na busca de informações e possibilitando conversão de dados para inclusão em seu acervo. Apresenta a arquitetura do Sistema Pergamum, software que gerencia os serviços da Biblioteca e relata como foram disponibilizados os periódicos on-line pela implantação de serviços entre as Bases de Dados e o Sistema Pergamum.

Perspectivas sobre o conhecimento do professor

PID: S1981-416x2008000300016 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2008
Autores: Guimarães
Este artigo é um ensaio teórico sobre o conhecimento do professor onde são confrontadas as perspectivas de três autores - Donald Schön, Freema Elbaz e D. Jean Clandinin - destacando, em cada um deles, as principais dimensões e componentes usadas na caracterização desse conhecimento. Tomamos como ponto de partida a crítica de Schön ao modelo da ‘racionalidade técnica’ e procuramos depois mostrar que esses autores desenvolvem a idéia de um saber específico do professor como um tipo de conhecimento que tem na prática, a um tempo, a sua fonte principal e lugar de manifestação. Pretendemos, igualmente, mostrar que com a idéia de ‘conhecimento prático’ defendida - com uma natureza experiencial, situacional e pessoal - se procura evitar a sua identificação com um conhecimento meramente técnico e ultrapassar algumas dicotomias habituais no estudo e caracterização de formas de conhecimento, nomeadamente, teoria-prática, razão-emoção, objetivo-subjetivo, individualsocial, conteúdo-estrutura.

Portfólio como instrumento de aprendizagem e suas implicações para a prática pedagógica reflexiva

PID: S1981-416x2008000200017 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2008
Autores: Torres
Muito tem se falado a respeito de avaliação, especialmente no Ensino Superior, que tem sido alvo de duras críticas. De fato, a avaliação é assunto que merece atenção especial, no tocante ao seu estudo de forma a vislumbrar possibilidades práticas que favoreçam a aprendizagem. Neste artigo, visamos a delinear nossa experiência no uso de portfólio em um curso de Letras, em uma Instituição de Ensino Superior no interior do Estado de São Paulo. No estudo proposto e conduzido ao longo de um semestre, pudemos refletir sobre a implementação de tal inovação avaliativa, bem como suas contribuições e dificuldades. A partir das reflexões dos sujeitos da pesquisa e da professora-pesquisadora, pretendemos oferecer uma visão prática de um processo que vem sendo motivo de muitas discussões.

Processos de constituição identitária dos chefes de departamento dos cursos de licenciatura

PID: S1981-416x2008000100009 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2008
Autores: Hobold André
O presente texto focaliza os processos de constituição identitária dos chefes de departamento dos cursos de licenciatura de uma universidade privada do sul do país. Os procedimentos de coleta de dados incluem análise de documentos da instituição, entrevistas com os chefes dos nove cursos de licenciatura, com gestores da universidade e com professores formadores. Para fins do presente texto, serão discutidos os dados de entrevistas realizadas com os chefes de departamento. Constatou-se que a função de chefe de departamento requer algumas competências que vão muito além das necessárias ao exercício da docência. Assim, involuntariamente, há um “choque de realidade” diante de tantos afazeres diferentes, tais como: acompanhamento do orçamento, planejamento estratégico, co-responsabilidade pelas campanhas de marketing e pelo fechamento das matrículas dos estudantes. Algumas são relativamente novas, próprias ao contexto das universidades privadas, objetivando maximizar os resultados e reduzir custos, uma exigência dos tempos neoliberais. Entende-se, neste caso, que o trabalho realizado pelos professores, quando assumem a função de chefe de departamento, não está desvinculado das mudanças ocorridas no contexto sócio, político e econômico. O referencial teórico da pesquisa apóia-se em escritos de André (2006), Pérez Gómez (2001), Dubar (2005), Imbernón (2004) e Dias-da-Silva (2005). Os relatos dos chefes de departamento dos cursos de licenciatura sobre seu cotidiano de trabalho e sua trajetória revelaram dificuldades, prazeres e angústias no exercício desta função e possibilitaram compreender influências familiares, escolares e laborais na constituição de sua identidade profissional.

