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CONSTRUINDO CIDADÃOS: ARQUITETURA DA ESCOLA E SEU PROGRAMA SOCIAL - VISÕES COMPARATIVAS DA SUÍÇA E DE LUXEMBURGO NOS SÉCULOS XIX E XX

PID: S2236-34592019000100101 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Helfenberger Schreiber
RESUMO A hipótese deste artigo é que prédios escolares constroem os futuros cidadãos do estado-nação. Perguntamos especificamente como essas construções nacionais atuam em estados-nações multilíngues. Com atenção especial ao desenvolvimento da arquitetura escolar numa variedade de regiões importantes, principalmente nos casos concretos de Luxemburgo e Suíça, o artigo analisa a construção de escolas como os espaços onde acontece de fato o ato da presença física na escola. Como fator dominante do cenário local, as escolas também se envolveram ativamente na apresentação dos espaços, exibindo conceitos de nação ou suas subunidades. Na Suíça revelou-se a grande importância dos cantões e municípios; no caso de Luxemburgo demostrou-se o importante papel da capital, assim como da comunidade local e as políticas demográficas do país: enquanto se enfatizava e também se transportava simbolicamente a coerência nacional, por exemplo por meio dos prédios escolares uniformes ou modelos específicos de construção, verificamos que os prédios escolares eram geralmente importantes para a construção de perfis regionais e comunais convertendo-se em agentes poderosos da planificação social, ancorando cidadãos a regiões especificas e configurando o núcleo da aldeia. Em ambos os casos, o artigo demonstra a significativa contribuição dos edifícios escolares às múltiplas formas de unificar e também de diferenciar os cidadãos segundo as necessidades sociais.

DA UNIVERSIDADE QUINHENTISTA DE PARIS PARA O MUNDO: CURRÍCULO E MÉTODO EM PETRUS RAMUS

PID: S2236-34592019000100313 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Ó Paz
RESUMO Propomos uma discussão historicamente situada acerca da organização e administração, na cultura ocidental, de um saber inteiramente escolar, caracterizado pelos princípios da ordem e da uniformidade, e que se expressa em monografias - de tipo compendiário e manualístico -, produzidas para circular unicamente nos estabelecimentos de ensino. A análise recuará até ao espaço universitário do Renascimento e aos primeiros debates sobre a premência de um dispositivo de sistematização do conhecimento, onde Petrus Ramus aparece como uma personagem conceptual e onde se descobre um diagnóstico seminal assente sobre um gesto educativo como supondo uma dupla articulação: (i) o currículo é o invariante que permite racionalizar todo conhecimento através de disciplinas unidas num plano de estudos, ao passo que (ii) o método constitui a possibilidade de estabilizar e simplificar, de articular e graduar todos os conteúdos escolares.

DISCURSOS SOBRE A EMERGÊNCIA DA EDUCAÇÃO DA INFÂNCIA FORMAL EM PORTUGAL (1880-1950)

PID: S2236-34592019000100315 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Ferreira Mota Vilhena
RESUMO Neste artigo busca-se uma compreensão das ideias sobre a educação da segunda infância em Portugal, entre finais do século XIX e meados do seguinte. Compulsaram-se um conjunto de revistas de educação publicadas em Portugal. A análise detetou tendências e nuances do processo de modernização pedagógica. Certos autores defendem o ambiente familiar como o mais adequado para a educação da infância, destacando a mulher como mãe e educadora, outros denunciam a sua impreparação, advogando a sua formação e sustentavam a conveniência da educação de infância em instituições, segundo as modernas propostas pedagógicas. Estes últimos tenderam a manifestar posicionamentos idênticos aos que se expressam em outros países europeus sobre os modelos pedagógicos direcionados especificamente à segunda infância.

EDUCAÇÃO DO ANORMAL A PARTIR DOS TESTES DE INTELIGÊNCIA

PID: S2236-34592019000100343 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Teixeira
Resumo A pesquisa busca compreender a presença dos testes de inteligência no campo da educação especial no Brasil. Para tanto, se vale de um estudo documental e bibliográfico a partir de fontes que remontam o contexto da educação no Brasil do início do século XX à década de 1970. Expõe o processo de construção do teste de Binet-Simon, bem como sua entrada ao Brasil no ano de 1906. Discute a aplicação do teste no campo educacional, mais especificamente na educação especial. Como resultado, apresenta a ausência de políticas públicas de atenção à pessoa com deficiência, a relação direta da educação com o campo da saúde pautada no diagnóstico e a caracterização do teste como determinante para o processo de exclusão e isolamento compulsório da pessoa com deficiência do contexto escolar e social.

