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FORMAÇÃO CONTINUADA E EXPERIÊNCIAS DOCENTES NA EDUCAÇÃO BÁSICA: O QUE DIZEM OS ESTUDOS

PID: S2178-26792024000100127 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Souza Sales
RESUMO: Este artigo busca compreender como as experiências docentes são entendidas e incorporadas nos estudos desenvolvidos sobre a formação continuada de professores da Educação Básica. Se origina do levantamento e análise de estudos disponíveis na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), produzidos entre 2017 e 2021. A partir dos estudos analisados, conclui-se que as experiências docentes são elementos importantes para a formação continuada na Educação Básica, podendo ser compartilhadas, discutidas, analisadas e refletidas coletivamente em processos formacionais colaborativos que têm a escola como lócus privilegiado de formação, desenvolvidos através da ação protagonista dos professores, propiciando o desenvolvimento profissional e a transformação da escola, das práticas pedagógicas e da aprendizagem dos estudantes.

FORMAÇÃO E ASSESSORIA PEDAGÓGICA A DOCENTES UNIVERSITÁRIOS: UM ESTUDO DE CASOS NO BRASIL E EM QUÉBEC

PID: S2178-26792024000100113 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: d’Ávila
RESUMO: Esta pesquisa tem como objetivo compreender como dois centros de formação e assessoria pedagógica desempenham seu papel na formação e acompanhamento pedagógico de professores universitários. Para tal finalidade, estudamos o caso do Centre for University Pedagogy (CPU) da University of Montreal (Quebec, Canadá) e do Núcleo de formação e assessoria pedagógica (NUFAP), vinculado à Universidade Federal da Bahia (UFBA). Trata-se de duas grandes universidades urbanas que há alguns anos oferecem programas de formação e assessoria pedagógica a docentes universitários. A pesquisa é de caráter qualitativo e abordagem fenomenológica. Utilizou-se como método o estudo de casos múltiplos. Para a coleta dos dados procedeu-se à análise documental nas plataformas virtuais dos dois centros, entrevistas semiestruturadas com coordenadores, assessores pedagógicos e professores. A análise temática foi o método empregado para análise e interpretação das informações, gerando uma árvore temática a partir das unidades de significação que brotaram do estudo. Os principais referenciais teóricos no tocante à formação pedagógica: Colet e Berthiaume, 2015; Lucarelli, 2009, Cunha 2014. Sobre inovação: Pilot e Marceaux 2022; Imbernón, 2017. Sobre assessoria pedagógica, Cunha 2014. Metodologia da pesquisa, e abordagem filosófica Maffesoli, 2005; Alexandre, 2013; Paillé e Mucchielli, 2008. Como resultados foram evidenciadas semelhanças e diferenças entre as duas estruturas pedagógicas e seus sistemas de formação e de assessoria. Foram descritas também as percepções dos professores participantes quanto aos efeitos dos processos formativos em suas práticas, assim como as concepções de coordenadores e assessores pedagógicos quanto ao trabalho desenvolvido nos dois setores.

GOVERNANÇA DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO NORDESTE BRASILEIRO: AÇÕES DE PARCERIA ENTRE MEC E O PNUD

PID: S2178-26792024000100137 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Braz Cêa Santos
RESUMO: É cada vez mais recorrente associar a ideia de parcerias público-privadas ao campo da educação, por funcionarem como mecanismos de governança que tentam adequar os sistemas educacionais nacionais a um projeto de educação global. Em virtude disto, o PNUD tem sido um dos principais parceiros do Ministério da Educação (MEC) e dos governos brasileiros, com programas que se propõem a inovar para solucionar os problemas de toda ordem da educação pública e, consequentemente, melhorar os índices de qualidade da educação e reduzir a pobreza em nível nacional. Por meio de fundamentação teórica de matiz crítico-dialética, se objetiva destacar aspectos da governança da educação a partir da relação do PNUD com governos locais do Nordeste brasileiro. Conclui-se que o PNUD tem sido um dos principais agentes da governança da educação brasileira, em especial na região do Nordeste brasileiro. Devido aos baixos índices sociais, os programas que foram atuantes na educação pública tinham a função de tentar atender às pautas do sistema do capital, articulando a agenda de política global à política da gestão local da educação.

