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Usos da história na formação de pessoas: as experiências do Marquês de Condorcet (1743-1794) e de Immanuel Kant (1724-1804)

PID: S2238-00942013000300006 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2013
Autores: Freitas
Este artigo examina a posição de dois pensadores da ilustração - Immanuel Kant (1724/1804) e Marie Jean Antoine Nicolas de Caritat (1743/1794) - e se propõe a responder à seguinte questão: se não se nasce pessoa, mas torna-se pessoa, qual o lugar da história na formação dos humanos no período anterior à referida autonomização da disciplina escolar? Aqui são examinados os textos por eles produzidos entre 1791 e 1803 que anunciam as visões de homem, vida, filosofia da história, história empírica e educação humana, com o objetivo de discutir a presença da história como saber ensinável no século XVIII, contribuindo para o conhecimento dos usos da história na formação de pessoas numa perspectiva de longa duração.

“Tudo presta a quem tudo precisa”: os discursos sobre a escolarização da infância pobre, presentes na Revista do Ensino, de Minas Gerais (1925-1930)

PID: S2238-00942013000300005 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2013
Autores: Guimarães
Este trabalho investiga os principais discursos direcionados à educação da infância pobre, veiculados pela Revista do Ensino, de Minas Gerais, entre os anos de 1925 e 1930. Para tal empreendimento, foi realizada a análise documental de 52 números da Revista do Ensino e também a consulta de parte da legislação do período em questão. Como referencial teórico-metodológico, foram adotadas as chamadas “ferramentas foucaultianas”, principalmente aquelas que nos ajudam a compreender as “relações de poder e saber”, bem como a “produção de verdades” no interior dos discursos. Os resultados da pesquisa apontam que a escolarização da infância pobre foi vista, pelos discursos pesquisados, como condição considerada primordial para que o aluno se tornasse um cidadão produtivo para a sociedade.

A Editora do Brasil S/A nos anos 1960-1970: a consolidação de uma editora brasileira no mercado didático e o ensino de educação moral e cívica

PID: S2238-00942012000300007 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Braghini
Por meios da análise de fontes diversas, apresentamos um histórico da Editora do Brasil S/A, editora brasileira, familiar, surgida em 1947, que passou por um surto de crescimento nos anos 1960, para figurar, no início dos anos 1970, como uma das mais importantes editoras do país. Essa análise aponta para o alinhamento da editora com o regime militar, tanto em discursos, que denotavam a disposição da editora em defender o fechamento das liberdades civis, quanto pelas práticas, já que os seus editores mantinham relacionamento com grupos, civis e militares, interessados no retorno da disciplina de educação moral e cívica (EMC) ao currículo escolar, fato este que muito contribui para o fortalecimento da Editora no mercado didático.

A formação de professores na gênese do sistema estadual de ensino superior da Bahia

PID: S2238-00942012000100006 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Chapani
O sistema estadual de ensino superior da Bahia conta com quatro universidades que oferecem dezenas de cursos de graduação e pós-graduação em diversas áreas do conhecimento. Sua atual configuração tem pouco mais de vinte anos, no entanto, as faculdades isoladas que lhe deram origem remontam ao final da década de 1960. O objetivo deste texto é destacar o papel desempenhado pela formação docente na gênese deste sistema. Discutem-se as possibilidades apresentadas pelas faculdades de formação de professores para a democratização do ensino superior bem como suas limitações. Constata-se, por fim, que embora os cursos de formação docente sejam, desde a década de 1960, a ponta de lança desse sistema de ensino, a oferta de vagas nesses cursos não tem sido suficiente para equacionar o problema histórico de falta de professores titulados no estado.

A história da educação em São Paulo: a instrução pública dada a ler nos Annuarios do ensino do estado de São Paulo - 1907-1927

PID: S2238-00942012000200008 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Castro
Neste artigo buscaram-se a identificação e análise de “aspectos da configuração textual” dos discursos de “altas autoridades” da instrução pública paulista, contidos nos Annuarios do ensino do estado de São Paulo, centralmente naqueles publicados entre 1907 e 1927, sobre a situação e os direcionamentos da instrução pública estadual e do seu professorado. Tal formulação decorreu da necessidade de investigação dos aspectos peculiares ao conjunto desses discursos, ou seja, de um fio condutor por meio e em virtude do qual tais discursos teriam sido produzidos. Concluiu-se, ao final, que a orientação comum aos discursos mencionados era a de proporcionar a ideia de conjunto, um sentido de unidade à esfera da instrução pública no estado, o que caracterizaria o chamado aparelho escolar paulista.

