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(Re)construindo aulas de Língua Portuguesa no diálogo entre universidade e escola

PID: S2317-09722018000300077 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Miqueletti Buin
Resumo Apresentamos o relato de parte da experiência vivenciada durante o projeto de extensão “Leitura e escrita: possibilidades para a Educação Básica”, desenvolvido no âmbito das atividades do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), na Faculdade de Artes, Comunicação e Letras (FACALE) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). O objetivo era oportunizar diálogos teóricos e práticos/metodológicos e a experimentação entre professores da educação básica, professores universitários e alunos do curso de Letras, sobre a leitura e a escrita de gêneros que fazem parte do cotidiano de ensino das escolas. Formação que possibilita a partilha e a ampliação dos conhecimentos dos envolvidos, ou seja, a formação inicial e continuada dos docentes. Relatamos como foi organizado o projeto, com destaque para as escolhas teóricas e metodológicas e abordamos o primeiro conteúdo desenvolvido no projeto, que envolveu o trabalho com a leitura de textos sincréticos.

A máquina fílmica e a tela preta/branca como ferramentas de desterritorialização

PID: S2317-09722018000100015 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Shilina-Conte
Resumo: Este trabalho1 explora os papéis e as funções da tela preta e branca no cinema. Toma como base a filosofia de Gilles Deleuze em geral e sua teoria do cinema em especial, fazendo uma análise transversal dos quadros conceituais. Explorando as abordagens contemporâneas do cinema menor, e através de uma comparação com o conceito de “literatura menor” de Deleuze e Félix Guattari, examina-se a tela preta/branca como uma ferramenta de desterritorialização da linguagem cinematográfica hegemônica e como uma introjeção da gagueira e do mutismo nas obras. Defende-se que as telas pretas e brancas são empregadas no cinema como um método de desterritorialização ou como uma forma de “tornar estranho” o regime de significação dominante dos códigos e práticas de Hollywood. Esses cortes pretos ou brancos contrapõem-se à História oficial no singular e à grande narrativa enquanto totalidades, introduzindo na obra uma multiplicidade de outras possíveis narrativas (histórias).

A sorte deste mundo: percursos de Marília de Dirceu no século XIX

PID: S2317-09722018000100073 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Furtado
RESUMO: Num dia incerto de fevereiro de 1810 desaparecia, na ilha de Moçambique, o magistrado, jurista e poeta Tomás Antônio Gonzaga. Nascido na cidade do Porto em 1744, tornou-se célebre por sua participação - suposta ou verdadeira, mas sempre negada por ele - na Inconfidência Mineira (1788-1789), posteriormente erigida como instante fundador da brasilidade pela história oficial. Mas ele figura sobretudo como autor, entre outras obras, de um dos mais difundidos livros escritos em língua portuguesa: Marília de Dirceu, conjunto de poemas líricos inicialmente publicado, em quatro edições acrescidas, de 1792 a 1802. As inúmeras edições desses versos, entretanto, nunca foram acompanhadas de certa investigação bibliográfica talvez elementar. É dela que este artigo trata.

Alice no País da LIBRAS: uma experiência/reflexão pedagógica de letramento para educandos surdos

PID: S2317-09722018000300091 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Cherem Opolz
Resumo Ler e escrever pode ser fascinante quando a aprendizagem é ambientada por temáticas que despertam o interesse e estimulam o imaginário infantil. E para os alunos surdos, que aprendem a ler pela via lexical, a prática de letramento precisa ser instigante, conduzindo e desafiando o educando ao uso funcional da leitura e da escrita e à descoberta de um mundo de conhecimentos, tal como a menina Alice, de Alice no País das Maravilhas, da obra de Lewis Carroll. Ou seja: o processo de letramento precisa ser significativo, com temas que despertem o interesse das crianças para uma efetiva construção de sua aprendizagem. Assim, este projeto de letramento pela via direta - realizado entre agosto e setembro 2016 com uma turma do 3° ano do ensino fundamental de uma escola de educação bilíngue para surdos - foi contextualizado na obra Alice no País das Maravilhas, tendo por objetivo estimular a leitura e desenvolver a escrita. Tal projeto mostrou-se efetivo, oportunizando aos alunos surdos a construção e assimilação de significados para palavras, frases e textos lidos, e desenvolvendo o uso funcional da leitura e da escrita em português brasileiro - na perspectiva de uma segunda língua, já que a língua natural dos educandos surdos é a LIBRAS. Então, utilizando a LIBRAS como ferramenta de mediação e pautando-se na interdisciplinaridade, este projeto de letramento foi estruturado em etapas de leitura, interpretação, produção e narrativa, promovendo atividades de análise linguística, leitura ideovisual de variados gêneros textuais e produção escrita de textos coletivos e individuais - contextualizadas no enredo da obra de Lewis Carroll.

