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A universidade brasileira e a reforma atual

PID: S1981-416x2007000200007 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Pereira
Uma das afirmações explicitadas no texto da Exposição de Motivos da terceira versão do Anteprojeto da Reforma (julho, 2005), é a de que a educação superior é um bem público. Isso supostamente seria um princípio que acarretaria, necessariamente, posturas diferenciadas em relação aos currículos e aos ditames do modelo neoliberal de gerir a educação superior, que vem sendo implementado nas últimas décadas. O anteprojeto explicita que a educação superior não é mercadoria, mas um bem público que consolida um novo modelo de desenvolvimento para o país (MEC, 2005). Como proposição, é alvissareira essa afirmação, mas no Brasil, muitas vezes o que está aparentemente proposto não é bem o que está subentendido nem o que será efetivado, a espera pela transformação do anteprojeto em lei e pela sua implementação, representam um período crucial de compasso para a universidade brasileira. O anteprojeto de lei pretende estabelecer novas normas para a educação superior, e para isso, revoga todo o Capítulo IV da LDB (do art. 44 a 57) que se refere à Educação Superior e altera artigos de legislações de 1994 a 2002, introduzidas no período democrático. É interessante apontar que a revogação da lei 5.540/68, promulgada no período ditatorial, já havia sido revogada pelo art. 92 da LDB (lei n.º 9394/96).

Agenda neoliberal e a política pública para o ensino superior nos anos 90

PID: S1981-416x2007000200005 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Carvalho
Este texto tem como objetivo discutir a relação entre a agenda neoliberal e a implementação da política pública para o ensino superior no Brasil nos anos 90. A hipótese central é que apesar dos constrangimentos de ordem econômica e política, esta política não foi resultado exclusivo da intervenção externa. O Banco Mundial é um ator que, apesar de amplos recursos de poder, não consegue se impor por completo à agenda governamental e ao processo decisório. Na primeira parte, o texto pretende expor os principais pressupostos teóricos da agenda neoliberal. Em seguida, procura estruturar o ambiente, no qual o ensino superior se insere, para compreender quais as opções, as restrições e as motivações de mudança ou continuidade da política pública. Na última parte, a investigação segue para essa política, de forma a traçar um paralelo entre seus elementos constitutivos e as recomendações do Banco Mundial. A intenção é examinar semelhanças e divergências entre a agenda governamental e a agenda sistêmica neoliberal.

Aprendizagem e conhecimento: conexões planetárias

PID: S1981-416x2007000100012 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Tescarolo Darós
A crise pela qual passa o planeta Terra resulta de uma cosmovisão baseada no princípio antrópico que concedeu ao ser humano o domínio sobre a natureza e o poder de explorar o planeta. Nasceu então uma nova episteme, centrada no equilíbrio entre razão e emoção, fundada em dois eixos: uma ética planetária e uma espiritualidade ecológica. Cabe à escola, mediante uma aprendizagem transformadora e em colaboração estreita com as demais instâncias da sociedade, criar e alimentar essa nova consciência planetária, que deve resultar na promoção de um desenvolvimento sustentável e integrado.

As condições para uma educação de base com qualidade na América Latina

PID: S1981-416x2007000300009 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Akkari Nogueira
Tem havido um aumento significativo na disponibilidade de escolas na América Latina. Quase todas as crianças têm acesso à educação básica. Contudo, parece que a educação básica em geral se tornou uma fonte de diplomas sem valor para os pobres e marginalizados. A educação disponível para estes grupos ainda é de baixa qualidade. Comparada a outras regiões do mundo, o nível da educação na América Latina tem sido fraco. As diferenças sociais da região fazem com que avanços na educação sejam difíceis e o patamar pobre da educação tem ajudado a perpetuar estas diferenças. Dada a diversidade sociocultural que caracteriza o povo da América Latina, a qualidade educacional implica em reconhecer a necessidade de diversificar os processos educativos e melhor distribuir os recursos públicos investidos em educação. Investir no conhecimento dos professores, em pedagogia e comprometimento, assim como oferecer materiais didáticos adequados e apropriados talvez ajude a implantar as reformas necessárias. A pedagogia de Paulo Freire foi testada e desenvolvida mediante uma série de experiências consecutivas ao longo de mais de vinte anos, tanto no contexto rural quanto no urbano. Ela apresenta uma valiosa alternativa para aprimorar a qualidade da educação na região.

