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O livro alfabetização... Uma aventura para a criança e sua adoção pelas professoras catarinenses na década de 1980: um estudo sobre esse percurso

PID: S2238-00942020000100113 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2020
Autores: Thomas Schmidt
Resumo: O objetivo deste artigo é apresentar o livro Alfabetização... uma aventura para a criança, escrito em 1981, e analisar como o Estado o fez chegar às professoras alfabetizadoras das escolas públicas catarinenses naquele período. Trata-se de uma pesquisa histórica realizada por meio de análise documental e entrevistas, cujas análises foram fundamentadas na perspectiva materialista histórica dialética. Os resultados apontam que o livro foi escrito para servir de manual para professores alfabetizadores e, com vistas à sua utilização, o Estado realizou cursos de ‘treinamento’, utilizando a metodologia de multiplicadores, para que estes aprendessem o método nele expresso e o colocassem em prática, sendo todo esse processo organizado pela autora do referido livro.

O rádio cativo nas escolas radiofônicas: um artefato cultural de ensino para os caboclos ‘ingênuos’ na Prelazia do Guamá, Amazônia paraense (1961- 1971)

PID: S2238-00942020000100116 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2020
Autores: Maciel
Resumo: O presente artigo analisa os sentidos e significados do rádio cativo para os caboclos ingênuos nas escolas radiofônicas da Prelazia do Guamá, Amazônia paraense (1961-1971). Para isso, a metodologia utilizada foi a abordagem da Nova História Cultural. As fontes foram identificadas no Tribunal de Contas da Diocese de Bragança com seus respectivos ‘livros de tombo’, dentre outras. Desse modo, foi diagnosticado que o rádio cativo operava enquanto um objeto de consumo e ensino para alfabetizar e escolarizar os caboclos ingênuos, jovens e adultos. Assim, a partir dos resultados, é fato que o funcionamento do rádio cativo nas escolas radiofônicas está associado a outros artefatos culturais, tais como as antenas, as castanhas, os fios de cobre e os transmissores.

Os dilemas na formação do cidadão. Entre educação cívica e educação militar nos processos de emancipação política no século XIX no Uruguai

PID: S2238-00942020000100211 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2020
Autores: Romano
Resumo: A historiografia da educação uruguaia não tem se ocupado das contradições acontecidas durante o processo de constituição do bacharelado que foi ministrado na Universidad de la República durante todo o século XIX. Resulta curiosa a ausência de qualquer menção sobre a instrução militar incluída no programa de ensino secundário em 1887, no momento que se consolidava o currículo do bacharelado em Ciências e Artes e, paradoxalmente, quando o ciclo militarista chegava a sua fase final. O objetivo deste artigo é analisar os argumentos que justificam a inclusão tão tardia da instrução militar na formação universitária e na formação normalista por meio de um trabalho que combina os arquivos institucionais e os arquivos pessoais.

Os livros didáticos da perspectiva da sociologia do conhecimento: uma proposição teórico-metodológica

PID: S2238-00942020000100202 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2020
Autores: Meucci
Resumo: Este artigo propõe uma abordagem dos livros didáticos inspirando-se nos pressupostos da sociologia configuracional e nas questões da sociologia do conhecimento. A abordagem se aplica a pesquisas sobre disciplinas escolares que tomam como unidade empírica um conjunto limitado de livros. Primeiro, apresentamos a definição das operações necessárias à constituição de um campo de conhecimento - identificáveis nos livros didáticos - que denominamos de sistematização, institucionalização e rotinização. Em seguida, identificamos níveis de análise para delinear a configuração da qual os livros são produtos e produtores: articulação entre agências e agentes produtores e consumidores dos livros; processos de formalização de conteúdo; dinâmicas de estabilização e significação do conhecimento. Esperamos, ao final, confirmar o valor heurístico dos livros didáticos para compreender aspectos decisivos da vida intelectual de uma sociedade.

Padre Vitor: um educador negro entre a escravidão e a santidade

PID: S2238-00942020000100119 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2020
Autores: Fonseca
Resumo: Este artigo apresenta aspectos relacionados à vida de ‘Padre Vitor’, um indivíduo negro que nasceu livre, em 1827, no sul de Minas Gerais, onde teve destacada atuação como padre e professor. Após a sua morte, em 1905, iniciou-se um movimento de culto a sua imagem dando origem a um processo de canonização. Sua canonização segue avançando e junto com ela vai se afirmando sua imagem como um ex-escravo que atingiu a santidade. Escravidão e santidade são aspectos contraditórios dentro da trajetória de ‘Padre Vitor’. Abordamos essa contradição retratando-o fora da perspectiva representada pela ideia de escravo e santo, ou seja, procuramos recuperar seu processo de formação e atuação tratando-o como um ser humano que agiu a partir das condições e possibilidades inscritas no Brasil, do século XIX.

