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Tempos de Império: a trajetória da geometria como um saber escolar para o curso primário

PID: S2238-00942012000300004 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Valente
O texto analisa a trajetória inicial de constituição da geometria como uma das matérias de ensino do curso primário brasileiro. O período de estudo compreende das primeiras décadas àquelas finais do século XIX. As fontes para a pesquisa levam em consideração, sobretudo, a documentação oficial e os livros didáticos. A empiria é analisada sob a ótica histórico-cultural. Analisam-se, em termos da definição das matérias a comporem os ensinos da escola primária, a apropriação das propostas de Condorcet, as discussões ocorridas no Congresso Nacional brasileiro e a elaboração de uma geometria prática para ensino nos anos iniciais escolares. Os resultados do estudo apontam para a sedimentação do desenho linear como uma geometria para o curso primário.

Uma “missão para civilizar ”: a visão de educação popular do Sindicato de Mães Anglicanas e da Sociedade de Amigas das Moças (1886-1926)

PID: S2238-00942012000100002 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Anderson-Faithful Bontempi Jr
O Sindicato de Mães (1886) e a Sociedade de Amigas de Moças (1874) eram organizações oficiais da Igreja Anglicana da Inglaterra. Elas desenharam um ideal de feminilidade religiosamente informado e afirmaram a importância das mulheres como exemplos de cidadania cristã com a missão de melhorar a sociedade. Afirmaram a maternidade como um projeto educacional significativo. Este artigo identifica os três principais modos pelos quais esta missão educacional popular foi realizada: primeiro, pelo exemplo da mãe no lar; em segundo, pela educação informal inerente às práticas organizacionais e, em terceiro, pelas práticas educacionais explícitas. A despeito dos valores sociais conservadores, a ampla participação das organizações indica que sua missão de promover as mulheres como educadoras religiosas teve um grande apelo.

Usos sociais da cultura escolar prescrita no ensino secundário

PID: S2238-00942012000100007 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Dallabrida
Este trabalho procura compreender os usos sociais da cultura escolar prescrita em nível nacional em três estabelecimentos de ensino secundário de Florianópolis, na década de 1950. Coloca-se o foco sobre: o Colégio Catarinense, administrado por padres jesuítas e voltado exclusivamente para homens; o Colégio Coração de Jesus, dirigido por Irmãs da Divina Providência e com clientela feminina; e o Colégio Estadual Dias Velho, escola pública, gratuita e coeducativa. À luz das proposições de Roger Chartier, considera-se que as instituições escolares se apropriam dos bens culturais de forma diferenciada e criativa. Essa análise sócio-histórica baseia-se em documentos escritos, bem como em depoimentos de ex-professores/as e alunos/as egressos/as.

Wilson Martins: entre a intelligentsia e a universidade (1951)

PID: S2238-00942012000100005 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Campos
Este artigo visa analisar a presença de Ortega y Gasset entre o grupo paranaense na década de 1950, particularmente sua presença no pensamento de Wilson Martins, privilegiando o debate em torno das ideias de intelectual e de universidade. Discorre sobre a contribuição desse pensador paranaense no processo de constituição e organização do ensino superior no Paraná e enfatiza que o seu papel consistiu em promover o debate sobre a presença do intelectual na sociedade moderna, atribuindo-lhe a missão de guardião da moral e arauto da renovação cultural, sem esquecer o contexto político-cultural do Brasil e da Europa como pano de fundo da criação do ensino superior. Apoia-se no discurso intitulado “A revolta contra a inteligência e a missão da universidade”, proferido na Universidade do Paraná, em 1951, e na obra História da inteligência brasileira, escritos pelo pensador.

“Gesticulação nobre, sympathica e attitude digna”: educação do corpo na formação de professoras (Escola Normal Modelo da Capital, Belo Horizonte, 1906-1930

PID: S2238-00942012000100009 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Moreno Segantini Fernandes Jesus
Este trabalho enfoca a educação do corpo, dos sentidos e das sensibilidades e a constituição de uma educação physica na formação de professoras na Escola Normal Modelo da Capital, instituição criada em 1906, em Belo Horizonte. As fontes consultadas dão-nos indícios tanto do processo de constituição de disciplinas voltadas à educação do corpo e das sensibilidades (gymnastica, educação das sensibilidades e dos sentidos, trabalhos manuaes, canto etc.) como da maneira que vão se institucionalizando tempos, espaços e práticas com esse fim, revelando também sujeitos envolvidos com esta constituição.

