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DOCÊNCIA UNIVERSITÁRIA: formação docente dos professores do curso de Comunicação Social e do PPGCOM da UFRR

PID: S1982-03052021000200283 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Baptaglin Santi
Resumo A presente investigação objetiva discutir a formação docente realizada na construção da aprendizagem da docência dos professores que atuam nos cursos de bacharelado em Comunicação Social/Jornalismo (CCOS) e no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal de Roraima (UFRR). Para isso, fizemos uma análise dos Currículos Lattes e uma consulta via e-mail aos docentes indagando-os sobre as atividades realizadas durante o processo de sua formação, vinculadas à aprendizagem da docência. Esse conjunto de documentos foi investigado a partir da análise de conteúdo na qual foram acionadas três categorias: formação inicial acadêmica; pós-graduação; e, trajetórias formativas. O que fica evidente com a discussão dos dados é que, na medida em que os professores são formadores, também se formam e este processo exige uma postura colaborativa que se faz na prática da sala de aula, é uma conquista social, compartilhada. O processo de aprendizagem da docência coloca, portanto, o professor diante do desafio de se apropriar de estratégias capazes de favorecer o domínio dos conhecimentos específicos, articulando-os com a dimensão pedagógica, mesmo que para isso tenha que acionar experiências formativas outras que não necessariamente passem pela educação formal.

EDITORIAL: Teias 20 anos

PID: S1982-03052021000100001 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Paiva Leonardi
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EDUCAÇÃO DO CAMPO: um contexto contra-hegemônico na História da Educação brasileira

PID: S1982-03052021000500121 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Perin Corte
Resumo Neste artigo, apresenta-se uma síntese de dados da pesquisa “Contextos emergentes na Educação do Campo em áreas de assentamento do MST”, a qual compõe o bojo de estudos do Grupo de Pesquisa Gestar/CNPq da Universidade Federal de Santa Maria. Para tanto, objetiva-se analisar historicamente a constituição da Educação do Campo como modalidade de ensino e sua perspectiva contra-hegemônica. Trata-se de pesquisa de natureza qualitativa, com base no materialismo histórico-dialético fundamentado em Triviños (1997), Marx e Engels (2020) na construção e análise de dados. Aponta-se preliminarmente que a constituição dessa modalidade, com marcos legais específicos, é resultante de longo e árduo processo de enfrentamentos às instituições constituidoras do Estado e da sociedade nacional, forjado pelas lutas dos movimentos sociais camponeses, na contramão da hegemonia socioeducacional atual. Mediante este cenário, conclui-se que a Educação do Campo tem se constituído nesta perspectiva em escolas das áreas de assentamento da Reforma Agrária no Brasil.

EDUCAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO: acerca da concepção freireana de Ser mais

PID: S1982-03052021000400093 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Silva Galuch Bido
Resumo Este artigo, de cunho bibliográfico, apresenta uma reflexão acerca da concepção de Ser mais em Paulo Freire, destacando a importância das ideias desse educador, quando se pensa em uma educação que visa à conscientização. A educação pode promover a autorreflexão sobre os limites da emancipação, ser um instrumento para o fortalecimento da resistência à sociedade fundada em relações de poder e de violência. Freire propõe uma educação que retome a formação do sentido ontológico do ser humano, contrariando e resistindo à dominação político-econômica, ou seja, uma educação inspirada na esperança de um vir a ser que é construção histórica permanente.

EDUCAÇÃO ESPECIAL NO CONTEXTO DE PANDEMIA: reflexões sobre políticas educacionais

PID: S1982-03052021000200510 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Cardoso Taveira Stribel
Resumo A pandemia de coronavírus (Covid-19) trouxe mudanças no cenário econômico, político, social e educacional do mundo. As escolas de muitos países estão fechadas, algumas adotando aulas remotas e/ou educação à distância. Com isso, grupos que já apresentavam graus de vulnerabilidade, como o caso dos alunos e alunas com deficiência, ficam ainda mais cerceados do direito à educação escolar, principalmente na realidade brasileira. Nessa direção, esse trabalho visa fomentar discussão entre a evolução histórica dos processos de inclusão de tais alunos e as consequências ocasionadas pela necessidade do isolamento em decorrência da pandemia, a fim de evidenciar a relevância e urgência da consolidação de políticas públicas educacionais de inclusão. Para isso realizamos uma análise documental a partir de um panorama histórico das políticas públicas educacionais voltadas às pessoas com deficiência no Brasil.

