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Nível de atividade física e gasto calórico em atividades de lazer de pacientes com diabetes mellitus

PID: S1981-46902016000300575 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: Gonela Santos Castro Teixeira Damasceno Zanetti
Resumo O objetivo deste estudo foi analisar o nível de atividade física e o gasto calórico, em METs, em atividades de lazer de pacientes com diabetes mellitus, atendidos em uma Unidade Básica Distrital de Saúde de uma cidade do interior do Estado de São Paulo. A amostra de conveniência foi constituída por 134 pacientes com diabetes mellitus tipo 2, atendidos no período de maio a agosto de 2009. Para coleta de dados foram utilizados um formulário contendo variáveis demográficas e clínicas e o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ). Para cálculo do nível de atividade física foi utilizado o Guidelines for Data Processing and Analysis, do IPAQ. Para análise dos dados utilizou-se estatística descritiva e Qui-quadrado. A média de idade dos sujeitos foi de 63,5 ± 10,27 anos e o tempo de diagnóstico de 11,71 ± 7,94 anos. Em relação ao nível de atividade física, 11,9% eram sedentários; 50% e 17,9% foram classificados como ativos e muito ativos, respectivamente. Verificou-se que 56% não realizavam atividade física no período de lazer. A média de tempo despendido na posição sentada foi superior a cinco horas ao dia. A metade dos sujeitos não realizava atividade física no período de lazer e apenas 20,1% alcançaram os níveis de atividade física recomendados para obtenção de benefícios à saúde. Apenas 20,5% dos sujeitos investigados alcançaram os níveis recomendados de gasto calórico (kcal) para obtenção de benefícios à saúde. A atividade física doméstica apresentou maior gasto calórico, calculado em METs, seguido pelas atividades de trabalho.

O Código de Pontuação na ginástica artística feminina e masculina favorecem elementos assimétricos?

PID: S1981-46902016000100009 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: ČUK
Resumo A pesquisa investigou se o Código de Pontuação (COP) da Ginástica Artística Masculina (MAG) e da Ginástica Artística Feminina (WAG) favoreciam elementos assimétricos, a fim de arquitetar elementos competitivos do ginasta. Todos os elementos descritos no COP da MAG (N = 993) e WAG (N = 713) foram analisados em suas posições de início, durante a na posição final no que se refere à simetria. Foram considerados simétricos os movimentos em que braços, troncos e pernas eram ativados simultaneamente e do mesmo lado. Os resultados mostraram que no COP MAG há um número significativamente maior de elementos assimétricos, sobretudo na relação tronco e pernas. No COP WAG há um maior número de elementos assimétricos entre braços, tronco e pernas. Hipoteticamemte, os exercícios com maior dificuldade em cada um dos aparelhos revelaram que a proporção entre elementos assimétricos e simétricos é de cerca de 70% e 30% respectivamente, o que releva que a dificuldade está associada com maior assimetria. O COP na MAG e WAG reforçam que realizar movimento assimétricos amplia o grau de dificuldade e elevados resultados, no entanto, os técnicos devem se atentar ao COP e sua influência no bem-estar dos ginastas, minimizando cargas assimetrias e trabalhado em condicionamento simétric.

O apoio da família na formação esportiva de ginastas brasileiras participantes de Jogos Olímpicos (1980-2004)

PID: S1981-46902016000100109 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: SCHIAVON SOARES
Resumo A formação esportiva envolve aspectos importantes que colaboram para o alto rendimento esportivo. O apoio da família é um dos fatores a serem considerados na preparação esportiva de muitos anos, podendo beneficiar ou prejudicar os atletas caso não seja bem conduzido. A presente pesquisa registra e discute a importância do apoio da família na Ginástica Artística feminina, na perspectiva de ginastas brasileiras participantes de Jogos Olímpicos. O método utilizado foi a História Oral com a técnica de depoimentos orais. As 10 participantes dessa pesquisa são todas as ginastas brasileiras representantes do Brasil em Jogos Olímpicos desde a primeira participação do país nesse campeonato, em 1980, até a melhor classificação brasileira, em Atenas (2004), totalizando 10 ginastas (amostra de 100% do universo da pesquisa). A análise dos depoimentos foi feita por meio da técnica de análise cruzada. Como resultado, todas as ginastas foram unanimes em relação à importância do apoio familiar no processo de formação esportiva. Além de reforçar os resultados presentes na literatura, os depoimentos revelam detalhes da relação entre as ginastas e suas famílias para maiores reflexões acerca do tema, um diferencial de estudos com depoimentos orais.

