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Leitura, escrita e livro: determinantes de práticas culturais e desenvoltura social

PID: S2317-09722010000200007 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2010
Autores: Barbosa Annibal Boldarine
Neste artigo, busca-se discutir a importância da leitura, da escrita e do livro no desempenho do sujeito leitor em sociedade. Essa discussão procura situar o papel desses elementos no tempo e no espaço social e delinear como essas práticas culturais de leitura e de escrita, aliadas ao suporte livro, podem determinar a desenvoltura do sujeito, quando capaz de acessar essas tecnologias eficazmente. Os resultados esperados situam-se na derrubada de aspectos superficiais e de senso comum acerca da leitura, do livro e da escrita, contribuindo para a ampliação das discussões sobre esses temas. Espera-se ampliar o debate que já vem sendo desenvolvido no âmbito educacional sobre leitura, livro e escrita, além da análise da relação resultante da desenvoltura do sujeito na sociedade e das suas habilidades de leitura e de escrita.

Leituras escolares do século XX: a representação do feminino

PID: S2317-09722010000100005 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2010
Autores: Pinheiro
O artigo “Leituras escolares do século XX: a representação do feminino” analisa o terceiro volume da obra Corações de crianças, da professora Rita de Macedo Barreto. O objetivo deste texto consiste em observar as práticas de leitura em instituições públicas brasileiras do século XX, verificando como as leituras destinadas às primeiras séries do Ensino Fundamental caracterizavam o sexo feminino.

Ler o discurso político: sons e imagens na produção da verdade em pronunciamentos eleitorais

PID: S2317-09722010000200003 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2010
Autores: Piovezani
A partir da alusão à divisão do trabalho entre a escrita e a alocução de pronunciamentos, pretendemos refletir sobre um aspecto da construção da autoria no discurso político, porque, comumente, o político não é o autor de suas intervenções. O locutor do discurso político deve despender recursos de diversas ordens para simular uma coincidência entre a origem e a performance do dizer. A fim de ilustrar a reflexão, realizaremos uma análise de dois fragmentos de fala de Lula, em contexto eleitoral.

Literatura e identidade: tecendo narrativas em rodas de leitura

PID: S2317-09722010000100010 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2010
Autores: Garcia
Este texto é fruto de uma pesquisa que investigou de que forma a literatura, através de rodas de leitura e a partir da ótica dos seus participantes, influi na formação do sujeito, sendo significativa na constituição de sua identidade. Os participantes eram alfabetizandos de um curso supletivo, no Rio de Janeiro. Nessa pesquisa, busquei responder a duas questões: na primeira delas entram os temas da formação e da identidade: qual o significado da literatura, no âmbito das rodas de leitura, na transformação da subjetividade do sujeito?; como criar o gosto e o hábito da leitura em quem, em princípio, por ela não se interessa? A fundamentação teórico--metodológica, de base etnográfica, pautou -se pela observação das relações entre sujeitos e sujeitos e entre sujeitos e “objetos”, buscando seus significados, sistemas simbólicos e de classificação, práticas, valores e atitudes. Roger Chartier, Umberto Eco, Michel Foucault e Paulo Freire foram alguns autores com quem mantive interlocução.

Literatura juvenil contemporânea: dilemas da pluralidade cultural

PID: S2317-09722010000200006 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2010
Autores: Rosito
Este trabalho examina o conceito de polifonia à luz dos ensinamentos de Mikhail Bakhtin, para problematizar uma amostra da literatura juvenil contemporânea no Brasil. A noção bakhtiniana de polifonia contempla pressupostos como o da refração do ser na linguagem, encontrando na luta de classes seu palco privilegiado. Procuramos incluir perspectivas de gênero e de raça no corpus examinado para ampliar o referencial teórico do pensador em questão, tornando a discussão mais densa e culturalmente mais atualizada. Dessa forma, apontamos, por um lado, como a realização da interlocução se dá somente com um projeto narrativo contra -hegemônico e, por outro lado, como a pluralidade cultural se concretiza com a revelação de elementos conflitantes procedentes também, mas não só, da luta de classes.

Notas sobre máquinas para ler, escrever e praticar hipertextualidades

PID: S2317-09722010000100004 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2010
Autores: Ribeiro
Este artigo discute a proposição de máquinas de ler e escrever, como as dos cientistas norte-americanos Vannevar Bush e Theodore Nelson, denominados, respectivamente, Memex e Xanadu, e suas relações com os processos de leitura e produção escrita. Faz-se também um retorno à roda de Ramelli, máquina de leitura múltipla inventada séculos antes. Posicionando-se criticamente em relação à hipótese da existência de leitura não linear em qualquer momento histórico, este texto conclui que, a despeito de modelos supostamente originais, a hipertextualidade inerente aos processos de leitura e escrita apenas volta à tona na história da produção intelectual.

O corpo da voz no corpo do texto: experiências de leitura em sala de aula

PID: S2317-09722010000100009 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2010
Autores: Oliveira
A partir da montagem de um sarau e de um CD em uma escola particular de Campinas, procura-se, neste artigo, narrar e refletir sobre as instâncias da leitura no trabalho com poesia, de forma que o texto esteja vinculado às experiências dos alunos e não seja tomado como assimilação de conteúdos, de informações. Sendo assim, busca-se uma visão de leitura e escrita que leve em conta seu papel formador, transformador, atravessando o sujeito e a própria estruturação da linguagem. Para construirmos uma visão dinâmica, interativa da língua, é necessário pensar a linguagem em linguagens, tendo em vista uma comunicação global. O verbo não pode ser pensado fora desse entrelaçamento, já que a comunicação acontece em situações de produção concreta, nas quais não há separação entre palavras, gestos, sons etc. Dessa forma, talvez os alunos, ao escreverem e lerem seus poemas, estejam, não só implodindo em palavras instâncias humanas (acontecidas em diferentes linguagens), mas saboreando, tateando, experimentando a produção verbal: manuseio, ofício, tessitura.

