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(DES) CAMINHOS DA EDUCAÇÃO PANTANEIRA

PID: S1982-03052018000400315 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Gonçalves Nogueira
RESUMO Quais os desafios encontrados pelos professores que exercem a docência na realidade singular do Pantanal? Quais são as estratégias pedagógicas utilizadas em uma diversidade cultural e de saberes tão rica? Tais questões permeiam o desenvolvimento desse artigo cujo objetivo foi conhecer a realidade de vida dos professores da escola pantaneira, bem como reconhecer os desafios e dificuldades encontrados em sua docência. Problematizamos nossa iniciação à docência enquanto professora da escola pantaneira a fim de apresentar e analisar o processo formativo de professores iniciantes com o objetivo de compreender a constituição docente desses professores frente às especificidades da Escola Municipal Pólo Pantaneira, localizada na cidade de Aquidauana/MS. Utilizamos como elemento desencadeador de memórias e reflexões nossas recordações registradas em um diário de bordo realizado no inicio de minha docência. Tais memórias foram analisadas a partir de referenciais teóricos que consideram o compartilhamento e a socialização de experiências na construção do conhecimento, reconhecendo os professores como sujeitos ativos que estão em permanente estado de desenvolvimento profissional, aprendendo com e na profissão a partir da mobilização dos conhecimentos teóricos e experienciais em situações concretas que os desafiam no ambiente escolar. Os resultados dessa pesquisa apontaram que a princípio o Pantanal sugere um novo espaço de ensino e aprendizagem contudo, a realidade enfrentada pelos professores da escola pantaneira é um caminho de desafios em que todo o potencial e exuberância do Pantanal, não são considerados. Diferentemente do imaginário remetido pelo Pantanal. Tais caminhos e descaminhos interferem diretamente no processo de desenvolvimento profissional do professor, uma vez que este é construído cotidianamente acompanhado de saberes singulares não aprendidos na academia mas em outros espaços formativos.

(DES)INTERESSE, (IN)DISCIPLINA E A AÇÃO PEDAGÓGICA INTELIGENTE: REFLEXÕES À LUZ DO PRAGMATISMO DE JOHN DEWEY

PID: S1982-03052018000400272 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Schwengber Schütz
RESUMO Este texto aborda a questão da falta de interesse e o mau uso da disciplina como um problema filosófico da educação, parte-se de uma reflexão teórica para repensar os conceitos e a forma de abordagem da temática. A partir do pragmatismo de John Dewey, o presente escrito objetiva investigar a ação pedagógica inteligente no contexto da educação escolar. Outrossim, faz-se necessário indagar sobre os princípios que podem ser considerados coerentes com a ação pedagógica inteligente. Nesse sentido, a hipótese que aqui asseguramos, considera que uma ação pedagógica inteligente, refere-se ao momento em estamos a educar a vontade do sujeito, fazendo com este seja considerado em seu contexto social e na temporalidade (longa) em que a educação se insere.

KAIRÓS: VALSAR COM A INFÂNCIA, NA ESCOLA, ATRAVÉS DA EXPERIÊNCIA FILOSÓFICA

PID: S1982-03052018000100137 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Martins
RESUMO O presente texto disserta sobre a possibilidade de uma escola outra e, como base para isso, a discussão sobre a ideia de uma filosofia da infância. A base do trabalho apresentado - o qual tem como foco uma pesquisa bibliográfica - têm os autores: Walter Omar Kohan, Carlos Skliar, Rene Schérer e Jan Masschelein, auxiliares do valsar narrativo. Como objetivos pretende-se versar sobre infância, criança, escola, experiência e consequentemente pensar a formação para além de currículos e seguir na direção de uma possibilidade de viver a vida. Muito maior do que da possibilidade da resposta dada, o ponto central é realizar aberturas para perguntas, afinal não seria essa a melhor forma para que possamos estar sempre em um caminhar reflexivo e filosófico?

