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FORMAÇÃO DE PROFESSORES CONTRA O DUALISMO DA PELE DE ONAGRO

PID: S2178-26792020000300200 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Rossi
Resumo: O presente texto é instrumento por meio do qual abordamos a importância dos conhecimentos clássicos na constituição da formação de professores. Para atingir este objetivo, partimos da dinâmica entre apropriação e objetivação a partir das contribuições da ontologia lukacsiana. Abordamos o conto “A Pele de Onagro” de Balzac como recurso para demonstrar a tese de que a apropriação dos conhecimentos clássicos numa orientação crítica ontológica é indispensável para uma ampliação e aprofundamento da concepção de mundo e de sociedade dos alunos e não o seu rebaixamento. Isto demanda um esforço teórico e ao mesmo tempo prático. Teórico no sentido de compreender os aspectos formativos dos seres humanos ao longo da dinâmica de reprodução social e, também, no que se refere à identificação das formas mais desenvolvidas do conhecimento. Ao mesmo tempo e indissociavelmente está o desafio prático em concretizar ações educacionais que possibilitem a elevação do nível intelectual dos alunos.

FORMAÇÃO DO CONCEITO DE PROPORCIONALIDADE NA PERSPECTIVA DO ENSINO DESENVOLVIMENTAL

PID: S2178-26792020000500502 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Miguel
Resumo: O artigo discute o processo de formação do conceito de proporcionalidade por estudantes do ensino fundamental e as implicações pedagógicas de sua exploração didática na perspectiva do ensino desenvolvimental. Vale-se de ampla pesquisa bibliográfica, de análise documental e de dados levantados em projeto de intervenção na realidade escolar, versando sobre percepções e representações acerca de situações matemáticas envolvendo as noções de proporcionalidade direta e inversa. Os resultados apontam para a necessidade de os docentes considerarem as relações entre o vivido, o percebido e o concebido no ensino da noção de proporcionalidade, explorando diferentes situações matemáticas no contexto de representações semióticas de ideias do campo multiplicativo.

FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICA PEDAGÓGICA NO PROCESSO DE INCLUSÃO DO ESTUDANTE JOVEM COM DEFICIÊNCIA EM INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

PID: S2178-26792020000300105 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Costa Modica Santos
Resumo: O presente texto é resultado de uma pesquisa de campo que objetivou compreender como ocorre a formação docente e a prática pedagógica no processo de inclusão do estudante jovem com deficiência nas instituições de ensino superior do município de Barreiras-BA. A abordagem metodológica é qualitativa e o estudo de natureza descritiva-exploratória, do tipo Estudo de Caso. A coleta de informações foi realizada por meio de entrevista semiestruturada com os docentes e estudantes; na sequência foi realizada a análise de conteúdo baseada em Bardin (2011). A trajetória deste estudo teve como base os teóricos, Loss (2018), (2007), Moreira (2014), Rocha e Miranda (2009), Doutor (2016), Anastasiou e Pimenta (2014), dentre outros. Com esta análise foi possível verificar que a falta de conhecimento dos docentes sobre a concepção de inclusão educacional, é devido ao seu percurso formativo e que isso interfere nos modos do fazer pedagógico inclusivo, o que é referido pelos jovens estudantes. Do mesmo modo, o estudo aponta que os docentes atribuem possibilidades para que suas experiências sejam capazes de suscitar novas perspectivas acerca de uma ação transformadora, das potencialidades pessoais e sociais dos estudantes com deficiência.