EDUCAÇÃO FÍSICA, FORMAÇÃO CONTINUADA E PAULO FREIRE: reflexões sobre uma proposta pedagógica remota

PID: S1982-03052021000400217 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Andrade Montiel Guimarães
Resumo Este artigo, fruto do desenvolvimento de uma atividade pedagógica não presencial denominada Estudos Avançados em Educação, do Curso de Especialização em Esporte Escolar do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - campus Pelotas, teve como objetivo compreender como a discussão feita no decorrer das atividades desenvolvidas tocou e mobilizou os/as estudantes, individual e coletivamente, bem como se os/as provocou à reflexão acerca do seu papel social como educador/a e como cidadão/ã. O corpus de análise, constituído de memórias reflexivas escritas pelos/as estudantes como tarefa final, foi analisado por meio da metodologia de análise textual discursiva. Os resultados apontam a contribuição da proposta pedagógica para a formação continuada de professores/as, bem como para a reflexão acerca do papel social da Educação Física e de sua contribuição para a formação de sujeitos críticos, participativos e compromissados com a transformação social e com a promoção de uma educação pública e de qualidade para todos/as.

EJAI NA AMAZÔNIA PARAENSE: ataques e resistências na luta pela educação pública e gratuita

PID: S1982-03052021000200413 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Costa Farias Conceição
Resumo O estudo objetiva analisar a Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI) por meio das orientações dos organismos multilaterais, apresentando dados concretos da realidade da Amazônia Paraense e estratégias de resistências construídas com os movimentos sociais em defesa desta modalidade de educação. A metodologia adotada teve como base o materialismo histórico dialético e o uso da análise documental e de dados oficiais do INEP. Os resultados evidenciam ataques à EJAI com grande redução de atendimento devido à diminuição de matrículas e fechamento de turmas. Concluímos que os movimentos sociais são resistências de enfrentamento na luta e defesa da EJAI, direito inalienável dos diversos sujeitos da Amazônia Paraense à educação pública, gratuita e socialmente referenciada.

ENSINAR A TODOS E A CADA UM EM ESCOLAS INCLUSIVAS: a abordagem do ensino diferenciado

PID: S1982-03052021000300040 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Santos Mendes
Resumo Na medida em que os sistemas escolares foram se tornando mais acessíveis à população o ensino foi sendo rapidamente massificado e as políticas de inclusão escolar surgidas, a partir dos anos de 1990, ressaltaram a incapacidade de as escolas se adequarem aos desafios de sua época: oferecer qualidade de ensino a todos os alunos. O presente ensaio tem como objetivo apresentar o referencial teórico da Abordagem do Ensino Diferenciado (AED) que visa responder às diferentes necessidades educacionais dos alunos. O texto apresenta a conceituação, os princípios, os fatores e elementos passiveis de diferenciação do ensino (conteúdo, processo, produto e gestão da aula). Destaca-se que a AED se propõe a contemplar a diversidade, melhorando o ensino para todos os alunos, indistintamente, e que, por isso, pode ser referencial potente para programas de desenvolvimento profissional de professores.

ENSINO DE CIÊNCIAS FREIRIANO: uma análise do livro Minha dança tem história, de bell hooks

PID: S1982-03052021000400343 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Quintanilha Costa
Resumo Este artigo, de base teórica, tem por objetivo promover aproximações entre o Ensino de Ciências e o legado freiriano a partir de narrativas femininas negras para infância. Acreditamos ser fundamental pensarmos um mundo outro, tendo a escola como local de transformação e de engajamento na luta por uma sociedade menos injusta. Para tal, teceremos aproximações entre Paulo Freire e bell hooks1, buscando mostrar ser possível epistemologias comprometidas com uma verdadeira mudança social, tão necessária diante dos desafios impostos pela conjuntura atual. Sendo este ano de 2021 o ao do centenário de Paulo Freire, se faz urgente o retorno ao seu pensamento e prática libertadora, assim como reavivar experiências, reencantar o futuro. Portanto, buscaremos pensar de que forma a literatura pode ser uma narrativa potente na busca por fazer emergir vozes silenciadas, assim como o ensino de ciências pode se mostrar também parte fundamental para uma formação humana capaz de produzir conhecimento em prol da justiça social. Para isto, vamos revistar e ressignificar a palavra freiriana e, também, a literatura infantil de bell hooks, duas vozes que denunciam as desigualdades, assim como anunciam possibilidades de ser e estar em um mundo verdadeiramente igualitário. Acreditamos assim, celebrar Paulo Freire e pensar um mundo outro possível.