INDICADORES DE SAÚDE PREDIZEM O ESTILO DE VIDA EM PROFESSORAS APOSENTADAS

PID: S2178-26792024000100119 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Souza Cardoso
RESUMO: O objetivo do estudo foi identificar as variáveis sociodemográficas e indicadores de saúde capazes de prever o estilo de vida (EV) em quarenta professoras aposentadas participantes de um projeto de extensão universitária. Trata-se de um estudo transversal, de natureza quantitativa e de cunho inferencial. Foi utilizada uma ficha de avaliação para registrar os dados pessoais, sociodemográficos e indicadores de saúde das participantes. Para avaliar o EV, foi utilizado o questionário denominado ‘Perfil do Estilo de Vida Individual’ constituído pelos componentes de nutrição, atividade física, comportamento preventivo, relacionamento social e controle do estresse. Os dados foram analisados a partir da estatística descritiva e inferencial. A regressão linear múltipla apresentou dois modelos estatísticos para explicar a variabilidade do EV das professoras aposentadas (p < 0,05). No primeiro, o número de quedas foi o único preditor (β = - 0,411; t = - 2,776; p = 0,008), porém com o tamanho de efeito médio (R² = 0,169). No segundo modelo, o comportamento sedentário (CS) foi adicionado (ΔR² = 0,098; ΔF = 4,942; p = 0,032) e também foi um preditor significativo para o EV (β = - 0,315; t = - 2,223; p = 0,032) das voluntárias. Portanto, este estudo demonstrou que o número de quedas e o CS, tomados em conjunto, foram capazes de explicar 26,7% da variabilidade do EV das voluntárias, o que correspondeu a um tamanho de efeito grande. Trata-se de um desfecho importante, pois as informações acerca dos fatores que afetam o EV neste público-alvo ainda são limitadas.

LUDICIDADE: CONCEITOS, PARADIGMAS E CONCEPÇÕES NO ENSINO SUPERIOR

PID: S2178-26792024000100146 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Mineiro
RESUMO: O artigo discute o fenômeno da ludicidade no âmbito da educação superior, expõe conceitos, paradigmas e concepções possibilitando compreender ludicidade para além do senso comum. Seu objetivo geral é compreender ludicidade segundo seus paradigmas e concepções; e como objetivo específico pretende-se identificar concepções de ludicidade mais prevalentes no Ensino Superior. O trajeto metodológico se apoia na abordagem qualitativa efetivada por estudo de caso instrumental em universidade pública, com colaboração dos alunos do ensino superior no curso de Ciências Contábeis. Os dados foram produzidos por questionário misto e grupo focal, seus resultados foram triangulados e compreendidos pela análise de conteúdo categorial. Concluiu-se que há dois paradigmas: o Lúdico Total e o Lúdico Real, bem como, levantaram-se as seguintes concepções de ludicidade: Subjetiva, Utilitarista (com duas vertentes: didática e produtivista), Infantil e Diversão. A Concepção Utilitarista foi prevalente, talvez pela identidade pragmática do curso pesquisado.

