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Aptidão física relacionada ao desempenho motor em escolares de sete a 15 anos

PID: S1981-46902010000100001 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Dumith Ramires Souza Moraes Petry Oliveira Ramires Marques
Os benefícios do desenvolvimento da aptidão física sobre a saúde estão bem evidenciados na literatura científica. O objetivo do presente estudo foi descrever a aptidão física relacionada ao desempenho motor de crianças e adolescentes e examinar as diferenças de acordo com sexo, idade, tipo de escola (pública ou privada) e região geográfica da escola (urbana ou rural). Uma bateria de cinco testes motores foi aplicada a 526 alunos entre sete e 15 anos do ensino fundamental de Rio Grande, RS: salto em distância parado, arremesso de “medicineball”, barra modificada, corrida de 20 metros e quadrado. Os resultados apontam que o desempenho em todos os testes foi superior para os rapazes e aumentou diretamente com a faixa etária. Estes foram os principais preditores da aptidão física dentre as variáveis examinadas. O tipo de escola só teve influência sobre o desempenho no teste de arremesso de “medicine-ball”, em que alunos da rede privada obtiveram valores médios maiores. Escolares da zona urbana atingiram um melhor desempenho em todos os testes, exceto no teste de barra modificada (sem diferença por região geográfi ca). A realização de pesquisas com o mesmo enfoque em outras regiões do Brasil permitirá explorar a consistência destes achados e compreender possíveis diferenças.

As práticas corporais femininas em clubes paulistas do início do século XX

PID: S1981-46902010000200010 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Mathias Rubio
Na década de 20, o esporte ainda era visto como uma instituição masculina, o que invalidava a experiência atlética feminina, sendo apenas o atletismo, a dança clássica e o bola ao cesto, consideradas atividades saudáveis para o intitulado ”sexo frágil”. Uma vez excluídas dos estádios e instituições esportivas, assim como da própria vida pública determinada na época, a condição feminina foi limitada pela dedicação ao lar e à família. Em contrapartida, o Movimento Feminista lutava pelo direito à cidadania, à uma existência legal na vida pública e a própria Educação Física apontava através de seus discursos a mulher como fisicamente ativa, dentro de propósitos eugenistas e higienistas. O objetivo deste trabalho é discutir como se deu a participação da mulher nas práticas corporais em clubes na década de 20 na cidade de São Paulo.

Associação dos fatores de risco para doenças cardiovasculares e qualidade de vida entre servidores da saúde

PID: S1981-46902010000200012 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Barel Louzada Monteiro Amaral
Inúmeros problemas de saúde pública são atribuídos aos fatores induzidos pelo ambiente de trabalho que, associados ao estilo de vida sedentário, contribuem para deteriorar a qualidade de vida do trabalhador. Neste sentido, procuramos descrever o perfil, avaliar a condição física e o risco cardiovasculares dos funcionários da saúde. Foram avaliados 198 funcionários (46 ± 10 anos) que responderam uma anamnese e foram submetidos a avaliações bioquímicas, antropométricas e funcionais. Os valores foram apresentados como média ± desvio padrão da média. Foram utilizados testes de qui-quadrado (x2), taxa de “odds” e correlações de Pearson (p < 0,05). Dos avaliados, 54% apresentaram peso corporal elevado, 33% pressão arterial (PA) elevada e 56% eram sedentários. Colesterol total (CT), lipoproteína de baixa densidade e triglicerídeos (TG) acima da normalidade foram encontrados em 49%, 41% e 24% dos servidores, respectivamente e, 75% apresentaram taxas reduzidas de lipoproteína de alta densidade. As análises de x2 e taxa de “odds” apontaram que os valores de TG e PA foram significativamente maiores para homens comparados às mulheres. Capacidade cardiorrespiratória ruim foi verificada em 56% dos homens e 23% das mulheres, além disso, a flexibilidade apresentou-se com níveis insatisfatórios para homens e mulheres. Observou-se que o índice de massa corporal se correlacionou positivamente com PA, CT e TG. Constatou-se, também que a idade foi fator agravante para PA, flexibilidade, CT e glicemia nas mulheres. Dessa forma, a prevalência de múltiplos fatores de risco nestes trabalhadores demonstra tratar-se de população não assistida pela saúde, motivo pelo qual sugere-se conscientização sobre sua própria saúde evitando a aposentadoria precoce.