“Oh! Escarneo! Tendes visto o que é a escola rural; ver uma é ver todas material e moralmente”: um estudo sobre os materiais, os métodos e os conteúdos da escola rural em Minas Gerais (1892-1899)

PID: S2238-00942012000200004 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2012
Autores: Musial Galvão
O artigo tem como objetivo apreender as especificidades da escola rural em Minas Gerais, no final do século XIX, no que se refere aos seus materiais, métodos e conteúdos. Foram utilizados, como fontes principais, relatórios de inspetores escolares, dos secretários dos Negócios do Interior e mensagens dos presidentes de Estado. O artigo mostra que as críticas em torno da escola de instrução primária, nos anos iniciais da década de 1890, não se destinavam exclusivamente àquelas localizadas em povoados e aldeias. Ao final da década, no entanto, a escola rural será produzida como rústica e arcaica. Essa produção se dará por meio de um conjunto de práticas que destinou a ela um lugar marginal nas políticas do governo e pela elaboração de uma produção discursiva, sobretudo por narradores advindos das cidades, que passou a identificá-la ao atraso e à precariedade.

A aventura de inventariar: uma experiência no Museu da Escola Catarinense

PID: S2238-00942011000100003 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2011
Autores: Silva Petry
O trabalho que se apresenta é resultado de uma experiência de inventário de parte do acervo do Museu da Escola Catarinense. Iniciamos o texto com uma reflexão a respeito do trabalho de inventário, compartilhamos alguns desejos, limites e dúvidas e discorremos brevemente sobre informação museológica. Na sequência, tratamos da trajetória do museu até o momento de realização do inventário do acervo e criação do banco de dados para abrigar informações, e socializamos os caminhos percorridos nessa “aventura”. A principal motivação deste registro foi a escassez de material subsidiário com que nos deparamos no momento de realizar a tarefa e o desejo de socializar a experiência, mesmo reconhecendo seus limites.

A escola como lugar da não alegria em escritos literários

PID: S2238-00942011000300006 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2011
Autores: Santana
O texto pretende abordar os conflitos inerentes às práticas escolares, mais particularmente os que se originam nas relações discentes e docentes. Para tanto, foram usados textos literários de autores brasileiros nos quais se percebem marcas dessa relação. A presente análise é um recorte de tese (PUC-SP, 2011) sobre o modelo internato na educação brasileira tendo-se a literatura como fonte investigativa. Apresenta, nos exemplos textuais recolhidos, como principal norteamento teórico a crítica de Adorno sobre os empecilhos nas práticas do magistério, contraposta ao pensamento de G. Snyders, segundo o qual a escola pode ser o espaço para intervenções positivas no sentido da afetividade.

A escola e a República: o estadual e o nacional nas políticas educacionais

PID: S2238-00942011000100008 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2011
Autores: Veiga
O artigo discute a reestruturação da escola primária no Brasil nas primeiras décadas republicanas como um processo político- social integrante das tensões entre as políticas estaduais e o desenvolvimento do nacionalismo. Demonstrou-se que a demanda pela participação efetiva da União no combate ao analfabetismo e ampliação da escola primária como condição de exercício da democracia se processou como parte da crise do federalismo brasileiro concomitante à construção do nacionalismo.

A experiência de constituição de uma fonte documental a partir dos instrumentos de ensino de química e física do Colégio Culto à Ciência de Campinas/SP

PID: S2238-00942011000100004 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2011
Autores: Meloni
Este artigo tem como objetivo apresentar uma experiência de construção de uma fonte documental a partir do acervo de instrumentos pedagógicos para o ensino da física e da química do Colégio Culto à Ciência de Campinas. Esse acervo foi constituído na virada dos séculos XIX/XX, num período em que a educação secundária passou a valorizar o conhecimento das ciências da natureza. Portanto, a análise dessa fonte documental fornece muitos indícios de como se deu esse processo. Neste texto, procurou-se discutir algumas possibilidades de análise e as limitações desse tipo de documento. Este trabalho insere- se na linha da história cultural e particularmente no campo da educação, no da história das disciplinas e da cultura material escolar.

A história da educação em perspectiva comparada no contexto luso-brasileiro: duas décadas de produção

PID: S2238-00942011000200007 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2011
Autores: Martínez Souza
O texto discute parte dos resultados de levantamento documental nacional e internacional, aqui enfocando a produção científica relacionada à história da educação em perspectiva comparada Brasil-Portugal, publicada no período 1986-2006. Os estudos vinculados a esta temática encontram-se reunidos em seis categorias: produção e circulação internacional de saberes pedagógicos, historiografia da educação, escolarização primária, infância, profissão docente e disciplinas escolares. Dentre outros aspectos, a análise desta produção permite observar um predomínio quantitativo dos estudos que abordam a primeira temática, assim como ausências e lacunas de determinados temas importantes, revelando caminhos que precisam ser mais bem explorados.