EDUCAÇÃO RURAL EM PORTUGAL COMO OBJETO DE ESTUDO: POSSIBILIDADES DE ESPECIFICAÇÕES CONCEITUAIS (1990-2018)

PID: S2236-34592019000100333 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Santos Silva
RESUMO Os objetivos do presente artigo são contextualizar a educação rural como objeto de estudo e apontar possíveis definições sobre a educação rural em Portugal no decurso da segunda metade do século XX para as duas primeiras décadas do século XXI. Para materializar o estudo, empreendemos revisão e análise da produção bibliográfica portuguesa sobre a temática, pois entendemos que os artigos científicos, teses, dissertações, livros e demais documentos constituem fonte inesgotável de informações, que proporcionam ao investigador examiná-las em profundidade para encontrar inconsistências e divergências sobre o objeto estudado. Constatamos que a educação rural deve ter por princípio o reforço dos vínculos de pertencimento e resistência das populações locais por meio de atividades educativas específicas para a efetiva construção do conhecimento, com vistas à promoção e garantia do direito à educação e escolarização, prática e disseminação das culturas e desenvolvimento econômico coletivo das populações rurais.

EDUCAÇÃO, SOCIEDADE E DEMOCRACIA: JOHN DEWEY NOS MANUAIS DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO E/OU PEDAGOGIA (BRASIL, SÉCULO XX)

PID: S2236-34592019000100346 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Lima Gatti Jr.
Resumo Comunicação dos resultados de investigação no âmbito da História da Educação, particularmente na temática da História Disciplinar, cujo foco foram as ideias de John Dewey disseminadas em manuais de História da Educação e/ou Pedagogia, com autores estrangeiros, traduzidos e publicados no Brasil, entre 1939 e 2010, que tiveram ampla circulação em escolas normais e cursos superiores de formação de professores. Partiu-se das ideais de Chervel (1990), Bastos (2006, 2007) e Gatti Jr. (2009). As fontes incluíram bibliografia de referência e doze manuais de História da Educação e/ou Pedagogia. Os resultados apontam para a percepção de quatro ênfases nas abordagens sobre Dewey: herança hegeliana; marcos evolucionistas; relação indivíduo/sociedade (industrial e democrática); emergência da psicologia experimental.

ESCOLA GRADUADA E ARQUITETURA ESCOLAR NO PARANÁ E RIO GRANDE DO SUL: A PLURALIDADE DOS EDIFÍCIOS PARA A ESCOLA PRIMÁRIA NO CENÁRIO BRASILEIRO (1903-1928)

PID: S2236-34592019000100105 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Ermel Bencostta
RESUMO O presente artigo propõe analisar de modo comparativo a arquitetura de escolas públicas em duas capitais do sul do Brasil nas três primeiras décadas do século XX. Nosso objetivo é problematizar pontos de intersecção entre seus ordenamentos e disposições, levando em consideração a complexidade de seus elementos espaciais e simbólicos que foram adotados naquele período histórico, com destaque para as suas relações com o traçado urbano. O corpus documental utilizado em nossa análise compreende fontes, tais como: relatórios governamentais, fotografias, plantas e projetos arquitetônicos dos edifícios escolares. Destacamos como relevantes a influência internacional, sobretudo, a implementação da escola graduada e a questão higiênica, a localização e visualidade na trama das duas capitais, o grupo social ao qual a escola atenderia e a necessidade da alfabetização de um número maior de crianças. Ainda, enfatizamos o corpus analisado como suporte para a compreensão de uma semiologia do espaço arquitetural escolar republicano nos estados do Rio Grande do Sul e do Paraná.

EVOLUÇÃO HISTÓRICO-LEGAL DO REGIME DE GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA PORTUGUESA: DOS DESCOBRIMENTOS ATÉ À PRIMEIRA REPÚBLICA

PID: S2236-34592019000100322 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Carvalho Soares
RESUMO Sabemos que a escola assumiu diferentes concretizações sócio-históricas, que vão desde a sua realização inicial como instituição familiar passando pela escola enquanto instituição religiosa para finalmente se transformar em instituição estatal (Ciscar, Uría, 1988). É por este caminho evolutivo que se pretende fazer uma breve incursão, no pressuposto de que o passado sempre explica o presente e nos aponta rumos para o futuro. Procederemos, assim, a uma retrospetiva histórica e legal que nos permita conhecer a evolução dos modelos de gestão e administração, em particular dos órgãos diretivos, da escola pública portuguesa desde os descobrimentos até à 1º República.

