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Paradojas de autoridad y educación

PID: S1984-64442011000200002 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2011
Autores: Dogliotti
Este trabajo desarrolla una serie de reflexiones teóricas en torno concepto de autoridad poniéndolo en relación con los cambios que se han producido en las sociedades contemporáneas. Especialmente se abordan algunas tensiones paradójicas que atraviesan diversos discursos de autoridad a partir de algunas escenas comunes que se instalan en forma recurrente en los espacios educativos. Se plantea que lejos de estar viviendo en la actualidad una pérdida de autoridad, se presentan transformaciones en los modos de su ejercicio producto de los cambios en los modos de construcción de subjetividad. Desde una perspectiva teórica estructuralista abierta, con afectaciones del psicoanálisis lacaniano, se entiende que la autoridad es en sí misma un estado que excede a la obediencia, que va más allá de la capacidad del sujeto de acatar una serie de normas emanadas a partir de ciertas circunstancias histórico-sociales. Los modos contemporáneos de ejercicio de autoridad ya no se basan tanto en una regulación exterior propia de la era del disciplinamiento sino en una invocación a la autorregulación y autonomía en la cual se respira una atmósfera de mayor libertad pero que podríamos hablar de una seudolibertad o una ficción de menor constreñimiento.

Pedagogia universitária e formação docente: em foco o programa Ciclus

PID: S1984-64442011000200006 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2011
Autores: Vasconcellos Oliveira
A formação do professor é um processo contínuo que ocorre de maneira singular para cada docente, possuindo uma forma de acordo com as experiências que este vivencia. Cada docente é responsável por sua formação que, através de experiências, tanto profissionais como pessoais, mobilizam saberes e fazeres que configuram sua prática educativa. É nessa perspectiva que é apresentado este trabalho o qual se origina de uma pesquisa desenvolvida a partir de um convênio entre Brasil e Portugal, sobre a formação de professores atuantes no ensino superior, tendo como objetivo o conhecimento das significações dos professores universitários em relação ao seu processo formativo. Essa pesquisa de cunho qualitativo se baseia na abordagem teórico-metodológica Histórias de Vida, enfocando a trajetória profissional e os processos formativos dos docentes que fazem parte do Programa Ciclus da Universidade Federal de Santa Maria. A investigação/formação vem produzindo através da compreensão da experiência instituída de formação dos professores iniciantes na carreira universitária, resultados sobre os processos de ensino- aprendizagem na docência no ensino superior. Tudo isso se dá por meio dos participantes oriundos de diferentes áreas de conhecimento.

Pedagogia universitária: desafio da entrada na carreira docente

PID: S1984-64442011000300007 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2011
Autores: Isaia Maciel Bolzan
O texto decorre de pesquisa sobre movimentos construtivos da docência superior, com quarenta professores de duas Instituições de Ensino Superior (IES), pública e privada. Neste recorte, o objetivo é compreender quais marcadores definem a entrada na carreira docente, apreendidos em investigação narrativa, a partir de autorreconstruções biográficas e entrevistas, analisadas em uma perspectiva textual discursiva. Na compreensão deste movimento consideramos alguns fatores: a inserção na docência superior demarca a transição de profissionais em formação para professores autônomos - condição a ser construída no enfrentamento das condições sociais e institucionais; os sentimentos docentes são dinamizadores da atividade educativa e condicionam a atitude valorativa perante o mundo pessoal e profissional e a configuração de uma ambiência docente positiva; a resiliência perante as exigências da nova profissão, as condições oferecidas pelo ambiente universitário e ao modo de enfrentamento das dificuldades enfrentadas pelo professor ingressante. Esses fatores se intensificam, principalmente, quando não existe uma acolhida e um programa de inserção de novos docentes, capaz de fortalecê-los diante de situações inéditas que estão enfrentando, propiciando a superação de aspectos limitadores em si mesmo e no ambiente universitário.

