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ENTRAVES NO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA NAS ESCOLAS ITALIANAS PRIVADAS CURITIBANAS E PAULISTANAS (1883-1907)

PID: S2236-34592017000100085 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Maschio Prado
Resumo Este texto resulta da análise e comparação de escolas italianas privadas das cidades de São Paulo e de Curitiba. Na cidade paulistana as escolas recebiam subsídios apenas do governo italiano, porque o governo local pretendia expandir as vagas nas escolas públicas. Em Curitiba as escolas recebiam subsídios dos dois governos, italiano e paranaense. Pretendeu-se reconhecer o lugar do ensino da língua portuguesa nessas escolas. Foram privilegiadas fontes documentais primárias e secundárias produzidas pelas autoridades locais. Contemplaram-se autores como Cervo (1992) e Salvetti (2000). A amostra constituiu-se de três escolas em cada cidade. As escolas executaram ações com vistas à manutenção da identidade dos imigrantes italianos, e embora o idioma nacional devesse ser ensinado, a prioridade recaia sobre o ensino da língua italiana.

ENTRE AS EXIGÊNCIAS PASTORAIS E A PRESERVAÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL: A SANTA SÉ E A EMIGRAÇÃO ITALIANA PARA O EXTERIOR, ENTRE O OITOCENTOS E NOVECENTOS

PID: S2236-34592017000100143 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Sani
Resumo Reunindo uma diversidade de fontes arquivísticas e imprensa aprofunda-se o papel exercido pela Santa Sé com relação à assistência e cúrias pastoriais da emigração italiana no exterior, no período que vai da segunda metade do século 19 até o fim do Concílio Ecumênico Vaticano II e a época pós-conciliar. O texto documenta como, até os anos 1880, as intervenções promovidas pela Igreja italiana para a tutela dos emigrantes foram limitadas e revestidas, no conjunto, por um caráter episódico e marginal. A situação mudou sensivelmente no curso dos pontificados de Leão XIII e Pio X. Este último, em particular, se empenhou tanto na intensificação de iniciativas de obras de assistência e na centralização das políticas para apoio às curias pastorais dos migrantes, quanto no recrutamento e formação cultural e espiritual do clero destinado a animar a vida religiosa das comunidades de emigrantes italianos no exterior. O empenho a favor dos refugiados e dos prisioneiros de guerra exercido pela Santa Sé, nos anos da Segunda Guerra Mundial, contribuiu para amadurecer, no interior da Igreja, uma sensibilidade maior e mudar, progressivamente, a atenção do problema da emigração italiana para aquele, mais complexo e de alcance universal, de todos que, não apenas por motivos econômicos, mas também por causas ligadas aos conflitos armados, às catástrofes naturais e perseguições, foram, e são ainda hoje, forçadas a abandonar os lugares de origem e a viverem distantes do próprio país: perseguidos, prisioneiros de guerra, refugiados, entre outros.

ESCOLA PÚBLICA E LIBERALISMO NO BRASIL IMPERIAL: CONSTRUÇÃO DO ESTADO E ABANDONO DA NAÇÃO

PID: S2236-34592017000300182 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Paula Nogueira
Resumo O presente artigo discute o direito à educação de nosso primeiro legislador constitucional em 1824 que confere à Constituição do Império um caráter liberal. Assim, analisamos nossa primeira Constituição atentando para aqueles artigos e parágrafos que professam os direitos do cidadão identificando os direitos sociais, principalmente o direito à educação. Nessa análise, buscamos compreender como o liberalismo se apresenta no Brasil tentando incluir o país num sistema capitalista mundial negando o que havia de mais essencial do sistema, restringindo a competição ao criar dois patamares de cidadania, garantindo às elites todos os seus direitos e negando aos demais aqueles direitos mais essenciais para a consolidação do povo e da nação. Dessa forma, o legislador priorizou a formação e consolidação do Estado por intermédio de suas instituições deixando de lado a nação que o constituiria negando-lhe um dos seus principais direitos: a educação.