FONTES PARA O DESENVOLVIMENTO DE UM MAPA EDITORIAL DE LIVROS DIDÁTICOS EM ESPANHA

PID: S2236-34592019000100308 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Miranda García
RESUMO Independentemente da discussão à volta do uso ou abuso de livros didácticos, e da sua utilidade como recursos educacionais, a repercussão que estes têm nas escolas está directamente relacionada com a quota de mercado de cada uma das editoras. Na Espanha, não se publicam os dados sobre a distribuição de cada livro didático; por isso, o objetivo deste estudo é analisar cada uma das fontes das quais possamos extrair alguma informação relacionada com essa questão. Serão examinadas fontes quer de organismos e entidades públicas, quer do sector editorial, numa área em é exigida mais informação e transparência. Entre as conclusões verifica-se que as fontes de dados analisadas fornecem dados globais das editoras, mas não de cada editora em particular, assim como não detalham dados por assunto nem por nível de ensino; o mercado é dominado por empresas grandes e muito grandes. Este estudo pode revelar-se muito útil para todos aqueles que investigam em qualquer campo relacionado com livros didácticos e que pretendam ter em conta dados relacionados com a sua comercialização.

GREVES E ARMAS NA CRUZ: O CASTIGO ESCOLAR NA ESCOLA PÚBLICA FRANQUISTA (1938-1951)

PID: S2236-34592019000100334 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Velasco
Resumo A disciplina escolar é um dos fenômenos mais presentes na história da educação. A investigação que apresentamos tenta saber como esta disciplina foi vivida nas escolas franquistas públicas. Para isso, utilizamos o método biográfico-narrativo, baseado em quatro histórias de vida de dois homens e duas mulheres, que viveram sua escolaridade na Espanha entre 1938 e 1951. Seus depoimentos revelam como a professora foi apresentada como figura-chave da doutrinação de menores e suas ações foram apoiadas por famílias, pela Igreja e pelo Estado. As punições físicas e psicológicas sofridas pelos escolares condicionaram a vida adulta e permaneceram intactas em sua memória, mostrando como a educação autoritária influencia negativamente as biografias de todos os que sofreram durante a infância.

GÉNESE EM PORTUGAL DOS MUSEUS DE ARTE DO ESTADO COMO LUGARES DE INSTRUÇÃO PÚBLICA E SUA SUBSTITUIÇÃO PELOS MUSEUS DE CONTEMPLAÇÃO (1833-1899)

PID: S2236-34592019000100340 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Henriques
Resumo Ao longo de quase todo o século XIX, o Estado português acompanha o movimento internacional de organização de museus públicos de arte como lugares de instrução para artistas, operários, alunos e público. As principais iniciativas museológicas valorizam acima de tudo o desígnio do ensinamento e os museus vivificam como espaços de coleção e experimentação. Esta tendência secular, revisitada através dos regulamentos de cinco casos modelares, sofre uma inflexão a partir dos anos 1880, quando se anuncia uma concepção museológica que exalta a contemplação e a fruição como valores fundamentais e menoriza a instrução e a pesquisa experimental.

JOSÉ VERÍSSIMO, UM CLÁSSICO BRASILEIRO: A ANTOLOGIA ESCOLAR COMO CANONIZAÇÃO LITERÁRIA E FORMAÇÃO DE LEITORES

PID: S2236-34592019000100329 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Moraes
RESUMO Analisa-se neste artigo a antologia escolar “José Veríssimo - Crítica”, seleção e estudo crítico de Olívio Montenegro, editado pela Editora Agir, na coleção “Nossos Clássicos” (1958), como uma forma de recepção e seleção dos estudos literários da extensa obra histórica, educacional, etnográfica e literária de José Veríssimo. Argumenta-se que esta antologia escolar registrou o processo de canonização literária de José Veríssimo como crítico literário e, a partir disso, produziu o processo de formação de leitores ao aderir uma chave de leitura sobre a obra de José Veríssimo: a transformação em clássico brasileiro na consagração do crítico literário - contribuindo para um silêncio bibliográfico sobre os seus estudos dedicados a sociedade e a cultura amazônica oitocentista.

