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Educação Física Escolar: o currículo como oportunidade histórica

PID: S1981-46902016000300831 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: Correia
Resumo Considerando O atual debate sobre os currículos nacionais, o presente ensaio tem por objetivo analisar alguns aspectos didáticos de forma a contribuir para O desenvolvimento e organização do conhecimento da Educação Física Escolar.

Educação escolar e cultura corporal em áreas de reforma agrária: a emancipação humana em análise

PID: S1981-46902016000400014 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: LAVOURA
Resumo O presente artigo teve o objetivo de apreender os fundamentos pedagógicos do ensino da cultura corporal na educação escolar do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST. A luz do materialismo histórico-dialético, os dados empíricos da pesquisa apontam a pedagogia dos projetos fundamentando o trabalho educativo do MST no assentamento investigado. Ao entendermos que o MST deve ter acesso ao conhecimento na sua forma mais desenvolvida, na medida em que o mesmo se torna parte constitutiva do instrumental de luta do Movimento e da classe trabalhadora, defende-se a necessidade de seu trabalho educativo estar fundamentado na pedagogia histórico-crítica, como forma de se possibilitar a formação plena de conteúdos em cada indivíduo singular.

Efeito do treinamento de força com resistência elástica sobre o desempenho da flexão de quadril em bailarinas clássicas

PID: S1981-46902016000400004 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: ZUCCOLOTTO BELLINI RECH SONDA MELO
Resumo Para realização e manutenção de movimentos estéticos de grande amplitude articular, um bailarino necessita desenvolver além de flexibilidade, força muscular. Trabalhos científicos sobre o “ballet” apontam para uma lacuna com relação ao efeito de diferentes métodos de treinamento na produção de força muscular em grandes amplitudes de movimento. Assim, o objetivo deste estudo foi investigar os efeitos de um programa de treinamento de força com resistência elástica sobre o torque, a amplitude de movimento ativa e passiva, bem como o ângulo e o tempo de sustentação da flexão de quadril em bailarinas clássicas. Participaram deste estudo 15 bailarinas que foram divididas em dois grupos: grupo intervenção (n = 8) e grupo controle (n = 7). Durante o estudo, todas participantes mantiveram a rotina habitual de aulas de “ballet”, porém o grupo intervenção realizou um treinamento de força com resistência elástica para os flexores de quadril, o qual foi realizado duas vezes por semana, durante seis semanas. Antes e depois de seis semanas, todas participantes realizaram medidas de torque, das amplitudes ativas e passivas, bem como do ângulo e tempo de sustentação da flexão de quadril. ANOVA de um fator (grupo) com medidas repetidas no tempo foi usada para identificar os efeitos da intervenção. O grupo intervenção apresentou incrementos de torque três vezes superiores ao grupo controle (grupo intervenção = 38,47% e grupo controle = 13,13%). Incrementos de 125,25% para o tempo de sustentação foram observadas somente para o grupo intervenção. Nenhum efeito foi identificado nas demais variáveis. Os achados mostram que o treinamento de força com resistência elástica gera aumentos no torque, bem como no tempo de sustentação de flexão de quadril em bailarinas clássicas.

Efeitos da alternância entre exercícios aeróbicos e resistência exercício em diferentes sessões de exercício concorrente em respostas pressão arterial de atletas: um estudo randomizado