FORMAÇÃO E RECONHECIMENTO DE SABERES DOS DOCENTES DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: POLÍTICAS E PRÁTICAS

PID: S2178-26792020000500476 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Lima Cunha
Resumo: Este artigo apresenta e problematiza as políticas de reconhecimento de saberes dos professores da educação profissional e tecnológica, no contexto das políticas de formação docente, fazendo um contraponto com a prática docente analisada a partir da abordagem ergológica do trabalho. Para tal, discorremos sobre as políticas que dispõem sobre a formação e a carreira dos professores da educação profissional e sobre o processo de reconhecimento de saberes destes. Posteriormente, apoiados na ergologia, aprofundamos a compreensão do trabalho enquanto local de (re)criação de saberes pelos trabalhadores e sobre as diversas dimensões presentes e necessárias à atividade de trabalho. Com base nesse referencial, buscamos compreender aspectos relacionados à atividade de trabalho docente, por meio da análise de dados obtidos durante observação e entrevista com um professor da educação profissional. Essa aproximação possibilitou compreender os problemas colocados às políticas de reconhecimento de saberes quando trata-se de avaliar saberes construídos na experiência de trabalho dos professores.

FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES E O ESTÁGIO SUPERVISIONADO: EXPERIÊNCIA FORMADORA?

PID: S2178-26792020000700158 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Brito
Resumo: A produção científica sobre a formação professores tem sido bastante ampliada no cenário educacional brasileiro e tem indicado diferentes aspectos que merecem uma análise acurada. Dentre os aspectos que se sobressaem nessas produções elencamos questões relativas à formação inicial como locus de apropriação da cultura profissional docente e ao estágio supervisionado como importante componente formativo, que pode favorecer o desenvolvimento da reflexividade e a produção de aprendizagens sobre ensinar e ser professor. O estágio supervisionado, na perspectiva deste estudo, é compreendido como experiência formadora, como aquela que “[...] simboliza atitudes, comportamentos, pensamentos, saber-fazer, sentimentos, que caracterizam uma subjetividade e identidades (JOSSO, 2004, p. 48). Para abordar essa temática partimos das seguintes indagações: Que tipo de formação inicial atende aos interesses e necessidades formativas dos futuros professores? Como se formam os professores? Qual a importância do estágio supervisionado na formação inicial de professores, como experiência formadora?. O estudo tem como base os pressupostos da abordagem biográfica, por favorecer o autoconhecimento e a autoformação. O estudo evidencia o estágio supervisionado como experiência formadora, que afeta vivências e conhecimentos produzidos nos percursos formativos.

GAMIFICAÇÃO COMO UMA FERRAMENTA PARA O APRENDIZADO DE LÍNGUA INGLESA: O CASO DO ISF-UFS

PID: S2178-26792020000500455 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Santos Gomes Silva
Resumo: Os princípios do pós-método, defendidos por Kumaravadivelu (1994), lançam as bases teóricas para que o professor assuma o protagonismo de suas aulas, na medida em que é visto como o único capaz de escolher as metodologias, técnicas e atividades empregadas. Neste contexto, após as discussões sobre os conceitos de gamificação no Programa Inglês sem Fronteiras da UFS, professores e coordenadores planejaram um curso de 16 horas totalmente gamificado. Assim sendo, este trabalho tem como objetivo, após uma breve revisão de literatura sobre a temática, descrever todo o processo de preparação do curso Apocalipse Zumbi, apontando as escolhas feitas com base nos propósitos do roteiro criado e nos princípios das teorias da gamificação. Ao final, algumas considerações foram levantadas sobre o papel do roteiro na execução das aulas, as percepções de professores e coordenadores sobre o desempenho dos alunos e o percentual de permanência dos alunos até o final do curso.

GRUPOS DE PESQUISA QUE INVESTIGAM A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO NORDESTE: QUEM SÃO, O QUE PRODUZEM E COMO PRODUZEM

PID: S2178-26792020000700297 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Farias Guimarães Moura
Resumo: O trabalho focaliza grupos de pesquisa vinculados a pós-graduação stricto sensu em Educação do Nordeste que investigam a formação de professores, considerando indagações sobre quem são, o que produzem e como produzem essas equipes. Um exame teórico qualitativo, que adota como fonte o Currículo Lattes e o Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq, contemplando amostra de 87 equipes, distribuídas pelos noves Estados nordestinos e ligadas a 15 programas. Um terço dessas equipes registra que investiga o assunto. São grupos robustos, apresentam foco temático diversificado, lideranças jovens, altamente qualificada e com forte capacidade de captação de financiamento de suas pesquisas.

