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Mídia e o movimento paralímpico no Brasil: relações sob o ponto de vista de dirigentes do Comitê Paralímpico Brasileiro

PID: S1981-46902013000400007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Marques Gutierrez Almeida Menezes
O objetivo deste trabalho foi investigar formas de relação entre a mídia e a divulgação e comercialização do movimento paralímpico brasileiro. A metodologia de pesquisa baseou-se: em entrevistas semiestruturadas com gestores do Comitê Paralímpico Brasileiro, relativas a processos de administração do movimento paralímpico e formas de relação deste com meios de comunicação; Análise de dados através do método “Discurso do Sujeito Coletivo”; Discussão fundamentada em categorias da obra de Pierre Bourdieu. Resultados: a exploração do movimento paralímpico por parte da mídia brasileira é algo que pode ser melhorado; O esporte paralímpico ainda não possui um capital simbólico que o legitime comercialmente, embora tenha evoluído neste aspecto; Para alcançar maior relevância comercial, pode ser interessante que o movimento paralímpico continue seu processo de busca por aumento da profissionalização e se adeque a direções propostas pela mídia. Talvez com isso, venha a melhorar a exposição de sua vertente esportiva de alto rendimento, destacando sua capacidade de criar ídolos, produzir emoções prazerosas e atrair interesse de espectadores.

Nível de flexibilidade de alunos do ensino médio de Florianópolis - SC: uma análise centrada no sexo, idade e prática de atividade física extraescolar

PID: S1981-46902013000400013 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Pinto Soares Machado Azevedo Kraeski Folle Guimarães
O presente estudo objetivou analisar o nível de flexibilidade dos escolares do ensino médio de Florianópolis de acordo com o sexo, idade e a prática de atividade física extraescolar. Contou com uma amostra de 300 escolares de ambos os sexos, com média de idade de 15 ± 0,9 anos. Utilizou-se um questionário autoaplicável para coletar informações socioeconômicas e de prática de atividade física extraescolar. Os resultados indicaram que a maioria dos escolares pertencia ao estrato socioeconômico da classe B e realizavam atividade física, dando preferência ao exercício aeróbio de uma a três vezes semanais. Na flexibilidade do quadril a maioria dos escolares do sexo feminino está na faixa de condição de risco à saúde, diferentemente dos escolares do sexo masculino. No entanto, na medida do ombro, as mesmas se encontraram dentro da faixa recomendável. Notou-se que a prática de atividade física não modifica esta situação. Conclui-se que os escolares do sexo masculino são mais flexíveis no quadril, entretanto, as do sexo feminino se sobrepõem na flexibilidade do ombro.

O conhecimento do contexto na formação inicial em educação física

PID: S1981-46902013000400011 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Marcon Graça Nascimento
Ao conhecimento pedagógico do conteúdo (CPC) é atribuída a tarefa de transformar o conhecimento do conteúdo dos professores em conhecimento ensinável e compreensível pelos alunos em distintos contextos de ensino e aprendizagem. Balizado por esse pressuposto, e apoiado nas proposições da literatura sobre o conhecimento do contexto e sobre o CPC, este ensaio teórico analisou como os conhecimentos sobre a sala de aula (microcontexto), a escola (mesocontexto) e a comunidade (macrocontexto) incidem na construção do CPC dos futuros professores e nos cursos de formação inicial em Educação Física. A literatura e a estrutura dos cursos de formação em Educação Física sugerem que os conhecimentos sobre os meso e macrocontextos, embora importantes, não têm participação significativa na construção do CPC dos futuros professores. Tal como os estudos analisados, sugere-se que os professores-formadores, durante a formação inicial, estimulem a reflexão, a sensibilidade e a criticidade dos futuros professores sobre a influência dos meso e macrocontextos no planejamento, na implementação e na gestão de suas práticas pedagógicas, na interação <em>com</em> e na aprendizagem e formação <em>dos</em> alunos. Além disso, que os cursos de formação inicial em Educação Física reconheçam a importância do conhecimento do contexto na construção do CPC dos futuros professores, o abordem em diferentes disciplinas, sob vários ângulos e por meio de distintas estratégias, e não apenas tragam alunos em idade escolar para a instituição de ensino superior, mas levem os futuros professores para dentro das escolas de Educação Básica desde o início do curso. Assim, podem ser ampliadas as possibilidades de construção e desenvolvimento do conhecimento do contexto e, consequentemente, do CPC dos futuros professores de Educação Física, qualificando sua formação acadêmica, docente e profissional.