PID: S1981-46902016000200235 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: MAZZOCCANTE SOUSA PEREIRA SOUZA MORAES CAMPBELL
Resumo O exercício aeróbico (AE) e exercícios resistidos (ER) têm demonstrado benefícios na prevenção e/ou controle da pressão arterial (PA), embora as influências destes dois modelos de exercícios (exercício concorrente) em uma única sessão sobre a PA ainda são desconhecidos. Desta forma, o objetivo do presente estudo foi verificar os efeitos da alternância entre EA e ER em diferentes sessões de exercícios concorrente sobre as respostas da PA. Participaram do estudo 10 jovens atletas do sexo masculino (22,6 ± 3,78 anos, 70,3 ± 5,89 kg, 175,96 ± 5,83 centímetros, 6,8 ± 2,38 % de gordura corporal). Os testes consistiram de quatro protocolos randomizados, sendo a sessão AR composta por EA seguido do ER, a sessão RA por ER seguido do EA (AR), a sessão circuito (CC) (ER e EA alternando de forma intermitente ) e a sessão de controle (CO) (sem exercício) . EA foi realizado em uma esteira a 90% do lactato mínimo indireto e o ER foi realizado em forma de circuito a 90% de 12 RM, alternado por segmento em seis exercícios. A PA foi mensurada em todos os protocolos, durante o momento repouso e no período de recuperação pós-exercício (REP). Observou-se uma redução da pressão arterial sistólica (PAS) aos 45 e 60 minutos de recuperação do protocolo RA em relação aos valores pré-exercício. A PA diastólica e média não apresentaram diferenças significativas. A sessão RA foi mais eficaz em demonstrar respostas hipotensoras em relação aos outros protocolos experimentais.

Efeitos do uso da máscara para análise de gases sobre variáveis fisiológicas e perceptuais máximas e submáximas durante um teste incremental

PID: S1981-46902016000300523 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: Silva Nakamura Machado
Resumo Este estudo teve como objetivo determinar os efeitos do uso da máscara para análise de gases sobre variáveis fisiológicas e perceptuais máximas e submáximas durante um teste incremental. Foram avaliados 21 corredores recreacionais de “endurance” (VO2max: 54,0 ± 7,6 mL·kg-1·min-1) com idade entre 30 e 49 anos. Os mesmos foram submetidos a dois diferentes testes incrementais em ordem aleatória para determinação da MVA, sendo utilizado em um deles o equipamento para análises de gases e no outro não. A velocidade pico em esteira foi determinada com base no ajuste de KUIPERS et al.17. Foram também analisadas variáveis fisiológicas (FC e %FCmax) e perceptuais (PSE) a cada estágio para comparação entre os protocolos. Os corredores realizaram uma performance de 10 e 15 km em pista de atletismo para verificar a relação com a máxima velocidade aeróbia obtida nos dois testes. O uso da máscara para a análise de gases reduziu a Vpico, mas não modificou a FCmax e a PSEmax. Em relação às variáveis submáximas, a FC foi influenciada principalmente nos estágios iniciais em que os valores foram maiores no teste em que a análise de gases foi feita. Porém, quando expressa em %FCmax, os atletas permaneceram na maioria dos estágios submáximos em percentuais maiores durante o protocolo com o uso da máscara. Para a PSE, não houve diferenças significativas, com exceção do estágio a 10 km·h-1, em que a PSE foi maior quando se utilizou a máscara. A Vpico é reduzida devido à utilização da máscara para análise de gases e a FC e o %FCmax em estágios submáximos são maiores devido ao uso desse equipamento, especialmente nos estágios iniciais.

Estilo motivacional e comportamento assertivo de professores de Educação Física ao longo da carreira

PID: S1981-46902016000200457 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: COSTA PASSOS BELEM CONTREIRA VIEIRA
Resumo O objetivo deste estudo foi investigar o estilo motivacional e o comportamento (assertivo, inassertivo e agressivo) de professores de Educação Física de uma cidade do noroeste do Paraná, ao longo da carreira docente (n = 49). Como instrumentos de pesquisa foram utilizados o questionário Problemas na Escola, o Inventário de Assertividade e os dados demográficos. Os dados foram analisados a partir da estatística inferencial: Shapiro-Wilk, Alpha de Cronbach, Anova de Medidas Repetidas e Correlação de Spearman (p ≤ 0,05). O estilo motivacional com mediana superior foi o estilo altamente promotor de autonomia (Md = 5,88) e o com mediana inferior foi o estilo altamente controlador (Md = 2,88), com diferenças estatisticamente significativas. Os resultados demonstraram correlações positivas entre as variáveis: inassertividade e estilo altamente controlador (ρ = 0,63); agressividade e estilo altamente controlador (ρ = 0,69); e a inassertividade e agressividade (ρ = 0,82) dos professores que atuam com carga horária de até 20 horas semanais. Conclui-se que os professores de Educação Física apresentaram um estilo motivacional mais promotor de autonomia e que ocorreu relação entre o estilo motivacional e o comportamento assertivo, inassertivo e agressivo dos professores, considerando o tempo de experiência e a carga horária semanal inferior.

