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Atitudes em relação ao exercício e insatisfação com a imagem corporal de frequentadores de academia

PID: S1981-46902015000300453 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: COSTA TORRE ALVARENGA
Resumo O presente estudo teve como objetivo avaliar a presença de insatisfação com a imagem corporal e de atitudes negativas em relação ao exercício, bem como a correlação entre estes fatores, em frequentadores de academia de ambos os sexos. Uma amostra de 100 desportistas (67 mulheres e 33 homens) respondeu eletronicamente o Questionário de Imagem Corporal (Body Shape Questionnaire) e a Commitment Exercise Scale (CES). Os participantes relataram massa corporal, estatura, tempo de frequência na academia e objetivos da prática. Análise de correlação de Pearson entre BSQ e CES foi realizada, bem como comparação dos escores da CES segundo classificação da BSQ pelo teste T de Student. Diferenças entre os sexos foram avaliadas com modelo linear geral. Modelos de regressão linear testaram preditores para satisfação corporal ou atitudes em relação ao exercício. As mulheres apresentaram maior insatisfação com a imagem corporal (p < 0,001) e não houve diferença entre os sexos nas atitudes em relação ao exercício. Não foi encontrada correlação entre a insatisfação com a imagem corporal e as atitudes em relação ao exercício, mas houve correlação positiva entre o Índice de Massa Corporal (IMC) e a insatisfação com a imagem corporal (p = 0,001 para homens; p = 0,002 para mulheres). O tempo de frequência na academia foi preditor de atitudes negativas em relação ao exercício (R2 = 0,580), e o IMC e uma menor importância do lazer para a prática de exercício foram preditores de insatisfação corporal (R2 = 0,368). Sugere-se a realização de estudos semelhantes que avaliem outros aspectos da imagem corporal, tal como a busca pela muscularidade.

Automóveis e automobilismo no Rio de Janeiro de 1954 a 1959

PID: S1981-46902015000200245 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: ELIAS TELLES
Este artigo buscou evidenciar a trajetória do automobilismo carioca, de 1954 a 1959, demarcando as interseções entre a produção em massa dos automóveis nacionais, sua influência no desenvolvimento urbano do Rio de Janeiro, e a mudança de habitus que a sociedade começava a vivenciar. Metodologicamente foi utilizada uma análise documental aliada a uma pesquisa bibliográfica. Como fonte primária utilizou-se a Revista de Automóveis e os resultados apontaram para: um desenvolvimento urbano liderado pelo automóvel, uma sociedade que transformou os carros em testemunha e cúmplice de sua vida pública e privada, e um automobilismo mal administrado que se deslocou pela cidade de acordo com o crescimento desta.

Biogenêse mitocondrial e exercício físico: hipótese do acoplamento elétrico-transcripcional

PID: S1981-46902015000400687 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: PEREIRA
Resumo Uma das principais modificações ocorridas no organismo em decorrência do treinamento físico-esportivo envolvendo exercícios físicos de longa duração é o aumento na quantidade e qualidade funcional de mitocôndrias do tecido muscular esquelético. Não existe até o momento um mecanismo causal explicativo para esse fenômeno. A proposta a ser discutida neste ensaio é denominada por "hipótese do acoplamento elétrico-transcripcional". Segundo a mesma, modificações na atividade elétrica celular, principalmente de despolarização membranar, constituem-se em método de controle e regulação dos processos de biossíntese no organismo multicelular. Por exemplo, estudos que provocaram hiperpolarização artificial em células somáticas induziram diferenciação celular e supressão da proliferação, sendo que o contrário ocorreu com a despolarização. Ou seja, a despolarização celular durante o exercício físico devido a contração muscular intensa e constante pode ativar processos responsáveis por biossínteses e, possivelmente, duplicação de mitocôndria.