Pluralismo, estructuración y construcción de la identidad en la educación media Uruguaya: interacciones desde las trincheras

PID: S1984-64442011000100002 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2011
Autores: Marrero
El problema de la interacción entre adultos y jóvenes dentro de las instituciones educativas, sobre todo en los niveles medios, ha sido un objeto de estudio usual por parte de psicólogos y sociólogos alrededor del mundo. Uno de los más relevantes e influyentes trabajos en este campo es Aprendiendo a trabajar, de Paul Willis, el que ha sido seguido por un número importante de estudios similares. El artículo toma la aproximación de Willis como punto de partida de una discusión que toma también en consideración dos de los principales conceptos de la Sociología actual, como es el de estructura y acción (Giddens) y, más recientemente, la idea de Margaret Archer sobre la “conversación interna”. Desde allí, el artículo analiza las formas en las cuales los estudiantes de educación media uruguayos se relacionan con los adultos en el contexto del debilitamiento de las reglas específicamente educativas dentro de las escuelas. Desde el punto de vista metodológico, el artículo se basa en varias series de entrevistas a docentes y estudiantes de educación media, y en la observación directa de la vida y de las relaciones sociales dentro de los liceos montevideanos durante el período 1991-2003.

Por uma pedagogia das grandes urgências planetárias

PID: S1984-64442011000200011 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2011
Autores: Andreola
Paulo Freire escreveu em sua “Terceira carta pedagógica”: “Se a educação sozinha, não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” (FREIRE, 2000, p. 67). Nessa perspectiva, a educação não pode restringir-se aos problemas de sala de aula. Na sua necessária dimensão ético-política precisa contribuir para a solução de problemas hoje tão graves, que dizem respeito à própria sobrevivência da humanidade e do planeta como um todo. Trata-se, pois, de pensarmos a educação em termos de urgência máxima, ou de “situações-limite” planetárias. O objetivo principal deste artigo¹ é o de buscar, tanto nas obras de diferentes autores, quanto em projetos inovadores, elementos para aquela que denomino pedagogia das grandes urgências. A pergunta que levanto, para mim e para os que me lerem, é esta: qual a contribuição que cabe darmos, como educadoras e educadores, para a construção de um mundo mais humano e solidário, numa época que muitos estudiosos consideram caracterizada por diferentes e cruéis formas de barbárie?

Psicogênese da noção de violência: um estudo evolutivo a partir da perspectiva piagetiana

PID: S1984-64442011000200009 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2011
Autores: Monteiro Saravali
O artigo apresenta parte de um estudo evolutivo a respeito das ideias de crianças e adolescentes sobre a violência urbana. Participaram deste estudo 40 sujeitos com idade entre 6 e 15 anos, sendo 10 sujeitos de 6 anos, 10 de 9 anos, 10 de 12 anos e 10 de 15 anos, matriculados em duas escolas públicas: uma do interior do estado de São Paulo e outra da grande São Paulo. Os sujeitos foram submetidos a três procedimentos metodológicos: uma entrevista clínica, uma proposta de desenho e a análise de um filme. No presente artigo, são apresentados os dados obtidos a partir da aplicação da entrevista clínica, mais especificamente aqueles referentes ao eixo temático: “definição de violência”. Os resultados indicam que a maioria dos sujeitos apresenta dificuldades em compreender e definir o fenômeno da violência e sua complexidade. Tendem a associá-la somente a aspectos mais visíveis e concretos das situações ou conflitos, concentrando-se no nível mais elementar de compreensão da realidade social. A análise e o referencial teórico da pesquisa baseiam-se na perspectiva piagetiana sobre a construção do conhecimento social. Implicações pedagógicas a partir da realização de estudos psicogenéticos evolutivos, bem como do entendimento dos processos percorridos para a compreensão da realidade social, também são apresentados no artigo.

