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Encuentros y convivencia escolar

PID: S1984-64442010000300002 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Gijón Casares Puig Rovira
El artículo aborda el malestar escolar - fracaso, indisciplina, violencia, conflictos, etc.-, pero no lo hace indagando en las causas que lo provocan, sino en los medios pedagógicos que pueden transformar sus peores consecuencias. Para conseguirlo, se presenta la idea de reconocimiento como un camino para mejorar las relaciones interpersonales y el clima escolar. Tras caracterizar las modalidades de reconocimiento - afectiva, comunicativa y cooperativa -, el trabajo se centra en la relación afectiva y lo hace a partir del estudio de los encuentros interpersonales. Basándose en una aproximación de índole etnográfica, se realiza una presentación de las distintas modalidades de encuentro que detectamos en las aulas escolares: encuentros de ayuda a la construcción de conocimiento, de manifestación de afecto y cuidado, y de formulación de correcciones y recriminaciones. A partir de estos hallazgos se hacen algunas consideraciones sobre cómo debería ser la relación educativa para conseguir una mejora papable del clima escolar.

Escola: os conflitos sociomorais e a construção da personalidade moral

PID: S1984-64442010000300003 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Dani
Este artigo apresenta reflexões sobre os conflitos sociomorais e as violências presentes no ambiente escolar. As informações para este texto foram coletadas durante o desenvolvimento do projeto de pesquisa intitulado “Personalidades morais em construção: os conflitos sociomorais e os sentimentos”. A pesquisa teve como objetivo investigar como as professoras dos anos iniciais do Ensino Fundamental trabalhavam com as situações de conflitos sociomorais e com os sentimentos daqueles que neles estavam envolvidos, para, assim, compreender as repercussões na construção da personalidade moral autônoma dos alunos (PUIG, 1998). Foi previsto na metodologia do projeto, um estudo de caso (LÜDKE; ANDRÉ, 1986), a realização de entrevistas semi-estruturadas com docentes e a observação das turmas de alunos dessas professoras. Foram entrevistadas 14 professoras dos anos iniciais do Ensino Fundamental de escolas públicas de quatro cidades do estado do Rio Grande do Sul. Seis atuavam na cidade de Santa Maria, uma em Faxinal do Soturno, quatro em Nova Palma e três em Roque Gonzales. A pesquisa empírica revelou um universo de dados que apontaram para a existência de conflitos e violências tanto na relação aluno-aluno quanto na relação professora-aluno. Os conflitos e violências observados (em sua maioria) foram decorrentes de um sentimento de abstenção por parte das professoras entrevistadas. Somado ao despreparo na formação, ao desconhecimento de como mediar conflitos e a não compreensão de algumas situações de conflitos como violências, as práticas autoritárias das professoras também se destacaram como um elemento que desfavoreceu a construção da personalidade moral autônoma e a relação EU-TU (BUBER, 1977).

Gestão compartilhada da educação: o discurso e as práticas cotidianas no sistema de ensino do Recife

PID: S1984-64442010000100013 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Andrade
O presente artigo analisa a questão do compartilhamento das decisões no âmbito da gestão da educação pública, problematizando a relação entre o discurso da gestão democrática e as práticas sociais dos conselheiros escolares e dos gestores do Sistema Municipal de Ensino do Recife. Os dados, coletados através de entrevistas e administração de questionários, foram tratados na perspectiva da análise de discurso. O objetivo é cotejar determinadas concepções e caracterizações da gestão compartilhada, presentes na literatura do campo educacional, e nas entrevistas dos sujeitos da pesquisa, com as nuances que envolvem o processo de proposição de políticas educacionais para o município do Recife. Conclui-se que as ações dos sujeitos que poderiam contribuir para a materialização dos princípios democráticos na gestão da educação municipal são desarticuladas ou silenciadas por um conjunto de fatores, entre os quais se destaca a desarticulação entre as instâncias de participação. Isso prova que a dificuldade de participação que freqüentemente é apontada como limitação estritamente da escola, trata-se de um problema que envolve, sobretudo, os órgãos de maior poder decisório do sistema de ensino. Esse é um elemento que depõe contra o discurso da descentralização no âmbito da gestão educacional, como também explicita o reducionismo do compartilhamento das decisões em nível de gerências administrativas do município.