LER E ESCREVER COMO POSSIBILIDADE DE UMA RELAÇÃO INFANTIL COM O TEMPO

PID: S2236-34592019000100342 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Schuler
Resumo Este artigo problematiza como as crianças vêm se relacionando com o tempo, por meio do exame de cadernos escolares datados de 1923 a 2016, recolhidos no Estado do Rio Grande do Sul, e a partir do exame de oficinas realizadas com alunos e professores em escolas públicas. Destaca-se, arquegenealogicamente, o deslocamento de práticas de escrita e de leitura que tematizavam a vida e a morte para uma contagem cronológica do tempo, em que a infância vem sendo narrada como promessa de futuro e, mais contemporaneamente, atravessada pelos sintomas da aceleração, do desempenho e da instrumentalidade utilitária. Opta-se, assim, por tomar a infância como uma condição da experiência, potencializada por escritas e leituras que poderiam tornar possíveis outros modos de pensamento e existência.

LIVROS DIDÁTICOS COMO TEXTOS DE MEMÓRIA: NOTAS SOBRE NARRATIVAS DA IMIGRAÇÃO ALEMÃ EM LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA REGIONAIS

PID: S2236-34592019000100310 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Bechler Silva
RESUMO Esse artigo analisa narrativas sobre imigração alemã “dadas a ler” em livros didáticos regionais sobre Santa Catarina, publicados entre 1920 e 1994. Os livros didáticos são aqui compreendidos como “textos de memória” e é por meio dessa chave de leitura que foram analisados. Tal como os antigos palimpsestos, são pensados como registros de memórias de diferentes temporalidades, que evidenciam esforços do presente na reelaboração do passado e indicam determinadas formas de interpretar que resistem ao tempo. Esse arco teórico-metodológico acompanha as reflexões apresentadas no livro Schulbuch und Erster Weltkrieg, publicado pelo Georg-Eckert-Institut für Schulbuchforschung. Apresentamos um breve resumo desse livro à guisa de introdução ao exercício proposto, qual seja: a partir da análise da escrita da História escolar, dotar de inteligibilidade o modo em que as narrativas sobre a vinda dos imigrantes alemães para Santa Catarina no século XIX foram elaboradas, alteradas, reiteradas no decorrer do século XX, indicando interpretações e memórias na composição de um traçado narrativo para a história desse Estado e de suas gentes. Uma das singularidades da questão diz respeito ao contingente de imigrantes europeus que se estabeleceram no Sul do país no decorrer do século XIX. Do traçado narrativo da historiografia didática sobre a vinda dos alemães para Santa Catarina destacamos dois eventos: (1) a vinda dos primeiros imigrantes alemães, ainda na década de 1820, e a fundação de São Pedro de Alcântara; (2) a fundação da atual cidade de Blumenau, em 1850. E, ainda, alguns traços da historiografia didática sobre as influências da cultura germânica na formação da gente catarinense. Como veremos, se São Pedro de Alcântara foi eleita para representar o passado, Blumenau busca no passado os contornos para sua afirmação no presente. Ambas atendem, contudo, à compreensão de que essa imigração se deu em prol do progresso e do desenvolvimento econômico e cultural de Santa Catarina.

MODERNIZAÇÃO INSTITUCIONAL OU MOVIMENTO DEMOCRÁTICO PARA O ENSINO SUPERIOR CHILENO? UMA REINTERPRETAÇÃO DA TRAJETÓRIA ANTERIOR À DITADURA CIVIL-MILITAR (1920-1973)

PID: S2236-34592019000100320 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Rifo
RESUMO O presente artigo tem por objetivo reinterpretar as transformações na educação superior chilena entre os anos 1920 e 1973 desde um olhar que sustenta que estas transformações são um processo de modernização institucional à compreensão deste processo como uma luta do movimento de democratização da educação por redefinir questões como a ciência, a religião, a formação profissional, a investigação, a regulamentação pública através do Estado, a vinculação com a sociedade e a valorização da educação como direito humano universal desde a ação de estudantes e acadêmicos/as promotores/as de desenhos democráticos para a universidade. A estratégia metodológica empregada neste estudo foi o desenho qualitativo de produção e análise de dados para analisar e interpretar os dados foram utilizados elementos da análise semântica e análise de conteúdo do discurso.

MODULAÇÕES DA AFETO E DA AUTORIDADE NOS EPISODES DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO CHILEna (C.1820-C.1950).