Reflexão e construção de conhecimentos docentes na prática de ensino de língua inglesa

PID: S1984-64442011000300013 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2011
Autores: Marques
O curso de formação inicial de professores é um dos principais espaços para a construção de conhecimentos docentes sobre a sala de aula, envolvendo teorias de ensino e aprendizagem de línguas. Alguns autores argumentam que tais conhecimentos devem ser relacionados aos conhecimentos locais, uma vez que métodos e práticas desenvolvidos por pesquisadores externos podem não condizer com as especificidades de um grupo de aprendizes num contexto educacional particular, inserido num determinado meio sociocultural (BIRCH, 2009). A Prática de Ensino, componente comum em tais cursos, prevê a inserção de alunos-estagiários no cotidiano escolar para que eles reconheçam e reconstruam seus conhecimentos pedagógicos, tomando como base as diversidades e adversidades dos contextos educacionais nos quais se dá a atividade docente (GEBHARD, 2009). Este artigo tem como objetivo discutir dados de uma pesquisa qualitativa, que buscou investigar a complexidade do processo de (re)construção de conhecimentos teórico-práticos em um curso de formação inicial de professores de língua inglesa. Em se tratando de um recorte, neste trabalho, serão discutidos os dados coletados por meio de questionários de alunos-professores e relatórios de estágio, com o intuito de melhor compreender elementos presentes nas reflexões acerca dos contextos educacionais e verificar conhecimentos acessados durante essa prática reflexiva. Resultados indicaram que durante a experiência formativa vivenciada na Prática de Ensino, os alunos-estagiários puderam desenvolver habilidades e reconstruir conhecimentos para o ensino de línguas, reconhecendo as particularidades dos contextos educacionais, por meio da prática reflexiva e colaborativa.

¿De qué hablamos cuando hablamos de “culturas juveniles en la enseñanza media”?

PID: S1984-64442011000100005 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2011
Autores: Di Segni
Se trata aquí de problematizar la propuesta de este dossier, las culturas juveniles en la enseñanza media, permitiendo visibilizar las tensiones que subyacen a la misma. En primer lugar se analiza la tensión culturas juveniles/cultura adulta considerando los orígenes de las culturas juveniles y sus desarrollos actuales; la tensión mercado de consumo/rebeldía juvenil; la tensión nuevo/viejo; la tensión Autoridad/autoridades. Todo esto dentro del contexto de la crisis del Estado Nación y la pérdida de sentido de la institución escolar en particular en el nivel medio. Finalmente, se considera imperioso conocer/reconocer las culturas juveniles como parte del proceso por el cual los/las educadores/as nos hacemos responsables por el mundo que representamos de manera de construir nuestra autoridad reconociendo la de los jóvenes. Se propone aprender de los educadores que trabajaron en zonas rurales y marginales en condiciones de diversidad socioeconómica y multicultural ya que aquellas aparecen hoy en la mayoría de las escuelas por los cambios ocurridos en la segunda mitad del siglo XX.

A análise sobre a educação na cidade de Pelotas, utilizando os relatórios intendenciais do Governo de Augusto Simões Lopes (1924-1928)

PID: S1984-64442010000300010 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Oliveira Tambara Amaral
O presente artigo aborda, através da análise dos Relatórios Intendenciais produzidos pelo governo de Augusto Simões Lopes, intendente de Pelotas de 1924 a 1928, as discussões sobre educação no período. Para a sua realização foram utilizados os relatórios de 1925, 1926, 1927 e 1928. As questões educativas foram intensamente discutidas, tanto no Rio Grande do Sul, quanto em outros estados da nação. Além disso, o positivismo, teoria que marcou o governo do estado durante a República Velha, posicionou-se sobre educação, de tal forma que a atuação de Augusto Simões Lopes foi permeada, também, pela sua relação com o seu Partido (PRR). A análise dos documentos, juntamente com o embasamento em referenciais teórico-metodológicos, permitiu perceber que a educação foi a forma encontrada de fortalecer a República ainda jovem, inculcando símbolos e crenças na população, difundindo o amor pela pátria pelas cidades e pelas zonas mais longínquas. E foi especialmente no ensino primário que se encontrou essa possibilidade. O governo Simões Lopes escolheu o ensino primário como ponto principal, destacado nas propagandas governistas, utilizando-se da construção de obras que lhe dessem visibilidade, como as escolas rurais e os grupos escolares.