O ensino de habilidades motoras esportivas na escola e o esporte de alto rendimento: discurso, realidade e possibilidades

PID: S1981-46902013000300016 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Tani Basso Silveira Correia Corrêa
A massificação da prática esportiva começando pela escola tem sido sugerida como uma forma eficaz para transformar o Brasil numa potência no esporte de alto rendimento. O objetivo deste ensaio é analisar e refletir sobre o discurso, a realidade e as possiblidades de ensino do esporte na escola, tendo como pano de fundo a relação entre a Educação Física Escolar e o esporte de alto rendimento. Em outras palavras, fazer uma análise crítica para qualificar a vinculação escola-esporte de alto rendimento com o intuito de deixar claro o papel social da escola e a sua eventual contribuição para a formação de atletas, e para discutir as possibilidades reais de se ensinar o esporte na escola, particularmente as habilidades motoras, consideradas as condições em que ela se encontra.

O que a ginástica artística tem de artística? Considerações a partir de uma análise estética

PID: S1981-46902013000400004 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Roble Nunomura Oliveira
A terminologia, Ginástica Artística, sugere um grande papel estético para a modalidade e aponta um cruzamento entre o fenômeno esportivo e a arte. O presente artigo busca discutir as premissas desse cruzamento e coloca em pauta conceitos do campo da estética e constatações observadas no contexto atual desse esporte. Nota-se que uma das grandes riquezas da modalidade reside justamente na união desses dois fenômenos, mas que na realidade prática o conteúdo artístico tem sido negligenciado, pouco valorizado ou subaproveitado. O Brasil pode deixar a sua marca no cenário mundial da Ginástica Artística através da combinação, do hibridismo e da inventividade que são características da estética brasileira e que podem influenciar o conteúdo expressivo e artístico deste esporte.

Panorama da ginástica artística feminina brasileira de alto rendimento esportivo: progressão, realidade e necessidade

PID: S1981-46902013000300009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Schiavon Paes Toledo Deutsch
Os resultados das atletas brasileiras da Ginástica Artística feminina nos últimos 10 anos, refletidos principalmente nas competições de nível internacional, apontam para uma expressiva evolução do esporte no país. Assim, este artigo tem o propósito de apresentar dados acerca desta transformação, principalmente a partir da participação das ginastas em Jogos Olímpicos (desde 1980), e estabelecer reflexões em relação ao desenvolvimento da modalidade no país. A partir de uma pesquisa bibliográfica e documental, estes dados foram obtidos, reunidos e contextualizados com outras informações já disponíveis na literatura. Ao analisá-los foi possível não só apontar com especificidade como se deu esta evolução, como também apresentar uma realidade deflagradora de um processo ainda imaturo de desenvolvimento do esporte no país, que não condiz em grande parte com o que é posto pela mídia (de que a modalidade está em pleno avanço e de forma estruturada).

Participation motivation questionnaire: tradução e validação para uso em atletas-jovens brasileiros

PID: S1981-46902013000100014 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Guedes Silvério Netto
Os objetivos do estudo foram traduzir para o idioma português, realizar a adaptação transcultural e identificar as propriedades psicométricas para atletas-jovens brasileiros do Participation Motivation Questionnaire (PMQ). A versão original foi traduzida de acordo com recomendações internacionais. Um comitê de juízes foi formado para analisar as versões traduzidas do questionário. O comitê utilizou como critério de análise as equivalências semântica, idiomática, cultural e conceitual. A versão final do questionário traduzido foi administrada em uma amostra de 1517 atletas-jovens (714 moças e 803 rapazes) com idades entre 12 e 18 anos. Para identificar as propriedades psicométricas foi realizada análise fatorial confirmatória com rotação Varimax e, na sequência, para análise da consistência interna de cada fator associado à motivação para a prática de esporte, foi empregado coeficiente alfa de Cronbach. Após discretas modificações apontadas no processo de tradução, o comitê de juízes considerou que a versão para o idioma português do PMQ apresentou equivalências semântica, idiomática, cultural e conceitual. A análise fatorial confirmou a estrutura de oito fatores originalmente proposta, explicando 67% da variância total com satisfatórios valores de consistência interna. O alfa de Cronbach apresentou coeficientes entre 0,543 e 0,827. Concluindo, a tradução, a adaptação transcultural e as qualidades psicométricas do PMQ foram satisfatórias, o que viabiliza sua aplicação em futuros estudos no Brasil.