Ciência do Esporte no Brasil: reflexões sobre o desenvolvimento das pesquisas, o cenário atual e as perspectivas futuras

PID: S1981-46902015000100163 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: VIVEIROS MOREIRA BISHOP AOKI
O Brasil foi, recentemente, palco de um dos eventos esportivos mais importantes do mundo, a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e, em um futuro próximo, irá sediar os Jogos Olímpicos de Rio 2016. Esses eventos podem ser considerados como uma grande oportunidade para desenvolver a Ciência do Esporte no Brasil. A Ciência do Esporte pode ser definida como o processo científico utilizado para orientar a prática do Esporte, com o objetivo, em última instância, de melhorar o desempenho esportivo. No entanto, apesar deste objetivo, o consenso geral é que aplicação do conhecimento gerado pela Ciência do Esporte na prática ainda é incipiente. Este ensaio revisita o modelo para o desenvolvimento da Ciência do Esporte, proposto anteriormente por Bishop(1) , discute o cenário da Ciência do Esporte no Brasil e também aponta para as perspectivas futuras. As diretrizes do modelo revisitado, em conjunto com as discussões realizadas neste ensaio, podem ajudar o cientista do Esporte a desenvolver estudos aplicados nos quais os resultados poderiam ser utilizados para orientar a prática e, possivelmente, maximizar o desempenho esportivo.

Como a eficiência do comportamento tático e a data de nascimento condicionam o desempenho de jogadores de futebol?

PID: S1981-46902015000300465 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: ANDRADE COSTA
Resumo O objetivo deste estudo foi verificar como a eficiência do comportamento tático e a data de nascimento podem condicionar o desempenho tático de jogadores de futebol. A amostra foi composta por 6640 ações táticas realizadas por 108 jogadores da categoria Sub-15. Foi utilizado o FUT-SAT para coleta e análise dos dados. A data de nascimento foi obtida através da carteira de identidade ou da certidão de nascimento. Foram utilizadas análise descritiva, teste de Regressão Logística Multinomial (p < 0,05) e o teste Kappa de Cohen. Para as análises estatísticas foi utilizado o software SPSS. Foram verificadas associações positivas entre a eficiência do comportamento tático e o desempenho tático para os princípios "cobertura ofensiva", "unidade ofensiva", "cobertura defensiva", "equilíbrio" e "unidade defensiva". Foram verificadas associações positivas entre a data de nascimento e o Índice de Performance Tática Defensiva em jogadores nascidos no segundo quartil. Conclui-se que para esta amostra, a eficiência do comportamento tático e a data de nascimento influenciaram o desempenho tático.

Como gênero e escolaridade interagem nos padrões de inatividade física em diferentes domínios em adultos?

PID: S1981-46902015000400653 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: DEL DUCA NAHAS GARCIA PERES
Resumo O objetivo do estudo foi identificar interação entre gênero e escolaridade na ocorrência de inatividade física em diferentes domínios (deslocamento, domicílio, lazer e trabalho) em adultos de Florianópolis, Santa Catarina. Os dados foram coletados de setembro/2009 a janeiro/2010 com indivíduos de 20 a 59 anos. Empregou-se um delineamento transversal de base populacional e a inatividade física em cada domínio foi definida como a não participação em atividades físicas específicas, avaliadas por questionário validado aplicado por entrevistas face a face. Foram entrevistados 1720 adultos. Nos homens, a prevalência de inatividade física foi mais elevada do que entre as mulheres no deslocamento (56,9% versus 44,5%; p < 0,001, respectivamente) e no domicílio (79,0% versus 40,4%; p < 0,001 respectivamente). No lazer, a inatividade física foi mais frequente entre as mulheres (58,1% versus 45,5%; p < 0,001). Interações entre gênero e escolaridade foram estatisticamente significativas no deslocamento (p = 0,004), domicílio (p < 0,001) e lazer (p = 0,04). No deslocamento, os homens foram mais inativos do que as mulheres dos cinco aos oito anos completos de estudo. A inatividade física no domicilio foi maior entre os homens em todos os níveis de escolaridade, com redução na magnitude das diferenças percentuais entre os gêneros, conforme o aumento da escolaridade. No lazer, as mulheres foram mais inativas do que os homens a partir dos nove anos de estudo. Constataram-se diferentes interações entre gênero e escolaridade conforme os padrões de inatividade física em seus diferentes domínios.