Professores não habilitados e os programas especiais de formação de professores: a tábua de salvação ou a descaracterização da profissão?

PID: S1981-416x2008000100007 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2008
Autores: Passos Oliveira
O presente trabalho busca contribuir para as discussões sobre as políticas de formação de professores e das diferentes modalidades de formação que vêm sendo implementadas no país a partir da década de 1990. Tomou-se para o estudo o Programa Especial de Formação de Professores e os dados referem-se à pesquisa desenvolvida num curso da área de matemática e funcionando na capital de um dos Estados mais desenvolvidos do país - a cidade de São Paulo. A sala de aula estudada compunha-se de alunos bacharéis de diferentes áreas, como arquitetos, administradores, engenheiros e parte deles já atuando como professores de matemática e que buscavam a certificação da Licenciatura Plena com carga horária pequena e reduzidos encontros semanais. Buscou-se, então, investigar esse espaço de formação docente a partir do olhar dos alunos que o cursaram tomando, para isso, uma análise de suas percepções e motivações para o ingresso e buscando verificar também o funcionamento do curso e analisar seu papel em relação à possível descaracterização da profissão docente.

Práticas da matemática moderna no curso de licenciatura: uma perspectiva histórico-cultural

PID: S1981-416x2008000100006 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2008
Autores: Pinto Soares
O presente estudo, parte da pesquisa em andamento no Programa de Pós-Graduação -Mestrado em Educação - da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, tem como objetivo compreender as finalidades das práticas de Matemática Moderna efetivadas no curso de Licenciatura em Matemática em uma instituição de ensino superior no interior paranaense, turma-1970-1973, período em que o Movimento da Matemática Moderna encontrava-se em plena expansão nos cursos de Licenciatura em Matemática no Brasil. O estudo, de abordagem histórica, utiliza conceitos da história cultural, referenciados em Chervel ( 1990), Certeau ( 1989) e Julia ( 2001). As práticas pedagógicas de Matemática Moderna, vivenciadas no curso investigado, foram caracterizadas a partir dos dados obtidos nos arquivos da instituição, em documento escolar fornecido por licenciando, ex-aluno do curso investigado, contendo anotações de aulas, conteúdos e exercícios desenvolvidos em sala de aula na disciplina Fundamentos da Matemática Elementar, além de depoimentos de ex-alunos da referida turma. Nas análises são contemplados os conteúdos de Matemática Moderna priorizados pelo professor formador, a bibliográfica recomendada aos licenciandos, o material didático utilizado nas aulas e os procedimentos didático-metodológicos. As análises preliminares apontam que a Matemática Moderna foi introduzida no curso de Licenciatura pela disciplina Fundamentos da Matemática Elementar, orientada por uma concepção formalista de ensino de Matemática, com a finalidade de repassar e ampliar a compreensão dos modernos conteúdos matemáticos trazidos pelo movimento, contribuindo para o melhor desempenho docente dos formandos, professores que na época já se encontravam em exercício nas escolas de primeiro e segundo graus do estado do Paraná.

Que geometria moderna para as escolas do Brasil e de Portugal?

PID: S1981-416x2008000300008 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2008
Autores: Silva
O presente artigo apresenta resultados parciais de uma pesquisa maior cujo objetivo é investigar como foi a trajetória do ensino de geometria no Brasil e em Portugal, durante o MMM, e realizar um estudo histórico-comparativo. São discutidas as primeiras produções didáticas para o ensino de Matemática na abordagem moderna em relação ao ensino de geometria, nas séries finais do ensino secundário. No Brasil, analisamos um livro de Benedito Castrucci e em Portugal,o material elaborado por Sebastião e Silva. Consideramos que compreender o ensino de geometria durante o MMM no Brasil, tendo a possibilidade de dialogar com uma investigação similar em Portugal, parece-nos muito interessante: as opções e entendimentos brasileiros ganham significados novos ao estabelecermos a comparação com a realidade portuguesa.