A produção histórica de categorias de apreensão do aluno na educação portuguesa (1880-1900)

PID: S2238-00942011000300004 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2011
Autores: Gouvea
O trabalho busca analisar, no interior deste processo de afirmação da escola como espaço formador das novas gerações ao longo do século XIX, um período delimitado (duas últimas décadas do século XIX), em um contexto nacional específico (Portugal), a produção de conhecimentos sobre o aluno (definido por seu pertencimento geracional: criança/jovem). Busca-se apreender, na produção discursiva sobre a criança/aluno e seus processos de desenvolvimento, a difusão de conhecimentos científicos, contemplando a análise de suas matrizes epistêmicas. Tem-se como fonte as revistas de educação e ensino, compreendidas como dispositivos característicos daquele momento histórico de formação do professorado, circulação dos discursos científicos e afirmação dos especialistas como detentores de um saber socialmente legitimado. Verifica-se, por um lado, ao longo do período, a afirmação de uma ciência fundada no modelo positivista spenceriano. Por outro, observa-se o progressivo deslocamento de um paradigma histórico comtiano na análise dos processos de desenvolvimento da criança, para um referencial médico-higienista, voltado para a caracterização e medida dos caracteres fisiológicos dos alunos, indicativos de seu nível de desenvolvimento mental, racialmente definido. Revela-se a tensão, característica da ciência oitocentista entre os termos raça/ história na explicação dos fenômenos individuais, sociais e culturais.

As passeatas estudantis: aspectos da cultura escolar e urbana

PID: S2238-00942011000200006 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2011
Autores: Amaral
Com uma visão que privilegia a participação discente, o presente trabalho analisa a rivalidade entre duas escolas da cidade de Pelotas - o Colégio Gonzaga, católico, e o Colégio Pelotense, de ensino laico - que tinha seu ponto alto nas irreverentes passeatas estudantis realizadas pelos alunos do Pelotense. O significado e os desdobramentos dessas disputas no contexto sociocultural urbano são a principal questão a partir das quais se desenvolve este estudo que enfatiza as décadas de 1930 a 1960 - época de explícitas rivalidades entre as duas escolas; reflexo, também, do conflito que vinha ocorrendo no Brasil entre os princípios educacionais que as sustentavam: o ensino laico (não confessional) e o ensino católico.

Congregações católicas e educação: o caso da Sagrada Família de Bordeaux

PID: S2238-00942011000200005 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2011
Autores: Leonardi
A fim de discutir a chegada ao Brasil de muitas congregações religiosas femininas que afirmavam ter como finalidade o trabalho na educação, apresento aqui o caso da congregação das irmãs da Sagrada Família de Bordeaux. Este artigo analisa as circunstâncias da vinda das irmãs para o Brasil e as formas de ação estabelecidas por elas no país a fim de compreender seu percurso desde sua chegada (1908) até a fundação de um colégio (1953), confrontando-o com outros casos já estudados pela bibliografia. As fontes aqui apresentadas oferecem a possibilidade de observar as escolhas e as táticas utilizadas pelas irmãs para se estabelecerem no Brasil e desenvolverem suas atividades.

Das ciências instituídas às ciências ensinadas, ou como levar em conta a atividade didática na história das ciências

PID: S2238-00942011000300003 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2011
Autores: Belhoste
O texto trata da relação entre ciência e educação na historiografia, problematizando a separação entre as duas atividades e realçando o papel da educação na atividade científica. Primeiramente, distingue a questão da contextualização histórica, que é amplamente aceita, da questão epistemológica, relacionada ao lugar da história da educação na história das ciências. Defende- se aqui a ideia de que a história da educação científica não é exterior à história das ciências. Critica-se a noção de transposição didática difundida por Chevallard, por reforçar a diferença entre conhecimento científico, de um lado, e, de outro lado, o conhecimento a ensinar ou ensinado. Por fim, argumenta que as ciências instituídas são palco de permanente reconstrução disciplinar e que os conhecimentos científicos não estão presos aos contextos sócio- culturais que permitiram seu surgimento.

