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LUIZA, ISABEL E LEOPOLDINA: UMA HISTÓRIA DE MULHERES, NOBREZA E EDUCAÇÃO NO BRASIL IMPERIAL (1856-1864)

PID: S2236-34592018000200148 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Francisco Vasconcelos
Resumo O artigo trata da atuação da condessa de Barral, Luiza Margarida Portugal de Barros, como preceptora das princesas Isabel e Leopoldina, escolhida pelo próprio Imperador, D. Pedro II, para educar suas filhas. O objetivo central é recompor aspectos da condução educacional dirigida pela condessa nos palácios de São Cristóvão e Petrópolis, especialmente, as estratégias utilizadas para ensinar e educar as duas meninas, ciente da responsabilidade que tal função implicava. A pesquisa apresenta-se como histórico-documental e utilizou, sobretudo, egodocumentos, produzidos pelas princesas e pela própria condessa, colocados em diálogo com autores que enfocam temática semelhante. Conclui-se, que a condessa exerceu forte influência na vida das princesas, desde a infância até após o casamento de ambas.

MAPEAMENTO DA MUSEOLOGIA DA EDUCAÇÃO NA ESPANHA: APROXIMAÇÃO AO ESTADO DA QUESTÃO

PID: S2236-34592018000200293 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Domínguez
Resumo Nas últimas décadas, a Museologia da Educação tem se apresentado na Espanha como uma das mais atraentes linhas de pesquisa histórico-educativas. Novos enfoques nos têm permitido traçar um mapa no qual os Museus de Educação são entendidos como recursos imprescindíveis para a pesquisa e para a docência nesta matéria. A relação entre Museologia e História da Educação nos permite vislumbrar um panorama de pesquisa alentador no estudo do patrimônio histórico educativo. O presente artigo pretende aproximar-se à Museologia da Educação como campo de pesquisa para os historiadores da educação na Espanha. A partir de suas origens, expõem-se as principais ações, atividades e projetos museológicos que estão se desenvolvendo no país, e que evidenciam a guinada da ciência histórico-educativa em direção à etno-história.

MESTRES DO AMANHÃ: O INTELECTUAL ANÍSIO TEIXEIRA E A PÓS-GRADUAÇÃO NO BRASIL (1951-1964)

PID: S2236-34592018000200260 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Gouvêa
Resumo Este trabalho tem como objeto de estudo a Formação de Professores numa aproximação histórica com a gestão do educador Anísio Teixeira frente à Campanha de Aperfeiçoamento de Pessoal de nível Superior - Capes - que abarca o período de 1951 a 1964, situando a instituição no âmbito do aparelho estatal federal num contexto marcado pelo modelo nacional-desenvolvimentista. Entende-se que tal período consolidou o caráter institucional da Pós-Graduação no Brasil com o incremento da formação de quadros para as instituições de ensino superior. O caminho para o alcance do exame do objeto de estudo repousa numa metodologia qualitativa, de caráter histórico, documental e bibliográfico com os aportes da História Cultural e da História Política. Assim, as fontes utilizadas foram relatórios, correspondências, mensagens presidenciais, marcos regulatórios, boletins e revistas articulados sob o signo da utilização de estratégias e táticas por indivíduos e coletivos que edificaram uma rede institucional que levou a Capes ao papel central na elaboração de políticas públicas educacionais no seio do Ministério da Educação e Cultura. Tal centralidade teve como resultado a construção de um sistema nacional de pós-graduação que constitui um legado a ser examinado no tempo presente no qual percebe-se uma ameaça à manutenção da qualidade deste projeto numa sucessão de cortes de gastos tanto da graduação quanto na Pós-Graduação concernentes ao Ensino Superior brasileiro.

METÁFORAS DA IMPRENSA DIÁRIA PARA A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO. DO "LONGO 68” AO FINAL DA "TERCEIRA ONDA" NA EUROPA MEDITERRÂNEA E IBEROAMÉRICA

PID: S2236-34592018000100019 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Huerta
Resumo Este artigo oferece reflexões e metáforas sobre a imprensa diária no intuito de fornecer outras perspectivas de análise sobre a construção de imaginários sociais da educação. Para isso, são utilizadas as metáforas do "espelho púbico" - com as variantes de Alice e a Mulher de Branco - e do "horizonte de eventos auto-replicantes" associados aos seguintes conceitos: "esfera pública" (Arendt), “memória coletiva" (Halbwachs; Ricoeur), "imaginário social" (Taylor), "comunidades imaginadas" (Anderson), "estratos do tempo" e "prognóstico" (Koselleck). Também apresentamos uma panorâmica dos temas tratados no dossiê intitulado Representações da Universidade nos imaginários sociais da Europa mediterrânea e da Iberoamérica em tempo de mudança (1968-1998).

