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AVALIAÇÕES EXTERNAS NAS ESCOLAS ORGANIZADAS EM CICLOS: UMA ESQUIZOFRENIA NO ESPAÇO EDUCACIONAL

PID: S1982-03052018000300114 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Fetzner Silva
RESUMO Este artigo discute a relação entre a enturmação escolar em ciclos e as avaliações externas, políticas presentes nas salas de aula e em permanente conflito político, teórico e pedagógico. Busca-se compreender como os ciclos, enquanto projeto de democratização escolar, e as avaliações externas, orientadas pela mensuração e pelo controle, coexistem em uma escola da rede pública municipal de Nova Iguaçu, no estado do Rio de Janeiro. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que realiza estudos bibliográficos, documentais e entrevistas com três educadores do município. Como resultado, observaram-se as interferências das avaliações externas sobre as práticas docentes e a persistência de algumas práticas avaliativas que se sustentam, apesar destas interferências.

AVALIAÇÕES NACIONAIS, CURRÍCULO DA ESCOLA BÁSICA E A PRODUÇÃO DO ALUNO DISTORÇÃO IDADE X SÉRIE

PID: S1982-03052018000300160 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Mesquita Cardoso
RESUMO Este artigo tem a finalidade de discutir a relação entre as avaliações nacionais no Brasil com o currículo da escola básica e a produção do aluno com distorção idade x serie que, no cotidiano escolar, recebe a cunha de fracassado. Buscar-se-á, primeiramente uma abordagem genealógica da escola para evidenciá-la como uma invenção inscrita num imperativo histórico que garantiu sua emergência. Num segundo momento discute-se a avaliação como indutora do currículo e na fabricação do aluno problema a partir da pesquisa realizada em um projeto de aceleração numa escola de periferia em Belém do Pará. Os resultados apontam a necessidade de pensar alternativas às politicas homogeneizantes que negam a singularidade da pessoa humana e as possiblidades de uma educação que valorize as diferenças.

CADERNETA ESCOLAR: “ARTES DE FAZER” NO MOVIMENTO DE APROPRIAÇÃO PELAS NORMALISTAS DA ESCOLA NORMAL MADRE TERESA MICHEL - CRICIÚMA, SC (DÉCADA DE 1960)

PID: S1982-03052018000400354 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Rosso Teive
RESUMO O texto discute a apropriação da materialidade “caderneta escolar” pelas normalistas na Escola Normal Madre Teresa Michel (Criciúma, SC) em 1960. A caderneta circulou no interior do educandário como estratégia da direção para manutenção da disciplina e efetivação de determinada pedagogia. Buscou-se entender como esse dispositivo foi recebido e significado pelas educandas durante suas práticas escolares. Avaliaram-se duas cadernetas utilizadas em 1964 e 1965, as “memórias” de normalistas que lá estudaram na época e outros documentos que puderam contar a história desse artefato como uma prescrição a ser seguida. Tal análise possibilitou identificar que, apesar das ‘artes de fazer’ engendradas num movimento astucioso de engano e resistência das alunas diante das forças articuladas por esse objeto multifacetado, enquanto estratégia de controle do tempo, espaço e comportamento, a caderneta escolar concretizou sua finalidade.

COMPLEXA RELAÇÃO ENTRE FORMAÇÃO CONTINUADA E AVALIAÇÃO EXTERNA NA REDE PÚBLICA DE ENSINO

PID: S1982-03052018000300079 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Carvalho Varani
RESUMO Apresentamos uma reflexão sobre sentidos produzidos da relação entre formação continuada da rede pública do Estado de São Paulo e avaliação externa a partir de discursos de professores. A metodologia utilizada foi referenciada nos estudos do cotidiano e na abordagem de recuperação dos sentidos em Vygotsky. A reflexão dos dados inferi que a relação em questão tem prejudicado essas ações ao longo dos anos, por enfatizar as disciplinas cobradas no SARESP num processo de performatividade, pautando-se em Ball. Os discursos dos professores mostram a complexidade dos posicionamentos no cotidiano escolar, e levam a refletir sobre as contradições existentes, entre o desejo de ter autonomia do trabalho e a aceitação da necessidade de avaliações regulatórias e responsabilizadoras.

