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EVASÃO E PERMANÊNCIA DE COTISTAS E NÃO COTISTAS RACIAIS NO ENSINO TÉCNICO

PID: S1982-03052020000500203 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Silva Pereira
Resumo O objetivo desse estudo consiste em analisar o índice de evasão e permanência anual dos estudantes cotistas raciais em comparação com os ingressantes pela ampla concorrência dos cursos técnicos integrados de nível médio, nos anos letivos de 2013 a 2018, em uma instituição federal localizada no Sul de Minas. A abordagem da investigação é de caráter quantitativo e reúne características de pesquisa descritiva e exploratória ao levar em consideração os dados gerados pelo sistema acadêmico, bem como a aplicação de 35 questionários pela Coordenação Pedagógica. Os resultados alcançados revelam que existe uma variação da taxa de evasão e permanência escolar nos três cursos técnicos estudados em relação ao público estudantil de cotistas e não cotistas raciais.

EXPERIÊNCIAS DE / COM UMA “PESSOA T” INDÍGENA ENTRE-GÊNEROS DO / NO COTIDIANO TOCANTINENSE

PID: S1982-03052020000200117 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Rocha Coelho Araripe
Resumo Ser anunciada como travesti no contexto do dia a dia é vigilância e punição para qualquer jovem. Em se tratando de uma jovem indígena entre-gêneros, as marcações de preconceito interseccionadas de etnia, gênero, sexualidade, travestilidade, identidade e cultura agem como governamentalidade do seu corpo e do seu ser / existir. Tensionar esses conceitos e (de)marcá-los na / com as narrativas da experiência de “pessoas T” é um desafio para estas pessoas, para a comunidade tradicional indígena e para nós da pesquisa / pesquisadores(as) “implicados” com / na educação. A investigação em andamento no Programa de Pós-graduação Profissional em Educação da Universidade Federal do Tocantins (PPPGE/UFT) aborda questões no entorno das “relações homodesejantes” no Norte do Brasil, valendo-se da pesquisa-ação e participante de abordagem fenomenológica. Com Guacira Louro (2004), Berenice Bento (2008), Richard Miskolci (2016), Sandra Corazza (2001, 2002) nos implicamos da vivência / experiência de / com uma “pessoa T” indígena entre-gêneros, buscando construir aportes teóricos para descentrar práticas cis-heteronormativas na / da Amazônia oriental. Queremos ir além de uma formação impositiva de modelos de como ser homem ou ser mulher, ser masculino e / ou ser feminino, hétero / homo / bi, para práticas igualitárias de gênero.

FLIPPED LEARNING NA UNIVERSIDADE: guia para utilização da aprendizagem invertida no ensino superior. Robert Talbert, 2019.

PID: S1982-03052020000600474 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Bottentuit Junior
Resumo A resenha apresenta as principais contribuições da obra Flipped learning na universidade: guia para utilização da aprendizagem invertida no ensino superior, importante contribuição de Robert Talbert para a educação, na medida em que as metodologias de ensino encontra-se em constante evolução e faz-se necessário de apropriar sempre de modelos que possam promover experiências mais ativas e construtivas na sala de aula. O livro apresenta o modelo ativo de aprendizagem intitulado a sala de aula invertida e suas possibilidades para o ensino superior, indicando, portanto, todos os passos necessários para a adoção da estratégia de modo com que os professores possam repensar sua ação didática e desenvolver a autonomia dos alunos com atividades mais práticas.

FORMAÇÃO CONTINUADA E PEDAGOGIA DECOLONIAL: o M. A. R. e o samba

PID: S1982-03052020000600046 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Nascimento Souza
Resumo O presente artigo visa tratar da necessidade de formação continuada com base no pensamento decolonial, tendo como objetivo relatar a experiência oriunda do curso elaborado pelo Museu de Arte do Rio (MAR) a partir da exposição O Rio do Samba: resistência e reinvenção, na qual o samba da Estação Primeira de Mangueira foi o condutor para que professores refletissem sobre questões que estão presentes no cotidiano escolar. A pedagogia decolonial é nosso ponto de partida, pois acreditamos que é preciso mais que um pensamento “outro”. É necessário adotar uma prática “outra”, e essa ocorre quando educadores agem de forma insurgente, incorporando ao currículo conhecimentos subalternizados, para que sujeitos que foram silenciados pela colonialidade possam ser protagonistas da história. Acreditamos que professoras e professores carecem de formação continuada para exercer uma educação multicultural, antirracista e decolonial. O curso realizado no MAR possibilitou que esses educadores, de diversos segmentos, da rede pública e privada de educação, fossem estimulados a criar possibilidades outras para suas próprias práticas a partir dos versos do samba-enredo.