INICIAÇÃO CIENTÍFICA NO ENSINO MÉDIO INTEGRADO À EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: PERCEPÇÕES DOS COORDENADORES

PID: S2178-26792020000500802 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Pontel Vieira Marques
Resumo: Este estudo analisa as percepções dos coordenadores de pesquisa dos Campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) sobre a Iniciação Científica (IC) no ensino médio integrado à educação profissional (EMIEP). Constituído numa abordagem qualitativa do tipo estudo de caso, foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica e de campo envolvendo os coordenadores de pesquisa dos Campi do IFRS. Foi aplicado um questionário on-line aos referidos coordenadores dividido em duas seções: a primeira buscou traçar um perfil dos coordenadores e a segunda, compreender as motivações que determinam suas participações como coordenadores de pesquisa, as principais limitações encontradas no desenvolvimento de suas atividades, as contribuições da iniciação científica para o estudante, assim como as perspectivas sobre esta prática no âmbito da instituição. Os dados obtidos foram analisados a partir das contribuições de Arantes e Peres (2015), Bianchetti et al (2012), Cabrero e Costa (2015), Cruz, Santos e Santos (2015), Demo (2011), Freire (1996), Gil (2008, 2010), Oliveira e Bianchetti (2018), Pires (2015), Nascimento, Morosini e Guedes (2015) entre outros. Os resultados indicam características do cenário da IC no IFRS presente principalmente no contexto do EMIEF. Aponta que esta é uma atividade ainda incipiente, mas que está sendo desenvolvida a partir de ações que pretendem sua expansão e fortalecimento. Trata-se de uma realidade que necessita ser ampliada, difundida e fomentada pelos campi com o intuito de que um maior número de estudantes e professores possa desfrutar das contribuições da IC para sua formação.

INTERAÇÕES DISCURSIVAS SOBRE A CONTEXTUALIZAÇÃO MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

PID: S2178-26792020000300209 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Silva Oliveira Maknamara
Resumo: O artigo objetivou problematizar o discurso da contextualização matemática e sua relação com práticas discursivas mobilizadas pelos sujeitos curriculares da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para tanto, usamos informações secundárias produzidas por meio de entrevistas com estudantes e professores/as que ensinam matemática nessa modalidade de ensino. Em diálogo com autores (as) do campo da Educação Matemática, operamos com ferramentas teórico-analíticas como discurso e poder-saber na perspectiva pós-crítica de estudos curriculares, sobretudo aqueles que se inspiram nas contribuições de Michel Foucault e colaboradores, para assumir as práticas de numeramento enquanto discursivas, portanto, produtoras de verdades acerca do Ensino de Matemática. A análise sugere que práticas de numeramento que têm lugar na EJA encontram-se atravessadas por relações de poder-saber, que estabelecem, compreendem e produzem discursos como o da contextualização matemática, engendrados no mecanismo da aplicabilidade, para instituir regimes de verdade que naturalizam a hegemonia da matemática formal (acadêmica e escolar) e o discurso da contextualização, e de como os sujeitos curriculares da EJA são capturados por esse discurso.

INTERNACIONALIZAÇÃO DA PESQUISA E PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE EDUCAÇÃO DO CAMPO DA ÁREA DA EDUCAÇÃO NA REGIÃO NORDESTE (2013-2020)

PID: S2178-26792020000700196 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Santos
Resumo: O presente artigo traz um mapeamento sobre a produção científica e a internacionalização da pesquisa na Pós-Graduação, acerca da Educação do Campo na Região Nordeste do Brasil, cujo recorte temporal foi de 2013 a 2019. A metodologia utilizada foi o Estado da Arte, a partir do banco de dados da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações - BDTD e do site das Instituições de Ensino Superior (IES) da Região Nordeste, a fim de identificar o quantitativo de trabalhos existentes no acervo sobre a Educação do Campo. Apresentamos também dados sobre a internacionalização a partir dos eventos internacionais e dos grupos de pesquisa que tratam da temática mencionada no contexto estudado. Os dados evidenciaram crescimento da pesquisa sobre educação do Campo na região, principalmente devido ao aumento da quantidade de cursos, programas e grupos de pesquisa de 2013 a 2019. Constatamos a carência de investimentos sobre a Educação do Campo por meio das agências de fomento do Brasil para a Região Nordeste em projetos de pesquisa internacionais, o que contribui para dificultar a internacionalização e a inserção social dos pesquisadores da Educação do Campo da pós-graduação em Educação em outros países, embora isso tenha ocorrido ainda que de forma incipiente, devido, principalmente, à militância de pesquisadores que são ligados aos movimentos sociais.

