UTILIZAÇÃO DO ALFABETO MÓVEL ORGANIZADO POR CRIANÇAS COM TEA: percepções de profissionais
PID: S1982-03052023000100181 |
Periódico: Revista Teias (1982-0305) |
Ano: 2023
Autores: Paiva Santos
Resumo Este artigo aborda as percepções dos profissionais envolvidos na escolarização de crianças com Transtorno do Espectro Autista em fase de transição da educação infantil ao ensino fundamental e sua construção da linguagem escrita a partir da usabilidade do Alfabeto Móvel Organizado, em oficinas sobre o funcionamento alfabético do sistema de escrita. Tratou-se de uma pesquisa participante de cunho descritiva com abordagem qualitativa, realizada em uma creche escola municipal de educação infantil de um pequeno município do centro-oeste paulista e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo seres humanos. Participaram três professoras do ensino comum, uma professora de educação especial, dois auxiliares de desenvolvimento infantil e cinquenta crianças matriculadas em três turmas de etapa II, na idade entre quatro anos e seis meses e cinco anos e onze meses, sendo que quatro delas eram diagnosticadas com TEA. Utilizou-se como instrumentos para coleta de dados questionários, registros de filmagem, fotografias e diário de campo. Os resultados revelaram, por meio da percepção dos profissionais, que o uso do AMO permitiu às quatro crianças com TEA mostrar seus saberes; apresentouse como material pedagógico enriquecedor à escolarização ao explorar as peculiaridades do transtorno e, maximizá-las em prol de uma aprendizagem efetiva. Concluiu-se que o AMO teve papel importante para a inclusão dessas crianças, favorecendo seu sentimento de pertencimento no contexto educacional comum.