A escola como lugar da cultura mais elaborada

PID: S1984-64442010000100005 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Mello Farias
Por meio deste artigo, queremos refletir sobre os processos que medeiam a relação entre teoria e prática educativa na escola de Educação Infantil. Entendendo que o meio constituído pela herança cultural da humanidade é a fonte das máximas qualidades humanas postas como possibilidade de apropriação para as novas gerações em cada momento histórico, procuramos formas de promover a concretização deste pressuposto nas experiências oferecidas às crianças de uma escola infantil na periferia de uma cidade do interior do estado de São Paulo. Nossa hipótese inicial, orientada pelo enfoque histórico-cultural do desenvolvimento humano, defendida por Vigotski nos textos que fundamentam este artigo, era de que as qualidades humanas específicas que quiséssemos ver desenvolvidas nas crianças ao final do processo de educação deveriam estar presentes já no início de seu desenvolvimento, orientando esse desenvolvimento. Dessa forma, a convivência das formas iniciais de objetivação da criança com as formas mais elaboradas da objetivação humana deveria promover, no desenvolvimento das formas culturais de objetivação das crianças, saltos qualitativos significativos em direção ao mais elaborado. Para isso, acompanhamos a atividade das crianças de uma turma de cinco anos em uma unidade pública de Educação Infantil onde uma das autoras é coordenadora pedagógica, procurando observar as linguagens por meio das quais as crianças se objetivavam. A partir daí, procuramos ampliar o universo de referência das crianças, inserindo sua experiência cotidiana no seio da cultura mais elaborada. O resultado observado foi a promoção de saltos de qualidade na objetivação das crianças em direção às formas mais elaboradas a que passaram a ter acesso, demonstrando a apropriação que realizaram, tendo a cultura elaborada como fonte de sua humanização.

A gestão democrática nas escolas públicas de Santa Catarina

PID: S1984-64442010000100012 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Stürmer Ferreira
A presença da democracia na Rede de Ensino Pública Catarinense tem sua expressão na construção de escolas democráticas, que se caracterizam pela gestão democrática. A descentralização administrativa e a participação da comunidade na gestão escolar são fatores desse processo, que se apóiam também na legislação educacional e em mecanismos de participação na escola. Estes encontram, nas Instâncias de Gestão Escolar Democrática (IGEDs), um espaço a ser ocupado por todos os segmentos da comunidade escolar a fim de possibilitar o debate em torno da construção em conjunto do projeto pedagógico da escola e promover a abertura democrática da escola pública catarinense. Nisso, os professores são peças-chave. Por isso, sua participação na construção da escola democrática foi investigada, bem como a estrutura de gestão das escolas da Rede de Ensino Pública Catarinense e suas instâncias de gestão. Tratou-se de recolher elementos para elaborar um panorama da gestão democrática na Rede. Os dados da pesquisa provieram do questionamento de vinte professores, distribuídos por nove escolas. Salienta-se que as IGEDs pouco têm contribuído com a gestão escolar democrática, por haver pouca participação e as mesmas se apresentarem como apêndices da direção. Considerando que as restrições à participação, ao debate e ao diálogo mostram-se aquém do esperado para escolas públicas, conclui-se que a continuidade da construção de escolas democráticas na Rede de Ensino Pública Catarinense é um desafio que requer a valorização das IGEDs e o empenho das comunidades escolares na busca pelo direito de decidir os rumos da educação.

A organização interdisciplinar na reforma curricular da formação docente

PID: S1984-64442010000100011 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Schneider
O texto focaliza o conceito de interdisciplinaridade presentificado nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação dos Professores da Educação Básica. O objetivo é verificar qual lógica embasa as indicações legais que tomam a interdisciplinaridade como um dos eixos da reforma curricular da formação docente. As análises realizadas em documentos com assinatura oficial assinalam recontextualizações hibridizadas do conceito nas indicações professadas. No entanto, a ênfase nos aspectos metodológicos da atividade interdisciplinar demarca uma adoção predominantemente instrumental do termo, consoante concepções norte-americanas anglófonas, favorecendo a sua utilização pela lógica do racionalismo pragmático-utilitário. As conclusões a que se chega evidenciam, de um lado, a necessidade de ampliação do diálogo sobre os conceitos de interdisciplinaridade difundidos no meio educacional de modo a se evitarem banalizações na sua interpretação, e, de outro, a necessidade de aprofundamento, a partir de perspectivas críticas e reflexivas, nos estudos sobre as políticas curriculares para a formação de professores da Educação Básica.