Gestão escolar: a prática pedagógica administrativa na política de educação inclusiva

PID: S1984-64442010000200007 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Tezani
Este trabalho apresenta os resultados de uma tese de doutorado que teve como tema a análise dos saberes que envolvem a prática pedagógica e administrativa cotidiana de gestores escolares que atuaram com a proposta de construção de um sistema municipal de educação inclusiva, enquanto política educacional. Seu objetivo foi acompanhar a trajetória da gestão escolar diante da proposta de educação inclusiva em três escolas do ensino fundamental de uma cidade de porte médio do interior do Estado de São Paulo. Realizou-se a coleta de dados na escola mais antiga, uma de idade intermediária e outra recém-inaugurada. As etapas do trabalho foram: 1) revisão de literatura sobre: a) pesquisa qualitativa do tipo etnográfico aplicada à educação; b) princípios de autonomia, planejamento, descentralização; c) formação do gestor escolar e d) relação entre gestão escolar e a escola inclusiva; 2) coleta de dados nas escolas; 3) descrição e categorização dos dados e 4) análise e interpretação dos resultados. Para o desenvolvimento da metodologia, foram utilizadas observações dos participantes, entrevistas semiestruturadas, análise dos documentos oficiais das escolas (internos e externos). Concluiu-se que há inexistência de projeto político-pedagógico construído coletivamente; dificuldade no desenvolvimento de ações coordenadas e adaptadas às realidades; problemas de relacionamento interpessoal; fosso entre a proposta política, o discurso e a prática pedagógica cotidiana. A gestão escolar é uma das responsáveis pela construção da escola inclusiva, mas, na realidade estudada, estava direcionada para questões administrativas em detrimento das pedagógicas.

Grafite e pichação

PID: S1984-64442010000300008 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Zan Batista Campos Raggi Almeida
Este trabalho teve como objetivo fazer um levantamento teórico e uma reflexão acerca dos fenômenos da grafitagem e da pichação em relação às juventudes. Em busca de um estudo teórico mais aprofundado, foi possível encontrar diferentes linhas de pensamento indicando a existência do grafite e da pichação, para alguns, como forma de comunicação dos jovens, para outros como forma de protesto de grupos oprimidos e ainda como uma maneira de estabelecer um status, uma marca em relação a um grupo e a construção de um sentimento de pertença. A discussão trouxe à tona o fato das diferentes juventudes que vivem por todos os cantos e encantos desse país estabelecerem uma relação de força com as cidades. Levando em conta a premissa de que onde há relações de poder há resistências, quais formas de participação juvenil existentes em nossa sociedade? Para isso, o texto ainda propõe a construção de um caminho onde o tripé participação social, cuidado de si e cuidado do outro, conjugado aos verbos inventar, resistir e criar, podem fazer toda a diferença no processo de produzir uma vida singular, ética e que pode ser apreciada e vivida como uma obra de arte.

Importância da escola para pais, mães, alunos, professores, funcionários e dirigentes

PID: S1984-64442010000200004 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Strieder Zimmermann
A escola participa cada vez mais cedo da vida das crianças e, ao fazê-lo, trabalha na perspectiva de dar ênfase ao desenvolvimento dos conhecimentos científicos, mas também na formação de valores. Nessa participação, não ficam alheios pais, funcionários, professores e dirigentes educacionais. Ouvir as vozes desses atores, em relatos sobre a importância da escola, teve como desafio desnudar um pouco mais essa complexa instituição que, criticada e questionada, continua atratora de crianças, adolescentes e jovens. Os pesquisados falam da escola como suporte de vida, local de convivência social, reconhecem-na como a segunda família, a segunda casa. Também se referem a ela como fonte de esperança para futuros melhores, acreditam que o indivíduo natural pode transformar-se em pessoa cultural. A posição dos pesquisados permite afirmar um alargamento no sentido da escola. Começam a perceber a importância da construção de conhecimentos, porque profundamente imbricados com o plano existencial da vida de cada um.