COMPREENDENDO A CULTURA SURDA POR MEIO DA IMAGEM: A arte surda em questão

PID: S1982-03052018000200020 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Raugust
RESUMO O artigo pretende problematizar diferentes formas de constituir a cultura surda para além dos locais institucionalizados, por meio de um dos artefatos que a compõem: a arte surda. Esta, compreendida como dispositivo pedagógico produtor de novas formas de conceber a cultura surda. Para tanto, a pesquisa contou com entrevista presencial de três artistas surdos de diferentes regiões brasileiras, a fim de investigar as formas de produzir a cultura surda por meio de sua arte. O referencial teórico da pesquisa é composto pelo conceito de dispositivo, (FOUCAULT, 1979), de cultura (HALL, 1997); e de cultura surda (GOMES, 2011). Conclui-se que a cultura surda foi e é significada pelos artistas surdos de diferentes formas, pois casa um a compreende e a expressa de formas particulares.

COMUNICADORES COMUNITÁRIOS COMO NARRADORES DE TERRITÓRIOS HABITADOS NA PERIFERIA DE RIO DE JANEIRO

PID: S1982-03052018000200179 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Luna
RESUMO O texto seguinte reflete experiências de alteridade na pesquisa em ciências humanas, as possibilidades e matizes do dialogo intercultural geradas por um veículo de comunicação comunitária, e a importância do sujeito social na construção do discurso (em imagens e textos) desde espaços comunicativos e de memória não hegemónicos.

CONSTRUIR CONVIVENCIA EN UN PAIS EN MEDIO DEL CONFLICTO: UNA EXPERIENCIA PEDAGÓGICA ALTERNATIVA

PID: S1982-03052018000300262 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Pérez Colombia Perdomo Colombia
RESUMO Este artigo expõe a origem, fundamentação teórica, assim como as estratégias dos processos de participação e convivência do projeto educativo escolar. Resume os avances da Escola Popular Claretiana, o balanço, os fatores que tornaram possível a implementação da proposta, as dificuldades, o impacto e as conclusões. A experiência se desenvolve em Neiva - Colômbia, através de um enfoque da Educação Popular, como resposta ao conflito político-militar, integra aspectos socioculturais, pedagógicos e didáticos; através da ação cooperativa, estratégias de participação, autogestão comunitária e a criação de ambientes pedagógicos. A escola tem como propósito construir convivência, potenciar as lideranças, reafirmar a identidade cultural e o compromisso das pessoas na construção de cidadania.

CONTRIBUIÇÕES DO CANTO CORAL NA ESCOLA PARA A FORMAÇÃO INTEGRAL: O QUE DIZEM OS ESTUDANTES

PID: S1982-03052018000300348 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Pavanello Júnior Heinzle
RESUMO No contexto escolar a formação integral abrange diferentes dimensões do sujeito, forma-se para além de práticas escolarizadas; inclui-se convívio e interação social com outros sujeitos e discursos. Práticas musicais podem fazer parte dessa formação, pois a música está presente em diversas esferas sociais. Este artigo, então, objetiva analisar as possíveis contribuições do canto coral para a formação integral de estudantes. Para tanto, analisam-se memoriais descritivos de alunos de escola pública participantes de encontros semanais do canto coral. Compreende-se que as práticas empreendidas refletem na transformação de aspectos escolares, como atenção e aprendizagens em diferentes disciplinas; e em práticas (além de) escolares, como relação com a família e projeção que o estudante tem de si.

CORPORALIDADES, TEMPORALIDADES E INFÂNCIAS: A PERGUNTA PELA HOSPITALIDADE DESDE A ESCOLA

PID: S1982-03052018000100158 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Argumedo
Resumo. As escolas hospitalares são espaços educativos que permitem a continuidade escolar das crianças doentes e hospitalizadas. Nesses âmbitos os discursos médico e pedagógico hegemônicos entrelaçam-se sob um eixo comum normalizador próprio dos dispositivos de controle dos corpos e subjetividades, restringindo as possibilidades próprias da existência infantil. Propõe-se aqui problematizar esses discursos e pensar possíveis interstícios onde o educativo possa desafiar os poderes e saberes dominantes. Procura-se pensar novos modos de encontro e relações educativas partindo da hospitalidade como reconhecimento e acolhida para outras possíveis corporalidades e temporalidades infantis, como gesto de resistência, transformação e afecção mútua para habitar na escola.