Festivais de ginástica no mundo e no Brasil: reflexões gerais

PID: S1981-46902016000100199 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: PATRÍCIO BORTOLETO CARBINATTO
Resumo Os festivais ginásticos consistem em eventos majoritariamente não-competitivos, em que possibilidades gímnicas são apresentadas visando o congraçamento e o intercâmbio entre os praticantes. Este trabalho apresenta alguns dos principais festivais internacionais e nacionais, destacando aspectos relevantes de sua organização, periodicidade e contribuição para a manutenção da tradição gímnica. Por fim, tratamos de esboçar alguns apontamentos para consolidar um festival nacional que seja alicerçado e apoiado pelas diferentes federações, consolide identidade nacional e fomente a prática efetiva da ginástica.

Formação continuada em Educação Física na educação básica: da experiência com o instituído aos entrelugares formativos

PID: S1981-46902016000300647 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: Santos Oliveira Ferreira Neto
Resumo Este estudo objetiva analisar e dar visibilidade aos lugares/espaços identificados pelos professores de Educação Física da Superintendência de Carapina, na Rede Estadual de Ensino do Espírito Santo, como significativos para sua formação. Usa como referencial teórico-metodológico a pesquisa narrativa, utilizando como fontes as narrativas (auto)biográficas de seis professores, em uma prática compartilhada de pesquisa no diálogo com docentes. A análise do estudo sinaliza movimentos diversificados, ora singulares, ora coletivos, de espaços formativos praticados. Esta análise amplia o entendimento de formação continuada para além de momentos instituídos, compreendendo tanto os entrelugares de formação, como os espaços autoformativos indicados pelos professores como significativos à sua formação. Aponta a necessidade de pensar mudanças em políticas de formação focada na valorização de ações investigativo-formativas que tenham como ponto de partida e chegada as práticas pedagógicas.

Força de preensão manual, nível de atividade física e qualidade de vida de competidores máster de judô

PID: S1981-46902016000400001 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: DIMARE VECCHIO XAVIER
Resumo O objetivo do presente estudo foi avaliar e testar a correlação entre força isométrica de preensão manual (FIPM), nível de atividade física (AF) e qualidade de vida (QV) de competidores máster de judô. A amostra foi composta por 44 homens (45 a 64 anos), participantes do Campeonato Panamericano Master de Judô de 2011. Para avaliar a força manual, utilizou-se teste de força isométrica de preensão manual. Empregaram-se os questionários WHOQOL-Breve e Questionário de Atividade Física Global (GPAQ). Na análise estatística, após a verificação da normalidade na distribuição dos dados, os mesmos são apresentados com média [Intervalo de confiança 95%]. Na comparação entre grupos etários, foi conduzida análise de variância (ANOVA), com pos-hoc de Tukey. Para correlações bivariadas, empregou-se o teste de Pearson. Os competidores de judô demonstraram: 1) quantidade elevada de AF (661 [513-810] min de AF moderada a vigorosa) quando se consideram as recomendações populacionais; 2) FIPM com valores moderados (soma bilateral de 87,1 [82,3-91,9] kgf) comparados com pessoas fisicamente ativas e idosos; e 3) escores de QV superiores aos registrados em outros estudos. Adicionalmente, destacam-se dois principais achados, ausência de diferenças significantes para percepção subjetiva de QV e de FIPM segundo grupos etários e correlação positiva entre quantidade semanal de AF moderada a vigorosa e escores de QV.