A lei n. 5.692/71 e a obrigatoriedade da educação artística nas escolas: passados quarenta anos, prestando contas ao presente

PID: S2238-00942012000300006 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Subtil
Analisa-se a lei n. 5.692/71 na instituição da obrigatoriedade da educação artística, explicitando seus fundamentos teóricometodológicos e problematizando-a por meio de pesquisa em documentos legais, artigos, livros didáticos e projetos de trabalho. Fundamentos do materialismo histórico e dialético subsidiam a análise histórica no contexto externo e interno à escola, com suporte das categorias totalidade e contradição, além do recurso à história das disciplinas. Afirma-se que os encaminhamentos metodológicos propunham a adequação da escola, dos professores e da disciplina a um projeto tecnicista de desenvolvimento econômico e controle da realidade social. Autores são chamados para refletir sobre os fundamentos da lei e sua permanência ainda hoje na realidade escolar.

As configurações gráficas de livros brasileiros e franceses para ensino da leitura e seus possíveis efeitos no uso dos impressos (séculos XIX e XX)

PID: S2238-00942012000200007 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Frade
Este estudo visa analisar a utilização de recursos gráficos e tipográficos de sete livros franceses e cinco livros brasileiros do final do século XIX, dirigidos ao aprendizado inicial da leitura. Adotam-se pressupostos da bibliografia material, da história do livro, da leitura e da alfabetização, apresentados nos estudos de Roger Chartier, Donald Mckenzie, Anne-Marie Chartier e Jean Hébrard. Analisando-se a mise en page e instruções, buscou-se compreender as funções cumpridas pela tipografia, espaçamento, colunas, cores, linhas e números ou outros sinais. Constatou-se que métodos de leitura semelhantes optam por recursos diferenciados e há recursos iguais que podem servir a diferentes métodos. Marcas de uso dão indícios de que o recurso gráfico é um tipo de instrumento para pensar a língua e o uso da página.

Das escolas de improviso às escolas planejadas: um olhar sobre os espaços escolares da Região Colonial Italiana, Rio Grande do Sul

PID: S2238-00942012000200003 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Luchese Kreutz
Considerando a arquitetura escolar como elemento educativo, a proposta deste texto é discutir o processo de mudança que, inspirado nos ideais higienistas e civilizadores, impulsionou autoridades públicas a investirem na elaboração e na construção de espaços escolares. O enfoque da análise é a chamada Região Colonial Italiana do Rio Grande do Sul, no final do século XIX e duas primeiras décadas do século XX. Entre as fontes de pesquisa se encontram os relatórios de cônsules, intendentes, inspetores e professores, as fotografias, as plantas baixas e as correspondências. As escolas funcionavam, nas primeiras décadas, em lugares adaptados para abrigar as “aulas”. A partir de meados de 1910, os intendentes passaram a indicar a necessidade de investir na construção de espaços reservados ao funcionamento de escolas que atendessem às exigências de luminosidade, ventilação, localização adequada e relativa estética.

El movimiento de la Escuela Nueva en la España franquista (España, 1936-1976): repudio, reconstrucción y recuerdo

PID: S2238-00942012000300002 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Pozo Andrés Braster
En este artículo analizamos las diferentes fases de la relación del movimiento de la Escuela Nueva con la llamada “nueva pedagogía española”. En la primera fase (1936-1949), las características predominantes fueron el repudio y el silencio. No sólo se criticó a la Escuela Nueva, sino que también se la invisibilizó. En la segunda fase (1950-1962), la generación más joven de pedagogos españoles-aquellos que se formaron al final de la década de los años cuarentainiciaron la reconstrucción del movimiento de la Escuela Nueva. Al haberlo redescubierto, les entusiasmó, reservándole el cariño que normalmente se guarda para los descubrimientos personales. Ellos fueron los que formularon nuevas interpretaciones de conceptos clásicos, como el de “actividad”, que habían sido los íconos lingüísticos de las nuevas tendencias pedagógicas. En la tercera fase (1963-1976), hubo un intento generalizado de apropiación de algunos de los elementos dominantes en la cultura pedagógica y en la cultura escolar de las primeras décadas del siglo XX. Las reformas legales, las publicaciones profesionales y la práctica escolar se impregnaron con términos que procedían y recordaban al movimiento de la Escuela Nueva.