JUVENTUDE E FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO CAMPO: RUPTURAS, CONTRADIÇÕES E CULTURA POLÍTICA

PID: S2178-26792020000700277 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Cavalcante Silva Abreu
Resumo: O texto discute dimensões da pesquisa realizada entre 2016-2018 com financiamento do CNPq sobre juventude e formação para o trabalho no campo a partir da análise do perfil de jovens estudantes do Ensino Médio Subsequente frente aos desafios conjunturais que se instalaram nos anos de acirramento da política educacional no Brasil entre 2016 e 2018, levando em conta a consequente instabilidade dessas políticas para assistência e permanência da juventude nas instituições públicas da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica que resultou em grande parte em um cenário de evasão escolar evidenciada ao longo do processo da pesquisa. Na metodologia da pesquisa, foram utilizados questionários individuais para levantamento do perfil socioeducacional dos sujeitos, etapa seguida pela realização de grupo focal para discussão das categorias: juventude, trabalho e campo. No que concerne ao fenômeno da evasão discente, os resultados apontaram que os sujeitos da pesquisa o compreendem a partir de uma visão meritocrática do cenário, atribuindo-o exclusivamente às condições individuais do estudante, o que pode sinalizar como os sujeitos percebem seus processos de formação distanciados da concepção de políticas educacionais como direito e do cenário de instabilidade socioeconômica que avançava nas condições familiares.

MAPEAMENTO DE ESTUDOS SOBRE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, ALFABETIZAÇÃO E TECNOLOGIA: ESTADO DA QUESTÃO

PID: S2178-26792020000500708 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Nunes Lustosa
Resumo: O presente artigo apresenta a elaboração do Estado da Questão (EQ) relativa à temática do uso de aplicativos de leitura e escrita na alfabetização e letramento de crianças com deficiência intelectual, na área da Educação. Para tanto procedemos ao levantamento de estudos nacionais e internacionais em periódicos, indexados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e nos Anais das Reuniões Anuais da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd). O mergulho na literatura mapeada propiciou a oportunidade de referenciar relevante e extensiva quantidade de publicações articuladas ao tema ora investigado. Os resultados mostram que do total de 1644 (100%) estudos consultados, 78 (4,7%) apresentaram proximidade com o nosso objeto investigado, abordando as temáticas de deficiência intelectual, alfabetização e letramento, tecnologia e/ou aplicativos e revelando o interesse dos pesquisadores por esses enfoques. Também notamos que, em geral, foram poucos os trabalhos que interligaram especificamente as tecnologias às deficiências e/ou transtornos, mais raros ainda aqueles que operaram com dispositivos móveis e aplicativos. Desse modo, a busca por desvelar o tema em questão, fez emergir um campo profícuo para os mais diversos trabalhos/artigos, fazendo-nos enveredar por áreas transversais e interdisciplinares, de modo a evitar vieses na conceituação de categorias teórico-empíricas e definição dos referenciais. Portanto, esse exercício tornou-se primordial para conhecer “o que foi” e “o que está sendo” produzido pelos estudiosos nessa área específica de pesquisa.