MÁS RELAÇÕES: IMPRENSA E O MOVIMENTO DO ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS CHILENOS NO FINAL DA DITADURA E COMEÇOS DE TRANSIÇÃO DEMOCRÁTICA (C. 1988 - C. 1998)

PID: S2236-34592018000100135 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Blanco
Resumo O movimento estudantil chileno foi um adversário ativo da ditadura civil-militar liderado por Augusto Pinochet, utilizando diferentes repertórios de ação, capturando universidade real como espaços públicos e implementação de ações em busca de si mesmos ou aliar-se com outros grupos para fins de objetivos políticos maior. Uma vez produzido a solução acordada da ditadura, o movimento teve de reconstruir sua agenda, modos de organização e formas de ação em uma democracia de transição preocupada em diminuir a ação dos movimentos sociais, no interesse de uma boa governabilidade. Este texto procura interpretar alguns marcos na relação estabelecida entre imprensa e movimento estudantil universitário durante todo o período do estudo.

O ACESSO IRRESTRITO DE ESTUDANTES ÀS UNIVERSIDADES ARGENTINAS ATRAVÉS DOS DISCURSOS DA IMPRENSA DIÁRIA (1982-1983)

PID: S2236-34592018000100113 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Gómez Ruiz
Resumo Historicamente, os estudantes desempenharam um papel primordial na luta por uma universidade melhor. Na Argentina, depois da derrota na Guerra das Malvinas (1982), aconteceu a reativação do movimento estudantil e, com ele, a disputa pelo acesso sem restrições aos estudos superiores. Neste trabalho, tomamos três variáveis no nosso objeto de estudo - universidade, estudantes e acesso sem restrições - cuja análise realiza-se, essencialmente, a partir do estudo da imprensa diária (Clarín, La Prensa y La Nación). O objetivo fundamental é colocar em evidência o posicionamento dos estudantes em relação ao tipo de procedimentos para o acesso à universidade durante a época de transição para a democracia (considerada aqui entre junho de 1982 e final do ano de 1983) e a forma de torná-la visível ou efetiva perante as autoridades e o panorama público ao ganhar visibilidade na imprensa.

O COLÉGIO DE APLICAÇÃO/UFRGS E A DIFUSÃO DAS CLASSES EXPERIMENTAIS SECUNDÁRIAS: ENTRE O ARQUIVO E A MEMÓRIA ORAL (1959- 1981)

PID: S2236-34592018000300207 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Lima Almeida
Resumo O artigo investiga memórias do Colégio de Aplicação (CAp/Ufrgs), instituição de ensino que se constituiu como uma espécie de vanguarda pedagógica na sociedade porto-alegrense. Discute-se a implantação das classes experimentais secundárias, como uma apropriação das Classes Nouvelles francesas. Documentos orais e arquivísticos foram examinados e permitem inferir que o CAp é produto do seu tempo, representa a propagação dos discursos de renovação educacional, sobretudo os estudos de Psicologia que passaram a ocupar espaço relevante nas questões escolares e na formação de professores. As práticas educativas do CAp evidenciam a circularidade cultural entre educadores, especialmente franceses e brasileiros que, por muitos anos, estiveram ligados pelas missões e intercâmbios pedagógicos.

O IMAGINÁRIO SOCIAL DE DEMOCRACIA NO PROCESSO DE MUNICIPALIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL NO BRASIL (1985-1990)

PID: S2236-34592018000300228 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Feldman Feldman
Resumo Analisa-se o imaginário social de democracia da segunda metade da década de 1980, examinando de que forma ele influenciou a municipalização do Ensino Fundamental no Brasil. Objetiva-se, ainda, verificar como o municipalismo educacional em questão ajudou a construir o ideário segundo o qual instituições políticas localizadas contribuiriam para o aperfeiçoamento da democratização da sociedade. Foram analisados os debates veiculados nas instituições estruturantes da esfera pública, imprensa e parlamento. Concluiu-se que o imaginário de democracia que sustentou o municipalismo educacional durante a abertura política tinha grande capilaridade social, tendo sido decisivo para lançar as bases constitucionais de um amplo processo de reforma que só iria ser consolidado na década de 1990.