La identidad de la educación infantil

PID: S1984-64442010000100002 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Hoyuelos
Este artículo supone una reflexión sobre las características que dan identidad propia a la Educación Infantil. Analiza las circunstancias sociales, culturales, económicas y políticas de la Educación Infantil, fundamentalmente, en el Estado Español; y reflexiona sobre los riesgos que, a nivel internacional, evitan desvelar y practicar las propiedades genuinas y originales de la Educación Infantil de los 0 a los 6 años de edad.

Meninos versus meninas: representações de gênero em desenhos animados e seriados televisivos sob olhares infantis

PID: S1984-64442010000300012 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Esperança Dias
Este artigo apresenta reflexões suscitadas por uma experiência investigativa acerca do consumo televisivo na infância. O referido estudo buscou conhecer as interações que as crianças estabelecem com as produções televisivas, identificando as aprendizagens construídas pelos telespectadores infantis ao se apropriarem de suas mensagens e conteúdos. Participaram da pesquisa 24 crianças, estudantes de uma escola da rede pública de ensino do município de Rio Grande. Sob a orientação dos pressupostos da abordagem qualitativa, foram realizadas observações, entrevista coletiva e organizadas situações de reflexão, debate e produção na sala de aula, focalizando o desenho animado Três Espiãs Demais e o seriado Power Rangers Força Animal, o que permitiu conhecer as interpretações do grupo a respeito dos seus enredos e personagens. Ao longo deste texto, em específico, problematiza-se o gênero como categoria de análise, evidenciando que as produções televisivas direcionadas às crianças constroem representações marcadas por oposições e dualismos, ensinando modos de ser menina e menino pautados em significados culturais hegemônicos.

Modernidade, pós-modernidade e os reflexos na educação

PID: S1984-64442010000300011 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Roratto
Este trabalho discute conceitos de modernidade e de pós-modernidade, com base em pensadores como Habermas, Chaui, Bauman, Oliveira, Boff, entre outros, para entender como eles repercutem na sociedade contemporânea, particularmente no que se refere às mudanças de valores sociais e, em particular, como essas transformações interferem na educação. Essa nova realidade provoca rupturas nos processos escolares, fazendo com que as estratégias familiares e institucionais sejam determinantes na inserção do educando no processo global. Mesmo na pós-modernidade, que nega que haja qualquer coisa de universal, como afirma Daniel, pode-se encontrar aspectos positivos de referência para o sistema educacional, como o respeito pela diversidade, o valor igual de todos os seres humanos, a tolerância e o respeito pela liberdade alheia, pela criatividade, pela emoção, como também pela intuição. A educação não pode abrir mão de seu papel de, compreendendo os novos tempos, adequar-se às necessidades do ensino, para com o uso de uma ética humanizatória, tornar as relações menos competitivas e mais humanas, os cidadãos mais preparados para o mundo do trabalho, com competências e habilidades para criar e encontrar caminhos de realização.

Movimentos na construção do direito à educação infantil: histórico e atualidade

PID: S1984-64442010000100003 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Flores
Este artigo teve como objetivo investigar movimentos havidos no campo das políticas públicas de Educação Infantil, sistematizando as marcas da construção desse direito no plano de seu ordenamento legal recentemente instituído e analisando tais ações desde uma perspectiva crítico-reflexiva. Para tanto, este procedeu um resgate tendo histórico de fatos e legislações considerados em seus respectivos contextos sociohistóricos, abordando a constituição da criança como sujeito de direitos; a trajetória da história recente de conquista do direito à Educação Infantil; e algumas perspectivas atuais para a efetivação de uma educação infantil de qualidade social. Este trabalho evidenciou que a conquista de vários direitos foi obtida a partir de importante mobilização dos movimentos sociais nesse processo, especialmente do Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil (MIEIB) e que, nos próximos anos, devido às novas legislações da área, haverá necessidade de continuidade da mobilização popular, fato que historicamente tem sido uma marca nas lutas em defesa da Educação Infantil.