Referenciais de qualidade para cursos em EAD: dificuldades e desafios

PID: S1981-416x2008000200012 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2008
Autores: Polak Munhoz Duarte
O presente teve como objetivo investigar dificuldades e desafios encontrados pelos gestores no desenvolvimento de projetos de cursos ofertados na modalidade da educação a distância e ao implantarem os Indicadores de Qualidade preconizados pela SEED/MEC. Para tanto, foram enviados onze questionários com questões abertas e fechadas para instituições de ensino privadas e públicas de Curitiba, no Paraná, que atuam com EAD, nos diversos níveis de formação, sendo devolvidos nove questionários. Os respondentes indicam: o desenho do projeto, seguido pelo compromisso do gestor, como indicadores fáceis de serem implantados. A seguir apontam a presença da equipe multiprofissional, da comunicação/interação efetiva e a presença de avaliação contínua como os de dificuldade média. Os indicadores que obtiveram escores mais baixos foram: existência de recursos educacionais, infra-estrutura de apoio, convênios/parcerias, transparências nas informações e sustentabilidade financeira. Problemas e desafios foram destacados vários na área pedagógica: pouca aceitação dos alunos e docentes quanto ao uso das tecnologias de informação; estruturação dos conteúdos; tutoria inadequada; pouco apoio por parte dos coordenadores dos cursos presenciais. No que concerne ao sistema administrativo, os problemas apontados resultam da falta de cultura de EAD; do não-envolvimento das chefias, o que leva ao não-cumprimento das metas. A sustentabilidade financeira foi também arrolada como um dos problemas. Dentre os problemas tecnológicos, surgem estes: o controle do monitoramento acadêmico, a infra-estrutura existente, o alto custo da tecnologia. Espera-se que os resultados do estudo possam ontribuir para que os gestores facilitem o planejamento e a execução de futuros projetos.

Reflexões sobre o estágio/prática de ensino na formação de professores

PID: S1981-416x2008000100012 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2008
Autores: Lima
As reflexões apresentadas neste texto procuram perceber, entre o escrito e o vivido, o papel do Estágio/Prática de Ensino nos cursos de formação de professores, percorrendo os seguintes pontos: um convite à reflexão pedagógica sobre o contexto; universidade e escola - diferentes culturas que se encontram no Estágio; ensinar e aprender a formação docente e lições do Estágio. Tais reflexões permitem nos perceber a transitoriedade desta atividade enquanto ritual de passagem para o exercício da profissão. À luz dos conceitos atualmente abordados pela literatura na área, destacamos o Estágio curricular como eixo privilegiado de formação docente e um campo de conhecimento. Como lócus de conhecimento com vistas à aproximação investigativa da realidade tem na pesquisa sobre a prática o centro dessa formação.

Relações entre aprendizagem e desenvolvimento em Piaget e em Vygotsky: dicotomia ou compatibilidade?

PID: S1981-416x2008000100016 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2008
Autores: Souza Filho
O presente estudo teve como objetivo discutir acerca das relações entre a aprendizagem e o desenvolvimento, comparando as perspectivas de Jean Piaget e Lev Vygotsky e analisando a possível compatibilidade entre as duas posições teóricas. São demonstrados os diferentes enfoques dados por esses autores quando tratam da relação entre a aprendizagem e desenvolvimento. Enquanto Piaget centra-se no desenvolvimento maturacional, Vygotsky centra seus esforços na relevância da aprendizagem. Suas particularidades teóricas geralmente levam à equivocada conclusão de um conflito insolúvel entre suas posições. Sem defender uma complementaridade entre as teorias, argumenta-se a favor de uma visão não excludente ou estritamente dicotômica entre as duas abordagens, notadamente quando se lida com a realidade e mais especificamente em práticas de intervenção, como é o caso das situações escolares.