Força explosiva de membros inferiores em ginastas da ginástica rítmica de diferentes níveis competitivos

PID: S1981-46902016000100041 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: SANTOS LEBRE CARVALHO
Resumo A força na Ginástica Rítmica manifesta-se na grande maioria dos movimentos e elementos realizados pelas ginastas, especialmente nos saltos, que são elementos corporais indispensáveis na prática da modalidade. O treino voltado para o desenvolvimento da habilidade de salto apresenta uma grande quantidade de exercícios que visam aumentar o grau de potência muscular de membros inferiores, e portanto, a capacidade de impulsão. A impulsão vertical é uma importante medida utilizada para mensurar a força explosiva de membros inferiores e está diretamente ligada ao sucesso que a ginasta poderá atingir. Deste modo, o presente estudo teve por objetivo avaliar a altura de dois saltos da Ginástica Rítmica (salto de corça e salto cossaco) através da plataforma de contato Ergojump, que calcula a altura do salto em função do tempo de voo, executados por ginastas juniores de nível nacional e comparar com resultados da Seleção Nacional Júnior – no total 30 ginastas, com idade média de 13,73 ± 0,17 anos. Além disso, comparar os níveis de força explosiva do membro inferior preferido (MIP) e membro inferior não preferido (MINP) de todas as ginastas do estudo, de modo a verificar possíveis assimetrias funcionais. Para a análise estatística recorremos aos Testes Paramétricos (Teste T) e não Paramétricos (Teste Mann-Whitney e Wilcoxon). As ginastas da Seleção Nacional alcançaram melhores resultados em 33% dos testes, deste modo concluímos que não conseguiram mostrar a superioridade esperada nos testes realizados. Além disso, verificamos que a maior parte das ginastas apresentaram um harmonioso desenvolvimento da força explosiva em ambos os membros inferiores, dado que e 83,3% das ginastas da amostra não demonstraram assimetrias funcionais.

Ginástica artística masculina: é sistemático o uso das superfícies elásticas no processo de treinamento?

PID: S1981-46902016000100051 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: BORTOLETO COELHO
Resumo Em alguns esportes, o espaço de jogo representa o componente sistêmico de maior relevância: esse é o caso da Ginástica Artística (GA). Desse modo, quando nos empenhamos em compreender a lógica interna dessa modalidade precisamos dedicar especial atenção à relação ginasta-aparelho. Observamos uma mudança no paradigma de treinamento em que o uso das Superfícies Elásticas constitui um componente essencial, visando atender às características contemporâneas desse esporte, como a hipervalorização das acrobacias e a maior presença dos elementos ginásticos com “fase aérea”. Nessa oportunidade, analisamos, a partir de estudo de caso de um ginásio de treinamento de alto rendimento de Ginástica Artística Masculina, o emprego de diferentes Superfícies Elásticas (SpE) na preparação dos ginastas. Embora os treinadores reconheçam o papel fundamental das SpE para o desenvolvimento dos ginastas, seu uso cotidiano ainda é restrito a poucos equipamentos e realizado de modo assistemático. Essas dificuldades se devem principalmente à ausência de programas formativos que desenvolvam metodologias específicas e à inexistência de fornecedores de equipamentos nacionais com qualidade certificada pela Federação Internacional de Ginástica.

Ginástica no ensino superior: reflexões sobre avaliação

PID: S1981-46902016000100171 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: CARBINATTO NUNOMURA
Resumo Os processos de avaliação tradicionais pautavam-se nos paradigmas educativos de linearidade e encadeamento, cujo objetivo era classificar e selecionar os indivíduos. Com o avanço do discurso das Ciências Humanas e Sociais, a avaliação ganhou um caráter reflexivo e analítico, e passou a se constituir em um sistema de apoio e orientação para as aprendizagens individuais e coletivas, e sem perder de vista a formação pessoal dos alunos. Apoiado na pesquisa qualitativa, o presente estudo identificou e discutiu as avaliações utilizadas por 14 docentes universitários do Estado de São Paulo que ministram as disciplinas de ginástica nos cursos de licenciatura em Educação Física. Os resultados evidenciaram diferentes formatos de avaliação, quais sejam: teórica; debates; prática/vivência pesquisa; autoavaliação e avaliação entre pares . Nenhum dos docentes esclareceram claramente os critérios de avaliação, ficando a mesma, sobretudo, subjetiva, quatro docente apontaram indícios de utilização dos instrumentos avaliativos na concepção formativa e apenas um docente orienta sua prática durante o processo de ensino-aprendizagem, após analisar o que foi detectado nas avaliações.