Caminhos críticos no processo ensino-aprendizagem em filosofia

PID: S1981-416x2007000300014 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Lima
O autor do texto faz apresentação de pesquisa realizada nos anos 2002/2005, em resposta à inquirição: Quais são as principais filosofias críticas que permeiam o processo ensino-aprendizagem com o ensino de Filosofia? Explicitando-as, opta pela sistematização de dois caminhos críticos: o ensino de Filosofia, que tem como eixo epistemológico a teoria como guia da ação prática, e o ensino de Filosofia como criação de conceitos.

Complexidade e mediação socioeducativa nas assembléias de turma

PID: S1981-416x2007000300005 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Caetano
Neste artigo, situar-nos-emos numa perspectiva de mediação socioeducativa, enquadrada numa perspectiva de educação para a cidadania e de desenvolvimento de escolas mais justas e democráticas. Nesse sentido, considera-se que a mediação não se circunscreve a dispositivos de mediação formal, mas estende-se a dispositivos e processos de desenvolvimento curricular, entrando por dentro das salas de aula, e a processos de gestão e administração das escolas. Daí que se acentue a importância de desenvolver conceptualizações que ajudem a compreender os fenômenos de mediação social que operam dentro das escolas, que possam ser transferidas para outras situações similares. É nesse sentido que o estudo das assembléias de classe, entendidas como dispositivos que têm a mediação como uma das suas principais funções, poderá abrir novas pistas de leitura e de reflexão. Aqui, é particularmente relevante destacar os fenômenos de mediação coletiva onde o grupo, como um todo, funciona como mediador de relações e de conflitos. A leitura destes fenômenos, segundo uma abordagem da complexidade, constitui o principal contributo deste artigo, permitindo o aprofundamento dos fenômenos de mediação, nas assembléias, segundo um ângulo pouco explorado. O artigo estrutura-se precisamente no sentido de conceptualizar, ainda que brevemente, a abordagem da complexidade nos seus princípios gerais, bem como a sua utilização numa visão complexa de mediação. Estes princípios e estas visões são considerados na análise comparativa de três casos de assembléias de turma.

Complexidade, currículo e ética: o parto de um novo mundo

PID: S1981-416x2007000300003 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Tescarolo Gasque
Este artigo analisa a crise do pensamento ocidental contemporâneo e a emergência de uma nova cosmologia fundada na complexidade. Ela representa a superação da visão que pretendeu descobrir princípios de simplicidade, estabilidade e objetividade em uma realidade essencialmente complexa e ambígua. A superação da concepção fragmentadora da realidade encontra-se no centro dessa nova visão, conciliando reflexão com sensibilidade e razão com experiência. Da idéia de complexidade resulta uma ética que constitui o fundamento do reconhecimento de que a dimensão interior de cada mulher e homem o/a transforma em um acontecimento de importância cósmica. E dela resulta também a urgência de que todas as instâncias da sociedade - mas principalmente a escola, por sua própria raison d’être - assumam a sua responsabilidade social e planetária, estabelecendo um novo contrato de solidariedade em favor da Terra, da Vida e da Humanidade.

Conexões da aprendizagem e do conhecimento

PID: S1981-416x2007000100002 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Portilho Barbosa Küster Pires
Este texto propõe uma reflexão sobre o processo de aprender e ensinar na atualidade e sobre o conhecimento como uma construção humana complexa que necessita ser reconstruído pelo aprendiz e não simplesmente reproduzido. Convida o leitor a percorrer as dimensões do sujeito cognoscente _ pensar, sentir, agir e interagir _ com a finalidade de estabelecer conexões entre elas, tanto no exercício de autoconhecimento de quem ensina como de quem aprende.

Cómo enseñar para que los estudiantes comprendan?