ENTRE SAMBA E BRILHO: a produção dos corpos nos carnavais da Unidos da Rheingantz

PID: S1982-03052021000200461 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Gularte Finoqueto Soares
Resumo O presente trabalho tem como objetivo analisar como são produzidos os corpos dentro de uma escola de samba localizada no extremo Sul do Rio Grande do Sul, estabelecendo uma articulação entre a produção dos corpos, o carnaval e o samba. Para o desenvolvimento desta pesquisa foram realizadas entrevistas semiestruturadas a uma amostra composta por oito sujeitos, sendo que seis desses são integrantes do grupo show da Sociedade Carnavalesca e Cultural Unidos da Rheingantz e dois são pessoas envolvidas com a memória/história do carnaval riograndino. O corpo, ao longo de 60 anos, ganhou visibilidade e relevância no interior do carnaval, assumindo a centralidade ao dar maior destaque aos contornos do que aos tecidos e adornos. Percebe-se, assim, um movimento que não é uniforme, mas indica, fortemente, a exacerbação do corpo pelos seus aspectos estéticos que devem se sobressair, mesmo que isso implique a negação, em alguns casos, do próprio corpo que se tem/é.

ENTRE SÍSIFO E CHRONOS: uma reflexão sobre tempos da docência, da infância e da esperança

PID: S1982-03052021000400018 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Bernar Eckhardt Moreira
Resumo Sísifo, figura da mitologia grega, evoca-nos duas distintas ideias: a sagacidade que ludibria os poderosos — por duas vezes enganou as forças do submundo e escapou à morte — e o sofrimento de um esforço que jamais finda. Condenado a uma pena exemplar por enganar as forças do inferno, Sísifo é submetido a um ordálio cíclico e sem fim. Contudo, fica uma questão: Teria a atuação docente, principalmente durante o isolamento social e suas aulas remotas, seu quê de pena sisífica? Ou existe no aparente castigo do filho de Éolo mais que as aparências sugerem? O presente artigo apresenta uma aproximação entre o mito de Sísifo e o fazer docente voltado ao atendimento às classes populares, revelando um drama sob a ótica do esperançar freireano, sob os auditores de diferentes dimensões do tempo: Chronos, Aión e Kairós. Tal drama surge no tempo aiônico, o tempo da infância, no tempo do fazer sempre de novo sem deixar pesar em vão o fardo da pedra. Pedra esta ressignificada no presente texto, repensada como um fazer sempre novo, mesmo que aparentemente repetitivo. Aludimos ao esforço sísifo de carregar a mesma pedra morro acima a prática docente pautada no ensinar e aprender que se confundem e se complementam em uma espera esperançosa e utópica imbricada no inconformismo e na fé da emancipação social.

ESCOLAS CRIATIVAS E INCLUSÃO

PID: S1982-03052021000300051 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Pereira Filho Alves
Resumo Incomodou-nos a relação da escola em que frequentavam os sujeitos da ONG que acolhia crianças e adolescentes abandonados, na qual fazíamos atendimento psicológico. A escola como um lugar onde somente as dimensões cognitivas e comportamentais eram valorizadas. Questionamos: como práticas pedagógicas criativas podem contribuir para a inclusão escolar dos sujeitos em suas múltiplas dimensões? Buscamos compreender a relação entre a criatividade e a construção de escolas inclusivas. Em um estudo de caso de natureza quanti-qualitativa ofertamos para 18 professores da escola que atendia os sujeitos da ONG, um curso realizado em 3 (três) encontros presenciais, intitulado Educação em Direitos Humanos, Valores Transdisciplinares e Formação de Professoras/es. Para coleta dos dados aplicamos em 16 cursistas, o Instrumento para Valorar o Desenvolvimento de Instituições Educativas - VADECRIE (TORRE, 2012). Na análise, utilizamos a estatística descritiva. A partir dessa experiência compreendemos que a criatividade pode contribuir para a promoção de espaços inclusivos. Verificamos que, uma escola criativa é um lugar em constante movimento Torre (2013). É um lugar que nos faz transcender, onde a relação empática nutre as relações humanas. Essa escola legitima o melhor de seus professores e alunos. A escola criativa rasga o véu do tradicional e convoca à inovação e, igualmente, à inclusão, pois convoca-nos a construir um espaço de pertencimento de todos.