Tipología de las tendencias de la virtualización de la educación superior em América Latina

PID: S1981-416x2008000200003 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2008
Autores: Rama
O presente artigo analisa as modalidades que estão produzindo impacto na educação presencial na região e como as novas tecnologias estão transformando as dinâmicas de educação aberta preexistentes. O ensaio se focaliza na diferenciação institucional sob as quais se está produzindo a expansão da educação presencial na América Latina e no novo papel do Estado em vários países de promover e construir novos setores educativos nestas modalidades com o objetivo de contribuir para ampliar as oportunidades de acesso a setores excluídos.

Traços de “modernidade” nos artigos de matemática da revista escola secundária

PID: S1981-416x2008000300010 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2008
Autores: Oliveira Pietropaolo
Este artigo apresenta uma análise de propostas modernizadoras para o ensino de Matemática, publicadas no período de 1957 a 1963, na Revista Escola Secundária, com vistas ao que posteriormente se configurou como Movimento da Matemática Moderna (MMM). Essa revista foi estruturada como uma instância formadora de professores, pois surge em um contexto em que a grande maioria dos professores brasileiros da escola secundária era autodidata. Nosso objetivo foi identificar conhecimentos matemáticos e pedagógicos que se destacaram como propostas de modernização do ensino dessa disciplina, acompanhando a discussão internacional sobre a modernização do ensino de Matemática no secundário, segundo a perspectiva da apropriação de tais propostas, pelos diferentes autores dos artigos analisados. Uma das propostas modernizadoras identificadas foi a relativização do ensino de geometria dedutiva, priorizando pequenas demonstrações locais a fim de destacar: as condições admitidas como válidas; o que deve ser demonstrado, chamando a atenção para o que pode ser deduzido das condições admitidas; os raciocínios efetuados para chegar a esses resultados, a partir dos dados e dos conhecimentos já incorporados. Portanto a geometria dedutiva no ginásio deveria ser encarada mais como uma iniciação aos métodos demonstrativos do que propriamente como desenvolvimento de uma teoria. Outro aspecto identificado foi a proposição para o uso de materiais didáticos no ensino de Matemática com a finalidade de proporcionar ao aluno a experimentação e verificação de propriedades e teoremas.

Work-based learning: a nova geração do E-learning?

PID: S1981-416x2008000200011 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2008
Autores: Maia
Work-Based Learning ou Educação pelo Trabalho não é um conceito novo. No Reino Unido, surgiu há pelo menos 20 anos, com a proposta de ampliar o acesso da classe trabalhadora ao ensino superior. No Brasil, ainda é um conceito desconhecido, que acaba se confundindo, muitas vezes, com educação corporativa e até com educação a distância. A grande diferença, no entanto, é que na Educação PELO Trabalho, “work is the curriculum”: o próprio trabalho e o seu ambiente de trabalho são utilizados como conteúdo programático e como case e metodologia de aprendizagem para a formação do indivíduo/adulto trabalhador. Muito diferente da educação corporativa, que se utiliza do e-learning para fazer treinamentos focados, e da educação a distância oferecida na graduação de instituições de ensino superior, cujo modelo ainda se fundamenta no formato tradicional, ou seja, em um programa de curso pré-formatado, com disciplinas e conteúdos prontos. Nem uma coisa, nem outra. A idéia de “separar” o momento de aprender e de trabalhar está com os dias contados, porque a experiência de aprender está cada vez mais presente na vida de todos nós e fica difícil separá-la das atividades cotidianas. A proposta desse artigo é trazer ao leitor o conceito de Work-Based Learning e sugestões de como a metodologia pode ser aplicada como alternativa ao e-learning tradicional.

A evolução dos paradigmas na educação: do pensamento científico tradicional à complexidade

PID: S1981-416x2007000300004 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Behrens Oliari
O artigo trata da investigação sobre os paradigmas da ciência que caracterizam o conhecimento e, por conseqüência, a prática docente e profissional. Apresenta a evolução do pensamento científico ao longo da história da humanidade, em especial no que se refere aos paradigmas da ciência e de sua influência na Educação. Contempla a reflexão sobre as mudanças paradigmáticas na evolução da ciência do pensamento cartesiano ao pensamento complexo. A partir desta evolução histórica, propõe a caracterização dos pressupostos do paradigma tradicional e da complexidade e suas implicações no contexto da educação.