Descrever os documentos, construir o inventário, preservar a cultura material escolar

PID: S2238-00942011000100006 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2011
Autores: Menezes
O presente texto tem por objetivo apresentar a construção do inventário dos documentos do arquivo histórico, da antiga Escola Normal de Campinas, o que conjugou os esforços de uma equipe de pesquisadores, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no âmbito do projeto “Preservação do Patrimônio Histórico Institucional: Escola Estadual Carlos Gomes” subvencionado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e com publicação impressa apoiada pelo Fundo de Apoio ao Ensino, à Pesquisa e Extensão (Faepex)/Unicamp.

El impacto de las nuevas sociabilidades: sociedad civil, recursividad comunicativa y cambio educativo en la hispanoamérica postcolonial

PID: S2238-00942011000200002 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2011
Autores: Caruso Roldán Vera
El artículo analiza las diferentes trayectorias del sistema de educación en mutua en tres ciudades hispanoamericanas coloniales. Ante la aceptación generalizada de este método de enseñanza elemental en las elites hispanoamericanas, se platea la pregunta acerca de los posibles factores que favorecieron su implementación y consolidación variables en las ciudades de México, Buenos Aires y caracas. A partir de un análisis con elementos prosopográficos sobre la Compañía Lancasteriana de la ciudad de México, la sociedad Lancasteriana de Buenos Aires, la Sociedad de Damas de Beneficencia de la misma ciudad y el grupo de apoyo a la llegada de Joseph Lancaster mismo en caracas, se presenta el grado de cohesión institucional y de vinculación política de estas iniciativas típicas de la nueva sociabilidad asociacionista como un factor de considerable peso en la producción del cambio educativo postcolonial en un contexto de suma debilidad de la iniciativa puramente estatal.

Espaços mistos: o público e o privado na instrução do século XIX

PID: S2238-00942011000300005 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2011
Autores: Limeira
Reconhecendo que, no Brasil, a separação formal entre as forças pública e particular exige ser problematizada, o objetivo deste trabalho é compreender melhor o arranjo daquelas forças em sua atuação na educação da segunda metade do século XIX. Para trabalhar a hipótese de imbricação entre um e outro domínio nos assuntos educacionais, foram investigados os processos de subvenção concedidos pelo Estado, entre os anos 1870 e 1880, aos colégios particulares da Corte Imperial, no intuito de promover o ensino primário aos meninos e meninas em “extrema pobreza”. Foram analisadas as fontes primárias que evidenciam os procedimentos impetrados, as autoridades envolvidas, as justificativas que garantiam, ou não, a aprovação daquelas subvenções, os valores demandados para os pagamentos e as pessoas que as reivindicavam. Com efeito, a reflexão permitiu pensar o sistema de regras do qual a subvenção fazia parte e os laços entre público e particular daí resultantes.

Grupos étnicos, pluralidade cultural e políticas públicas na história da educação, no Rio Grande do Sul

PID: S2238-00942011000100009 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2011
Autores: Kreutz Luchese
Na última década, tivemos diversas declarações de princípios no sentido de preservar os bens imateriais da diversidade cultural, especialmente as línguas, num claro sinal de mudanças profundas de concepção. Historicamente a diversidade cultural era considerada empecilho para a formação da Nação, exigindo severas medidas para extingui-la. A questão central do texto é epistemológica, a saber: que conceitos facultam pesquisar a interação de culturas na história da educação? Isto nos situa em referências da história cultural, construídas em diálogo com a antropologia. Com referências a pesquisas anteriores sobre processo escolar entre grupos étnicos, no entanto, privilegia-se neste texto a questão teórica relacionada com conceitos que permitem analisar a questão do diálogo entre culturas, tendo como referência os grupos étnicos do Rio Grande do Sul, com ênfase nos imigrantes e seu processo escolar étnico.

Herança educativa e museus: Reflexões em torno das práticas de investigação, preservação e divulgação histórica

PID: S2238-00942011000100005 | Periódico: Revista Brasileira de História da Educação (2238-0094) | Ano: 2011
Autores: Felgueiras
Em Portugal, a preservação do patrimônio educativo e seus acervos emerge quase em simultâneo entre os professores e historiadores da educação. As memórias da escola, a procura e guarda de acervos de professores foram introduzidas na historiografia em Portugal e no Brasil na década de 1990. Simultaneamente se tornou visível a necessidade de intervenção cívica para a salvaguarda das fontes e, progressivamente, tomou-se consciência da sua importância como um legado a transmitir. O trabalho de estudo, inventariação, recolha e exposição dos artefatos procura constituir a cultura escolar na sua materialidade. Neste artigo propomo-nos refletir, do ponto de vista epistemológico, o significado destas atividades quer para a historiografia da educação, quer para a divulgação do conhecimento, quer para os museus.
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