CRIANÇAS TUPINAMBÁ: RIOS, COLINAS, BANCOS DE AREIA E MATAS COMO LUGARES DO BRINCAR COTIDIANO

PID: S1982-03052018000100028 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Tiriba Profice
RESUMO O texto apresenta resultados de pesquisa-intervenção sobre processos de escolarização indígena entre povos Tupinambá de Olivença, em especial no que diz respeito às interações afetivas e apego à natureza. Orientam a investigação concepções de Espinosa e Guatarri, bem como conceitos do campo de estudos pessoa-ambiente, tais como apego ao lugar e biofilia. Análises parciais revelam que as brincadeiras com a natureza ocupam posição de destaque na vida infantil; que as práticas escolares fortalecem sentimentos de pertencimento ao mundo natural e a inventividade das crianças, criadoras de seus próprios artefatos; e que os núcleos Tupinambá de Educação Infantil poderão inspirar pedagogias comprometidas com a escuta das crianças e a proteção de todas as formas de vida, não apenas a humana.

CURRÍCULOS E INFÂNCIAS NÔMADES

PID: S1982-03052018000400121 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Moreira Prates Ton
RESUMO Trata de inquietações sobre currículos e infâncias, objetivando compreender a relação produzida entre professores e crianças e a condição de nomadismo nos contextos de aprendizagens de um Centro de Educação Infantil no município de Vitória - ES. As contribuições teórico-metodológicas são de Rolnik, Pelbart, Larrosa, Carvalho, dentre outros, pela cartografia das paisagens escolares e as redes de conversações que podem desterritorializar modos de tecer conhecimentos na escola. Conclui que os nomadismos curriculares inventados por crianças e professores ajudam a pensar a educação como experiência-sentido, pela diferença como força que entrecruza o sedentarismo e transforma aprendizagens, infâncias e docências.

DANÇANDO CULTURA: Saberes coreografados sobre a festa de Iemanjá no município do Rio Grande (RS)

PID: S1982-03052018000200129 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Soares
RESUMO: O objetivo do texto é o de fomentar debates sobre acontecimentos que forjam parte das culturas e identidades do município do Rio Grande/ RS. Das temáticas possíveis, o destaque desta escrita é sobre as danças, observadas durante o evento religioso Festa de Iemanjá, realizado nesta cidade. Enquanto processos metodológicos estão visitas a centros religiosos de matriz africana e realização de uma vigília durante a Festa de Iemanjá de 2018, contando com a realização de entrevistas com responsáveis pelos terreiros e registros, em diários de campo e os dados foram observados por meio de uma Análise Cultural. Foi possível perceber diferentes transposições, implantações e adequações nos terreiros, estabelecendo assim, um complexo cultural, nos quais, as danças são um meio de interseção.