Participação nas aulas de educação física e indicadores de atitudes relacionadas à atividade física em adolescentes

PID: S1981-46902013000400010 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Hardman Barros Andrade Nascimento Nahas Barros
O objetivo deste estudo foi analisar a associação entre participação nas aulas de educação física (PAEF) e atitudes relacionadas à atividade física (gostar de fazer atividade física e preferir atividades de lazer fisicamente ativas) em adolescentes. Trata-se de um estudo epidemiológico transversal, a partir de uma amostra representativa de adolescentes (n = 4.207, 14-19 anos) estudantes do ensino médio da rede pública estadual de Pernambuco. Dados foram coletados através de um questionário previamente validado. Observou-se que entre os adolescentes que relataram participar das aulas de educação física a chance de gostar de fazer atividade física foi 73% maior nos rapazes e 93% superior nas moças em comparação àqueles que não participam das aulas. A chance de preferir atividades de lazer fisicamente ativas foi 97% e 72% superior nos rapazes e nas moças que PAEF, respectivamente. Concluiu-se que a PAEF está diretamente associada aos indicadores que expressam atitudes dos adolescentes em relação à atividade física.

Percepção de estresse: associação com a prática de atividades físicas no lazer e comportamentos sedentários em trabalhadores da indústria

PID: S1981-46902013000200007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Farah Barros Farias Júnior Ritti-Dias Lima Barbosa Nahas
O objetivo deste estudo foi analisar a prevalência e a associação entre inatividade física no lazer e comportamento sedentário com a percepção negativa de estresse em industriários. Para tanto, 1910 trabalhadores foram selecionados mediante amostragem em dois estágios entre os industriários pernambucanos. Dados foram obtidos mediante uso de questionário previamente validado (Estilo de Vida e Hábitos de Lazer do Trabalhador da Indústria). Percepção negativa de estresse foi referida por 13,2% e 45,2% dos trabalhadores eram fisicamente inativos no lazer. A proporção de sujeitos que relatou despender > 2 horas/dia assistindo televisão foi de 31,8% e 57,4%, respectivamente, em dias da semana e no final de semana. Observou-se, entre os homens, uma associação positiva entre o tempo de assistência à televisão em dias de semana e a percepção negativa de estresse. Conclui-se que a exposição a comportamento sedentário nos homens está associada à maior chance de percepção negativa de estresse.

Prescrição de caminhada não supervisionada, risco cardiovascular e aptidão físical

PID: S1981-46902013000300005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Queiroz Brito Santos Fecchio Stocco Bezerra Cavali Modesto Cardoso Junior Bartholomeu Tinucci Forjaz
Objetivo: Avaliar, numa situação real de atuação prática, o efeito da prescrição individualizada de caminhada sem supervisão da prática sobre o risco cardiovascular e a aptidão física de usuários de um parque público. Métodos: 186 sujeitos (62 ± 10 anos) foram orientados a caminhar pelo menos 3x/sem, por 30 min, com intensidade de 50 a 80% da frequência cardíaca de reserva e a fazer alongamentos antes e após a caminhada. A aptidão física e os fatores de risco cardiovascular foram avaliados pré e pós-intervenção. A análise dos dados foi dividida em duas fases: 1) análise na amostra total; 2) análise nos indivíduos com fatores de risco alterados. Os dados foram comparados pelo teste t pareado. Resultados: Na amostra total, a aptidão física melhorou nos testes de marcha estacionária (+8,1 ± 14,5 passos, p < 0,05), impulsão vertical (+0,5 ± 2,7 cm, p < 0,05), flexibilidade lombar (+1,1 ± 4,7 cm, p < 0,05) e flexibilidade de ombro (+1,2 ± 2,1 cm, p < 0,05). Não ocorreram alterações nos fatores de risco cardiovascular, com exceção da redução da pressão arterial diastólica (-0,9 ± 6,0 mmHg, p < 0,05). Entretanto, nos subgrupos com fatores alterados, observou-se reduções significantes das pressões arteriais sistólica e diastólica (-13,3 ± 16,9 e -5,8 ± 8,3 mmHg, p < 0,05, respectivamente) nos hipertensos, da colesterolemia total (-19,5 ± 33,5 mg/dl, p < 0,05) nos hipercolesterolêmicos e da circunferência da cintura (-1,0 ± 4,7 cm, p < 0,05) e do índice cintura-quadril (-0,01 ± 0,04, p < 0,05) nos com obesidade central. Conclusão: Numa situação real de atuação, a prescrição de caminhada sem supervisão da prática foi efetiva em melhorar a aptidão física da amostra geral e em diminuir o risco cardiovascular específico dos indivíduos com fatores de risco.