Comparação do equilíbrio dinâmico entre praticantes de Brazilian Jiu-Jitsu com diferentes níveis de experiência

PID: S1981-46902015000400535 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: BRASIL CHIVIACOWSKY ALBERTON
Resumo O objetivo do presente estudo foi analisar o equilíbrio dinâmico em praticantes experientes e iniciantes de Brazilian Jiu-Jitsu (BJJ) e grupo controle. A amostra do presente estudo foi composta por 34 participantes, com idades entre 20 e 42 anos, divididos em três grupos: 10 praticantes de BJJ Experientes, 12 praticantes de BJJ Iniciantes e 12 não praticantes de BJJ que compuseram o grupo controle. A tarefa do protocolo consistiu na busca do equilíbrio sobre um estabilômetro, com o objetivo de manter a plataforma o mais perto possível da posição horizontal (ângulo de 0 a 3º de desvio máximo) durante cada tentativa de 90 segundos. Os resultados demonstram diferenças significativas entre os grupos [F(2,31) = 30,24; p < 0,001]. Através dos testes de "post-hoc" foram detectadas diferenças entre o grupo Experientes (46 ± 14 s) e os outros dois grupos, Iniciantes (25 ± 6 s, p < 0,001) e Grupo Controle (19 ± 4 s, p < 0,001). Todavia, não foram encontradas diferenças significativas entre os Grupo Controle e Iniciantes (p = 0,421). Os resultados sugerem que o tempo de prática de BJJ pode influenciar no desempenho do controle do equilíbrio.

Concordância e correlação entre três métodos distintos para quantificação da altura do salto vertical

PID: S1981-46902015000100025 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: Felipe Arruda Cesar Alexandre Cardoso Caroline Tosini Marcio Vianna Luciano Allegretti Sergio Augusto
O presente estudo teve como objetivo analisar a correlação e concordância entre três diferentes métodos para quantificação da altura do salto vertical: cinta de Abalakov (AB), tapete de contato (TC) e videogrametria (VG). Treze atletas de vôlei do sexo feminino. Realizaram três saltos verticais máximos com contramovimento sem o auxílio dos membros superiores. Os três métodos mediram a altura do salto simultaneamente. Foram realizados os testes de correlação de Pearson (r) entre cada par de métodos (AB x TC, AB x VG e TC x VG). Por fim, a concordância entre cada par de métodos foi avaliada através da análise gráfica de Bland e Altman. A menor correlação encontrada (r = 0,77; p < 0,01) ocorreu entre os métodos de VG e AB, enquanto que a maior correlação encontrada (r = 0,92; p < 0,01) ocorreu entre os métodos de VG e TC. Não houve concordância satisfatória entre os valores encontrados para os diferentes métodos, sugerindo que profissionais da área tenham cautela na comparação entre resultados de altura do salto vertical obtidos por diferentes métodos.

Correlação entre instrumentos de avaliação da funcionalidade e equilíbrio em pacientes com artrite reumatoide