Autopercepção da imagem corporal em estudantes do curso de educação física

PID: S1981-46902010000200011 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Rech Araújo Vanat
O objetivo do estudo foi analisar a autopercepção da imagem corporal (IC) e associar a IC com indicadores sociodemográficos, estado nutricional e nível de atividade física de universitários. Realizou-se um estudo transversal com 294 universitários (136 homens e 158 mulheres), mensurou-se a percepção da IC por meio da escala de silhueta, indicando a silhueta atual (SA), silhueta ideal (SI) e a silhueta ideal do sexo oposto (SIO). Ainda foram coletadas variáveis demográfi cas (sexo, idade, turno de estudo, ocupação), nível socioeconômico, estado nutricional (índice de massa corporal) e o nível de atividade física (IPAQ - versão curta). Utilizou-se a análise descritiva e o teste de associação do qui-quadrado para análise dos dados. A prevalência de insatisfação com a IC foi de 61,2% (n = 180), sendo 61% nos homens e 61,4% nas mulheres. A silhueta 2 foi apontada por 57% das mulheres como a SI, entre os homens 38,2% e 39,7% apontaram a silhueta 3 e 4 como a SI. Foi identificada como SIO à silhueta 3 (63,2% masculino e 56,3% feminino). As mulheres demonstraram uma maior percepção (67,6%) em possuir uma silhueta menor que a atual. Já entre os homens houve a tendência (66,7%) a desejarem uma silhueta maior do que a atual. Além do sexo a percepção com a IC foi associada com o estado nutricional (p < 0,05), onde se observou que 78,7% dos indivíduos com excesso de peso desejam ter uma silhueta menor do que a atual. Concluísse que a autopercepção da IC esteve associada ao sexo e ao estado nutricional nos universitários.

Baixos níveis de aptidão física relacionada à saúde em universitários

PID: S1981-46902010000100005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Corseuil Petroski
Este estudo teve por objetivo identificar a prevalência de baixos níveis de aptidão física relacionada à saúde em universitários, quanto aos componentes músculo-esqueléticos (motores). Participaram da amostra 234 estudantes (112 moças e 122 rapazes, entre 17 e 29 anos), matriculados em diversos cursos da Universidade Federal de Santa Catarina. Foi utilizada uma bateria de testes proposta pela Sociedade Canadense de Fisiologia do Exercício. Os testes propostos foram: força de preensão manual; extensão dos braços; flexão do tronco; impulsão vertical; resistência abdominal e força dorsal. Os resultados apontam uma prevalência de aptidão física abaixo dos indicadores recomendados à saúde de 16,6% (13,4% feminino e 19,6% masculino). Especificamente, observaram-se os seguintes índices de prevalência de universitários que não atingiram os critérios recomendados: 69,2% para a potência de membros inferiores, 62% para extensão de braços, 38,4% para a preensão manual, 13,2% para flexão de tronco, 11,1% para força dorsal e 10,7% para força abdominal. Em se tratando de indivíduos jovens, observou-se que boa parte dos universitários encontra-se com baixos níveis de aptidão física, sugerindo a importância da implantação de programas para o desenvolvimento e/ou manutenção da aptidão física destes estudantes, fornecendo subsídios para que estes adotem um estilo de vida mais ativo e saudável por toda a sua vida.

Comparação das respostas cardiorrespiratórias de um exercício de hidroginástica com e sem deslocamento horizontal nos meios terrestre e aquático