NARRATIVAS AUTOBIOGRÁFICAS: ELEMENTOS PARA EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

PID: S2178-26792020000500412 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Miranda Nascimento
Resumo: Neste trabalho buscamos compreender elementos que marcaram trajetórias de licenciados em Educação do Campo no que tange a violações de direitos dos povos campesinos e, contribuir com um cenário de interesse acerca do uso de narrativas autobiográficas como instrumento formativo e de pesquisa. Para isso, no contexto de uma disciplina de Educação em Direitos Humanos de um curso de Licenciatura em Educação do Campo, narrativas autobiográficas serviram de eixo condutor para a condução do ensino e a sustentação da aprendizagem ao longo de um semestre. As produções narrativas, um total de dezessete, foram analisadas utilizando como inspiração a Análise de Conteúdo. Os dados foram categorizados em três eixos: escolarização, saúde e acesso à terra. Como resultados, emergiram à compreensão as mais significativas problemáticas acerca de violações de direitos humanos a que se veem submetidos, transversais a todas as histórias no sentido da busca por acesso à Educação, Saúde e Terra. Em todas elas, a presença constante de um sucateamento e, por conseguinte, uma limitação ao acesso a esses direitos, em meio a necessidade de lutas permanentes para modificar esse cenário. Além disso, foi possível considerar que o processo de revisitar suas narrativas, com base na compreensão que alguns aspectos podem ter sido negligenciados ou ofertados de modo inadequado, se configurou como importante instrumento formativo de promoção dos Direitos Humanos. Nesse sentido, ao reconhecerem os direitos que lhes deveriam ter sido assegurados, os estudantes conseguiram identificá-los e problematizá-los em um processo de reconhecimento e empoderamento de si enquanto sujeitos de direito.

O ACESSO DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR E SUA RELAÇÃO COM O PROJETO DE SOCIEDADE EXISTENTE

PID: S2178-26792020000500167 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Oliveira Melo Silva
Resumo: Este artigo, de caráter ensaístico, tem por objetivo discutir sobre o acesso ao ensino superior às pessoas com deficiências no Brasil. Discute sobre as barreiras existentes no acesso, permanência e conclusão do curso pleiteado, a proporção de menos de 0,5% de estudantes com deficiência no Ensino Superior, e sobre a cultura do capacitismo que submete as pessoas com deficiência à falsa a concepção de igualdade de oportunidades. Este artigo discute ainda a implantação do Decreto n° 9.034/17, em que o Governo Federal altera as regras do programa de cotas dos Institutos e Universidades Federais e inclui pessoas com deficiência na lista de estudantes com direito à reserva de vagas nessas instituições. Considera que, com relação à abertura das IFES é fundamental que estas organizem esforços para a garantia da acessibilidade e da permanência das pessoas com deficiência, com direito à apropriação do conhecimento universal e científico ao longo do processo de estudos. Seguindo esta compreensão, este artigo propõe que os espaços que se baseiam numa materialidade inclusiva constituem mais um instrumento contra hegemônico de luta, para a construção de ambientes favoráveis à consecução de igualdade de condições e oportunidades para acessibilidade do conhecimento historicamente produzido às pessoas com deficiência. Alerta para o fato de que será preciso compreender que, as dificuldades em relação à contradição inclusão e exclusão extrapola a questão da deficiência, pois entende que a relação direta é com o projeto societário existente.

O ASSÉDIO À EDUCAÇÃO PÚBLICA E A RESISTÊNCIA ESTUDANTIL NO BRASIL CONTEMPORÂNEO

PID: S2178-26792020000500849 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Martins
Resumo: No Brasil, após o golpe de 2016, se intensificam as estratégias para desobrigar o Estado de seu dever constitucional com o ensino público, gratuito, laico e de qualidade. O governo congela as verbas da educação por 20 anos e propõe uma reforma do ensino médio. A quem interessa e qual a origem destas iniciativas? Para refletir sobre esta questão, busco apoio teórico em obras de autores como Gramsci e Paulo Freire, bem como lanço mão de resultados de pesquisas que abordam, em perspectiva crítica, as estratégias adotadas pelo Banco Mundial (BM) e seu parceiro na América Latina, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ao longo das últimas três décadas. De modo semelhante, impressiona a rotina de aprendizado, debates e atividades culturais dos secundaristas, durante a ocupação das escolas públicas de ensino médio em todo país. Analiso, portanto, o ideário conservador que embasa a contrarreforma educacional e o protesto estudantil contra o projeto neoliberal.