O crucifixo nas argolas executado por um campeão olímpico

PID: S1981-46902016000100071 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: CARRARA AMADIO SERRÃO IRWIN MOCHIZUKI
Resumo O crucifixo é uma habilidade essencial na prova das argolas na Ginástica Artística Masculina. Entretanto, poucas pesquisas foram encontradas sobre esta habilidade. Há conhecimento sobre as forças necessárias para a realização do crucifixo, ou sobre a ativação muscular, isoladamente. O objetivo deste artigo foi realizar uma pesquisa abrangente sobre a biomecânica do crucifixo nas argolas, de forma e obter um modelo descritivo desta habilidade. Para isto, o atual campeão olímpico na prova de argolas foi voluntário desta pesquisa. Ele realizou três crucifixos em seu ginásio e com os aparelhos habituais. Foram combinados os métodos de mensuração: uma câmera de vídeo digital, uma célula de carga acoplada em cada cabo das argolas e eletromiografia de superfície em nove músculos do ombro direito. Os resultados foram comparados por testes paramétricos, não paramétricos e estatística descritiva. Valores de simetria foram calculados para os ângulos dos ombros e forças nos cabos direito e esquerdo. Coeficientes de variação de ativação muscular e cocontração também foram verificados. A variabilidade entre as tentativas foi calculada com a utilização do coeficiente biológico de variação (BCV), para as medidas discretas de cinemática. São descritos os ângulos dos ombros e forças nos cabos direito e esquerdo, como também a ativação muscular. Houve pequena variância entre as tentativas nos valores de cinemática e dinâmica, como também nos valores de simetria. A ativação muscular variou conforme a função muscular, enquanto os valores de cocontração foram diferentes entre as tentativas. Estes resultados distinguem as características do crucifixo realizado por um ginasta de nível elite. O conhecimento sobre as características do crucifixo podem informar técnicos, ginastas e profissionais da área da saúde sobre como esta habilidade deve ser apresentada em alto nível.

O discurso acerca da seleção brasileira presente na Folha de S.Paulo durante o ano de realização da “Germany World Cup”

PID: S1981-46902016000200371 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: GABRIEL FREITAS JÚNIOR
Resumo Um dos segmentos que exerce forte influência sobre os campos sociais é a mídia. Ao produzir imagens e discursos sobre a realidade, ela pode reforçar o imaginário social em relação a algumas temáticas. Nesse sentido, diversos estudos nacionais têm mostrado que a cobertura da mídia esportiva privilegia os homens em detrimento das mulheres. Assim, o objetivo deste estudo é analisar de maneira quantitativa e qualitativa as publicações acerca da seleção brasileira de futebol feminino presentes nas páginas de esporte do jornal Folha de S.Paulo. Os dados coletados referem-se às matérias publicadas entre os dias 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2011, ano de realização da “Germany World Cup”. Para tanto, optou-se pela adoção dos métodos da Análise de Conteúdo, pois eles direcionam os pesquisadores na análise dos diversos tipos de materiais, dentre eles o midiático. Os resultados quantitativos, 37 publicações no total, associados aos qualitativos, que também demonstraram a precária cobertura ofertada à modalidade, validam a conclusão de que para a mídia esportiva em geral e no imaginário “nacional” o futebol feminino continua sendo algo praticamente insignificante.