PID: S1981-46902010000300006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Kanitz Silva Alberton Kruel
O objetivo do estudo foi comparar as respostas cardiorrespiratórias de um exercício de hidroginástica (corrida estacionária) realizado com e sem deslocamento horizontal no meio terrestre (MT), em piscina funda (PF) e em piscina rasa (PR). Seis mulheres jovens realizaram os exercícios durante 4 min numa cadência de 80 bpm. O exercício consistia em flexão e extensão de quadril com os braços simulando um movimento de corrida. A frequência cardíaca (FC) e o consumo de oxigênio (O2) foram coletados no último minuto de exercício e a percepção de esforço (PE) foi coletada ao término do exercício. Para a comparação das variáveis utilizou-se ANOVA two-way para medidas repetidas com fatores meio e forma de execução (p < 0,05). Para todas as variáveis analisadas foram encontrados valores menores no exercício em PR comparado ao exercício no MT. Porém, nenhuma diferença foi observada entre o exercício no MT e em PF, exceto para a FC, que foi menor no exercício em PF. Em relação à forma de execução, para a FC, foram encontrados valores maiores no exercício com deslocamento quando comparado ao exercício sem deslocamento somente na PF. Estes achados sugerem a possibilidade de executar o exercício analisado em PF com gasto energético (GE) similar e FC menor quando comparado ao mesmo exercício no MT. Fato de grande relevância para populações que querem obter um GE semelhante ao exercício no MT, mas que necessitam de uma menor sobrecarga cardiovascular.

Concepções de treinadores “experts” brasileiros sobre o processo de formação desportiva do jogador de voleibol

PID: S1981-46902010000100008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Milistetd Mesquita Nascimento Sousa Sobrinho
O presente estudo teve como objetivo examinar a concepção de treinadores experts acerca das etapas de formação desportiva a longo prazo do jogador de Voleibol. A amostra do estudo foi composta por 10 treinadores “experts” brasileiros. Os sujeitos apresentaram idade média de 45 ± 13,8 anos e 24,8 ± 12,1 anos de experiência profissional, sendo todos licenciados em Educação Física. Os dados foram coletados por meio de entrevista estruturada e de resposta aberta, baseada no protocolo de FERNANDES (2004). A sua adaptação de conteúdo à realidade sócio-cultural e desportiva brasileira foi efetivada pelo método de peritagem. O tratamento das informações foi realizado por meio da análise de conteúdo, com o recurso à interpretação lógico-semântico das ideias prevalecentes no “corpus” das entrevistas. A fidedignidade de codificação foi assegurada pela percentagem de acordos, para o mesmo codificador e codificadores distintos, situando-se os valores registrados entre 95% e 100%. Os resultados revelaram o desconhecimento, por parte dos investigados, acerca da existência de um modelo de formação desportiva do voleibolista, a longo prazo, no Brasil. Além de confirmarem que o Voleibol é uma modalidade de especialização tardia, os participantes do estudo apontam que a idade de iniciação da sua prática sistemática se situa no início da adolescência, por volta dos 13 anos. As componentes de desenvolvimento desportivo acentuam a prática do jogo deliberado na primeira etapa, onde as experiências motoras diversificadas prevalecem. A partir da segunda etapa aumenta a prática deliberada, com o incremento da aquisição de competências específicas e o comprometimento com a modalidade. A ausência de especificação dos conteúdos de treino ao longo das etapas, bem como a parca referência às competências psico-sociais pode dever-se, em grande medida, à possível inexistência de um modelo nacional referenciador da formação desportiva a longo prazo do jogador de Voleibol.

Efeito da experiência do treinador sobre o ambiente motivacional e pedagógico no treino de jovens

PID: S1981-46902010000100002 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores:
O estudo investiga o efeito da experiência do treinador sobre as categorias observadas da comunicação em competição, as orientações para a realização de objetivos, as atitudes face à prática desportiva e as percepções dos atletas sobre o comportamento do treinador. Utilizando o Coach Behavior Assessment System (CBAS), de SMITH, SMOLL e HUNT (1977), foram gravados em áudio e vídeo e posteriormente analisados 18 jogos de seis treinadores de Basquetebol do escalão de sub-16 anos masculinos, três experientes e três inexperientes. Os jogadores das equipes observadas (n = 58) preencheram as versões portuguesas do Task and Ego Orientation in Sport Questionnaire/TEOSQ (CHI & DUDA, 1995) e do Sport Attitudes Questionnaire/SAQ (LEE & WHITEHEAD, 1999), bem como o questionário de percepções do comportamento do treinador do CBAS. Os resultados revelaram um efeito estatisticamente significativo da experiência ou inexperiência do treinador, tanto sobre as categorias comportamentais observadas em jogo como sobre as dimensões dos questionários.