PID: S1981-46902015000300345 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: LOURENÇO ROMA ASSIS
Resumo A artrite reumatoide (AR) é uma doença autoimune inflamatória sistêmica, crônica e progressiva, que pode causar diminuição da mobilidade, força e atividade física, levando a alterações de propriocepção, equilíbrio postural e marcha, que aumentam o risco de queda nesses pacientes. O presente estudo teve como objetivo verificar se existe correlação entre testes de funcionalidade e equilíbrio em pacientes com AR. Para isso foi feito um corte transversal com a amostra composta por 99 pacientes com diagnóstico de AR de ambos os sexos. Os instrumentos de avaliação do risco de queda usados foram: Escala de Equilíbrio de Berg (Berg), Teste "Timed Up and Go" (TUG), Teste de Caminhada de 6 Minutos e Short Physical Performance Battery (SPPB) ou Bateria de Testes de Guralnik. Feito teste de Kolmogorov-Smirnov para normalidade de distribuição e correlação de Spearman, com nível de significância de p < 0,05. Os pacientes eram 88,9% do sexo feminino e com idade média de 56,15 anos (± 11,64). A idade apresentou correlação fraca, porém significativa de modo que quanto mais velho, pior o desempenho nos testes. O desempenho médio nos instrumentos não colocou esses pacientes com AR como alto risco de queda, porém não há valores de corte específicos para essa população. Os instrumentos mostraram correlação de moderada a forte entre si (p < 0,01). Conclui-se, portanto, que os testes físicos realizados são correlacionados e representam bem a capacidade física desses pacientes com AR,principalmente entre pessoas a partir dos 41 anos e homens.

Criação e mudanças na estrutura do Ministério do Esporte do Brasil: tensões nas definições de espaços

PID: S1981-46902015000200217 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: STAREPRAVO MEZZADRI MARCHI JUNIOR
O presente artigo busca resgatar o processo de criação do Ministério do Esporte do Brasil e discutir alguns aspectos conflituosos da dimensão "politics" presentes em tal "policy cycle", que podem estar relacionados à reformulação efetivada por meio do recente Decreto Federal n. 7.529/2011. Para tanto, recorremos às entrevistas semi-estruturadas a agentes gestores do Ministério do Esporte. Sustentamos especialmente que a criação da Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social é reflexo tardio de algumas tensões envolvendo agentes de dois partidos distintos que estiveram desde 2003 (ano de criação do Ministério) envolvidos na administração do Ministério do Esporte.

Educação Física Escolar e Artes Marciais: entre o combate e o debateCDD. 20.ed. 796.017

PID: S1981-46902015000200337 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: CORREIA
No Brasil, artes marciais e esportes de combate são considerados conteúdos dos programas de Educação Física do Ensino Fundamental e Médio. Entre outras atividades e tópicos de aprendizagem relevantes, tais como esporte, ginástica, dança, jogos e questões da saúde, as artes marciais e os esportes de combate também foram incluídos no currículo das escolas públicas brasileiras. O objetivo deste estudo é analisar as concepções da Educação Física sobre as artes marciais como conteúdo da educação escolar.

Educação Física e trabalho: considerações a respeito da inserção profissional de egressos da FEF-UFG

PID: S1981-46902015000200325 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: FURTADO SANTIAGO
Este estudo teve o objetivo de analisar a inserção inicial de egressos da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Goiás em campos de intervenção profissional. Obtivemos resposta de 46 questionários distribuídos para egressos das turmas de Licenciatura em Educação Física, concluintes em 2008, 2009 e 2010, que são as três primeiras turmas formadas após revisão curricular. A partir desta pesquisa percebemos contradições entre as expectativas profissionais anteriores e posteriores à formação inicial. Identificamos a escola e a academia de ginástica como principais locais de trabalho dos egressos. Apesar de estarem no início de suas carreiras, muitos já se encontram desestimulados com as condições de trabalho. No entanto, alguns ainda vislumbram possibilidades de desenvolvimento na carreira, tanto pela melhoria das condições de trabalho no campo de intervenção quanto pela inserção profissional no ensino superior.