Por uma história da escola primária no contexto de imigração: experiências de escolarização entre imigrantes eslavos e peninsulares itálicos no Paraná

PID: S2238-00942020000100106 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2020
Autores: Renk Maschio
Resumo: Objetiva-se uma análise comparativa das experiências de escolarização primária entre imigrantes eslavos e peninsulares itálicos que se estabeleceram no Paraná a partir da última quinzena do século 19. Ao lançar um olhar panorâmico sobre o processo de colonização estrangeira no Estado, destacam-se as iniciativas dos imigrantes para a criação de diferentes tipos de escolas elementares. Com o intuito de compreender as singularidades dessas iniciativas, a presente proposta insere-se na perspectiva da história cultural. O estudo oferece uma reflexão sobre as possibilidades de escrever uma história da escola no contexto da imigração paranaense. Visa compreender a escola como um lugar de cultura e a sua institucionalização como um processo eminente de disputas e embates políticos.

Projetos educacionais para Minas Gerais no século XIX: nações estrangeiras na vitrine

PID: S2238-00942020000100208 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2020
Autores: Lages
Resumo: Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa sobre experiências de países estrangeiros, considerados avançados no campo da educação, que serviram como parâmetros para os dirigentes políticos na elaboração de propostas para o ensino público da província de Minas Gerais, no período compreendido entre a Independência, em 1822, e a Proclamação da República, em 1889. Dentre os vários projetos que convergiriam para a formação do Estado nacional, aqueles pertinentes à educação pública se evidenciaram como um dos principais investimentos. A principal base empírica deste trabalho são as análises dos Relatórios de Presidentes de província do Estado de Minas Gerais, produzidos ao longo do século XIX. No domínio das proposições teórico-metodológicas para abordagem dos exemplos referenciados, considera-se que a ‘circulação’ de conhecimentos - promovida tanto pela mobilidade de sujeitos em diferentes espaços culturais quanto pelo recurso da circulação de impressos de um modo geral - proporcionou condições que possibilitaram a apropriação das expertises estrangeiras.

Proposta metodológica multimodal e interdisciplinar na pesquisa manualística

PID: S2238-00942020000100201 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2020
Autores: Mahamud-Ângulo
Resumo: O primeiro objetivo deste artigo é prosseguir no desenvolvimento de questões metodológicas relacionadas com a pesquisa manualística, construindo a partir da base de trabalhos teóricos e empíricos anteriores. Esse propósito conduz ao segundo objetivo: ressaltar a relevância e necessidade de estudar a fundo, desde uma perspectiva teórica e crítica, os aspectos metodológicos da análise de livros de texto. Por fim, o terceiro objetivo é apresentar uma proposta metodológica multimodal e interdisciplinar que permita obter informações sobre o manual escolar como fonte documental historiográfica, social e política, de maneira rigorosa. Enfatiza-se a importância de diferenciar o livro de texto como documento singular multicontextualizado, por um lado, e o objeto de estudo dentro do manual, por outro.

Saberes profissionais para ensinar matemática na década de 1960: o caso dos ginásios vocacionais a partir da literatura cinzenta

PID: S2238-00942020000100104 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2020
Autores: França Zuin
Resumo: Este artigo apresenta o recorte de um estudo sobre os vestígios da ‘matemática a’ e ‘para ensinar’ em um contexto específico dos ginásios vocacionais de São Paulo. Buscaram-se indícios para identificar e caracterizar os saberes profissionais nas novas propostas para o ensino produzido por docentes nos cursos realizados na década de 1960, influenciados pelo Movimento da Matemática Moderna. O estudo norteou-se pela questão: De que maneira foram constituídos os saberes para ensinar matemática pelos professores dos ginásios vocacionais de São Paulo na década de 1960? A fundamentação teórica se apoia em estudos da história da educação e história cultural. As fontes primárias utilizadas pertencem ao acervo do Centro de Documentação e Informação Científica da PUC SP. Foi escolhido o tema ‘Números Racionais’, para o qual se concluiu que os saberes para ensinar matemática nos ginásios vocacionais foram construídos e articulados com a prática docente, sistematizados e objetivados para a cultura escolar.