FORMAÇÃO DE PROFESSORES E RACISMO — para onde vamos?

PID: S1982-03052020000500106 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Macedo
Resumo Escrever sobre racismo, nos dias atuais, é trazer à tona fatos do cotidiano que apontam para o debate sobre a questão racial no Brasil. A proposta dessa escrita baseia-se no reconhecimento de que o racismo está presente também na formação de professores e, de um modo geral, muitos preconceitos concebidos e introjetados ao longo da vida social estão no espaço escolar de forma explícita, ou ainda, de forma camuflada. Pensar a formação de professores como um espaço de discussão das relações raciais é possível? Na sociedade brasileira o racismo se efetiva de diversas formas e o racismo se dá não apenas pelas questões culturais, mas também com relação aos aspectos físicos observáveis no corpo do/a negro/a. Nesse cenário apresentado, esse artigo dará maior destaque à educação que acontece no interior da escola, pois há tempos recai sobre ela uma aposta para a emancipação e garantia de melhores condições de vida para a população negra.

FORMAÇÃO DOCENTE PARA A PRODUÇÃO DE MATERIAL PARA A EDUCAÇÃO DIGITAL

PID: S1982-03052020000100048 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Santos Kowalski Trindade
Resumo Esta pesquisa tem como objetivo refletir sobre a formação de docentes envolvidos com a produção de materiais para a educação digital, que envolve, tanto a educação em todo tempo e lugar em contextos não formais, como a Educação a Distância e a Educação Híbrida. Nesta reflexão o foco é para a educação híbrida/semipresencial que se entende ter um papel relevante na inserção de tecnologias e na mudança de paradigmas na graduação e pós-graduação, impulsionando a formação de professores para que atuem de forma mais efetiva inserindo as tecnologias em seu cotidiano educacional, torna-se relevante. Este estudo de caráter qualitativo contou com um questionário estruturado que investigou professores autores e desenvolvedores na produção de material didático para educação híbrida. Os pontos abordados na investigação foram a formação docente, o planejamento das disciplinas híbridas, as metodologias ativas com o uso das tecnologias e autorreflexão sobre os conhecimentos docentes para essa modalidade. Percebe-se que a formação continuada é cada vez mais relevante quando o contexto inclui a educação híbrida por seu caráter inovador e transformador.

FORMAÇÃO PEDAGÓGICA NAS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA O CURSO DE PEDAGOGIA: considerações à luz da teoria da argumentação

PID: S1982-03052020000500404 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Costa Gonçalves
Resumo O objetivo deste trabalho foi analisar o jogo argumentativo relativo à formação pedagógica implícito nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de pedagogia. A análise foi desenvolvida a partir do Parecer CNE/CP n. 5 (BRASIL, 2005), que deu origem à Resolução CNE/CP n. 1, publicada em 2006, a qual institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de pedagogia, licenciatura. A pesquisa, de cunho qualitativo, segue uma tradição interpretativa, tendo sido norteada pela teoria da argumentação, proposta por Chaïm Perelman e Lucie Olbrechts-Tyteca, por possibilitar uma investigação com base no discurso a partir da intenção do locutor de persuadir seu auditório. O documento foi analisado com base no Modelo da Estratégia Argumentativa (MEA), desenvolvido por Monica Rabello de Castro e Janete Bolite-Frant, que busca explicar os momentos de negociação dos interlocutores, evidenciando como suas hipóteses se ligam às teses por eles defendidas, tendo como base uma situação controversa, nem sempre explícita em suas interações. Ao destacar o discurso persuasivo inscrito no material analisado, identificou-se que, embora algumas tentativas de mudança tenham surgido ao longo dos anos, o curso de pedagogia ainda se encontra arraigado a suas origens históricas, sendo a formação docente inicial considerada insuficiente para o exercício da docência, necessitando de formação continuada e de práticas que supram as necessidades apontadas na área de atuação profissional.

FRONTEIRAS DA REPÚBLICA EM RORAIMA: conflitos e desafios curriculares

PID: S1982-03052020000200168 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Camargo Casali
Resumo O artigo trata de fronteiras da República no extremo Norte da Amazônia: atravessamentos econômicos, políticos e culturais, nacionais e internacionais, no estado de Roraima, e sua incidência como desafios curriculares sobre a escola. Utilizando a metodologia relacional de Michael Apple, circunscreve uma introdução à análise crítica curricular das escolas e do currículo nessa região de múltiplas fronteiras.