Novos regimes de ver, ouvir e sentir afetam a vida escolar

PID: S1984-64442010000300005 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Guimarães
Este artigo parte da ideia de que todos nós estamos envolvidos com o poder e, por conseguinte, com a violência. Seu objetivo é pensar sobre a forma como a violência afeta todos os membros da comunidade escolar e como estes são capturados por opiniões/representações que acabam bloqueando as “vias de passagem” aos atos violentos. Manifesta ideias que caminham em uma perspectiva diferente das propostas educativas neoliberais. Nesse sentido, desafia alunos e professores a construírem as suas diferenças em espaços criativos nos quais não seja mais necessário “mapear”, “dominar”, “vigiar” e “treinar” condutas.

Não basta ser mulher... não basta gostar de crianças...“Cuidado/educação” como princípio indissociável na Educação Infantil

PID: S1984-64442010000100006 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Sayão
O presente artigo é parte da tese de doutorado em cujo foco estava o trabalho docente de professores na Educação Infantil. Na tese, era objetivo compreender como os homens se constituem como docentes na educação das crianças de zero a seis anos - profissão caracterizada como “tipicamente feminina”. Assinalando a opção por uma perspectiva socioantropológica e a partir dessa perspectiva, é explicada e conceituada a categoria central do estudo - relações de gênero, entendendo as mesmas como uma construção social pelas quais é possível compreender como hierarquia, diferença e poder se moldam, conformam, instalam e atuam nas identidades e nos espaços institucionais. O texto aqui apresentado destaca o conceito de cuidado/educação considerado como princípio indissociável na Educação Infantil, partindo do pressuposto de que o corpo está no cerne do debate acerca dos cuidados na infância menor. A partir dos dados empíricos encontrados, tornou-se necessário problematizar o debate empreendido na área da Educação Infantil acerca das concepções e das práticas que o binômio cuidado/educação das crianças pequenas vem assumindo, tomando o trabalho realizado por professores homens no interior das creches e centros de Educação Infantil no município de Florianópolis/Santa Catarina. A preocupação central aqui destacada denota como o cuidado era concebido quando professores atuavam em creches, pensando nos significados da educação das crianças pequenas, e deslindando conceitos e discursos sobre o “cuidado”. Para compreendê-lo, foi necessário investigar em que medida “cuidado”, como prática sociocultural e, no caso desse estudo, desenvolvida por homens e mulheres em creches, possibilitava avançar em relação às ambigüidades presentes nas expressões cuidado-e-educação, cuidado-educação ou cuidado/educação, grafias que vêm sendo usadas por diversos autores e autoras com significados semelhantes.

O sonhar emancipatório e a educação

PID: S1984-64442010000100010 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Lopes
O presente trabalho tem como principal objetivo problematizar o conceito de emancipação, especialmente sua apropriação pelo campo educacional. O referido conceito foi muito incorporado a discursos revolucionários - principalmente a partir do movimento iluminista no Século XVIII - para indicar a busca por uma vida mais livre, mais esclarecida e também mais feliz, trazendo, nesta perspectiva, orientações teleológicas que nutriram muitos sonhos político-ideológicoteológicos a promulgarem a possibilidade de se alcançar - pelas mais diferentes formas de lutas - instâncias de salvação coletiva e, ou bem-aventurança individual. A educação, quando significada como emancipatória, tendeu a fomentar propostas e práticas que muitas vezes se encontravam atreladas ao cultivo de ideais de progresso, desalienação ou empreendedorismo. Porém, acredita-se haver outras significações para o conceito de educação emancipatória, principalmente quando se aborda a emancipação não pela perspectiva do progresso ou da evolução, mas por uma orientação que se apóia em políticas de invenção, promotoras de crises, rupturas e movimentos que possam fazer nascer maneiras de pensar-agir não mapeadas e passíveis de criação de novas sensibilidades.

Os bebês interrogam o currículo: as múltiplas linguagens na creche

PID: S1984-64442010000100007 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Richter Barbosa
O cotidiano das escolas de Educação Infantil evidencia que as propostas curriculares, na especificidade da creche, se concretizam através de três modalidades. Essas modalidades apontam para pedagogias adultocêntricas e “escolarizadas” nas quais os bebês e as crianças pequenas não são reconhecidos como seres linguageiros, ativos e interativos em suas primeiras aprendizagens de convivência no e com o mundo. O poder delas de aprender a apropriar-se de significados através da inserção gradual em um conjunto de relações e processos constituem um sistema de sentido. A função docente, como co-produtora de currículo, efetiva-se na construção de um espaço educacional que favoreça, através da interlocução com as crianças e as famílias, experiências nas diferentes linguagens e nas práticas sociais e culturais de cada comunidade. Os bebês, em seu humano poder de interagir, interrogam esses modelos curriculares ao afirmarem, nas suas ações cotidianas, a interseção do lúdico com o cognitivo nas diferentes linguagens: a conciliação entre imaginação e raciocínio, entre corpo e pensamento, movimento e mundo, em seus processos corporais de aprender a operar linguagens e narrativas.

