Formação continuada, regulação e prática pedagógica no Plano de Ações Articuladas
PID: S1982-71992018000300671 |
Periódico: Revista Eletrônica de Educação (1982-7199) |
Ano: 2018
Autores: Camargo Queiroz Carneiro
Resumo O artigo proposto visa analisar a relação entre as ações de formação continuada e sua vinculação com as práticas pedagógicas dos docentes da Educação Básica sob o Plano de Ações Articuladas. Parte-se do entendimento de que a atual política educacional contribui para a regulação do trabalho docente sob a alegação de melhoria do desempenho escolar dos estudantes em Português e Matemática, que tem seu desempenho aferido por avaliação externa, padronizada, e, em larga escala como é o caso da Prova Brasil, orientação que limita a autonomia do trabalhado docente, porque direciona o conteúdo e a forma como os professores organizam suas práticas pedagógicas, tendo, como referência o cumprimento de metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Para tal, tem como base a pesquisa “Avaliação do Plano de Ações Articuladas (PAR): um estudo em municípios do Rio Grande do Norte, Pará e Minas Gerais, no período de 2007 a 2012”; os dados analisados se referem às entrevistas realizadas nos municípios do Rio Grande do Norte e Pará, a saber Natal, Mossoró, Acari, Riachuelo e São José do Campestre, no Rio Grande do Norte, e Belém, Altamira, Barcarena, Cametá e Castanhal, no Pará. As dimensões do PAR privilegiadas foram a Formação de professores e Prática pedagógica e Avaliação. Os resultados apontam para uma aproximação entre as ações de formação continuada e a prática docente, pela regulação exercida pelas políticas de avaliação externa, legitimadora de uma visão normativa e prescritiva da ação docente, em detrimento da formação crítica e reflexiva.