Efeito da atividade esportiva sistematizada sobre o desenvolvimento motor de crianças de sete a 10 anos

PID: S1981-46902015000300497 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: SANTOS SILVA DAMASCENO MEDINA-PAPST MARQUES
Resumo Atividades físicas programadas na infância são reconhecidas por ocasionar mudanças nos diversos aspectos do desenvolvimento das crianças. Assim, o presente estudo objetivou verificar o impacto da atividade esportiva programada de ballet clássico e de futsal sobre indicadores de motricidade global e de equilíbrio em crianças. A amostra foi composta por 160 crianças entre sete e 10 anos de idade. Oitenta crianças de ambos os sexos foram selecionadas no ambiente escolar e compuseram os grupos de escolares, caracterizado pela prática exclusiva de Educação Física escolar. Os grupos vinculados à prática esportiva foram compostos por 40 crianças do sexo feminino, praticantes de "ballet" clássico e 40 do sexo masculino, praticantes de futsal, caracterizando os grupos de prática sistematizada. Para a avaliação motora foram aplicados os testes de motricidade global e equilíbrio da Escala de Desenvolvimento Motor "EDM". Além disso, o questionário de atividade física habitual foi utilizado para calcular o gasto energético. A distribuição dos dados foi verificada através do teste Shapiro-Wilk, e em seguida foram aplicados os testes não-paramétricos Kruskall-Wallis com post hoc U de Mann-Whitney, Wilcoxon e Qui-Quadrado de Pearson. O nível de significância foi estabelecido em 5% (p ≤ 0,05). Resultados significantes foram encontrados entre os grupos de prática sistematizada com índices classificados como superiores e percentuais maiores em Idade Motora em Motricidade Global (IMMG) e Idade Motora em Equilíbrio (IME) do que idade cronológica (IC). Conclui-se que as crianças praticantes de atividades esportivas demonstraram superioridade nos testes aplicados quando comparados ao grupo controle, em que mais de 65% apresentam classificação normal.

Efeito da oclusão temporal na ação de ataque sobre a tomada de decisão defensiva na modalidade de voleibol

PID: S1981-46902015000100107 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: BORDINI COSTA MEDINA-PAPST CAMATA MARQUES
O presente estudo analisou o efeito da oclusão temporal na cortada do voleibol sobre a tomada de decisão defensiva em atletas com diferentes níveis de experiência. Os participantes foram divididos em três grupos: adulto (GAD; n = 16), infanto/mirim (GIM; n =16) e adulto novato (GNO; n = 16). Imagens da finalização de jogadas de ataque realizadas por quatro atletas foram editadas em cinco diferentes momentos: (OT1) a 399 ms (12 quadros) antes do contato do atacante com a bola; (OT2) a 266 ms (oito quadros) antes; (OT3) a 133 ms (quatro quadros) antes; (OT4) no momento do contato atacante/bola e; (OT5) a 133 ms (quatro quadros) após o contato do atacante com a bola. Ao assistirem os vídeos editados, os participantes deveriam informar o local de aterrissagem da bola seguido da confiança com a qual emitiam suas respostas. Foi mensurada a precisão na predição da trajetória da bola (acerto/erro) e a confiança da resposta (escala Likert 1-5). Quanto à frequência de acertos, o grupo GAD (X = 63,67 ± 10,38%) apresentou maior frequência de acertos que GIM (X = 55,46 ± 10,17%) em OT2 (p = 0,001). A frequência de acertos de GAD (X = 79,29 ± 10,38%) também foi maior que a de GNO (X = 71,87 ± 10,43%) em OT3 (p = 0,012). As condições mostraram-se diferentes entre si (Bonferroni's p < 0,005), com a frequência de acertos aumentando de OT1 (X = 36,06 ± 12,44%) à OT5 (X = 98,17 ± 4,81%). Para confiança, GAD e GIM apresentaram-se mais confiantes que GNO (Bonferroni's p < 0,016) em OT1, OT2, OT3. Novamente, as condições diferiram entre si (Bonferroni's p < 0,005), com os grupos mostrando-se mais confiantes em OT5. Concluiu-se que, independente da experiência, os grupos se mostraram capazes de predizer a localização de aterrissagem da bola. Contudo, grupos com maior experiência mostraram-se superior quanto à sua capacidade antecipatória.