Perspectivas para o currículo da Educação de Jovens e Adultos: dinâmicas entre os conhecimentos do cotidiano e da ciência

PID: S1984-64442010000100014 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Abreu Vóvio
Este artigo tem por objetivo apresentar alguns dos desafios na organização de currículos da escolarização de pessoas jovens e adultas, de modo a se cumprir as metas educacionais postuladas para essa modalidade de ensino e efetivar o direito à educação para todos os cidadãos. Interessa investigar, por meio de análise documental, como um conjunto de princípios norteadores que emergiram do campo da educação popular e que indicam um certo acúmulo de conhecimentos para a produção de currículos na área pode ser observado, tomando como referência empírica as bases de um currículo voltado à educação de jovens e adultos (EJA). Igualmente, pretende-se verificar como se apresentam, no documento, as relações entre conhecimentos do cotidiano e os conhecimentos científicos. Os resultados obtidos por esta análise mostram que há uma apropriação das principais categorias do campo da EJA para pensar o novo currículo, mas é possível perceber que a relação entre conhecimentos cotidianos e científicos precisa ainda ser trabalhada de forma mais rigorosa, considerando a função social da escola.

Políticas e práticas curriculares, diversidade e violências nas escolas

PID: S1984-64442010000300004 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Eyng
O estudo objetiva instigar o diálogo sobre as relações entre currículo escolar, diversidade e violência nas escolas, tendo como referência as questões conceituais analisadas nos textos de Arroyo (2007), McLaren (2008), Silva (2007), Castels (2008), Apple e Buras (2001), Candau (2005, 2008), Hall (2005), Moreira (2002), Ball (2001) e Bordieu (1996), além dos documentos legais que definem as atuais políticas educacionais. As tensões que circulam e atravessam o contexto escolar, o jogo de forças, interesses e a diversidade contribuem para a configuração do fenômeno das violências nas escolas. Nesse contexto, marcado pelas desigualdades e exclusão constituem-se como fundamentais a formulação, a implementação e avaliação de políticas e práticas curriculares que efetivem o diálogo em face das tensões e conflitos produzidos pelas abordagens monoculturais, etnocêntricas e hegemônicas.

Posições de sujeito no campo da educação: de desprestígios, fragilidades e discursos especializados

PID: S1984-64442010000200006 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Henning
O presente texto busca trazer alguns dos discursos que circulam por investigações no campo da Educação, anunciando as posições de sujeito no campo dos saberes da Educação. Com a discussão do Triedro dos Saberes em Michel Foucault, pensa-se acerca de certo desprestígio das Ciências Humanas ainda na atualidade, anunciando uma fragilidade teórica no campo da docência. Na correnteza dessa fragilidade, aparecem os chamados especialistas respaldados na Ciência para ajudar o docente a pensar sobre seu campo de trabalho, sugerindo novas práticas corretas do ser professor. Problematiza-se algumas posições que nos constituem enquanto sujeitos e alguns discursos relativos à nossa profissão das Ciências Humanas.