Venho por meio desta: escolas radiofônicas e cotidiano nas cartas do movimento de educação de base em Pernambuco (1961-1966)

PID: S2238-00942020000100107 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2020
Autores: Alves
Resumo: Contamos a história do ‘Movimento de Educação de Base’ (MEB) em Pernambuco, através da experiência dos monitores e alunos, que por meio das cartas deram visibilidade aos limites e às suas expectativas em relação à alfabetização. Partindo da história cultural e da história da cultura escrita, apresentamos as características de produção, circulação e o conteúdo das cartas, que em diálogo com a história da educação, permitiu identificar na experiência cotidiana as estratégias mobilizadas para o funcionamento das escolas radiofônicas, que possibilitaram a formação de uma comunidade de escreventes, em torno do intercâmbio epistolar e da circulação dos conteúdos educativos pelo rádio, práticas que transformaram as escolas radiofônicas em espaços de aprendizagem, produção e circulação da cultura popular.

‘O espírito do povo’: estética, professores e folclore na Argentina na década de 1920

PID: S2238-00942020000100120 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2020
Autores: Southwell
Resumo: A década de 1920 foi extremamente rica em termos de processos e problemas de relevância singular e também foi uma década prolífica em termos de debates e geração de novas propostas. O clima social do pós-guerra colocou em crise os preceitos mais racionalistas que o liberalismo do século XIX havia instalado e levou à inclusão de formas de conhecimento ligadas ao espiritual e à sensibilidade, além da preeminência da razão. Para explorar algumas das prioridades educacionais, nos deteremos na análise da Pesquisa Nacional de Folclore ou Pesquisa de Ensino, realizada em 1921 e cujos resultados foram reunidos na ‘Colección de Folklore’. Foi uma iniciativa para a qual os professores das escolas nacionais de todo o país foram contratados para coletar os elementos folclóricos que encontravam em sua jurisdição: crenças e costumes, narrativas e ditados, arte e ciência popular para aprender e prescrever ‘O espírito do povo’.

‘Pela iluminação do passado’: livros e educação no contexto do Cinquentenário da Independência (capital brasileira, década 1870)

PID: S2238-00942020000100213 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2020
Autores: Silva Santos Nascimento Pasche
Resumo: Neste estudo pensamos formas de abordar a emancipação política do país. Interrogamos alguns ‘restos’, lugares de memórias: os livros, responsáveis pela intervenção, educação, constituição e legitimação de determinadas representações acerca da Independência. Tratam-se de: Ideias por coordenar a respeito da emancipação de Maria Durocher (1871a) e A independencia e o Imperio do Brazil de Alexandre Moraes (1877). Concluímos a análise entendendo os objetivos distintos de cada obra e suas semelhanças, como o fato de relacionarem a incompatibilidade da independência com a escravidão. No aspecto educacional, Durocher defendia a educação formal, enquanto Mello Moraes uma narrativa verdadeira baseada em fatos e documentos, que se constituiria a história para formação da juventude.

‘Saber é poder’ e o saber do poder: José Veríssimo (1857-1916) entre a ‘marginalização’ e o ‘engajamento’ educativo na Província do Pará (1881-1884)

PID: S2238-00942020000100117 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2020
Autores: Moraes
Resumo: Este artigo analisa a ‘experiência educativa’ de José Veríssimo associada à ‘marginalização’ e ao ‘engajamento’ político na província do Pará. No contexto de polarização política entre tradição imperial e política científica, ocorreu o concurso para a cadeira de francês do Liceu Paraense (1881) e emergiu a Sociedade Paraense Promotora da Instrução (1883-1884). Considero que a desclassificação no concurso foi uma forma de marginalização das posições profissionais prestigiadas e constatação a respeito da ‘decadência’ das instituições imperiais - conhecendo o ‘saber do poder’ -, permitindo o engajamento na Sociedade - promovendo o ‘saber é poder’ -, ao se apropriar das práticas político-culturais da Geração 1870 de contestação do status quo saquarema no contexto amazônico.

A Campanha Nacional de Educação dos Cegos: uma leitura a partir da imprensa jornalística dos anos 1960 e 1970

PID: S2238-00942019000100051 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2019
Autores: Cardoso Martínez
Resumo: Busca-se, neste artigo, compreender as linhas de ação e o funcionamento da Campanha Nacional para Educação dos Cegos, durante as décadas de 1960 e 1970. Essa campanha integrava um ‘modelo campanhista de política social’, subordinada ao Ministério da Educação e Cultura, e atuava em linhas de ação que envolviam a difusão do livro didático; o ensino de braile no Curso Normal; a qualificação de cegos para atividades industriais; a assistência financeira; e o convênio com a Campanha Nacional de Educação Rural. A imprensa jornalística é priorizada como fonte pelas peculiaridades não proporcionadas por outras fontes ‘como a riqueza de debates, anseios e utopias dos projetos educativos’.