PID: S1981-416x2007000100003 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Pogré
Este artigo apresenta o desenvolvimento do Marco de Trabalho do Ensino para a Compreensão. Esta proposta didática que começa a partir da pesquisa realizada pelo Projeto Zero da Universidade de Harvard tem sido difundida e recriada em diversos países da América do Sul. Compartilhamos aqui algumas reflexões que surgiram na sua implantação e as perguntas que ficam abertas com a intenção de diminuir a brecha entre as teorias cognitivas e a realidade das salas de aula.

Doutoramento em educação: significado e perspectivas

PID: S1981-416x2007000200011 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Saviani
Este artigo se propõe a caracterizar, a partir de estudos realizados pelo autor em outras oportunidades, o lugar do doutorado no conjunto da pós-graduação, examinando os problemas, mas também as perspectivas que se abrem para a pós-graduação em educação em nosso país, em particular para a PUCPR. Começando pela caracterização das duas modalidades básicas de pós-graduação, a lato sensu e a stricto sensu, o texto identifica o lugar do doutorado na pós-graduação e destaca seu significado e importância para a educação. Por fim, ao abordar os problemas enfrentados, é apresentada uma análise detalhada daquilo que poderíamos considerar como a mais momentosa questão da atualidade na pós-graduação brasileira: o dilema produtividade-qualidade.

Educação do campo: prática do professor em classe multisseriada

PID: S1981-416x2007000300015 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Souza Santos
A participação dos movimentos sociais do campo, em especial o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), na elaboração de uma educação orientada para seus interesses, é crescente desde a década de 1980, bem como a reivindicação da construção de escolas públicas em assentamentos de Reforma Agrária. Este trabalho é resultado da pesquisa que teve como intenção aprofundar a discussão sobre Educação do Campo no Brasil, em específico nos assentamentos de Reforma Agrária no Estado do Paraná, buscando compreender seus aspectos mediante análise da prática do professor em classe multisseriada. O estudo foi realizado na Escola Municipal Padre Ezequiel Ramin, localizada no assentamento Rio D’Areia de Cima, no município de Teixeira Soares, estado do Paraná. Os procedimentos metodológicos utilizados para a elaboração da pesquisa foram entrevistas com os assentados e com o professor, e observação em sala de aula. Foram estudadas obras que discutem os movimentos sociais do campo, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no Brasil e a educação do campo. Constatamos que a classe multisseriada se apresenta como uma possibilidade de produção de conhecimento, além de que sua estrutura permite a construção de relações sociais baseadas na tolerância e respeito ao diferente. A prática do professor não está dicotomizada da realidade socioeconômica dos seus alunos, havendo a preocupação com a formação humana. O professor vive o desafio de planejar os conteúdos e metodologias, tendo em mente as experiências e necessidades das crianças assentadas. Ele demonstra a atitude de compromisso social com as crianças e produção de conhecimentos na classe multisseriada.

Educação, emancipação e sensus communis

PID: S1981-416x2007000300012 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Musis
O objetivo deste ensaio é o de refletir sobre algumas implicações do pensamento desenvolvido por Theodor W. Adorno na educação. Com o aporte da noção Kantiana de juízo, este texto procura discutir a interface da educação com a indústria cultural, a sua viabilidade como instrumento do esclarecimento e a sua articulação com o sensus communis.

Ensaio sobre serenidade e educação

PID: S1981-416x2007000100014 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Neves Galdino
Norberto Bobbio, em seu livro Elogio da Serenidade, defende a idéia de que esta é “a mais impolítica das virtudes”. Embora a considere uma virtude fraca, pois as fortes seriam aquelas naturais de quem dirige o Estado, busca-se, neste texto, propor uma discussão a partir da serenidade como uma das maiores e mais importantes ferramentas para desenvolver uma relação pedagógica mais próxima do graduando, jovem pertencente a uma geração que aprendeu a pensar com a televisão e que não se mostra atualmente engajado com a sala de aula. Sobretudo, os professores do curso de comunicação, precisam, em sua prática pedagógica, levar o aluno a reconhecer, dentre outras coisas, o processo de construção social que o circunda. O homem sereno aceita o outro, afirma Bobbio. Aceitar significa compreender e compreendendo será possível ao docente dar um sentido maior às suas aulas, já que atribuir sentido às coisas é próprio da experiência de comunicação.