Bergson e a subjetividade: memórias da terra natal

PID: S2317-09722018000300125 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Costa
Resumo Como nuance de subjetividade, inspirada pela filosofia bergsoniana, o presente texto busca narrar/mostrar imagens do passado - imagens essas que se configuram como um convite ao leitor para que, ao entrar nesse mundo subjetivo apresentado pela autora, venha trilhar seu próprio mundo, evocando sua própria duração e suas lembranças.

Boca de lixo: o outro, o nome e o encontro

PID: S2317-09722018000200033 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Ribetto Filé
Resumo Este ensaio é um esforço para pensar o documentário Boca de lixo, de Eduardo Coutinho, como uma expressão estética que nos permite abordar os sentidos e os efeitos provocados por algumas das suas passagens e ampliar um dos conceitos com os quais trabalhamos há um tempo: o encontro. O encontro como espaço de conversação e como contorno metodológico possível para as pesquisas que interpelam a diferença e as relações de alteridade como questões para o campo da Educação. Para isso, ensaiamos algumas cenas de sentido. O Outro: o que há nele? e A pergunta e seus efeitos em nós: cenas que se ampliam a partir da abertura de um campo problemático e do conceito de encontro e suas condições de possibilidade para que a diferença seja mantida na sua radicalidade.

Cinema e intensidades: close-up e esgotamento

PID: S2317-09722018000100059 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Speglich Amorim
Resumo: A partir da produção audiovisual Jamais seque lágrimas sem luvas, buscamos analisar a construção das imagens em si, aceitando o convite de pensá-las em sua capacidade não de representar o movimento da realidade ou a realidade do movimento, mas talvez de conjugar, ou até conjurar, um outro plano de movimento e sentido, em especial, as formas de movimentação da câmera de aproximação ou close-ups e suas potências de construção de um sentido de esgotamento. As questões que nos movimentam são: por que essas imagens e palavras estão aqui? Que intensidades e encontros nos provocam? E, nos encontros com as provocações de Gilles Deleuze: o que a leitura dessas imagem ensinam?1

Convite à criação: deslocamentos da palavra na escola

PID: S2317-09722018000200137 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Luz Fischer
Resumo Neste artigo, discutimos o tema do convite à criação na escola, especialmente em relação à leitura e à escrita, a fim de pensá-lo como invenção de outros modos de experienciar as palavras em uma narrativa literária. Pensamos o tema do convite a partir das noções de sensibilidade, limite e comoção, junto a autores como Michel Foucault, Anton Tchékhov, Agnès Varda e Wim Wenders. Guardadas as distâncias, as autorias e as condições de produção, os materiais artísticos e filosóficos produzidos por esses autores são mobilizados, lado a lado, na discussão de dois contos produzidos por estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental. No enlace entre filosofia, arte e escrita literária, problematizamos a leitura e a escrita na escola, como convite ao deslocamento.

Errâncias: cartografias em trajetos de-formativos

PID: S2317-09722018000100085 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Kasper Tóffoli
Resumo: Convocamos fragmentos de andanças de duas professoras, duas proposições de escrita em trajetos diversos que se compõem, lendo a formação como devir, abertura para novos encontros. Uma delas coloca-se um pouco à deriva, com Jack Kerouac, Suely Rolnik, clowns e mais. Outra passeia com Félix Guattari, Fernanda Eugénio e João Fiadeiro, por cidades, catando. Ambas se encontram com Agnès Varda. Territórios que se desfazem enquanto novas composições se delineiam, num processo sem fim de leituras e aberturas de mundos.

Fazendo e desfazendo gênero em Billy Elliot

PID: S2317-09722018000200051 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Ferrari Souza Castro
Resumo O convite deste artigo é colocar o pensamento sob suspeita: por que se pensa o que se pensa? Como os pensamentos organizam as ações no mundo e as relações pessoais? São estas questões que estão no foco das problematizações que se tomam como desafio a partir do filme Billy Eliot, a história de um menino que insiste em romper com a tradição familiar de lutadores de boxe, para se arriscar no balé. A partir deste drama cinematográfico, discute-se a construção dos gêneros pela perspectiva de Judith Butler, ou seja, como o masculino pode ser entendido dentro do projeto de fazer e desfazer o gênero.