A formação do educador a partir da complexidade e da transdisciplinaridade

PID: S1981-416x2007000300002 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Moraes
Com este artigo, a autora examina a formação docente a partir das implicações epistemo-metodológicas da complexidade e da transdisciplinaridade, tendo em vista alguns pressupostos do Pensamento Complexo de Edgar Morin, da teoria tripolar de formação de Gastón Pineau e do Pensamento Eco-Sistêmico de M. C. Moraes. Como princípio regulador do pensamento e da ação, a complexidade exige que repensemos a formação docente a partir de um processo de formação integral de natureza transdisciplinar e que inclui os três pólos de formação: autoformação, heteroformação e ecoformação, reconhecendo a importância de sua dinâmica integrada para a vida pessoal e profissional docente. Destaca a necessidade de se dar atenção especial aos processos de autoformação, alegando que esta dimensão tem sido a menos trabalhada e considerando-a uma das mais importantes para a conquista de sua autonomia profissional, pessoal e existencial do professor. Alega que nela está também contido um processo de antropogênese que transita entre a auto e a ontoformação, onde o Eu psicológico, o Eu social e o Eu docente estão todos imbricados e influenciando, simultaneamente, tanto o SER como o FAZER docente. É, portanto, a partir da dinâmica operacional entre esses três pólos constitutivos da ação docente que emerge a complexidade subjacente à ação formadora e que se revela tanto no nível da ação de um sujeito que é multidimensional, como também no técnico-pedagógico ou no sociocultural, aspectos estes que representam a totalidade constitutiva de um sistema de formação docente, a partir da complexidade. Reconhece que todo processo formativo implica, portanto, uma dinâmica auto, hetero e ecoformadora de natureza complexa, aberta, fundada na solidariedade, no questionamento constante e nas reflexões desenvolvidas e apoiadas pelos recursos técnico-tecnológicos disponíveis. Esta visão desvela processos que envolvem incerteza, emergência, mudança, recursividade e transformação e que requerem do profissional docente um maior compromisso e responsabilidade com a educação como decorrência natural de sua consciência transdisciplinar em processo de transformação.

A formação inicial e continuada dos professores de adolescentes: os adolescentes existem?

PID: S1981-416x2007000200012 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Silva
Esse texto tem por objetivo apresentar considerações tecidas em nossa pesquisa de Mestrado2 discutindo as relações entre formadores, professores e adolescentes da formação inicial à prática na Educação Básica. A primeira consideração que se destaca é a quase inexistência da abordagem das vivências dos adolescentes nas práticas dos formadores. A ausência de conteúdos que discutam esse momento do desenvolvimento humano revela uma negação da importância do estudo de suas vivências específicas. A segunda delas é a forte identificação entre a concepção de educação adotada pelos formadores e suas manifestações na prática pedagógica deles. As manifestações que aparecerem, aqui, são a relação que os formadores estabelecem com os licenciandos, a concepção que os formadores têm de formação de professores, o grau de inserção dos formadores no processo da Educação Superior. E são, em grande medida, resultantes da concepção educacional adotada pelos formadores, da não exigência de formação didática e/ou de vivências com aquelas etapas educacionais pelos formadores, pela inexistência de uma política de formação continuada e até mesmo de espaços pedagógicos e físicos que facilitem as práticas coletivas dos formadores. Constatamos escassez de bibliografia concernente a adolescentes, adolescentes pobres, formação inicial e continuada de formadores da Educação Superior, como, também, de bibliografia que trate da relação entre estes temas e entre os sujeitos envolvidos neles.