Ensino superior na América Latina e a globalização da racionalidade capitalista

PID: S1981-416x2007000200004 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Rodríguez Martins
O artigo analisa de forma crítica e dialética, por meio de fontes documentais (documentos do Banco Mundial, UNESCO, leis, decretos, portarias, programas de modernização institucional), como o ensino superior na América Latina, por meio de suas reformas, foi objeto de ações e demandas que levaram a um processo de mudanças que objetivavam a modernização e adequação deste sistema às exigências políticas e econômicas, alterando o perfil e a função história deste nível. Assim, no início desta década, abandona-se o debate em relação ao papel social da universidade, e se institui a cultura da produtividade e eficiência. Aparece, assim, nos fóruns nacionais e internacionais, a preocupação com a qualidade, a gestão e a avaliação dos sistemas de ensino superior.

Espaço escolar e história das instituições escolares

PID: S1981-416x2007000300010 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Werle Britto Colau
O texto constitui-se em contribuição teórica para a discussão da história das instituições escolares, seus prédios e espaços. Discute narrativas que constituem a história das instituições escolares em seu conteúdo de interpretações e de releituras do espaço físico escolar. Analisa a apropriação dos espaços escolares pelos atores e a identidade institucional. A discussão é feita com base em Michel de Certeau.

Espaços digitais para melhor aprendizagem

PID: S1981-416x2007000300011 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Coelho Fialho
Todos os mundos são mundos virtuais e todos os espaços são ciberespaços. Atualmente, a educação acontece em três diferentes tipos de espaço: o físico, o conceitual e o digital. A metáfora dos Sistemas Complexos Adaptativos - SCA - permite-nos entender e ampliar o conceito de agente para qualquer entidade ou ferramenta inteligente capaz de manter um diálogo que promova o aparecimento de emergências, isto é, uma nova configuração que compreende o sistema global composto pelos estudantes, professores, ambiente tecnológico e instituições, e que não pode ser explicado a partir das partes que compõem a ecologia do sistema cognitivo. Este artigo trata do estudo dos agentes e dos espaços envolvidos no processo de ensino e aprendizagem baseado na teoria dos SCA.

Formação continuada para docentes do ensino superior: o virtual como espaço educativo

PID: S1981-416x2007000100010 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Barros
A formação continuada é atualmente um processo emergente de atualização e mudança dos conhecimentos novos e informações relevantes. No ensino superior, a formação continuada é ampliadora das transformações do processo educativo em relação às tecnologias e sua influência no desenvolvimento da cognição para a aprendizagem. Em conexão com o espaço da virtualidade a formação continuada se desenvolve e promove o acesso para a formação do cidadão que não pode estar distante dessa tecnologia, de seus elementos e características que mudam estilos, necessidades e até mesmo as exigências profissionais do mercado mundial. A partir dessas assertivas, instituições de ensino superior estão ampliando seus planos de carreira dos docentes incentivando principalmente mestrados e doutorados. A importância dessa formação é inquestionável, mas o que se percebe como inovação para o e aprimoramento do corpo docente está na elaboração de cursos na área de informática educativa, um tema inovador e escasso de referenciais. A elaboração desses cursos deve ter como eixo norteador os temas típicos da área da tecnologia educacional como os ambientes virtuais, educação a distância e o uso do computador em sala de aula. Pensando em um trabalho voltado para essa temática estruturamos um modelo de curso de aperfeiçoamento que foi experienciado em uma instituição privada no final de 2004 e início de 2005. Esse curso que aqui será detalhado tem como diferencial os princípios da information literacy, da virtual literacy e da media literacy. Esses três princípios priorizam o processo de ensino e aprendizagem mediado por tecnologias para a produção do conhecimento e não somente a tecnologia como uma ferramenta ou meio técnico. O objetivo do curso foi ampliar as práticas pedagógicas do ensino universitário utilizando tecnologias. O curso com 180 horas teve como recurso de mediação tecnológica o ambiente virtual TelEduc, um ambiente gratuito que tem grande aceitação de uso para cursos de todas as áreas. Foi desenvolvido por pesquisas realizadas em uma universidade pública brasileira, a Unicamp.