O estudo das práticas de professores alfabetizadores no ensino da leitura e da escrita (1980 a 2005): “O mudar é muito difícil”

PID: S2317-09722010000200004 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2010
Autores: Vieira Guarnieri
Neste artigo, apresentamos os resultados de um estudo que investigou o que as pesquisas dos Programas de Pós -Graduação em Educação do Estado de São Paulo produzidas entre 1980 e 2005, com foco no trabalho de professores alfabetizadores, dizem a respeito dos procedimentos, práticas e saberes que caracterizam a atuação desses docentes. Primeiramente, fazemos uma breve contextualização da alfabetização. Em seguida, destacamos a análise do corpus (oito teses e 32 dissertações) nos focos temáticos: procedimentos de alfabetização, práticas docentes e saberes docentes. Os dados apresentados neste artigo permitem apontar permanências e indícios de alterações nas práticas dos alfabetizadores e, consequentemente, nas pesquisas sobre estas.

Odisseu e o silêncio das sereias: da virtude guerreira à virtude política

PID: S2317-09722010000200009 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2010
Autores: Hernandes
Este artigo trata do sublime e mortífero canto poético, o canto das sereias, seu deleite e seu perigo. Aborda, ainda, no canto XII, da Odisseia, o momento em que o mais astuto dos generais gregos, Odisseu, o protegido da deusa da inteligência, Atena, prevenido/esclarecido pela deusa Circe, é amarrado à carlinga do barco para ouvir o canto das sereias e narrar para a posteridade o que se passou em Troia, ensinar para as gerações e gerações de gregos a virtude guerreira. Mas fala, sobretudo, do silêncio do canto poético na Polis, na República, de Platão, de primazia da razão, a busca pela virtude política.

Para cada obra, muitas histórias: uma obra infantil e seus entornos e contornos

PID: S2317-09722010000100008 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2010
Autores: Tozzi
Este texto tem o objetivo de apresentar e discutir a obra literária voltada para o público infantil Felpo Filva, da autora Eva Furnari, publicada pela primeira vez em 2006 pela Editora Moderna. O trabalho estrutura-se em três partes principais: a primeira procura contextualizar a obra no plano de sua edição e em sua circulação; a segunda recupera algumas indicações que exemplificarão a natureza assumida em sua recepção. Por último momento, será esboçada uma conclusão inicial que acentuará a historicidade da obra, com a reflexão sobre os dispositivos literários e as convenções literárias e sociais ali inscritos. Espera-se, assim, ilustrar a compreensão da fabricação de livros para a infância no polo da mediação autoral e editorial.

Possibilidades de leitura na escola: o olhar de professores de diferentes disciplinas das séries finais do Ensino Fundamental

PID: S2317-09722010000200012 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2010
Autores: Silva Oliveira
No exercício da docência, nas séries finais do Ensino Fundamental, os professores são chamados a tratar dos saberes específicos de uma determinada área de conhecimento e também da forma de ensiná-los como conteúdos disciplinares. A leitura surge como habilidade imprescindível tanto para a aquisição de conteúdos conceituais e procedimentais dos diferentes campos do saber, como para o exercício da crítica e para a expressão de ideias, sentimentos e criação artística. Este trabalho investiga as possibilidades da leitura como componente integrador das diferentes especialidades em um estudo com cinco professores experientes das séries finais do Ensino Fundamental. Os resultados mostram que é possível, em conjunto, elaborar proposta, na própria escola, para ampliar as possibilidades de leitura, em um processo permanente de formação de professores, que pode ocorrer em momentos específicos de estudo e planejamento, como no horário das Atividades Complementares, envolvendo a direção, a coordenação e os professores.

Práticas de letramento cotidianas e escolares: confrontos na sala de aula da educação de pessoas jovens e adultas

PID: S2317-09722010000100007 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2010
Autores: Simões Fonseca
Este artigo discute sobre os modos como as alunas e os alunos da Educação de Jovens e Adultos significam as práticas de letramento escolares. As investigações nesse campo de pesquisa sugerem-nos que os sujeitos adultos pouco escolarizados constroem modos de pensar e atitudes em relação às práticas de letramento a partir das relações sociais que vivenciam. Ao mesmo tempo, a análise de situações de ensino e aprendizagem da leitura e da escrita indica-nos que esses sujeitos, no esforço de apropriar-se das práticas de letramento escolares, mobilizam práticas culturais vivenciadas em outros cenários sociais, que ora estarão em consonância com a forma como a escola trata e concebe as práticas de leitura e escrita, ora não estarão. Assim, o letramento não se restringe a um conjunto de habilidades neutras a serem adquiridas, e o processo de sua aprendizagem é permeado por valores e crenças construídos socialmente.

Teatro e educação: da imersão no texto à emersão de subjetividades nos subtextos

PID: S2317-09722010000200011 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2010
Autores: Pizarro
Neste artigo apresento uma reflexão sobre a formação de leitores/autores a partir do fazer teatral e, lendo relatos de experiências com alunos de Ensino Fundamental, parto para pensar as práticas curriculares. Desse processo de reflexão, destaco algumas motivações que levam o teatro a aflorar afetividades quando da vivência do texto e do subtexto proporcionados pela prática teatral; e, portanto, acredito ser o teatro uma ferramenta eficaz quando nos propomos a uma formação integral e ética dos estudantes.
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