O ESPAÇO DAS ARTES VISUAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: A BASE MUNICIPAL CURRICULAR DE GUANAMBI - BA

PID: S2178-26792024000100124 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Freitas Vidal
RESUMO O presente artigo é fruto da pesquisa “Entre conversas e visualidades: as práticas em Artes Visuais na Educação Infantil em instituições públicas da cidade de Guanambi-BA”1, desenvolvida no Programa Associado de Pós-Graduação em Artes Visuais UFPB/UFPE, na linha de pesquisa Processos Educacionais em Artes Visuais, defendida em 2023. O recorte, ora apresentado, se concentra na análise documental da Base Municipal Curricular de Guanambi (BMCG), publicada em 2020, elaborada de acordo com as políticas públicas nacionais e estaduais em vigor, além de cuidadosa consulta à comunidade local. Nesta análise, observou-se especificamente os apontamentos referentes às Artes Visuais nas escolas de Educação Infantil/pré-escola e constatou-se que o documento reconhece as Artes Visuais como uma das linguagens infantis, portadora de conteúdos próprios. Entretanto, em seu texto ainda é possível perceber brechas que necessitam ser melhor compreendidas, ao que reafirmamos ser necessária e indispensável uma contínua nutrição estética/artística do corpo docente e gestor das instituições, de forma a permitir que as ações empíricas se estabeleçam como proposições, que potencializem a presença das Artes Visuais nos estabelecimentos de forma crítica e que atenda às necessidades de criação das crianças e também das pessoas adultas que ali se encontram.

O LUGAR DOS/AS PROFESSORES/AS NA FORMAÇÃO PERMANENTE: ANÁLISES E PROPOSIÇÕES

PID: S2178-26792024000100123 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Arruda Nascimento
RESUMO: Este texto aborda o lugar dos/s professores/as na formação permanente, ensejando provocar o debate sobre a condição de passividade a que são submetidos estes profissionais em processos formativos nos quais são reduzidos a meros replicadores e fazedores do que lhes são apresentados como solução para os problemas cotidianos de suas práticas. Apoiados nos conceitos de formação permanente em escolas (Imbernón, 2009, 2016), de professor reflexivo (Pimenta, 2012) e saberes docentes, na perspectiva de Tardif (2014) e Freire (2020a), analisamos os dados de um questionário respondido por seis professoras e um professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental de uma escola pública do município de Vertente do Lério-PE, sobre suas experiências com as formações permanentes. Os resultados evidenciaram a insatisfação dos/as entrevistados/as com o modelo formativo vivenciado por eles/as, confirmando a urgência de um novo olhar para essas formações.

O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E OS ENTRAVES NA ESCOLARIZAÇÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA

PID: S2178-26792024000100104 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Santos Ferreira Santos
RESUMO: No contexto escolar, a inclusão nas aulas de Educação Física (EF) deve oferecer ao aluno a oportunidade de frequentar e ter educação de qualidade atendendo as suas necessidades. Assim, o presente estudo elencou como objetivo: investigar como ocorre o processo de inclusão de alunos com deficiência nas aulas de EF na cidade de Manaus, a partir do olhar dos professores. A pesquisa caracteriza-se como descritiva com abordagem qualitativa e foi realizada em 2 (duas) escolas municipais de Manaus, nas quais foram entrevistados 3 (três) professores de Educação Física. Para a coleta de dados foi aplicado um roteiro de entrevista semiestruturado e os achados foram submetidos à Técnica de Análise de Conteúdo. As categorias para a análise foram pré-estabelecidas a partir do roteiro de entrevista. Os resultados são discutidos nas categorias: Formação e A Participação dos alunos. Os resultados apontam que apesar dos significativos avanços no que concerne aos direitos à educação para as pessoas com deficiência, ainda é possível identificar atitudes que revelam uma exclusão oculta, em que os profissionais definem “se” ou “quem” irá participar ou não de suas aulas utilizando de critérios próprios. Anda no contexto manauara, observou-se a carência de profissionais de EF atuando nas escolas. Para além das atitudes e tomadas de decisão dos professores de EF, compreende-se que a escola é um espaço democrático, em constante evolução, que necessita de um trabalho em equipe e uma reestruturação organizacional macro que vise a aprendizagem, participação e acesso de todos os estudantes.