O impacto do treinamento de alta intensidade sobre a estatura adulta de ginastas de alto nível: um estudo retrospectivo

PID: S1981-46902016000100087 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: FERREIRA-FILHO MACHADO MARQUES NUNOMURA
Resumo O objetivo deste estudo foi identificar o potencial impacto do treinamento de alta intensidade sobre as características antropométricas e maturacionais de ex-atletas da ginástica artística feminina e comparar a estatura adulta com padrões internacionais de crescimento. Uma amostra composta de 23 ex-atletas de elite da ginástica artística feminina brasileira foi avaliada. A partir de uma retrospectiva histórica média de 29,56 anos, foi determinado o tempo médio de formação [9,3 (2,6) anos], horas semanais de treinamento [24,26 (4,2)] e tempo após encerramento da carreira competitiva (13,61 ± 5,12 anos). A partir dos dados antropométricos das ginastas (quando ativas), o alvo parental da estatura das ex-atletas, de suas irmãs mais velhas (1) e mais jovens (2) foi calculado pelo método de Tanner {[(Altura do pai - 13 cm) + Altura da mãe] ÷ 2}. Além disso, o histórico de treino, idade de ocorrência da menarca e classificação do crescimento segundo os padrões internacionais, foram registrados para comparações. A estatura média das ex-atletas apresentou normalidade esperada para estatura adulta (NCHS), e em alguns casos ultrapassaram os valores dos percentis 75%, 90% e 95%. As ex-atletas foram maiores do que suas mães (p = 0,039), mas não diferiram da irmã 1 (0,952) ou irmã 2 (p = 0,998). A idade da menarca daquelas foi significantemente mais tardia do que de suas irmãs 1 (p = 0,008) e 2 ( p = 0,017). Em relação às referências brasileiras (IBGE), a altura final das ex-ginastas foi sempre maior do que o padrão nacional, ligeiramente menor do que suas irmãs 2 em alguns momentos (centis 5 e 10), mas eram mais altas do que suas mães e irmãs 1. Em conclusão, não há evidências de que o treinamento de alto impacto da ginástica artística resulte em efeitos adversos sobre a estatura adulta final das atletas.

O interesse público do desporto das organizações desportivas sem fins lucrativos que são apoiadas pela administração pública

PID: S1981-46902016000300675 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: Soares Antunes Bárbara Escórcio Saldanha
Resumo O artigo analisa o conceito de interesse público do desporto e os critérios que devem ser tidos em conta na relação de apoio entre a administração pública, os clubes e as associações desportivas. Metodologicamente, foram realizadas entrevistas semiestruturadas a nove dirigentes desportivos com responsabilidades diretivas: sete de clubes e associações desportivas e dois da administração pública. Os dirigentes consideraram que o desporto é de interesse publico quando: a) é desenvolvido na perspectiva da generalização da prática da atividade fisica e desportiva; b) proporciona beneficios para a saúde; c) serve como ferramenta de educação e de desenvolvimento social. No que respeita às vantagens utilizadas com o estatuto de utilidade publica, os beneficios fiscais e as parcerias com organizações do sistema desportivo, foram as mais apontadas. Os entrevistados consideram que o Governo deveria ter uma estratégia focada na definição de prioridades e de seriação de critérios de financiamento, no sentido de um melhor aproveitamento do papel dos clubes e da obtenção de resultados desportivos. Sugerem ainda um maior cuidado e rigor, por parte da administração pública regional, na avaliação do papel social e desportivo dos clubes e associações, tendo em conta o desenvolvimento do interesse público e social do desporto. Como conclusão o desporto e a atividade fisica devem ser considerados como atividades de interesse público desde que assegurem efeitos positivos nos planos da saúde e do bem-estar da população, proporcionem o desenvolvimento qualitativo e sustentado da prática desportiva e potenciem o desenvolvimento econômico-social.

O mito do herói: uma análise a partir do discurso da Folha de S. Paulo acerca do caso Ronaldo na Copa do Brasil de 2009

PID: S1981-46902016000300611 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: Cavalcanti Capraro
Resumo O objetivo deste artigo consiste em analisar e discutir como o jornal Folha de S. Paulo retratou a imagem de Ronaldo nas matérias publicadas durante a disputa e após a conquista da Copa do Brasil de 2009. Metodologicamente, o presente estudo é caracterizado como uma pesquisa histórica, pautada pelos procedimentos da história do tempo presente e o material de análise foi constituído pelo caderno de esportes da Folha de S. Paulo. Notamos que o jornal elabora o discurso através de um protagonismo implícito no histórico de conquistas e fracassos do atleta, demonstrando Ronaldo como um sujeito consolidado no campo esportivo e associando sua imagem como modelo de representação social.