DAS TERRAS DE PRETO À SALA DE AULA: MODALIDADE EDUCACIONAL QUILOMBOLA, UM ENSINO PARA TODOS

PID: S1982-03052018000200006 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Araújo Gonzaga Anjos
RESUMO Este artigo discute sobre a nova modalidade educacional brasileira a partir das perspectivas da educação quilombola. Subjaz por estruturação o pensamento do Prof. Boaventura de Sousa Santos ao sustentar o interacionismo epistemológico dos seres invisíveis, ausentes em muitas ações afirmativas. Ressalta-se que nessa tipologia de discurso, as lutas e avanços de todos os atores interacionistas foram expressões concretas e centrais que fizeram surgir “das terras de preto” uma sociedade que luta por melhores condições sociopolíticas há aproximadamente 500 anos. Por meio da educação, e de per si, também a familiar, transformam pessoas simples em ‘cidadãs’ e atores centrais deste enredo de luta, sofrimento e conquistas. Para tanto, esse processo histórico-social-cultural vem na contramão da colonialidade, em que foram extirpadas oportunidades de serem inseridos como seres humanos reconhecidos como povos nacionalmente brasileiros. Neste cenário, no qual as autoatribuições de trajetórias de vidas foram alimentadas pela resistência que, guardadas na memória, no linguajar, na produção do trabalho entre outros, produziu o nascer de uma aprendizagem significativa a “Afropedagogia dos Negros”. No primeiro momento são praticadas nos domínios familiares, nos terreiros de matrizes africanas, nos quilombos, no jogar das capoeiras, entre outros. Esses enfoques fazem partes da temática dialogada pelo WhatsApp com os componentes do GEFOPI - Grupo de Estudos em Formação de Professores e Interdisciplinaridade, vinculado a UEG, Câmpus de São Luís de Montes Belos. Por conseguinte, faz-se necessário abrir as mentes para fundamentar-se, alimentar-se e informar-se nesta nova visão de mundo multicultural de educação que é um marco civilizatório da negritude, razão maior do seu pertencimento quilombola.

DE QUEM É O CURRÍCULO? PROBLEMATIZAÇÕES POR UMA EDUCAÇÃO NÃO SOBERANA

PID: S1982-03052018000400014 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Gomes Gomes
RESUMO O presente artigo problematiza movimentos de dogmatização do currículo e das linhas ‘parresiastas’ dos estudantes brasileiros, que impulsionam a questionar de quem é o currículo. Debate sobre os conceitos de ‘Polícia soberana’ e ‘sociedade do espetáculo’ (AGAMBEN, 2015), e ‘sujeição social e servidão maquínica’ (LAZZARATO, 2014). Assume como metodologia o acompanhamento cartográfico dos processos políticos produzidos em escolas públicas de Ensino Médio do Estado do Espírito Santo durante a Primavera Secundarista. Como procedimentos utiliza as imagens locais e nacionais divulgadas pela imprensa e as enunciações dos estudantes resistentes à reforma do Ensino Médio no Espírito Santo. Conclui que os estudantes apontam que a escola e o currículo buscam em suas lutas e desejos a formação da existência “militante”, indagando as estruturas políticas no interior das quais será capaz de afirmar a sua singularidade e a diferença.

DEAMBULANDO ENTRE SÍMBOLOS E CORPOS: UMA PRÁTICA EDUCATIVA EM DANÇA INSPIRADA PELO MAÇAMBIQUE

PID: S1982-03052018000300382 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Bauermann Umann
RESUMO O presente artigo foi construído a partir das reflexões acerca de uma prática educativa que envolve a aprendizagem com inspiração na festa do Maçambique da cidade de Osório/RS. Por meio deste estudo, objetiva-se discutir sobre a estruturação de um espaço de aprendizagem de dança que possibilite a construção de movimentos, no corpo, impregnados das histórias e dos símbolos que compõem a manifestação cultural em questão. Assim, discutiu-se sobre essa prática como geradora de expressão e movimentos pela possibilidade de cada sujeito organizar-se frente às referências do Maçambique acessadas durante a atividade. Por fim, discute-se algumas questões epistemológicas que permeiam estas perspectivas de corpo e de aprendizagem.

DISPUTAS PELA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR: PENSANDO EM DIFERENÇA E EM EDUCAÇÃO

PID: S1982-03052018000300333 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Freitas Ribeiro
RESUMO Nesta produção apresentamos análises a respeito do projeto de implantação, em nosso país, da Base Nacional Curricular Comum Curricular, no sentido de uma lista de conteúdos específicos para a prática docente. Destacamos os argumentos utilizados por aqueles que a apresentam como indispensável à obtenção da unidade educacional, em especial os participantes do Movimento Escola Sem Partido, e elencamos problemas decorrentes desse objetivo, tais como a verificação de poucos espaços nesta proposta para questões prementes como cultura e diferença. Destacamos também alguns sentidos que vem sendo atribuídos ao projeto e ao currículo, enveredando para a verificação dos riscos que podem envolver uma centralização curricular.