O USO DE FERRAMENTAS DIGITAIS NA EDUCAÇÃO PÓS-PANDEMIA: UMA ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA

PID: S2178-26792024000100118 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Cruz Ecar
RESUMO: A pesquisa tem como objetivo apresentar uma análise bibliométrica de publicações sobre o uso de ferramentas digitais na educação pós-pandemia de Covid-19. A metodologia corresponde a uma pesquisa exploratória quantitativa que realizou uma análise bibliométrica na base da Scopus utilizando as palavras-chave: digital tools and education and post-pandemic. Foram analisados também sete artigos com acesso aberto na base Scopus, que mostram que professores e alunos conseguiram se adaptar ao ensino remoto e ao uso das ferramentas digitais, porém ficou patente a necessidade de maior investimento por parte das instituições de ensino para que estas ferramentas possam ser melhor aproveitadas no ensino presencial. Dessa forma, entende-se a importância do uso da tecnologia na pandemia como vetor para aproximar o aluno a sala de aula, evidenciando a busca de treinamentos e de melhor infraestrutura nas escolas.

OS CAMINHOS DA PROMOÇÃO DE SAÚDE E DO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA: O CONTEXTO DE INFLUÊNCIA

PID: S2178-26792024000100143 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Scaldaferri Pimentel Carmo
RESUMO: A promoção da saúde, diferentemente da prevenção, não está voltada para resolução de um problema específico. Trata-se de ações que visam a manutenção da saúde, considerando as diferentes realidades, na busca por qualidade de vida. Marcos políticos, como a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e a formulação dos Parâmetros Curriculares Nacionais aproximaram as ações de promoção da saúde do ambiente escolar. O Programa Saúde na Escola, resultado de uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação, busca a conexão desses setores. Mediante análise documental, o Ciclo de Políticas proposto por Ball e colaboradores, foi tomado como aporte teórico-metodológico para compreender o Contexto de Influência que esteve por trás da formulação do Programa. Os resultados apontam que as mudanças no conceito de saúde e da promoção de saúde, bem como o papel da escola foram os principais marcos que estiveram ligados à formulação desse Programa. Ele apresenta um discurso inovador, com a proposta de romper o caráter assistencialista e adotar o modelo da promoção da saúde no ambiente escolar, apostando na intersetorialidade. Nesse sentido, considera-se que o ambiente escolar é um espaço potente para se falar de saúde e forte aliado na aproximação com a comunidade, fronteira relevante no desenvolvimento de políticas públicas dessa natureza.

OS CELULARES, OS PROFESSORES E OS ALUNOS: DESAFIOS PARA A ELABORAÇÃO DE UM OUTRO CONTRATO PEDAGÓGICO

PID: S2178-26792024000100103 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Zuin Ferreira
RESUMO: Na sociedade da chamada cultura digital, os aparelhos celulares se disseminam de uma tal forma que, em muitas ocasiões, são identificados pelas pessoas como se fossem parte de seu próprio corpo. Evidentemente, o ambiente escolar é identificado como um espaço onde tais aparelhos tornam-se onipresentes, a ponto de suscitar a reflexão sobre como eles poderiam ser pedagogicamente utilizados. Diante disso, o objetivo dos autores deste artigo é o de refletir criticamente sobre o papel do professor (a) de nível médio de ensino diante da utilização, cada vez mais frequente, do uso de aparelhos celulares dentro e fora das salas de aula para fins supostamente pedagógico. Apoiando-se nos pensadores da Teoria Crítica da Sociedade, utilizou-se como metodologia a análise de 17 artigos acadêmicos publicados nos últimos anos, os quais examinaram a contribuição dos celulares em turmas do ensino médio. A partir disso, foi possível concluir que, se o celular pode tanto ser pedagogicamente utilizado, quanto engendrar práticas de dispersão de concentração e cyberbullying, torna-se fundamental fomentar a presença de contratos pedagógicos entre os agentes educacionais para que possam mutuamente consensuar sobre quando e como usar tal aparelho no transcorrer das atividades realizadas nas salas de aula.

