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História da Educação nas páginas da revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

PID: S2238-00942016000300059 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2016
Autores: Ferreira Junior Hayashi Pereira
Resumo: A despeito da importância dos institutos históricos e geográficos para a historiografia nacional, há uma lacuna na historiografia educacional brasileira quanto ao uso das revistas desses institutos como fontes primárias para a História da Educação. Neste artigo, analisam-se as contribuições da Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo para História da Educação brasileira. Para a análise, foram selecionados artigos publicados entre 1923 e 1996 por Hélio Viotti, Serafim Leite, Affonso de Carvalho, Ernesto Penteado e Ernesto de Sousa Campos. Esses artigos são fundamentais para a historiografia da educação brasileira, pois permitem compreender como a elite letrada, representada pelos intelectuais que publicam artigos nessa Revista, pensava a educação brasileira nesse período.

Instrumentos e suportes de escrita no processo de escolarização: entre os usos prescritos e os não convencionais (Minas Gerais, primeira metade do século XX)

PID: S2238-00942016000100297 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2016
Autores: Frade Galvão
O artigo tem como objetivo analisar os usos de instrumentos e suportes de escrita por pessoas comuns em processo de escolarização na primeira metade do século XX, em Minas Gerais. O principal corpus documental da pesquisa é composto por memórias, produzidas e veiculadas em depoimentos orais e/ou escritos. Estudos realizados nas áreas da história cultural, da história da cultura escrita e da história da cultura material escolar basearam, teórica e metodologicamente, a investigação. A análise dessas fontes mostrou que a materialidade dos suportes e dos instrumentos é um elemento central e definidor dos usos que deles são feitos e que há uma relativa distância entre a escrita que a escola quer instituir e as táticas que os grupos ou indivíduos inventam em seu cotidiano, com os recursos de que dispõem.

O ensino de música no Nordeste brasileiro: notas históricas e desafios atuais

PID: S2238-00942016000400155 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2016
Autores: Zorzal Ferreira
Resumo: Apresenta-se neste artigo uma reflexão histórica sobre o ensino de música no Nordeste brasileiro, apoiada em três eixos: o crescimento econômico das principais cidades da região no Brasil Império; a subserviência política do ensino de música no alvorecer da República em instituições estaduais de nível técnico; a oferta de cursos superiores de música no contexto de cada estado da região. A metodologia consiste em pesquisas documentais e bibliográficas, consultas às páginas virtuais das instituições e consultas por e-mail a agentes públicos. Conclui-se pela proposição de uma legislação complementar que estabeleça compromissos a ser assumidos pelos gestores educacionais, no que diz respeito à manutenção, à ampliação e à interiorização das instituições de ensino de música.

O ensino escolar que disciplina e normaliza: Luiz Antonio dos Santos Lima e as medidas de correção contidas em Hygiene Mental e Educação (1927)

PID: S2238-00942016000100155 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2016
Autores: Menezes Silva
O tema do texto é o pensamento médico-educacional de Luiz Antonio dos Santos Lima (1890-1961) defendido em sua tese de doutoramento Hygiene Mental e Educação em 1927. Analisa-se sua concepção de ensino sob medida e sua proposta de implantação da higiene mental nas instituições escolares brasileiras do início do século XX. Da perspectiva histórica de análise do discurso proposta por Foucault, salienta-se o contexto social em que o movimento higienista foi idealizado e os poderes disciplinar e normalizador da época que estavam imbuídos no pensamento do autor. A relevância deste estudo está na análise de uma proposta de ensino situada no quadro de compreensão do pensamento higienista brasileiro e que, voltada para o progresso nacional, tinha como meta o desenvolvimento sadio da criança escolar

O projeto republicano de instrução e as escolas isoladas urbanas: entre a transitoriedade e a permanência (Belo Horizonte 1906-1927)

PID: S2238-00942016000200311 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2016
Autores: Gouvêa Afonso Figueiredo Nogueira
No artigo, busca-se resgatar a presença de escolas isoladas na cidade de Belo Horizonte, no período entre 1906 (ano da Reforma João Pinheiro, que instituiu os grupos escolares no estado mineiro) e 1927 (ano da reforma Francisco Campos, que implementou a pedagogia escolanovista). Adotado como fontes a legislação educacional, os relatórios de inspetores, as correspondências entre as escolas e a Secretaria do Interior, bem como a rica historiografia da educação mineira do período, tem-se em vista compreender o papel das escolas multisseriadas na educação primária na capital, após a implementação da escola graduada. Verifica-se que, se o propósito da reforma de 1906 era a gradual extinção das escolas isoladas, estas permaneceram numericamente significativas, predominando nos locais com menor densidade demográfica do estado (pequenos núcleos urbanos e espaços rurais). No caso de Belo Horizonte, inseridas em uma cidade que se projetava como vitrine do ideário republicano, tais escolas funcionavam, em termos de espaço físico, material didático, condição docente e investimento na frequência escolar, em condições que, mesmo inferiores às dos grupos escolares, eram superiores às do interior do estado. Observa-se, nas políticas educacionais do período, tanto a precarização do funcionamento dessas escolas quanto o investimento em sua qualificação, caso em que elas se configuravam como um mal necessário diante das dificuldades de extensão da escola graduada a toda população infantil.