DISSERTAÇÕES E TESES COMO OBJETOS E FONTES DA ESCRITA COMPARADA SOBRE CURRÍCULO EM EDUCAÇÃO ESPECIAL (2004 a 2012)

PID: S1982-03052018000400088 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Silva Duarte
RESUMO Este texto toma 8 dissertações e 2 teses, produzidas nos Programas de Pós-graduação em Educação no período de 2004 a 2012, como objetos e fontes para construir uma escrita comparada sobre as discussões/proposições de currículo para a modalidade Educação Especial. Consideramos que as produções identificadas e utilizadas (dissertações e teses) alimentam a escrita comparada, de um lado, por representar relações de forças internas e externas na busca da reflexão, problematização e questionamento sobre o currículo em educação especial; de outro, porque essa busca toma forma na tarefa de forjar lealdades educativas com a inclusão e a escola inclusiva.

ENTRE A CASA, A RUA E A ESCOLA: O QUE O MENINO VIU? ITINERÁRIOS DE UMA CRIANÇA EM SÃO PAULO

PID: S1982-03052018000100008 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Gobbi
O que um conjunto de fotografias criadas por um menino de cinco anos pode informar sobre a cidade de São Paulo? Essa pergunta orienta a escrita desse artigo que tem como objetivo refletir sobre questões urbanas a partir de conversas e uma sequência fotográfica elaborada por Zé Carlos. Frequentador de uma Escola Municipal de Educação Infantil participou em 2014 de uma pesquisa em que buscávamos imagens de São Paulo segundo o ponto de vista de crianças a partir de escolas públicas de educação infantil, e com isso, conhecer a paulistana cidade em seus conflitos, diferenças e pulsações. Nesse artigo optou-se por um recorte delimitado: um conjunto de fotografias elaboradas por uma única criança num amplo universo de participantes e esse conjugado a falas proferidas junto à pesquisadora. Busca-se provocar debates sobre percepção e formulação do urbano pelas lentes de uma criança, o que pode nos servir para refletir sobre questões e percepções mais abrangentes sobre o viver e morar em São Paulo.

ENTRE A EFEMERIDADE DAS STORIES E A MEMÓRIA DA ESCOLA

PID: S1982-03052018000200082 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Souza Couto Bonilla
Resumo: O artigo analisa o descompasso entre as efemeridades da contemporaneidade, simbolizadas pelas Stories, publicações disponíveis durante 24 horas em redes e mídias sociais digitais e a memória da escola. O principal argumento é que a divergência entre estes dois contextos provoca tensões e tornam o cotidiano escolar pouco atrativo para jovens que, hoje, têm suas vidas organizadas por tecnologias móveis e seus aplicativos. O método utilizado foi o da pesquisa qualitativa de caráter bibliográfico. O estudo foi fundamentado por investigações sobre cultura escolar, modernidade líquida e cibercultura aplicada à educação. O artigo conclui que tanto a liquidez quanto a memória possuem características fundamentais para as práticas educativas, por isso podem ser combinadas no cotidiano escolar.

ENTRE FRUTAS E LEGUMES: RECEPÇÃO ESTÉTICA DO LIVRO ÁLBUM NA PRAÇA DO MERCADO

PID: S1982-03052018000300321 | Periódico: Revista Teias (1982-0305) | Ano: 2018
Autores: Cárdenas
RESUMO O presente artigo expõe algumas das experiências leitoras manifestadas através do livro álbum por um grupo focal de crianças da praça do mercado no sul da Tunja (Colômbia), produto de um trabalho de campo que explorou práticas leitoras de famílias e crianças em relação às suas histórias de vida e a escola. É essencial priorizar o papel do leitor no processo de recepção estética da obra proposta por Iser, para mudar o quefazer pedagógico e metodológico desenvolvido nos espaços informais de educação na formação do leitor crítico. Ressalta-se que o trabalho com as comunidades deve ser um processo participativo para que sejam parte da construção de propostas de promoção e animação de leitura que correspondam às suas experiências leitoras e suas particularidades socioculturais.
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