PERCEPÇÃO DE PROFESSORES A RESPEITO DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM EDUCAÇÃO SEXUAL NO ESPAÇO ESCOLAR

PID: S2178-26792024000100117 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Nunes Kanan Dresch
RESUMO: O estudo teve como objetivo analisar as práticas pedagógicas de educação sexual no espaço escolar sob a perspectiva de professores. Os participantes foram 15 professores que atuam no ensino fundamental, anos finais, em escolas particulares (5), municipais (5) e estaduais (5). Na coleta de dados, ocorreram entrevistas semiestruturadas, a partir de um roteiro com questões de interesse sobre o tema. Tais questões organizaram a coleta, reflexão e discussão de temas relacionados à educação sexual. Como resultados, encontrou-se que, em algumas escolas, quando o assunto é abordado, isso ocorre por meio de palestras com convidados externos, sendo marcadas por uma perspectiva biológica e higienista, limitadas a conceitos anatômicos e biológicos e focadas em métodos de contracepção e na evitação de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Isso se contrapõe ao que se preconiza no sentido de uma educação sexual abordada e refletida em uma perspectiva multifacetada, incluindo a diversidade sexual e de gênero, as experiências e necessidades da vida real dos estudantes. Ademais, defende-se também uma educação sexual que explore a sua criticidade e siga para além do foco tradicional, de modo a incluir seus aspectos positivos, os relacionamentos saudáveis, o bem-estar emocional, o desenvolvimento de uma autoestima positiva e considerações a respeito das influências culturais presentes nas escolas brasileiras.

PERSPECTIVA DAS COORDENADORAS PEDAGÓGICAS SOBRE A FORMAÇÃO CONTINUADA DOCENTE QUANTO À BNCC

PID: S2178-26792024000100132 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Magdaleno Faria
RESUMO: Este artigo objetiva discutir as ações de formação continuada dos professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental das escolas estaduais no município de Viçosa/MG, a partir do olhar das coordenadoras pedagógicas. A proposta metodológica é de cunho qualitativo e os dados foram produzidos por meio de questionários e entrevistas semiestruturadas. Os dados foram categorizados a partir das percepções e transcrição dos diálogos, e analisados por meio da triangulação com o referencial teórico-metodológico do Ciclo de Políticas, formulado por Stephen Ball e Richard Bowe (1992). Mais especificamente, utilizamos a abordagem do contexto da prática para a análise dos dados deste artigo, já que se trata de apresentar o processo de implementação da BNCC enquanto nova política educacional obrigatória em todo território nacional. A análise aponta que a formação continuada ocorrida até então teve caráter técnico e descritivo quanto à BNCC, sem abertura para debates críticos, situação agravada pela precarização do trabalho docente devido à pandemia de COVID-19. As resoluções que tratam das formações continuadas docentes são marcadas por habilidades e competências que os professores devem ter para ensinar de acordo com a Base.

PESQUISA-AÇÃO EM EDUCAÇÃO: UM MOSAICO TEÓRICO-METODOLÓGICO

PID: S2178-26792024000100139 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Costa Moura
RESUMO: Este artigo buscou refletir sobre experiências formativas em um curso de doutorado e em um grupo de pesquisa, articulando-as com as bases epistemológicas estudadas no curso e com os pressupostos teóricos e metodológicos adotados por estudos em nível de pós-graduação stricto sensu realizados pelos integrantes do grupo, de modo a construir um mosaico teórico-metodológico de pesquisa-ação em Educação. Trata-se de um estudo teórico-reflexivo que problematiza a teoria a partir de elementos experienciais e empíricos. Foram identificadas as tesselas que compuseram o mosaico, com destaque para as práticas da docência como significativo objeto de estudo da pesquisa-ação com professores e/ou estudantes em contextos socioeducativos, propiciando a ressignificação das práticas. Essa opção de pesquisa rompe com princípios (neo)positivistas, aproximando-se daqueles pragmatistas e dialéticos, possibilitando a práxis investigativa em trajetórias cíclicas, reflexivas e formativas. Portanto, é compreendida em uma perspectiva plural, crítica, colaborativa, (trans)formativa e emancipatória.