A CONSTRUÇÃO DA IMAGEM DO DIABO NA LITERATURA INFANTIL: UMA LEITURA DO CONTO “O BOM DIABO”, DE MONTEIRO LOBATO

PID: S1982-03052018000100274 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Ferreira Crozara
RESUMO: Na obra Contos da Tia Nastácia, publicada em 1937, uma antologia de historietas populares narradas pela personagem título a pedido de Pedrinho e da boneca Emília, podemos observar o entrecruzamento dos discursos religioso e folclórico, científico e popular. Nesse livro, a criada negra desfia os contos populares aos moradores do sítio, os quais, com postura crítica e interpelativa, tornam cada vez mais tensa a relação discursiva das histórias populares ouvidas. Ao resgatar folclores e crenças, Lobato procura desmitificá-los. Assim, no conto “O bom diabo”, o amansar da maldade e a relativização da bondade se compenetram a partir da simetria entre São Miguel e o Diabo, levando-nos a pensar em que medida esses sentimentos constituem o ser humano e a sociedade ocidental. Buscaremos, portanto, mostrar como se constituem os discursos religioso e folclórico na história infantil “O bom diabo”, de Monteiro Lobato. Para isso, refletiremos sobre a formação da literatura infantil e sobre a construção do imaginário da figura do diabo na cultura ocidental.

A CRIAÇÃO CURRICULAR COTIDIANA: CRÍTICA E APOSTAS DESDE A EDUCAÇÃO POPULAR

PID: S1982-03052018000300284 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Mendoza Carrillo
RESUMO O artigo pretende comunicar os principais desdobramentos e conclusões de um estudo sobre a realidade educacional colombiana, a partir das condições atuais que imprimem a contrarreforma da política educacional na Colômbia, em particular, as recentes medidas em matéria curricular. Trata-se de um estudo documental, no qual se recorre aos desdobramentos conceituais dos estudos contemporâneos do currículo, em especial ao cotidiano da criação curricular, juntamente com as contribuições pedagógicas da educação popular e das práticas educativas nos movimentos. sociais, para propor conclusivamente que a reificação curricular é um dos pilares do projeto educativo hegemônico neoliberal liderado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE, enquanto a partir da Educação Popular e outras formas alternativas de educação, se gestam projetos contra-hegemônicos que revitalizam o currículo como criação de um campo cultural, em que os sujeitos são agentes na produção de sistemas alternativos de significados nos quais a pedagogia adquire um caráter transformador e inspira novos sentidos para a educação na América Latina.

A EDUCAÇÃO COMO ARTE DOS ENCONTROS

PID: S1982-03052018000100316 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Reis
Resumo: O presente ensaio é estruturado em torno da crítica ao antropocentrismo. Trata-se de uma crítica que problematiza a limitada/restrita construção de mundo que tal princípio nos impõe, pois, sem um rompimento definitivo com o antropocentrismo não é possível liberar a potência da diferença, nos circuitos criativos dos diversos devires e dos novos modos de existência. Em torno disso, a educação e os empreendimentos curriculares, bem como as demandas formativas que se depreendem desses processos, poderão ser de grande valia, na medida em que funcionem como potentes instâncias ontológicas, ecológicas, epistemológicas, existenciais etc., nos ajudando na composição/configuração de novos mundos possíveis. Nesse sentido, a educação torna-se, ao mesmo tempo, um empreendimento crítico e criativo, pois, além de problematizar o existente, ajuda a constituir o novo. Por isso, também consiste num potente mobilizador/criador de existências: de novos modos de vida. Assim, compreende-se que uma das formas de liberarmos a diversidade de modos de vida, na atual aridez que nos encontramos, é resgatar e/ou problematizar a potência dos movimentos que se dão através das possibilidades de encontros, pois o encontro nos mobiliza em relação a um mundo que se encontra sempre em devir.

A EXPERIÊNCIA CEARENSE QUE INSPIROU O PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA

PID: S1982-03052018000200233 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Alflen Vieira
RESUMO Este artigo investiga as experiências educacionais realizadas na educação básica do Ceará, que serviram de base ao Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), instituído pelo Ministério da Educação, em 2012. Foram consideradas diretrizes e políticas educacionais para os anos iniciais da educação básica, além da experiência cearense (Pacto pela Alfabetização na Idade Certa - PAIC). A pesquisa, bibliográfica e documental, de natureza qualitativa, fundamentou-se nos estudos de Azevedo (2004) e Dourado (2010). Foram também analisados a legislação pertinente e os documentos relacionados à experiência cearense e ao PNAIC. Os resultados obtidos evidenciaram que o PAIC e o PNAIC tratam, com prioridade, da alfabetização e têm como estratégia a formação continuada do professor alfabetizador.