Presença de fatores de risco de doenças cardiovasculares e de lesões em praticantes de corrida de rua

PID: S1981-46902013000100006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Ishida Turi Pereira-da-Silva Amara
Este estudo descreveu as características antropométricas e presença de fatores de riscos cardiovasculares (Parte1) bem como a ocorrência de lesões (Parte 2) em corredores de rua. Índice de massa corporal, pressão arterial (PA), circunferência abdominal (CA) e presença de lesões foram avaliadas em 94 corredores. Destes, 38,5% eram hipertensos auto-referidos, mas 41,9% estavam com a PA alterada no dia. Dentre os auto-referidos sem problemas de saúde, foram encontradas alterações na PA (42%), na CA (9,8%) e 6% apresentaram risco cardiovascular moderado. Verificou-se que 34% já sofreram lesão, sendo que 67,7% foram derivadas de treinos ou competições. Idade, distância da prova e realização de outras atividades foram associados com a ocorrência de lesão. Os resultados do presente estudo nos permitem concluir que os praticantes de pedestrianismo apresentam uma condição física propícia ao comprometimento cardiovascular durante uma prova e ao surgimento de lesões, sugerindo campanhas de conscientização sobre a condição de saúde neste público.

Produção acadêmica sobre dança nos periódicos nacionais de Educação Física

PID: S1981-46902013000100010 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Muglia-Rodrigues Correia
O presente estudo visou identificar e analisar a produção do conhecimento relativo ao fenômeno dança no contexto dos periódicos científicos nacionais de Educação Física no período de 2000 a 2010. Foram explorados títulos e resumos de artigos publicados em seis periódicos. Os artigos encontrados foram enquadrados em cinco categorias e os resultados obtidos foram: dos 2362 artigos publicados, 67 (2,84%) abordaram dança. Desses, 38,81% na área dos Estudos Socioculturais do Movimento Humano, 34,33% na Pedagogia do Movimento Humano - dentre os quais, 65,22% tratam do âmbito escolar -, 14,93% na Biodinâmica do Movimento Humano e 5,97% em cada uma das áreas Adaptação do Movimento Humano e Comportamento Motor. Esses resultados foram discutidos em relação à necessidade da elaboração de uma produção acadêmica que explore a multidimensionalidade do fenômeno dança em âmbitos inter e multidisciplinares, favorecendo uma aproximação acadêmica e profissional entre os protagonistas da Dança e da Educação Física.

Prática da ginástica laboral por trabalhadores das indústrias do Rio Grande do Sul, Brasil

PID: S1981-46902013000100003 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Rossato Duca Farias Nahas
O presente estudo identificou a prevalência e os fatores associados à prática de ginástica laboral por trabalhadores da indústria no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Realizou-se análise secundária dos dados de um estudo de delineamento transversal, com amostra probabilística de 2.265 trabalhadores, de ambos os sexos. O instrumento de pesquisa foi o questionário autoadministrado “Estilo de vida e hábitos de lazer dos trabalhadores das indústrias brasileiras”, previamente validado. A variável dependente foi a prática de ginástica laboral, definida pela resposta positiva à questão: “Você participa do programa de ginástica na empresa (ginástica laboral)?”. Foram coletadas informações demográficas, socioeconômicas, comportamentais e relacionadas à saúde, como potenciais fatores associados. Na análise de dados, empregou-se o teste Qui-quadrado de Pearson e o modelo de regressão de Poisson com variância robusta, nas análises bruta e ajustada, respectivamente. A prática de ginástica laboral foi referida por 40,3% dos respondentes (IC95%: 38,2; 42,3), sendo mais prevalente nos trabalhadores do sexo feminino, com maiores níveis de escolaridade, naqueles mais ativos no lazer e que relatavam menores intensidades de esforço no trabalho. Não se observou associação da variável dependente com idade, estado civil, renda familiar bruta, tabagismo, autopercepção de saúde e autopercepção do nível de estresse. Programas de ginástica laboral devem desenvolver estratégias de promoção da saúde que priorizem subgrupos de trabalhadores menos envolvidos, em especial, indivíduos do sexo masculino e com menor escolaridade. Desse modo, será possível reduzir as disparidades, beneficiando trabalhadores, independentemente de suas características sociodemográficas, a melhores condições saúde e bem-estar no ambiente das indústrias.