O sistema educativo cabo-verdiano nas suas coordenadas socio-históricas

PID: S2238-00942016000100079 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2016
Autores: Moura
Partindo do pressuposto de que a educação deve ser compreendida na sua relação dinâmica com a estrutura social, procuramos, neste artigo, analisar a evolução do sistema educativo cabo-verdiano em três momentos sócio-históricos diferentes: período colonial, período pós-independência e período da transição democrática. As conclusões apresentadas são resultado da pesquisa documental e bibliográfica e da análise dos dados estatísticos oficiais do Governo, do Ministério da Educação e do Instituto Nacional de Estatísticas. O trabalho foi realizado no âmbito da tese de doutoramento em Ciências da Educação, apresentada no departamento de Teoria da Educação, História da Educação e Pedagogia Social da Universidade de Santiago de Compostela, Espanha.

Organização do ensino profissional primário em Minas Gerais: Mendes Pimentel em defesa da educação popular

PID: S2238-00942016000200023 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2016
Autores: Silva
Neste artigo analisam-se os argumentos do advogado, professor e político Francisco Mendes Pimentel em defesa da organização do ensino profissional primário em Minas Gerais. Em 1896, o então deputado estadual apresentou um projeto de lei para estabelecer o ensino profissional primário no estado. Para ele, a educação popular pela via do trabalho representava a solução para os maiores problemas do país, sendo vista como elemento reformador da sociedade. A educação seria reformada para adequar a população ao novo regime político e para promover o progresso social e econômico do estado e do país. As fontes para a elaboração do trabalho foram o projeto e os artigos que Mendes Pimentel fez publicar na imprensa na última década do século XIX.

Os 30 anos do GT História da Educação: sua contribuição para a constituição do campo

PID: S2238-00942016000400393 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2016
Autores: Buffa
Resumo: Neste artigo, a pretexto de celebrar os 30 anos do GT de História da Educação da ANPEd, estuda-se a produção acadêmica apresentada por seus integrantes nas reuniões da associação de 1984 a 2013. Sistematiza-se e problematiza-se essa produção, considerando principalmente os temas estudados e as referências teórico-metodológicas adotadas pelos autores. As fontes principais da análise são artigos que procederam a um balanço da atuação do GT bem como, quando possível, os próprios textos apresentados nas reuniões no período.

Os ruralistas paulistas e seus projetos para a educação agrícola: a "Luiz de Queiroz" (ESALQ/USP) em Piracicaba (1881 a 1903)

PID: S2238-00942016000400190 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2016
Autores: Jacomeli Molina
Resumo: Neste artigo, analisa-se o surgimento dos primeiros projetos de educação agrícola, prática e secundária do Estado de São Paulo, cujo resultado foi a criação da ESALQ. Depois das tentativas da iniciativa privada e posteriormente do governo estadual, a escola foi inaugurada em 1901. A primeira parte do estudo é concentrada no período entre 1881 e 1901, quando foram elaborados os projetos de construção da escola. Na segunda parte, referente aos anos de 1901 a 1903, analisam-se a inauguração emergencial da escola e seu funcionamento precário. Constata-se que, tanto no nível nacional quanto no local, existiram inúmeras barreiras à implantação de projetos modernizadores, como os das escolas agronômicas. Internacionalmente, para além do conservadorismo local, era necessária a condição de um Brasil não desenvolvido e 'colonial'.

Os três modelos da leitura entre os séculos XVI e XXI: como as práticas sociais transformam os métodos de ensino

PID: S2238-00942016000100275 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2016
Autores: Chartier
Neste artigo, busca-se cruzar duas áreas geralmente dissociadas: o fenômeno sócio-histórico da alfabetização e o ensino escolar da leitura. Recorrendo-se a memórias pessoais e à produção acadêmica, apresentam-se reflexões centrais do debate nessas áreas. Nos anos 1970, as reformas para lutar contra o fracasso escolar provocaram polêmicas sobre os métodos de leitura. Ao mesmo tempo, pesquisas históricas sobre a difusão da escrita colocavam em questão o papel da escola na erradicação do analfabetismo. Tais pesquisas eram corroboradas pela volta de um iletrismo dos adultos em sociedades em que a escola era obrigatória há mais de cem anos. Esses dados, todavia, permaneceram separados. Para compreendê-los, foi preciso rejeitar a ideia de um modelo estável do ato de ler e reconstruir a história da leitura escolar.