GAME OF THRONES, INTERAÇÕES EM REDE E EXPERIÊNCIAS FORMATIVAS EM HISTÓRIA

PID: S1982-03052020000100037 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: D’Ávila Santos Macedo
Resumo O presente artigo evidencia um conjunto de argumentos teórico-metodológicos que explicitam a relação entre a série televisiva Game of Thrones, as interações em rede e as experiências formativas em História no contexto da cibercultura. Dialoga-se com referencial teórico-metodológico multirreferencial que interage com experiências hermenêutico-formativas, mediadas por meio de interações ciberculturais em rede e suas ressonâncias no conhecimento-formação em História. Os fenômenos experienciados no campo de pesquisa confirmam que as redes assimilam e trabalham com um potencial lúdico-formativo a partir da heterogeneidade dos imaginários aprendentes e suas sensibilidades quando se pretendem formações em História.

GAMES E APRENDIZAGENS NA PERSPECTIVA HISTÓRICO CULTURAL

PID: S1982-03052020000100022 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Bruno Ribeiro
Resumo O presente artigo traz dados de uma pesquisa desenvolvida em nível de doutoramento. A investigação compreendeu como se dão os processos de ensino e de aprendizagem a partir da interação com jogos digitais, com base na teoria histórico cultural de Vigotsky e nos estudos clássicos sobre jogo, sociedade e educação, de Huizinga, Caillois e Brougère, e também nas perspectivas contemporâneas de pesquisadores que se debruçam a estudar as relações entre jogos digitais e educação. Na pesquisa de campo, jovens universitários experimentaram jogar dois newsgames e participaram de discussões dialógicas sobre os conceitos abordados nos games. A investigação conclui que os jogos digitais podem motivar os sujeitos para a formação de conceitos, aprendizagens e construções de conhecimento, por despertarem sentimentos, afetos, prazeres estéticos e desafios, sinalizando potencial para o campo da educação hodierna.

HOMENS NEGROS, FUTEBOL E MEMÓRIAS COLETIVAS EM MATO GROSSO

PID: S1982-03052020000500263 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Pinho Grunennvaldt
Resumo As análises desse artigo centram-se nos significados que as memórias atribuem às relações étnico-raciais no futebol, a partir das lembranças de ex-jogadores negros campeões no estado de Mato de Grosso que atuaram entre os anos de 1950 a 1970. A metodologia utilizada foi a história oral, orientada por perguntas abertas sobre futebol, sociabilidades e relações étnico-raciais. Utilizamos fotografias para verificar as equipes no que se refere à raça/cor e a classificação nos certames nos quais participaram os entrevistados. Os resultados indicam que as memórias buscam contrapor uma história de [in]visibilidade do negro. Nesse sentido, os exjogadores fazem releituras de si e se valem da memória para inscrever a sua história do lugar de protagonista na história do esporte. Os sentidos que emergem da memória rompem com a noção de subalternidade racial para uma perspectiva de reconhecimento e valorização coletiva.

IDENTIDADE DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO ESPECIAL: construção na escola indígena

PID: S1982-03052020000200093 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Portela Santos
Resumo Esta análise é resultado de um trabalho acadêmico vinculado ao programa de pós-graduação em educação com a linha de pesquisa da educação intercultural. Nessa perspectiva se intitulou Identidade profissional do professor que atua na sala de recurso multifuncional: um estudo a partir de uma escola indígena em Roraima, com o objetivo de analisar o processo de construção da identidade profissional do professor da sala de recurso multifuncional que atua no contexto da escola indígena em Roraima (RR). A pesquisa foi realizada em parceria com um grupo de professores e chefes de divisões da Secretaria de Estado de Educação e Desporto (SEED), de abordagem qualitativa, compreendendo pesquisa bibliográfica, entrevistas e análise documental. Nesse recorte apresentaremos fragmentos dos resultados e discussões, focando: perfil dos professores da educação especial que atuam na escola indígena; análise interpretativa da ideia de diferença nos distintos contextos sociais; atendimento educacional especializado como processo de inclusão; a escola e alunos indígenas. Observa-se que a identidade do profissional da educação especial que atua na escola indígena é constituída de elementos advindos do contexto pessoal, coletivo e da experiência educativa. Entretanto, deve-se considerar a cultura de cada docente indígena. Constata-se que os professores que atuam na sala de recurso multifuncional na escola indígena, sob a ótica da inclusão, em meio as dificuldades, à insegurança e ansiedades, sentem-se despreparados para o exercício da articulação que visa à inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais no espaço escolar.