Emoções, “stress”, ansiedade e “coping”: estudo qualitativo com treinadores de nível internacional

PID: S1981-46902010000300004 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Dias Cruz Fonseca
A influência dos fatores e processos psicológicos no desempenho desportivo dos atletas está, de uma forma geral, amplamente demonstrada; todavia, poucas investigações procuraram estudar esta relação nos treinadores. Neste sentido, empregando uma entrevista semi-estruturada, a presente investigação procurou, junto de seis treinadores de elite com idades compreendidas entre os 55 e os 63 anos (M = 59 ± 3,03) de diversas modalidades, identificar as características/competências psicológicas mais importantes para o sucesso desportivo, as principais fontes de “stress” e ansiedade experienciadas e as estratégias de “coping” a que recorriam em situações estressantes e/ou problemáticas, adicionalmente, pretendeu explorar o papel de outras emoções no seu desempenho. Os resultados revelaram que: 1) a motivação era uma das competências/características psicológicas percepcionadas pelos treinadores como mais importantes para o sucesso; 2) as principais fontes de “stress” estavam relacionadas com preocupações com o desempenho dos atletas, sendo comuns a diferentes modalidades; 3) os treinadores recorriam a diversas estratégias de “coping” em simultâneo, geralmente adaptativas; e 4) para além da ansiedade, outras emoções, positivas e negativas, pareciam influenciar o desempenho dos treinadores.

Escala do comportamento do treinador - versão treinador (ECT-T) e versão atleta (ECT-A): o que o treinador diz é confirmado pelos seus atletas?

PID: S1981-46902010000100004 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Moraes Medeiros Filho Lôbo Silveira
Objetivou-se verificar o nível de associação entre as percepções de atletas e treinadores de esportes coletivos e individuais nas seis dimensões do comportamento do treinador - Treinamento Físico (TF), Treinamento Técnico (TT), Preparação Mental (PM), Estabelecimento de Objetivos (EO), Reforço Pessoal Positivo (RPP), Reforço Pessoal Negativo (RPN) - acessado pela Escala do Comportamento do Treinador - Versão Treinador (ECT-T) e Versão Atleta (ECT-A). Participaram 181 atletas (114 homens e 67 mulheres) de nove modalidades esportivas com idade média de 17,15 anos (± 1,48) e seus respectivos treinadores (N = 32), todos do sexo masculino, com idade média de 32,88 (± 8,91). Treinadores e atletas responderam aos 38 itens de mesmo conteúdo dos questionários mencionados. A correlação não-paramétrica de Spearman mostrou a inexistência de associação significativa, ao nível a = 0,05, entre as percepções treinadores e atletas de modalidades coletivas nas dimensões TT, PM, EO e RPP. Entre treinadores e atletas de modalidades individuais também não foram verificadas associações significativas em cinco dimensões: TF, TT, PM, EO e RPP. Dentre outras razões, a baixa compatibilidade entre as percepções de atletas treinadores, pode estar relacionada a falhas no processo de organização do treinamento. Além disso, o relacionamento de cada treinador com os atletas sob o seu comando parece informar mais do que a simples categorização: modalidades coletivas versus individuais.

Estudo dos indicadores de rendimento em voleibol em função do resultado do set

PID: S1981-46902010000100007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Marcelino Mesquita Sampaio Moraes
O presente estudo pretendeu identificar possíveis indicadores de rendimento, adstritos às ações de jogo, diferenciadores do resultado obtido no set em Voleibol. A amostra consistiu em 65.949 ações realizadas em 550 sets da Liga Mundial 2005, “adulto” masculinos. A coleta de dados teve como suporte instrumental o software “Volleyball Information System”. Para testar as diferenças nos indicadores de rendimento, entre as equipes que vencem e perdem os sets, se utilizou o teste t de student de medidas independentes (p < 0,05). As observações cumpriram os requisitos de fidedignidade para serem utilizadas como ferramenta científica, tanto pela percentagem de acordos interobservador como pela estatística Kappa de Cohen. O presente estudo demonstrou que as equipes que vencem os sets obtêm melhores desempenhos em todas as ações de jogo (ataque, bloqueio, saque, defesa, levantamento e recepção), devido à maior frequência de ações ponto/excelente (com exceção do número de recepções excelentes) e à menor frequência de erros. As equipes que vencem os sets apresentam uma distribuição percentual dos pontos ganhos mais equilibrada entre as três ações terminais (ataque, bloqueio e saque) do que as equipes que perdem os sets. O ataque representa, para as equipes perdedoras, um maior peso no total de pontos ganhos através das ações terminais.