A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES EM NÍVEL MÉDIO (CURSO NORMAL) E A INCLUSÃO ESCOLAR

PID: S1982-03052018000400104 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Rigo Sackvil Womer
RESUMO Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa sobre o currículo do Curso Normal em relação à inclusão escolar protagonizada a partir da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva/2008, na educação básica. O objetivo desse estudo é refletir sobre a formação docente para a inclusão escolar proporcionada pelo Curso Normal. A metodologia possui uma abordagem qualitativa e utiliza a análise de documentos pedagógicos da escola - Projeto Político-Pedagógico (PPP) e Planos de Estudos (PE) do Curso Normal - e de relatórios das Práticas Pedagógicas (PP) realizadas pelos/as alunos/as do curso, em turmas com alunos com deficiências, em escolas comuns. Como ferramentas analíticas dos dados levantados são utilizados os conceitos de experiência (Larrosa, 2011; 2017) e de normalidade/anormalidade (Foucault, 2008). Dessa análise, constituíram-se duas perspectivas em relação à inclusão das crianças com deficiências para a discussão dos dados: a) a anormalidade como incapacidade; e b) a experiência como possibilidade para o ensino e para a convivência com o sujeito com deficiências. Os resultados apresentam por um lado, que apesar dos esforços da escola para construir um currículo que proporcione uma formação inicial fundamentada em princípios inclusivos, a visão de normalidade é referência nas reflexões dos/as alunos/as do Curso Normal em relação à inclusão das crianças com deficiências na escola comum. Por outro lado, também se observa uma experiência vivida que indica possibilidades que se afastam de intenções que tendem corrigir ou normalizar o sujeito com deficiência.

A HIPER-INFANTILIZAÇÃO DA INFÂNCIA: UM PROBLEMA PARA TODOS

PID: S1982-03052018000100150 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Yarza
Resumo: O trabalho toma como eixo a crítica ao adultismo, que foi expressada por uma experiência de organização de crianças e adolescentes que na América Latina se denomina "protagonismo infantil". Adultismo e paternalismo, no entanto, podem ser relacionados com a colonialidade que introduziu uma incapacitação sobre os indígenas, mulheres e negros; portanto, com uma microfísica do poder, fruto da modernidade que é tendencialmente global e chega sob a forma hoje dominante da governabilidade, a uma infantilização dos cidadãos e, correlativamente, à corrosão da subjetividade e da política.

A MÍDIA E SUA CULTURA DA VIRTUALIDADE A SERVIÇO DA FRAGMENTAÇÃO DOS VÍNCULOS EDUCACIONAIS

PID: S1982-03052018000400259 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Silva
RESUMO A mídia em redes sociais proporciona uma nova forma de identidade pessoal, altera as formas de percepção das pessoas sobre as outras, sobre o meio, e sobre si mesmo. O presente artigo tem o objetivo de analisar as estratégias usadas pela comunicação de massa que interfere na sociabilidade das pessoas. Método: O desenho metodológico usado foi à pesquisa bibliográfica. Os resultados: O uso destas ferramentas modificou as maneiras de transmissão, recepção e decodificação de bens simbólicos, transformando significativamente o comportamento influenciando as relações entre as pessoas, os vínculos familiares, o mercado e o consumidor, ditando regras, traçando normas e criando ideologias. A cultura da virtualidade cria e recria uma conjuntura de relações pessoais e de trocas simbólicas, marcada pela interação tecnologias. Conclusão: A tecnologia deve ser usada para o fortalecimento dos laços afetivos para resolução dos problemas.

A POLÍTICA CURRICULAR NO CONTEXTO DA INCLUSÃO E SEUS MECANISMOS DE DIFERENCIAÇÃO CURRICULAR

PID: S1982-03052018000400070 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Mesquita Rodrigues Castro
RESUMO A educação inclusiva assenta-se no reconhecimento e valorização da diferença. Enquanto prática, pode se estruturar por meio de mecanismos de diferenciação curricular que possibilitem a todos/as acesso à educação como bem comum. Contudo, tal perspectiva vem sendo confrontada pela atual política curricular para a educação básica. Diante disso, este texto objetiva problematizar a política curricular para os anos iniciais do ensino fundamental, com foco no primeiro e segundo anos de escolarização, sedimentadas na Base Nacional Comum Curricular e no Programa Mais Alfabetização, produzindo inferências sobre os efeitos que estas podem trazer às práticas curriculares no contexto da inclusão.

