O presente artigo tem como objetivo apresentar uma discussão acerca dos aspectos metodológicos do ensino e da aprendizagem da leitura e da escrita na Educação de Jovens e Adultos, na tentativa de buscar estabelecer um diálogo com a Educação Infantil ao apontar elementos convergentes entre essas duas instâncias. Para tanto, propõe a reflexão sobre a construção da natureza humana e a apropriação da leitura e da escrita como processos humanizadores dentro da perspectiva da Teoria Histórico-Cultural, preconizada por Vygotsky e seus colaboradores. Nesse contexto, é apresentada uma situação pedagógic observada numa escola pública municipal de Educação Infantil do interior do Estado de São Paulo, seguida de análise sob a ótica de Bakhtin com o intuito de fazer algumas aproximações no processo de ensino e de aprendizagem da língua materna entre adultos e crianças.
O Programa de intervenção educativa Golden5, foi criado em 2004 por uma equipe internacional visando melhorar o clima escolar no ensino secundário que passava por dificuldades semelhantes em vários países. Atualmente, seu uso tem se estendido para escolas infantis, primárias e atividades extraescolares para alunos com dificuldades escolares. Seu objetivo é melhorar o ambiente escolar a partir da intervenção docente. Para tanto, oferece aos professores um conjunto de ferramentas e habilidades que auxiliam a compreender o funcionamento do grupo e geri-lo de forma mais adequada. Vários estudos realizados acerca da aplicação do Golden5 em vários países, incluindo avaliações internas e externas ao Programa, mostraram resultados muito positivos. Apesar disso, é preciso considerar que sua aplicação depende da motivação e eficiência dos professores e isso certamente interfere nos resultados.
Este artículo discute la importancia de la narrativa oral y escrita para el mantenimiento de la tradición y la historia de cada uno de nosotros, en una sociedad que parece valorar más la información que las historias vividas y contadas. Subraya la necesidad, en el colegio, de que los profesores lean cuentos a los niños de educación infantil para desarollar en ellos el amor al mundo de la literatura. El texto también contiene las situaciones encontradas en las escuelas que demuestran el valor de la lectura y la magia que la literatura juega en las vidas de los niños.
Este texto propõe o debate sobre pontos de contato entre a nova terminologia utilizada nos processos de ensino-aprendizagem em teatro, a Pedagogia do Teatro e os Estudos da Performance. Partindo de uma análise dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN Arte I e II) e das perspectivas histórico-críticas trazidas por alguns dos principais pesquisadores brasileiros que tem se dedicado ao tema, busca-se, ao longo do texto, refletir sobre as contribuições que os Estudos da Performance podem trazer para o desenvolvimento do campo da Pedagogia do Teatro.
Apresentam-se resultados de pesquisa, que tiveram como um dos objetivos compreender os limites e possibilidades das ações de formação continuada desenvolvidas, por uma Secretaria de Educação em um município do interior de São Paulo, para implantação da política do Ensino Fundamental de nove anos. Mediante a perspectiva do estudo de caso, foram utilizados questionários e entrevistas com professores, coordenadores e gestor da Secretaria de Educação. Constatou-se uma perspectiva “clássica” de formação, de nível informativo e prescritivo, em que o objetivo principal parece ser a atualização dos professores. Esta visão condiciona a prática de cursos isolados e pontuais que não favorece a formação de professores que estão em exercício profissional nem a implantação de uma política oficial, como o Ensino Fundamental de nove anos.
Este trabalho analisa os conceitos de autoridade e autoritarismo através de narrativas autobiográficas de professoras de escolas de educação básica do município de Santa Maria RS, e das representações sociais. Fez-se uso de uma pesquisa de cunho bibliográfico, utilizando-se da teoria das Representações Sociais e também da História Oral. O artigo divide-se em cinco partes. A primeira delas, aborda a História Oral como possibilidade de contar uma história do mundo contemporâneo. Na segunda, discute-se a Teoria das Representações Sociais como uma decodificação da vida cotidiana. Maffesoli (1998), na terceira parte, questiona-se o que seria melhor representar ou apresentar na construção da realidade. A quarta parte, reflete sobre as falas docentes e a bibliografia estudada. A última parte traz as falas dos professores sobre os conceitos de autoridade e autoritarismo docente.
Autores: Passeggi Rocha Furlanetto De Conti Chaves Gomes Gabriel
Este trabalho focaliza narrativas de crianças de 04 a 10 anos de idade, e investiga como elas dão sentido às experiências vividas na escola. A reflexão resulta de um projeto de pesquisa interinstitucional, realizado em escolas de Natal, São Paulo, Recife, Niterói e Boa Vista. Para a recolha das fontes, optou-se por rodas de conversas com grupos de cinco crianças que dialogavam com um pequeno alienígena, em cujo planeta não tinha escolas. Das análises, emergem consensos e tensões entre modos de ser criança e modos de ser aluno, que afetam suas relações com o brincar e o aprender; o fazer ou não fazer amigos; ser ou não ser criança. Ao narrar, elas ressignificam suas experiências e contribuem para a compreensão das escolas da infância como lugar no qual a criança se constitui (ou não) como sujeito de direito.