Inclusão do equivalente energético do lactato na regressão VO2-intensidade em corrida horizontal e inclinada (10,5%)

PID: S1981-46902016000200255 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: REIS OLIVEIRA CARNEIRO FERNANDES SCOTT
Resumo O estudo teve por objetivo analisar o efeito da adição do equivalente energético do lactato sanguíneo com a medida de VO2 durante a corrida em esteira horizontal (0%) e inclinada (10,5%), como forma de estimativa do custo energético da corrida. Treze corredores de meia e longa distância (idade 28,1 ± 4,2 anos; estatura 1,75 ± 0,07 m; massa corporal 65,2 ± 4,9 kg; VO2max 70,3 ± 4,9 ml·kg-1·min-1) cumpriram dois testes em esteira rolante (0% e 10,5%) que incluíram vários estágios em intensidade constante. Foram calculadas para cada atleta as regressões VO2-velocidade, bem como regressões alternativas com a adição de um equivalente energético de 3 ml O2 Eq·kg-1·mM [La-] às medições de VO2. Não se verificou interação significativa entre a adição do equivalente do lactato e a inclinação da esteira. A ANOVA indicou um efeito significativo da adição do equivalente do lactato na inclinação da reta de regressão e na estimativa do custo energético. Os tamanhos do efeito obtidos indicam que este efeito é mais forte na corrida horizontal. Estes resultados sugerem que em testes laboratoriais com corredores treinados se deverá considerar a adição dos valores de VO2 com os equivalentes energéticos do lactato.

Influência da força muscular no volume e na intensidade da atividade física diária de idosos

PID: S1981-46902016000300541 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: Berton Ugrinowitsch Vechin LixandrÃo Damas ConceiÇÃo Souza Cavaglieri Chacon-Mikahil Libardi
Resumo Diminuições no volume da atividade física diária (VAF - número de passos) e na intensidade da atividade física diária (IAF – velocidade média de caminhada) estão relacionadas com a maior incidência de quedas e aumento da incidência de doenças crônico-degenerativas em idosos. Portanto, identificar fatores que possam aumentar o VAF e a IAF torna-se essencial, principalmente para essa população. Desta forma, o objetivo do presente estudo foi investigar a influência da força muscular no VAF e na IAF de idosos saudáveis. Foram recrutados 18 participantes (10 homens e oito mulheres), com idade acima de 60 anos. Os participantes realizaram o teste de uma repetição máxima (1-RM) e utilizaram acelerômetro triaxial durante sete dias consecutivos, para mensurar o VAF e a IAF. Para analisar a influência da força no VAF e IAF realizou-se uma análise de regressão linear simples. Não foram observadas correlações significantes entre a força muscular e o VAF (p = 0,93; r2 = −0,06), assim como, entre a força muscular e a IAF (p = 0,08; r2 = 0,17). Conclui-se que a força muscular não influencia o VAF e a IAF de idosos saudáveis.

Insatisfação corporal e fatores sociodemográficos, antropométricos e maturacionais de atletas de ginástica artística

PID: S1981-46902016000100061 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: NEVES MEIRELES CARVALHO FERREIRA
Resumo Este estudo buscou avaliar a insatisfação corporal geral e em áreas corporais específicas em adolescentes que praticam ginástica artística nos níveis de base e de alto rendimento, bem como analisar a influência de fatores sociodemográficos, antropométricos e maturacionais sobre a insatisfação corporal. A pesquisa é caracterizada como transversal, quantitativa, descritiva e correlacional. A amostra foi constituída por 285 adolescentes de ambos os sexos praticantes de ginástica artística. Eles foram divididos em dois grupos: 245 atletas da categoria de base e 40 atletas de alto rendimento. Os jovens tinham idade entre 10 e 18 anos (média de 12,86 ± 1,80) e residiam na cidade de Três Rios-RJ. Os instrumentos utilizados para avaliação foram: Body Shape Questionnaire, Escala por Áreas Corporais, Critério de Classificação Econômica Brasil e questionário sociodemográfico. Foram coletados dados antropométricos e de maturação somática. Os resultados mostraram que 24,9% dos atletas de base e 15% dos atletas de alto rendimento apresentavam insatisfação corporal geral. Para as áreas corporais específicas, os atletas de base foram significativamente mais insatisfeitos com a área corporal “peso” do que os atletas de alto rendimento. Variáveis sociodemográficas e econômicas não exerceram influência sobre a insatisfação corporal geral. Em atletas de base, apenas o percentual de gordura e a maturação somática foram preditores para a insatisfação corporal geral e específica, respectivamente. Conclui-se que os atletas de base apresentaram maior insatisfação com seu corpo e peso corporal do que os atletas de alto rendimento.