Gêneros textuais nos livros didáticos do Ensino Médio

PID: S2317-09722018000100099 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Zanchetta Jr Mazzo Menegon
Resumo: Este artigo analisa o conjunto de textos de terceiros constantes em livros didáticos aprovados pelo MEC em 2015, dentro do Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio (PNLEM). Partindo da referência de gênero textual amparada pelas diretrizes curriculares nacionais, avaliam-se as coleções mais distribuídas no país, observando-se os gêneros empregados, os domínios discursivos a que os gêneros se referem, as condições de apresentação e finalidades dos textos. Observam-se ainda características que ajudam a explicar o sucesso da coleção mais distribuída no PNLEM/2015.

Heterotopias e trajetividades: lugares para as diferenças nas subjetividades nômades

PID: S2317-09722018000200119 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Carvalho
Resumo A partir de duas experiências cinematográficas, Omar e The giver (O doador de memória) como agenciamentos de signos da arte, busca-se, ao longo do texto, explorar a ideia de que heterotopias e trajetividades são noções importantes para se pensarem as diferenças no sentido de experiências de subjetividades nômades. Para tanto, é preciso combater a máquina de produção de subjetividades sedentárias. Dessa maneira, em um primeiro momento, desde uma hipótese proustiana, intenta-se entender o que são experiências com as heterotopias e as trajetividades, sobretudo a partir do filme Omar. Em segundo lugar, a partir de uma questão extraída do filme The giver, explora-se como o campo problematizador das diferenças pode ser afirmado entre a confrontação da máquina de produção de subjetividade sedentária e a máquina de produção de subjetividade nômade.

Leitura e interlocução na sala de aula: um olhar para a produção e circulação de sentidos

PID: S2317-09722018000300059 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Barbosa Guedes-Pinto
Resumo O presente trabalho traz um recorte de uma pesquisa de Mestrado que focaliza as interlocuções entre os sujeitos (professora e alunos) no cotidiano de uma sala de aula, a fim de encontrar indícios dos sentidos elaborados pelas crianças em meio às atividades escolares. A proposta metodológica assume a perspectiva de atuação participante no campo. Entre os acontecimentos diários registrados pela professora em um caderno, destacamos neste artigo a leitura oral de um conto, A pequena vendedora de fósforos, do autor dinamarquês Hans Christian Andersen (1805 - 1875). Os enunciados dos alunos indiciam uma multiplicidade de sentidos posta em circulação, em uma dinâmica interativa vivida em aula. Seus dizeres e os da professora marcam diversas elaborações produzidas por eles durante a leitura. A pesquisa, fundamentando-se nos estudos histórico-culturais, procurou ressaltar os processos de atribuição de sentidos em que os sujeitos estão imersos na escola, que se constituem como um dos modos de apropriação da cultura humana.

Letramento digital: processos cognitivos e afetivos na produção escrita de jovens

PID: S2317-09722018000200173 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Paixão Souza
Resumo Em contextos cada vez mais tecnológicos, torna-se cada vez mais urgente repensar o processo de ensino e aprendizagem a fim de levar em consideração a formação integral dos discentes. Ensinar e aprender em tempos digitais tem sido o grande desafio da escola contemporânea já que os inúmeros meios de interação e comunicação, que são as redes sociais da Internet, têm competido consideralvelmente com a escola. O presente artigo problematiza o trabalho com a produção escrita na escola, defendendo que a cognição e a afetividade encontram-se indissóciáveis, em busca de uma formação integral dos educandos. Defende-se não só a formação acadêmico-científica, mas a formação emocional dos estudantes. Por meio da literatura especializada e a partir de nossa experiência na docência, procuramos apresentar uma discussão sobre o tema das novas tecnologias e as subjetividades contemporâneas na educação, principalmente no que diz respeito à produção escrita.

Mafalda e a escola: representações da educação argentina em cinco tirinhas de Quino

PID: S2317-09722018000100043 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Piacenti Martins
Resumo: Ainda que, na atualidade, a história em quadrinho seja reconhecida tanto pelo seu alcance quanto por ser veiculadora de ideologias e conflitos, as HQs são uma fonte ainda pouco explorada pelos pesquisadores de um modo geral. Somente nos anos 1970 surgiram trabalhos que questionaram a ausência dos quadrinhos nos discursos acadêmicos e sua classificação como gênero menor. Este artigo entende os quadrinhos como uma importante forma de manifestação cultural e de representação de uma determinada época e contexto. Nesse cenário, analisa o impacto visual e constrói relações entre Mafalda - ícone das historietas - e o cenário educacional argentino da época em que a personagem foi produzida. Além das representações do ambiente escolar, o diálogo com essa fonte documental se faz articulando estudos históricos e estudos sobre a cultura visual, reconhecendo as especificidades da fonte em suas características estéticas e como produção cultural e artística, para propor leituras e interpretações.