O PODER SIMBÓLICO DA UNESCO NA AMÉRICA LATINA SOBRE A LIGAÇÃO FLACSO/UNESCO

PID: S2236-34592018000200244 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Cutroni
Resumo Nossas pesquisas sugerem que a Unesco historicamente teve um grande impacto a nível simbólico. O patrocínio das iniciativas científicas, educacionais e culturais específicas da Organização das Nações Unidas realizada não só através de financiamento, a contratação de especialistas e bolsas de estudo, mas também envolveu o crédito simbólico de uma organização internacional. O objetivo deste artigo é observar este fenômeno. Para isso, nos tomamos o caso de um patrocínio porta-estandarte da Unesco desenvolvido na América Latina desde o final dos anos 1950: a criação e o apoio da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).

O TESTEMUNHO DOS ARQUIVOS E O TRABALHO DO HISTORIADOR DA EDUCAÇÃO

PID: S2236-34592018000200279 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Anjos
Resumo Tomando o arquivo como um lugar físico e epistemológico, o objetivo é refletir sobre o que ele pode testemunhar para o trabalho do historiador da educação. Dialogando com a historiografia sobre o papel dos arquivos na escrita da História, num primeiro momento reflete-se sobre as relações entre Arquivo, Memória e História. Em seguida, discutem-se seus dois diferentes níveis de testemunho para a pesquisa histórico-educacional: o testemunho intencional e o não intencional sobre a educação.

OS CONTEÚDOS PARA O ENSINO DE MÚSICA E CANTO ORFEÔNICO NA ESCOLA SECUNDÁRA BRASILEIRA (1931-1946)

PID: S2236-34592018000100263 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Lemos Júnior
Resumo Este artigo investiga os conteúdos adotados no ensino de música e canto orfeônico na Escola Secundária Curitibana durante as décadas de 1930 e 1940. Conforme as análises feitas por Chervel (1990), os conteúdos abordados serão analisados sob duas vertentes, uma sob a ótica legal, revelado pelas leis e decretos de ensino, e outra sob o viés do cotidiano escolar, neste caso, por meio das avaliações encontradas no Colégio Estadual do Paraná nos anos de 1946 e 1947. O artigo está dividido em duas partes. A primeira é dedicada aos conteúdos de música e canto orfeônico a partir da reforma de Francisco Campos, em 1931, e a segunda, é dedicada a partir do ano de 1946, quando por orientação do ministro Raul Leitão da Cunha, o programa da disciplina foi reformulado.

OS JOVENS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS E A OPINIÃO PÚBLICA NA ITÁLIA DURANTE O ANO ’68

PID: S2236-34592018000100029 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Cagnolati
Resumo Um dos exemplos mais representativos dos novos movimentos sociais que surgiram durante os longos anos 60 foram as mobilizações estudantis, principalmente estudantes universitários, que foram desenvolvidas na Europa e América, com o objetivo de dinamizar, democratizar e tornar mais justas, livres a sociedade ocidental. Especialmente intensa foi a onda de 1968, que alcançou dimensões internacionais e um grande impacto social e social, a ponto de se tornar um ícone, entre mito e realidade, em imaginários simbólicos coletivos e memória. Neste artigo, aprofundam-se as representações da universidade e da juventude nos imaginários coletivos italianos configurados pela imprensa diária, dando especial atenção à organização, às demandas, às motivações e às aspirações das mobilizações dos estudantes universitários, que eram as protagonistas da revolução dos ’68 e os artifícios, na última instância, das mudanças operadas nas universidades. As fontes tratadas neste estudo são constituídas por editoriais, artigos de opinião e entrevistas sobre o tema de estudo publicado no principal jornal italiano de difusão nacional vigente em ’68: il Corriere della Sera.

PEDAGOGIAS DAS BOAS MANEIRAS: FORMANDO CIDADÃOS CIVILIZADOS E HIGIÊNICOS

PID: S2236-34592018000100280 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Zubaran Vargas
Resumo A presente pesquisa investiga as narrativas da coluna Da Educação, veiculadas no jornal de imprensa negra O Exemplo (1892-1930), entre 1916 e 1917, na cidade de Porto Alegre (RS), na perspectiva teórica dos Estudos Culturais e da História da Educação. O objetivo central desse estudo é discutir e problematizar o potencial pedagógico dessa mídia impressa, analisando como essas narrativas buscaram educar a comunidade negra no período pós-abolição. Entre os resultados, destaca-se que narrativas normativas, disseminaram regras de conduta e de comportamento, “pedagogias das boas maneiras”, que deveriam ser seguidas pelos negros (as), em diferentes espaços sociais, visando reeducá-los e torná-los cidadãos civilizados e higiênicos, a fim de melhor integrá-los na sociedade brasileira da época.