Intervenção multiprofissional melhora a aptidão física relacionada à saúde de adolescentes com maior efeito sobre as meninas em comparação aos meninos

PID: S1981-46902016000400011 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: BIANCHINI DA SILVA LOPERA ANTONINI NARDO JUNIOR
Resumo Este estudo teve como objetivo verificar as diferenças entre as respostas de meninos e meninas a um programa multiprofissional de tratamento da obesidade sobre a aptidão física relacionada à saúde. Fizeram parte do estudo 163 adolescentes com excesso de massa corporal e idade entre 10 e 18 anos. Foram avaliados parâmetros antropométricos, composição corporal, flexibilidade, força e resistência abdominal e aptidão cardiorrespiratória antes e após 16 semanas de intervenção multiprofissional. A intervenção multiprofissional contou com a participação de profissionais de educação física, nutrição, psicologia e pediatria e teve como foco principal o incentivo a mudanças nos hábitos alimentares e de atividade física que pudessem promover alterações positivas nos parâmetros analisados. A intervenção teve frequência semanal de três sessões, sendo uma hora de intervenções teóricas com os profissionais de educação física, nutrição e psicologia e a outra hora destinada à prática regular de exercícios físicos, com predominância de exercícios físicos resistidos, aeróbios e prática de basquetebol. Após a intervenção tanto as meninas quanto os meninos apresentaram melhoras significativas nas variáveis IMC, circunferência de cintura e quadril, massa gorda relativa e absoluta, massa magra, flexibilidade, força/resistência abdominal e aptidão cardiorrespiratória, porém com resultados mais expressivos para as meninas sobre a circunferência de cintura, gordura corporal (kg), VO2max e força/resistência abdominal.

Lateralidade na ginástica artística

PID: S1981-46902016000100019 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: BESSI
Resumo Técnicos do mundo todo questionam se há um esquema de rotação, que facilita a aprendizagem dos elementos nas rotações longitudinais. As pesquisas sobre o assunto verificam a relação entre dois a quatro elementos daquelas, então, neste estudo, analisamos a apreciação de especialistas n = 161 treinadores (idade: 34,9 ± 10,9) de diferentes níveis de especialização e de diferentes países (ARG, BOL, BRA, CHI, ECU, ELS, GER, GUA, HON, MEX, PAN , PER, URU, VEN) com 12 ± 8,8 anos de experiência a respeito de como um ginasta deve executar 27 diferentes elementos em cinco aparelhos masculinos. Escolhemos esses elementos, pois desejávamos investigar movimentos com rotação na posição em pé, de cabeça para baixo e em combinação com a rotação transversal. Por meio de um questionário para técnicos, averiguamos se existem diferenças, coincidências ou regras ainda imóveis no esquema de rotação que ginastas devem usar (ou deveriam usar). As respostas foram conceituadas em três categorias de preferência de rotação: rotação consistente unilateral, rotação consistente bilateral e rotação inconsistente. O estudo teve como objetivo responder a várias perguntas: Os técnicos concordam em relação a qual esquema de rotação deve estar na ginástica? Como técnicos (ex-ginastas) determinaram que caminho tomar? O posicionamento das mãos e dos pés influenciam na rotação? O modelo individual de rotação influência no conceito apropriado de rotação? As práticas nacionalizadas influênciam em um modelo de rotação? Existem diferenças na apreciação entre técnicos de diferentes níveis? Há regras ambíguas entre os elementos?