PID: S2236-34592019000100337 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Toro-Blanco
Resumo: Este artigo, que se enquadra no âmbito da história das emoções na educação, tem como objetivo apresentar diferentes articulações entre os conceitos de afeto e autoridade em diferentes períodos da história da educação chilena. Através da análise sobre o discurso dos teóricos, autoridades, professores e alunos, é possível perceber o trânsito de formas de autoridade baseadas na punição física e o discurso moral-religioso para estilos de relações interpessoais se estabeleceram na matriz psicológica e discursos com mais componentes afetivos. Transformações de perspectiva, é importante salientar, não são interpretadas em termos lineares ou teleológicos, eles se aplicam a contingência de formas históricas de articulação das ligações entre o par polar afeto-autoridade.

Metáforas e comparações que ensinam a ensinar:a razão e a identidade da pedagogia nos manuais para professores (1873-1909)

PID: S2236-34592019000100348 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Silva Catani
Resumo Estariam os manuais para professores mais próximos de um livro ou de um receituário? Partindo dessa pergunta, este artigo analisa cinco títulos publicados entre 1873 e 1909. Trata-se do Compêndio de pedagogia (Pontes, 1873); da Pedagogia e metodologia de C. Passalacqua (1887); das Lições de pedagogia, de V. Magalhães (1900); do Compêndio de pedagogia de D. Vellozo (1907) e do Tratado de metodologia de F. Carvalho (1909). Procuremos conhecer como são feitas as referências à pedagogia, sua razão e identidade. Nesses textos, ela aparece ora como ciência, ora como arte. Analisando as metáforas usadas para orientar os professores, é possível identificar imagens a partir das quais os saberes pedagógicos são definidos e apresentados como objetos de leitura para o magistério.

O AGRO E USAID: O CONVÊNIO ESALQ/USP E OHIO UNIVERSITY (1964-1985)

PID: S2236-34592019000100318 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Molina
RESUMO Este artigo tem como objetivo analisar o convênio binacional entre Brasil e Estados Unidos na área rural no período ditatorial. Por meio de documentos históricos de Piracicaba (SP), se revelou os acordos entre a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) e a Universidade Estadual de Ohio (OSU). O convênio fomentou a educação, a pesquisa e a extensão visando a modernização conservadora do meio rural brasileiro, quando essas estatais deram forma e estrutura ao contemporâneo agronegócio. A teoria e metodológica do estudo foi o materialismo histórico dialético.

O CURSO DE ORGANIZAÇÃO DE MUSEUS ESCOLARES DO MUSEU HISTÓRICO NACIONAL (BRASIL, 1958)

PID: S2236-34592019000100307 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Faria Possamai
RESUMO O artigo aborda o Curso de Organização dos Museus Escolares realizado pelo Museu Histórico Nacional a convite do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), no ano de 1958. O acordo entre as duas instituições visou ministrar um curso de curta-duração destinado a professoras-bolsistas, a fim de capacitá-las a organizarem museus escolares em seus estados de procedência. A formação abarcou os conteúdos de organização, arrumação, catalogação e classificação aplicada a museus. O estudo foi realizado na perspectiva da história da educação e da história dos museus. Foram consultados os relatórios do Museu Histórico Nacional, os escritos das alunas do curso e dos servidores do Museu, bem como a produção museológica brasileira e internacional do contexto. Foi possível identificar um diálogo entre os sujeitos vinculados à educação escolar e aos museus, no qual estavam em debate representações, definições, apropriações e práticas sobre os museus. O estudo permitiu alargar o conhecimento sobre os museus escolares, sobre a atuação educativa do Museu Histórico Nacional e sobre as circulações internacionais no contexto em questão.

O EL CONTROL DEL ESPACIO ESCOLAR: CONDICIONES HIGIÉNICAS Y PEDAGÓGICAS DE LAS ESCUELAS (ESPAÑA, 1857-1931)O CONTROLE DO ESPAÇO ESCOLAR: CONDIÇÕES HÍGIÉNICAS E PEDAGÓGICAS DAS ESCOLAS (ESPANHA, 1857-1931)

PID: S2236-34592019000100336 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2019
Autores: Zuñiga Blanco
Resumo Este artigo descreve a legislação sobre as condições de higiene das escolas, da Lei Moyano (1857) até o final da Restauração (1931) e é interpretada à luz de fontes primárias -relatórios administrativos e escritos de professores onde Eles descreveram suas escolas- que contrastam com a teoria pedagógica e higienista da época. A principal conclusão é que as autoridades municipais, as responsáveis, quebraram as regras alugando instalações com freqüência pouco saudáveis, onde os alunos ficaram privados de elementos essenciais como a luz, o ar e o espaço. O controle sobre as condições pedagógicas e de higiene era praticamente inexistente.
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