Fatores determinantes para a continuidade da participação de idosos em programas de atividade física: a experiência dos participantes do projeto “Sem Fronteiras”

PID: S1981-46902010000100009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Souza Vendrusculo
Este trabalho discute os resultados de uma pesquisa qualitativa, cujo objetivo foi o de investigar os fatores que determinam a participação continuada de idosos no projeto “Sem Fronteiras: Atividades Corporais para Adultos Maduros e Idosos”, desenvolvido na Universidade Federal do Paraná. Participaram do estudo 10 idosos que estavam regularmente frequentando o projeto há pelo menos dois anos. Os dados foram coletados através de uma entrevista semi-estruturada. O guia de entrevista teve como linha condutora as seguintes questões: O que o (a) motivou a dar início à participação no projeto “Sem Fronteiras”? O que o (a) motiva a continuar participando do projeto? Quais as principais dificuldades que o senhor (a senhora) encontra para permanecer no mesmo? O que o (a) motiva a superar estas dificuldades? A análise das entrevistas teve como foco os principais temas que emergiram da fala dos participantes. Primeiramente foram analisados os dados de cada entrevista individualmente. A seguir, os dados foram cruzados buscando-se por temas comuns e divergentes entre as falas dos entrevistados. A principal conclusão da pesquisa foi que os idosos permanecem no programa não somente por perceberem benefícios à sua saúde física, mental e emocional, mas também pelas oportunidades que este lhe oferece em termos de desenvolvimento pessoal, socialização, e troca de informações, experiências, suporte e afeto. As barreiras mais importantes encontradas pelos mesmos para dar continuidade à sua participação no projeto relacionam-se com problemas de saúde e compromissos familiares.

Futebol e ferrovia: a história de um trem da industrialização que parte para o noroeste paulista

PID: S1981-46902010000200008 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Almeida Gutierrez Ferreira
O artigo busca desenvolver a relação entre a expansão da rede ferroviária no interior paulista e a evolução das práticas esportivas, mais especificamente o futebol. A ideia central é que o movimento ocorre do meio urbano para o interior, percebido agora não mais como um espaço tradicionalmente rural, mas no bojo do surgimento e expansão de vilas e cidades. Procura apontar as principais características da realidade política, econômica e social do Brasil na primeira metade do século XX e contribuir para a discussão sobre o desenvolvimento das práticas esportivas no período.

Gestão do voleibol no Brasil: o caso das equipes participantes da Superliga 2007-2008

PID: S1981-46902010000200007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Maroni Mendes Bastos
A gestão profi ssional do Esporte tem sido tema recente de estudos no País, envolvendo pesquisas referentes ao gestor e sua atuação nos diferentes segmentos da Indústria do Esporte (PITTS & STOTLAR, 2002). Poucos são os estudos desenvolvidos no sentido de caracterizar o administrador esportivo de clubes, federações e entidades de administração do Esporte (BASTOS, 2003, 2004; MEDALHA,1982) e descrever as características organizacionais e de gestão de equipes brasileiras de Voleibol (DURIEUX, 2005; PIZZOLATO, 2004). A presente pesquisa, descritiva e exploratória, teve como objetivo descrever o perfi l do gestor e as características organizacionais de equipes de Voleibol do Brasil participantes da Superliga de Voleibol 2007-2008, através de estudo de casos múltiplos. Para tanto, foi aplicado questionário junto aos gestores das equipes, composto de questões abertas e fechadas. Concluiu-se que as equipes possuem gestor profissional que exerce funções gerenciais estratégicas, e que a estrutura organizacional do Voleibol brasileiro de alto rendimento se caracteriza por ser fortemente calcada na instituição clubística, amparada prioritariamente pela iniciativa privada e com apoio do setor público municipal.

Ginástica artística e especialização precoce: cedo demais para especializar, tarde demais para ser campeão!