ESCOLARIZAÇÃO E TERRITORIALIDADE NA CIDADE REPUBLICANA: BELO HORIZONTE (1897-1912)

PID: S2236-34592017000100377 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Gouvea Nicácio
Resumo O artigo tem como tema as relações entre demandas sociais e políticas estatais de instrução no decorrer da Primeira República. Tendo como cenário a cidade de Belo Horizonte, materialização do projeto republicano de ordenamento urbano, busca-se analisar o acesso à instrução das distintas populações, a partir de sua ocupação do território. Referenciado no diálogo entre história, geografia e urbanismo, focaliza-se a dinâmica entre o investimento em escolarização da população habitante das colônias agrícolas, preponderantemente de imigrantes, e as ações estatais no período entre sua criação, em 1897, e incorporação à zona suburbana em 1912. Verifica-se que a política segregacionista característica da planificação da cidade, em que a ocupação territorial foi definida de acordo com a condição social e étnico-racial das populações, impôs condições desiguais de acesso à escola. Por outro, dada a dinâmica de apropriação dos territórios pelas distintas populações, a mobilização dos habitantes das colônias pela instrução pública fez com que o Estado, ainda que de forma precária, destinasse recursos à escolarização desses grupos sociais.

ESCOLAS ÉTNICAS POLONESAS NO RIO GRANDE DO SUL (1875-1939)

PID: S2236-34592017000100317 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Malikoski Kreutz
Resumo Neste artigo tem-se por objetivo apresentar resultados de pesquisa sobre as escolas étnicas polonesas, organizadas no Estado do Rio Grande do Sul entre o período de 1875 e 1939. Na história cultural como referência de leitura desse processo de ensino, privilegia-se a compreensão dos aspectos que envolvem a reconstrução do passado em uma narrativa, no cuidado e no tratamento das fontes. Essas escolas foram formadas por meio de características culturais da imigração polonesa, tais como língua, religião e outras instituições culturais. Estavam associadas ao esforço de proporcionar ensino elementar em comunidades homogêneas desse grupo de imigrantes, com traços culturais distintos, presentes em diversos municípios do Estado. Até pouco antes do processo de nacionalização do ensino, em 1938, estavam organizadas 128 escolas, com 4.560 alunos e 114 professores.

EXPERIÊNCIAS DOCENTES E CULTURAS POLÍTICAS: O PROFESSOR DE PRIMEIRAS LETRAS JOÃO BAPTISTA BRANDÃO DE PROENÇA (5ª COMARCA DA PROVÍNCIA DE SÃO PAULO/PROVÍNCIA DO PARANÁ. 1830-1860)

PID: S2236-34592017000200157 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Munhoz Vidal
Resumo Este artigo problematiza historicamente as experiências de um professor de primeiras letras de Curitiba entre as décadas de 1830 e 1860 com o objetivo de acompanhar os modos como o mestre João Baptista Brandão de Proença foi se produzindo como professor, funcionário público e intelectual. Num período marcado pela oralidade e escassa presença de instituições de formação, o artifício metodológico de acompanhar sua trajetória permitiu perceber como a experiência docente foi sendo construída na tessitura da circulação de sujeitos em diferentes espaços sociais e por meio do acúmulo de um repertório pedagógico, legal e político-administrativo. Personagem “excepcional normal”, como consideraria Carlo Ginzburg (2007, p. 277), João Baptista Brandão de Proença indicia os percalços sofridos e as astúcias empregadas pelos primeiros mestres Oitocentistas na produção da docência como ofício.

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO QUADRO DAS RELAÇÕES SOCIAIS

PID: S2236-34592017000100207 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Kuhlmann Jr Leonardi
Resumo Neste artigo argumenta-se sobre uma perspectiva historiográfica que procura situar a educação no quadro das relações sociais. Circunscrever as pesquisas aos limites escolares traz o risco da produção de interpretações restritas ao que poderia ser denominado educentrismo. São feitas considerações sobre os limites do educentrismo e apresentam-se informações sobre documentação digitalizada no quadro de ampla pesquisa. Indicam-se desdobramentos da adoção dessa perspectiva no que se refere ao trabalho com as fontes legislativas e a imprensa periódica, bem como sobre a questão das relações internacionais em torno das temáticas da Igreja Católica e do jardim de infância, em que ocorrem tensões com dinâmicas locais, regionais e nacionais.