ESCOLAS CÍVICOS MILITARES: conservadorismo e retrocesso na educação brasileira

PID: S1982-03052021000500406 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Dias Ribeiro
Resumo O artigo tem como objetivo analisar os fenômenos que levaram a transferência das escolas civis públicas para as mãos dos militares, considerando, ainda, as consequências da militarização dentro do ambiente escolar. A militarização de escolas públicas no Brasil, nos moldes atuais, é um fenômeno empírico surgido com mais ênfase no ano de 2013 no estado de Goiás, onde os ideais conservadoristas sustentam a defesa desse velho modelo pedagógico, agora em um novo desenho institucional. A abordagem metodológica é qualitativa, tendo sido a pesquisa documental por meio da análise de conteúdo o principal esteio da trilha investigativa, com destaque para a verificação do Manual das Escolas Cívico-militares publicado recentemente pelo governo federal. Questões de partida: 1) por que as escolas militarizadas surgem com boa aceitação na sociedade brasileira? 2) quais benefícios a proposta pode trazer para a educação brasileira? 3) como política pública, qual o escopo da proposta do Ministério da Educação? Os resultados apontam que a onda de conservadorismo que assola a sociedade brasileira e a ideia do “apagão educacional” impulsionaram o clamor social de pais e comunidade escolar por um “novo” modelo de escola, priorizando-se, dessa forma, a disciplina e a obediência, além da segurança no ambiente escolar em vez da aprendizagem e democracia.

ESCOLAS RIBEIRINHAS E SEUS DESAFIOS: faces da educação do campo na Amazônia Marajoara

PID: S1982-03052021000300384 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Costa
Resumo O texto discute os desafios, as dificuldades e as perspectivas educacionais de alunos e professores da escola ribeirinha no arquipélago de Marajó, especificamente no rio Mapuá, município de Breves, PA. Ancora-se nos escritos de autores como Hage (2005), Caldart (2004; 2009; 2020), Arroyo (2004; 2011), entre outros. A metodologia envolveu entrevistas semiestruturadas, observações etnográficas e a análise da Proposta Curricular do Ensino Fundamental das escolas do campo de Breves. Os dados empíricos em diálogo com a base teórica revelaram que alunos e professores enfrentam desafios e dificuldades de caráter material e pedagógico. Embora tal fragilidade, esta escola é, para alunos e familiares no Mapuá, esperança para construírem outras alternativas de vida na floresta, além de valorizarem seus saberes e tradição cultural. Conclui-se que a escola ribeirinha se caracteriza como tática para as famílias do Mapuá/Marajó projetarem, nas bordas do paradigma urbanocêntrico, perspectivas de futuro.

ESTADO DE EXCEÇÃO, ESTADO DE GUERRA: os impactos da ascensão conservadora e da pandemia numa escola socioeducativa em contexto de privação de liberdade

PID: S1982-03052021000500093 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Pereira
Resumo Esse artigo decorre de pesquisa em andamento realizada no interior do sistema socioeducativo, a partir da inserção do autor como professor de sociologia de uma escola pública estadual, situada dentro de uma unidade de privação de liberdade do Departamento de Gestão Socioeducativa do Estado do Rio de Janeiro (DEGASE/RJ). A abordagem à realidade investigada é feita a partir de premissas teórico-metodológicas afins ao campo do cotidiano escolar. A pesquisa pretende dialogar com ações, intervenções e iniciativas político-pedagógicas presentes no currículo da escola, que possam propiciar a transição de um contexto de exclusão e violação de direitos a outro que os garanta. As atividades de pesquisa vêm sendo realizadas ao longo do período da pandemia em que o trabalho presencial dos professores foi suspenso em uma primeira etapa e tornado híbrido em outra. Os dados parciais revelam crescimento muito significativo da exclusão e da violação a direitos sociais e políticos dos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, atribuídas hipoteticamente ao esvaziamento da escola como espaço de garantia de direitos, por um período, e do recrudescimento de valores e políticas repressivas e punitivistas dentro e fora da instituição.

ESTADO, CAPITAL E REFORMA DA EDUCAÇÃO: a lei 5.692/71

PID: S1982-03052021000200382 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Gomes Zanelato Pita
Resumo Este trabalho tem por objetivo analisar a relação entre o Estado, o conceito de capital e a reforma da educação promovida pela Lei 5.692/71, inaugurada pela ditadura civil-militar. Nossa premissa é que as reformas educacionais implementadas após o golpe de Estado de 1964 foram concebidas a partir da teoria do capital humano, atendendo, dessa forma, aos interesses do capital. Diante disso, cabe acentuar que as ações do Estado voltadas para a modernização das relações capitalistas firmaram-se a partir da política educacional, como é o caso da reforma de 1971. Assim, o sistema nacional de educação foi marcado pela ideologia tecnocrática, que propugnava por uma proposta pedagógica produtivista voltada para as demandas do capital.