O orçamento do esporte: aspectos da atuação estatal de FHC a Dilma

PID: S1981-46902016000400007 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: MASCARENHAS
Resumo O objetivo deste artigo foi identificar a magnitude e direcionamento dos gastos orçamentários com o esporte na esfera federal, problematizando as opções que têm orientado as políticas produzidas para o setor. A pesquisa se baseou em revisão de literatura e pesquisa documental, apoiando-se principalmente em levantamento de dados sobre a execução orçamentária do período de 2001 a 2012, o que possibilitou uma compreensão geral acerca das continuidades e descontinuidades da política de financiamento do esporte no Brasil desde o governo FHC até o governo Dilma. A análise envolveu momentos de discussão em torno da evolução do orçamento do esporte, dos constrangimentos impostos pela política fiscal à sua execução e do direcionamento dos gastos. Os principais resultados: os altos gastos com infraestrutura, pressionados pelas emendas parlamentares, foram uma constante; a criação do Ministério do Esporte em 2003 provocou uma significativa elevação dos gastos com gestão; os gastos com Grandes Eventos começaram em 2006-2007, num contexto de melhoria das contas externas do país e flexibilização das políticas macroeconômicas, quando o tema do crescimento ganhou importância na agenda de governo; embora a agenda dos grandes eventos tenha garantido uma maior participação do esporte no orçamento, diminuíram os gastos diretos com o esporte. Concluiu-se que se o orçamento do esporte, no governo FHC, através do financiamento das políticas direcionadas à vivência do esporte, bem como para a construção de infraestrutura esportiva no país, esteve mais ligado a uma função integradora, a partir do governo Lula e, ato continuo, no governo Dilma, passou a comportar mais claramente uma função diretamente econômica, buscando criar as condições gerais de produção e realização dos grandes eventos esportivos.

O platô do VO2max não está associado à capacidade anaeróbia em indivíduos fisicamente ativos

PID: S1981-46902016000400002 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: SILVA SILVA-CAVALCANTE AZEVEDO LIMA-SILVA BERTUZZI
Resumo O presente estudo teve como objetivo verificar se a incidência do platô está relacionada com a capacidade anaeróbia. Para tanto, nove indivíduos fisicamente ativos (idade: 23 ± 4 anos; massa corporal: 72,4 ± 8,2 kg; estatura: 176,4 ± 6,8 cm; VO2max: 41,3 ± 5,7 ml.kg-1.min-1) participaram do presente estudo. Eles foram submetidos aos seguintes testes, realizados em cicloergômetro: a) um teste incremental máximo para a determinação do VO2max; b) seis testes submáximos para determinar a demanda supramáxima de O2; c) um teste supramáximo para a determinação do déficit máximo acumulado de oxigênio (MAOD). O platô foi caracterizado quando a diferença do VO2 entre os dois últimos estágios do teste incremental foi ≤ 2,1 ml.kg-1.min-1. Foi observada uma correlação inversa, porém não significante, entre e o MAOD e o platô do VO2 (r = -0,61; p > 0,05). Dessa forma, parece que a capacidade anaeróbia não é fator decisivo para determinar a incidência de platô no VO2 em indivíduos fisicamente ativos.