Limites e potencialidades da educação dos trabalhadores de saúde da família para promoção da atividade física: uma pesquisa participativa

PID: S1981-46902016000200417 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: SÁ VELARDI FLORINDO
Resumo O progresso do Sistema Único de Saúde brasileiro nas últimas décadas, principalmente com a implementação da Estratégia de Saúde da Família, resultou em melhorias no atendimento à população e no fortalecimento de ações para promover a atividade física, incluindo a incorporação do profissional de Educação Física nos cuidados básicos de saúde. No entanto, existem desafios a serem superados, tais como o desenvolvimento da educação dos trabalhadores da área da saúde de acordo com os princípios orientadores do Sistema Único de Saúde. Desta forma, o objetivo desse estudo foi avaliar os limites e as potencialidades da educação para a promoção da atividade física na Estratégia Saúde da Família por meio de uma pesquisa participativa baseada na comunidade, através da construção de um programa educativo com as equipes de saúde. As análises da conversação e da fala foram aplicadas aos dados de três grupos focais (dois no início e um após o programa) e a triangulação foi usada para combinar esses dados com os dados de notas de campo e notas reflexivas escritas pelo pesquisador e também por um observador independente. Cinco limites e potencialidades foram identificados para a educação da promoção da atividade física: organização do trabalho e educação no trabalho; relação do profissional com a atividade física; ponto de vista profissional sobre o processo saúde-doença, no que se refere ao aconselhamento sobre atividade física; falta de cuidados para o profissional de saúde e o aprendizado incidental; e a avaliação dos elementos-chave da estratégia pedagógica. Os resultados apontam para a necessidade de melhorar a organização do trabalho e a saúde oferecida aos próprios profissionais, de fortalecer ações de educação para valorizar a educação permanente e interprofissional e de trabalhar a conscientização dos profissionais sobre a prática e promoção da atividade física.

Motivos de abandono na prática de ginástica artística no contexto extracurricular

PID: S1981-46902016000400010 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: LOPES OLIVEIRA FÁTIMA NUNOMURA
Resumo O Esporte consiste na principal opção para a prática de atividades físicas entre as crianças e os jovens. Apesar do grande interesse desse público às práticas esportivas, a literatura aponta alto índice de abandono. Motivados por essa conjuntura, o objetivo desse estudo foi verificar o motivo de abandono, mais especificamente, na prática de Ginástica Artística (GA) no contexto das atividades extracurriculares. Entrevistamos praticantes meninas de GA que apresentavam histórico de abandono dessa prática esportiva por determinado período de tempo. Para o tratamento dos dados, optamos pela Análise de Conteúdo proposta por BARDIN. Constatamos que fatores intrínsecos e extrínsecos estão vinculados ao processo de abandono da prática desse esporte. Entretanto, os fatores extrínsecos sobrepuseram àqueles intrínsecos, o que evidencia que o ambiente e as condições situacionais e interpessoais exercem maior influência sobre o afastamento das ginastas. Assim, ressaltamos a importância da atenção dos profissionais a esses aspectos para garantir que as atividades atendam às necessidades e aos anseios das ginastas.

Nacionalismo, Educação Física e a missão francesa na Força Pública de São Paulo: uma comunidade imaginada (1906-1913)

PID: S1981-46902016000400009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: GÓIS JUNIOR
Resumo O objetivo deste estudo foi analisar os interesses que levaram o Estado de São Paulo a reformar sua polícia, e organizar uma escola de educação física, tendo como objetivo central observar e analisar suas prerrogativas em relação à construção de uma identidade nacional. Para isso foi realizada uma pesquisa histórica que teve como fontes, documentos governamentais e o jornal “Correio Paulistano” entre os anos de 1906 e 1913. Concluímos que a militarização paulista objetivava colocar São Paulo em posição estratégica para liderar e influenciar a construção de um Brasil disciplinado, enfim, uma comunidade imaginada na ordem e no progresso.
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