A POLÍTICA DE BÔNUS PARA OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO NO ESTADO DO ACRE: CONCEPÇÃO E NORMATIZAÇÃO

PID: S1982-03052018000300422 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Melo Braidi
RESUMO O estudo avalia a política de pagamento de bônus na educação pública e suas implicações na valorização do trabalho dos profissionais da educação básica acriana. Vincula-se aos resultados finais de pesquisa que investiga as repercussões das políticas educacionais no trabalho dos diretores e professores no Estado do Acre. É fruto de revisão de literatura e pesquisa documental, dividindo-se em dois momentos. No primeiro, discute a concepção que orienta as políticas de bônus e no segundo, examina a normatização que define critérios para sua concessão. Parte do entendimento do bônus-mérito numa visão de totalidade política em suas múltiplas dimensões. Os aspectos conclusivos do estudo revelam que o bônus se caracteriza como um instrumento de regulação na tentativa de melhoria do desempenho do sistema.

A VISÃO DE UMA EDUCAÇÃO CYBORG

PID: S1982-03052018000400175 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Friedrich
RESUMO The Vision (King et al.) abre com um casal de subúrbio branco brigando enquanto trazem um prato com biscoitos quentes para seus novos vizinhos. O marido não vê o ponto de oferecer cookies para robôs, que provavelmente não precisam comer. Ao que a esposa responde: “Eles não são robôs. Eu fui online. Eles são outra coisa. Eles são synthe-somethings ”. “Querida, eu amo você, mas são torradeiras. Torradeiras chiques e vermelhas. Eles não são como você e eu. Eles não comem biscoitos, sabe ?, ”ele responde enquanto Vision abre a porta. Logo depois de Vision e sua esposa, Virginia, agradecer ao casal humano pelos biscoitos e oferecer-se para preparar um jantar uma noite, eles jogam os biscoitos na lata de lixo e conversam sobre o que consideram um ato sem sentido. É quando Vision fala com sua esposa Virginia: "Afirmar como verdade aquilo que não tem significado é a missão central da humanidade".

A “BATALHA DA DI DEUS” COMO PRÁTICA EDUCATIVA: UMA INTERAÇÃO ENTRE VOZES NÃO-IGUAIS

PID: S1982-03052018000400244 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Teixeira Júnior
RESUMO O presente trabalho tem como objetivo principal discutir algumas questões que tecem o entendimento da Batalha da Di Deus, uma batalha de rima realizada na Cidade de Deus, como uma prática educativa. Este entendimento justifica-se, basicamente, pelos argumentos de que a educação não está limitada aos muros da educação escolar e de que a prática musical apresenta-se como um posicionamento epistêmico fértil na emergência das complexas relações entre conhecimento, política e estética que tecem diferentes tempos-espaços educativos. Assim, sob uma perspectiva bakhtiniana de polifonia, buscaremos mostrar que a Batalha da Di Deus consiste em um movimento de interação entre vozes não-iguais, um movimento realizado no contraponto de importantes processos que tecem a cidade do Rio de Janeiro.

ALDEIA-ESCOLA DO POVO INDÍGENA ZORÓ: UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO PARA ALÉM DA ESCOLA

PID: S1982-03052018000400340 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Dias Secchi
RESUMO O texto apresenta reflexões a respeito de uma concepção de educação que vai além dos espaços hegemônicos de propagação dos conhecimentos estabelecidos pela racionalidade científica, rígida, unificadora, produtora de assimetrias. O estudo apoia-se em dados de pesquisas, como observação de campo e narrativas de professores e lideranças indígenas Zoró. Conclui-se que o modo de fazer educação do povo Indígena Zoró, ainda que existam desafios, supõe uma maneira singular de pensar a educação ao desafiar a lógica da modernidade e incorporar outros saberes e modos de ser e de viver no contexto escolar e ao inserir outros espaços no processo de ensino e aprendizagem, ações que vão produzindo autonomia e ressignificações dentro e fora da escola.