POLÍTICAS DE VALORIZAÇÃO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS EM EDUCAÇÃO NO CONTEXTO DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

PID: S2178-26792024000100150 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Prado Nunes
RESUMO: O presente texto tem como objetivo discutir o lugar dos técnicos administrativos em educação (TAEs) nas políticas de valorização dos trabalhadores da educação no contexto da legislação brasileira. Trata-se de um estudo de análise de legislação que tomou como referência os marcos legais que regulamentam o trabalho dos TAEs. Os resultados evidenciam que há uma política em processo de consolidação a partir da qual se estabelece os planos de carreiras dos cargos dos TAEs; as diretrizes para o desenvolvimento de pessoal da administração pública; os procedimentos para a concessão do incentivo à qualificação e para a efetivação do enquadramento por nível de capacitação dos servidores; a Política Nacional de Formação dos Profissionais da Educação Básica; além de estabelecer normatização para a remuneração, as regras de promoção, as regras de incorporação de gratificação de desempenho a aposentadorias e pensões de servidores públicos da área da educação.

PONDERAÇÕES SOBRE QUESTÕES DE GÊNERO E SEXUALIDADE EM PROPAGANDAS TELEVISIVAS NO CONTEXTO ESCOLAR

PID: S2178-26792024000100108 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Miranda Gomes
RESUMO: O objetivo do presente trabalho é compreender o ponto de vista dos/das alunos/as do 9º ano do Ensino Fundamental sobre questões de gênero e sexualidade apresentadas em propagandas televisivas. A metodologia seguiu a abordagem qualitativa, baseada em trabalho de campo colaborativo intervencionista. Os instrumentos de geração de dados foram: observação participante, roda de conversa, oficina temática e questionários. No total, 25 estudantes de uma escola pública, da cidade de Areia-PB, participaram do estudo, sendo 12 estudantes do sexo feminino e 13 do sexo masculino. Resultados mostraram que os/as discentes reproduziram estereótipos cristalizados, em relação às questões de gênero e sexualidade; o trabalho colaborativo permitiu aos/as alunos/as enxergarem, de forma crítica, as relações entre masculino e o feminino, apresentadas em propagandas televisivas.

PRODUZINDO SENTIDOS DE EDUCAÇÃO INTEGRAL NAS ESCOLAS CIDADÃS INTEGRAIS

PID: S2178-26792024000100112 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Rodrigues Elias Honorato
RESUMO: Este texto se insere nos debates nacionais sobre a Política de Educação Integral. Nosso objetivo foi compreender os sentidos que têm sido produzidos nos currículos da Educação Integral no estado da Paraíba. A metodologia se amparou numa abordagem qualitativa integrada aos estudos da Teoria do Discurso (TD) de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe (2015), por esta considerar as dinâmicas de conflito, negociação e (re)configuração da realidade educacional, problematizando a luta pela produção de sentido hegemônico e os antagonismos produzidos na política. A partir de entrevistas semiestruturada com professores, gestores, estudantes e representantes de pais, foi possível identificar que a política tem funcionado em condições precárias levando em consideração a infraestrutura, formação e remuneração dos atores. O discurso curricular tem se apoiado metaforicamente na totalidade do ser, em busca de uma plenitude impossível de constituir-se em meio a atuação das políticas em que as demandas dos contextos e atores assumem prioridade na atuação.