Relação dos saltos vertical, horizontal e sêxtuplo com a agilidade e velocidade em crianças

PID: S1981-46902013000100005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Coledam Arruda dos-Santos Oliveira
Os objetivos do presente estudo foram: 1) verificar a relação dos saltos vertical, horizontal e sêxtuplo com a agilidade e velocidade de 5, 10 e 25 m; 2) verificar a capacidade desses saltos em predizer o desempenho da agilidade e velocidade de 5, 10 e 25 m em crianças. Vinte e oito meninos (9,47 ± 0,64 anos) e 30 meninas (9,69 ± 0,70 anos) foram avaliados. Os valores de correlação entre a agilidade, velocidade de 5, 10 e 25 m foram, respectivamente, r = 0,63, 0,51, 0,44 e 0,64 com o salto vertical, r = 0,68, 0,62, 0,28 e 0,62 com o salto sêxtuplo, e r = 0,60, 0,50, 0,26 e 0,57 com o salto horizontal. O salto vertical e o salto sêxtuplo foram capazes de predizer o desempenho da agilidade e da velocidade de 25 m (p <0,05). Além disso, demonstraram capacidade de predizer a velocidade de 5 e 10 m, respectivamente (p <0,05). Os testes de salto vertical e sêxtuplo podem ser utilizados para avaliação e controle do treinamento com crianças praticantes de atividades que demandam agilidade e velocidade, uma vez que ambos os saltos predisseram o desempenho da agilidade e velocidade, o que não ocorreu com o salto horizontal.

Relação entre estado nutricional, adiposidade corporal, percepção de autoimagem corporal e risco para transtornos alimentares em atletas de modalidades coletivas do gênero feminino

PID: S1981-46902013000300012 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Kravchychyn Silva Machado
O objetivo do presente estudo foi analisar se há associação entre a autoimagem corporal, risco para transtornos alimentares, adiposidade corporal e estado nutricional em atletas de modalidades coletivas do gênero feminino. Participaram 45 atletas das modalidades de basquetebol, voleibol, handebol e futsal. Foram aferidas massa corporal, estatura e dobras cutâneas para a determinação do Índice de Massa Corporal (IMC) e percentual de gordura corporal (%G). Os questionários aplicados foram o Body Shape Questionnarie (BSQ) e o Eating Atittudes Test (EAT-26). A análise de associação foi feita pelo teste Qui-quadrado 2×2 e Exato de Fisher (p < 0,05). A média do IMC e %G foram de 22,82 ± 2,73 kg•m-2 e 23,42 ± 5,10%, respectivamente. O BSQ se associou com o IMC (p = 0,001) e com o %G (p = 0,008), já EAT-26 não se associou com as variáveis antropométricas. Conclui-se que atletas em sobrepeso e obesidade possuem maior tendência a distorção da autoimagem corporal, porém não tem propensão para desenvolver transtornos alimentares

Rotinas, estratégias e saberes de professores de educação física: um estudo de caso etnográfico

PID: S1981-46902013000300011 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Sanchotene Molina Neto
O presente artigo buscou identificar a constituição da prática pedagógica de professores de educação física e compreender qual a relação entre as experiências vividas pelos professores e a sua prática pedagógica. Desenvolvemos um estudo de caso etnográfico com sete professores de educação física de uma escola pública da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre (RMEPOA). Foram realizadas oito entrevistas semiestruturadas e 200 horas de observação participante. A pesquisa está fundamentada nas teorias da ação e na nova epistemologia da prática. Identificamos que os professores desenvolvem rotinas e estratégias criativas, baseadas fundamentalmente em suas experiências vividas, para alcançar os objetivos de suas aulas e que sua prática pedagógica está relacionada aos saberes que os mesmos produziram ao longo de seu ciclo de vida. O estudo foi apresentado aos colaboradores como forma de validação da pesquisa e de estabelecer um diálogo que propiciasse aos professores refletir sobre as suas práticas.