A sociologia da infância no Brasil: uma área em construção

PID: S1984-64442010000100004 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Abramowicz Oliveira
Este artigo pretende discutir a história da construção do campo da Sociologia da Infância na Europa e nos países anglo-saxões para, a partir daí, propor algumas possibilidades e inflexões teóricas necessárias para se pensar sobre uma Sociologia da Infância no Brasil. A partir de um debate no interior da Sociologia da Infância procurar-se-á entender o que significa falar da criança e da infância a partir da base estabelecida por este campo, que consagra à criança o papel de sujeito e protagonista da história, e dos processos de socialização. Ou seja, a criança é compreendida como sujeito social capaz de se atribuir significados, sentidos e cultura própria e inusitada. O presente artigo visa ainda desenvolver uma reflexão acerca da utilização da Sociologia da Infância no Brasil, pois diferentemente do contexto europeu, nosso país apresenta especificidades que devem ser consideradas a partir deste referencial teórico e metodológico na pesquisa com crianças. A proposta do artigo pauta-se na consideração das diferenças, levando-se em conta a relação entre a questão racial, de gênero, sexualidade e classe social que devem ser pensadas como linhas que atravessam o debate sobre a criança e a infância, a partir delas mesmas. As temáticas da diferença, diversidade e alteridade são essenciais para entendermos o que vem sendo chamado de “cultura da infância”, bem como o entendimento da criança enquanto “ator social”.

Alunos com deficiência física: a compreensão dos professores de educação física sobre a acessibilidade nos espaços de prática para as aulas

PID: S1984-64442010000200008 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Palma Manta
No âmbito das Políticas Educacionais, uma série de transformações vem ocorrendo desde as décadas de 1980-1990, no que diz respeito à inclusão de aluno com deficiência na rede regular de ensino. O estudo teve por objetivo analisar a compreensão dos professores de Educação Física e Séries Iniciais sobre a participação do aluno com deficiência física em aulas de Educação Física e a acessibilidade dos espaços de prática. Os professores participantes são de uma Escola Pública da Rede Regular de Ensino de uma cidade do Rio Grande do Sul. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi uma entrevista semiestruturada com roteiro preestabelecido aos professores de Educação Física e aos professores de Séries Iniciais que ministravam aulas para turmas com inclusão de alunos com deficiência física. Por meio da análise dos dados nas entrevistas com as professoras, identificou-se que os espaços de prática das aulas de Educação Física não possuíam acesso nem a acessibilidade que garantissem a segurança e autonomia do aluno com deficiência física (DF), porém, estes alunos não deixavam de participar das aulas de Educação Física. Pode-se perceber, ainda, as barreiras atitudinais que o aluno com DF enfrenta no cotidiano da Escola e que precisam ser, urgentemente, eliminadas para que a inclusão desses alunos ocorra de forma participativa e livre de preconceitos. Por fim, é importante que, a partir de uma ação conjunta com toda a comunidade escolar, os espaços estejam cada vez mais acessíveis para serem utilizados por uma gama maior de pessoas.