Opções de movimentos na rotação da ginástica

PID: S1981-46902016000100029 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: HEINEN NICOLAUS
Resumo Quando um ginasta executa um mortal, o momento linear e angular, juntamente com determinado controle de inércia durante a fase de voo, restringem as possibilidades de ação. Devido à complexidade e à natureza dinâmica do sistema do movimento humano, pode-se argumentar que existe determinada quantidade de estados coordenativos estáveis quando se executa mortais. O objetivo deste estudo foi explorar a multiplicidade de opções de movimento e estados coordenativos, juntamente com os seus parâmetros de diferenciação para um único mortal na ginástica, com base em um modelo matemático simples que reflita o comportamento da rotação do ginasta durante a fase de voo. Os parâmetros biomecânicos que determinam o comportamento da rotação durante um mortal variam sistematicamente em relação a determinado conjunto de restrições biomecânicas que definem a execução bem sucedida do mortal. Simulações em série revelaram que, a partir de 10229760 ciclos de simulação, somente 655346 (aproximadamente 6,41%) levaram ao desempenho bem sucedido do mortal. Uma análise subsequente da perspectiva de movimento para o momento angular ótimo revelou 10 estados de coordenação para um único mortal que poderiam ser claramente distinguidos com base nos parâmetros de simulação. Considerados os resultados em conjunto, torna-se evidente que seria mais aconselhável realizar um único mortal com momento de inércia maior quando se atinge a posição grupada, duração mais longa para atingir a posição grupada, duração mais longa da posição grupada, e um momento de inércia intermediário durante a aterrissagem. Essa estratégia compreende a maior quantidade de opções de movimento associados a uma aterrissagem na posição ereta e, assim, a maior probabilidade de sucesso quando se realiza um único mortal.

Parâmetros biomecânicos da marcha em crianças com pé torto congênito unilateral e bilateral

PID: S1981-46902016000200271 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: Renato José CERQUEIRA MOCHIZUKI SERRÃO VILAS-BOAS AMADIO
Resumo Uma variedade de disfunções congênitas pediátricas demonstra que deformidades do pé interferem na capacidade de locomoção. No entanto, há em muitas vezes incertezas sobre os seus reais efeitos mecânicos. O pé torto congênito é um exemplo de uma disfunção pouco conhecida no que diz respeito as suas influências na locomoção de crianças. Desta forma, uma melhor compreensão da marcha destas crianças pode auxiliar no melhor no direcionamento de futuras ações na tentativa de minimizar ou corrigir tais possíveis desequilíbrios. O objetivo da pesquisa foi analisar parâmetros cinéticos e cinemáticos da marcha de crianças com pé torto congênito unilateral e bilateral submetidas a tratamento cirúrgico. Artigo Científico Original Observacional. O protocolo consistiu da investigação da marcha em velocidade auto-selecionada, com identificação de parâmetros em forças de reação do solo vertical e antero-posterior, além de parâmetros angulares do tornozelo e do joelho. Testes estatísticos não-paramétricos foram utilizados na análise dos resultados. As crianças com pé torto mostraram maiores desequilíbrios nos parâmetros investigados, com ênfase para as diferenças entre o grupo de pé torto unilateral e controle. Nesta comparação, no início da fase de apoio, foram encontradas maior primeiro pico da força vertical e alterações angulares do joelho e tornozelo; no médio apoio, foram observados aumento da flexão do joelho e dorsiflexão do tornozelo, além de menor magnitude da força vertical; na fase de propulsão foram encontrados menores valores na força antero-posterior e no segundo pico da força vertical, além de menor flexão plantar. Crianças com pé torto unilateral apresentam maiores desequilíbrios em parâmetros biomecânicos da marcha em comparação com crianças acometidas bilateralmente. As alterações encontradas nos parâmetros da marcha no presente estudo podem contribuir nas compreensões dos desequilíbrios e fornecer informações para entender os movimentos dos membros inferiores durante a marcha em crianças pé torto.