POR UMA EDUCAÇÃO PARA TODOS: AS PERSPECTIVAS FORMATIVAS EM DOIS JORNAIS REVOLUCIONÁRIOS DURANTE AS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XX

PID: S2236-34592018000300125 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Trujillo
Resumo O objetivo do texto é realizar um analise do discurso em torno a formação dos setores populares exposto por dois importantes jornais radicais na virada do século XX em Brasil e na Colômbia. Para o caso colombiano se aborda o estudo do periódico La Humanidad entre os anos 1917 e 1920. Para o caso brasileiro estuda-se o jornal A Plebe entre 1917 e 1920. Assim, no contexto de uma forte mobilização popular derivada da questão social, além da constituição do campo da esquerda local, os intelectuais-populares que escreveram nas páginas destes jornais conceberam uma educação “racionalista” e inclusiva dirigida aos setores populares. Ao partir da construção coletiva de um sentido educativo, compuseram-se intricados imaginários a respeito do ser proletário e popular, sobre o passado e o futuro, mas, sobretudo, das logicas que deveriam guiar a revolução como exercício formativo. De tal modo, o processo educativo foi concebido como o devir da consciência e a descoberta da verdade “cientifica”. O texto desenvolverá quatro momentos: 1. Os contextos sociais e políticos; 2. Os periódicos como mecanismo de difusão das ideias; 3. Os discursos educativos expostos nos jornais; 4. Finalmente, propunha-se uma conclusão sobre os condicionamentos metodológicos da comparação, assim como dos limites dos discursos educativos frente às práticas dos sujeitos e a mirada do historiador.

PROFESSORES PARA A DEMOCRACIA. A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES EM ESPANHA COM A LEI SOBRE O SISTEMA GERAL DE EDUCAÇÃO (1990)

PID: S2236-34592018000100299 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Pérez
Resumo Na Espanha, no âmbito da sociedade democrática, depois de quatro décadas de ditadura, foi concebido um novo modelo de formação dos professores. Nosso objetivo é estudar o modelo de formação inicial de professores com a Lei sobre o Sistema Geral de Educação (1990) e o perfil profissional que emanava de sua concepção. Analisamos o discurso da reforma, a legislação, os programas de estudo e realizamos uma revisão da literatura. O estudo nos permite conhecer a política educacional para a formação de professores no início da democracia espanhola. A reforma da educação gerou transformações nas instituições, programas e práticas de ensino, mas não melhorou o nível académico dos licenciados. Com estes aportes buscamos contribuir para a reflexão sobre os programas de formação de professores.

REPRESENTAÇÕES DOS MOVIMENTOS ESTUDANTIS BRASILEIROS NA IMPRENSA DIÁRIA DURANTE O ANO DE 1968. DE CALABOUÇO À MISSA DO SÉTIMO DIA

PID: S2236-34592018000100047 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Huerta
Resumo O fenómeno global dos movimentos estudantis desenvolvidos durante o longo ano de 1968 assumiu contornos particulares no Brasil. Entre outros, este setor da comunidade universitária, em crescente processo de politização desde princípios da década, especialmente a partir da ditadura militar (1964), revelou-se um grupo social, cultural e político na vanguarda da resistência à mesma, capaz de amplas motivações e de incidir na política geral do país. Neste artigo aprofundam-se os imaginários sociais e as comunidades imaginadas construídos pela imprensa diária brasileira em torno das mobilizações estudantis desenvolvidas durante o primeiro trimestre de 1968, centrando a atenção nos sucessos de Calabouço, a sua onda expansiva e a Missa do Sétimo Dia. O objetivo é analisar os discursos construídos à volta destes eventos na esfera pública, as motivações e as reivindicações dos estudantes, os espaços, tempos e as intensidades das suas ações, assim como as correntes de opinião pública geradas pelas linhas editoriais da imprensa.