As “semanas educacionais”: arquitetura do poder sob a celebração da didática

PID: S1984-64442010000200009 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Bombassaro
Este estudo dedicou-se à análise do evento Semanas Educacionais, como parte importante da construção de uma específica de cultura pedagógica, derivada do movimento pela Escola Nova no Brasil. Realizadas durante os anos de 1936 e 1945, em Santa Catarina, as “Semanas” inseriam-se num conjunto de debates sobre a modernização nacional. A década de 1930 inaugurou um período de centralização do poder, que resultou em medidas de controle sobre os mais diversos espaços sociais. Dentre eles, a educação recebeu destaque, pois constituía um importante campo de construção do ideal de homem novo, demandado pela conjuntura urbano-industrial que se criava. Os olhares lançaram-se na direção das possibilidades que o movimento pela Escola Nova oferecia, e projetos diversos foram apresentados como capazes de incorporar os modernos métodos de ensino à escola. Renovadores ou tradicionais, comum oposição que se estabeleceu na época, dedicaram-se a construir um sistema educacional que atendesse aos requisitos dessa modernidade capitalista. Emerge, então, uma categoria de intelectuais, a maior parte ligada a cargos públicos, cuja função essencial era a reforma do sistema de ensino, de acordo com os novos pressupostos. Passa a se difundir uma cultura pedagógica baseada em princípios científicos e efetivada na formação de professores. Aos intelectuais catarinenses, urgia a adequação do Estado as novas fórmulas educacionais, e, embora o tivessem feito com reformas na formação inicial, um evento que pudesse propiciar uma atualização aos docentes, que, há muito, haviam egressado, sinalizou como uma alternativa interessante. As “Semanas Educacionais” foram criadas, a fim de “uniformizar os processos de ensino”, contribuindo para que se dissipassem no Estado as novas formulações pedagógicas, em geral, provenientes do movimento pela Escola Nova no Brasil.

Até quando? Bullying na escola que prega a inclusão social

PID: S1984-64442010000300007 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Tognetta Vinha
Não há quem não conheça casos de constrangimentos a que escolares são submetidos continuamente por seus colegas. Infelizmente o fenômeno bullying, termo inglês que significa intimidação, encontra-se mais disseminado do que se supõe. Numa investigação com 400 alunos de escolas públicas e particulares brasileiras, é comprovada a ocorrência de atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivos, entre tais alunos. O estudo foi motivado pelas angustias e preocupações de escolas que sozinhas não têm conseguido resolver problemas de violência que se manifestam no seu interior. Quando entrevistadas com finalidades diagnósticas da situação que vivem, crianças e adolescentes apontam para o bullying como um problema sério que as atinge. No entanto, os dados mais significativos encontrados por essa investigação dizem respeito a uma questão que, propositalmente, fora inserida no questionário sobre bullying (baseado nos experimentos de Dan Olweus): crianças e adolescentes são menosprezados, humilhados ou zombados pelos próprios professores. Tal afirmação nos permite concluir que há ainda na escola uma lacuna quanto às formas pelas quais educadores de diferentes níveis escolares intervêm nos conflitos cotidianos, assim como pensam a formação moral de seus alunos.

Brincadeiras de crianças Mbyá-Guarani no urbano: reflexões acerca da antropologia e da psicologia da educação

PID: S1984-64442010000100009 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Jesus
O presente texto é composto por resultados parciais de uma pesquisa de campo etnográfica, realizada junto a um grupo Mbyá-Guarani no urbano de Santa Maria, Rio Grande do Sul, e apresenta reflexões acerca de algumas brincadeiras desenvolvidas pelas crianças Guarani em seu território, um acampamento indígena, e também no centro da cidade, onde acompanham a venda de artesanato. Assim, objetiva-se, por meio desse trabalho, estabelecer relações entre o ato de brincar e a constituição dos modos de ser indígena, bem como compreender as práticas de educação não escolar presentes nessas brincadeiras. Nesse sentido, busca-se evidenciar vínculos entre a Psicologia do Desenvolvimento e a Antropologia Social, enquanto disciplinas que procuram compreender e explicar os processos de ensino e aprendizagem dos grupos sociais. Para tanto, faz-se necessário salientar que não se pretende, nesse texto, discutir sobre a interdependência epistêmica que a educação tem com outras áreas do conhecimento (GOERGEN, 2005), como, no caso aqui, a Psicologia e a Antropologia. A intenção é descrever, sob a ótica destas disciplinas, algumas brincadeiras que foram vivenciadas em observação participante e analisadas através de uma abordagem interpretativa da cultura, nos termos de Geertz (1989).