Prevalência de lesões na ginástica artística masculina de alto rendimento

PID: S1981-46902016000100079 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: GOULART LUNARDI WALTRICK LINK GARCIAS MELO OLIVA VAZ
Resumo A proposta deste estudo foi investigar a prevalência de lesões na ginástica artística masculina de alto rendimento. Vinte ginastas brasileiros da categoria adulta, com 23,1 ± 6,5 anos, 13,9 ± 5,0 anos de prá- tica no esporte e 36,5 ± 4,7 horas de treino semanais, participaram do estudo. Os atletas responderam o questionário de lesões referidas, formulado a partir de estudos da literatura, para obter informações sobre as características e circunstâncias das lesões. Foram considerados dados sobre o aparelho ou evento do treinamento em que ocorreu a lesão, o local anatômico lesionado, o tecido biológico afetado e o retorno às atividades após a lesão. Os dados foram avaliados por meio de estatística descritiva, a partir das frequências absolutas e relativas. A sobrecarga de treinamento e os aparelhos solo, cavalo com alças e salto sobre a mesa foram os eventos com maior frequência de lesões. Em relação ao local anatômico, tornozelo, mãos/dedos e ombro foram as regiões mais citadas. Os tecidos ligamentares e ósseo, bem como a cápsula articular foram os tecidos biológicos mais afetados. Em relação ao retorno às atividades, 56% relataram melhora, 33% reportaram retorno ao mesmo nível prévio à lesão e 10% relataram piora do desempenho após retorno às atividades. As lesões na ginástica artística masculina estão associadas às demandas mecânicas do esporte. A análise dos fatores de risco contribui no entendimento dos mecanismos das lesões na ginástica, bem como pode auxiliar em estratégias efetivas de prevenção.

Promoção da atividade física e da alimentação saudável e a saúde da família em municípios com academia da saúde

PID: S1981-46902016000400005 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: FLORINDO NAKAMURA FARIAS JÚNIOR SIQUEIRA REIS CRUZ HALLAL
Resumo Os objetivos do presente estudo foram: 1) Descrever as prevalências de ações de promoção da atividade física e da alimentação saudável e as características da estratégia de saúde da família em municípios brasileiros que receberam recursos para o desenvolvimento do programa Academia da Saúde; e 2) Verificar as prevalências dessas ações segundo a presença de Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) e de profissionais de educação física e nutricionistas nas equipes. Foi realizada entrevista telefônica em 2012 com gestores de saúde de municípios de todo o Brasil que receberam recursos para o desenvolvimento do Academia da Saúde. Foram descritas as frequências (%) das características da saúde da família e das ações de atividade física e de alimentação saudável e calculadas as prevalências em municípios com e sem NASF e com e sem profissionais de educação física e nutricionistas nas equipes. O teste do qui-quadrado foi usado para avaliar as associações. Do total de 5.570 municípios brasileiros em 2012, 2.074 (37,2%) receberam recursos, e destes, 44,1% (n = 914 gestores) responderam as entrevistas. A maioria dos municípios não tinha NASF (61,5%), mas estava desenvolvendo ações de atividade física (84,1%) e de alimentação saudável (83,9%). O parceiro público mais citado foi o setor educação. A prevalência de ações de atividade física (91,5%, p < 0,001) e de alimentação saudável (88,2%, p = 0,006) foi maior nos municípios que tinham NASF em comparação com os que não tinham. A prevalência de ações na atenção básica foi maior nos municípios com profissionais de educação física e com nutricionistas nas equipes. Os NASF contendo profissionais de educação física e nutricionistas são importantes para a promoção da atividade física e da alimentação saudável nos municípios.

Proposta de fichas analíticas de composições coreográficas na ginástica para todos

PID: S1981-46902016000100159 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: SCARABELIM TOLEDO
Resumo A Ginástica para Todos (GPT) é uma prática encontrada no amplo universo da ginástica, e a sua maior forma de expressão se dá por meio de composições coreográficas (CC), por motivos históricos, pedagógicos, entre outros. E os festivais de ginástica vêm se mostrando, em nível internacional, como um fórum privilegiado de mostra das CC, ocorrendo em diferentes contextos de intervenção social, como escolas, clubes, associações, ONGs e universidades. Nesse contexto, nosso objetivo é fornecer um instrumento para registrar e analisar composições coreográficas de GPT, por meio de fichas analíticas. A partir de uma pesquisa bibliográfica e documental, propõe-se um conjunto de oito fichas analíticas, que abordam aspectos gerais e específicos das CC na GPT. Conclui-se que o instrumento proposto possui uma estrutura didática e bem detalhada, alicerçada nas prerrogativas teóricas da área, o que viabiliza seu uso por diferentes perfis de profissionais e praticantes, podendo ser de grande valia para todos os envolvidos nos processos de CC na GPT, como uma ferramenta de registro (inclusive histórico), catalizadora de processos de reflexão e mudanças (caso sejam necessárias).