Racionalização da oferta e estratégias de distinção social: relações entre escola, distribuição espacial e família no Oitocentos (Rio de Janeiro e São Paulo)

PID: S2238-00942016000200175 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2016
Autores: Borges Vidal
O presente artigo possui como objetivo discutir os efeitos da distribuição das escolas, levando em consideração as tensões entre a racionalização estatística, a arte administrativa do Estado e os mecanismos de distinção e seleção constituídos pelos grupos sociais como formas de sobrevivência e promoção social. Focalizam-se três momentos da relação entre escola e cidade: o da instalação, o da manutenção e o da consolidação da escola em determinada região. Por meio de documentos relacionados a casos das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo no século XIX, observa-se que famílias e grupos sociais participam ativamente na seleção e na hierarquização da oferta, bem como na orientação da demanda por escolas públicas. Conclui-se, diante disso, que a localização geográfica de uma unidade escolar não é o único fator determinante da configuração do público que a frequenta.

Representações e cultura escolar compondo uma história: o processo identitário do Colégio Sagrado Coração de Jesus, Bento Gonçalves/RS (1956 - 1972)

PID: S2238-00942016000300246 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2016
Autores: Kreutz Poletto
Resumo: O artigo apresenta resultados de uma pesquisa sobre o Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Bento Gonçalves/RS. Abrange o período de 1956, ano da criação do colégio, até 1972, com a implementação da LDB 5.692/71. O objetivo dessa investigação sobre a cultura escolar e o processo identitário do colégio é contribuir para a pesquisa em história das instituições escolares. Em relação à metodologia, utilizamos registros escritos, fotografias e a história oral de ex-alunos, ex-professores e moradores da região. Com base na análise, concluímos que o processo identitário do colégio apresenta algumas notas distintivas, tais como: predominância da etnia italiana, mudança no trabalho pedagógico e na estrutura física, e o ensino católico como norteador de práticas pedagógicas.

Saberes geométricos de Calkins e sua apropriação nos programas de ensino dos grupos escolares paulistas

PID: S2238-00942016000300010 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2016
Autores: Frizzarini Silva
Resumo: No presente artigo, analisam-se os saberes geométricos contemplados por Calkins em seu manual, Primeiras lições de coisas, bem como sua apropriação nas normatizações dos grupos escolares paulistas. O resultado indica que as "lições de formas‟ e "desenho‟ presentes no manual têm como objetivo desenvolver faculdades perceptivas básicas para a construção e o desenvolvimento de saberes diversos e não somente geométricos. Com base nisso, argumenta-se que o ensino das "lições de formas‟ e desenho‟ não é equivalente ao ensino de geometria. A análise dos programas de ensino no período de 1894 a 1925 revela a influência das ideias de Calkins, já que, desde o início, observa-se a presença do estudo das formas. Esse estudo permanece até o programa de 1925, quando esse estudo recebe o status de matéria independente. Revela também que geometria é uma matéria em separado, distinta das propostas de Calkins.

Trabalho infantil e escolarização: questões internacionais e o debate nacional (1890-1944)

PID: S2238-00942016000400272 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2016
Autores: Veiga
Resumo: O objetivo neste artigo é analisar, no contexto da expansão da obrigatoriedade escolar, o debate internacional sobre a regulamentação do trabalho infantil e o debate nacional sobre a elaboração da legislação trabalhistaentre o período de 1890 (Conferência Internacional do Trabalho em Berlim) e 1944 (Declaração da Filadélfia). Os temas do trabalho infantil e da obrigatoriedade escolar foram discutidos em meio a muitas tensões, expressando alterações nas relações sociais traduzidas pela ampliação dos direitos humanos e civis e pela presença de conflitos afetivos e morais. A discussão teórica desenvolveu-se com base nas proposições de Norbert Elias e Viviane Zelizer, dentre outros. Como documentos, foram analisados legislações, tratados internacionais e jornais.

Trajetórias de professoras normalistas: A 'prata da casa' do Instituto de Educação do Rio de Janeiro (1930-1960)

PID: S2238-00942016000400241 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2016
Autores: Lopes Gurgel
Resumo: Neste artigo, analisa-se a trajetória de três normalistas formadas pelo Instituto de Educação do Rio de Janeiro na década de 1930, as quais, após terem se titulado na Universidade do Distrito Federal e Faculdade Nacional de Filosofia, retornaram ao Instituto na condição de docentes, tornando-se catedráticas de disciplinas pedagógicas. A formação universitária e o acesso à carreira ocorreram durante o primeiro governo Vargas (1930-1945), nos marcos de uma política educacional excludente que limitava o acesso ao ensino superior exclusivamente aos egressos da escola secundária propedêutica. Alianças familiares e políticas, aderências a projetos educacionais, assim como brechas na legislação educacional, possibilitaram o acesso dessas normalistas aos cursos universitários, bem como sua ascensão ao cargo de catedráticas.