PID: S1981-46902010000300001 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Nunomura Carrara Tsukamoto
Na ginástica artística é comum observarmos ginastas em tenra idade treinando, competindo e obtendo resultados expressivos no âmbito internacional. Assim, frequentemente, a modalidade recebe críticas severas sobre as suas práticas e a necessidade dos ginastas iniciarem o treinamento tão jovens. Mas, no Brasil, ainda há poucos dados sobre a realidade da iniciação e da especialização esportiva na ginástica artística. O objetivo do presente estudo foi investigar, entre os técnicos da modalidade, sobre a idade que eles consideram a ideal para o início da prática e a especialização e os respectivos argumentos. Foram entrevistados 46 técnicos do Brasil que trabalham em todas as categorias de formação que visam ao alto nível. Utilizamos a técnica de análise de conteúdo proposta por Bardin (2001) para o tratamento de dados. Os dados revelam que a prática e a especialização iniciam em tenra idade em ambos os gêneros. Os técnicos do setor masculino e do feminino citam que a especialização precoce ocorre devido à própria natureza da modalidade, à idade de participação em eventos oficiais e ao tempo de preparação necessário para que os ginastas apresentem condições para competir. No setor masculino, em particular, a necessidade dos ginastas de ingressar no mercado de trabalho pressiona os técnicos a obterem resultados antes que eles comecem a abandonar o esporte.

Habilidades especializadas do tênis: um estudo de intervenção na iniciação esportiva com crianças escolares

PID: S1981-46902010000200001 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Píffero Valentini
O objetivo desta pesquisa, de delineamento quase-experimental e correlacional, foi verificar a influência de um Programa de Iniciação ao Tênis (PIT) com duas abordagens, Clássica (AC) e de Contexto Motivacional para a Maestria (AM), no desempenho de habilidades motoras especializadas do Tênis (HMET) e investigar as associações entre o desenvolvimento das habilidades especializadas e as fundamentais. Participaram do estudo 61 crianças (29 meninas e 32 meninos), com idades de seis a 12 anos (M = 9,4), sendo 30 crianças da AC e 31 crianças da AM. Para as avaliações das crianças foram utilizados o Test of Gross Motor Development-2 (TGMD-2) e o instrumento de Habilidades Motoras Especializadas do Tênis (HMET). O PIT foi desenvolvido em 26 semanas, implementando, para a AM os pressupostos da estrutura TARGET e do Sport Education Model e para a AC os modelos clássicos de aprendizagem do Tênis. Os resultados indicaram que 1) mudanças positivas e significantes (p < 0,01) nas HMET para todas as crianças; 2) interação não significante da faixa etária (p = 0,519) e do gênero (p = 0,24) nas HMET; 3) associação restrita a locomoção no pós teste entre habilidades especializadas e fundamentais para o grupo da maestria. A implementação de um Programa de Iniciação ao Tênis, baseado em propostas metodológicas eficazes e condizentes com as necessidades reais dos participantes, promove ganhos motores que contribuem para o desenvolvimento infantil.

Influência da suplementação aguda e crônica de creatina sobre marcadores enzimáticos de dano muscular de ratos sedentários e exercitados com nataçã

PID: S1981-46902010000300005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Souza Miranda Xavier Salles Simão Osório Ribeiro
O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos da suplementação aguda (5 g.kg-1 durante uma semana) e crônica (1 g.kg-1 durante quatro e oito semanas) de creatina (Cr) sobre as concentrações plasmáticas de Creatina Quinase (CQ), Lactato Desidrogenase (LDH) e Aspartato Aminotransferase (AST), de ratos sedentários e exercitados (natação a 80% da carga máxima tolerada). Setenta e dois ratos Wistar machos (250 ± 10 g) foram utilizados e divididos igualmente em quatro grupos: ratos sedentários não suplementados (CON; n = 18); ratos exercitados não suplementados (NAT; n = 18); ratos sedentários e suplementados (CRE; n = 18); ratos exercitados e suplementados (CRE + NAT; n = 18). Ao final da primeira, quarta e oitava semanas, seis animais de cada grupo foram sacrificados. Os resultados demonstraram: 1) ao final da primeira semana elevação plasmática de CQ, LDH e AST nos grupos NAT-1 e CRE+NAT-1 em relação aos grupos CON-1 e CRE-1; 2) ao final da quarta semana valores superiores para CQ e LDH somente no grupo NAT-4; e 3) ao final da oitava semana, somente os valores de AST do grupo CRE-8 diferiram dos demais. Estes achados sugerem que a suplementação de Cr: 1) não afeta o dano muscular em ratos submetidos a uma semana de treinamento físico de alta intensidade em meio aquático; 2) pode ser capaz de reduzir o dano muscular após quatro semanas de treinamento; e 3) após oito semanas de suplementação de Cr, o dano muscular parece ser atenuado pelo próprio exercício, anulando os efeito da Cr.