Talentos esportivos no judô e na natação

PID: S1981-46902016000300627 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: Silva Filho Meira Mazzei Bastos Böhme
Resumo Este artigo teve por objetivo verificar a existência de um sistema de desenvolvimento de judocas e nadadores brasileiros talentosos, assim como descrever como ocorre o mesmo na prática, segundo a opinião dos técnicos dessas modalidades. Foi realizada uma pesquisa exploratória e descritiva, por meio da realização de entrevistas com 18 técnicos de alto rendimento, sendo 11 de natação e sete de judô. Os técnicos participantes responderam a 10 perguntas semiestruturadas, relacionadas com o desenvolvimento de talento esportivo no Brasil. Os resultados foram analisados por meio do método do “Discurso do Sujeito Coletivo” DSC. Segundo 77% dos técnicos, não existe uma diretriz nacional para o desenvolvimento de talentos para as duas modalidades estudadas, e 66% dos entrevistados afirmaram que o desenvolvimento dos atletas ocorre por meio de cada entidade esportiva. De acordo com a opinião dos técnicos, conclui-se que as entidades nacionais de administração do esporte não elaboram diretrizes nacionais para o judô e a natação no Brasil, sendo as entidades de prática esportiva - tais como Clubes, Associações e Entidades Municipais de Prática Esportiva - as responsáveis pelo desenvolvimento dos atletas em ambas as modalidades.

Transições no processo de desenvolvimento de atletas do basquetebol feminino

PID: S1981-46902016000200477 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: FOLLE COLLET SALLES NASCIMENTO
Resumo O objetivo deste estudo foi investigar as transições presentes no desenvolvimento de atletas de basquetebol feminino. Participaram do estudo 31 atletas e dois treinadores pertencentes a um clube de destaque na formação do basquetebol do estado de Santa Catarina/Brasil. A coleta das informações ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas e os dados analisados por meio da técnica de análise de conteúdo, com auxílio do software NVivo 9.2. Os resultados revelaram a importância e os desafios em torno da vivência simultânea de transições esportivas e não esportivas, destacando-se que as atletas vivenciaram a transição da iniciação para a especialização ao mesmo tempo em que experienciaram a transição da infância para a adolescência. As atletas que vivenciaram transições para o treinamento especializado mais intenso também experienciaram transições psicossociais importantes, sobretudo relacionadas ao convívio social (amizades) e ao estudo (passagem do Ensino Fundamental para o Ensino Médio). Por fim, ao transitarem das categorias de base para a adulta, as jogadoras passaram por transições tanto nos relacionamentos interpessoais (namoro) quanto na passagem do Ensino Médio para o Ensino Superior. As evidências encontradas permitem concluir sobre a importância de compreender com profundidade as transições vivenciadas e o quanto afetam o desenvolvimento esportivo de atletas de basquetebol feminino, bem como identificar os recursos e as estratégias intrínsecas e extrínsecas utilizadas para a superação bem-sucedida destas diferentes transições.

Trauma dental e protetor bucal: conhecimento e atitudes em estudantes de graduação em Educação Física

PID: S1981-46902016000200287 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: ANTUNES SOUZA GONÇALVES CRESPO ANTUNES
Resumo Este estudo objetivou avaliar o conhecimento e as atitudes de estudantes de Educação Física de Universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro, Brasil, em relação ao traumatismo dentário e uso de protetor bucal. Foram entrevistados 373 graduandos de três universidades públicas do Rio de Janeiro, através de questionário semiestruturado e padronizado. Os dados foram tabulados e analisados (SPSS 16.0), sendo obtida a frequência (%) e a relação dos mesmos (Teste qui-quadrado, p < 0,05). Apenas 3,21% dos entrevistados haviam recebido informação sobre traumatismo dentário e utilização do protetor bucal durante a graduação. Com relação à atitude dos graduandos, responderam corretamente apenas 19,83% a conduta frente a uma avulsão; 54,69% ao manuseio do dente avulsionado e 7,77% ao transporte do dente avulsionado. Ao se comparar essas atitudes em razão do período de graduação (< 5º período ou ≥ 5º período), informações prévias de trauma e experiências prévias de trauma, não se observou diferença significativa (p > 0,05). Tratando de prevenção, 89,81% conheciam o protetor bucal, embora apenas 17,96% o utilizavam durante atividades esportivas. Conclui-se que os alunos não recebem tais informações durante a graduação, mesmo possuindo em sua grade curricular a disciplina de primeiros socorros. Cabe aos cirurgiões dentistas desenvolver ações para que este conhecimento supra as necessidades dos futuros profissionais de educação física.

