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O ensino superior no Brasil: políticas e dinâmicas da expansão (1991-2004)

PID: S2177-60592009000200006 | Periódico: Roteiro (2177-6059) | Ano: 2009
Autores: Trevisol Trevisol Viecelli
Tomando-se como referência a base de dados do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais Anísio Teixeira (Inep), essa pesquisa objetivou sistematizar os indicadores educacionais referentes ao ensino superior no Brasil no período entre 1991-2004. O objetivo principal do estudo foi conhecer as dinâmicas do ensino superior em curso e compreendê-las à luz das políticas educacionais implementadas no país nos últimos anos, notadamente a partir da segunda metade dos anos 90. Os indicadores educacionais do Inep foram o objeto por excelência deste estudo, pois se acredita que eles, quando devidamente analisados, oferecem um retrato mais ou menos fidedigno e abrangente do ensino superior, principalmente suas dinâmicas e principais tendências. O período entre 1991-2004 foi eleito como o recorte temporal da pesquisa. Os dados foram sistematizados a partir de algumas categorias: expansão do número de IES; número de matrículas; cursos de graduação criados; número de docentes e titulação; taxa média de escolarização. O levantamento de dados foi iniciado em março de 2006 e concluído em fevereiro de 2008. A análise dos referidos indicadores foi feita a partir de ampla pesquisa bibliográfica sobre a história e políticas de educação superior no Brasil e em Santa Catarina. Entre os resultados, cabe destacar os seguintes: estreita relação entre a expansão do ensino superior e a aprovação da nova LDB, em 1996; expansão largamente protagonizada pelas IESs privadas, sobretudo pelas faculdades isoladas; estagnação das matrículas do setor público; crescente processo de privatização e mercadorização do ensino superior.

O planejamento das ações da escola na perspectiva da construção da cidadania

PID: S2177-60592009000100007 | Periódico: Roteiro (2177-6059) | Ano: 2009
Autores: Branco Nogaro
Neste artigo tem-se por finalidade refletir sobre a importância do planejamento escolar, ao mostrar conceitos, as diferentes formas de se planejar e a necessidade do planejamento participativo para a escola. Buscou-se embasamento teórico em obras de grandes autores, dos quais se podem citar Vasconcellos, Gandin, Padilha, entre outros, de suma importância à pesquisa educacional. No texto aborda-se, em primeira instância, o planejamento nas escolas e como é utilizado na atualidade, visando apresentar a importância do gestor educador. Em segundo momento, apresentam-se os conceitos de planejamento, na visão de diferentes autores, e as formas de sua existência no espaço escolar. Faz-se uma breve retomada histórica sobre as origens do planejamento; na sequência, abordam-se o planejamento e a cidadania, explicita-se a importância de associar escola e sociedade ao trabalhar a partir da realidade dos educandos e das melhorias em suas vidas, tanto escolar quanto familiar e social. Fica a reflexão sobre a necessidade de se planejar no espaço escolar para uma melhor organização e estruturação dos educadores, desenvolvendo, dessa forma, uma educação igualitária e justa para todos, formando cidadãos justos e honestos.

Reforma do Estado e da educação dos anos 1990

PID: S2177-60592009000200004 | Periódico: Roteiro (2177-6059) | Ano: 2009
Autores: Noma Lima
O objetivo deste texto é evidenciar relações entre a reforma do Estado e a reforma da educação no Brasil nos anos 1990. As análises realizadas no trabalho são articuladas com o contexto da reorganização do capital, resultante da resposta do capitalismo mundial à sua crise geral, que se tornou mais evidente a partir da década de 1970. O estudo do Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado - que incorpora diversos elementos do projeto neoliberal da Terceira Via - evidencia que esse processo significou a redução da atuação estatal nas políticas públicas e sociais, a redefinição dos limites entre o público e o privado e significativas mudanças na relação entre Estado e sociedade civil. O propósito da reforma, orientada para o mercado, foi reduzir os gastos públicos em proteção social e priorizar a assistência social aos mais vulneráveis socialmente. Nos anos 1990, realizou-se ampla reforma educacional, abarcando várias dimensões do sistema de ensino. A justificativa dos neoliberais foi a urgência em dotar os sistemas educativos de maior eficácia com o menor impacto possível nos gastos do setor público e de cooperar com as metas de estabilidade monetária, controle inflacionário e equilíbrio fiscal.

Significações nacionais de expressões locais: educação, mídia e região no Brasil

PID: S2177-60592009000200008 | Periódico: Roteiro (2177-6059) | Ano: 2009
Autores: Lima Costa
Este artigo está embasado em premissas da modernidade latino-americana. Não obstante, sua ideia principal diz respeito à regularidade de motivos regionais na composição da imaginação nacional surgida com a ascensão dos processos de industrialização e da cultura no Brasil do século XX. Se forem analisadas peculiaridades históricas, tal como o embate entre forças regionais e federais na constituição do estado, os ciclos econômicos que levaram à alternância na hegemonia econômica nacional, ações políticas, etc. se perceberá que a indústria cultural e seu caráter transnacional tiveram uma matéria-prima histórica e já sistematizada pelas Ciências Sociais e reconfigurada pela Comunicação, as quais puderam adaptar os estímulos expressivos regionais aos suportes e às especificidades cognitivas que a caracterizam. Em uma leitura epistemológica e conceitual, apresenta-se o estudo sob o prisma da identidade cultural, localismo, proximidade, regionalização, nacionalização, espacialização e territorialização; o artigo é resultado de uma pesquisa qualitativa, cujos métodos dedutivo, dialético e observacional estão representados nas técnicas de pesquisa bibliográfica e documental.
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