Jogos Olímpicos da Era Moderna: uma proposta de periodização

PID: S1981-46902010000100006 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Rubio
Os Jogos Olímpicos da Era Moderna foram recriados por Pierre de Coubertin e tiveram sua primeira edição no ano de 1896. Respeitando o calendário grego, no qual foi espelhado, os Jogos de Olímpicos de Verão realizam-se de quatro em quatro anos, período de uma Olimpíada, e atravessaram o século XX sofrendo de perto toda intensa dinâmica de um momento histórico marcado por profundos conflitos sociais de ordem mundial. A partir da análise desses momentos, é possível observar as transformações vividas pelo Movimento Olímpico. A partir de então, pretende-se nesse artigo discutir e caracterizar esses momentos históricos propondo uma periodização para os Jogos Olímpicos. Intenta-se com isso criar parâmetros de análise para os acontecimentos olímpicos a partir de seu contexto histórico-social.

Modelação longitudinal dos níveis de coordenação motora de crianças dos seis aos 10 anos de idade da Região Autônoma dos Açores, Portugal

PID: S1981-46902010000200009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Deus Bustamante Lopes Seabra Silva Maia
Este estudo é percorrido por três principais objetivos: 1) caracterizar o desenvolvimento modal e as diferenças inter-individuais da coordenação motora; 2) verificar a existência de um efeito associado ao gênero; 3) testar a relevância de preditores do desenvolvimento da Coordenação motora (CoM) tais como o IMC e os níveis de Atividade Física. A amostra é constituída de 285 crianças (143 meninos e 142 meninas). A coordenação motora foi determinada a partir da bateria de testes KTK (Equilíbrio em deslocamento para trás, Saltos laterais, Saltos monopedais e Transposição lateral). O questionário de GODIN e SHEPHARD (1985) foi utilizado para avaliar a Atividade Física. As estatísticas descritivas básicas foram calculadas no SPSS 15. A mudança intra-individual e as diferenças inter-sujeitos foram efetuadas no programa estatístico HLM, versão 6. É visível um incremento dos valores médios, em ambos os sexos, para as todas as provas do KTK, bem como do IMC e o dos níveis de Atividade Física. Os melhores resultados foram observados nas crianças que estavam no 1º quartil do IMC e no 3º da Atividade Física. Os resultados reafirmam a necessidade de uma estrutura didático-metodologica das aulas de Educação Física para que as crianças alcancem níveis adequados de coordenação para sua idade.

Método dinamométrico para avaliação da escora em barcos tipo Catamaran

PID: S1981-46902010000100003 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2010
Autores: Schütz Haupenthal Hubert Pereira Roesler
Este estudo tem como objetivo propor e validar um método de medição da distância de escora (“De”) e do momento de escora (“Me”), através do uso de plataformas de força para barcos tipo Catamaran. O novo método propõe a medição por dinamometria, com o posicionamento de plataformas de força abaixo de cada casco, e a mensuração das Forças de Reação do Solo (FRS). Com base nas equações clássicas da estática são determinadas as variáveis “De” e “Me”. Para validar o método proposto, foi utilizada a validação concorrente, através da comparação com os valores obtidos por cinemetria através do sistema “Peak Motus”. Para correlação entre os dois métodos optou-se pelo coefi ciente de correlação intraclasse (ICC). Foram analisadas diferentes posturas em duas diferentes inclinações do barco, simulando o adernamento do barco. Os resultados encontrados apontaram alta correlação (ICC > 0,99) e pequeno erro médio (1,00% para “De” e 0,96% para “Me”) entre os métodos. Com isto, o método proposto se mostrou válido e eficiente, pois mensurou as variáveis de maneira rápida e precisa e se torna importante à medida que facilita a análise e auxilia a velejadores e técnicos na tomada de decisões.
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