Um manual do século XVIII: culto à natureza e educação do corpo em Ginástica para a Juventude, de Guts Muths

PID: S2238-00942016000100023 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2016
Autores: Quitzau Soares
Este artigo tem como tema central a educação do corpo em sua relação com a natureza e, como fonte principal de análise, o livro Gymnastik für die Jugend, manual de ginástica publicado em 1793, na Alemanha, pelo pedagogo Johann Christoph Friedrich Guts Muths. Influenciado pelas teorias médicas e pedagógicas vigentes no período e fazendo claras referências à obra O Emílio, de Rousseau, o autor propõe nesse manual a prática de exercícios físicos sistematizados e em meio à natureza, com a finalidade de recuperar a população da degeneração física e moral supostamente decorrente da vida urbana. Tomando como referência as concepções e proposições presentes nesse manual de ginástica, problematizamos a relação entre educação, corpo e natureza.

Wilhelm Rotermund (1843-1925) vivendo em duas culturas

PID: S2238-00942016000400094 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2016
Autores: Silva
Resumo: Wilhelm Rotermund fez parte de um grupo de agentes culturais estrangeiros responsáveis pela introdução de uma prática metodologia de ensino, utilizada na Alemanha, em livros didáticos no Brasil, no século XIX. Ele foi também um impulsionador da educação dos descendentes germânicos por suas ações como editor de livros e jornais. Identificando possíveis raízes das ideias metodológicas que ele apresenta em seu livro Rechenfibel: primeiro livro de arithmetica, publicado em 1879, no Rio Grande do Sul, estudamos obras de pedagogos alemães oitocentistas, como Goltzsch e Theel. A finalidade foi cotejar as propostas apresentadas por esses pedagogos para o ensino da aritmética com as de Rotermund. Constatamos a presença do método intuitivo tanto nas orientações contidas nas obras alemãs quanto no livro de Rotermund.

'Lições' e mestres de música no Colégio Pedro II (1838-1858): Contrapontos à memória da educação Musical no Brasil

PID: S2238-00942015000300229 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2015
Autores: Garcia
O tema desse texto será a História da Educação Musical no Brasil, no século XIX. Sua justificativa é apresentar alguns dados que permitam problematizar a 'Memória' consolidada que, comumente, toma esse tema como sinônimo do projeto realizado por Villa-Lobos, com o Canto Orfeônico nos anos de 1930 e 1940, a despeito de quaisquer outras experiências históricas anteriores, contemporâneas e posteriores. Assim, o objetivo deste texto, é trazer, portanto, alguns resultados da pesquisa realizada sobre as 'Lições' e os mestres de música do Colégio Pedro II (1838-1858) como contrapontos que permitam se analisar a importância de seu ensino nas escolas já no século XIX e se pensar sobre a pesquisa da história da educação musical no Brasil.

A Biologia Educacional: exercitação e propostas inovadoras em um periódico educacional paulista (1938-1941)

PID: S2238-00942015000100269 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2015
Autores: Viviani
Este texto refere-se ao estudo do periódico A Biologia Educacional (1938- 1941), elaborado por estudantes da Escola Normal "Padre Anchieta", com a colaboração de especialistas, e associado à disciplina Biologia Educacional. O objetivo é investigar como esse impresso produziu discursos sobre a disciplina citada e sobre o processo de formação e atuação docentes, construindo parâmetros para as culturas profissionais da época. As análises indicam que a revista foi instrumento de motivação e de exercitação de estudantes, no sentido mencionado por Chervel, e também serviu como meio de produção da disciplina e da profissão, em associação a práticas inovadoras, assistenciais e de base científica.

A Implantação do modelo formal de ensino em Angola (Séculos XV-XX)

PID: S2238-00942015000200055 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2015
Autores: Oliveira
A presente reflexão aborda os diversos momentos que proporcionaram a implantação de um modelo de ensino formal em Angola. Mediante pesquisa bibliográfica e consulta de arquivo, procuramos traçar os principais momentos que caraterizaram este longo processo. Para o efeito, recuamos a nossa pesquisa ao século XV, data de chegada dos portugueses àquele território até o fim da sua governação. Abordamos, assim, as diferentes políticas e reformas educativas ao longo desse período, nomeadamente, o ensino dos missionários, o papel dos jesuítas, a Reforma Pombalina e as diversas alterações introduzidas desde a implantação da República portuguesa em 1910, o período da Ditadura Militar e posteriormente o Estado Novo.
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