TÊMPERA FORTE E COMPLETO DESPRENDIMENTO: HISTÓRIA E MEMÓRIA DAS DOCENTES NO SERTÃO PAULISTA (1932-1960)

PID: S2236-34592018000200189 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Mariano Ribeiro
Resumo O presente artigo exibe a atuação das professoras primárias na construção das bases da cultura escolar frente ao cenário de rudeza e precariedade do extremo oeste paulista, entre as décadas de 1930 e 1960. Para tanto, a pesquisa recorreu à documentação oficial do período e aos relatos orais de algumas docentes que atuaram naquela região. As professoras tiveram que enfrentar as dificuldades inerentes ao início de suas carreiras e de lecionar em imóveis improvisados para a finalidade educativa, como parte de uma espécie de “estágio” na zona rural imposto pelo Estado. Ao lidar com a precariedade das instalações escolares e a presença fiscalizadora do Estado, essas educadoras construíram a cultura escolar das escolas nas quais lecionaram, improvisando com os recursos que possuíam.

UMA CONFIGURAÇÃO PARA O ENSINO SECUNDÁRIO (1930-1960): CULTURA, FORMAÇÃO HUMANA E BOA EDUCAÇÃO

PID: S2236-34592018000100232 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Silva Wenceslau
Resumo Neste texto apresentamos alguns resultados de pesquisa, inscrita no campo da história da educação, circunscrita ao cruzamento dos campos da história política-jurídica e do pensamento curricular, que mapeou uma configuração do ensino secundário nos discursos projetados sobre as noções de cultura, formação humana e boa educação. Tal projeção tomou como fontes um conjunto de dissertações e teses produzidas sobre o ensino secundário pelos/nos Grupos de Estudos e Pesquisas, Observatório de Cultura Escolar (UFMS) e História da Educação (UFMG), no período de 1999 a 2010. Tais fontes são tomadas na perspectiva de investigar comparativamente como foram tratados, observados e/ou analisados documentos oficias (Leis, Decretos, Portarias, entre outros) do ensino secundário, publicados no período de 1930 a 1960. Neste enquadramento, essa investigação está ancorada na hipótese de que os estudos sobre ensino secundário, produzidos pelas dissertações e teses, em comparação, de um lado, registram processos de relativização cultural e ideológica, promotoras de novas formas de entender a apropriação dos documentos legais nacionais e locais. De outro, demonstram a necessidade de desmistificação das noções de cultura, formação humana e consciência patriótica que, quando transpostas para os documentos, parecem apenas uma versão singular fundada no processo de “universalização” deste nível de ensino.

UTOPIAS, DISTOPIAS E DESAFIOS CRIATIVOS PARA A CONSTRUÇÃO DA HUMANIDADE NA HISTÓRIA EDUCATIVA OCIDENTAL: SOBRE O QUINTO CENTENÁRIO DA EDIÇÃO DA UTOPIA DE TH. MORE (1516-2016)

PID: S2236-34592018000200134 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2018
Autores: Rico Amigo
Resumo Faz sentido falar de utopias no campo da educação? Devem os educadores cultivar a utopia? De mão do recente quinto centenário da edição primeira da Utopia de Thomas More aborda-se uma reflexão sobre seu significado histórico em relação com a história da educação. Os educadores geraram, em particular desde o século da Ilustração, diversos projetos teóricos e experiências pedagógicas inovadoras com acentos utópicos, às que aqui se faz referência. Para além do utópico, como algo irrealizável e ademais, igualmente, das negativas distopías, assinalam-se valiosas iniciativas que tentaram a construção de uma nova humanidade. Construções filosóficas e realizações pedagógicas que podem ser memória fértil para os educadores atuais.

DO CUIDADO, QUE DEVEM TER OS PAYS DOS MININOS DEFUNTOS: PRESERVAÇÃO DA INFÂNCIA E CONSELHOS ESPIRITUAIS DO PADRE JESUÍTA ALEXANDRE DE GUSMÃO, SÉCULO 17

PID: S2236-34592017000100271 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Ripe Dillmann
Resumo O presente artigo examina as prescrições realizadas pelo padre jesuíta português Alexandre de Gusmão (1629-1724) sobre os cuidados que os pais deveriam ter na educação e na proteção espiritual de seus filhos, principalmente na ocasião da sua morte, na obra Arte de crear bem os Filhos na idade da Puericia (1685). A análise privilegia os elementos que constituíram as práticas de preservação da infância, os perigos iminentes de morte infantil, os conselhos espirituais relacionados aos cuidados com os pequenos defuntos e as atribuições de culpa aos pais que eram negligentes na educação de seus filhos. Escrito no contexto cristão luso-brasileiro do século 17, as prédicas de Gusmão podem ser entendidas como determinado modelo pedagógico e assistencial para a infância.
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