Práticas incentivadoras e controle de aprendizagem na alfabetização

PID: S1984-64442010000100008 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Monteiro
Este trabalho consiste na investigação da variedade de ações educativas de uma professora alfabetizadora e suas relações com o rendimento escolar dos alunos, visando compreender as práticas, sem perder de vista elementos que fazem parte da escola e de seu contexto. Para alcançar os objetivos, utilizaram-se entrevistas e observação participante. A análise do cotidiano da sala de aula envolveu o estudo das práticas incentivadoras para identificar as relações que contribuíram para o controle de aprendizagem na alfabetização. Nessa perspectiva, organizaram-se outras classes de dados para se estudar esse controle, como a natureza da atividade, natureza de participação da professora e dos alunos, práticas avaliativas e situações de (re)ensino. Os resultados permitiram identificar que as práticas pedagógicas apresentam caráter contraditório, porque foram organizadas para facilitar a compreensão, eliminar as dificuldades, dúvidas e para desenvolver certas habilidades, mas não ofereceram muitas situações de desenvolvimento, de tal modo que o aluno pudesse ultrapassar os padrões estabelecidos pela educadora e apresentar diferentes resultados. Concluiu-se que as características do desempenho escolar apresentaram uma dependência significativa das práticas da educadora. Percebeu-se ainda, ao se analisar a configuração do cotidiano escolar, que continua fazendo parte da realidade das práticas pedagógicas nas escolas a preocupação em homogeneizar e classificar o desempenho, disseminando, assim, um controle que encaminha os alunos a reagirem de determinadas maneiras. A investigação da variedade de ações educativas evidencia a importância de um desenvolvimento profissional docente, cujo processo de profissionalização abrangesse o investimento na identidade de professor alfabetizador.

Repensando as conexões entre a formação na universidade e as experiências de campo na formação de professores em faculdades e universidades

PID: S1984-64442010000300009 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Zeichner
Neste artigo, discuto um dos problemas centrais que tem afligido, já há alguns anos, os cursos de formação inicial de professores nas faculdades e nas universidades, a desconexão entre os componentes curriculares acadêmicos e a parcela da formação docente que acontece nas escolas. Primeiro, extrairei de minha experiência como formador de professores e administrador durante mais de trinta anos na Universidade de Wisconsin - Madison e da literatura, elementos para discorrer sobre as várias dimensões dessa questão. Assim, usando o conceito de hibridismo e “terceiro espaço”, discutirei vários trabalhos, em andamento em programas formativos nos Estados Unidos, promissores quanto à qualificação da aprendizagem docente nos cursos de formação de professores das universidades e das faculdades, assim como a habilidade dos graduados dos cursos de formação de professores para realizar práticas de ensino desejadas em espaços escolares complexos. Esse trabalho de criação de espaços híbridos na formação de professores no qual o conhecimento empírico e acadêmico e o conhecimento que existe nas comunidades estão juntos de modos menos hierárquicos a serviço da aprendizagem docente representam uma mudança de paradigma na epistemologia dos programas de formação de professores. Discuto que essa mudança rumo a modos mais democráticos e inclusivos de trabalhar com escolas e comunidades é necessária para as faculdades e as universidades, a fim de que elas possam cumprir sua missão na formação de professores.

Sentidos situados em eventos de letramento na esfera acadêmica

PID: S1984-64442010000200002 | Periódico: Educação UFSM (1984-6444) | Ano: 2010
Autores: Fischer
A constituição de sujeitos letrados na esfera acadêmica representa um processo situado e contextualizado em virtude dos sentidos e das interações verbais entre sujeitos e a língua. Considerando essa perspectiva sociocultural de letramento e contribuições de estudos com a teoria bakhtiniana dos gêneros discursivos, o presente trabalho tem o objetivo de caracterizar como se dá a constituição letrada de alunos ingressos em um curso de Letras, em eventos de letramento na esfera acadêmica. No interior desses eventos, são analisados movimentos dialógicos de três alunas, sujeitos da pesquisa, as quais marcam os estudos de casos etnográficos em foco, por haver processos longitudinais de investigação. Esses processos ocorrem por meio da observação participante em duas disciplinas, orientadas pelo mesmo professor, no curso de Letras, durante todo o ano letivo de 2005. O acompanhamento dos trabalhos permitiu comprovar que os gêneros discursivos foram os objetos de ensino-aprendizagem desencadeadores de muitas ações reflexivas e críticas. Em consequência, foi possível identificar distintos eventos - interDiscursivos, identitários-profissionais e reflexivo-transformativos -, e caracterizar diferentes letramentos em que as alunas vão se constituindo sujeitos letrados. Esses resultados contrariam o discurso da crise do letramento no ensino superior, uma vez que a prática dialógica com a linguagem dá respaldo à sócio-construção dos conhecimentos sobre/da língua.
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