A alternativa para o progresso: o nacionalismo-desenvolvimentista, seus intelectuais e o planejamento educacional nos anos 1960 no Brasil

PID: S2238-00942019000100057 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2019
Autores: Santos
Resumo: As origens do desenvolvimentismo como projeto político e suas influências no pensamento social e educacional brasileiro aglutinaram na década de 1960 um grupo de intelectuais comprometidos com esse ideário articulados por instituições e pelo Estado. Num cenário de crise política e social, Celso Furtado, Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira e Paulo Freire atuaram como aqueles que pensaram o Brasil com base em uma convergência de ideias que os aproximava do nacionalismo-desenvolvimentista. A análise das fontes documentais identifica nas narrativas os sinais do ideário de um projeto nacional de desenvolvimento, destacando a natureza do Plano Nacional de Educação, de 1962, e o Plano Trienal de Educação, de 1963.

A constituição de um arquivo e a escrita da história da educação: do gesto artesão à prática científica

PID: S2238-00942019000100067 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2019
Autores: Peres
Resumo: Este artigo discute a intrínseca relação existente entre o gesto artesão de constituição de um arquivo e a escrita da história da educação. Com base na experiência de mais de uma década de trabalho ininterrupto em que se associam coleta, guarda, organização e pesquisa ‘de’ e ‘em’ um arquivo específico, apresentam-se algumas das opções que foram tomadas ao longo do processo, justificando-as e discutindo-as. Trata-se de um arquivo constituído em uma universidade pública brasileira que abriga atualmente mais de cinco mil itens inventariados. A intenção principal é demostrar que a ideia que sustentou a criação do arquivo é a de lugar de memória coletiva da infância escolarizada, da docência da escola primária/anos iniciais e das práticas sociais e escolares de leitura e de escrita edodesenvolvimento de pesquisas socialmente referenciadas.

A contribuição dos estudos sobre grupos escolares para a historiografia da educação brasileira: reflexões para debate

PID: S2238-00942019000100063 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2019
Autores: Souza-Chaloba
Resumo: Este artigo apresenta reflexões acerca da contribuição dos estudos sobre grupos escolares para a escrita da história da educação no Brasil. O texto sustenta que as pesquisas históricas realizadas sobre o tema nas duas últimas décadas instituíram e disseminaram categorias de análise, colaboraram para o avanço do conhecimento e ajudaram a consolidar novos objetos de pesquisa. Na primeira parte discute-se a emergência dos grupos escolares como objeto de pesquisa histórica, assinalando-se as matrizes teóricas que têm norteado a produção. Na sequência é analisado o percurso das iniciativas de comparação levadas a termo envolvendo diversos grupos de pesquisa e investigadores propiciando deslocamentos temáticos e novas interpretações construídas sobre a história da escola primária no Brasil.

A cultura material da escola: apontamentos a partir da história da educação

PID: S2238-00942019000100065 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2019
Autores: Paulilo
Resumo: Este artigo focaliza o lugar especial da cultura material da escola nas análises da historiografia da educação a partir da década de 1990. Pesquisas sobre a história da cultura material escolar são analisadas e quatro aspectos são examinados: primeiramente, a arquitetura escolar, em seguida, os arquivos e bibliotecas escolares, depois, os materiais audiovisuais e, finalmente, a mudança da sensibilidade historiográfica dos estudos sobre a história da educação brasileira. Destaca a relevância deste tema para o estudo das práticas escolares e para a historiografia da educação. Neste texto pretende-se refletir acerca de algumas mudanças na memória educacional e na pesquisa em história da educação.

A escrita da arquitetura escolar na historiografia da educação brasileira(1999-2018)

PID: S2238-00942019000100064 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2019
Autores: Bencostta
Resumo: Este artigo tem como objetivo apresentar uma cartografia das pesquisas realizadas entre os anos de 1999-2018 sobre a história da arquitetura escolar, originárias das áreas de conhecimento da educação, da história e da arquitetura, ressaltando as principais tendências historiográficas que foram mais determinantes.

A moradia estudantil como espaço de formação: memórias sobre a Casa do Estudante Universitário Aparício Cora de Almeida (1963-1981)

PID: S2238-00942019000100055 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2019
Autores: Hinterholz Almeida
Resumo: O estudo investiga memórias sobre uma Casa de Estudante, localizada em Porto Alegre, concebendo-a como instituição educativa. Por meio da História Oral, produziram-se entrevistas com antigos moradores, que, em seus itinerários, buscaram formação universitária e vivenciaram a partilha de um espaço comum: a residência estudantil. Procurou-se alcançar dimensões simbólicas que permitissem interpretar significados conferidos a esta experiência de habitação coletiva, analisando especialmente três aspectos: a autogestão; o espaço social ocupado pela Casa; o lugar desta nas narrativas de si. Conclui-se que as Casas de Estudante são organismos vivos, produtoras e transmissoras de culturas, que inscrevem seus moradores num espaço social, ultrapassando assim os limites de uma experiência passageira
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