INTEGRALISMO LUSITANO E EDUCAÇÃO CATÓLICA: CONEXÕES ENTRE INTELECTUAIS E O CASO DO COLÉGIO VASCO DA GAMA DE LISBOA, PORTUGAL (DÉCADA DE 1920)

PID: S2236-34592017000300072 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Gonçalves
Resumo O artigo examina o projeto cultural e pedagógico do colégio lisboeta Vasco da Gama, instituição de ensino fundada em 1915, que pretendeu instruir e educar seus alunos sob as bases da educação física, da religião e das artes, à luz da doutrina católica, dos princípios integralistas e de uma rígida disciplina interna. Um periódico criado em meados dos anos de 1920, fonte central da investigação, serviu de esteio para configurar o projeto cultural do colégio e expressar de forma institucional uma rede de sujeitos conectados e ativos em tempos conturbados da política portuguesa. Fundamentado na história dos intelectuais e do político, o estudo, por fim, analisa conexões entre o integralismo lusitano e o nacionalismo católico brasileiro.

NAS PUBLICAÇÕES SOBRE LIVROS DE LEITURA NO INÍCIO DO SÉCULO XX: TRAÇOS DE UMA CULTURA MATERIAL ESCOLAR

PID: S2236-34592017000200235 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Goulart
Resumo O texto objetiva apresentar quais representações a respeito de livros de leitura se fizeram presentes em algumas publicações impressas, no período entre 1927 a 1946, como também destacar as possibilidades da influência destas ideias nas práticas de leitura nas escolas públicas paulistas. Parte-se da premissa de que o livro pode ser considerado um objeto concreto de uma “cultura material escolar”, por encontrar-se ali um espaço, uma temporalidade e uma linguagem. A análise indica que os enunciados se mostraram direcionados, a princípio, à legitimação de interesses políticos para se implementar um ensino nacionalizado e uniformizado, ao estabelecerem critérios de configuração de uma obra didática de qualidade para, em seguida, voltarem-se aos leitores alunos e professores.

O ARQUIVO PESSOAL DO PROFESSOR CATARINENSE ELPÍDIO BARBOSA (1909-1966): DO TRAÇADO MANUAL AO REGISTRO DIGITAL

PID: S2236-34592017000100187 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Cunha
Resumo Neste texto apresenta-se e interpretam-se materiais que compõem arquivo pessoal do professor e educador catarinense Elpídio Barbosa (1909-1966). O arquivo contêm documentos oficiais e ordinários - revistas, fotografias escolares, recortes de jornais, legislação sobre ensino e anotações diversas - que permitem mapear e construir aspectos da História da Educação catarinense entre as décadas de 1930 a 1960. A investigação centrou-se no entendimento da ação desse protagonista na formulação de diretrizes educacionais analisadas na perspectiva da História da Educação, em âmbito regional e nacional. Consideram-se, também, diálogos no âmbito dos estudos sobre o patrimônio cultural, pela análise das instâncias que custodiam e caracterizam um arquivo pessoal como um bem cultural.

O DISCURSO DO PROGRESSO E A EDUCAÇÃO NA HISTÓRIA DE SINOP - MATO GROSSO: “COMO É BOM ALARGAR FRONTEIRAS DE NOSSA PÁTRIA!”

PID: S2236-34592017000200312 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Tomé Rohden
Resumo Este artigo aborda o entrelaçamento do discurso do progresso na educação sinopense dentro do contexto de implementação da política de integração nacional entre os anos de 1973 e 1979. O discurso de progresso difundido pelo Governo Federal foi assumido pelos Colonizadores, pelos migrantes e pela escola, que em suas práticas exemplificou e manifestou todos os valores desenvolvimentistas da época. A fundamentação teórica se baseou nas contribuições de Michel de Certeau e a pesquisa empírica foi realizada a partir dos procedimentos da História Oral com entrevistas com ex-professoras, assim como em documentos, revistas, iconografias localizadas em acervos particulares e públicos.