Este texto analisa a presença do uso de filme na escolarização de jovens e adultos. Apresenta resultados de uma pesquisa que buscou conhecer os modos de apropriação de filmes pelas educadoras da EJA na escola. Para compreensão dessa questão, analisou-se o conteúdo da fala das docentes e observaram-se algumas práticas de ensino, nas quais o filme fora utilizado. Da análise dos dados coletados, concluiu-se que as educadoras têm se apropriado e empregado o filme como ilustração dos conteúdos curriculares e dos assuntos estudados, o que caracteriza o uso do filme como recurso adicional e secundário das atividades de ensino.
Este trabalho objetiva compreender como os licenciandos, participantes do PIBID, analisam o programa e o impacto do mesmo em seu processo formativo e nos cursos de licenciaturas. Para tanto, fez-se uso de um questionário quali-quantitavo, que foi respondido pelos 88 licenciandos do programa. Os dados apresentam a contribuição do PIBID na construção de conhecimentos pedagógicos que os permitem identificar-se como professores de um coletivo que é a escola; a concepção de que a escola é um campo de atividade externo ao seu processo formativo, como limitação do programa; e a fragilidade na relação teoria - prática, desenvolvida nos currículos dos cursos de licenciaturas. Conclui-se que o PIBID se instaura para proporcionar aos licenciandos a antecipação de sua relação com as situações de trabalho, consideradas tão formativas quanto aquelas ações desenvolvidas no interior dos cursos de licenciaturas.
Neste texto, propõe-se uma reflexão sobre o desafio da escola em trabalhar a questão do conhecimento sob a forma de disciplina e a necessidade da religação dos saberes. Dentre as múltiplas tarefas que, historicamente, sempre foram atribuições da educação escolar, destaca-se o compromisso com a transmissão e a produção de conhecimentos. Quando se refere à escola como uma agência privilegiada que lida com a questão do conhecimento, depara-se com inúmeras implicações decorrentes dessa afirmação. Procura-se interpretar essas implicações à luz das contribuições dos princípios da teoria da complexidade, por se entender que essa matriz paradigmática se constitui num dos referenciais privilegiados para compreender o processo de produção de um conhecimento pertinente, ou seja, de um conhecimento que, ao mesmo tempo em que distingue, busca promover a religação dos saberes.
A psicologia escolar dedica-se a integrar ações que facilitem a aprendizagem e o desenvolvimento da comunidade escolar. O psicólogo tem a função de rever constantemente as concepções e práticas profissionais de modo que elas possam dar conta da complexidade dessa realidade, ampliando a concepção da queixa escolar para que se identifiquem os demais fatores associados a estas queixas. Este trabalho apresenta um relato de intervenções realizadas durante um estágio em psicologia escolar, em uma escola pública do interior do RS. Percebeu-se a necessidade inicial de conscientização em relação ao papel do psicólogo, e maior aceitação de um trabalho não exclusivamente clínico. Discutem-se as práticas do psicólogo e do estagiário de Psicologia nesse contexto, no que diz respeito à educação e à saúde em sentido amplo.
Este trabajo analiza algunas cuestiones teóricas vinculadas a la instrumentalización de los derechos lingüísticos en contextos educativos. En particular, discute las relaciones entre las pedagogías culturalmente sensibles a la diversidad y la instrumentación escolar de derechos lingüísticos de niños y comunidades. Se estudian las tendencias de instrumentación política ligadas a los conceptos de tolerancia, promoción y herencia
Os cursos de pós-graduação lato sensu, dentre eles o de psicopedagogia, têm apresentado uma crescente demanda nos últimos anos. Pouco se sabe sobre quem são os profissionais que procuram esses cursos. Realizamos um estudo com 251 alunos ingressantes no curso de psicopedagogia, durante os anos de 2005 a 2012, pretendendo conhecer o perfil destes alunos e também os seus objetivos. Utilizamos um questionário de sondagem sobre a formação inicial do aluno, a sua atuação, experiência e futuras intenções. Os resultados indicaram que a maioria dos alunos são pedagogos que atuam como professores e objetivam alcançar melhorias na prática profissional. Concluimos que estes profissionais estão em busca de metodologias alternativas de trabalho que possam se reverter em melhorias educacionais.