AS MARCAS DA AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO DE UM ALUNO COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL

PID: S1982-03052018000300244 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Mesquita Sobras
Resumo: O objetivo deste artigo é problematizar os processos avaliativos vividos por um aluno com deficiência intelectual durante seu processo de escolarização. Assim se propõe a responder a questão: Como se constituiu o processo avaliativo de um aluno com DI, em diferentes paradigmas educativos, durante sua trajetória de escolarização na educação básica? Desenvolvemos a pesquisa numa abordagem qualitativa, tendo como coleta de dados a entrevista semiestruturada aplicada ao aluno, bem como seus pareceres escolares. Como resultado, identificamos que os processos avaliativos vivenciados nos diferentes modelos de escola, ainda que marcados por estratégias distintas, é um fator endógeno à escola que colabora para construção de uma relação marcada pela estigmatização do aluno com deficiência.

AVALIAÇÃO FORMATIVA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: POLÍTICAS PÚBLICAS E PRÁTICAS DOCENTES NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

PID: S1982-03052018000300130 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Prado Merli
RESUMO Ao investigar como a avaliação na Educação Infantil vem sendo tratada nas políticas nacionais e na Rede Municipal de Educação Infantil da cidade de São Paulo, este artigo busca estabelecer relações consonantes entre os princípios da avaliação presentes nos documentos oficiais com os princípios da avaliação formativa, construída coletivamente entre docentes, bebês e crianças pequenas da Educação Infantil que, por sua vez, ainda tem apresentado práticas avaliativas seletivas e classificatórias modeladas pelo Ensino Fundamental - que também merecem ser revistas, por uma Pedagogia da Infância e da primeira infância, de protagonismo infantil e de avaliação das políticas, concepções e práticas docentes.

AVALIAÇÃO NACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO (ANA): UM ESTUDO PRELIMINAR

PID: S1982-03052018000300031 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Lipsuch Lima
RESUMO O artigo teve por objetivo investigar as políticas de avaliação em nível federal, priorizando a análise da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), buscando localizar a avaliação nacional no contexto das políticas neoliberais, assim como caracterizar a ANA no que se refere às suas formas e objetivos. Inicialmente apresenta o referencial teórico com a discussão sobre as políticas avaliativas no Brasil no contexto neoliberal; e em seguida, os dados quantitativos da ANA em dois municípios da Região Sudeste do Paraná. Esta avaliação interfere no direcionamento curricular e é um instrumento de regulação e controle por parte do Estado.

AVALIAÇÃO NACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO: PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DO RISCO DO ANALFABETISMO INFANTIL

PID: S1982-03052018000300010 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Sperrhake Bello
RESUMO Este texto objetiva analisar a produção do risco do analfabetismo infantil e as estratégias de gerenciamento desse risco postas em funcionamento pela Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA). Metodologicamente, e através de uma analítica-interpretativa de viés foucaultiano, analisaram-se documentos da ANA tais como portarias, notas explicativas, relatórios. As análises evidenciam três estratégias que convocam os indivíduos a combaterem o risco do analfabetismo infantil, quais sejam: 1) a visibilização e vigilância do risco; 2) a aprendizagem como direito e 3) a comparação dos resultados. Conclui-se que a combinação dessas diferentes estratégias, possibilitada pela produção quantitativa do processo avaliativo em larga escala, produz discursivamente o risco do analfabetismo infantil.

AVALIAÇÃO, MERITOCRACIA E PERFORMATIVIDADE: UMA ANÁLISE DA POLÍTICA EDUCACIONAL PERNAMBUCANA

PID: S1982-03052018000300063 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Moura Fernandes
RESUMO Neste artigo, investiga-se a política educacional do Modelo de Gestão Todos por Pernambuco, considerando-se sua perspectiva neoliberal e gerencial e focando-se, especificamente, a sua política de avaliação de desempenho educacional. O estudo desenvolve-se por meio de pesquisa bibliográfica e documental e apoia-se no referencial teórico-metodológico da Abordagem do Ciclo de Políticas (BOWE; BALL; GOLD, 1992). Constata-se no estudo que a sua política de avaliação de desempenho educacional articula inúmeras tecnologias para promover processos de responsabilização, meritocracia e performatividade, como meios de garantir uma educação de “qualidade”.
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