O ECLETISMO EDUCACIONAL GERMÂNICO, PRECURSOR DA EDUCAÇÃO COMPARADA? RECEPÇÕES E LEGADO DE GRUNDSÄTZE DE HERMANN AUGUST NIEMEYER NO ESPAÇO FRANCO-SUÍÇO

PID: S2236-34592017000300084 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Fontaine
Resumo Hermann August Niemeyer (1754-1828) é certamente um dos pedagogos que mais dominou a educação do século XIX, embora sua obra seja pouco conhecida, quase totalmente esquecida. Autor de uma centena de obras e de folhetos, suas produções circularam em toda a Europa e contribuíram no modo de apreender e de pensar a pedagogia. Expôs seu pensamento em um “compêndio pedagógico geral”, publicado em Halle em 1796, intitulado Grundsätze der Erziehungund des Unterrichts für Eltern, Hauslehrer und Erzieher, bestseller pedagógico europeu cujo peso e normas ainda se fazem presentes em centenas de nossas instituições. Este artigo procurará esclarecer a recepção da obra norteadora de Niemeyer no espaço franco-suíço. Desvendaremos também, a partir dos Grundsätze e do ecletismo germânico, do qual Niemeyer é o principal representante, a existência de uma tradição comparatista anterior aos trabalhos de Marc-Antoine Jullien, designado “pai da educação comparada” por Pedro Rossello, seguindo a tradição do Bureau international d’éducation fundado em Genebra em 1925.

O PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO CURSO DE MATEMÁTICA DA FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE MONTES CLAROS - MG (1968-1978)

PID: S2236-34592017000300284 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Almeida Gomes
Resumo Este artigo relata os resultados de uma investigação sobre o período inicial (1968-1978) do curso de Matemática da Fafil - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Montes Claros, Minas Gerais. Além de documentos escritos, foram usadas 16 entrevistas, com base na metodologia da História Oral. O estudo mostra que, como em outras instituições brasileiras, a implantação do curso foi feita em caráter de urgência, num cenário de carência de professores do ensino secundário e superior. Mesmo tendo formado poucos licenciados em sua fase inicial, o curso pôde suprir algumas demandas. O modelo de formação adotado, calcado no rigor e na distinção, mostra a predominância da ideia de que as tarefas de ensinar e aprender Matemática eram destinadas aos bem dotados intelectualmente.

O “AMERICANISMO” E A CRIAÇÃO DA CADEIRA DE ESPANHOL NO ENSINO SECUNDÁRIO BRASILEIRO (1917-1926)

PID: S2236-34592017000200180 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Guimarães Souza
Resumo Este artigo investigou as contribuições do “Americanismo” para a criação da cadeira de espanhol no ensino secundário brasileiro, as finalidades imediatas da institucionalização do espanhol como disciplina escolar e as dificuldades desse processo no Brasil, de 1917 a 1926. O estudo fundamentou-se nos pressupostos teórico-metodológicos da história cultural e, sobretudo, da história das disciplinas escolares no diálogo com André Chervel (1990). A análise evidenciou que apesar da introdução do ensino da língua espanhola como troca de gentileza ao ato do Governo do Uruguai, não agregou ao ensino qualquer outro objetivo.

ORIGEM, TRAJETÓRIA E EFETIVIDADE DA FORMAÇÃO DE ENSINO MÉDIO TÉCNICO PROFISSIONAL NO CHILE

PID: S2236-34592017000200111 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Poblete
Resumo No Chile, as origens do ensino técnico profissional remontam ao século XVIII. Respondendo às necessidades emergentes de recursos humanos especializados, as primeiras escolas deste tipo de ensino foram estabelecidas. Através da análise da trajetória da formação profissional em diferentes momentos históricos, situações e características, envolvendo tanto as instituições e as especialidades, como sua eficácia em termos das exigências da sociedade. O artigo relata do trabalho realizado no Projeto Fondecyt Nº1100473, instituição que se agradece, bem como aqueles que têm colaborado no estudo.

ORIGENS E PRINCIPAIS EXPOENTES DO LAICISMO, EM SUA VERTENTE EDUCATIVA, NO CHILE

PID: S2236-34592017000100333 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Caiceo Escudero
Resumo O objetivo deste artigo é descrever o surgimento do laicismo no Chile na segunda metade do século 19. Em seguida destacam-se as figuras mais proeminentes nessa linha na primeira metade do século 20, especialmente por haverem aportado a pedagogia de Dewey ao desenvolvimento educacional do país, superando as influências francesas e alemãs que, durante o século 19, haviam iluminado o proceder laico e educativo. Complementa-se com a descrição do pensamento laico presente nos Prêmios Nacionais de Educação e a relação com a pedagogia de Dewey, que são importantes expoentes da educação pública da segunda metade do século passado no país. Todo esse processo não esteve isento da existência de debates com representantes de setores afins à Igreja Católica.