Ensino e pesquisa: atividades conflituosas

PID: S1981-46902015000100159 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: BARBANTI
O objetivo deste ensaio foi analisar o relacionamento entre a efetividade do ensino e a produtividade na pesquisa. Vários estudos mostram não haver relacionamento entre o ensino e a pesquisa. Baseado nessa revisão conclui-se que a crença comum que o ensino e a pesquisa são indissociáveis é um mito duradouro, não mais justificável.

Entre fachadas, bastidores e estigmas: uma análise sociológica do futebol feminino a partir da teoria da ação social de Erving Goffman

PID: S1981-46902015000400559 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: SALVINI SOUZA MARCHI JÚNIOR
Resumo No presente artigo temos por objetivo problematizar sociologicamente a participação feminina no universo futebolístico brasileiro, de modo a avançarmos no entendimento de como se constroem e se reconstroem algumas representações e estigmas do corpo feminino no contexto dessa prática esportiva. Para levarmos a efeito esse objetivo, nos respaldamos em uma série de elementos empíricos e teóricos que foram trabalhados de forma dialógica e relacional no decorrer do estudo. Do ponto de vista empírico, nos valemos de um conjunto de dados e informações coletadas por meio de entrevistas, observações de campo e pesquisa com imagens. Já do ponto de vista teórico, fizemos uso da teoria da ação social de Erving Goffman, tomando de empréstimo conceitos e noções fundamentais para a análise aqui proposta. A partir dessa articulação empírico-teórica, concluímos que o processo de construção corporal no contexto do futebol feminino brasileiro ocorre nos bastidores, enquanto a reconstrução corporal acontece de modo representativo na região de fachada.

Especulações acerca das possíveis origens indígenas da capoeira e sobre as contribuições desta matriz cultural no desenvolvimento do jogo-luta

PID: S1981-46902015000200267 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: LUSSAC
A origem da Capoeira tem sido investigada e discutida até os dias atuais. Vários pesquisadores de diversos campos e, inclusive, os próprios capoeiristas discordam quanto à sua gênese. Estas dicotomias persistem em embates no campo da Capoeira. Neste artigo foram analisadas, interpretadas e discutidas as possibilidades das origens indígenas da Capoeira, e as possíveis contribuições dos índios brasileiros no desenvolvimento do jogo-luta. Por meio das análises realizadas, foi possível elaborar especulações e apontamentos gerais sobre o assunto. A pesquisa tem um enfoque histórico. Foi utilizada como procedimento metodológico a pesquisa bibliográfica e documental, tendo-se realizado análise qualitativa das fontes que foram interpretadas e discutidas ao longo da narrativa deste trabalho. Constatou-se que houve a possibilidade de interação entre negros e índios em trocas culturais que possibilitariam influências no desenvolvimento da Capoeira. Entretanto, concluiu-se que não é possível afirmar existirem diretamente contribuições indígenas brasileiras para as origens da Capoeira. Destarte, é possível afirmar que a única e importante contribuição indígeno-brasileira é a origem nominal da prática, por ser o vocábulo capoeira de origem tupy. Recomenda-se que futuros estudos sejam realizados aproveitando os apontamentos realizados neste artigo e analisando as fontes primárias que não foram possíveis constar no rol documental deste trabalho.

Evidência de validade do teste de conhecimento tático processual para orientação esportiva - TCTP: OE