A influência de um programa de leitura na transformação das condições sociais de aprendizagem

PID: S1981-416x2007000300017 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Rocha Figueiredo
Este artigo analisa a transformação das condições sociais de apropriação da leitura de crianças em condições de exclusão escolar, as quais foram nomeadas como crianças remanescentes (CR). Trata-se de uma pesquisa intervenção realizada por meio de um programa que convocou leitores da comunidade (LC) para o ensino da leitura na escola. Os resultados do estudo evidenciaram o papel pedagógico do Programa na transformação das condições sociais de apropriação da leitura, cuja função social da escola, para estes alunos, contemplou a apropriação de estratégias socioafetivas e culturais que por sua vez atuaram como condição essencial para que o ensino se efetivasse, implicando na apropriação de estratégias cognitivas e metacognitivas. O programa permitiu, assim, alterar as relações sociais, familiares e, sobretudo, escolares, nas quais essas crianças se inserem, tendo provocado mudanças na relação destes sujeitos consigo, com os outros e com o saber, o que caracteriza a sua educação propriamente dita via escolarização.

A planetarização da cultura do capital e a racionalidade das reformas da educação

PID: S1981-416x2007000200002 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Silva Jr.
No Estado moderno estará toda a origem histórica do institucional e do político de qualquer instituição ou organização da sociedade atual. A existência humana e suas necessidades decorrentes em sociedade precederam a produção histórica do Estado moderno e de suas instituições para a construção, regulação e consolidação do pacto social2 . Convém aqui destacar desde logo que o público identifica-se com a sociedade, de um lado, dando origem ao poder político que se materializará no Estado e, de outro, que o público torna-se o pólo antitético do privado no âmbito da sociedade e do Estado. Disto se pode concluir, com Locke, que a natureza institucional do Estado moderno e do poder político por ele exercido emerge da sociedade e a ela deve submeter-se. Por essa razão, desde a criação do Estado e particularmente do Estado moderno, existe uma contradição entre o público e o privado em qualquer esfera de atividade humana, especialmente, no interior do próprio Estado e de suas instituições. Tal contradição histórica deriva, de um lado, da outorga das atividades de legislar, julgar e executar, que são individuais no estado natural, para a esfera normativa do pacto social, o Estado; de outro, da instituição mesma que sustenta o pacto social por meio do poder político que é o Estado. Assim, pode-se apontar para um duplo movimento que produziria a indissociável contradição público-privado na sociedade e no Estado moderno. Isso implica afirmar a predominância de um pólo da contradição - o público - ou do seu antitético - o privado - em função de como se organizam a sociedade, o Estado e as relações entre eles mediadas pelo poder político com base na natureza e na economia. No entanto, como seu lugar é a sociedade, seu ethos deve ser, segundo a doutrina liberal clássica, predominantemente pública. Nesse quadro configura-se o pacto social e seu produtor, o cidadão, bem como a qualidade de ser cidadão: a cidadania.

A relação afetiva na situação de aprendizagem: diferentes significados e formas de atuações

PID: S1981-416x2007000100006 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Fagali
Este artigo fornece elementos para reflexões sobre a conexão entre as relações afetivas e o processo cognitivo, nas situações de aprendizagem. Pesquisas de natureza participativa e qualitativa e projetos psicopedagógicos têm sido realizados em diferentes contextos do Brasil. Estes estudos focalizam as influências do contexto cultural, dos mitos e dos diferentes estilos dos aprendizes sobre os valores e significados que esses sujeitos atribuem às relações afetivas nas diferentes situações de aprendizagem. As experiências revelaram que ambas as relações afetivas positiva e negativa entre profissionais, aprendizes e objeto do conhecimento são responsáveis pelas mudanças no processo de aprendizagem e ensino. Este artigo focaliza a importância de se considerar as diferentes dimensões do afeto nas múltiplas formas do aprendiz atuar como professor, cuidador, junto aos colegas de trabalho e aos aprendizes nos diferentes ciclos de vida: infantil, juvenil e adulto.

A teoria da complexidade e as organizações

PID: S1981-416x2007000300006 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Ponchirolli
O objetivo desse artigo é contribuir para a discussão sobre a importância da teoria da complexidade no estudo das organizações. O argumento baseia-se na idéia de que ambientes competitivos são aqueles que incentivam a criação de relações não-lineares no processo de gestão que favorece a diversidade, permitindo a geração de maior número de soluções criativas. Procura-se aplicar desenvolvimentos recentes da teoria da complexidade em organizações.
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