Tem um queniano correndo entre nós: atletismo e migração no Brasil

PID: S1981-46902013000300007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Ribeiro Lovisolo Gomes Sant'Anna
O objetivo da pesquisa foi analisar a movimentação migratória de esportistas estrangeiros do atletismo, sobretudo os de nacionalidades africanas, face ao seu sucesso em corridas de rua disputadas nas grandes cidades brasileiras. Focamos nossas análises na fala dos técnicos brasileiros de nível internacional que trabalham ou não com este grupo. Os resultados demonstram que os técnicos que treinam os atletas estrangeiros são contrários as normas reguladoras em vigor e que limitam a participação destes. Os técnicos centrados em atletas nacionais defendem as normas estabelecidas pela entidade responsável pelo esporte no país. Como conclusão, consideramos que um esporte individual como o atletismo que se estrutura à margem da identidade clubística, parece estar operando por parte de seus protagonistas sob o guarda chuva protetor do nacionalismo em que o atleta local deve ser defendido mediante reserva do mercado, contra a participação de atletas estrangeiros, sobretudo, na figura dos africanos

Teste de força de preensão manual: estudo da fadiga mioelétrica do flexor radial do carpo e flexor superficial dos dedos

PID: S1981-46902013000300002 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Baptista Machado Pereira Nadal Oliveira
Um protocolo de força de preensão manual (FPM) em degraus de intensidade foi empregado para estudo da fadiga dos músculos flexor radial do carpo (FRC) e flexor superficial dos dedos (FSD) por meio do registro da força de preensão sustentada. Foi feita a análise do sinal eletromiográfico de superfície destes músculos no domínio do tempo e da frequência de 2kHz. Foi utilizado um dinamômetro eletrônico e um conversor analógico-digital de 16 bits. Participaram deste estudo 12 indivíduos saudáveis, ativos e destros, com média de idade 21,53 ± 1,26 anos, percentual de gordura 7,76 ± 3,53%, peso corporal 74,9 ± 10,36 kg e estatura 180,69 ± 7,14 cm. Os indivíduos realizaram o teste de contração isométrica voluntária máxima (CIVM) da mão dominante seguido do protocolo de degraus submáximos em 20%, 40% e 60% da CIVM por 10 segundos cada. O processamento dos sinais envolveu a filtragem passa banda e o cálculo dos valores de raiz média quadrática (RMS) e frequência mediana (FM) em cada degrau de contração submáxima. A análise de variância "two-way" foi aplicada para os valores de RMS e FM. O teste proposto não gerou queda do rendimento de força nos degraus submáximos estabelecidos e a instauração do processo de fadiga do FSD. Por outro lado, o FRC apresentou sinais de fadiga mioelétrica sugerindo o processo de falência da FPM. Estes dados sugerem que a fadiga mioelétrica dos flexores dos dedos durante a FPM é um processo tardio à fadiga dos estabilizadores do punho. O protocolo em degrau de 60% parece desencadear o processo de fadiga mioelétrica do músculo FRC, mas não do FSD, baseado na análise da ativação muscular nos domínios do tempo e frequência.

Uso da informação somatossensorial adicional no controle postural: efeito da dominância manual

PID: S1981-46902013000200014 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Araújo Alouche Cunha Freitas
Buscamos com o presente estudo investigar o efeito da dominância manual e da visão no uso da informação somatossensorial adicional fornecida pelo toque suave no controle postural. Quinze adultos jovens e destros permaneceram em pé sobre uma plataforma de força com a) olhos abertos ou fechados e b) braços ao lado do corpo ou o dedo indicador direito ou esquerdo tocando a barra fixa. A área do centro de pressão (CP), amplitude e velocidade médias do CP nas direções anteroposterior e médiolateral foram avaliadas. Os resultados indicaram uma redução nas medidas nas condições de toque e aumento com os olhos fechados, exceto quando o toque foi realizado com dedo indicador direito. A força máxima foi maior para a mão direita, enquanto a sensibilidade cutânea e as forças aplicadas à barra foram similares entre os hemicorpos. Esses resultados sugerem um efeito da dominância manual e visão no uso da informação somatossensorial adicional no controle postural.

Violentos e desordeiros: representações de dois clubes do subúrbio na imprensa carioca (década de 10)

PID: S1981-46902013000300008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2013
Autores: Santos Junior Melo
Com o intuito de melhor compreender o processo de consolidação do futebol no Rio de Janeiro, esse artigo teve por objetivo discutir as representações de dois clubes do subúrbio, o Bangu e o Andarahy, na imprensa carioca da década de 10. O recorte temporal adotado levou em conta que se tratou de um período em que houve um aumento tanto do número de conflitos nos gramados quanto das tentativas de restringir a participação de certos grupos nas iniciativas da Liga Metropolitana de Sports Athleticos. Para alcance do objetivo, analisamos jornais de grande circulação, especialmente o Correio da Manhã e O Imparcial. Ao final, concluímos que houve um processo de estigmatização das agremiações investigadas, o que não impediu que participassem ativamente da difusão do velho esporte bretão pela, na época, capital do país.
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