Costurando histórias: histórias de vida e suas contribuições na educação

PID: S1984-64442010000200010 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Espindola Vasconcellos
Construímos este artigo analisando alguns aspectos do filme Colcha de Retalhos (1995), que é uma produção cinematográfica, que foi proposta para que assistíssemos e, posteriormente, refletíssemos em uma de nossas aulas do Seminário temático da Linha de Pesquisa 1: Memória, Formação e Histórias de vida , disciplina ofertada pelo Programa de Pós-graduação do curso de Mestrado em Educação da Universidade Federal de Santa Maria. O filme enfoca as histórias de vida de um grupo de mulheres, tendo a colcha de retalhos como mediadora de suas relações sociais, bem como um suporte de comunicação para seus sentimentos e emoções, a partir das várias histórias, símbolos, figuras e desenhos que são apresentados nos bordados nesta “colcha de memórias”. Procuramos também fazer uma relação do filme com a metodologia História de Vida, e como esta se mostra rica nas pesquisas no campo educacional, proporcionando processo de autoformação aos sujeitos sociais envolvidos, à medida que o esforço pessoal de explicitação de uma dada trajetória de vida obriga a uma grande implicação e contribui para uma tomada de consciência individual e coletiva.

Discriminação e preconceito como fatores de violência e atitudes docentes como fator de promoção de resiliência na escola

PID: S1984-64442010000300006 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Scriptori Borges Junior
A relação entre preconceito social, violência e promoção humana tem sido tema de discurso acadêmico, político e popular, mas ainda assim apresenta-se distante de apontar uma ou mais soluções para este problema que parece ser crescente, deixando vítimas ao longo do caminho. Com este artigo buscamos refletir sobre fatores que interferem na construção do sujeito, especificamente a promoção de resiliência no sujeito, dentro de um recorte étnico-racial afrodescendente. Para tanto, procuramos estabelecer as possíveis relações entre fatores de resiliência e ação docente, dentro de um sistema educacional que, em larga escala, reproduz o preconceito racial, já tão estigmatizado pela sociedade brasileira. Utilizamos como metodologia a pesquisa qualitativa exploratória, de tipo ex post facto, com estudo de caso, por meio de entrevista aberta, com base no Método Clínico Crítico de Piaget. Realizamos pesquisa bibliográfica para confirmar a existência de preconceito racial no sistema público de ensino e fundamentar teoricamente alguns conceitos nesse sentido. Observamos que a literatura, no Brasil, sobre resiliência na Educação ainda é escassa e não encontramos nenhum trabalho relacionado especificamente à resiliência em alunos afrodescendentes. A análise dos dados permitiu-nos inferir que quando um sujeito é enormemente prejudicado pelas circunstâncias do meio pode transcender a tais prejuízos, desde que receba acolhimento e ajuda efetiva de outro(s) ser(es) humano(s), inclusive de seus professores. Nesse sentido, esses fatores podem ser usados como ferramenta docente.

Educação: entre a subjetivação e a singularidade

PID: S1984-64442010000200003 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Gallo
Este artigo retoma a problematização do conceito de ideologia para pensar a dimensão ideológica da educação. Inicia por um percurso pelo tema da ideologia no contexto do pensamento marxista, passando por Marx, Gramsci e Althusser. Em um outro referencial, busca o aporte de uma descrição fenomenológica com Sartre, explorando as relações do conceito de má-fé com a ideologia. Parte, então, para um outro registro distinto da filosofia da consciência, explorando a noção de produção de subjetividades, especialmente com Guattari, mas também com o apoio de Deleuze e de Foucault. Neste contexto, a ideologia é tratada como processo de subjetivação, de construção social e maquínica de subjetividades. As possibilidades de resistência e de criação, como linhas de fuga, são exploradas ao final, em torno da ideia de singularidade, lançando o desafio de se pensar e produzir processos de singularização nas instituições escolares.
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