Uma perspectiva sobre a investigação dos efeitos dos contraceptivos hormonais sobre os fatores determinantes do desempenho de mulheres atletas

PID: S1981-46902016000400015 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: MARTIN ELLIOTT-SALE
Resumo Os métodos contraceptivos hormonais são usados por aproximadamente metade das atletas do sexo feminino e podem afetar o desempenho atlético como resultado de sua ação hormonal sistêmica. Nas atletas, o uso de anticoncepcionais parece ter pouco efeito sobre a composição corporal, porém novos estudos são necessários para avaliar os efeitos dos contraceptivos derivados apenas de progestina, pois podem ter um efeito negativo na população em geral. O tipo de progestina contido dentro do contraceptivo pode influenciar a resposta anabólica do músculo, embora esta relação seja complexa em virtude dos efeitos diretos ou indiretos de hormônios exógenos na síntese da proteína e na proliferação das células satélites. A resposta sistêmica hormonal alterada em usuárias de contraceptivos parece não influenciar a força muscular e, embora o consumo máximo de oxigênio às vezes seja reduzida, isso não afeta as medidas de desempenho. A maioria das pesquisas utilizou desenhos transversais e/ou agrupou diferentes tipos e marcas de anticoncepcionais hormonais e poucos estudos têm sido realizada sobre anticoncepcionais com progestina em atletas. Futuros estudos devem usar desenhos experimentais prospectivos, randomizados e controlados para avaliar os efeitos de todos os tipos de contraceptivos hormonais no desempenho atlético em mulheres.

Variáveis cinemáticas do salto sobre a mesa na ginástica artística

PID: S1981-46902016000100097 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2016
Autores: FERNANDES CARRARA SERRÃO AMADIO MOCHIZUKI
Resumo O salto sobre a mesa é uma prova da ginástica artística, tanto no setor masculino quanto no setor feminino. Embora existam inúmeras combinações para a realização de um salto, podemos separá-los em três grupos: reversões, Yurchenko e Tsukahara. Acredita-se que as variáveis cinemáticas do salto podem variar de acordo com o tipo de abordagem ou posição corporal do ginasta, porem pouco se têm estudado acerca das reais diferenças entre os três grupos de saltos, comparando-os e descrevendo os comportamentos em diferentes fases. Assim, o objetivo deste estudo foi organizar de maneira crítica, objetiva e sistemática as variáveis cinemáticas mais relevantes para o performance no salto sobre a mesa. Foi realizada uma meta-análise nas bases de dados Pubmed, Sport Discus and Web of Science sobre o assunto. A partir das referências bibliográficas resultantes, foi descrita e analisada a cinemática do salto sobre a mesa. O salto foi caracterizado em sete fases de análise. A maior parte dos estudos é descritiva, e alguns não abordam todas as fases. As diferenças entre as variáveis dos saltos de acordo com os grupos de saltos, nível técnico e gênero foram analisadas somente em estudos mais recentes. Ainda há lacunas na pesquisa sobre as variáveis cinemáticas do salto sobre a mesa, para fornecer informação abrangente sobre as possibilidades de saltos neste aparelho da ginástica artística. Concluiu-se que as variáveis cinemáticas do salto sobre a mesa dependem do tipo de salto e devem ser consideradas para a melhora da performance técnica. Mais pesquisas são necessárias para que uma interface entre o conhecimento da biomecânica e a aplicação prática seja abrangente ao técnico de ginástica.
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