ESTRATÉGIAS PARA A PARTICIPAÇÃO DE ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA EM AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

PID: S1982-03052021000300124 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Fiorini Manzini
Resumo Atendo-se à inclusão escolar de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em aulas de Educação Física, as pesquisas indicam que há consideráveis informações sobre as dificuldades dos professores de Educação Física (PEF), bem como, o que o PEF poderia fazer quando há um aluno com TEA em aula. Porém, pouco se sabe sobre as estratégias que os PEF usam em relação a esse aluno. Assim, objetivou-se identificar e descrever as estratégias de professores de Educação Física para promover a participação de alunos com Transtorno do Espectro Autista nas aulas. Três PEF do Ensino Fundamental (1° ao 5° ano) e a respectiva turma em que havia um aluno com TEA participaram do estudo. Quatro filmagens de aulas de Educação Física foram realizadas em cada turma. As filmagens foram analisadas a partir da Análise Microgenética. Os PEF utilizaram quatro tipos de estratégias: 1) que antecedem o ensino, com a finalidade de posicionar o aluno ou a turma; 2) para explicação e suporte durante a atividade, tais como explicar a atividade, auxiliar o aluno, e estabelecer limites; 3) que decorrem da ação do aluno, como, respeitar as regras estabelecidas em conjunto; e, 4) para o comportamento emocional do aluno, mais precisamente lidar com a instabilidade emocional e frustações do aluno com TEA. Conclui-se que as estratégias utilizadas pelos PEF se modificaram por meio da interação com alunos. Em determinadas situações uma estratégia foi suficiente, mas em outras, duas ou mais estratégias foram necessárias. Não houve linearidade quanto aos tipos de estratégias, com exceção das estratégias que antecedem o ensino.

ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NA ESCOLA CONTEMPORÂNEA: práticas pedagógicas exitosas

PID: S1982-03052021000300066 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Mascaro Redig
Resumo O artigo insere-se na temática da escolarização do estudante com deficiência intelectual. Apresenta-se, uma investigação de caráter qualitativo por meio de uma análise argumentativa referente às demandas práticas pedagógicas que atendam às especificidades deste alunado para que seu itinerário formativo na escola promova sua inclusão acadêmica, social e laboral. Por meio da análise da literatura especializada sobre o tema, foram apresentadas e discutidas propostas efetivas no sentido de promover o acesso, permanência e construção de conhecimento para estes estudantes. Os resultados apontam a relevância do trabalho pedagógico com enfoque no ensino colaborativo entre docentes do ensino comum e da educação especial, o planejamento de aulas nas diretrizes do Desenho Universal para Aprendizagem (DUA), assim como o desenvolvimento do Plano Educacional Individualizado (PEI) e o Plano Individualizado de Transição (PIT). As conclusões ressaltam as mudanças necessárias para que a escola contemporânea possa estar em consonância com os pressupostos da educação especial.

ESTÁGIO EM FORMAÇÃO DE FORMADORES NO DESENVOLVIMENTO CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA DA UFMA

PID: S1982-03052021000200239 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Silva
Resumo Este artigo discute experiências desenvolvidas no Estágio em Formação de Formadores do Curso de Pedagogia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Problematiza o estágio e sua articulação entre pesquisa, extensão e formação continuada, momento em que discentes e docentes constituem-se em aprendizes, a partir das experiências e desafios vivenciados nos cursos de extensão desenvolvidos. Percebeuse a importância da pesquisa ao longo da formação inicial e que o estágio se configura como um importante dispositivo na formação profissional, pois traz consigo a possibilidade de articulação entre o que é estudado na academia e o exercício profissional.

EXPERIÊNCIAS DE UM SARAU: o inédito viável em meio a pandemia

PID: S1982-03052021000400122 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2021
Autores: Rodrigues Carrijo Modesto-Sarra
Resumo Este artigo tem por objetivo discutir uma proposta de sarau virtual, realizado em junho de 2020, por meio da plataforma Zoom, pela Brincada do Brincar, uma das frentes do Projeto de extensão “Brincadas: o inédito viável em tempos de crise” (PUC SP). Problematiza-se o contexto de pandemia do período de realização do sarau, apresenta-se as motivações de realização do sarau virtual no âmbito do Projeto Brincadas. O sarau virtual é descrito e analisado por meio da seleção de arquivos digitais do acervo do projeto; é analisado com base nos estudos freireanos, principalmente, no conceito de “inédito viável” (FREIRE, 1970/1987), e no “brincar” de Vygotsky (1933/1991). O sarau, a partir da vivência de seus participantes, criou possibilidades para atos de esperança diante da crise mundial da saúde e do contexto de isolamento e distanciamento físico. Esse encontro poético fomentou a interação e a colaboração entre os envolvidos que puderam experienciar a criação de um novo modo de sentir, agir, viver, ser e estar no mundo.
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