Ensino secundário e psicologia na década de 1930: a perspectiva de Antônio Carneiro Leão

PID: S2238-00942012000100008 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Sass Minhoto
Analisa-se a organização do ensino secundário em duas obras de Antônio Carneiro Leão (1887-1966), intituladas Tendências e diretrizes da escola secundária (1936) e Introdução à administração escolar (1939). Explora-se a hipótese de que a recorrência à psicologia associa-se às exigências da industrialização: a crítica da educação fundamentada nas ciências e a difusão, no campo educacional, da razão instrumental, ideologia imanente à sociedade industrial. As proposições do educador vinculam-se àquelas que propugnaram a modernização do país, mediante a ciência e a educação, o ensino profissional baseado no trabalho, os princípios da Escola Nova, da psicologia experimental e dos métodos ativos, o nacionalismo e um desenvolvimento social e econômico dentro da ordem (positivismo e evolucionismo).

Escolas e cidades do sertão (1933-1945): espaço, endereço e arquitetura

PID: S2238-00942012000200005 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Pinto
O objetivo deste texto é abordar, como discurso da modernidade no estado de Goiás, a conformação da materialidade arquitetônica e urbanística das escolas de sua capital, Goiânia, no momento em que a cidade era planejada, construída e ocupada. Fez-se uso de fontes cartográficas, textuais, iconográficas e orais para analisar a tessitura urbana da cidade-capital e localizar espaço, endereço e arquitetura das escolas. O diálogo teórico dá-se com historiadores da educação brasileira que tratam as relações entre o urbano e o escolar e autores empenhados em demonstrar como o discurso constitui sentidos sobre a cidade. As conclusões sinalizam para o papel da escola no projeto de modernidade em curso em Goiás e para a relevância da materialidade escolar na forja da cultura urbana de Goiânia.

Memória das práticas educativas durante o primeiro governo Vargas na cidade de Novo Hamburgo - RS

PID: S2238-00942012000200006 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Kerber Schemes Prodanov
No presente trabalho, analisamos a memória de pessoas que estudaram em escolas étnicas alemãs durante o primeiro governo Vargas (1930-1945), na cidade de Novo Hamburgo - RS. A maior parte das escolas dessa região, naquela época, era comunitária e étnica alemã, sendo que a região foi marcada pelo processo de imigração desencadeado no Brasil no século XIX. Durante o período analisado, houve um processo de reconstrução e massificação de uma versão sobre a identidade nacional brasileira, no qual o sistema educacional sofreu forte impacto. Na região em estudo, houve um processo singular de lutas de representações e violência física e simbólica na afirmação dessa identidade nacional.

Natureza, infância e ciência no Brasil dos anos 1920/30: a pedagogia moderna e a Bibliotheca de educação

PID: S2238-00942012000300003 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Rito Aquino
O presente artigo propõe-se a examinar a emergência daquilo que se convencionou denominar modernidade pedagógica no Brasil dos anos 1920/30, por meio de uma análise, de vocação genealógica, da racionalidade normativa então vigente, bem como de seus possíveis efeitos sobre a atualidade escolar. Coube-nos, assim, problematizar as investidas devotadas à vinculação determinista entre certas noções de natureza, de infância e de ciência. Tendo como fonte alguns volumes publicados junto à Bibliotheca de educação, importante veículo de difusão de ideias na fase áurea do escolanovismo, a investigação levada a cabo aponta, à luz de uma teorização de viés pós-estruturalista, que as práticas escolares modernas vêm-se firmando como vigorosas matrizes para a forja e o espraiamento de bioidentidades.

No rastro de velhos jornais: considerações sobre a utilização da imprensa não pedagógica como fonte para a escrita da história da educação

PID: S2238-00942012000100003 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Campos
O artigo busca contextualizar a importância adquirida pelos jornais de variedades no cotidiano das sociedades urbanas no Brasil dos séculos XIX e XX, bem como problematizar a ocupação feita desse espaço discursivo por intelectuais de diversas origens e graus de consagração. Trata, além disso, dos procedimentos teórico-metodológicos a serem observados por aqueles que tomam tais jornais tanto como fontes quanto como objeto de pesquisa para a escrita da história da educação brasileira.

O ensino de sociologia e a organização do trabalho didático no Colégio Pedro II (1925-1945)

PID: S2238-00942012000300005 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Brito
Este artigo tem como objeto o ensino de sociologia no Colégio Pedro II, entre 1925 e 1945. Seu objetivo é explicitar como se entrelaçam uma dada organização do trabalho didático e o ensino de sociologia, considerando a relação educativa e os instrumentos de trabalho utilizados para o ensino dessa disciplina. Suas fontes primárias são as atas da Congregação; programas de ensino e textos escolares de sociologia. Concluindo, as análises realizadas permitiram mostrar a relação educativa estabelecida no ensino dessa disciplina no Pedro II, mediada ainda pela presença de compêndios. Isto revelou o papel de autores como Delgado de Carvalho, que tiveram influência na difusão do conhecimento sociológico, ou seja, na mediação entre um dado corpus teórico e os professores e alunos do ensino secundário.