Natação como metáfora da leitura

PID: S2317-09722018000100029 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Kempinska
Resumo: O artigo debruça-se sobre a imagem da natação enquanto uma metáfora da leitura. Partindo das representações da navegação marítima caras à hermenêutica, tais como, por exemplo, o naufrágio com espectador, e nas quais a distância estética se vê afirmada, o texto propõe contemplar alguns dos efeitos emocionais da fruição, tais como o humor, em meios aos quais a distância não mais pode ser mantida.

Nosotros y los otros: diversidad y cuidado de sí y del otro

PID: S2317-09722018000200017 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Najmanovich
Resumen En este trabajo se intenta aprovechar la potencia del cine para gestar encuentros singulares y habilitar el cuidado de sí y del otro desde los encuentros en lugar de aplastarlo bajo los imperativos morales. Hacer lugar a la diversidad supone aceptar la radical singularidad de toda existencia. Para ello es preciso abandonar la moral del juicio con sus valores abstractos para embeberse en el paisaje de la vida. Nuestra cultura se ha organizado desde una perspectiva identitaria y normalizadora que nos lleva a deshabitar la experiencia del encuentro. De ese modo la diversidad se licúa y queda subsumida en la diferencia, capturada por lo normal como patrón de comparación.

O Cupido e o leitor: afetividade na mediação da leitura literária

PID: S2317-09722018000300047 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Souza Silva Souza
Resumo O presente artigo, resultante de uma investigação bibliográfica, tenta contribuir com reflexões sobre um componente que está presente em muitas das bem sucedidas experiências que promovem o encontro transformador com a leitura literária: a afetividade, algo que ao nosso entender passa muitas vezes despercebido como elemento partícipe do processo de constituição do leitor. Situando essa discussão no contexto educacional escolar, temos como inspiração teórica o fundador da psicologia histórico-cultural, Lev Semyonovich Vigotski (1896 - 1934). Para contribuir com tal argumentação, convidamos para esta “roda de leitura” Paulo Freire (1921 - 1997), grande representante brasileiro da teoria crítica da educação. Juntos a estes importantes teóricos, propomos pensar sobre o lugar das emoções na formação de leitores literários.

O desafio da interculturalidade frente ao desafio do letramento literário

PID: S2317-09722018000300111 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Pereira
ResumO Neste artigo, defende-se a escolarização da literatura sob os paradigmas do letramento literário (COSSON, 2016[2006]) e da compreensão intercultural da realidade (SILVA, 2000; CUCHE, 2002; BUCHOLTZ; HALL, 2004; MAHER, 2007; DANTAS, 2012; MONTIEL, 2013; dentre outros), como resposta à desarmonia definidora da sociedade brasileira pós-moderna, traduzida pelo paradoxo do máximo da racionalidade técnica e do máximo da irracionalidade comportamental (CANDIDO, 2011[1988]). Para tanto, reconhece-se, no caso do primeiro paradigma, e propõe-se, no do segundo, alguns de seus princípios socioeducativos; problematizando, ainda, as funções sociais creditadas à literatura e à sua escolarização diante das ideologias linguísticas às quais naturalmente se filiam (MAKONI; PENNYCOOK, 2012), de sua difusão no âmbito das principais agências de letramento institucionais (a exemplo da escola e da igreja) e de seu emprego potencial na formação discursiva da nação (EAGLETON, 2006[1983]; CANDIDO, 2011[1988]).

Os desafios para a formação de alunos leitores: a análise de uma experiência na escola

PID: S2317-09722018000200155 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Araújo Tassoni
Resumo Este artigo apresenta os resultados de estudo de caso que teve o objetivo de analisar uma experiência em uma escola pública de cidade do interior do estado de São Paulo, denominada Projeto Sarau Literário, visando a desenvolver nos alunos o gosto pela leitura literária. O Projeto propõe diversas atividades, envolvendo o universo literário, que colaboram para aproximar os alunos de novas expressões culturais e estéticas relacionadas com a literatura. Pautados pela teoria histórico-cultural, identificamos, no projeto, fatores que contribuem ou dificultam a aproximação dos alunos da literatura e da leitura literária. Nesse recorte, destacamos a mediação pedagógica e as mudanças no comportamento de leitor dos alunos. Os resultados contribuem para as reflexões sobre a qualidade e a natureza da mediação e sua relação com a formação de leitores. Também evidenciaram que o Projeto Sarau Literário constitui proposta promissora para a formação de alunos leitores.
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