IMPLEMENTAÇÃO DA LEI N. 11.645/2008: uma experiência na formação de professores

PID: S1982-03052020000500304 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Soratto Nascimento
Resumo Este estudo tem como objetivo fazer uma reflexão sobre a implementação da Lei n. 11.645/2008, nas instituições de ensino de Campo Grande - Mato Grosso do Sul, por meio de experiência nas formações de professores da educação básica, em específico sobre os conteúdos voltados para o ensino da história e da cultura indígena. Para isso, servimo-nos das reflexões realizadas nas formações de professores, na qual as angústias, certezas e incertezas, conceitos e pré-conceitos, conhecimentos e o não conhecimento relatados pelos professores têm-nos permitido desprender das narrativas ocidentais e buscar modos outros de ensinar e aprender. No que diz respeito à temática, observa-se a falta de conhecimento sobre esses povos, sua história e suas diferenças sociais, culturais e linguísticas, generalizando todos os povos a um único povo. As narrativas curriculares e históricas que, por séculos, ocultaram os povos indígenas da história do Brasil, valorizando apenas os conhecimentos eurocêntricos, contados a partir da colonização, ainda permanecem no imaginário social e cultural da população brasileira. Neste sentido, o desafio está em deslocar-se para outros contextos, os quais estão presentes no cotidiano escolar, e fazer o diálogo no encontro com diferentes sujeitos, sem anular suas diferenças e suas histórias, evidenciando que outros saberes e outros fazeres são possíveis.

IMPLEMENTAÇÃO DA LEI N. 11.645/2008: uma experiência na formação de professores

PID: S1982-03052020000600369 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Soratto Nascimento
Resumo Este estudo tem como objetivo fazer uma reflexão sobre a implementação da Lei n. 11.645/2008 nas instituições de ensino de Campo Grande, Mato Grosso do Sul (MS), por meio de experiência nas formações de professores da educação básica, em específico sobre os conteúdos voltados para o ensino da história e da cultura indígena. Para isso, servimo-nos das reflexões realizadas nas formações de professores, na qual as angústias, certezas e incertezas, conceitos e pré-conceitos, conhecimentos e o não conhecimento, relatados pelos professores, têm nos permitido desprender das narrativas ocidentais e buscar modos outros de ensinar e aprender. No que diz respeito à temática, observa-se a falta de conhecimento sobre esses povos, suas histórias e suas diferenças sociais, culturais e linguísticas, generalizando todos os povos a um único povo. As narrativas curriculares e históricas que, por séculos, ocultaram os povos indígenas da história do Brasil, valorizando apenas os conhecimentos eurocêntricos, contados a partir da colonização, ainda permanecem no imaginário social e cultural da população brasileira. Neste sentido, o desafio está em deslocar-se para outros contextos, os quais estão presentes no cotidiano escolar e fazer o diálogo no encontro com diferentes sujeitos, sem anular suas diferenças e suas histórias, evidenciando que outros saberes e outros fazeres são possíveis.

JORNADA MITÍCA DO TORNAR-SE PROFESSOR/A/AS/AS EM CONTEXTO PLURIÉTNICO NA AMAZÔNIA

PID: S1982-03052020000600077 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Wanzeler
Resumo Este texto refere-se à primeira jornada mítica do tornar-se professor/a em contexto pluriétnico. Trata-se de uma pesquisa oriunda de uma tese de doutoramento, cuja metodologia foi a etnografia na sala de aula. Epistemologicamente a pesquisa foi fundamentada no pensamento complexo de Edgar Morin, Gilbert Durand, Bergson, Matura e Varela e outros autores que se vinculam a complexidade, no qual se buscou estabelecer conexões com saberes das tradições indígenas, suas mitologías, simbologias e imaginários com a ciência ocidental. A pesquisa foi realizada em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, contou com a participação de 29 indígenas, de sete etnias diferentes e plurilíngues, em contextos de formação inicial de professores/as promovido pela Universidade do Estado do Amazonas.