PRÁTICAS DE APRENDIZAGEM INTEGRADORAS E INCLUSIVAS: REFLEXÕES SOBRE A (TRANS)FORMAÇÃO DOCENTE

PID: S2178-26792024000100148 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Pereira Alves
RESUMO: A pandemia da COVID-19 evidenciou questionamentos importantes quanto às formações dos docentes, principalmente no que se refere às práticas inclusivas considerando os espaços de formação inicial de professores. Assim, questionamos “Quais as contribuições das PAII - Práticas de Aprendizagem Integradoras e Inclusivas (Alves, 2016) na formação inicial dos docentes para a promoção da inclusão no âmbito educacional, considerando os desafios de cenário pandêmico?”. Este artigo objetiva investigar as contribuições das PAII à formação docente inicial, com vistas à promoção da inclusão numa perspectiva ecossistêmica. Enquanto metodologia, a revisão sistemática de literatura integrativa foi utilizada, com intuito de investigar as produções acadêmicas realizadas no período de pandemia relacionadas às PAII no contexto da formação docente. Para análise, tomamos como fundamentos teóricos o Paradigma Educacional Ecossistêmico, o Pensamento Complexo e Transdisciplinar. Percebe-se que se trata de um novo paradigma que tem fundamentado ainda poucas produções. Nenhum estudo foi encontrado acerca da temática abordada, sendo notada a importância de refletir sobre as possibilidades (trans)formadoras no contexto educacional numa perspectiva inclusiva. Neste sentido, os espaços de formação docente se apresentam como cenários importantes na promoção das PAII enquanto estratégia de transformação necessárias à educação do futuro e do presente, permitindo compreender e desvelar contribuições às formações docentes e práticas inclusivas por meio das PAII. Bem como, se faz relevante refletir sobre as formações docentes no âmbito das graduações a luz da perspectiva complexa, transdisciplinar e ecossistêmica para lidar com as instabilidades e incertezas próprias da vida em sua complexidade inerente.

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INTEGRADAS: UM CONFRONTO ENTRE DOCENTES LICENCIADOS E DOCENTES BACHARÉIS

PID: S2178-26792024000100107 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Melo Marques França
RESUMO: Tomando como marco inicial para o Ensino Médio Integrado (EMI) o Decreto nº 5.154, de 23 de julho de 2004, acreditamos que 15 anos não foram suficientes para que as instituições que compõem a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (RFEPCT) se tornassem profundas conhecedoras em relação às práticas pedagógicas que corporificam a integração de ensino. Em vista disso, este artigo é resultado de uma pesquisa que objetivou investigar, por meio de entrevistas individuais com 16 docentes efetivos do IFTM Campus Uberlândia, o conceito de EMI, colocando em confronto as compreensões de docentes bacharéis e de docentes licenciados. Para isso, focamos em analisar quais são as práticas pedagógicas utilizadas por eles, em sala de aula, que favoreçam a efetivação do EMI, e possíveis dificuldades encontradas nesse processo. A base teórica deste artigo se apoiou em Maldaner (2017), Moura (2008) e Sena e Souza (2023). As entrevistas foram realizadas no mês de novembro de 2018, dentro dos limites físicos do próprio campus. A escolha dos 16 docentes entrevistados aconteceu por conveniência e pela análise de seus currículos cadastrados na Plataforma Lattes, a fim de selecionar primeiramente aqueles que apresentassem formação acadêmica apenas em licenciatura ou apenas em bacharelado. Como destaque dentre os resultados da pesquisa, identificamos que quase todos os docentes demandam a socialização de experiências exitosas, o estímulo por meio de convites à participação de atividades em conjunto, assim como a disposição dos docentes a participarem da reformulação de diretrizes institucionais, a fim de criar uma infraestrutura burocrática mais amigável à implementação da integração de ensino.

TRAJETÓRIAS DE VIDA-PESQUISA-FORMAÇÃO: DISCURSO DE PROFESSORA EMÉRITA

PID: S2178-26792024000100200 | Periódico: Revista Práxis Educacional (2178-2679) | Ano: 2024
Autores: Olivera
RESUMO: Discurso proferido pela professora doutora Dalila Andrade Oliveira na ocasião da Cerimônia de Recebimento do Título de Professora Emérita da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 02 de outubro de 2023, na Faculdade de Educação (FaE).
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