PID: S1981-46902015000200313 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: GRECO PEREZ MORALES ABURACHID SILVA
Este estudo objetivou investigar a evidência de validade de conteúdo, de construto e confiabilidade do teste de conhecimento tático processual para orientação esportiva (TCTP: OE) de crianças e jovens nos jogos esportivos coletivos de invasão (basquetebol, futsal e handebol). No processo de validade de conteúdo participaram como juízes 11 técnicos, sendo três de basquetebol, quatro de futsal e quatro de handebol. Nos procedimentos empíricos a amostra foi composta por um total de 570 participantes. A média de idade dos participantes do estudo foi de 10,32 ± 1,45 anos. A validade de conteúdo foi determinada pelo cálculo do coeficiente de validade de conteúdo (CVC). Utilizou-se análise fatorial exploratória (AFE) para a validade de construto. O método utilizado foi o de componentes principais com rotação ortogonal Varimax e normalização Kaiser. A Confiabilidade do TCTP: OE foi estabelecida, por meio do método teste re-teste em dias diferentes. A técnica usada foi a correlação intraclasse (ICC). Em relação à validade de conteúdo o CVC calculado para clareza da linguagem (CVCt = 0,83), pertinência prática (CVCt = 0,91) e relevância teórica (CVCt = 0,95) foi satisfatório. A análise fatorial exploratória confirmou a estrutura do modelo final com dois fatores, denominados de ataque e defesa, explicando em todos os casos acima de 66% da variância. Em relação à confiabilidade do instrumento o TCTP: OE apresentou valores satisfatórios e excelentes (ICC ≥ 0,4). Conclui-se que o TCTP: OE viabiliza a avaliação do jogador seja com mão/pé, o que determina uma avaliação condizente com os atuais preceitos da iniciação esportiva.

Gestão das políticas públicas do Ministério do Esporte do Brasil

PID: S1981-46902015000100065 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: SILVA BORGES AMARAL
O objetivo deste artigo foi analisar e discutir as ações políticas do Ministério do Esporte para as áreas do esporte e do lazer. Para tanto, foi realizada uma pesquisa documental, seguida de uma análise de conteúdo das leis e documentos que regem as políticas do Ministério do Esporte. Emergiram três categorias centrais dessa análise: modelo de gestão, concepção de direito social e canais de participação. Os resultados indicaram que as ações políticas se aproximaram da gestão pública gerencial, e compreende os direitos sociais como serviços a serem prestados pelo Estado. Além disso, a participação da sociedade civil só ocorreu de forma institucionalizada, por meio do Conselho Nacional de Esporte e das Conferências Nacionais do Esporte (CNEs). Ambiguamente, foram também identificadas ações que promoviam uma visão societal, que ampliou o entendimento do lazer e o afirmou como um direito social, mas que nos últimos anos estão subsumidas pela visão gerencial.

Influência das variáveis contextuais no desempenho das equipes nos últimos 10 minutos do jogo de handebol

PID: S1981-46902015000200177 | Periódico: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (1981-4690) | Ano: 2015
Autores: Nélio Anna
O objetivo do presente estudo foi verificar a associação dos diferentes indicadores de desempenho, registados nos últimos 10 minutos do jogo de handebol, com o desfecho da partida em função da qualidade do adversário, local e equilíbrio do jogo. A amostra foi constituída por 1551 processos ofensivos e 1549 processos defensivos registados em 150 períodos de 10 minutos, observados em 75 jogos, realizados por nove equipes da Liga Portuguesa de Handebol de Seniores Masculinos na época de 2008/2009. Para o registro dos dados foi desenvolvido um sistema de observação, composto por oito variáveis de desempenho (relação numérica, fase do jogo, substituições, ações ofensivas, ações defensivas, sanções disciplinares, resultado da posse de bola e resultado do jogo) e três variáveis contextuais (local do jogo, qualidade do adversário e equilíbrio da partida). A análise da relação entre o desempenho, o resultado da partida e as variáveis contextuais foi feita com recurso ao teste do Qui-quadrado e aos modelos log-lineares. Os resultados obtidos sugerem que os indicadores associados ao resultado final são: a eficácia do goleiro, a eficácia de finalização, as substituições defesa-ataque e o número de contra-ataques. O equilíbrio da partida relaciona-se significativamente com o número de substituições, as interrupções do ataque por faltas defensivas, a eficácia de finalização da 1ª linha e os erros ofensivos.
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