OS FRANCISCANOS NA PARAÍBA: FORMAÇÃO RELIGIOSA, INSTRUÇÃO E LIVRARIA CONVENTUAL (SÉCULOS XVIII E XIX)

PID: S2236-34592017000300120 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Oliveira
Resumo O artigo analisa a atuação dos frades franciscanos da Província de Santo Antônio do Brasil, no campo da Instrução intra e extramuros, com foco especial sobre a Paraíba entre os séculos XVIII e XIX. Pretende-se, por meio da documentação consultada, compreender como eram designadas as funções de mestre e lente entre os franciscanos, bem como identificar, a partir de duas Relações elaboradas pelo superior provincial em 1779 e remetidas à rainha D. Maria I, quais dentre os frades professos da província as exerciam. Analisa-se também a importância das livrarias conventuais para as atividades de docência dos franciscanos, bem como o acervo da livraria da casa paraibana, por meio de inventário elaborado pela Ordem em 1852.

OS MAÇONS E A MODERNIZAÇÃO EDUCATIVA NO BRASIL NO PERÍODO DE IMPLANTAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DA REPÚBLICA

PID: S2236-34592017000300056 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Amaral
Resumo A atuação de maçons no processo de modernização da educação brasileira, remonta ao século XIX, respaldada por idéias liberais e iluministas. Se consolida nas primeiras décadas do regime republicano, influenciada pelo ideário positivista e anti-jesuítico, em defesa do ensino elementar público, laico e obrigatório. No Brasil, a Maçonaria adaptou-se às condições específicas e necessidades regionais de onde se instalou. Portanto ela não deve ser compreendida num sentido unívoco, sendo mais fácil identificar a ação e engajamento ideológico de maçons e não da Maçonaria propriamente dita. O presente estudo, fundamentado pela História Cultural, privilegia o uso de periódicos maçônicos e busca destacar práticas políticas dos maçons como intelectuais, gestores, legisladores, escritores, jornalistas e professores, bem como as Lojas Maçônicas como potenciais espaços de sociabilidades e organização ideológica.

OS MINISTROS DA EDUCAÇÃO DA ARGENTINA (1854-2015): ANÁLISE DOS PERFIS PROFISSIONAIS DAS ELITES POLÍTICAS

PID: S2236-34592017000100397 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Rodríguez
Resumo Neste artigo analisamos as biografias profissionais de 94 ministros titulares do Ministério de Educação Nacional ao longo de 161 anos (1854-2015), observando as leis e decretos mais importantes aprovados em cada período. Estudaremos quatro questões de suas biografias: a duração no cargo de Ministros, local de nascimento, gênero e idade média; o título nos seus estudos de graduação; a experiência dos funcionários; a relação entre esses ministros com organizações extras partidários. Procuramos mostrar a singularidade e elementos comuns encontrados em cada fase (1854-1949; 1949-1983; 1983-2015) e durante o período todo.

OS MUSEUS UNIVERSITÁRIOS PEDAGÓGICOS COMO ESPAÇOS DE MEMÓRIA E EDUCAÇÃO

PID: S2236-34592017000300100 | Periódico: História da Educação (2236-3459) | Ano: 2017
Autores: Rabazas Romero Ramos Zamora
Resumo Este artigo se enquadra na nova tendência historiográfica emergente sobre o patrimônio histórico-educativo e os museus pedagógicos na Espanha. Nosso interesse incidirá sobre os museus pedagógicos das Universidades espanholas, como espaços que permitem reconstruir a memória coletiva educacional e prever cenários de aprendizagem dinâmicos para todos os públicos. Estas instituições são promovidas por pesquisadores e historiadores da educação das universidades, que têm impulsionado a criação destes espaços nas universidades onde trabalham. Especificamente, o presente artigo analisa mais detalhadamente um destes museus, o Museu de História de la Educación Manuel Bartolomé Cossío, localizado na Faculdade de educação da Universidad Complutense de Madrid.
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