JOVENS NEGRAS PERIFÉRICAS: afloradas interseccionalidades de raça e gênero

PID: S1982-03052020000500023 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Valentim Souza
Resumo Objetiva-se com este artigo que as reflexões sobre a interseccionalidade de raça e gênero possam promover a articulação dessas categorias com o contexto socioeconômico e do mundo do trabalho, para elevá-las a um lugar sacramental nas discussões sobre esses marcadores. Esses marcadores são tomados, também, como categorias, por serem mais do que simplesmente ferramentas analíticas. Devem ser capazes de desvelar o racismo estrutural e institucional, para construção de um discurso que não se contente com visões parciais e dicotômicas no tratamento das diferenças. São interseccionalidades afloradas porque excitam e tensionam a realidade em que as cinco jovens negras trabalhadoras pesquisadas são protagonistas de suas experiências, no contexto de relações sociais que produzem subjetividades estruturadas a partir de processos renovadores de construções identitárias de raça e gênero.

LEARNING BY DOING E COMPLEXIDADE: um diálogo entre a teoria e a prática

PID: S1982-03052020000600383 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Corrêa Júnior Vosgerau Martins
Resumo Este diálogo é um excerto de uma pesquisa em desenvolvimento sobre a formação de professores em educação musical apoiada pelas tecnologias digitais. O interesse em aproximar as duas teorias surgiu do referencial teórico usado no desenvolvimento do projeto de mestrado do autor (Roger Schank) e do referencial teórico proposto para uma matéria da grade curricular do mestrado em educação da PUC-Paraná (Edgar Morin). Tem como objetivo criar um diálogo entre o Learning by Doing, de Roger Schank, com os princípios da complexidade de Edgar Morin, indicando quais são os pontos semelhantes nas duas teorias. Além disso, buscou-se compreender como essas teorias contemporâneas abordam do conhecimento e a forma como o sujeito do conhecimento é visto.

LER, ESCREVER, PESQUISAR: uma metodosofia

PID: S1982-03052020000600282 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Biato Nodari
Resumo Os pesquisadores da Rede Escrileituras, ao criarem procedimentos inventivos de escritura em espaços autorais de aula, propuseram diferentes métodos de investigação para a tomada dos textos produzidos, movimento que os levou à acolhida do acontecimento, do imprevisível. Este estudo busca identificar as possibilidades investigativas de processos inventivos com a escrita, a partir da retomada de teses e dissertações produzidas no contexto da Rede Escrileituras no período de 2010 a 2018, de modo a ter uma visão de estado de conhecimento acerca dos percursos de pesquisa propostos. Nota-se, nos trabalhos estudados, que há uma disseminação dos sentidos das situações observadas por uma via de experimentações que unem a leitura, a escritura, a didática, o currículo e a formação de pesquisadores-professores e, em consequência, uma multiplicidade de modos na tomada da vida grafada nos espaços de aula.

LETRAMENTOS DIGITAIS NA FORMAÇÃO CONTÍNUA DE PROFESSORES

PID: S1982-03052020000100270 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Santos Soares Sorte
Resumo Os letramentos digitais, agora entendidos como práticas sociais que abarcam o digital e para além do digital, desempenham grande papel na educação contemporânea. No entanto, para que práticas de letramentos digitais sejam contempladas em sala de aula, programas de formação contínua de professores para os letramentos digitais precisam ser empreendidos (MENEZES DE SOUZA, 2011; ROJO, 2013; LANKSHEAR E KNOBEL, 2015; JORDÃO, 2017). Diante disso, o objetivo deste artigo é apresentar possibilidades de formação contínua de professores para os letramentos digitais. Foram aplicados questionários a professores da educação básica de escolas públicas de Arraias, Tocantins. Como resultados, constatam-se os usos ainda relacionados a fatores técnicos em detrimento dos aspectos críticos e reflexivos.

MARACATU RURAL NA PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL DE NAZARÉ DA MATA-PE

PID: S1982-03052020000500157 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2020
Autores: Silva Arantes
Resumo Investigamos como as políticas curriculares da educação infantil no município de Nazaré da Mata, Pernambuco atendem as orientações das legislações em vigor no âmbito das relações étnico-raciais. O estudo de cunho qualitativo utilizou a entrevista semiestruturada, a análise documental e o grupo reflexivo. Todas as questões éticas foram atendidas. Percebemos que a história e cultura afro-brasileira e africana ainda são trabalhadas de maneira tímida como afirmaram as participantes da pesquisa, mesmo o maracatu estando presente na proposta curricular para a educação infantil do município. Portanto, faz-se necessário, ações voltadas para a formação continuada dos professores para que possam intensificar práticas que valorizem a cultura afro-brasileira num município em que o maracatu faz parte da vida de muitas famílias e não é abordado como deveria. Uma cultura tão rica que pode contribuir para a formação de sujeitos conscientes de sua identidade cultural, étnica e racial.
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