O livro didático: alguns temas de pesquisa

PID: S2238-00942012000300008 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Munakata
As pesquisas sobre o livro didático obtiveram grande crescimento nos anos 1990 e 2000, incorporando aportes da história do currículo e das disciplinas escolares, da história cultural e da história do livro e da leitura. Organizaram-se centros e grupos de pesquisa; promoveram-se projetos e eventos sobre o tema, no âmbito brasileiro e internacional. Este artigo descreve, resumidamente, a constituição desse campo de pesquisa com a formulação de referenciais teóricos e metodológicos, assim como enumera algumas pesquisas recentemente realizadas que exemplificam a atual diversificação temática, que tem permitido examinar o livro didático como elemento fundamental das políticas públicas de educação, das práticas didáticas e da constituição e transmissão dos saberes e da cultura escolar.

O modelo de escola graduada e a expansão da rede escolar no município de Lisboa (1881-1892)

PID: S2238-00942012000200002 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Silva
Este artigo procura registar a visibilidade política que a escola graduada assume no quadro de um projeto de educação popular nascido sob a égide de maçons republicanos. O que se discute, em particular, são as razões que determinam, no decurso da primeira grande experiência de descentralização do ensino em Portugal (1881-1892), a identificação da política educativa do município de Lisboa com a nova organização administrativo-pedagógica. Um traço marcante é o de que a escola graduada responde com extrema eficácia ao desígnio de escolarizar um elevado número de crianças. Por outro lado, o autor associa o novo modelo de organização escolar à ascensão de um corpo docente qualificado, indispensável para o entendimento da escola graduada enquanto comunidade orgânica; credita, no fundo, à ideia de especialização, algo que tem que ver com o desenvolvimento científico da pedagogia e com a transação do saber pedagógico no seio de uma comunidade de “especialistas”.

Os relatórios das Delegacias Regionais de Ensino do Estado de São Paulo como fonte de pesquisa para a história da educação - décadas de 1930 e 1940

PID: S2238-00942012000100004 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Celeste Filho
De 1933 a 1944, as 21 Delegacias Regionais de Ensino do Estado de São Paulo elaboraram relatórios inventariando as escolas paulistas inspecionadas no período. Ao menos 68 desses relatórios foram preservados no Arquivo Público do Estado de São Paulo. O atual artigo apresenta parte desse acervo como importante fonte de pesquisa para a história da educação. Ao dividir essa documentação entre fontes visuais e fontes escritas, o texto privilegiará as fontes visuais. Serão debatidas as dificuldades metodológicas do uso deste tipo de fonte. Na sequência, será exemplificada parte das informações visuais que esses documentos possibilitam aos pesquisadores. O artigo se encerra com uma breve amostragem das informações textuais que os relatórios fornecem aos historiadores.

Professoras catarinenses: razões para escolher e permanecer na carreira

PID: S2238-00942012000300009 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Melo Valle
Este escrito analisa, a partir do desenvolvimento do projeto Memória docente e justiça escolar, algumas razões que levaram professoras aposentadas da Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina a escolher e permanecer na carreira docente. O recorte temporal para efetuar a análise é entre meados dos anos de 1950 e a década de 1960. Acreditamos que, ao compreender as causas que as moveram a escolher e perseverar na prática da profissão, bem como questões que marcaram sua carreira profissional, contribuímos para o entendimento de perspectivas caras à carreira docente que permitem pensar a história da formação e a memória das docentes catarinenses, não em si mesmas, mas como constituidoras de um campo maior e mais complexo, que articula história e sociologia da educação.

Projetos educativos para as populações do campo nos anos de 1950 e ProJovem Campo - Saberes da Terra: desenvolvimentismo e proposições dos organismos internacionais

PID: S2238-00942012000200009 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Hidalgo
Para demonstrar os elementos de continuidade entre as propostas de educação do campo dos anos de 1950 e o Programa ProJovem Campo - Saberes da Terra na atualidade, relacionou-se o desenvolvimentismo ao papel dos organismos internacionais e aos projetos educativos nesses períodos. Explicitou-se, nos anos de 1950, a modernização da cultura das populações e das técnicas agrícolas como estratégias de obtenção dos benefícios sociais e controle dos movimentos camponeses. Já nas orientações dos organismos internacionais, a partir dos anos de 1990, revelou-se a ênfase na redução da pobreza e preservação do meio ambiente como condições para o desenvolvimento econômico, na proposta do desenvolvimento sustentável, em que o protagonismo dos movimentos sociais do campo é enfatizado.
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