Este texto procura discutir a docência como performance parateatral. Para tanto, parte-se da contribuição dos Estudos da Performance e das discussões contemporâneas da Educação, introduzindo conceitos como cotidiano, performatividade, prática docente. Problematiza-se a natureza e a função do ato docente em sua teatralidade. As figuras do clown, do bufão e do dândi são convocadas para servirem de apoio por intermédio do qual a performance e a teatralidade do ato docente encontram termo.
Propomos pensar a arte da performance e a educação como analisadores de práticas cotidianas. Utilizamos um processo performático intitulado Cariogamia e o risco do aborto, em duas intervenções urbanas: Campinas (SP) e São Paulo (SP) em 2012 e 2013. Tais performances atuaram em uma função-educador com potências mobilizadoras do cotidiano enquanto modos de vida pré-estabelecidos. A educação e a performance possuem aproximações ao se configurarem como práticas de experimentações vinculadas ao tempo presente e ao inesperado que produzem variações em signos pré-definidos pela cultura. Os processos de subjetivações trazem a urgência de abrirem-se, nesse plano de risco, ao novo e à invenção.
No quadro das políticas de governo destinadas a formação de professores, este artigo tem como objetivo compreender as relações entre ao Estágio Curricular e o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), ambos realizados na Escola. A reflexão é fruto do processo de observação e etnografia no campo, e entrevistas com os trabalhadores da educação que atuam nas unidades escolares onde se desenvolvem estágio e PIBID. As conclusões de pesquisa apontam para uma tênue relação, por vezes conflituosa, entre o componente curricular e o programa de governo, uma vez que ambos possuem similitudes, apresentam propósitos diferenciados, separados por objetivos, legislação e financiamentos distintos. Percebe-se uma sobreposição destas duas atividades que se realizam no interior da Escola.
A formação continuada de professores constitui-se em um processo complexo e de dimensões que ultrapassam a elaboração e execução de normativas legais. Este estudo apresenta nossa compreensão sobre a atividade docente de estudo, pautada nos estudos de Isaia (2006), na formação e atuação de professores da Educação Básica e sua contribuição para os processos de aprendizagem da docência (ISAIA, 2004 e 2006; BOLZAN, 2004, 2006, 2008, 2009, 2010). Nosso objetivo é identificar e compreender onde e como a atividade docente de estudo, acontece na formação e atuação de professores da Educação Básica, e de que forma ela contribui para a aprendizagem da docência. A partir das narrativas, identificamos que os elementos da atividade docente de estudo não se articulam, em sua completude, nos diferentes momentos da prática pedagógica.
Este artigo apresenta resultados de um estudo exploratório sobre a base de dados do Programa de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), com vistas a verificar a aderência - e a natureza desta aderência - a este programa em cursos de licenciaturas das Instituições de Ensino Superior (IES) no Distrito Federal (DF).Objetivamente, pretende-se discutir a aderência das IES do DF ao Pibid a partir do cruzamento de informações da base de dados do programa e da educação superior. Metodologicamente, o estudo caracteriza-se como um estudo de caso. Discute-se, a partir dos resultados apresentados, que as instituições participantes do programa no DF possuem perfis heterogêneos tanto no que diz respeito aos cursos quanto ao aproveitamento da cota de bolsas e aderência ao programa.
Este artigo discute a ética na educação escolar hoje. Parte das visões de pensadores como Kant e Stuart Mill sobre o agir ético e as problematiza, com base no modelo argumentativo proposto por Chaïm Perelman, o qual critica as concepções que defendem o caráter unitário da verdade (monismos). Tal crítica o aproxima dos discursos questionadores do modelo tradicional de educação, que desconsidera o aluno como sujeito do diálogo. A ética é, então, pensada a partir de uma postura pedagógica que, ao invés de prescrever o que é “certo” ou “justo”, privilegia a problematização do pensar e do agir. Esta se dá por meio do confronto entre argumentos, que debatem valores e formas de conduta, contribuindo, assim, para evitar a ocorrência de posturas dogmáticas e discriminatórias no ambiente escolar.
Defende-se, neste artigo, que o ser humano volte a ser capaz de desenvolver um sentimento de pertencimento à Natureza e que a educação ambiental não seja apenas um conjunto de atividades informativas relativas à “utilização racional dos recursos da Natureza”. O presente estudo objetivou, por meio de técnicas qualitativas (desenhos e dinâmicas de grupo), identificar representações e afetos relacionados à Natureza entre nove estudantes da 1ª e 2ª séries do Ensino Fundamental, no município de Curitiba/PR. Foi evidenciada uma visão naturalista da Natureza e a ligação biofílica e topofílica das crianças com o bosque da escola. Notam-se, porém, conflitos relativos à questão do pertencimento do homem e de seus produtos à Natureza. Tais tipos de atividades, na escola, mostram-se importantes para o desenvolvimento de relações saudáveis com o meio ambiente.