Formação de professores como pesquisadores em educação

PID: S1981-416x2007000300016 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Martins Groppo
O texto que se segue é o relato de uma experiência de parceria entre o Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo) e a Apeoesp (Sindicato do Professores da Rede Pública de Ensino Oficial do Estado de São Paulo), que no ano 2006 uniram esforços para capacitar na pesquisa em educação docentes da rede estadual de ensino paulista, mediante um curso na modalidade extensão denominado de “Introdução à Pesquisa em Educação”. Para apresentar os contornos dessa iniciativa, o texto divide-se em três momentos. No primeiro, são delineadas as motivações que levaram as duas instituições a formularem a proposta que visou enfrentar o problema da deficiência na formação acadêmico-científica dos docentes da rede pública. No segundo momento, encontra-se descrita a proposta formulada, seguida de um relato sobre sua execução nos dois locais onde foi implementada simultaneamente: Campinas e Americana. Por fim, é apresentada uma avaliação do trabalho realizado, que deu ensejo aos autores desse relato de experiência, docentes no referido curso, a tecer considerações acerca dessa experiência.

História, geografia e ensino religioso: uma proposta integrada

PID: S1981-416x2007000100013 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Junqueira Rodrigues Rau
Compreendida como um direito de todos, dever do Estado e da família em colaboração com a sociedade, a Educação no Brasil é caracterizada pela igualdade de condições, pelo respeito à pluralidade de idéias e pela valorização do patrimônio cultural. No processo de apropriação do conhecimento é preciso estabelecer o diálogo entre o sujeito e os saberes do espaço que ocupa, considerando as emoções e o contexto. Nessa proposta, o professor assume uma nova perspectiva de instigar seus alunos a questionar o cotidiano, a investigar novos elementos para construir o conhecimento, superando o processo de apenas repetir informações. Propor que temas como trabalho, sociedade e cultura sejam articulados para colaborar na formação da identidade nacional desses sujeitos do conhecimento permite a compreensão do espaço e tempo que o ser humano ocupa. Para tal, a interdisciplinaridade entre História, Geografia e Ensino Religioso levará a uma reflexão sobre a diversidade sociocultural e a uma reverência aos que compreendem o mundo de forma diferente do que aprenderam, pois ocupam espaços geográficos diferentes. Esta é a conquista construída, ou melhor, em construção, por pessoas que acreditam na responsabilidade de todos os cidadãos brasileiros.

Interrogantes do ato de conhecer: uma perspectiva interdisciplinar

PID: S1981-416x2007000300007 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2007
Autores: Fernandes
A discussão sobre interdisciplinaridade está colocada em sua complexidade pelas perguntas que são produzidas no trabalho com o conhecimento e com as pessoas no cotidiano da vida acadêmica. Assumo, então, o desafio de perguntar e perguntar-me sobre o lugar dessas questões que envolvem o conhecimento e o agir humano, que vêm trazendo a discussão da interdisciplinaridade. Tal tema é instigante, polissêmico e polêmico, já que é impossível a construção de uma única, absoluta e geral teoria da interdisciplinaridade, mas é necessária a busca ou o desvelamento do percurso teórico pessoal de cada pesquisador que se aventurou a tratar as questões desse tema. Assento-me nessa constatação para tratar a interdisciplinaridade, não como panacéia para os males que atingem a dissociação do saber, mas sim como uma visão de mundo em movimento. Desvelo, aqui, um recorte de meu próprio percurso teórico-prático na aventura de, usando os princípios de professor pesquisador, pesquisar minha própria prática de professora pesquisadora, na perspectiva do compromisso da educação como ato político e social, do ato de conhecer como ato relacional dos seres humanos com o mundo, ato histórico na produção concreta da realidade, nos limites de minha prática. A sustentação teórica básica está em Ivani Fazenda e Paulo Freire.
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