O BOOM DA LUTA DOCENTE EM PORTUGAL FRENTE À INTENSIFICAÇÃO DA PRECARIEDADE DO TRABALHO IMPOSTA PELA NEW PUBLIC MANAGEMENT

PID: S2178-26792020000300207 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Macedo Cabrito
Resumo: O artigo é resultado da investigação sobre a luta dos educadores de infância e dos professores dos Ensinos Básico e Secundário em Portugal frente à intensificação da precariedade do trabalho docente, imposta pela “New Public Management”. Objetiva-se analisar as principais pautas de luta instigadas pela reforma do Estado português e, consequentemente, pela reestruturação do sistema de ensino. Nesse contexto, considera-se que a atual gestão dos sistemas educacionais prima pela performatividade, competitividade, resultado, eficiência, avaliação, excelência e mérito. Fundamenta-se no referencial teórico-metodológico do materialismo histórico dialético e toma como referência empírica a Federação Nacional dos Professores (FENPROF). Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de caráter qualitativo com revisão de literatura via análise de fontes primárias e secundárias e, também, análise documental. Como resultado salienta-se que, apesar das políticas educativas derivarem de acordos políticos entre o governo português e os organismos internacionais, mediados pela União Europeia (UE), isso não tem sido suficiente para criar o consenso entre os professores e, nem mesmo, impedir a correlação de forças. Conclui-se, portanto, que a FENPROF tem sido combativa frente ao processo de intensificação da precariedade do trabalho docente e, por isso, tem alcançado resultados positivos, embora limitados, quanto às suas reivindicações em tempo de crise do capital.

O CASO DOS JOVENS NEM NEM: NOVAS TRAJETÓRIAS, NOVOS DESAFIOS

PID: S2178-26792020000300108 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Frias Alcoforado Cordeiro
Resumo: A participação dos jovens no mercado de trabalho constitui uma dimensão significativa do seu desenvolvimento pessoal e social, da construção da identidade e do desenvolvimento equilibrado e integrado das sociedades. Sendo o trabalho, ainda, o tempo social dominante, na contemporaneidade, ele é, também, a maneira mais óbvia de, permitindo o acesso a um rendimento, incrementar a autonomia e estruturar a vida quotidiana. Contudo, da evolução global dos mercados e dos sistemas económicos, derivaram consequências particularmente severas para os jovens que, experienciando percursos de carreira mais individualizados e menos previsíveis, enfrentam crescentes dificuldades na concretização dos seus projetos de vida. O progressivo aumento das taxas de desemprego, acompanhado de outras conjunturas desfavoráveis, conduziram à emergência do fenómeno NEET (not in employment, education or training), o qual assume, presentemente, grande centralidade no debate político europeu. Perante o desafio de absorver e integrar os jovens no trabalho, educação ou formação, urge conhecer, refletir e compreender as especificidades desta problemática, marcada pela heterogeneidade de contextos, características, necessidades, fatores de risco e efeitos, com vista ao delineamento de ações estratégicas concertadas que facilitem as transições entre o sistema educativo ou formativo e o mercado de trabalho. Neste artigo, caraterizamos, de forma circunstanciada o fenómeno NEET, recenseamos algumas respostas que têm vindo a ser pensadas e refletimos sobre a necessidade de despertar novos olhares e novas soluções.

O ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO: INTERFACE ESCOLA/UNIVERSIDADE MEDIADA POR ALUNOS ESTRANGEIROS

PID: S2178-26792020000700175 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Moraes Silva Leite
Resumo: Este texto investiga as contribuições e os desafios do Estágio Curricular Supervisionado do curso de licenciatura em Letras da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB, na formação inicial de professores estrangeiros. O advento da UNILAB, na Região do Maciço de Baturité, estado do Ceará, oportuniza a integração de estudantes nesta localidade, principalmente vindos do continente africano e asiático que formam a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - CPLP. Seu projeto de formação inicial de professores oportuniza essa integração especialmente por meio do Estágio Curricular Supervisionado. Nestas circunstâncias, selecionamos estudantes estrangeiros do curso de licenciatura em Letras como colaboradores da pesquisa, por meio desse Componente Curricular. Os estagiários em foco atuaram em duas Escolas públicas de Ensino Médio situadas nas cidades de Redenção e Acarape. Para realização da investigação, recorreu-se a abordagem qualitativa, o método estudo de caso e a análise documental do Projeto Pedagógico do Curso de Letras - PPC, aliada com técnicas de entrevista e observação. Os resultados detectaram fragilidades na organização didático-pedagógica do PPC do Curso de Letras, em razão da ausência de orientações especificas ou qualquer indicativo norteador de programas ou ações acadêmicas voltadas aos estagiários estrangeiros. Concluiu-se que esses estudantes enfrentam desafios variados na mediação pedagógica do Estágio Supervisionado, sobretudo, no período da regência, evidenciados nos costumes, atitudes e gestos, e no uso da própria língua, dada a caracterização linguística do estagiário estrangeiro no país de origem.

O MOVIMENTO DA DIDÁTICA CRÍTICA E O PENSAMENTO PEDAGÓGICO-DIDÁTICO NA DÉCADA DE 1980

PID: S2178-26792020000700343 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Faria
Resumo: O artigo tem por objetivo analisar o movimento das proposições contra-hegemônicas, notadamente, nos anos de 1980, no contexto do movimento da didática crítica e suas repercussões epistemológicas no campo da pedagogia e da didática. Para tanto, examinamos algumas das mais expressivas produções no campo da didática que assumem o método dialético como método de investigação. No trato teórico-metodológico assumimos o entendimento de ser a Pedagogia a ciência da e para a prática educativa e a Didática, a teoria do ensino na sua totalidade e em seu movimento. Ao mesmo tempo optamos pela teoria do SER SOCIAL de Marx e de suas expressões na pedagogia histórico-crítica. Os resultados do estudo sinalizam que o movimento da didática crítica não foi apenas uma alternativa a pedagogia oficial, marcada pelo tecnicismo pedagógico, mas se contrapôs pela sistematização de orientações pedagógicas que fazem uma crítica rigorosa a perspectiva burguesa de escola, ao mesmo tempo que lutam pela democratização da escola pública, espaço privilegiado do conhecimento sistematizado, dos conteúdos historicamente desenvolvidos e sistematizados, pela valorização profissional dos professores e sua autonomia intelectual a partir do desenvolvimento de uma aguda consciência das finalidades da educação e da prática docente; e, ainda, dotando-os de uma formação teórico-científica, potente, capaz de emancipá-los. Contribuindo desse modo com o processo de formação omnilateral dos estudantes.

O PAPEL DA SISTEMATIZAÇÃO DA EXPERIÊNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA

PID: S2178-26792020000500319 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2020
Autores: Bremm Güllich
Resumo: Este trabalho busca investigar o papel da sistematização de experiências no processo de Investigação-Formação-Ação, ao longo da formação de professores de Ciências e Biologia. Para tanto, foram gravados e transcritos dois encontros de formação de professores do projeto de extensão denominado Ciclos Formativos no Ensino de Ciências, em que foram sistematizados relatos de experiências. Demarcamos para a discussão episódios em que o processo de sistematização possibilitou o desencadeamento de três elementos formativos: o espelhamento de práticas, as narrativas reflexivas nos diários de formação e o diálogo formativo. A partir dos resultados produzidos e analisados foi possível perceber como o processo de sistematização de experiências contribuiu para a formação inicial e continuada de professores de Ciências e Biologia. Os elementos formativos desencadeados pela sistematização levam o professor a refletir criticamente sobre a sua prática, sendo esta uma reflexão individual e coletiva. Podemos perceber, assim, que o processo de sistematização é fundamental para desenvolvimento da Investigação-Formação-Ação, ao desencadear a reflexão formativa
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